Arquivos de 07/2008:
30/07/2008 - 16:44

Estive com o candidato do PT a prefeito do Rio, Alessandro Molon. Trata-se de um garotão, de 31 anos, professor de história, cara boa e que parece bastante preparado. Não tem experiência administrativa. Mas e daí? O atual prefeito tem uma tremenda experiência e não está se saindo lá muito bem…
O cara está cheio de disposição. Pede voto a todo mundo que encontra, e diz que vai chegar ao segundo turno de qualquer maneira. Acho difícil: está com cerca de 2% da preferência do eleitorado segundo as pesquisas.
Argumentei que ele poderia ter-se juntado a Jandira Feghalli, do PCdoB, bem melhor colocada, e estaria formando uma chapa de esquerda fortíssima. Ele lembrou o caso de Fortaleza. A atual prefeita, Luzianne Lins, petista como ele, estava com cerca de 3% nas pesquisas e todo mundo defendia que ela apoiasse o candidato do PCdoB, Inácio Arruda, disparado em primeiro lugar. Luizianne não aceitou e acabou vitoriosa.
Sei lá…
O mais interessante, pra mim, foi o fato de Molon ter sido enfático em que, se eleito, promoverá o rompimento entre a Prefeitura do Rio e os bicheiros. Não deixará mais o Carnaval nas mãos da Liga das Escolas de Samba (Liesa), enquanto ela for dominada por chefões do jogo do bicho.
Este é um problema crucial para o Rio: desinstitucionalizar as relações do governo com o crime organizado. Cesar Maia assumiu seu primeiro mandato tecendo loas à Liesa. Depois, pra piorar, chegou a defender as milícias. Os bicheiros, como se sabe, tem tentáculos junto ao tráfico. Os policiais das milícias, por sua vez, estão transformando o Rio numa Chicago. Promover o rompimento do aparato do Estado com essa gente é o primeiro passo para recuperar a Cidade Maravilhosa.
Se o Molon fará isso, é outra história…
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28/07/2008 - 10:36
O prefeito do Rio acaba de divulgar no seu “O Ex-Blog do Cesar Maia”:
A COBERTURA DAS ELEIÇÕES NO RIO PELOS JORNAIS!
Ex-Blog já colocou o clique para o site do IUPERJ. Repete para quem ainda não colocou em favoritos.
Clique
http://doxa.iuperj.br/eleicoes2008.html
Jornal do Brasil:
Polêmica na cobertura de eleições
De cada dez notícias que o Jornal do Brasil deu sobre a candidata Solange Amaral (DEM) na segunda quinzena de junho, sete foram consideradas negativas. Pelo mesmo critério, pelo menos 20% dos textos sobre Marcelo Crivella (PRB) publicados em O Globo desde março maculam sua campanha. E Fernando Gabeira teve 14 referências positivas e nenhuma negativa em O Dia na primeira quinzena deste mês, período, aliás, em que o Extra deu cinco vezes mais notas favoráveis do que contrárias sobre Eduardo Paes (PMDB). Os dados sobre a cobertura que os principais jornais do Rio estão fazendo das eleições municipais são de levantamento Iuperj feito entre 1º de março e o último dia 15.
SOCIÓLOGOS, POLITÓLOGOS, PESQUISADORES E ANALISTAS, ATENÇÃO!
-Vocês não podem alcançar a complexa e impenetrável técnica do jornalismo, que só é alcançável por profundos especialistas do setor. Do ar condicionado de vocês, não conseguirão decifrar o que é uma matéria positiva ou negativa na cobertura política. Resposta do diretor de redação do Globo em matéria do Jornal do Brasil de domingo sobre o levantamento do Iuperj sobre a cobertura das eleições pelos jornais. O diretor de redação e editor responsável pelo jornal O Globo, Rodolfo Fernandes, diz que sequer lê levantamentos como o do Iuperj por discordar dos critérios adotados para avaliar se determinada notícia é favorável, contrária ou neutra em relação ao candidato. - Não creio que cientistas políticos, sentados no conforto do seu ar-condicionado, possam resumir em algumas categorias (geralmente positivo, negativo e neutro) o complexo trabalho jornalístico, matéria que eles desconhecem - argumenta Fernandes. - Nossos repórteres quando saem às ruas não o fazem com a cabeça dividida entre escrever algo positivo ou negativo e muito menos nossos editores raciocinam desta forma ao editarem as reportagens. Esta é a maneira de pensar dos políticos, não dos jornalistas. O editor executivo do Extra Marlon Brum disse que a maior parte dos textos sobre eleição publicados no jornal são produzidos pela equipe de O Globo. O diretor de redação de O Dia, Alexandre Freeland, não respondeu ao pedido de entrevista feito pelo JB.
EX-BLOG E KATHLEEN JAMIESON E CANDIDATO DO PV/PSDB!
1. Outro dia este Ex-Blog tratava do amplo trabalho de pesquisa da professora K. Jamieson da U. Da Pensilvânia, transformado em livro (”O que você pensa saber sobre eleições e porque você está errado”). Ela destaca, entre outras coisas, que a imprensa em campanha não cobre conteúdo, mas estratégias e pesquisas. E por isso os candidatos que não entrarem nesta lógica vão ter destaque menor.
2. Ontem no JB o candidato do PV-PSDB -jornalista sênior- reclamou da imprensa por isso. Conselho: ler Kathleen Jamieson. Quando não era candidato majoritário se divertia com a cobertura de estratégia. Agora é com ele também. O que reclama da fotografia é o que este Ex-Blog já comentou sobre a hegemonia da imagem sobre o fato nos últimos anos.
3. JB! - O candidato do PV à prefeitura, Fernando Gabeira, acha que os jornais estão encarando a eleição com base em três critérios: os resultados das pesquisas de intenção de voto, a tentativa de promover conflitos entre os concorrentes e a busca por contradições entre o discurso e a prática dos candidatos. - Um jornalista perguntou quem eu iria atacar - conta. - Forçaram uma barra produzindo fotos que não são espontâneas. Fui chamado pelo fotógrafo para posar com um grupo em que estava o Zito. Mas na edição, cortaram todas as outras pessoas da foto e deixaram eu e ele. Sou da escola do (fotógrafo) Cartier Bresson, que dizia que a foto é a captura de um acontecimento e não a criação dele pelo fotógrafo e pelo editor.
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28/07/2008 - 10:22

SINOPSE DA IMPRENSA
Da “Coluna do Honorato”, news letter eletrônica de Carlos Alberto Honorato da Silva - karlos.honorato@terra.com.br
POLITICAS:
- Acordo na OMC precisa incluir recurso para alimentos, diz Lula. Em encontro em Lisboa, presidente diz que pobres sofrem no ‘estômago’ com as ‘práticas desleais’ do comércio; (2)
- PT vai à Justiça Eleitoral contra Kassab. Campanha de Marta Suplicy quer investigação do uso da máquina pelo prefeito, que enviou e-mails pedindo “ação” de subprefeitos em possíveis locais de entrevista do Datafolha. Ele nega ter tentado influir nos resultados; (1)
- TSE discutirá proposta de força-tarefa eleitoral no Rio. O presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, discutirá hoje com o presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, Raul Jungmann, e o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, a proposta de criação de uma força-tarefa para garantir a segurança nas eleições do Rio. A proposta de Jungmann prevê a atuação da PF e, se necessário, do Exército, para coibir a influência do tráfico e das milícias, identificando candidatos ligados ao crime. O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que a PF está à disposição, mas é necessário um pedido formal; (1)
- José Alencar anuncia que tem novo tumor na região abdominal. Vice-presidente convocou imprensa para relatar reaparecimento da doença e não pretende se afastar do cargo. (2)
NACIONAIS:
- O Real é a sexta moeda mais valorizada do mundo; (5)
- Europa oferece na OMC nova cota ao etanol brasileiro. Cota estaria indexada pelo consumo futuro na UE, o que aumentaria as exportações nos próximos anos; (2)
- Com Doha, país exportaria US$ 5 bi a mais. As negociações da Rodada Doha, da Organização Mundial de Comércio, vão gerar um aumento de US$ 7,36 bilhões nas importações agrícolas dos EUA e União Européia, caso sejam seladas conforme a discussão em curso em Genebra, segundo cálculos do Icone feitos para o Valor. A estimativa considera carne bovina e de frango e etanol. O ganho para o Brasil seria de US$ 4,9 bilhões; (1)
- Embraer anuncia investimentos de 148 mi de euros em Portugal; (2)
- Aberta inscrição para trabalho. Começam hoje as inscrições para o concurso público federal de trabalho temporário nos projetos do PAC. Serão mais de mil vagas para atividades técnicas especializadas, com salários de R$ 1.700 a R$ 8.300 para profissionais de nível médio e superior; (1)
- Brasil pesquisa ouro, diamante e fosfato no mar. O Brasil pode investir até R$ 35 milhões nos próximos anos para pesquisar a geologia marinha. A maior parte dos recursos ainda precisa ser aprovada dentro do PAC, mas os R$ 4,5 milhões já liberados permitiram que a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), responsável pelos estudos, investisse em equipamentos e capacitação e iniciasse quatro grandes projetos, em áreas territoriais específicas; (1)
- ADM estréia em álcool no Brasil. O grupo americano de etanol e grãos Archer Daniels Midland (ADM), que faturou US$ 44 bilhões em 2007, vai anunciar no dia 20 de agosto sua estréia na produção de álcool no Brasil. O Valor apurou que a companhia será sócia de uma usina de álcool em Jataí (GO) e terá uma participação em outra unidade no mesmo Estado; (1)
- Bilhetes de MG e RO levam prêmio de R$ 53 milhões da Mega-Sena; (3)
- Zoneamento impede cana na Amazônia. A Amazônia receberá uma “blindagem técnica” contra a cana-de-açúcar. A região amazônica e algumas áreas de transição entre o cerrado e a floresta não combinam com as condições de solo e de chuva indicadas pelo consórcio composto por pesquisadores de Embrapa, IBGE, Unicamp, Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais para realizar o zoneamento da cultura; (1)
- Brasil perde 160 bi com a corrupção. O país perde anualmente cerca de R$ 160 bilhões - ou 6% do Produto Interno Bruto (PIB) - com corrupção e fraudes no governo e em empresas, segundo levantamento da consultoria KPMG. São os crimes de colarinho branco que, na maior parte das vezes, envolvem lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), só este ano deverão ser registradas 300 mil operações com indícios de irregularidade, um salto de 112% em relação a 2007; (1)
- Crise aérea na Argentina prejudica 500 brasileiros. Problemas na recém-reestatizada Aerolíneas Argentinas geraram caos aéreo no país que fez milhares de turistas, incluindo ao menos 500 brasileiros, enfrentarem cancelamentos e atrasos de até 24 horas. Houve longas filas e protestos nos aeroportos. Um grupo de cariocas cuja partida de Bariloche seria às 11h de sábado chegou ao Rio ontem às 16h. Segundo a Aerolíneas, falta de aviões e overbooking causaram as falhas; (1)
- Rodízio deve tirar 25 mil caminhões por dia. A Prefeitura de São Paulo dá início hoje ao sistema de rodízio para grandes caminhões nas vias que contornam o centro expandido da capital. A estimativa oficial é de que, a cada dia, 25 mil desses veículos deixem de circular nas Marginais nos horários de pico. O rodízio, porém, é visto apenas como saída de emergência. Uma mudança estrutural ainda é tida como necessária. (1)
INTERNACIONAIS:
- Grupo radical assume responsabilidade por ataques na Índia. Série de atentados ocorreu na cidade de Ahmedabad, após outras explosões que mataram dois na Sexta; (2)
- Pequim reage ao encontro de McCain com dalai lama; (2)
- Obama pede que Irã aceite fim de programa nuclear. Em visita à França, candidato democrata pede compromentimento de aliados com o Afeganistão; (2)
- Maioria nos EUA acredita em vitória de Obama. Pesquisa diz que 51% apostam que democrata será eleito; (2)
- Obama procura um vice-presidente com ‘voz própria’; (2)
- Brown e Obama se reúnem para discutir cenário internacional; (2)
- Irã não deve esperar próximo presidente para agir, diz Obama; (2)
- Obama segue para encontro com Sarkozy na França; (2)
- Estados Unidos ampliam sanções contra o Zimbábue. Bush assina medida contra organizações e indivíduos ligados ao presidente do Zimbábue, Robert Mugabe; (2)
- Terremoto fere 107 no norte do Japão e paralisa fábricas. Autoridades alertam para risco de deslizamentos; indústrias de alta tecnologia interrompem produção. (2)
ESPORTES:
- Palmeiras consegue bom empate com o Grêmio em Porto Alegre. Debaixo de muita chuva no Estádio Olímpico, equipe paulista fica no 1 a 1 e termina rodada fora do G-4; (2)
- Flamengo e Botafogo empatam em 0 a 0 no Maracanã. Resultado tirou a chance de o time rubro-negro voltar à liderança; equipe não vence há quatro jogos; (2)
- São Paulo vira sobre a Portuguesa em jogo 300 de Muricy. Após sair perdendo, time do Morumbi vence por 3 a 1 e se aproxima dos líderes do Brasileirão; (2)
- Atlético-MG vence Vitória e deixa zona de rebaixamento; (2)
- Jogadores da Portuguesa esperam reação contra Fluminense; (2)
- Santos bate o Vasco por 5 a 2 e respira no Brasileirão; (2)
- Brasil bate Itália e conquista o tri mundial no futebol de areia; (2)
- Vamos jogar Olimpíadas com ferida aberta, diz Bernardinho. Técnico da seleção brasileira masculina de vôlei afirma que a equipe terá que passar por uma reconstrução; (2)
- Pequim inaugura oficialmente a Vila Olímpica. Local conta com restaurantes, cafeterias, barbearia, correios, lojas, estação dos bombeiros e clínica. (2)
BRASÍLIA/DF:
- Deputado foi ao TCU com ação bancada por Dantas. Daniel Dantas, ex-controlador da Brasil Telecom por meio do banco Opportunity, contratou um escritório de advocacia por R$ 1,75 milhão para assessor o deputado Alberto Fraga (DEM-DF) em uma representação apresentada ao TCU (Tribunal de Contas da União). Com a ação do deputado, Dantas queria evitar acordo pelo qual fundos de pensão comprariam ações do Citigroup na BrT. Fraga se disse “muito amigo” de ex-cunhado de Dantas e admitiu que “emprestou” seu nome. Segundo o Opportunity, a BrT contratou o escritório; (1)
- Brasília livre das vans. Em mais um round na guerra de liminares, Justiça cassa decisão que autorizou as vans a circularem no sábado e nega recurso do Ministério Público do Trabalho. Motorista que desobedecer terá o veículo lacrado e pagará multa de R$ 5 mil por pirataria; (1)
- Distrito Federal ‘exporta’ eleitores para vizinhos; (2)
- Batalhão substitui Força Nacional no DF em agosto. Força Nacional ocupou região violenta do Distrito Federal durante nove meses; (2)
- Operação Volta às Aulas começa nesta Segunda; (2)
- O tempo em Brasília - A temperatura ficará entre 10º e 27º. Sol o dia todo sem nuvens no céu. Noite de tempo aberto ainda sem nuvens. (3)
Fonte:
(1)-h ttp://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
(2)-h ttp://www11.estadao.com.br/ultimas/
(3)-h ttp://noticias.correioweb.com..br/
(4)-h ttp://jbonline.terra.com.br/editorias/pais/index.html
(5)-h ttp://www.emtemporeal.com.br/index.asp?area=1&canal=6
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27/07/2008 - 17:24
Deu hoje no “Jornal do Brasil”

Vices, mas com disposição de candidatos
Repórter: Renata Victal
Engana-se quem pensa que o vice tem um papel decorativo. E a história recente do país é prova disso. Que o diga José Sarney e Itamar Franco para citar só dois casos. Em uma cidade cosmopolita, como o Rio de Janeiro, é comum que o prefeito se ausente vez ou outra para representar a cidade em outro Estado ou país. Há ainda casos de renúncias para a disputa de novos cargos eletivos. Nas duas ocasiões, o assento no Palácio da Cidade ganha um novo dono: o vice.
A importância do cargo é tamanha que, pela primeira vez, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Brittoas, determinou que fotos dos candidatos a vice-prefeito devem ser incluídas nas urnas eletrônicas. E, no caso da cidade maravilhosa, há vices para todos os gostos. Profissionais da área médica, de educação, administrativa, políticos profissionais, ex-craque de futebol e até mesmo um engenheiro que se classifica como astrólogo amador. Escolha o seu.
Eis os candidatos a vice:
Carlos Alberto Muniz — vice de Eduardo Paes
O economista Carlos Alberto Muniz (PMDB) diz que se tornou um colecionador de histórias ao longo dos seus 64 anos. Ex-militante do movimento estudantil, ele viveu na clandestinidade a partir de 1969. Três anos depois, ficou exilado entre o Chile e a França. Foi na Europa que decidiu fazer mestrado e doutorado na área de planejamento econômico e meio ambiente.
- Minha foto era estampada em cartazes de “procura-se” em toda parte: aeroportos, estações ferroviárias, rodoviárias e outros lugares - recorda.
Em 1976, retornou ao Brasil, mas na clandestinidade, com outra identidade - situação que só mudou com a anistia assinada por João Figueiredo em setembro de 1979.
Carlos Alberto Torres — vice de Paulo Ramos
Capitão do tri em 1970, Carlos Alberto Torres (PDT) já militou na política. Em 1989 se elegeu vereador, mas diz não ter gostado da experiência. Decidiu se afastar, mas continuar militando pelo partido. Ele garante que, se pudesse, fundaria o Partido do Bom Senso (PSB).
- É o que falta no prefeito do Rio. As pessoas só querem uma boa escola, um hospital decente e viver com tranqüilidade. O resto é luxo.
Ele conta que só aceitou ser vice de Ramos para ajudar a resgatar o prestígio do partido que, diz, foi por água abaixo após Brizola morrer.
- O que quero, por ser uma pessoa de prestígio com o povo, é recuperar o partido, que já foi bem forte no Rio.
O ex-craque garante que hoje não consegue mais jogar bola. Culpa do joelho “bichado”. Mas ainda colhe frutos em todos os lugares que passa por ter vestido a amarelinha.
- Fiz uma caminhada na praia com o Paulo. Me anunciavam no megafone e as pessoas vinham falar comigo. A caminhada era para durar uma hora e levou mais de duas. Acho que o ajudei porque depois disso ele subiu um ponto na pesquisa. E posso ajudá-lo ainda mais.
Morador da Barra da Tijuca, Carlos Alberto acredita que é possível adaptar as regras do futebol à prefeitura.
- O prefeito tem de ser disciplinado e fazer com que as secretarias trabalhem em conjunto. Precisa funcionar como um time de futebol, bem treinado, claro.
Jimmy Pereira — vice de Marcelo Crivella
Foi por pouco que Jimmy Pereira (PRTB) não se lançou como candidato à prefeitura nestas eleições. Presidente regional e municipal de seu partido ele seguiu a decisão da maioria e formou chapa com o PRB. Hoje, vice do senador evangélico Marcelo Crivella, este insulano de criação católica diz que religião não é um problema entre eles. Prova disso é que Jimmy tem frequentado com a mãe, a deputada estadual Graça Pereira (DEM), os cultos de uma igreja Presbiteriana na Barra da Tijuca. Biólogo por formação, Jimmy, 38, já foi prefeitinho de Cesar Maia, a quem faz críticas, e promete não se acomodar no cargo. Segundo ele, o prefeito abandonou a cidade.
Léa Tiriba — vice de Alessandro Molon
Jornalista por formação e com um doutorado na área educacional, Léa Tiriba é hoje professora da PUC e quer acenar a bandeira da educação na prefeitura. Ao lado do também petista Alessandro Molon, esta moradora de Santa Teresa acredita ser possível transformar a cidade e faz de sua experiência de vida um exemplo.
- Precisamos resgatar a cidade como um espaço público. O Rio foi privatizado, mas é possível mudar - conta. - Eu estudei música clássica e acabei cantando samba. O Rio também pode passar por esta transformação.
Aos 56 anos, Léa, que é separada e tem dois filhos, quer valorizar o papel da mulher na sociedade.
- Nossa luta é diária. Somos mulheres, não somos mercadoria.
Luiz Paulo da Rocha — vice de Fernando Gabeira
A mente cartesiana do engenheiro civil aposentado e deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha, 62, e seu vasto histórico na política, que inclui o cargo de vice de Marcelo Allencar, passam a imagem de um homem sério. Não que a afirmação seja mentirosa, mas ele é mais que isso. Aos 33 anos, descobriu a astrologia e o que parecia ser incompatível ao perfil do mestre em transportes, se tornou um hobby.
- Sou racional como capricorniano, não é à toa que sou engenheiro, bem cartesiano, mas o inconsciente coletivo é uma realidade - acredita Luiz Paulo. - A astrologia, para mim, são combinações de arquétipos. É uma sabedoria primitiva que observa o comportamento das pessoas pelo posicionamento dos astros.
De todos os vices, Luiz Paulo é o que tem mais experiência em cargos públicos. Além do Palácio Guanabara, também foi secretário municipal de Obras (89-92), de Urbanismo e Meio Ambiente (91-93) e da Casa Civil (96-97). Candidato a governador em 1998, perdeu para Garotinho. Mais tarde, em 2002, foi eleito deputado estadual e depois reeleito. No entanto, garante, nunca parou de estudar e ampliar sua visão do mundo.
Pedro Fernandes — vice de Solange Amaral
O mais jovem dos vices tem 25 anos, mas passou quase a vida inteira em gabinetes. Neto do ex-deputado Pedro Fernandes e filho da vereadora Rosa Fernandes, Pedro (DEM) soube, desde cedo, que não teria outro destino. Ele até tentou, fez faculdade de odontologia, mas acabou em Brasília assessorando o deputado Rodrigo Maia (DEM). Aos 23 anos foi eleito o deputado estadual mais votado de seu partido e um ano depois se tornou secretário municipal de Meio Ambiente. Agora quer valorizar a Zona Norte, onde mora.
- Quero fazer com que a Zona Norte tenha mais importância. Chega de ficar em segundo plano nas prioridades dos prefeitos.
Ricardo Maranhão — vice de Jandira Feghalli
Filho do ex-deputado federal pernambucano Jarbas Maranhão, o engenheiro aposentado da Petrobras, Ricardo Maranhão (PSB), 64, conta que nunca teve incentivo do pai para entrar na vida política. Na chapa de Jandira Feghali, ele se considera um dos vices mais experientes e acha que isso pode fazer diferença na hora do eleitor votar.
Morador de Laranjeiras e rubro-negro doente, Ricardo é casado há 38 anos, com a mesma mulher, ressalta, e tem dois filhos. A vida política, lembra, veio junto da aposentadoria, em 1995, quando se filiou ao PSB.
-Me candidatei a deputado federal, fiquei como suplente e assumi em 1999. Meu pai nunca me estimulou, mas cresci no meio da política e sempre me envolvi.
Quando voltou de Brasília, foi eleito vereador no Rio. Confessa que se decepcionou um pouco com a política e tinha decidido não se candidatar mais. Apostava em um projeto pessoal de criar um movimento pela preservação da Amazônia. No entanto, não resistiu ao convite para ser vice de Jandira.
- Nós temos muitas afinidades ideológicas - conclui.
Vera Nepomuceno — vice de Chico Amaral
Aos 42 anos, a professora Vera Nepomuceno (PSTU) disputa sua primeira eleição. Orgulhosa por ter ajudado a fundar o PT, deixou o partido em 1994. Casada, mãe de dois adolescentes, diz que prefere passar os fins de semana ao lado da família ou lendo. Coordenadora licenciada do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe), Vera pretende ajudar Chico Alencar (PSOL) a lutar contra o abandono da educação, pelo fim da aprovação automática e pela valorização das merendeiras.
-Hoje a prefeitura trata as merendeiras como escravas. Queremos reeditar a prefeitura e o ensino municipal. Temos o compromisso de fazer uma educação pública de qualidade.
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27/07/2008 - 16:33
Abaixo, o candidato do PDT a prefeito do Rio, Paulo Ramos, que foi o sabatinado da semana no JB. O Homem parecia uma metralhadora giratória.

O ex-governador Leonel Brizola tinha uma relação conflituosa com as organizações Globo. O senhor acha que, em relação à sua campanha, isso foi superado?
Não superaram ainda e nem acredito que superem, porque investiguei a Fundação Roberto Marinho, investiguei o programa Criança esperança, entrei na CPI da Anac, ganhei na primeira instância um processo sobre empréstimo feito na Caixa Econômica para construir o Projac, provei remessas ilegais de dólares para o exterior. É claro que eu não posso de forma alguma ter, numa pesquisa, o mesmo percentual do meu amigo do PCB. Com todas as dificuldades eu estou entre os quatro que têm o trabalho com mais repercussão na mídia, mesmo não tendo tanta, porque quase nenhum tem. Então como eu posso imaginar que aquela pesquisa da Globo seja verdadeira? Eles estão tentando levar ao segundo turno Eduardo Paes e Crivella. Isso está ficando óbvio.
Por que? Por que eles acham que o Eduardo Paes ganha?
Não. É que a Jandira não é tão apreciada por eles como o Eduardo Paes. Somente isso.
Eles quem?
A Fetranspor, a Firjan, as grandes empreiteiras. Quer dizer que vão fazer o trem bala, a R$ 20 bilhões, e não cuidar do transporte de massa? Por que? Não há razão. Eles vão mandando, vão estabelecendo quais candidatos podem ganhar.
E quem pode ganhar para eles?
Eduardo Paes, Crivella, Jandira, Solange e Gabeira. Gabeira já abandonaram. Tem o jornal O Globo e o jornal O Dia. A Igreja Universal já tem participação no jornal O Dia, porque é um partido político. Assim como o sistema Globo se transformou num partido político na eleição de 89, quando elegeu o Collor. O Paes pretende ser o candidato dos católicos.
E quais os candidatos que eles acham que têm que perder?
Principalmente o do PDT. O Molon levou uma pernada do Sérgio Cabral, foi uma demonstração evidente de falta de caráter. E a nossa Justiça Eleitoral? Não haveria necessidade de ninguém impugnar a candidatura do Eduardo Paes. Como é que sai no Diário Oficial com data retroativa? Isso é um escândalo por si só. A Justiça Eleitoral se quisesse se fazer minimamente respeitada, não poderia aceitar o registro da candidatura. Mas por que aceita? Na última eleição municipal, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) anulou a eleição em Campos, absolveu o (ex-governador Anthony) Garotinho e Rosinha, num voto de minerva. Em seguida, o irmão do presidente do TRE, Marlan (de Moraes Marinho), saiu desembargador. A composição dos poderes vai se dando com vícios de origem. Os concursos são fraudados. No momento de formar o colegiado do Tribunal de Justiça, as coisas são meio tortuosas. Assim como o Poder Legislativo é viciado na origem pelo uso da máquina administrativa. Os demais poderes também.
Deputado, como o senhor chegará ao segundo turno?
Em primeiro lugar eu quero agradecer ao JB pela entrevista, porque eu ouvi na sede de O Globo que o jornal era uma empresa privada e portanto poderia fazer o que quisesse. A última entrevista que o Brizola deu foi para o JB. Eu tenho andado muito e é muito difícil. Imaginar que no primeiro dia da campanha eu fiquei quatro horas e meia em Padre Miguel, isso porque sou de Realengo, conhecia muita gente, então fiquei ali. O Eduardo Paes ficou 20 minutos. A eleição majoritária, mais do que qualquer outra, depende da democratização da informação.
Mas o senhor acha que terá condições de superar isso?
O Brizola dizia: “Temos que confiar na força do povo”. Eu me sinto inclinado a fazer um documento denunciando esse golpismo. Dos candidatos, sou o único constituinte. Foram dois mandatos de deputado federal, três de estadual, o PDT é um partido forte.
Mas existem órgãos de pesquisa que não trabalham para candidato nenhum… O Datafolha, por exemplo.
Eu sou forçado a reconhecer que o jornal Folha de S. Paulo já representou um outro papel que não representa hoje. E talvez por questão de sobrevivência o Jornal do Brasil não se curvou. Ou o JB não enfrenta muito mais dificuldade do que uma Folha de S. Paulo? Talvez porque não tenha embarcado em certas negociatas. Eu só sei que a Folha não cumpre hoje o mesmo papel.
O senhor acha que há conspiração contra sua candidatura?
Não é contra mim…
É contra um modelo?
Para manter como alternativa apenas aqueles que representam a negação desse modelo, para restringir a verdadeira esquerda.
Numa eleição municipal ainda funciona essa coisa de esquerda e direita?
Funciona. Não de uma maneira tão perceptível, mas funciona.
O ‘JB’ falou na terça-feira sobre as sete promessas não cumpridas do Cesar Maia. Quais são as suas?
Vou pegar uma área, a de transporte. A força política que a Fetranspor acumulou, corrompendo governantes antes da chegada ao poder, teve como conseqüência a desativação de ramais ferroviários.
O senhor vai reativá-los?
Claro. Em vez de trem bala, eu vou reativar. Como é que a gente tem um milagre como a Baía de Guanabara e o transporte aquaviário não é implementado? Não tem porque quem controla o transporte são os controladores do transporte rodoviário. E a questão da educação? Nosso companheiro Jorge Vieira foi assassinado e logo depois chegamos lá e o que vimos? Garotos em cima das motos com a fisionomia de 14 ou 15 anos com metralhadoras. Por que? Não estão mais na escola, não têm alternativa e pela idade não podem trabalhar. Não acho razoável que qualquer candidato, mesmo os que foram contrários na época, não defendam a educação integral.
Mas isso tem um custo…
É claro que tem.
E o senhor tem este levantamento?
Nenhum problema você vai resolver como apagar e acender a luz. Tem que ser um processo. Se o programa dos Cieps não tivesse sido interrompido, com certeza estaríamos vivendo uma outra realidade no Rio.
Isso significa aumento no quadro dos professores?
Brizola chegou a colocar mais de 40% do orçamento na educação. Não pode se debater a enfatização do serviço público na medida em que o poder público foi oferecendo menos serviços. Dezesseis por cento dos alunos hoje são matriculados nas escolas públicas, 84% nas particulares. A mesma coisa é a rede de saúde. De uma determinada forma é a bitributação. Quando se compara a economia do Rio com a de outros países, que têm a mesma massa crítica, a arrecadação é pequena. Mas por quê? Por causa dos conchavos na renúncia fiscal. E são muitos os conchavos. A nossa legislação fiscal e tributária promove a sonegação.
O que o senhor pretende fazer? Uma auditoria?
É propor mudanças. Porque o prefeito do Rio não pode ficar voltado para o umbigo, achando que ele tem que ficar atrás do laptop. A prefeitura assumiu a gestão dos hospitais de emergência federais. Por uma questão de epidemia da dengue, em que todos eram responsáveis, a União, num ato de império, interveio, passou a gestão do SUS, contra a lei, para o Estado. Montou barracas e cadê elas?
Nesse caso o Lula foi tirano com o Cesar Maia?
Não tem o espetáculo do crescimento? Tem outros tipos de espetáculos também. Na verdade as decisões políticas devem sempre estar submetidas a interesses públicos.
Mas não foi o caso?
Não foi. Eles deveriam, responsavelmente, sentar e propor a solução. Com a gravidade do problema, não resolveu problema nenhum. A população ficou sem saber quem era culpado, mas é óbvio que nesse caso específico a parte mais frágil era a prefeitura. Isso não quer dizer que o Maia não tenha uma parcela grande de responsabilidade.
Mas na avaliação do senhor o maior culpado foi o governo federal…
Veja uma fase anterior quando demitiram os guardas de endemia, os nossos mata-mosquitos. Isto vem lá de trás.
Como o senhor avalia a gestão do prefeito Cesar Maia ao longo destes 16 anos de poder?
Ninguém pode ter dúvida de que Cesar Maia foi importante para cidade até um determinado ponto. Tanto assim que foi eleito, elegeu o sucessor e foi eleito de novo. Ele alcançou credibilidade. Na minha avaliação ele cansou de ser prefeito nesse último mandato. Se desinteressou.
É atribuição do Estado cuidar da segurança, não é?
No Brasil, o sistema exclui e depois criminaliza. Hoje, a polícia militar e civil vive fazendo operações policiais nas favelas, criando o seguinte sentimento na favela: “Quando os policiais estão com grandes efetivos e com o Caveirão chegam aqui e nos matam, mas quando estiverem isolados nós vamos lá matar eles”. E é o que tem acontecido.
A milícia não é uma espécie de crime organizado?
O que é milícia? Eu conheço vários profissionais de saúde que são donos de hospitais e clínicas. Conheço vários professores que são donos de escolas. Vários defensores públicos que são donos de escritórios de advocacia. Mesmo aqueles que estão sendo bem remunerados pelo Estado têm seus bicos. Os profissionais da segurança pública estão proibidos, mas não conseguem viver com esse salário.
O senhor é a favor da milícia?
Não. Estou dizendo que nós temos vários profissionais dentro da segurança pública que são empresários na segurança pública e não podem ser confundidos com milicianos.
Qual é o interesse que estas autoridades que estão envolvidas com segurança privada têm em melhorar a segurança pública?
É isto. A mesma coisa em relação a saúde e educação. É a ausência do Estado que faz com que essas aberrações surjam.
Mas começam a criar um sistema em que cobram pela distribuição da água, do gás… Não é assim que nasce a milícia?
O que estou querendo demonstrar é como as coisas surgem e se degeneram. A partir desse momento, eu sou contrário.
Enquanto não encontram um novo modelo de segurança, o que o prefeito pode fazer para melhorar a situação?
Tem que valorizar a Guarda Municipal. Ela precisa proteger as praças públicas e os bens públicos. Tem coisas que são deveres imediatos do prefeito que influem na segurança pública como a iluminação pública. Os pardais estão vinculados à indústria da multa, é uma espécie de caça-níquel legalizado. Eu fiz uma investigação sobre os pardais e comprovei que se dois ou três carros passarem no mesmo momento de um pardal e um estiver acima da velocidade permitida, os três são fotografados e não sabem distinguir qual que cometeu a infração.
Se for eleito, o senhor acha que terá um bom entendimento com o governador do Estado o presidente?
Não tenho dúvida. Até porque o relacionamento com o governante não é uma relação de amigos, com tapinhas nas costas, com todo mundo rindo, tudo alegre. Conheço o presidente Lula. Ele conviveu comigo no mandato de deputado federal Constituinte, jogamos futebol algumas vezes.
Deputado, sinceramente, de zero a 10 quais são suas chances de ser prefeito?
Ainda é muito cedo pra dizer, porque a campanha está começando. Eu sou o único candidato que é da Zona Oeste. Depois morei na Zona Norte e não foi pouco tempo. Convivi com a realidade da Zona Norte. Eu quero voltar os olhos da prefeitura para essas regiões menos favorecidas. Pergunte aos demais candidatos se eles conhecem todas as estações ferroviárias em seqüência. Eles não conhecem, não freqüentaram. Um candidato outro dia falou que o metrô estava cheio, ficou impressionado, andou de trem escoltado. (risos). Anos atrás, quando o Cesar Maia foi eleito pela primeira vez, eu levei meu projeto de massificação da prática esportiva a ele, envolvendo os clubes de subúrbio. Eu sabia que ele não ia implementar essa política pública porque não ia compreender, nunca viveu essa realidade. E nenhum dos outros candidatos conhece o Rio como eu. Se for importante ter compromisso público baseado no interesse da população e não de grandes empreiteiras, eu acredito na minha eleição.
O que o senhor acha da tese de que o prefeito precisa ser um síndico?
Essa expressão tem um sentido correto de ser. O prefeito tem que ser uma dona-de-casa no sentido antigo da palavra, tem ser uma boa dona-de-casa.
Estes lugares controlados pela milícia viraram uma espécie de curral eleitoral proibindo algumas pessoas de entrar. O senhor tem algum tipo de cuidado na hora de entrar nesses locais?
As milícias passaram a ser instrumento da composição das casas legislativas por um patrocínio dos governos.
Como assim?
Estão brigando com o Álvaro Lins, mas ele fez campanha com o governador, com o Cabral, com a Rosinha. Isso é uma forma de viciar as casas legislativas, mas também viciam o executivo.
O senhor é um candidato do asfalto. Sobe a favela?
Eu nunca enfrentei nenhum problema, nunca enfrentei nenhuma conversação.
Mas o senhor não acha que pelo fato de ser policial, isso não causa uma certa simpatia por conta dos milicianos?
É até possível. Não sei como interpretar, mas o que digo é que nunca tive nenhuma dificuldade. Não faço acordo prévio. Marca a reunião e eu vou. Agora, é claro que não estou fora da realidade, não sou desavisado. Compreendo que há riscos, mas não acredito que o Crivella tenha tido riscos. Acho que ele participou de uma encenação. Rio das Pedras foi a primeira comunidade que se organizou e que foi homenageada por não ter tráfico. A comunidade aplaude.
O senhor concorda?
Claro que não. Não dá pra concordar com esse tipo de barbárie? A própria sociedade cria esses conflitos. Quando houve a operação no Complexo do Alemão que mataram vários bandidos, o secretário de Segurança foi aplaudido quando entrou no restaurante. Ali não foi a racionalização da sociedade, não foi apoio ao secretário, mas o desejo de segurança. Quando alguém morre no morro, é traficante.
O senhor é financiado por quem?
Por um amigo aqui e ali. Minha campanha é sempre muito pequena. Resulta da minha atuação. Sou reconhecido como quem defende o servidor público. Quando falam em contratar por emergência é desculpa para contratar sem concurso. Pode haver indicação política, mas tem que ser dentro da carreira. Tinha um pessoal do PT que lutava contra os Cieps porque queria ser os autor. Não foram e queriam boicotar o programa.
O senhor acha que alguns lugares se tornaram currais eleitorais?
Claro que se tornaram. E há até constrangimentos para o voto. Quem se utiliza desses mecanismos tem sempre necessidade da proximidade com o poder. Todos são governistas, sem exceção. Governistas como o Cesar Maia, que é do partido do Jerominho. Eles têm que mostrar na comunidade que têm força política e a maneira é mostrar que eles estão de braços dados com o poder. Eu acredito que esses governantes sejam culpados. Se aproveitam, mas depois fazem um discurso moralista pedindo punição.
O senhor é a favor da política de cotas?
Participei de uma ação social em Realengo e vi que muitas crianças não tinham certidão de nascimento. De 10 crianças sem certidão, oito eram negras. Tem que oferecer oportunidade. Existe uma exclusão histórica e precisamos criar condições para uma igualdade. Uma coisa é criar oportunidades, outra criar privilégios.
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27/07/2008 - 16:05

A foto acima foi publicada hoje pelo “JB” sem o nome do fotógrafo, para protegê-lo de eventuais retaliações. Também o nome do autor da reportagem foi omitido. Nenhum dos dois poderá voltar à Vila Cruzeiro a trabalho, também para evitar problemas.
Talvez estas eleições sejam decisivas para a história do Rio de Janeiro. Depois de tomarem as favelas, os traficante agora tentam tranformá-las em currais eleitorais. Áreas onde só fará campanha o candidato que se aliar ao tráfico. De uma forma ou de outra.
Para manter esses currais sob absoluto controle, eles não podem permitir o livre trabalho da imprensa. Seguir um candidato e fotográ-lo, nessas áreas, já começa a se tornar muito perigoso.
É um absurdo!
Veja, abaixo, a reportagem do JB:
“DA REDAÇÃO
Se alguém ainda duvidava da interferência do tráfico nestas eleições, a resposta veio ontem. Durante caminhada do senador Marcello Crivella na Vila Cruzeiro, Penha, em busca de votos, a equipe de reportagem do ‘JB’ foi intimada por traficantes locais a apagar as fotos em que eles apareciam durante passagem do candidato por uma praça. Crivella sequer percebeu que estava próximo de bandidos. Dos três fotografados, dois, de cabeça baixa, mal apareciam. Apenas um, com uma mochila onde supostamente guardava drogas e armas, levantou a cabeça. Jornalistas de O Globo e O Dia também receberam as ‘ordens’ dos traficantes. Sob a mira de um fuzil, todos obedeceram. Já na redação, as fotos foram recuperadas através de um programa no computador. O ‘JB’ se reservou ao direito de não dar o nome dos funcionários ameaçados para protege-los.
A confusão começou depois que os fotógrafos registraram o candidato passando pelo grupo. No momento em que Crivella se aproximou da mesa em que estavam, alguns abaixaram a cabeça e outros se recusaram a cumprimentá-lo. Foi então que, num simples exercício da profissão, os fotógrafos registraram a cena sem imaginar de quem se tratavam.
A caminhada continuou, mas minutos depois os jornalistas foram surpreendidos pelos chamados de um dos rapazes fotografados na praça. Ele se aproximou reclamando das fotos e avisando que ali era o mundo do crime. Com a voz pausada, avisou que todas as fotos tiradas até então deveriam ser apagadas. Logo em seguida outro rapaz (o único que aparece de cabeça em pé) chegou de moto com um fuzil. Com a arma na mão, gritou várias vezes para que as fotos fossem apagadas e avisou: “não enganem porque entendo de tecnologia”. Enquanto isso o seu colega avisava que não haveria agressão.
A esta altura, Crivella e seus acompanhantes já estavam mais à frente e, junto aos jornalistas, um de seus assessores argumentava com o grupo. Habituado a andar rápido e percorrer longas distâncias em pouco tempo, Crivella diminuiu a velocidade, evitando se distanciar provavelmente para dar alguma proteção. As fotos foram apagadas e o grupo foi embora.
Crivella fica indignado
Apesar de a assessoria de imprensa de Crivella afirmar que o percurso havia sido realizado por completo, a situação vivida pelos jornalistas deixou tensa a caminhada, que rapidamente teve fim. O candidato do PRB se mostrou indignado.
- Não tenho palavras. Pagamos impostos, mas precisamos pedir autorização para andar na rua, na calçada e cumprimentar as pessoas - afirmou Crivella. - Não posso me submeter a isso. E não desisto, não paro. Vou continuar subindo outras favelas - disse.
Para o governador, o Estado de Direito foi ameaçado
Ao saber dos acontecimentos na Vila Cruzeiro, o governador Sérgio Cabral soltou uma nota oficial em que analisa e condena os fatos ocorridos na Penha. Segundo Cabral, as ameaças reforçam a política de combate do estado ao crime A seguir, a íntegra da nota:
“O direito de ir e vir de quaisquer candidatos e da imprensa é sagrado. Fatos como esse, gravíssimo, tornam evidente a necessidade de combate sem tréguas à criminalidade. As ações do Estado visam justamente a acabar com áreas em que criminosos se acham donos das comunidades. O Poder do Estado tem que ser a referência para as comunidades - e não os bandidos. O combate ao crime no Rio tem que ser incessante e firme para garantir o processo democrático e a livre circulação de toda a população, o que inclui, naturalmente, candidatos e jornalistas no exercício de suas funções. Toda vez que o livre jornalismo é impedido de atuar é sinal de um Estado de Exceção. Portanto, garantir segurança aos cidadãos é, em última análise, garantir o Estado de Direito Democrático”.
Opinião do editor | Não nos calaremos
André Balocco
EDITOR DE ELEIÇÕES
Cinco anos após o brutal assassinato do jornalista Tim Lopes e das inúmeras promessas de recuperação da comunidade, feitas pelo Estado, a Vila Cruzeiro continua a mesma: abandonada e nas mãos do tráfico. As ameaças de ontem, absurdas, mostram que os bandidos agora, além da favela, querem controlar a pauta dos jornais. Não conseguirão. Apesar de proteger o nome de seus funcionários, o ‘JB’ mantém seu compromisso com o eleitor e, acima de tudo, com a verdade.
“
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25/07/2008 - 10:35

SINOPSE DA IMPRENSA
Da “Coluna do Honorato”, news letter eletrônica de Carlos Alberto Honorato da Silva - karlos.honorato@terra.com.br
POLITICAS:
- Governo dará mais reajustes aos servidores. O governo prepara duas novas medidas provisórias para aumentar os salários de mais de 300 mil funcionários públicos. Uma delas reajustará e reorganizará vencimentos de carreiras típicas de Estado. A outra abrangerá os que ficaram de fora da MP 431, já aprovada na Câmara, e que beneficiou 800.512 servidores civis e 611 mil militares, mais aposentados e pensionistas, ao custo de R$ 32 bilhões até 2012; (1)
- Ministério da Cultura não nega saída de Gilberto Gil da pasta. Assessoria do ministro diz apenas que não há data oficial para desligamento do ministro, que está em turnê; (2)
- Datafolha mostra Marta com 36% e Alckmin com 32% em São Paulo; (2)
- Marta e Marinho confirmam a presença de Lula na campanha; (2)
- No Rio, Paes sobe e empata em 2º, Crivella lidera. No Rio, Eduardo Paes (PMDB) subiu de 9% para 13% das intenções de voto e está tecnicamente empatado em segundo lugar com Jandira Feghali (PcdoB) que tem 16%. O líder Marcelo Crivella (PRB) oscilou de 26% para 24%; (1)
- Em Porto Alegre, Fogaça é líder em intenções de voto. O prefeito José Fogaça (PMDB), candidato à reeleição, lidera as pesquisas em Porto Alegre com 20%, e Manuela D’Avila (PCdoB), com 18% vêm em segundo; (1)
- OMC causa bate-boca de ministros. Após o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, dizer que a rodada da OMC “não servirá para nada”, o chanceler Celso Amorim rebateu: “Ele deve achar que estou me divertindo” nas negociações; (1)
- Tarso quer PF para apurar atuação do tráfico em eleição no Rio. Ministro coloca órgão à disposição para investigar interferências de milícias nas campanhas da capital fluminense; (2)
- Delegado acusa chefe na PF de pedir relação de nomes de presos. Em ofícios a Justiça e Ministério Público, o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, que deixou a chefia da Operação Satiagraha, apontou “obstrução à investigação” e citou Paulo de Tarso Teixeira, seu chefe. Segundo Queiroz Teixeira e Leandro Coimbra, superintendente da PF em SP, exigiram na véspera da ação a lista dos que seriam presos, o que não seria um procedimento de rotina. A PF não quis comentar. (1)
NACIONAIS:
- CASA PRÓPRIA. Financiamento cresce 34% no 1º semestre Caixa Econômica liberou R$ 9,181 bilhões para financiamento habitacional no semestre, 34% a mais que em 2007; 425.922 pessoas foram beneficiadas; (3)
- Desemprego cai pelo quarto mês seguido; (5)
- Montadoras investem. A Anfavea, presidida por Jackson Shneider, refaz as contas dos novos investimentos das montadoras e empresas de autopeças, que já superam US$ 20 bilhões até 2011; (1)
- Petrobras terá unidades produtivas de 2 em 2 anos no pré-sal. Apenas no megacampo de Tupi serão instaladas 11 plataformas, para produzir 100 mil barris diários cada uma; (2)
- Mega-Sena para R$ 52 milhões.. Se aplicado na poupança, prêmio pode render R$ 340 mil por mês. As apostas devem ser feitas até amanhã e sorteio acontece em Minas. Confira os dez números que mais saíram até hoje; (1)
- BID empresta US$269 mi para usinas de álcool em GO e MG; (2)
- Polícia Rodoviária Federal reabre inscrições; (5)
- É coisa nossa. Brasil vence disputa judicial com Alemanha pelo direito de usar a rapadura como marca nacional; (1)
- Atendimento em hospitais já caiu 30% desde início da Lei Seca. Redução de pacientes nas unidades de ortopedia e politraumatizados é visível e sobre até leito, comemoram médicos da rede pública. Contran vai manter o rigor da lei na regulamentação; (1)
- Justiça condena MST a pagar R$ 5,2 milhões por fechar ferrovia. Ainda cabe recurso da decisão; movimento teria descumprido proibição, obtida pela Vale, à invasão da área; (2)
- Estado quer desarmar bombeiros/RJ. Para combater as milícias, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, quer proibir bombeiros de portar armas fora do serviço. Os militares são investigados por atuar em bandos armados; (1)
- Ata do tráfico prova imposição de candidato único na Rocinha. Um documento apreendido ontem pela Polícia Civil na casa do chefe do tráfico de drogas na Rocinha, Antônio Bomfim Lopes, o Nem, comprova que o traficante impôs o apoio a um único candidato a vereador na favela. “Todo empenho para o candidato da Rocinha, não aceito derrota!!!”, diz Nem, num dos trechos do documento de duas páginas, com itens que seriam discutidos em reunião na favela. Para o delegado Allan Turnowski, que comandou a operação, essa é a prova de que o tráfico transformou a favela num curral eleitoral. Nem não cita o nome do candidato único, mas o presidente da Associação de Moradores da Rocinha, Luiz Cláudio de Oliveira, o Claudinho da Academia, já disse ter o apoio de “cem líderes” locais, embora negue ligação com o tráfico. Na operação, que mobilizou 200 policiais, houve tiroteio: um bandido morreu e cinco foram presos. Nem fugiu. (1)
INTERNACIONAIS:
- Renunciei por diferenças com Cristina, diz ex-chefe de gabinete. Braço direito da presidente argentina pediu afastamento na quarta; ‘estava complicando mais que ajudando’, diz; (2)
- General da ditadura argentina é condenado à prisão perpétua. Ex-repressor é acusado de assassinar quatro militantes políticos em 1977; outros sete ex-militares serão presos; (2)
- Em Berlim, Obama pede união com a Europa. Discursando para 200 mil, candidato democrata faz referência ao pronunciamento de Kennedy em 1963; (2)
- Oriente Médio - Obama reafirma que Jerusalém será a capital de Israel. Democrata critica o Hamas e diz que apóia esforços de paz com palestinos; (2)
- PESQUISA - Obama continua a liderar intenção de voto nos EUA. Candidato democrata está seis pontos à frente de republicano John McCain; (2)
- Sérvia procura responsáveis por identidade falsa de Karadzic. Promotoria diz que acusará que forneceu documentos para ex-líder servo-bósnio acusado de genocídio; (2)
- Rússia diz que não planeja instalar bases no exterior. Governo rechaça rumores de que poderia usar Cuba para posicionar bombardeiros como na Guerra Fria; (2)
- Rússia celebra boas relações com Chávez; (2)
- Novo tremor abala região chinesa devastada por terremoto. Uma pessoa morre e outras 12 são feridas na província de Sichuan, onde 69 mil morreram em maio. (2)
ESPORTES:
- Palmeiras derrota o Santos por 4 a 2 no Palestra Itália. Com todos os gols no primeiro tempo, alviverde sobe para 24 pontos e entra no G-4 do Campeonato Brasileiro; (2)
- Flamengo preocupado com queda de rendimento no Brasileirão. Caio Júnior quer reação dos jogadores para os confrontos decisivos contra Botafogo, Palmeiras e Cruzeiro; (2)
- Grêmio faz 7 a 1 em Santa Catarina e assume a liderança; (2)
- Brasil inscreve delegação olímpica recorde com 277 atletas. Serão 132 mulheres e 145 homens, além de outros 192 integrantes que compõem a delegação brasileira.. (2)
BRASÍLIA/DF:
- BIRD. Recursos podem ser liberados até dezembro A vice-presidente do Banco Mundial (Bird), Pamela Cox, prometeu liberar recursos para o GDF até o final do ano, se o governo federal também der o aval. Com o novo crédito, o GDF poderá dar início à segunda etapa do programa Brasília Sustentável, que destinou US$ 57 milhões em infra-estrutura e saneamento para a Estrutural. A proposta do GDF agora é estender a construção de esgotos, escolas, postos policiais e de saúde para as regiões de Vicente Pires e para os condomínios Pôr do Sol e Sol Nascente; (3)
- Seis unidades de saúde do DF atendem pacientes com câncer de boca; (3)
- Vestibular da UnB para os câmpus de Ceilândia e Gama será neste fim de semana; (3)
- Microôonibus entram em circulação neste Sábado; (3)
- Lago Norte ganhará dois novos postos policiais; (3)
- O tempo em Brasília - A temperatura ficará entre 12º e 26º. Sol com algumas nuvens. Não chove. (3)
Fonte:
(1)-h ttp://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
(2)-h ttp://www11.estadao.com.br/ultimas/
(3)-h ttp://noticias.correioweb.com..br/
(4)-h ttp://jbonline.terra.com.br/editorias/pais/index.html
(5)-h ttp://www.emtemporeal.com.br/index.asp?area=1&canal=6
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23/07/2008 - 12:15

SINOPSE DA IMPRENSA
Da “Coluna do Honorato”, news letter eletrônica de Carlos Alberto Honorato da Silva - karlos.honorato@terra.com.br
POLITICAS:
- Lula define participação restrita no primeiro turno. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai participar das campanhas, ainda no primeiro turno, dos petistas Marta Suplicy (candidata à prefeita de São Paulo) e Luiz Marinho (candidato a prefeito de São Bernardo do Campo); (1)
- Lula quer divulgar PAC e pede esforço por reforma política; presidente diz que objetivo é ‘injetar otimismo’; (1)
- Lula libera ministros para fazerem campanha Presidente autorizou que todos os ministros façam campanhas para seus candidatos, mas definiu duas exceções: Dilma Rousseff e José Múcio Monteiro; (3)
Eleições em SP - Se eleita, Marta diz que vai ’sentar e conversar’ com Serra. Ex-ministra do Turismo e candidata do PT se reuniu com representantes de sindicatos ligados à construção civil; (2)
- PT e PSDB - Aliança PT e PSDB está em mais de mil cidades do País. Número pode ser ainda maior que as 1.130 cidades registradas em levantamento parcial no site do TSE; (2)
- Deputado de milícia tinha arsenal em casa. Acusado de chefiar uma milícia na Zona Oeste, o deputado estadual Natalino Guimarães (DEM, mesmo partido do prefeito Cesar Maia) tinha em casa um arsenal apreendido durante a sua prisão pela Polícia Civil. No cerco à casa do deputado - cuja filha, Carmen, é candidata a vereadora - houve tiroteio e um dos milicianos, foragido da Justiça, foi baleado. O deputado foi preso com mais cinco pessoas, mas outras sete fugiram. A Polícia apreendeu documentos com a contabilidade da quadrilha, que faturava por mês até R$ 1,8 milhão, e uma lista com 43 nomes de policiais prestadores de serviços. A Alerj deve abrir processo ético contra o deputado; (1)
- AMB divulga os ‘fichas-sujas’; Maluf é o que tem mais processos. Lista disponível no site da entidade traz dados sobre candidatos a prefeito e vice nas 26 capitais do País; (2)
- Licença para Angra 3. Com 61 exigências, o Ibama deverá liberar hoje a licença prévia da usina nuclear de Angra 3. Autoridades do setor elétrico reagiram com contrariedade. O maior ponto de discórdia é a obrigação de solução “definitiva” para os rejeitos. (1)
NACIONAIS:
- Ações e renda fixa atraem investidor asiático ao Brasil. O investidor pessoa física asiático descobriu o Brasil. Nos últimos meses, cresceu rapidamente o valor investido por japoneses e coreanos em fundos que aplicam recursos captados em papéis brasileiros; (1)
- Sistema S vai oferecer mais cursos gratuitos. O Sistema S terá que investir dois terços dos recursos que recebe para treinar trabalhadores em cursos técnicos gratuitos. Esse é o principal item do acordo feito ontem entre governo e entidades como Senai e Sesc; (1)
- Óleo de palma em alta. O Brasil recebe novos investimentos para aumento da produção de óleo de palma e a unidade de beneficiamento. A Braspalma terá projeto em Tefé (AM), em parceria com o governo da Malásia, país que lidera o cultivo no mundo; (1)
- Emprego formal cresce mais rápido no interior do que nas capitais; (3)
- IBGE abre 700 vagas de nível médio para agente censitário; (3)
- Planejamento autoriza 150 vagas para Ministério das Relações Exterior; (3)
- Já funciona, e bem, a internet grátis na orla. O JB testou e aprovou o funcionamento da rede Wi-Fi, de conexão gratuita à internet, que começou a operar ontem na orla de Copacabana, entre a Avenida Princesa Isabel e Rua Santa Clara. Até o fim de agosto, o Projeto Digital do governo estadual cobrirá toda a extensão da orla. A proposta prevê que todo o Estado terá cobertura Wi-Fi até o fim do próximo ano, segundo a UFRJ; (1)
- Anvisa cancela registro do Prexige. Decisão afeta o antiinflamatório na sua apresentação de 100 mg, indicada para uso contínuo; a de 400 mg, para casos agudos, teve sua venda suspensa no país por 90 dias. Mais três remédios da mesma classe poderão ser proibidos; (1)
- Correios fazem mutirão para regular entregas. Funcionários vão trabalhar duas horas a mais entregar 130 milhões de objetos. (2)
INTERNACIONAIS:
- Justiça ordena extradição de Karadzic para tribunal da ONU. Ex-presidente sérvio é acusado de genocídio pelo massacre de 7,5 mil muçulmanos bósnios em 1995; (2)
- Rússia pode posicionar bombardeiros em Cuba, diz jornal. Diário russo afirma que Moscou pode voltar a usar a ilha com fins militares como na crise dos mísseis, em 1962; (2)
- Tempestade Dolly força a retirada de 23 mil pessoas no México. Dolly ganha força em águas quentes do Golfo do México e pode virar furacão; Defesa Civil decreta alerta laranja; (2)
- Campanha de McCain diz que mídia tem ‘amor’ por Obama; (2)
- Obama defende solução política e diplomática para o Iraque; (2)
- Barack Obama se encontra com o premiê iraquiano em Bagdá; (2)
- Rice diz que candidatura de Obama é uma grande conquista; (2)
- Palestino joga trator sobre carros em Jerusalém e é morto. Ataque é promovido nos arredores do hotel em que Barack Obama se hospedaria em Israel nesta noite; (2)
- Brown diz que ameaças do Irã a Israel são ‘abomináveis’. Premiê britânico diz ao Parlamento israelense que Londres impedirá que iranianos tenham armas nucleares; (2)
- Irã afirma que não renunciará a direito à tecnologia nuclear; (2)
- Rússia celebra boas relações com Chávez. (2)
ESPORTES:
- Corinthians só empata com o Ceará no Estádio do Castelão. Alvinegro paulista fica no 2 a 2 e completa o terceiro jogo sem vitória no Campeonato Brasileiro da Série B; (2)
- PALMEIRAS - Kléber e Denilson são multados por expulsões. Jogadores receberam o cartão vermelho na partida de domingo contra o Goiás; (2)
- São Paulo - Em nova posição, Hugo comemora boa fase na equipe. Jogador passa a exercer a função que o meia Danilo ocupou até 2006; (2)
- CBF confirma amistoso contra o Vietnã. Partida acontecerá no dia 1.º de agosto; Bremen quer tirar Diego da seleção. (2)
BRASÍLIA/DF:
- Presidência troca Buriti pelo CCBB. A partir de setembro, a Presidência da República passará a funcionar no Centro Cultural Banco do Brasil. Palácio do Buriti só será utilizado para solenidades oficiais; (1)
- Divulgado resultado do Exame da Ordem do DF Dos 1.994 estudantes que participaram da primeira fase, 687 fizeram as provas prático-profissionais e 479 conseguiram aprovação na etapa final do Exame; (3)
- Frota de microônibus começa a operar neste Sábado; (3)
- Lei seca deve virar hábito em dois anos, dizem especialistas; (3)
- O tempo em Brasília - A temperatura ficará entre 9º e 26º. Sol com algumas nuvens. Não chove. (3)
Fonte:
(1)-h ttp://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
(2)-h ttp://www11.estadao.com.br/ultimas/
(3)-h ttp://noticias.correioweb.com..br/
(4)-h ttp://jbonline.terra.com.br/editorias/pais/index.html
(5)-h ttp://www.emtemporeal.com.br/index.asp?area=1&canal=6
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22/07/2008 - 17:19
Estive hoje com o candidato do PDT a prefeito do Rio, Paulo Ramos. Disse aqui, ontem, que o considero fora da disputa. Não acredito que ele chegue ao segundo turno.
Mas política não é uma ciência exata. Já errei muito em minhas previsões. Graças a Deus, acertei mais. Mas os erros ensinaram-me a cultivar a humildade. Isso, no entanto, é outro assunto. O caso aqui é a campanha eleitoral, o Paulo Ramos e o debate dos candidatos na TV.
Como já disse, não creio que Paulo Ramos vença. Mas mesmo assim, aqui no JB vamos incluí-lo na série de candidatos a serem sabatinados. No mínimo, seu partido, o PDT, continua tendo alguma expressão entre os cariocas. O deputado reclama muito das pesquisas eleitorais. Diz que elas estão sendo manipuladas, que não há hipótese de o PDT, no Rio, estar com o mesmo número de eleitores que o PCB. Não sei se as pesquisas estão sendo manipuladas. Mas custo a acreditar que o candidato do PCB tenha o mesmo número de votos do Paulo Ramos.
O curioso da história é que o Paulo Ramos barrou os debates na TV entre os candidatos do Rio. As emissoras Globo e Bandeirantes propõem que apenas os cinco primeiros participem do programa. Ele quer que os debates sejam feitos em dois programas, com seis dos 12 candidatos em cada transmissão.
Jornais são empresas particulares. Fazem o que quiserem. TVs são concessões públicas estão mais amarrados às leis que regem o aparato estatal. Se um dos candidatos ameaçar entrar na Justiça Eleitoral, o programa não vai ao ar. “Eu vou barrar. Não quero saber. Não vou aceitar dioscriminação”, diz Paulo Ramos.
Cá pra nós, acho que têm quatro candidatos no Rio que são absolutamente inexistentes. Não podemos abusar da paciência do telespectador, colocando lá qualquer nome de qualquer legenda de aluguel. Mas também acho cinco nomes, num programa inicial de campanha, no caso do Rio, muito pouco. Deixaria de fora, de saída, por exemplo, Chico Alencar (PSOL) e Alessandro Molon (PT), que — venhamos e convenhamos — têm sua representatividade. Assim como o próprio Paulo Ramos.
Então acho que as TVs também podem ceder. Oito candidatos, num primeiro debate, não seria tão mal assim.
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21/07/2008 - 14:51
Na sabatina com o candidato a prefeito do Rio Marcelo Crivella (PRB), no Jornal do Brasil, perguntei-lhe: “Quem passa para o segundo turno?” E o senador respondeu sem meias palavras, o que não é comum em políticos:
- Eu acho que a Jandira Feghali ou a Solange Amaral podem chegar.
Tenho dito isso em público.
Concordo e discordo do candidato. Os dois podem passar e o Eduardo Paes (PSDB) também. São os três mais prováveis, junto com Crivella, que é o favorito. Mas no Rio ainda têm outros três nomes com chances efetivas: Fernando Gabeira (PV) Alessandro Molon (PT) e Chico Amaral (PSOL).
Apesar dos esforços de Paulo Ramos (PDT) continuo achando que ele está fora da disputa. Sua candidatura é boa para a legenda — e até para ele próprio ter seu nome mais em evidência. Mas não creio que vá longe.
O resto são os nanicos. Quatro candidatos invisíveis.
A voz corrente entre os analistas no Rio é de que qualquer candidato que for disputar contra Crivella terá grandes chances de vencê-lo. A rejeição ao fato de ele ser da Igreja Universal do Reino de Deus é grande. Daí porque Crivella, na sabatina, se comprometeu até a manter o apoio da Prefeitura à Parada Gay. Os evangélicos, como se sabe, tê horror a gays. Acham que é coisa do diabo.
O senhor vai apoiar a parada gay do Rio, como um evento do calendário da cidade?
- A prefeitura dará todo o apoio para que a parada gay ocorra com os serviços públicos de que ela necessita. É uma expressão da diversidade sexual de pessoas que têm que ser respeitadas. Assim como peço que respeitem também a minha opção heterossexual e a minha opinião de achar que o melhor arranjo familiar que a evolução humana encontrou é homem e mulher, mas respeito aqueles que pensam diferente.
Crivella divulgou até uma espécie da Carta-compromisso segundo a qual será um prefeito de todos, e não da sua Igreja. Não creio que isso sirva para aplacar as resistências. Mas vamos ver…
Enviado por: talesfaria - Categoria(s): Sem categoria
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