Publicidade

Arquivos de 08/2008:

29/08/2008 - 12:47

Cesar e Rodrigo, os Maia, traem sua candidata Solange Amaral

O jornal “O Globo” publica hoje reportagem de Sérgio Duran revelando que o deputado federal Rodrigo Maia - presidente nacional do DEM e filho do prefeito do Rio, Cesar Maia — reuniu-se ontem por uma hora com o senador Marcelo Crivella, candidato do PRB à prefeitura.

Crivella é o primeiro colocado nas pesquisas, mas vem caindo. Sua campanha parece em crise. A candidata de Cesar e Rodrigo à prefeitura é Solange Amaral, que também não vai bem. As pesquisas mostram-na empacada em quinto lugar.

Irritado ao ser surpreendido pelo repórter, Rodrigo Maia disse ter encontrado o senador para discutirem o pré-sal. Ora bolas! Dois políticos do Rio não precisam de uma hora de conversa secreta para discutir a defesa dos royalties do petróleo para o Estado. Daí porque O Globo insiste em que o tema do encontro foram as eleições municipais.

Crivella estaria acertando com os Maia um pacto de não-agressão. E por que este pacto interessaria a Cesar Maia e seu filho?

Porque está em franco crescimento nas pesquisas o candidato do PMDB, Eduardo Paes, ex-pupilo de Cesar e atualmente comandado do governador Sérgio Cabral. O prefeito anda às turras com Cabral. Tanto que tem dito que já pensa em concorrer a governador — e não ao Senado em 2010 — só para atrapalhar os planos de reeleição de Cabral. Mas se há um mal estar com o governador, com relação a Eduardo Paes o problema é maior. Cesar e Rodrigo Maia têm hoje verdadeira ojeriza pelo ex-aliado. Rodrigo mais ainda, porque é da mesma geração que o ex-pupilo de seu pai e vê em Paes um empecilho direto a seus projetos políticos no Estado. Pai e filho aceitam tudo, menos ver Eduardo Paes tomar posse como prefeito neste momento.

Então não custa tentar — por baixo do pano, naturalmente — evitar que Crivella perca espaço para Eduardo Paes. Ajudar quem está melhor colocado na luta contra o inimigo maior.

Mas tinha que ser tudo muito escondido. Porque a candidata do prefeito ainda está na chuva. E o vazamento de um encontro destes, é claro, prejudica a campanha de Solange. Passa a imagem de que nem o seu chefe político acredita mais na sua vitória.

E o pior é que é isso mesmo. Mas vão todos agora dizer que não é nada disso. Como aliás, já estão dizendo, na própria reportagem de O Globo.

Enviado por: talesfaria - Categoria(s): Sem categoria Tags relacionadas:
26/08/2008 - 09:12

SINOPSE DA IMPRENSA

Da “Coluna do Honorato”, news letter eletrônica de Carlos Alberto Honorato da Silva - karlos.honorato@terra.com.br

NACIONAIS:

- Crédito é o maior desde o início do Plano Real. Apesar de os juros de empréstimos bancários em julho terem sido os mais altos em 20 meses, o volume de crédito no país é o maior desde o início do Plano Real. Segundo o Banco Central , o total de empréstimos bancários no final do mês passado era de R$1,086 trilhão - valor igual a 37% do PIB (Produto Interno Bruto); (1)

- Oferta de trigo importado e colheita no Brasil derrubam preços. Preços no mercado brasileiro recuaram cerca de 30% em relação aos picos registrados em maio; (2)

- Abef que ampliar exportações de frango para Cingapura. Aumento tem sido limitado por conta da aplicação de critérios de inspeção acima da prática internacional; (2)

- Ministério Público de SP abre 79 vagas de promotor: R$ 18 mil; (5)

- Ministério da Justiça prorroga inscrição: até R$ 8,3 mil; (5)

- Primeiro Plano - Consumidores mais confiantes. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) apurou alta de 6,2% no Índice de Confiança do Consumidor (ICC). As desacelerações da inflação, como a do IPC-S, que teve alta de 0,24%, animam os consumidores; (1)

- Ninguém segura o crédito. Inflação em alta, medidas para a contenção do consumo, juros em disparada. Nada disso foi capaz de conter a expansão do crédito, principalmente para as empresas. O volume emprestado atingiu em julho o recorde de 37% do PIB, ou R$ 1,086 trilhão, enquanto a taxa média do cheque especial, por exemplo, chegou a 162,7% anuais, contra 159,1% em junho; (1)

- Brasil é o 4º em consumo de água engarrafada. A água engarrafada é a bebida que mais cresce no mundo. O Brasil já é o quarto maior mercado, atrás apenas de EUA, México e China. Ativistas alertam, no entanto, que o custo ambiental é alto; (1)

- Crise dos cartões leva reitor da Unifesp a pedir demissão. Ulysses Neto teria gasto quase R$ 80 mil em compras de cosméticos e material esportivo na Disney; (2)

- Procuradoria pede que Daniel Dantas volte à prisão. O subprocurador-geral da República Wagner Gonçalves pediu ao Supremo Tribunal Federal a revisão da liminar do presidente do órgão, Gilmar Mendes, que mandou soltar o banqueiro Daniel Dantas, preso durante a Operação Satiagraha, da Polícia Federal. Ainda cabe ao STF a manifestação final sobre a decisão de Mendes. (1)

POLITICAS:

- Lula considera razoável participação brasileira nos Jogos Olímpicos; (5)

- Lula gravará depoimentos para ajudar candidatos; (2)

- Lula barra articulação pró-Marta em 2010; (5)

- Marta destaca no rádio liderança em última pesquisa eleitoral; Segundo o Datafolha, ex-ministra lidera com 41%; (2)

- Em Fortaleza, Luizianne briga pela imagem de Lula; (5)

- Ameaça de morte contra testemunha. Segurança foi ameaçado por testemunhar a entrada de um colega na direção-geral do Senado, em plena madrugada, três dias antes de a Polícia Federal fazer uma busca no lugar. Suspeita é de ocultação de provas. Lobista acusado de fraude tinha sala no gabinete do primeiro-secretário Efraim Morais (DEM-PB); (1)

- Alckmin e Kassab já trocam ataques na campanha. A redução da distância entre Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) nas intenções de voto elevou a tensão entre os dois. Para Kassab, a candidatura Alckmin a prefeito de São Paulo é “incoerente”. O tucano ataca o atendimento à saúde; (1)

- Lobbies de energia bancam festas de democratas. Os lobbies de energia são um dos maiores patrocinadores de festas para delegados e parlamentares na convenção democrata. Energia, relata a correspondente Patrícia Campos Mello, é o tema central da eleição; (1)

- César Maia dribla lei contra nepotismo e promove irmã. O prefeito César Maia achou uma forma de driblar a decisão do Supremo Tribunal Federal que proíbe nepotismo: exonerou a irmã Ana Maria Maia da Subsecretaria Especial de Eventos e a nomeou titular da recém-criada Secretaria Especial de Eventos. O cargo, considerado político, é a exceção admitida pelo STF. O prefeito, que mantém outros cinco parentes no quadro da prefeitura, admite a manobra para escapar da regra; (1)

- Brasil já tem seis Obamas nas eleições. Um candidato a prefeito e cinco a vereador se registraram no TSE como Obama ou Barack Obama, numa “homenagem” ao postulante democrata à Presidência dos Estados Unidos; (1)

- Juiz poderá pela internet penhorar carro de devedor. Os juízes poderão a partir de hoje bloquear, pela internet, carros para pagamento de dívidas determinadas pela Justiça. O sistema on-line de restrição judicial de veículos permite identificar o proprietário, penhorar o carro e ordenar o bloqueio de licenciamento, transferência e circulação. (1)

ESPORTES:

- Santos faz contas para deixar zona de rebaixamento. ‘Se fizermos a lição de casa e beliscarmos uns pontinhos fora, estaremos bem situados’, diz Márcio Fernandes; (2)

- Dirigente do Palmeiras vai ao Chile à procura de zagueiro; (2)

- CBF limita venda de ingressos para jogo contra Bolívia; (2)

- Dodô pode deixar Fluminense após ato de indisciplina; (2)

- Rubro-negro quer confirmar boa fase no clássico diante do Flu; (3)

- Rivaldo vai jogar no futebol do Usbequistão. Jogador de 36 anos recebe ‘proposta irrecusável’ e deixa o AEK Atenas para atuar no Bunyodkor. (2)

INTERNACIONAIS:

- Michelle Obama reforça valores americanos do marido. Estrela da 1ª noite da Convenção Democrata, advogada retrata candidato como americano comum; (2)

- Geórgia - Bush pede que Rússia respeite integridade do país. Parlamento russo legitima independência, mas ainda falta aprovação do Kremlin; (2)

- Coréia do Norte desiste de desmantelar arsenal nuclear. (2)

BRASÍLIA/DF:

- Conta de luz mais barata. A partir de hoje, o preço da energia residencial no Distrito Federal ficará 3,26% menor. A redução, decidida pela Agência Nacional de Energia Elétrica, vale até 2009. É o terceiro ano seguido que o valor da eletricidade vendida no DF é rebaixado — queda de 1,5% em 2006 e de 3% no ano passado. Em 2008, a notícia poderia até ter sido melhor para o brasiliense. A princípio, a tarifa deveria cair 5,1%. Mas a CEB pediu que o percentual fosse revisto, alegando ter registrado ao longo dos últimos 12 meses custos operacionais acima dos previstos. O presidente da empresa, José Jorge, reclamou. “O lado bom é que os consumidores vão poder pagar menos. Mas o lado ruim é que dá um sinal de que a energia é abundante e incentiva o consumo, além de dificultar os investimentos; (1)

- Condenados ao estresse. Em mais uma rodada do vaivém judicial em torno dos bichos do Le Cirque, 23 animais desembarcam no DF após 35 horas de viagem e ficam no zôo. É a terceira vez que são recolhidos pelo Ibama. Advogado do circo vai recorrer ao STJ; (1)

- Algumas áreas do Lago Sul, Águas Claras e Gama ficam sem luz nesta Terça; (3)

- Trânsito na EPTG sofre alterações a partir desta terça-feira; (3)

- UnB abre inscrições para o PAS; (3)

- Secretaria de Esportes abre 60 vagas para escolinha de saltos ornamentais; (3)

- Unieuro oferece orientação nutricional gratuita; (3)

- Sesc do Guará promove caminhada para idosos; (3)

- Novo shopping deve gerar 1,5 mil empregos O Boulevard Shopping já está em construção no final da Asa Norte e a inauguração está prevista para 2009. Redes Renner, C&A e Carrefour terão lojas no local; (3)

- O tempo em Brasília ficará entre 13º a 29º. Sol com algumas nuvens. Não Chove. (3)

Fonte:
(1)-h ttp://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
(2)-h ttp://www11.estadao.com.br/ultimas/
(3)-h ttp://noticias.correioweb.com..br/
(4)-h ttp://jbonline.terra.com.br/editorias/pais/index.html
(5)-h ttp://www.emtemporeal.com.br/index.asp?area=1&canal=6

Enviado por: talesfaria - Categoria(s): Sem categoria Tags relacionadas:
25/08/2008 - 11:16

“Os sonhos mudam”

Fala mansa, sempre no mesmo tom, Fernando Gabeira chegou ao JB e abriu o jogo. Com um blazer sobre uma de suas camisas de tons coloridos, o sexto candidato à prefeitura do Rio sabatinado pelo jornal defendeu um projeto de longo prazo para a cidade, criticou a política de segurança do governador Sérgio Cabral, apesar de elogiar o secretário Beltrame, e disse que a grande questão da cidade, hoje, não é a legalização da maconha, bandeira que defendeu durante anos. Para ele, é preciso reformular a polícia, começando pela sua unificação. Entrevistado por Tales Faria, Marcos Troyjo, José Aparecido Miguel, Marcelo Ambrosio, Rodrigo de Almeida, André Balocco e Marcelo Gazzaneo, o candidato do Partido Verde, ao lado do seu vice, Luiz Paulo Correa da Rocha, do PSDB, falou ainda que a cidade precisa resolver pelo menos três questões para voltar aos áureos tempos: desordem urbana, violência e capacidade de liderança. “Estou pronto para este desafio”.

O senhor acha que será um bom prefeito?
Creio que sim, pois existem problemas do Rio hoje que demandam liderança como o combate à desordem urbana, a associação com outros órgão nacionais de combate à violência e também a atração de capital para um outro ciclo de desenvolvimento da cidade. O Rio ainda é a capital do conhecimento, da produção cultural, da tecnologia da comunicação, dos resseguros, do turismo. Tudo isso depende de liderança.

O que o senhor acha da crítica de ser o candidato da Zona Sul?
Saí de casa agora com alguém comentando que eu não podia subir favela, subir morro porque isso ia atrapalhar meu trabalho na Zona Sul. E eu tenho subido muito morro. Se a gente não sobe, nos acusam de ser candidato da Zona Sul. Se sobe, nos acusam de abandonar a Zona Sul.

Quais morros já subiu?
Pavão-Pavãozinho, Cantagalo, Rocinha, Vidigal…

Depois dos candidatos governistas (Solange Amaral e Eduardo Paes), o senhor foi quem mais arrecadou, superando inclusive o senador Marcelo Crivella (PRB). Por que?
É difícil responder a uma pergunta destas sem fazer uma observação, porque há absoluta transparência. Eu registrei esse compromisso de campanha. Acho que arrecadamos o suficiente para financiar o nosso programa de televisão. Mas eu não posso explicar por que eu arrecadei mais do que os outros candidatos à prefeitura.

O Rio está perdendo terreno na cultura para São Paulo?
Tanto o Seu Jorge quanto o Lobão e outros cariocas estão, de uma certa maneira, exilados daqui por falta de oportunidade. Quero trazê-los de volta para o Rio. Tanto que, na quinta-feira (passada), terei um jantar em São Paulo com os cariocas que vivem lá. Na medida em que transformamos o Rio na capital do conhecimento, da produção cultural e resolvermos problemas como desordem urbana e violência, cria-se condição para esta volta.

Como se faz isso na prática?
Estimular o crescimento. Para isso temos que atrair investimentos na área de informática e conhecimento. Hoje perdemos muitas empresas porque nosso ISS é de 5%, quando outras oferecem 2%. Além disso, os estímulos podem ser dados na construção de pólos de desenvolvimento. O primeiro é a recuperação do porto e do Centro. Não só Gamboa, Santo Cristo, Saúde, mas o centro do Rio, que tem cinco mil prédios vazios, que podem ser restaurados. Se você perdoa o IPTU atrasado para quem queira construir e transformá-los em prédios multiuso para a família e lojas, estará achando o caminho.

No início da campanha, o senhor teve o apoio declarado de Aécio Neves (governador de Minas) e José Serra (governador de São Paulo). Não teme que sua candidatura fique forte apenas fora do Rio?
Não. Eu fui apenas uma vez a Belo Horizonte e vou agora a São Paulo. O Rio de Janeiro não é uma ilha. O símbolo do Rio de Janeiro está sempre de braços abertos.

Em ocasiões, o senhor disse que votaria com sua consciência independentemente de partido. Isso é infidelidade partidária?
Um dos problemas da política é exatamente não se votar com consciência, mas a partir de interesses materiais.

Acha que muitos fazem isso?
Sempre afirmei isso. Quando se tem uma votação importante, há liberação de emendas parlamentares. Ou examinar por outro ângulo, como, por exemplo, quanto eu recebi das minhas emendas parlamentares esse ano. Nada, zero (risos).

O Lula, na oposição, declarou que havia 300 picaretas no Congresso. O senhor concorda?
É muito difícil determinar cientificamente o (risos).

Certos estados só conseguem ganhos em funções de boas relações com o governo federal. Como romper isso?
Concordo, de um modo geral, que a identidade política ajuda. Os números mostram que as cidade próximas ao governo recebem mais. O primeiro ponto é que não se escolhe o prefeito pela proximidade apenas com o governo federal ou estadual. O segundo é que, hoje em dia, quando se produz conhecimento político e se avança, é um pouco parecido com o avanço da própria ciência, que não tem mais uma pessoa que entenda, pois o trabalho de invenção é feito em rede. A solução do nosso problema depende de uma rede entre prefeitura, Estado e governo federal. A cidade não precisa de um pau mandado dos governos federal ou estadual para se sentir segura nesse processo. Minhas relações com o governo, hoje, são tranquilas. E não estou no parlamento. Estou na campanha e acho que posso dialogar com o Lula tranqüilamente, assim como com o Sérgio Cabral. O fato de não concordarmos sobre uma série problemas não significa que não poderemos fazer juntos o que é consensual.

O Sérgio Cabral defendeu, surpreendentemente, assim que assumiu, a legalização da maconha. E o senhor, surpreendentemente, parou de defendê-la. Por que? Para conseguir voto?
Não. Meu filho ficou até um pouco triste comigo porque eu disse a ele que, como governador, não cabia ao Cabral, naquele momento, defender a legalização da maconha. Cabia sim reestruturar a polícia. Fui convidado a debater esse tema pelo governo Fernando Henrique e estive em mais de 100 debates que tinham a finalidade de esclarecer a questão para o governo se posicionar. Hoje vejo que os debates não foram tão frutíferos porque a questão no Brasil, sobretudo no Rio, é reorganizar a polícia porque com a polícia que temos hoje, com as falhas que tem, não se consegue nem reprimir nem legalizar. Nos lugares onde houve a legalização, na Holanda, na Inglaterra, partiu de um conselho da polícia por achar que, analisando a eficiência dela, era possível dispensar a repressão. E os lugares onde há a decisão de reprimir, se fortalece a polícia, como nos EUA. Aqui você não tem condições de realizar nem uma nem outra enquanto não reestruturar a polícia.

Enviado por: talesfaria - Categoria(s): Sem categoria Tags relacionadas:
25/08/2008 - 11:00

SINOPSE DA IMPRENSA

Da “Coluna do Honorato”, news letter eletrônica de Carlos Alberto Honorato da Silva - karlos.honorato@terra.com.br

NACIONAIS:

- Brasil lidera investimento entre países emergentes. O Brasil teve a maior alta de investimentos diretos estrangeiros entre as economias emergentes do mundo entre 2006 e 2007, à frente de China, Índia e Rússia, segundo a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad); (1)

- Custo de extração do pré-sal é ‘econômico’, diz Petrobras. Estatal investiu US$ 1 bilhão na perfuração de 20 poços do pré-sal no litoral brasileiro desde 2005; (2)

- Promoção entre distribuidoras leva álcool a R$ 0,98 em SP; (2)

- Argentina pode comprar aviões da Embraer para a Aerolíneas; (2)

- Ministério da Justiça prorroga inscrição: até R$ 8,3 mil; (5)

- Aeronáutica abre 160 vagas de nível superior: R$ 4,8 mil; (5)

- Abadía é extraditado para os Estados Unidos. Traficante deixou a prisão de Campo Grande por volta das 4h30 e não há informações de desembarque. (2)

POLITICAS:

- Presidente Lula é 3º mais bem avaliado na América Latina; (1)

- Dilma é a maior defensora da criação da estatal do pré-sal; (5)

- Temporão quer recursos do pré-sal também para saúde. Ministro diz que orçamento da Saúde é insuficiente e que torce para que área seja contemplada por riqueza; (2)

- Com 41%, Marta dispara, diz Ibope. Ex-prefeita abre vantagem de 15 pontos sobre Alckmin e lidera disputa pela Prefeitura de SP; (1)

- Liderança de Marta. Para analista, petista pode começar a pensar em eleição sem 2º turno; (1)

- No Rio, Marcelo Crivella sobe cinco pontos e amplia liderança na corrida pela prefeitura. Deputado aparece com 28% das preferências, na última pesquisa Ibope, contra 23% na anterior; (1)

- Recife. Petista dispara com dez pontos e passa candidato do DEM. Com 30%, João Costa está em empate técnico com o ex-governador Mendonça Neto, candidato do DEM; (2)

- MP investiga ganhos de 22 vereadores. Quase metade dos 48 vereadores que tentarão a reeleição em outubro já estão sendo investigados pelo Ministério Público Estadual do Rio, por suspeita de enriquecimento ilícito ou improbidade administrativa. O JB teve acesso exclusivo à lista do MP com nomes e números e inquéritos. (1)

ESPORTES:

- Palmeiras derrota a Portuguesa por 4 a 2 no Pacaembu. Alviverde paulista confirma força como mandante, goleia e se mantém entre os quatro primeiros do Brasileiro; (2)

- Ataque funciona, mas São Paulo fica no empate com o Coritiba. Clube tricolor volta a utilizar os cruzamentos para marcar gols, mas não entra no G-4 do Campeonato Brasileiro; (2)

- Kléber Pereira faz dois e Santos bate o Cruzeiro. Time da Vila Belmiro ganha em casa por 2 a 0 e está perto de deixar a zona de rebaixamento; (2)

- Criciúma anuncia demissão do técnico Edson Gaúcho; (2)

- Líder Grêmio arranca empate com Náutico no fim do jogo; (2)

- Atlético-MG goleia Atlético-PR e foge da zona da degola; (2)

- Atlético-MG goleia Atlético-PR e foge da zona da degola; (2)

- Brasil vence Rússia e garante vaga na semi de Torneio sub-20. (2)

INTERNACIONAIS:

- Avião cai na Ásia Central e deixa pelo menos 65 mortos. Acidente aconteceu em Bishkek, capital do Quirguistão, com ao menos 90 pessoas a bordo; (2)

- Bombardeio da coalizão dos EUA mata 76 civis no Afeganistão. Entre os mortos estão 19 mulheres e 50 crianças e jovens; Exército dos EUA diz que 30 insurgentes morreram; (2)

- Paquistão decide banir Taleban de seu território; (2)

- ‘New York Times’ pede a Uribe que desista de reeleição. Jornal americano acusa líder colombiano de ter pouco respeito pelas instituições de seu país; (2)

- Cemex processará Venezuela em tribunal internacional. Na terça-feira, Hugo Chávez assumiu o controle das subsidiárias da empresa mexicana; (2)

- EUA e Polônia assinam acordo para escudo antimísseis. Instalação de sistema de defesa americano no Leste Europeu é vista como provocação por Moscou; (2)

- Navio dos EUA chega à Geórgia; tropas russas permanecem; (2)

- Eleições EUA - Obama escolhe Biden como candidato a vice-presidente; (2)

- Eleições EUA - Brasileiros ‘confiam mais em Obama do que em McCain’; (2)

- Irã diz que está projetando nova usina nuclear; (2)

- Síria declara apoio à operação militar russa na Geórgia. País é o segundo depois da Bielo-Rússia a apoiar incursão; líder sírio deve comprar armas de Moscou. (2)

BRASÍLIA/DF:

- Novo secretário de Saúde defende a boa relação com os médicos. Acostumado a analisar com lupa os gastos públicos, o novo secretário de Saúde do Distrito Federal, Augusto Carvalho, tomou um susto na última sexta-feira quando precisou assinar um cheque de R$ 1,3 milhão para a compra de medicamentos de alto custo; (3)

- Manutenção da rede elétrica deixará moradores da Vila Planalto, Lago Sul e Guará II sem luz; (3)

- Animais do Le Cirque já estão em Brasília; (2)

- 223 mil aposentados no Distrito Federal recebem, a partir de hoje, a antecipação do 13º salário. Começa nesta segunda, e vai até 5 de setembro, o pagamento da primeira parcela do 13º a cerca de 22,1 milhões de aposentados do INSS. A estimativa é de que a antecipação do benefício injete mais de R$ 7 bilhões na economia brasileira, sendo R$ 85,2 milhões em Brasília; (1)

- Apreensão de LSD mostra Brasília na rota do tráfico. Drogas sintéticas chegam pelo correio em correspondências comuns, livros e até CDs vindos da França e da Holanda. As duas rotas são consideradas novas pela polícia — que, no último dia 13, prendeu dois jovens na região do Sudoeste e da Octogonal com 575 papelotes; (1)

- O tempo em Brasília ficará entre 15º a 28º. Sol com algumas nuvens. Não Chove. (3)

Fonte:
(1)-h ttp://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
(2)-h ttp://www11.estadao.com.br/ultimas/
(3)-h ttp://noticias.correioweb.com..br/
(4)-h ttp://jbonline.terra.com.br/editorias/pais/index.html
(5)-h ttp://www.emtemporeal.com.br/index.asp?area=1&canal=6

Enviado por: talesfaria - Categoria(s): Sem categoria Tags relacionadas:
24/08/2008 - 22:57

Começa a temporada de traições no Rio

Estou para ver um tipo de gente mais pragmática do que os políticos. Impossível ver um candidato carregando um colega pesado. Amigo ou inimigo, amarram-se naquele que tiver mais expectativas de vitória e ponto final.

Ia ontem de manhã o candidato do PMDB a prefeito do Rio, Eduardo Paes, em sua caminhada de campanha pelo Aterro do Flamengo, quando se juntam os deputados estaduais André do PV e Pedro Paulo (PSDB), e os candidatos a vereador Felipe Leoneti (PSC) e Márcia Mury, do PP. Do grupo, só Márcia apóia oficialmente Paes.

Os dois deputados — que deveriam apoiar Fernando Gabeira, da coligação Frente Liberal (PV-PSDB-PPS) — ainda tentaram se esquivart quando viram a imprensa. Mas o candidato a vereador do PSC, Felipe Leoneti — que deveria estar na caminhada do candidato de seu partido, Filipe Pereira — não disfarçou: “Sou muito amigo do Eduardo”.

Ah, bom! Então está explicado: eles são apenas bons amigos.

Também se saiu com essa, dia desses, um outro tucano que deveria estar apoiando Gabeira. Tem nome de refrigerante — Guaraná — e é razoavelmente conhecido na área da Barra da Tijuca. Pois é, Guaraná disse que é amigo de longa data de Paes. Num debate outro dia, Paes chegou a dizer a Gabeira que estava convidando para seu “futuro secretariado” a vereadora Andréia de Gouveia Vieira, que também é da chapa do candidato verde, mas que, tudo indica, já passou para o lado do peemedebista.

Gabeira ficou com cara de tacho. Mas o que há de se fazer? Políticos são assim mesmo, pulam de galho em galho de acordo com suas conveniências.

Já cobri várias campanhas e posso afirmar: começou a temporada de traições aqui no Rio.

Só não posso dizer é se estes apressadinhos aí fizeram certo. Não há garantias de que Eduardo Paes sairá vencedor e Gabeira, derrotado. É cedo ainda. Mas já vi apressados acertarem e errarem. assim como vi retardatários escolherem melhor, ou demorarem tanto a pular do barco que, depois, não tinham mais como sair. E acabaram se afogando…

Enfim, há de tudo.

Nesse momento só uma coisa é certa: é muito engraçado ver os políticos se traindo…

Enviado por: talesfaria - Categoria(s): Sem categoria Tags relacionadas:
23/08/2008 - 16:36

Eleições no Rio continuam emboladas


O quadro acima, extraído do G1, mostra como estão as eleições no Rio segundo o DataFolha apurou para a TV Globo.

Sinceramente, o DataFolha é o único instituto de pesquisas em que confio. Pode errar, mas tem muito pouca chance de fazê-lo de propósito, como já se verificou em alguns outros institutos. Uma das coisas que torna essa pesquisa mais confiável é o fato de o DataFolha nunca vender suas avaliações para políticos. Apenas para empresas jornalísicas.

O quadro deixa claro que as eleições no rio estão longe de uma solução. Marcelo Crivela caiu um pouquinho e, na margem de erro, poderia ser considerado até empatado com Eduardo Paes (PMDB), que ultrapassou Jandira Feghalli tão pouco que ainda são considerados empatados. A situação se repete em relação a Fernando Gabeira (PV-PSDB) e Solange Amaral (DEM), que também estão, na prática, empatados.

O horário eleitoral gratuito do rádio e na TV mal começou. Ainda tem muita água pra rolar debaixo dessa ponte. Não dá para dizer que Eduardo Paes levou, embora, nessa contagem, ele seja o que se saiu melhor. Nem que Gabeira e Solange Amaral estão fora do páreo. Nem mesmo Alessandro Molon, do PT, que também cresceu um pouquinho. Acho que só Paulo Ramos dançou.

Enfim, a campanha no Rio está exatamente como disse aqui, num dos meus primeiros post sobre as eleições deste ano, em 29 de junho:

“No Rio, campanha para prefeito começa embolada

Termina nesta segunda-feira o prazo para a realização de convenções de lançamento dos candidatos a prefeito. As convenções realizadas até este final de semana definiram que o Rio terá 10 candidatos. São eles:

Marcelo Crivella (PRB-PR-PSDC),
Eduardo Paes (PMDB-PP-PTB),
Jandira Feghali(PCdoB),
Solange Amaral (DEM),
Fernando Gabeira, pela Frente Carioca (PV-PSDB-PPS),
Chico Alencar da Frente Rio Socialista (PSOL/PSTU),
Alessandro Molon (PT),
Felipe Pereira (PSC),
Vinícius Cordeiro (PTdoB),
Paulo Ramos(PDT).
(obs.: O PSB adiou para amanhã a decisão de se coligar com o PMDB, PCdoB ou PDT)

Dos nomes acima, pode-se dizer que três estão fora do páreo: Felipe Pereira (PSC) Vinícius Cordeiro (PTdoB) e Paulo Ramos(PDT). Ponto. Sete, isso mesmo, os 7 que restaram — todos eles — têm condição de se eleger.”

É isso aí. Sem grandes novidades no Rio. O jeito é esperar a próxima pesquisa, com mais tempo do programa eleitoral.

Enviado por: talesfaria - Categoria(s): Sem categoria Tags relacionadas:
20/08/2008 - 12:36

Gabeira virou careta

Uma das grandes surpresas dessas eleições no Rio deverá ser o candidato do PV a prefeito, Fernando Gabeira, com quem conversei ontem. Ele continua com o mesmo jeitão Zona Sul, as mesmas camisas coloridas, mas não se engane. Não é mais o maluco beleza dos anos 70.

Cabelos grisalhos e quase quarenta anos a mais de estrada, o Gabeira que se apresentará ao eleitorado é um senhor sério. Não fica muito feliz, por exemplo, quando falam que ele usa maconha. Vai logo avisando: “Não sou usuário. Já usei, mas em países onde é permitido. Nunca aqui no Brasil.”

E não pára por aí. O Gabeira também não é mais favorável à legalização imediata da maconha. Explicará ao eleitorado do Rio que é preciso, antes, solucionar o problema da criminalidade. Que, do jeito que a coisa está, se legalizarem a maconha a onda de criminalidade tende a aumentar.

Quer mais? Gabeira também vai defender a distribuição de câmeras por toda a cidade para ajudar no combate ao crime. E a criação de uma Central de Inteligência da Prefeitura. Uma espécie de mini-Abin municipal.

Se você lembrar do livro “1984″, de George Orwell, e perguntar a Gabeira se não estará, aí, submetendo o carioca a um enorme Big-Brother, ele defenderá sua tese dizendo que as câmeras não vão invadir a privacidade de ninguém.

Mas se você insistir e perguntar onde está o libertário quase anarquista dos anos 70 e 80 — “o sonho acabou, Gabeira?” –, ele responderá, então, que os tempos mudaram. Que o mundo mudou e não dá para ficar com os mesmas idéias daquela época. Dirá: “O sonho não acabou, mudaram os sonhos”.

Ah, bom…

Enviado por: talesfaria - Categoria(s): Sem categoria Tags relacionadas:
18/08/2008 - 17:04

Oposição a Lula está em apuros nas eleições municipais

Na entrevista de Solange Amaral (DEM) publicada no domingo no JB, logo no início, ficou clara a enorme dificuldade eleitoral da candidata do prefeito Cesar Maia à sua sucessão. Perguntada sobre qual será sua principal agenda, Solange respondeu com um negócio difícil de qualquer marqueteiro transformar em material de campanha:

­“As competências municipais. A educação fundamental, o que se avançou e o que precisa avançar. A recorrente superposição de funções de uma cidade que foi capital da República. Pouca gente sabe mas o Rio tem 11 hospitais estaduais e nove federais. E eu estou com o ministro (José Gomes) Temporão quando ele
diz que esses hospitais federais são um exemplo de mal funcionamento.

E por que as estruturas não funcionam bem no Estado?
­ São essas superposições muito claras na saúde e no transporte, onde barcas e trem estão sob controle estadual, ônibus, municipal, e o dinheiro para expandir é federal. Não é justo uma cidade que tem essa característica querer atribuir o problema da dengue à prefeitura.

Por que o índice estourou?
­ O Rio tem mais mídia. “

Ou seja. A agenda da candidata é uma agenda de explicação. Ela vai explicar que há uma superposição de competências — municipal, estadual e federal — no Rio de Janeiro e que isto atrapalha qualquer administração (o que é verdade), como atrapalhou a de Cesar Maia.

E por que a agenda da candidata se prende a isso? Porque essa é a condição do prefeito para fazê-la sua candidata: ter alguém lá que explique, minimamente, a sua administração, justificando as falhas, num momento em que o presidente Lula está fortalecido.

Daí vem à memória a interessante coluna de Luiz Carlos Azedo, publicada domingo pelo Correio Braziliense. Azedo dá uma passada de olhos pelas campanhas em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Recife e conclui que a oposição está em apuros.

Sao Paulo:
Pré-candidato a presidente da República, o governador tucano José Serra deu um tiro no pé ao entrar de cabeça na campanha pela reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM) contra o candidato do PSDB, Geraldo alckmin. Não só porque arrumou um forte e eterno adversário dentro de seu partido, como também porque abriu o flanco para o crescimento de Marta Suplicy (PT) — constatado nas pesquisas eleitorais — e, consequentemente, para o fortalecimento do presidente Lula.

Belo Horizonte:
Outro pré-candidato tucano à Presidência, Aécio Neves, também acertou um tiro n’água. Juntou-se com uma ala do PT — capitaneada pelo prefeito Fernando Pimentel — para apoiar a candidatura de Márcio Lacerda (PSB), passando a impressão de que, juntos, ganhariam de lavada. Mas quem está à frente nas pesquisas é a comunista Jô Moraes (PCdoB), com o discreto apoio dos ministros petistas Luiz Dulci (secretário-geral da Presidência) e Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e do vice-presidente da República, José Alencar (PRB).

Rio de Janeiro:
Lula também fez sua aposta arriscada, apoiando o bispo Marcelo Crivella, da Igreja Universal do Reino de Edir Macedo. Mas, por enquanto, está-se saindo bem. Segundo o último Ibope, Crivella cresce nas intenções de voto do carioca. Mas, mesmo que acabe caindo, Lula ainda poderá se bandear para Eduardo Paes (PMDB), Jandira Feghalli (PCdoB) e Alessandro Molon (PT), enquanto Solange não leva pinta de que se sairá vitoriosa.

Recife:
Para complicar a vida da oposição, o candidato do PT a prefeito de Recife, João da Costa, segundo o Ibope, ultrapassou o ex-governador José Mendonça Filho (DEM). Cadoca (PSC), que tem apoio de outro oposicionista, o PPS, caiu de 22% para 20%. E Raul Henry, apoiado por Jarbas Vasconcellos, da ala oposicionista do PMDB, também caiu um ponto percentual (está com 7%).

Azedo constata que, por essas e outras, o presidente Lula sentiu o cheiro de animal ferido e, como um predador, resolveu participar da campanha dos aliados já no primeiro turno.

Enviado por: talesfaria - Categoria(s): Sem categoria Tags relacionadas:
18/08/2008 - 10:47

SINOPSE DA IMPRENSA

Da “Coluna do Honorato”, news letter eletrônica de Carlos Alberto Honorato da Silva - karlos.honorato@terra.com.br

POLITICAS:

- Marta vai tentar liquidar eleição já no 1º turno. Pesquisa Ibope, que apontou crescimento de 7 pontos, surpreendeu até os petistas mais otimistas; (2)

- Cabral vai ao TSE pedir tropas para garantir eleições no Rio. Objetivo é assegurar entrada de candidatos e jornalistas em comunidades dominadas pelo tráfico ou por milícias; (2

- Dilma diz que subirá em palanques, mas não atenderá a todos. Justificativa para não comparecer a todos os palanques é a agenda pesada imposta pelo trabalho da Casa Civil; (2)

- Marcelo Crivella sobe e consolida liderança no Rio, aponta Ibope; (2)

- Congresso faz acerto pelo poder. Líderes de sete partidos (PMDB, PT, DEM, PR, PP, PDT e PCdoB) fecharam acordo para diminuir o tom da pré-campanha pela presidência da Câmara e do Senado, temendo danos às eleições municipais. Nos bastidores, a movimentação continua intensa; (1)

- TCE vê fraude em convênios de R$ 1 bi no MA. Auditorias do Tribunal de Contas do Maranhão põem o governador Jackson Lago (PDT) sob suspeita de obter benefícios da máquina pública na eleição de 2006. O tribunal viu indícios de fraudes em convênios de R$ 1 bilhão. (1)

NACIONAIS:

- Restituição do 3º lote de IR está disponível para saque. Valor terá correção de 3,91%, correspondente à taxa básica de juros, a Selic, de maio a julho e 1% de agosto; (2)

- Governo do Chile compra 12 aviões da Embraer; (5)

- Petróleo faz Aker investir no Brasil. A Aker Solutions, divisão de uma das maiores empresas privadas da Noruega, com faturamento de R$ 18 bilhões, reforça a atuação no Brasil para aproveitar as oportunidades que estão surgindo na área de petróleo; (1)

- Cresce total de alunos pobres na universidade. A presença no ensino superior de alunos com renda familiar mensal de até três salários mínimos cresceu 49% de 2004 a 2006, mostram dados tabulados pelo Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade. A fatia passou de 10,1% para 15,1%. Na população em geral, a proporção de pessoas com essa faixa de renda aumentou 8% no mesmo período; (1)

- Parcerias para dar crédito a estudantes. Estudantes com pouco poder aquisitivo já encontram opções para cursar universidades e pagá-las em até oito anos após a formatura. Algumas entidades educacionais, em parcerias com gigantes do mercado financeiro, como os bancos Santander, ABN Amro Real e Unibanco, têm ampliado o volume de crédito educativo; (1)

- Abin vai preencher 190 vagas com salários de R$ 4,4 mil e R$ 9,7 mil; (5)

- Câmara aprova criação de 3.090 vagas em variados cargos; (5)

- Com alta de 35%, vendas pela internet batem recorde. O varejo eletrônico deve atingir o faturamento recorde de R$ 8,5 bilhões este ano, 35% a mais do que em 2007, segundo a empresa de informações E-bit; (1)

- Governo quer menos burocracia para reanimar os exportadores. Com o real em contínua valorização em relação ao dólar, o governo tenta intensificar a desburocratização do comércio exterior para resgatar o ânimo dos empresários brasileiros que operam no mercado internacional, tanto na exportação quanto na importação. Foi iniciada mobilização de 18 órgãos federais para que atuem de forma simultânea nas liberações de produtos importados. A iniciativa visa agilizar o processo de concessão de anuências e estabelecer prazos para liberação das mercadorias; (1)

- 90% dos investigadores da Polícia Civil de SP fazem bicos. Falta de policiais faz com que apenas 5% das ocorrências sejam investigadas, afirma delegado; (2)

- Ex-governador do Ceará sofre assalto na praia. Local é o mesmo onde o presidente do STF foi roubado, há 50 dias. (2)

INTERNACIONAIS:

- Após fracasso no diálogo, oposição diz não querer escutar Evo. Opositores afirmam que postura do presidente boliviano continua fechada e não atenderão reinvindicações; (2)

- Em meio a pressão, Rússia promete retirada da Geórgia. UE e EUA falam em sanções contra Moscou caso acordo de cessar-fogo não seja respeitado; (2)

- Prefeito afirma que Farc planejam atentados em Bogotá. Segundo ele, prova do plano é a apreensão de ‘uma grande quantidade de explosivos nos últimos dias’; (2)

- Eleições EUA - Obama arrecada quase o dobro de McCain em julho. Campanha democrata diz que senador levantou US$ 51 mi; republicano conseguiu US$ 27 mi em doações; (2)

- Obama ganha apoio de republicanos que apoiavam Bush; (2)

- Irã diz ter colocado 1o satélite em órbita com foguete próprio; (2)

- Pressionado, Musharraf renuncia à presidência do Paquistão; (2)

- Rival do presidente do Zimbábue é proibido de viajar. Tsvangirai é detido no aeroporto antes de embarcar para a África do Sul e tem passaporte recolhido; (2)

- Coréia do Sul e EUA iniciam manobras militares conjuntas. (2)

ESPORTES:

- Atlético-GO e Rio Branco-AC se classificam na Série C; (2)

- Com gol irregular, São Paulo perde para o Grêmio por 1 a 0. Time de Muricy Ramalho cai no Olímpico e fica 11 pontos atrás do rival gaúcho na tabela do Brasileirão; (2)

- Felipão vence na estréia pelo Chelsea. Ele comandou o time na vitória sobre o Portsmouth, por 4 a 0; Joe Cole, Anelka, Lampard e Deco marcaram; (2)

- Palmeiras ganha do Coritiba e segue em terceiro lugar; (2)

- Com Cuca, Fluminense bate o Atlético-MG por 1 a 0; (2)

- Botafogo derrota o Sport, por 1 a 0, e entra no G-4; (2)

- Santos joga bem, mas só empata com o Flamengo por 2 a 2; (2)

- Vasco goleia Inter e sai da zona de rebaixamento; (2)

- Brasil tem inédito bronze na vela feminina. Fernanda Oliveira e Isabel Swan conseguiram histórica medalha ao vencer a última etapa da classe 470. (2)

BRASÍLIA/DF:

- Brasília vai ter vôo direto da TAM para Miami; (5)

- Mais de 110 dias sem chuva no DF; (3)

- UnB divulga lista de aprovados nos novos câmpus; (3)

- DF terá nova escola pública de enfermagem; (3)

- Pesquisa da UnB estuda tratamento dentário com células-tronco; (3)

- O tempo em Brasíilia ficará entre 11º a 29º. Sol com algumas nuvens. Não Chove. (3)

Fonte:
(1)-h ttp://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
(2)-h ttp://www11.estadao.com.br/ultimas/
(3)-h ttp://noticias.correioweb.com..br/
(4)-h ttp://jbonline.terra.com.br/editorias/pais/index.html
(5)-h ttp://www.emtemporeal.com.br/index.asp?area=1&canal=6

Enviado por: talesfaria - Categoria(s): Sem categoria Tags relacionadas:
17/08/2008 - 16:03

entrevista com Solange Amaral

Deu hoje no “Jornal do Brasil”:

Perfil
Solange Amaral
Pisicóloga formada na PUC, a candidata do DEM nasceu no Rio em 1953. Nos anos 70 par ticipou da implantação das primeiras creches comunitárias. Foi deputada estadual duas vezes, secretária de Habitação e subprefeita na gestão Cesar Maia. É deputada federal.

Candidata do DEM ressalta os feitos da era Maia e defende a integração com Estado e União

Quinta entrevistada da série de sabatinas que o JB vem fazendo com os candidatos à prefeitura do Rio, Solange Amaral chegou repleta de documentos ao jornal, onde foi recebida em almoço. Parecia preparada para ataques à atual administração ­ Solange é a candidata do prefeito Cesar Maia. Com o tempo, a escolhida do DEM se soltou.

Em cerca de duas horas e meia, mostrou por que deseja ser prefeita, reclamou da primeira intervenção de Brasília na saúde do Rio e se disse pronta a sentar-se à mesa com os governos federal e estadual em prol da cidade. Respondendo às questões formuladas pelos jornalistas Tales Faria, Rodrigo de Almeida, André Balocco, José Aparecido Miguel e Ana Paula Verly, além do diretor comercial do jornal, Hélio Nobre, Solange ainda enumerou as obras que, segundo ela, deram fôlego ao Rio, defendeu a Cidade da Música, comparando-a à polêmica que cercou a construção do Maracanã, relembrou os camelôs que chumbavam suas barracas nas calçadas quando Maia assumiu pela primeira vez, em 1992 e garantiu que, eleita, aprimorará os projetos de seu padrinho político.

Qual sua principal agenda?
­ As competências municipais. A educação fundamental, o que se avançou e o que precisa avançar. A recorrente superposição de funções de uma cidade que foi capital da República. Pouca gente sabe mas o Rio tem 11 hospitais estaduais e nove federais. E eu estou com o ministro (José Gomes) Temporão quando ele
diz que esses hospitais federais são um exemplo de mal funcionamento.

E por que as estruturas não funcionam bem no Estado?
­ São essas superposições muito claras na saúde e no transporte, onde barcas e trem estão sob controle estadual, ônibus, municipal, e o dinheiro para expandir é federal. Não é justo uma cidade que tem essa característica querer atribuir o problema da dengue à prefeitura.

Por que o índice estourou?
­ O Rio tem mais mídia.

A superposição não pode ser resolvida em conversa entre município, Estado e União?
­ O entendimento político é algo que se tenta, já se avançou

E por que não se consegue?
­ Isso desde que o mundo é mundo. Aqui foi capital da República, sede do Império. Tem outra coisa: a cidade tem 50% do PIB e 100% da mídia. A grande ajuda que se poderia dar, já falei para o governador, inclusive, seria dotar de atendimento de saúde Queimados, Belford Roxo, São Gonçalo, Meriti… Você acha que é à toa que o Souza Aguiar fica dentro da Central? Que o Salgado Filho, no Méier, é de cara para estação de trem? Não é. Outro dia, estava panfletando na Estação do Méier e um senhor me falou que era de Nova Iguaçu. Perguntei por que estava ali, e ele respondeu que era onde poderia fazer tratamento de próstata. Lá, ele não tinha. O Rio é o coração da metrópole. O Salgado Filho tem 65% de pessoas que não são da cidade. Como a mídia é aqui, as inaugurações têm que ser aqui.

A senhora acha centralizado?
­ Não tenho dúvida. O poder público tem que cumprir as regras do gasto do dinheiro público. Não pode fazer as coisas sem licitar, como hoje. Em 2007, morreram 150 pessoas no Piauí, Maranhão e Mato Grosso do Sul com a volta do tipo 2, vitimando crianças até 12 anos. Em 2008, o Rio foi uma das áreas, mas não é justo que se atribua à cidade, ao prefeito.

A senhora reconhece que houve algum erro de planejamento?
­ Eu reconheço que houve um problema sério. O governo federal só gastou 31% dos recursos previstos para a prevenção da dengue. Então acho que é um assunto que está se transformando. No Pan houve uma preocupação com a delegação da Venezuela, porque poderia estar trazendo um tipo 4 de dengue. Mas a gravidade dos fatos de 2007 não foram alertadas ao Brasil pelas autoridades federais. Esse é um problema que não vai embora rápido.

A maioria dos candidatos fala do Programa Saúde da Família (PSF). O prefeito já disse que as áreas violentas impedem que esse programa se desenvolva. O que a senhora pretende fazer?
­ É uma estratégia de saúde da família, de intervenção, de não se fixar só na pessoa doente, mas buscar razões de hábitos ou comunitárias. Mas é verdade, como expandir se o profissional corre risco de vida? Mas dá para expandir, tem sido feito. A cidade tem 220 equipes de PSF. É uma estratégia criada num modelo, que, acho, começou em Cuba.

Esse trabalho tem sido feito?
­ O Rio tem 33 mil servidores da saúde, que trabalham muito bem. Agora, há dificuldades como estar no coração de uma metrópole que tem sua rede pressionada…

A senhora falava da superposição de competências. Como imagina uma situação adequada entre as três esferas?
­ Acho que urgente é saúde e trans- porte. E não vou dizer que tenho um modelo, porque senão seria uma arrogância. Tenho uma proposta e uma determinação: o município fica com as ações, contanto que as redes não concorram. O problema é que elas concorrem.

Qual é a grande dificuldade de se fazer um trabalho integrado?
­ Os três níveis têm que sentar juntos. Os problemas são gestão e financiamento, que não é o mais urgente. Os grandes escândalos estão na saúde. Portanto, a primeira questão é arrumar a gestão. Financiamento será necessário, mas primeiro a gestão. Por isso, votei contra a nova CPMF. Extingüiu-se o imposto e os arautos do apocalipse falaram de problemas na saúde. Mas nada aconteceu.
O que fez o prefeito Cesar Maia para reverter esse quadro?
­ Os servidores municipais traba- lhavam nos hospitais federais. Falam dos problemas do município, mas e os hospitais estaduais e federais? O Hospital do Fundão não tem problemas? A Linha Vermelha é fechada pelos servidores de lá sempre.

A intervenção na saúde do Rio foi política?
­ Sem dúvida. Acho que a eleição presidencial foi o objetivo. No ano anterior à eleição, o prefeito era pré-candidato do DEM. Passaram-se quase quatro anos e o que houve? Só a agressão da União.

Acha que a política de confronto aberto com o governo federal foi boa para o Rio?
­ Olha, foi uma agressão que nunca aconteceu em município nenhum. Nem na ditadura. Agora, a candidatura à Olimpíada de 2016 tem caminhado bem nos três níveis de governo. A prefeitura pagou U$ 500 mil da inscrição e o governo federal liberou crédito de R$ 85 milhões, a pedido do Estado e do município, para que o COB prepare a candidatura, coisa que no Pan aconteceu muito tarde. Outro exemplo é o programa de arrendamento residencial, em que a prefeitura é a maior parceira da Caixa Econômica. O PAC…é outro exemplo, não tem um único tostão para transporte coletivo, só para habitação em três favelas. E o transporte é um problema. Investem bilhões no PAC e zero no transporte coletivo. Acho um erro. Mas, ainda assim, a prefeitura participa do PAC em Manguinhos e no Alemão.

Mudando de assunto. Não acha que a cidade está suja?
­ Não (pausa). O que eu ouço de pesquisas e informações é que a Comlurb é exemplar. Mas os problemas fazem parte do dia-a-dia.

Os candidatos falam que o prefeito abandonou a cidade…
­ Se foi a ex-deputada Jandira, podemos falar que ela abandonou a saúde também, pois foi a Niterói tratar de outra coisa.

Falam muito do fato de o Rio ter sido capital do país e um Estado gera vários problemas. Isto ainda é um argumento?
­ Por que Belo Horizonte e São Paulo têm uma rede de ensino básico dividida com com o Estado e o Rio não? As árvores têm raízes, história, origem. Eu não sou saudosista, mas há razões. Por que os museus são do Estado e não do município? São Paulo e Belo Horizonte não têm isso. A população do entorno da cidade tem culpa de que nos anos 50 e 60 todos os investimentos foram para a capital? Não. Na Zona Sul, você tem dois grandes hospitais federais. Existem razões que precisamos entender. A nossa história é diferente. Não é à toa que o Salgado Filho é em frente à estação do Méier. Não é a toa que o Souza Aguiar é dentro da Central. Se eu morasse em Magé e passasse mal, não iria para o hospital de lá, mas para o Souza Aguiar.

Porque a pessoa não acredita no hospital que está ali perto…
­ Leva um tempo para mudar. Continua se fazendo investimento na capital, então é preciso investir nas redondezas. É bom que eles funcionem, mas aí quando inauguram vai sem mídia, não sai na TV, não sai no jornal. Sai só se for no Rio.

O Estado deixa a saúde abandonada na periferia?
­ Não entendo a criação de mais uma UPA na Tijuca, outra em Botafogo. Mais equipamentos? E o Estado faz sem licitação, rapidinho.

A senhora está insinuando que existe alguma armação?
­ Não sei. O serviço público tem regras. É um modelo único. E eu sei que a UPA é o dobro do que se gasta para construir um posto de saúde municipal. Não afirmo que há irregularidade, mas é estranho.

E como a senhora pretende atacar a desordem urbana?
­ Comecei minha vida política como subprefeita da Zona Sul, Tijuca, Grajaú. Na época havia barracas de camelôs chumbadas nas calçadas. Não se podia passar na Atlântica. Eu tenho autoridade para tratar disso.

Há o que se melhorar?
­ Uma cidade com seis milhões de habitantes e que, quando acorda, tem nove, sempre tem o que melhorar. Este é o dia-a-dia: ordenar o comércio ambulante, combater a pirataria…Agora, sem poder de polícia, que cabe ao Estado, fica difícil.

Então a senhora é a favor de armar a Guarda Municipal…
­ Não. A polícia tenta ajudar, mas o governador está completamente equivocado. Veja os carros com fuzis para fora: achava que era ostensividade, mas não! O fuzil não cabe no carro! É um descontrole.

Então, piorou o tratamento dado à segurança pública?
­ Piorou e não sou eu que acho, as pesquisas de opinião mostram isso. É a polícia que mais mata, mais do que na guerra do Iraque. E o crime dos grandes eixos de comércio, como a saidinha de banco, roubo de celulares e laptops, subiu 27%. Não há mais policiamento ostensivo. Não há patrulhamento a pé. Proponho duas coisas: primeiro, câmeras nos centros de comércio ligadas à polícia. E a volta das duplas de policiais nas ruas: um PM e um guarda municipal. Vou apresentar isso ao governador.

Na terça, começa o horário eleitoral. Seu programa será à base de propostas ou confronto?
­ Propostas. Faremos uma campanha que mostre o Rio que realiza e enfrenta suas dificuldades. Tem que ver quem possui experiência para cuidar do desafio de uma cidade com R$ 10 bilhões de orçamento que gasta 25% na saúde, 25% na educação. Tem 200 mil servidores públicos, um nicho espetacular, bem tratado e reconhecido como parceiro da prefeitura. Pagamento de servidor não é gasto, é investimento. Será que o PMDB vai fazer na prefeitura o que faz no Estado, que não deu aumento por 12 anos? É isso que o PMDB quer? A constituição diz que 75% do ICMS gerado no município vai para ele, 25% para o Estado. A lei estadual tirou tudo da nossa capital na cota de ICMS. Então o relacionamento da capital com o Estado sempre foi de defesa da cidade. Eu sou uma candidatura de defesa. A união entre governos não é um convescote de fofos! A união entre governos tem à frente a defesa do interesse da cidade.

O prefeito estará no seu programa de TV?
­ Lógico. O prefeito tem 30% de bom/ótimo na cidade.

A senhora tem um programa de relacionamento com os municípios periféricos do Rio?
­ Tenho dito isso. O primeiro item é se relacionar com o Estado, a União e os municípios. A questão metropolitana deve ser contemplada.

Quem vai com a senhora para o segundo turno?
­ Eu vou ganhar de qualquer um deles. A eleição está embolada.

Faria a Cidade da Música?
­ Claro.

E as críticas a ela, são justas?
­ Concordo que é uma obra polêmica, mas o Maracanã também foi. A modernidade e o preparo do equipamento têm a ver com o que se consegue atrair. O Rio já se orgulha e vai se orgulhar muito dela. Eu não mudei de opinião, como o ex-deputado Eduardo Paes, que em 2004 brigou achando que a Cidade da Música tinha que ir para a Barra. Ela terá equipamentos que poucas cidades no mundo têm para sinfônica, ópera, dança… Hoje, nossa casa de arte e cultura tem 100 anos.

É financeiramente viável?
­ Esse dinheiro deixou de ser gasto em publicidade. As grandes cidades, hoje, gastam mais de R$ 100 milhões anuais em publicidade. O prefeito investiu na Cidade da Música. Assim como o COB vai fazer um centro de talentos no Velódromo e no Parque Maria Lenk, a Cidade do Samba e a Cidade da Música também. Falavam das obras do Pan. O Brasil sempre tentou sediar a Olimpíada e agora o Rio tem claras chances em 2016.

Hoje, suas críticas são a Jandira e Paes. Pensa em fazer isso agora e depois enfrentar o Crivella?
­ Não, mas ele seria um excelente adversário.

A senhora tem boa relação com o governador?
­ Sim. Me dou bem com ele.

E a licitação dos ônibus feita pelo prefeito, a senhora endossa?
­ Acabei de defender licitação dos postos de saúde, não vou defender a dos transportes? O que os demais candidatos estão fazendo é o que as empresas de ônibus querem.

Por que o prefeito só começou a mexer nos transportes agora, no final da gestão?
­ Se não fizesse a licitação, o que a oposição diria? A licitação é uma decisão importante. Agora, quem tem o serviço quer que licite? Não. E quem está na mesma posição das empresas de ônibus?

A senhora manterá a decisão?
­ Ninguém vai manter, porque está suspensa na Justiça.

E a decisão judicial da liminar para os caminhões circularem pela cidade livremente?
­ Uma discrepância. A Justiça não atrapalha, mas isso é o problema do Brasil. Eu sou deputada federal, e 80% do nosso tempo a gente vota medida provisória do Executivo. Está havendo uma dispersão enorme entre os poderes. O Judiciário tem menos o papel de Judiciário e mais de Legislativo. Isso há muito tempo. Existe uma indústria de liminares. O Executivo decide uma coisa para a cidade e não pode. A definição da carga e descarga dos caminhões melhorou muito o trânsito, que teve a fluidez aumentada em 23%.

A senhora tem algum projeto para o setor de transportes?
­ Essa é uma área em que teremos que avançar junto com o Estado e o governo federal. A concessão das barcas e dos trens é estadual. A dos ônibus é municipal e a verba para a expansão das vias expressas, federal. A criação do corredor T5 tem recurso federal, assim como a expansão do metrô. A gente tem uma área da região da Barra em que a questão do transporte é urgente.

Existem lugares onde os congestionamentos são intensos. O que é fazer?
­ Transporte não é só obra, mas tecnologia e operação. Modernizando a operação da via, você pode avançar na questão. Há um excesso de linhas, é necessário licitar, colocar micro-ônibus, câmeras e GPS.

Não acha que o crescimento da Barra é desordenado?
­ A previsão é de que, nos próximos cinco anos, haverá mais 50 mil unidades, entre habitacionais e comerciais. Mas também tem a famosa questão das liminares. Muitas vezes, tenta-se retirar ou fazer valer as coisas e as pessoas, com bons advogados, conseguem liminares.

A senhora falou que o prefeito Cesar Maia foi eleito quatro vezes. Há 16 anos, se fizessem algo pelo transporte da Barra, a situação não estaria diferente?
­ Mas fizeram. Imagine o que seria a Barra sem a Linha Amarela? Tivemos a duplicação da Avenida das Américas, a Mário Ribeiro, na Zona Sul, aberta para a Lagoa. Para os trabalhadores, a questão do bilhete duas horas e do bilhete único. Mas como se faz bilhete único se o trem é concessão estadual e o ônibus, municipal? O bilhete único você compra por dia em qualquer transporte. Hoje você pega ônibus e metrô, ônibus e barca. Isso já existe. Agora o bilhete único é importante para os trabalhadores. Melhoria das vias também, mas é necessário incentivar o modelo de automóvel compartilhado, o deslocamento por bicicletas. O Rio tem a maior rede de ciclovias do Brasil, são 140 quilômetros. Passou o tempo em que bicicleta era só pra lazer. Muita gente usa para trabalhar e estudar.

A senhora fala em câmeras. Não tem medo de fazer da cidade um grande Big Brother, uma afronta à privacidade das pessoas?
­ Não nos grandes centros co- merciais. É tecnologia, as câmeras inibem a impunidade. Sempre haverá o risco do uso indevido das imagens, mas a idéia é usá-las só nos momentos de agressão. Hoje, verdadeiras quadrilhas cercam os bancos nos pagamentos de aposentadorias. E não há policiamento ostensivo.

O prefeito é acusado de ser conivente com a favelização, inclusive existe uma análise sociológica de que após a base política na classe média, quis se expandir para as camadas populares. Como pretende lidar com a expansão da favela em direção à Lagoa, por exemplo?
­ As pessoas vão em busca de morar perto de seu trabalho. Então tem que ter investimento no transporte de massa. O Brasil extingüiu o BNH na década de 80. O banco fazia habitação popular de verdade, tinha problemas, mas era um órgão que cuidava da habitação. Não se colocou nada no lugar. No Brasil você compra um carro por R$ 40 mil, mas não uma casa, por causa das exigências de comprovação de renda. Quero criar o banco carioca da habitação. Quem ganha até três mínimos deve ter subsídios.

O prefeito foi condescendente com as milícias?
­ Quem se declarou favorável às milícias foi o Eduardo (Paes) e o Sérgio Cabral, falando que elas traziam paz às famílias. É questão de princípio. Tem um vídeo do Eduardo dizendo isso. Jamais você vai ver o prefeito dando apoio às milícias.

Sobre pardais, há uma indústria de multas na prefeitura?
­ Há é uma preocupação com o número de acidentes. Não se pode ver o número de óbitos, que é de 1 mil por ano, crescer. Precisamos inibi-los. Os pardais na Av. das Américas diminuíram muito os acidentes. E aplaudo a Lei Seca, que ajudou a esvaziar as emergências, depois de uma inicial diminuição pela presença dos limitadores de velocidade.

A senhora os desligaria durante a noite, por exemplo?
­ O problema é o pardal ou a segurança? Qual a polêmica? Que a partir das 22h isso traz insegurança. Das 22h às 6h é quando acontecem os piores acidentes. Se me argumentarem que desligar é bom, desligo. Mas não estou convencida.

Ou aumentaria o limite?
­ O trânsito mata muito e 45% das infrações são por excesso de velocidade e 15%, por avanço de sinal. Então, temos que ter cuidado.

Leia a íntegra desta entrevista acessando www.jb.com.br

Enviado por: talesfaria - Categoria(s): Sem categoria Tags relacionadas:
Topo