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Arquivos de 05/2008:

29/05/2008 - 11:29

SINOPSE DA RADIOBRÁS

JORNAL DO BRASIL

- Congresso discute cota para rede pública na universidade

- Um projeto de lei em discussão no Congresso prevê a reserva de metade das vagas de instituições federais e estaduais de ensino superior para alunos da rede pública. A proposta virou tema de debate ontem na Câmara. O ministro da Educação, Fernando Haddad, saiu otimista: acha que pode ser aprovada na próxima semana. Com o novo modelo, negros e índios terão uma cota proporcional dentro dos 50% das vagas destinadas às escolas públicas.(págs.1 e País A7)

- Dos oito ministros do STF que até ontem votaram o artigo da Lei de Biossegurança (Lei 11.105/05), permitindo o uso de células-tronco embrionárias para pesquisa e terapia, quatro se manifestaram pela liberação. A sessão de ontem durou dez horas e será retomada hoje. Foram propostos aditivos para limitar a autorização dos estudos. Os ministros Marco Aurélio, Celso de Mello e Gilmar Mendes, devem seguir o voto favorável.(págs.1 e País A2 e A3)

- Uma mulher foi ferida ontem à noite durante seqüestro relâmpago, em frente ao Shopping Rio Sul. Sete pessoas morreram durante operação policial contra o tráfico de drogas, enquanto facções criminosas voltaram a enfrentar-se no Leme. A Anistia Internacional classificou a política de segurança pública do Rio de “draconiana” e “belicosa”. O governador Sérgio Cabral disse que o respeito aos direitos humanos vem do tráfico.(págs.1, Cidade A10 e A11)

- Pela primeira vez na história, o Brasil registrou um superávit nominal positivo de R$ 6,9 bilhões no primeiro quadrimestre do ano. O resultado permitiu a queda da dívida pública para 41% do Produto Interno Bruto. O superávit é a economia feita para pagar os juros da dívida. Mesmo com bons indicadores, a economista Maria da Conceição Tavares, não descarta a hipótese de o Brasil tornar-se vítima do capital especulativo.(págs.1,Economia A17 e A18)

- O novo presidente do Conselho de Ética da Câmara, Sérgio Moraes (PTB / RS), prometeu analisar em 15 dias o pedido de abertura de processo contra o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT / SP), acusado de participar do esquema de desvio de recursos do BNDES.

(págs 1 e País A7)

FOLHA DE SÃO PAULO

Brasil vai limitar terra para estrangeiro

- O governo prepara medida jurídica pra dificultar a compra de terras por empresas controladas por capital estrangeiro, relata Fernanda Odilla. Parecer da Advocacia Geral da União fixará limites às aquisições. As regras valerão para todo o país, mas o alvo principal é a Amazônia, onde estão 55% da área das terras em nome de estrangeiros. Na região, os estrangeiros detêm 3,1 milhões. De hectares - no país, 5,5 milhões.

“É preciso estabelecer regras urgentes porque há uma disputa mundial pelas terras brasileiras”, diz o presidente do Incra, Rolf Hackbart, para quem as medidas são necessárias “por questão de soberania”. Segundo ele, o interesse pelas terras no país cresceu diante da necessidade de produzir alimentos e buscar matrizes energéticas. Desde 2007, AGU revê o próprio parecer assinado em 1998 sobre o assunto.

O parecer extinguiu a necessidade de autorização para empresas estrangeiras sediadas no país comprarem terras. O consultor-geral da AGU, Ronaldo Jorge, disse no Senado em março não haver controle disso. Segundo ele explicou aos senadores, “as empresas estrangeiras se associam a empresas brasileiras e adquirem grandes extensões de terras sem que se possa estabelecer qualquer tipo de restrição”. (págs. 1 e A9)

- O julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a lei que permite pesquisas com células-tronco embrionárias no país foi suspenso com empate em 4 a 4 e deve ser retomado hoje. O ministro Carlos Alberto Direito declarou não ver ilegalidade no uso de células dos embriões, mas ressalvou que eles não podem ser “destruídos”. Sua argumentação foi seguida por Ricardo Lewandowski, Eros Grau e Cezar Peluso. Apesar do empate até aqui o STF deve liberar as pesquisas, prevalecendo a tese do relator, Carlos Ayres Britto. Informalmente, Celso de Mello adiantou seu voto favorável às pesquisas, no que deve ser seguido por Marco Aurélio Mello. (págs. 1 e Ciência)

- A Anistia Internacional, Organização que investiga a situação dos direitos humanos em 150 países, criticou a situação dos trabalhadores nas plantações de cana-de-açúcar no Brasil. Eles são “explorados e submetidos a trabalhos forçados”, diz o relatório anual da entidade. Em resposta, o Ministério do Trabalho afirmou que a fiscalização do setor é prioridade. Para a Unica (entidade de usineiros), a menção no relatório foi “equivocada e fora de contexto”. (págs. 1 e 10)

- O Banco Central estuda medidas para conter o crescimento do crédito e pode restringir as operações de lançamento de debêntures (títulos emitidos para captar recursos) das empresas de leasing ligadas a bancos, informa Guilherme Barros. A informação foi dada por Alvir Hoffmann, diretor de fiscalização do BC, em almoço com executivos. Ele se disse preocupado sobre tudo com operações de crédito de longo do prazo. (págs. 1 e B1)

- O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, pediu abertura de inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) contra o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, investigado por suspeitas de desvio de dinheiro do BNDES. Como o deputado tem foro privilegiado, seu processo deve tramitar no STF. Paulinho, que nega as acusações, disse que vai pedir reparação por danos morais. (págs. 1 e A4)

- O governo federal estuda mudar a Constituição para que direitos trabalhistas como hora extra e recolhimento obrigatório do FGTS sejam garantidos aos empregados domésticos. O que o artigo 7º da Carta restringe. Uma PEC (proposta de emenda constitucional) está em fase final de elaboração. Estima-se que a medida beneficie 6,78 milhões de pessoas. Especialistas, porém, vêem risco de a terceirização no setor crescer. (págs. 1 e B5)

- Em 11 países emergentes, só docentes uruguaios estão mais insatisfeitos com salários, diz a Unesco; estudo aponta ainda repetência alta no Brasil. (págs. 1 e C6)

- Editoriais - Leia “O outro, mesmo”, que comenta caso Paulinho; e “Remediar ou prevenir”, acerca de pacote agrícola. (págs. 1 e A2)

- Coluna - Rosely Sayão - Lei compartilhada revela que estamos aquém da responsabilidade. (págs. 1 e 12)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Política industrial privilegia automóveis

- O Setor Automobilístico vai receber mais da metade dos incentivos fiscais concedidos pelo governo por meio da nova política industrial, informa repórter Marcelo Render. No total, as desonerações previstas para diversos setores da indústria, vão somar R$ 6,1 Bilhões até 2011. As montadoras de carros e os fabricantes de autopeças ficarão com R$ 3,2 bilhões, segundo cálculos do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

“Não é justificável uma concentração tão significativa dos incentivos em um único setor”, diz o economista Júlio Sérgio Gomes de Almeida, coordenador do levantamento e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Os incentivos vêm no momento em que o setor automobilístico bate recordes de produção e faturamento. Até agora, já foram, vendidos 1,1 milhão de carros em 2008, o que representa alta de 31% na comparação com o mesmo período de 2007. (págs.1 e B3)

- Braço-direito de Marina Silva no Ministério do Meio Ambiente, o ex-secretario-executivo João Paulo Capobianco explica, em entrevista a João Domingos, porque acha que o governo trata a pasta como órgão de segunda categoria. Para Capobianco, a prioridade do Planalto é o licenciamento de obras: “A questão ambiental não é vista como vantagem”. (págs.1 e A24)

- Com 4 votos contra 4, o Supremo tribunal Federal (STF) adiou de ontem para hoje a decisão final sobre a constitucionalidade das pesquisas com células-tronco embrionárias. No Supremo, a disputa já é considerada como definida: as pesquisas devem ser liberadas do jeito que prevê a Lei de Biossegurança, como pelo menos mais dois votos favoráveis - os de Celso de Mello e Marco Aurélio Mello.(págs. 1, A20 e A21)

- O Procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito sobre o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP), suspeito de integrar esquema que desviava verbas do BNDS. (págs. 1 e A4)

- O Governador, José Serra chamou de “especulação” a informação de que a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) faria parte da negociação de venda da Nossa Caixa ao Banco do Brasil. “A Cesp é uma coisa, a Nossa Caixa, outra”, disse. (págs. 1 e B8)

- Notas e informações - A compostura de Marina Silva nada ensinou ao seu sucessor, Carlos Minc. A contribuição do novo ministro para carnavalizar ambientalismo no País está firmemente estabelecida. (págs. 1 e A3)

- Artigo - Demétrio Magnoll: O Brasil brinca com os princípios de sua política externa. (págs.1 e A2)

O GLOBO

- Voto dúbio no STF põe em risco uso de células-tronco

- As exigências de ministros, como a garantia de manter a integridade dos embriões usados em pesquisas (processo considerado inviável por cientistas), alteraram a previsão de que a decisão sobre a constitucionalidade da Lei de Biossegurança seria tomada ontem, com resultado favorável aos que defendem o estudo de células-tronco. Após 11 horas de sessão, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), divididos, não conseguiram terminar o julgamento. A votação, foi interrompida e será retomada hoje.

Três ministros precisam votar e definir a situação. Quatro votaram a favor das pesquisas (Joaquim Barbosa, Ellen Gracie, Carmen Lucia e Carlos Ayres Britto). Mas os votos de outros quatro (Carlos Alberto Menezes Direito, Ricardo Lewandowski, Eros Grau e Cesar Peluso) foram considerados dúbios, pelas ressalvas que podem inviabilizar a lei. (págs.1 e 33)

- Pressionado pelo governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, o governo deverá anunciar mudanças na portaria que restringiu o crédito oficial para desmatadores, uma das medidas da ex-ministra Marina Silva. A proibição de financiamento público ficará restrita às propriedades que estão no bioma Amazônia, deixando fora o cerrado. A mudança beneficiará Mato Grosso e Tocantins. (págs.1 e 12 e 13)

- O Governador Sérgio Cabral disse que o relatório da Anistia Internacional, que o acusa de adotar postura belicosa no combate à violência, não vai mudar sua política de segurança. Ele afirmou que não permitirá que o Rio seja comandado por quadrilhas. (págs.1 e 15)

Para dobrar a resistência contra a recriação da (CPMF), o governo propôs isentar quem ganha até R$3.038. Mas, sem a vitória garantida, a base adiou ontem a votação. (págs.1, 3, 4 e Cartas dos leitores)

- O novo presidente do Conselho de Ética da Câmara, Sérgio Moraes (PTB-RS), assumiu avisando que atrasará o julgamento contra Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP). Moraes responde a três processos resultantes da época em que foi prefeito: “Na minha terra, cachorro que não tem pulga, teve ou vai ter. Defeitos, todos temos.´´ A Procuradoria Geral da República mandou ao Supremo Tribunal Federal pedido de abertura de inquérito contra Paulinho. (págs. 1, 8 e 9)

- Relatório da Unesco critica os “métodos mecânicos” usados no ensino fundamental no Brasil e infra-estrutura das escolas. E afirma que a maioria dos professores só manda os alunos copiarem textos. (págs. 1 e 13)

- Uma operação conjunta da receita Federal e dos Correios no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio, resultou ontem na apreensão de cerca de 3,2 quilos de cocaína dentro de 117 envelopes de cartas que seguiam de São Paulo para a Espanha. (págs. 1 e 14)

GAZETA MERCANTIL

- GM pode ter 4ª- fábrica no País se sindicato rejeitar acordo

- Dentro de cerca de 15 dias, a direção da General Motors do Brasil exporá na Câmara Municipal de São José dos Campos, no Vale do Paraíba (SP), planos de uma nova família de carros que poderá ser produzida na sua fábrica na cidade, a única das três unidades com capacidade ociosa. Vamos levar à sociedade um projeto totalmente novo para consolidar os planos da GM e aproveitar melhor o potencial da unidade, disse à Gazeta Mercantil o vice-presidente da montadora, José Carlos Pinheiro Neto.

As relações da GM com o sindicato local dos metalúrgicos andam tensas desde que a entidade rejeitou proposta da montadora para mudar a grade dos salários de vagas que seriam necessárias para mais um turno no Vale do Paraíba. Diante do impasse,a direção da GM optou por investir na fábrica de São Caetano do Sul(SP),que passou a operarem três turnos e com adicional de 1.511 empregados.

Temos de crescer. Se houver rejeição, talvez tenhamos de pensar numa quarta fábrica no Brasil, já que São Caetano do Sul está no limite e Gravataí (RS) foi desenhada para as famílias Celta e Prisma, diz Pinheiro Neto. A GM está empenhada em crescer no Brasil. Recentemente anunciou uma fábrica de motores para Joinville (SC) e um centro de distribuição de veículos para Suape (PE). (pág. 1 e C1)

- Petrobras - Sérgio Gabrielli, presidente da estatal, anuncia mais uma refinaria de petróleo. (págs. 1 e C6)

- Forte alta leva Bovespa aos 73, 153 pontos. (págs. 1 e B3)

- O Brasil registrou saldo nominal positivo nas contas públicas pela primeira vez desde o início da série histórica, iniciada em 1991. O resultado foi puxado pela forte arrecadação. O superávit nominal atingiu R$ 6,885 bilhões no quadrimestre, equivalentes a 0,76% do Produto Interno Bruto (PIB), e reverteu o déficit nominal de R$ 405 milhões de igual período de 2007.

Em abril, o superávit primário consolidado atingiu R$ 18,7 bilhões, abaixo dos R$23,4 bilhões em igual mês de 2007. Para o chefe do departamento econômico do Banco Central, Altamir Lopes,este resultado foi influenciado pelo déficit deR$ 608 milhões das empresas estatais. Esse déficit deve ter sido ocasionado por uma coincidência de fluxo de caixa das empresas, declarou.

O saldo positivo decorre do desempenho do setor público que apurou um recorde de R$ 61,743 bilhões no superávit primário consolidado entre janeiro e abril. O montante corresponde a 6,82% do PIB e é bastante superior à metade 3,8% para todo o ano de 2008. (págs. 1 e A7)

- Petróleo a US$ 200 - David Neeleman, que está montando no Brasil a companhia aérea batizada de Azul, prevê o petróleo a US$ 200 o barril em janeiro de 2009, quando inicia a operação com três aviões Embraer 195. (págs. 1 e C1)

- A alta nos custos da produção de algodão poderá fazer com que os produtores deixem de honrar seus contratos de venda. A estimativa é que 65% da colheita atual e30% da safra 2008/09tenham sido comercializadas antes do plantio a preços que não estariam cobrindo os gastos. Os embarques da atual temporada devem começar no próximo mês. Ainda não existe previsão sobre quantos contratos podem ser renegociados. (págs. 1 e C8 )

- Depois de mais de 40 dias da abertura do mercado de resseguros, o IRB Brasil Re, que deteve o monopólio por quase 70 anos, ainda é o principal parceiro das companhias de seguros. Isso porque há poucas resseguradoras autorizadas a operar no País. Das 30 previstas, nove foram autorizadas, sendo que boa parte delas procura lugar para se instalar e funcionários para contratar.

Senão fosse a parceria do IRB, os contratos de resseguros estariam paralisados, diz Jacques Bergman, diretor da Itaú XL Seguros Corporativos. O grande problema é quando o IRB também não quer o risco. A Companhia Siderúrgica Nacional(CSN),por exemplo, tenta fazer com que o IRB faça o seu resseguro por meio da Justiça. O processo contabiliza nove liminares. Fora exceções como esta, o mercado começa a obter vantagens da abertura. Conseguimos condições de preços e coberturas mais vantajosas e iremos repassar para nossos clientes diz Ricardo Saad, diretor da Bradesco Auto Re. (págs. 1 e B2)

- O IPCA-15, prévia da inflação oficial, subiu 0,56% em maio. Apesar da queda em relação à taxa de 0,59% em abril, a expectativa é de aceleração do indicador mensal, com pressão de alimentos e serviços. (págs. 1 e A4)

- O Supremo Tribunal Federal adiou para hoje a decisão sobre o uso de células-tronco em pesquisa. O placar parcial está empatado, com quatro votos pela liberação sem restrição e outros quatro prevendo restrições. (págs. 1 e A12)

- Augusto Nunes - Um guerrilheiro não pode morrer de pijama, de- ram-se conta até os cretinos fundamentais de Nelson Rodrigues, depois de confrontados com o traje usado por Raúl Reyes em sua última noite. (págs. 1 e A10)

- As companhias brasileiras estão abusando do uso de barreiras de proteção contra aquisição hostil, batizadas de poison pill (pílulas envenenadas).A constatação foi feita pela pesquisadora da Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas, Érika Gorga. Ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos,onde o capital das companhias é pulverizado, o que permite uma tomada hostil de controle no mercado, no Brasil são poucas as companhias que não têm um acionista que detenha a maioria das ações, o que impede esse tipo de compra.Não tem lógica uma empresa com controlador ter poison pill, afirma Gorga.

Há 71companhias com capital disperso no Brasil, ou seja, nenhum acionista detém 50% do capital com direito de voto.Mas 60% dessas empresas adotam o poison pill, que funciona da seguinte forma: cada vez que um investidor compra um determinado percentual das ações é obrigado a fazer uma oferta pública pelo controle (ver tabela).

A pesquisa, que avaliou as 84 empresas que estão nos níveis diferenciais de governança corporativada Bovespa, constatou também o uso desnecessário de um outro tipo de poison pill: o tag alongreverso.Trata-se de uma barreira pela qual quem adquirir o controle da empresa tem que pagar o mesmo valor pelas ações que comprou na bolsa seis meses antes de comprar o controle. A poison pill será o tema da próxima Carta Diretriz, instrumento escolhi do pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) para emitir parecer sobre temas polêmicos. (págs. 1 e B1)

CORREIO BRAZILIENSE

- Pacote contra o caos no trânsito

-PMs circularão de moto a partir de hoje nas áreas comerciais para impedir filas duplas e garantir fluidez nas vias. Cerco a motoristas infratores é um a das dez medidas que o governo começa a por em prática para melhorar o trânsito no DF. (págs.1, 33 E e 34)

-O STF termina hoje o julgamento da ação que tenta proibir pesquisas científicas com células-tronco embrionárias. Quatro ministros votaram pela liberação das pesquisas e outros quatro defendem restrições.(págs.1,12 A e 15)

-No primeiro quadrimestre, o setor público pagou todas suas despesas, incluindo juros da dívida, e ainda ficaram no caixa recordes de R$6,8 bilhões. Mesmo com essa folga, o governo insiste em recriar a CPMF. Mas o projeto acabou não sendo votado ontem porque a base aliada temia derrota.(págs.1, 3 A, 5E e 19)

-Seleção irá oferecer oito das 120 vagas para portadores de necessidades especiais. Inscrições serão reabertas e provas, adiadas. (págs.1 e 25)

-Valendo-se de sucessivos recursos judiciais, funcionários públicos federais conseguem morar em apartamentos da União sem desembolsar nada a título de aluguel. Alguns chegaram a ficar 15 anos sem pagar sequer taxa de condomínio, dívida que acabou sobrando para o contribuinte.

(págs.1 e 2)

VALOR ECONÔMICO

- Minc prepara normas mais rigorosas para termelétricas

- As empresas que instalarem usinas termelétricas a carvão, óleo combustível ou gás natural poderão receber uma nova e extensa lista de compensações em troca da autorização ambiental para o empreendimento. O Ministério do Meio Ambiente, agora comandado por Carlos Minc, já discute as novas regras. Para cada 100 megawatts (MW) de potência instalada em térmicas movidas a combustíveis poluentes, o plano é exigir investimentos na construção de 3 MW a 5 MW em usinas que geram energia a partir de fontes renováveis, como eólicas ou pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). Uma alternativa a ser proposta é obrigar a empresa a fazer o mesmo investimento em eficiência energética. Auxiliares do novo ministro disseram que a intenção é reproduzir, nacionalmente, regras válidas desde terça-feira no estado do Rio, onde o governador Sérgio Cabral assinou decreto instituindo o “mecanismo de compensação energética de térmicas a combustíveis fósseis”. Minc confirmou por intermédio de sua assessoria, que a idéia recebeu o apoio da Casa Civil e obteve sinal verde do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No período entre 2007 e 2016 deverão entrar em operação no país mais dez térmicas movidas a óleo combustível ou diesel, nove usinas a gás natural e outras quatro a carvão mineral. Serão mais de 8.700 MW de térmicas “sujas” que vão mais do que dobrar a emissão de gases do efeito estufa a partir da geração de energia elétrica no Brasil. No mecanismo instituído no Rio de Janeiro, a contrapartida dos investimentos em energia renovável ou eficiência energética é de 5% para as usinas a carvão e óleo combustível e de 3% para as usinas a gás natural. O investimento deve ser feito pela empresa responsável pela construção da térmica.

- A Principal intenção de Minc é estimular a eficiência energética. Para dar caráter nacional a esse mecanismo de compensação, o ministro pode esbarrar em um problema legal: diferentemente de hidrelétricas, as térmicas costumam ser licenciadas pelos órgãos estaduais de meio ambiente, e não pelo Ibama. Uma das possibilidades para superar essas dificuldades seria propor uma nova resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) ou encaminhar ao Congresso um projeto de lei sobre licenciamento. (Págs. 1 e A6)

- Os Bancos podem ter dificuldades neste ano para cumprir a exigência de destinação dos recursos da poupança para o financiamento imobiliário. As captações da caderneta vêm crescendo a taxa aceleradas, exigindo mais operações dos bancos, que são obrigados a repassar 65% desses recursos para o crédito habitacional. Além disso, em dezembro, terminará o uso de parte da dívida do Fundo de Compensação das Variações Salariais (FCVS) para abatimento da exigibilidade, o que exigirá R$7 bilhões em novos empréstimos quase 40% do volume concedido no ano passado (R$18,3 bilhões). Segundo agentes do setor, já há mais de R$ 1 bilhão depositado compulsoriamente no Banco Central por não cumprimento dessas metas. (Págs.1 e C1)

- Lucros e dividendo não são temas apreciados pelas montadoras instaladas no Brasil - à exceção da Renault e da Fiat, nenhuma outra divulga balanço financeiro. Mas os números do Banco Central mostram que, em apenas dois anos, o valor das remessas de lucros e dividendos das filiais brasileiras dos fabricantes de veículos cresceu quase cinco vezes e meia. Saiu de US$ 498 milhões em 2005 para US$ 2,702 bilhões no ano passado. Neste ano, somente de janeiro a abril, o total remetido chegou a US$ 1,881 bilhão, valor 238% superior ao de igual período do ano passado e que ultrapassa o volume de todo o ano de 2006.

O total enviado pelas montadoras às matrizes no primeiro quadrimestre representa 20,7% da soma de todo os lucros e dividendos remetidos para o exterior no período, de US$ 9,1 bilhões. Dentro do grupo da indústria, que registra o volume de US$ 5,3 bilhões, a participação das remessas das montadoras de veículos foi de quase 35%. Os envios de lucros e dividendos cresceram num momento em que as linhas de produção estão aceleradas e os fabricantes de autopeças lutam para acompanhar o ritmo. Um estudo do Sindipeças revela que nove sub setores já utilizam mais de 85% da capacidade instalada. A indústria de peças precisa investir R$ 3 bilhões nos próximos 12 meses para atender os pedidos da montadoras. O valor é 50% maior que o previsto pelos empresários há um ano. (Págs.1 e B6)

- Campeão de Formula Indy e duas vezes vencedor das 500 milhas de Indianópolis, Emerson Fittipaldi tinha tudo para se transformar em uma espécie de defensor informal do etanol brasileiro nos EUA. Agora também empresário do setor, ele guiou um Corvette movido a etanol na abertura das 500 milhas do último domingo, construído especialmente para a oportunidade. Em defesa do etanol, voltará a guiar um carro-madrinha na Indy em agosto, na prova de Detroit. Fittipaldi pretende inaugurar em 2010 uma usina de etanol em Maracaju (MS), um projeto de US$395 milhões que tem como sócio Bertim, BVA e o pecuarista José Carlos Bunlai. Em Minas, o plano anunciado em 2006 era de três usinas, mas Fittipaldi afirma que os esforços serão concentrados na unidade de Uberlândia. (págs.1 e B13)

- Demorou, mas ao bater às portas dos bancos a procura de fundos de investimentos com taxas, os clientes agora encontram mais opções. A razão é óbvia. Estudo do site Fortuna mostra que foram os fundos DI como taxas de administração mais altas (acima de 2% ao ano) que perderam mais recursos neste ano, enquanto os fundos com taxa menores (até 1,5%) engordaram. O Itaú, por exemplo, reduziu a aplicação mínima no seu Itaú Max Referenciado DI de R$ 150 mil para R$50 mil e o Santader criou um novo fundo DI para aplicações a partir desse mesmo valor. Os bancos oferecem também taxas de saída decrescentes. (págs. 1. e D1)

- A Câmara de Comércio Exterior vai editar nos próximos dias portaria que poderá elevar em mais de US$ 1 bilhão as receitas dos exportadores de frango para a Europa, valor que hoje vem sendo apropriado pelos importadores. A portaria vai distribuir a cota de exportação de 170 mil toneladas de frango salgado para a União Européia para empresas brasileiras, levando em consideração o histórico de vendas de cada uma. Hoje, a cota é administrada pela própria UE, que emite as licenças de importação e as fornece a comerciantes locais. Essas licenças eram vendidas e o valor pago virava abatimento no preço do exportador - o desconto chegou a ( 500. (págs.1 e B14)

-Idéias - Elina Cardoso - regime tributário é maior entrave ao crescimento. (págs.1 e A2)

- Maria Inês Nassif - Lugar da questão ética e dentro dos partidos.(Págs.1 e A7)

-Renato Schiller - é preciso ter uma política nacional de abastecimento.(Págs.1 e A12)

ESTADO DE MINAS

- Suprema esperança

- Deficientes em cadeiras de roda acompanham com apreensão, em Brasília, o julgamento do STF sobre a liberação de pesquisas com células-tronco embrionárias. Eles depositam o sonho de voltar a andar nos experimentos científicos. Sessão foi interrompida à noite quando o placar estava 4 a 4. (págs. 1, 10 e 11)

- Superávit nominal de R$ 6,88 bilhões de janeiro a abril reforça posição do Brasil para investimentos. (págs. 1 e 13)

- Clima de confronto marcou ontem a sessão de votação na Câmara do projeto de lei complementar que regulamenta a Emenda 29. Os governistas incluíram no texto a recriação da CPMF, com o nome de Contribuição Social para a Saúde (CSS) e alíquota de 0,1% sobre toda movimentação bancária. A oposição entrou em obstrução para atrasar a análise da proposta, que não avançou até o início da noite. (págs. 1 e 13)

- Projeto aprovado na Câmara cria mais de 8 mil cargos de vereador no Brasil. Mas promete reduzir em R$ 1,2 bilhão por ano a verba para os legislativos municipais. Os repasses feitos pelas prefeituras cairiam de 5% a 8% para 2% a 4,5% da receita. (págs. 1, 8, 9 e Editorial)

- Corte de imposto derruba preço da farinha de trigo. (págs. 1 e 14)

- Até quem bebe aprova lei de tolerância zero contra motoristas alcoolizados. (págs. 1, 21 e 22)

OUTROS JORNAIS

JORNAL DO COMMERCIO

- Piso de professor será R$ 950

- Valor é o menor salário que um professor passa a receber a partir de setembro. Estado foi o primeiro a antecipar o piso nacional. (pág. 1)

- Constituição pode mudar para garantir direitos a domésticos. (pág. 1)

Enviado por: talesfaria - Categoria(s): Sem categoria Tags relacionadas:
28/05/2008 - 16:27

Do meu amigo Luiz Carlos Azedo, em sua coluna de hoje no Correio Braziliense:

O LEGADO DE DOM QUIXOTE

A sensação de um visitante comum é de que a elite cubana espera a morte de Fidel para iniciar as reformas capitalistas, mas o povo não acredita que Raúl Castro seja muito diferente do irmão a quem sucedeu
Sempre tive vontade de conhecer Cuba, a ilha rebelde de Fidel Castro, que desde 1959 desafia os Estados Unidos. Também queria ter uma escultura de Dom Quixote que me agradasse. Encontrei o meu La Mancha em Havana Velha, numa loja de artesanatos. Peça única, com 50cm, foi esculpida em cedro de demolição. Barba hirsuta e chapéu, Quixote está sentado sobre o livro de Miguel de Cervantes ao qual empresta o nome, com as pernas cruzadas, um pé calçado e outro descalço. Segura o escudo e a lança com a mão direita e outro livro com a esquerda. Quem o sustenta é Sancho Pança, o escudeiro fiel, ajoelhado, que guarda a espada do cavaleiro andante.

A cortina
Minha volta para Brasília foi uma nova aventura para Quixote. Embalado numa velha caixa de papelão, despertava desconfiança das autoridades aduaneiras. O vôo da panamenha Copa Airlines para São Paulo foi tormentoso. No Panamá, onde fez a conexão, aconteceu o previsível: não havia lugar para o nosso herói entre os demais passageiros. Acabou viajando no compartimento de bagagem. Chegou a São Paulo já troncho. Desembarcou em Brasília com cabeça ainda sobre os ombros, mas sem o braço direito e o pé esquerdo, que foram decepados. Quase desabou dos ombros de um intacto Sancho Pança.
Em férias, havia me prometido não escrever sobre Cuba, mas me senti obrigado a fazê-lo. Afinal, quando Miguel de Cervantes mandou Dom Quixote viajar, rasgou a cortina mágica, tecida de lendas, que estava suspensa diante do mundo. A vida se abriu com a nudez cômica de sua prosa. “Assim como uma mulher que se maquia antes de sair apressada para o primeiro encontro, o mundo, quando corre em nossa direção no momento em que nascemos, já está maquiado, mascarado, pré-interpretado. E os conformistas não serão os únicos a ser enganados; os seres rebeldes, ávidos de se opor a tudo e a todos, não se dão conta do quanto também estão sendo obedientes, não se revoltarão a não ser contra o que interpretado ( pré-interpretado) como digno de revolta”, destaca o escritor tcheco Milan Kundera (A Cortina, Companhia das Letras).
O comunismo
Um grande painel em Havana, dos muitos que fazem propaganda do regime comunista, assinala que 70% dos cubanos nasceram depois da revolução. Outros falam dos prejuízos que o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos acarretaram à Saúde, à Educação e aos Transportes na ilha. “Pátria ou morte”, tudo se legitima e se justifica por causa disso: os salários baixíssimos, o desemprego mascarado, a prostituição de menores, os oito ovos e um quarto de frango por mês para cada cubano pobre. Vigora uma espécie de “comunismo de guerra”, como se a suposta invasão ianque fosse iminente.
A arquitetura belíssima de Havana está semi-destruída. Alguns prédios vão sendo recuperados ao longo do Malecon, a grande avenida à beira-mar, mas os sítios históricos mais importantes estão preservados. Porém, a maioria dos sobrados e mansões ocupados pela população depois da revolução virou cortiço. Quem se aventura pelas ruas de Havana Velha, fora do circuito turístico, se espanta com a degradação e o mau cheiro que emana da criação clandestina de porcos e outros animais dentro das habitações. Escolas e postos de saúde, o que havia de melhor no plano social, também sofrem os efeitos do fim da antiga União Soviética. Novos mesmo só os complexos turísticos das cristalinas praias do Varadero e dos cayos (ilhas), aos quais até abril não era permitido o acesso de cidadãos cubanos. O Estado é dono de quase tudo; até o flanelinha é funcionário público. Não é difícil avaliar a qualidade dos serviços e como são burocratizados.
A espera
O cidadão cubano é engenhoso para obter um “resultado”, a esperteza que garante um troco a mais. Não se sente dono dos bens públicos. A idéia do “homem novo”, da qual tanto se jactavam os dirigentes cubanos ao criticar os soviéticos, acabou sufocada pelo anacronismo do mesmo modelo leninista. A sensação de um visitante comum é de que a elite cubana só espera a morte de Fidel para iniciar as reformas capitalistas, mas o povo não acredita que Raúl Castro seja muito diferente do irmão a quem sucedeu. A maior novidade é a liberação do uso de celulares, símbolo pop do mundo pós-moderno. O grande mérito de Cervantes foi resgatar a felicidade perdida na Idade Média. Enquanto assiste às novelas da Globo, Cuba aguarda um outro Dom Quixote que lhe devolva a esperança do novo.

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28/05/2008 - 11:41

SINOPSE DA RADIOBRÁS

JORNAL DO BRASIL

-Juro do cheque especial sufoca a classe média

- Os bancos elevariam a taxa de juro do cheque especial de 149,8% ao ano, em março, para 152,7% em abril. O crescimento de 2,9 pontos percentuais nesta modalidade de crédito foi divulgado ontem pelo Banco Central. Especialistas consideram de baixa qualidade essa linha de financiamento, usada principalmente pala classe média endividada. O cheque especial só é considerado interessante para cobrir dívidas pessoais de um ou dois dias, no máximo. Para usar R$500,00 por 12 meses, por exemplo, o correntista pagará R$759 de juros. Na modalidade de crédito pessoal consignado, esse valor cai para R$300,52. (págs. 1 e A17)

- O presidente Lula aproveitou a chegada de Carlos Minc como ministro do Meio Ambiente para reaproximar-se da ex-ministra Marina Silva. Minc lembrou Raul Seixas e advertiu: “Não sou o carimbador maluco”. (págs.1 e A5)

- A Câmara voltou a proibir a venda de bebidas alcoólicas em rodovias federais, mas só em zonas rurais. Pelo texto, que irá a sanção presidencial, o motorista pego com qualquer teor de álcool no sangue terá a carteira suspensa por um ano, e a infração será considerada gravíssima. (págs. 1 e A4)

- A Anistia Internacional divulgou as zonas de maior desrespeito aos direitos humanos: Darfur, no Sudão, Gaza e Mianmar. Para a entidade, o ocidente não cumpriu a declaração Universal dos Direitos Humanos. Ao Brasil, pede esforços na segurança. (págs 1 e A20)

FOLHA DE SÃO PAULO

-Lula dá alívio recorde a agricultores

-O governo Lula anunciou ajuda financeira recorde a agricultores endividados. O pacote envolve R$75 bilhões em dívidas que poderão ser negociadas com descontos do saldo devedor, juros menores, ampliação de prazos e abatimento de até 80% dos débitos antigos. No total, os agricultores poderão ter um desconto de até R$9 bilhões nas suas dívidas, disse o ministro Guido Mantega (Fazenda). A renegociação deverá beneficiar 2,8 milhões de produtores, sendo 1,8 milhão de agricultores familiares e assentados da reforma agrária. A última grande renegociação, segundo a Fazenda, foi em 2001 e envolveu R$15 bilhões. Hoje, a dívida do setor agrícola é de R$130 bilhões, mas parte está em dia. Para representantes dos produtores, o pacote é um avanço, mas é insuficiente. Eles cobraram investimentos em outras áreas. (págs. 1 e B3)

-Empréstimos concedidos pelos bancos chegam a R$ 1 trilhão. Total equivale a 36% do PIB, segundo dados do Banco Central; desde início da gestão Lula, volume de crédito cresceu R$633 bilhões. (págs. 1 e B5)

-A base governista no Congresso decidiu apresentar hoje a proposta de criação da CSS (Contribuição Social para a Saúde), nos moldes da CPMF, mas com alíquota de 0,1% ante 0,38% do antigo tributo. Os R$10 bilhões anuais esperados iriam integralmente para saúde. A proposta por projeto de lei complementar, é juridicamente polêmica: a Constituição só permite criar por esse instrumento tributos não-cumulativos. (pág 1 e A9)

-A investigação da contabilidade de Paulinho mostrou algo de novo. No collorato a Força Sindical beliscava o patronato paulista. Paulo Pereira da Silva promoveu a estatização. Podem acusá-lo de tudo, menos de ter incomodado o patrão. (págs. 1 e A6)

-O corregedor-geral da Câmara, Inocêncio de Oliveira (PR-PE), recomendou a cassação do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, e encaminhou relatório ao Conselho de Ética. Paulinho é suspeito de participar do desvio de recursos públicos. O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, também decidiu dar início a uma investigação para analisar as denúncias feitas contra o sindicalista. Paulinho negou ter cometido irregularidades e disse que é “vítima de perseguição política implacável”. (págs 1 e A4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- A Câmara cumpriu ontem as últimas etapas antes da abertura de processo contra o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP), acusado de participação em esquema que desviava verbas do BNDES. O corregedor da Casa, deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), apresentou ontem o pedido de abertura do processo de perda de mandato. Em seguida, a recomendação foi aprovada por unanimidade pela Mesa Diretora da Câmara e encaminhada ao Conselho de Ética - que deve escolher hoje seu novo presidente, em substituição a Ricardo Izar (PTB-PR), morto no início do mês. Em seu parecer, o corregedor afirma que Paulinho usou verbas da Câmara para pagar dois profissionais ligados a integrantes do esquema do BNDES e à Força Sindical, central cujo presidente é o próprio deputado. (págs 1 e A4)

- Com o nome de Contribuição Social para Saúde, a base aliada do governo tentará aprovar hoje na Câmara a recriação da CPMF. A proposta é que o novo imposto sobre movimentações financeiras tenha alíquota de 0,1% e arrecade R$10 bilhões ao ano. Os recursos seriam destinados à saúde. Para aprovar a CSS, é necessário o apoio da maioria absoluta dos parlamentares na Câmara e no Senado (257 deputados e 41 senadores). (págs. 1 e A6)

- Diante da ameaça de redução da safra de grãos, o governo prepara mudanças na portaria que limitou a concessão de crédito agrícola na Amazônia. Editado pela ex-ministra Marina Silva, o texto em vigor inclui 106 municípios que ficam em região de cerrado e não de floresta. Esses municípios agora deverão ser retirados da área de restrição. O presidente Lula empossou ontem Carlos Minc no Ministério do Meio Ambiente, em substituição a Marina. Em solenidade realizada no Planalto, Lula admitiu divergências com a ex-ministra, mas a comparou a Pelé. (págs. 1, A15 e A16)

- Imagens do horror nos maços de cigarro. Objetivo do Ministério é desestimular iniciação dos jovens no tabagismo. (págs. 1 e A17)

- A Companhia Energética de São Paulo entrou nas negociações para a venda da Nossa Caixa ao Banco do Brasil (BB). A intenção do governador José Serra (PSDB-SP) é vender a instituição em uma operação que entre outros fatores, mantenha os bancários como funcionários públicos para evitar prejuízo nas eleições deste ano e de 2010. Ao governo federal o negócio interessa por expandir o alcance do BB. A boa vontade de lado a lado já mudou o discurso de Brasília sobre a renovação das concessões para geradoras de energia como a Cesp. (págs. 1 e B3)

- O Congresso aprovou projeto que libera a venda de bebidas nos trechos urbanos das estradas federais, mas torna mais rigorosas as penas para motoristas que dirigirem após consumir álcool, mesmo que não se envolvam em acidentes. Quem for flagrado, estará sujeito a pena que pode ir de pagamento de multa a prisão se tiver mais de 0,6 grama de álcool por litro de sangue. (págs 1 e C1)

- Pesquisa mostra que em 16 meses, o produto teve reajuste de quase 100%. (Pág.1)

- O novo líder das Farc deseja negociar a legalização do bando como partido político. As Farc estão debilitadas, mas não o suficiente para que o governo colombiano reduza sua intransigência. (págs. 1 e A3)

- O Supremo Tribunal Federal retoma hoje o julgamento sobre o uso de células-tronco embrionárias em pesquisas. A expectativa é de que a discussão entre os ministros não se restringirá à liberação ou não de estudos. (págs. 1 e A17)

- O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, abriu investigação para apurar suposta ligação do deputado Paulo Pereira da Silva no desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. (págs. 1 e A4)

- Artigo: Marcos Sá Corrêa - A Amazônia é nossa. Sim, tem dono, mas só será nossa enquanto existir. (págs. 1 e A6)

O GLOBO

-Aliados dão nome novo para recriar velha CPMF

- Os aliados do presidente Lula tentarão ressuscitar hoje a CPMF, rejeitada em 2007 no Congresso, com novo nome: Contribuição Social para a Saúde (CSS), com alíquota de 0,1%. O tributo foi incluído no projeto que regulamenta a Emenda 29. A posição irá ao STF contra a CSS. Mesmo sem a CPMF, o governo cumpriu com folga a meta de superávit primário do primeiro quadrimestre. O aumento da arrecadação permitiu superávit de R$ 48 bilhões: a meta era R$ 33,6 bilhões. (págs. 1, 3 e 22, Cartas dos Leitores e editorial “Manobra primária”)

- Na posse do ministro Carlos Minc (Meio Ambiente), o presidente voltou a reclamar da imprensa e de notícias sobre a demissão de Marina Silva. Minc disse que será criado, por decreto, um fundo privado para proteger a Amazônia. A Noruega dará US$ 100 milhões. (págs. 1, 8 e Miriam Leitão)

- A taxa de desmatamento da Mata Atlântica teve uma redução de 69%, entre 2000 e 2005. Porém, não há motivo para comemorar: restam apenas 7,26% da área original . Santa Catarina é o estado que mais derruba a floresta. O Rio teve o menor índice de desflorestamento. (págs. 1 e 31)

- O corregedor da Câmara, Inocêncio Oliveira (PR-PE), disse ontem que a situação do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, é “gravíssima” e que o caso é de cassação. A representação contra Paulinho foi enviada ao Conselho de Ética: o deputado disse que não renuncia. (págs. 1 e 4)

- Pela primeira vez na História, o volume de crédito no país ultrapassou R$ 1 trilhão em abril, equivalente a 36% do Produto Interno Bruto (PIB). Só no último ano, a expansão do total de empréstimo a pessoas físicas e empresas foi de 30%. (págs. 1 e 21)

- Um feto morto, dedos com gangrena e um rosto envelhecido são algumas das novas imagens selecionadas pelo Ministério da Saúde para impressão obrigatória nos maços de cigarro. O objetivo é provocar a repulsa entre jovens, alvo da campanha. (págs. 1 e 10)

- A empresa Energia Sustentável do Brasil, vencedora da licitação da hidroelétrica de Jirau (RO), disse que não vai erguer a usina, se não for aprovado projeto que desloca em 9km a obra, o que resultou em economia de R$ 1 bi. (págs. 1 e 23)

- Elio Gaspari: É raro o país onde o movimento sindical passou da delegacia de ordem política à de defraudações numa só geração. (págs. 1 e 7)

- STF deve liberar hoje a célula-tronco. (págs. 1 e 31)

GAZETA MERCANTIL

-Indústrias trocam produção nacional pela importada

- A queda nas vendas de papelão ondulado, tradicional termômetro da economia do País, mostra que o crescimento da antecipação dos importados começa a alterar o perfil da indústria nacional. De janeiro a abril, as vendas acumularam queda de 0,6%, traçando uma trajetória inversa em relação ao varejo, que continua crescendo. Isso significa que “o papelão já deixou de ser um medidor das condições do Produto Interno Bruto há algum tempo. Muita coisa é produzida lá fora e já vem embalada”, afirma Ricardo Amoroso, presidente do Grupo Orsa, que produz papel para embalagem mas está diversificando sua linha em razão desse cenário.

-O câmbio explica em grande parte o descompasso entre produção e demanda neste início de ano. “O comércio mais forte que a indústria pode indicar que o País está importando mais para cobrir a demanda doméstica”, diz o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale. Segundo o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) , Welber Barral, a questão cambial afeta empresas que dependem de insumos e mão-de-obra locais, como as têxteis e de calçados. Na fabricante de brinquedos Grow, os importados passaram a responder por 20% da linha de produtos.

A gaúcha West Coast deverá receber nos próximos dias botas da China. Fabricante de sandálias, botas e calçados masculinos, a empresa começa a se preparar para substituir parte de sua produção com produtos asiáticos, diz Sérgio Baccaro, gerente da empresa. Para ele, esta tendência deve ser mantida no setor. Segundo André Rebelo, do Departamento de Economia da Fiesp, pesquisa realizada pela Ipsos com 1,6 mil empresas paulistas revelou que 20% dos empresários substituíram produtos de seu portfólio por importados e 25% aumentaram a fatia de insumos comprados no mercado externo. Segundo José Velloso Dias Cardoso, vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), vários associados se tornaram importadores de máquinas, se desligaram da entidade e passaram a utilizar toda a experiência e conhecimento para se dedicar à importação e comercialização de máquinas. (págs. 1, A6 E A7)

- O setor ferroviário colhe resultados da privatização pela qual passou. Depois da revitalização da fabricação de vagões, chegou a vez das locomotivas. Com a presença do presidente Lula, a General Electric apresentou ontem a primeira locomotiva de grande porte feita em Contagem (MG). (págs. 1 e C3)

- Os ADRs (American Depositary Receipts, recibos de ações) das companhias brasileiras são os mais valorizados na Bolsa de Nova York. Desde o começo do ano, o índice de ADRs do Brasil acumula alta de 17,6%, o maior entre os países do grupo Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), segundo o The Bank of New York. No levantamento do banco, que acompanha o desempenho dos ADRs de 38 países, o Brasil só perde para o índice da Noruega, que sobe 27,59% no ano. O desempenho mostra um descolamento da crise do crédito imobiliário norte-americano (subprime). Na opinião de Manoel Félix Cintra Neto, conselheiro da BM&F Bovespa, a América Latina é o novo centro de capital e de investimento global. Segundo ele, depois do subprime há investidores retomando os negócios ao lado dos novos vindos do Oriente Médio. “Se existe uma guerra hoje no mundo, essa guerra é por atração de capital. A China vinha vencendo as batalhas, mas agora é a vez da América Latina, onde o Brasil é o principal centro de atração da região”, afirma. (págs. 1 e B1)

- A repressão à formação de cartéis tem sido a prioridade dos órgãos que formam o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência (SBDC). Entre 2003 e 2005, a Secretaria de Direito Econômico (SDE) emitiu 11 mandados de busca e apreensão contra empresas acusadas de formação de cartel e duas prisões. Em 2006 foram 19 e no ano passado, 84 mandados, com 30 prisões. “Cerca de 75% dos recursos da SDE são voltados para a repressão de cartéis”, disse Mauro Grinberg, ex-conselheiro do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e advogado do escritório Barcellos Tucunduva Advogados, ao apresentar as medidas tomadas no Brasil para combate aos cartéis. Um dos instrumentos usados pelo Cade e pela SDE é a delação premiada. Isso acontece quando um empresário delata envolvidos em um cartel em troca de imunidade ou diminuição de pena. Até agora, dez delações premiadas já foram acordadas e assinadas. Somente o líder do cartel não tem direito ao instrumento. Em março, a secretaria divulgou os requisitos exigidos para aceitar o mecanismo, como a desistência de ações judiciais pelo delator. Na semana passada, o Cade aplicou, pela primeira vez, a maior condenação por formação de cartel: uma multa de 30% do faturamento da empresa. “Antes, a média era de 10% a 15% do faturamento anual. Agora a média é de 20%”, diz o advogado. (págs. 1 e A12)

- Mais uma peripécia financeira pode ser adicionada, em breve, à lista do empresário Eike Batista. O volume de captação com a oferta pública de ações (IPO) da OGX Petróleo e Gás, companhia que criou e da qual é acionista controlador, pode bater o recorde na bolsa paulista. Se a ação for vendida pelo maior preço estimado, de R$ 1.131, com os lotes adicional e suplementar somará R$ 7,55 bilhões em captação. Até então, as maiores captações no País são da própria Bovespa, com R$ 6,62 bilhões, e da BM&F, que captou R$ 5,98 bilhões. Mesmo com a negociação ao preço mínimo, de R$ 883 a ação, a OGX fica bem posicionada como a terceira maior captação, de R$ 5,89 bilhões. O feito é relevante porque, ao contrário das antecessoras, a distribuição da OGX não incluirá investidores do varejo. Eike Batista quer apenas investidores qualificados, como fundos e entidades de previdência complementar. Por isso, a negociação será feita em lotes mínimos de 100 ações, sem opção de compra fracionada. O empresário ganhou destaque no início deste ano pela negociação de US$ 5 bilhões com a Anglo American, à qual vendeu o controle de sua mineradora MMX. Na época, gabou-se de ter multiplicado por cinco o valor para o acionista em um ano e meio, fórmula que pode atrair investidores para sua nova oferta. Mas também recebe críticas em relação à velocidade meteórica com que cria e se desfaz de companhias. (págs. 1 e B4)

- O Governo Central registrou superávit primário de R$ 48 bilhões no primeiro quadrimestre de 2008, cifra equivalente a 5,31% do PIB, mais que o dobro da meta de 2,2% estipulada para este ano. (págs. 1 e A5)

- A base do governo na Câmara vai propor hoje a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), que funcionará nos mesmos moldes da CPMF, mas com alíquota de 0,1% e destinação exclusiva ao setor. (págs. 1 e A11)

- A isenção do PIS/Cofins para o trigo, a farinha e o pão começa a valer a partir de hoje, quando será publicada no Diário Oficial a medida provisória enviada ontem ao Congresso pelo presidente Lula. (pág. 1)

- A Log-In Logística Intermodal informa que assinou com o BNDES contrato para cinco porta-contêineres no Estaleiro Ilha (Eisa). O banco liberará R$ 625,2 milhões, de acordo com as etapas da construção. (pág. 1)

- A alemã DVA, que atua no setor de defensivos agrícolas, investirá US$ 100 milhões em fábrica no Brasil. O potencial agrícola do País atraiu a empresa, que concentrará 50% da produção aqui. (págs. 1 e C8)

- A receita dos bancos com serviços saltou de R$ 9,1 bilhões para R$ 28 bilhões de 2000 a 2007, o que representa crescimento de 94,4%, informou o Banco Central. (págs. 1 e B2)

-OPINIÃO: ANTONIO PENTEADO MENDONÇA - Neste mês se comemora a abolição da escravatura. Mas a Lei Áurea é imbatível no quesito “vieses negativos”. Um dos piores aspectos é desamparar milhões de ex-escravos. (págs. 1 e A3)

- OPINIÃO: LEONARDO TREVISAN - Na Unasul, a busca de lugar no mapa de poder do mundo não foi o essencial. Na verdade,

a América do Sul não sabe se quer ser algo mais do que um conceito geográfico. (págs. 1 e A2)

- CARTA DE CRÉDITO - Saldo alcança 36,1% sobre o PIB em abril. (págs. 1 e B1)

CORREIO BRAZILIENSE

-Uma segunda chance

- Esperança de vida para os portadores de doenças degenerativas, o artigo 5º da Lei de Biossegurança, que permite a utilização de células- tronco embrionárias em pesquisas científicas, volta a julgamento no Supremo Tribunal Federal sob forte pressão de grupos religiosos contrários à medida. Ação Direta de Inconstitucionalidade contra o artigo, apresentada há três anos, será derrubada hoje à tarde, por 6 votos a 5 ou por 7 a 4, prevêem ministros do STF. (pág. 12 a 14 e 24)

- Com alíquota menor e novo nome, imposto do cheque pode ressuscitar hoje, pelas mãos dos aliados do governo. (págs. 1, 2 e 3)

- Pela primeira vez, o volume de empréstimos feitos a pessoas físicas e empresas ultrapassa a barreira de R$ 1 trilhão, atingindo 36,1% do PIB. Apesar do volume inédito, a economia começa a dar sinais de desaceleração. Para os economistas, culpa da inflação e do aumento dos juros. (págs. 1, 16 e 17)

- Criticado, Senado desiste de criar cargo de confiança. (págs. 1 e 5)

VALOR ECONÔMICO

-Dividendos crescem 70% e atingem R$ 12,7 bilhões

- Os dividendos encheram os bolsos dos investidores em ações neste ano. A parcela dos lucros distribuída pelas empresas aos acionistas até abril atingiu R$ 12,731 bilhões, quantia 70% superior aos R$ 7,245 bilhões do mesmo período do ano passado, segundo dados da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia. Com lucros em alta - de 26,9% em 2007 e 12,4% no primeiro trimestre, segundo o Valor Data - muitas empresas anteciparam o pagamento para o início do ano.O aumento da distribuição de dividendos se mantém mesmo quando se retira do total as gigantes Petrobras e Vale, que pagaram R$ 4,6 bilhões. O benefício das demais empresas somou R$ 7,7 bilhões, 72% acima do de 2007.Não apenas o bolo cresceu e uma fatia ampliada foi dividida, mas também um número maior de empresas passou a repartir lucros.

Foram 248 até abril, ante 196 no mesmo período do exercício anterior. Esse avanço foi desenhado pela estratégia das empresas de mostrar números bons quando a bolsa ia mal. Como os investidores estrangeiros ficaram sem caixa, pagar logo o dividendo passou a ser um atrativo extra.A contribuição das novatas na bolsa foi relevante. As empresas que abriram capital ou entraram no mercado para valer a partir de 2004 contribuíram com R$ 1,028 bilhão em lucros para o bolso dos investidores. Só a Cosan pagou R$ 342 milhões. O Valor contou 48 novatas que pagaram pelo menos R$ 1 milhão aos acionistas até abril.A boa notícia é que o crescimento dos lucros continua neste exercício, como apontam as projeções de ganhos feitas pelos analistas de bancos e corretoras. Walter Mendes, do Itaú, estima que as cem empresas do IBrX terão um lucro 31% maior e as do Ibovespa, 30% superior. Para Marco Melo, da corretora Ágora, o lucro médio das empresas do Ibovespa deve crescer entre 20% e 25%.O aumento dos dividendos neste ano se relaciona também às commodities, lembra Lika Takahashi, da Fator Corretora. “Há forte dependência dos principais papéis do Índice Bovespa dos mercados internacionais e a grande questão é para aonde vão os preços nos próximos meses”, afirma. Ela prevê avanço de 17% nos lucros.(págs. 1,D1 e D2)

-O efeito corrosivo da inflação dos alimentos sobre o poder de compra dos trabalhadores já aparece nos números relativos ao primeiro quadrimestre. Em abril, de acordo com o Dieese, comprar a cesta básica exigiu 52,8% do salário mínimo, percentual superior aos 50,5% gastos em março.Segundo previsões de consultores, a cesta básica comprometerá neste ano 10,1% da renda bruta das famílias, acima dos 9,2% de 2007. Já os gastos com energia elétrica, telefonia, gás e transportes terão aumentos mais modestos que os do ano passado. Em conseqüência, a parcela da renda familiar destinada a esses serviços deverá cair para 25,2%, frente a 26,2% em 2007. Um gasto compensará o outro. “Com isso, a renda disponível vai ficar praticamente estável em 62,8%”, observa Fábio Silveira, sócio da RC Consultores. Em 2009 a situação se inverte. As altas da cesta básica deverão ser menores com o fim da escalada da inflação dos alimentos, que no mercado internacional já dá sinais de estabilização, ainda que em níveis elevados. Mas o aumento dos preços administrados deverá ser maior, com a expectativa de que o IGP-M supere os 10% no ano.(págs.1 e A3)

-A indústria naval brasileira não tem condições de atender as encomendas da Petrobras para os primeiros 12 navios-sonda e plataformas semi-submersíveis de perfuração que deverão ser entregues até 2012. O Sinaval - sindicato que reúne as empresas do setor - encaminhou documento à estatal e também à ministra Dilma Rousseff indicando que não irá se opor à contratação desses equipamentos no exterior - desde que as 28 unidades restantes e eventuais excedentes do primeiro lote sejam contratados no país.

Os estaleiros nacionais já operam no limite da capacidade. Além disso, há também dificuldades tecnológicas para a produção local dos principais equipamentos.(págs.1 e B1)

- O Brasil tem mais trabalhadores qualificados do que sua economia pode absorver, segundo estudo divulgado ontem no Fórum Nacional. A distorção é decorrência de duas décadas de baixas taxas de crescimento.

- Ataques aos biocombustíveis não afetarão os planos de investimentos da Brenco, estimados em R$5,5 bilhões até 2015, afirma Philippe Reichstul. “Diante dos preços do petróleo, é cada vez mais uma idéia acertada”, diz o executivo.

- O volume de crédito do sistema financeiro atingiu em abril a marca histórica de R$1,017 trilhão, equivalente a 36,1% do PIB. A parcela de empréstimo com recursos livres registrou o maior crescimento. (págs. 1 e C1)

- O IPCA-15 de maio, divulgado hoje, definirá o resultado da reunião do Copom, na próxima semana. Especulação sobre um índice superior a 0,65% reintroduziram a hipótese de uma elevação de 0,75 ponto da Selic. (págs. 1 e C2)

- Com o petróleo ao preço recorde de US$ 130 o barril, mais 100% acima do valor de uma década atrás, os temores sobre o fim da era dos hidrocarbonetos se generalizam. O banqueiro de investimentos Mathew Simmons constatou que o mundo depende de apenas uns poucos gigantescos antigos e decaídos campos de petróleo - e quase nada que se iguale a eles foi descoberto desde a década de 70. Um em cada cinco barris de petróleo consumidos no mundo a cada dia é extraído de um campo com mais de 40 anos. Nenhum campo descoberto nos últimos 30 anos foi capaz de produzir mais de 1 milhão de barris/dia. Analistas e executivos da indústria consideram catastrófica a opinião de que a produção de óleo atingiu seu pico. (págs. 1 e A14)

- A operação que culminou na noite de 25 de abril com a assinatura dos mais de 40 contratos que envolveram a compra da Brasil Telecom pela Oi foi precedida de uma intensa movimentação em escritórios de advocacia do Rio de Janeiro, que teve início ainda no mês de dezembro. Mais de dez bancas foram envolvidas nas negociações e cerca de 60 advogados participaram diariamente de reuniões, algumas simultâneas, com o consumo de muitas xícaras de café e vidros de energéticos. Várias noites foram passadas em claro e até sem banho. O quartel-general do batalhão de advogados que atuou na criação da “supertele” foi o centro do Rio, onde estão dois dos escritórios que foram sede de reuniões- um deles considerado “território neutro”, para receber representantes de lados opostos, como Citigroup, fundos de pensão e Opportunity. (págs. 1 e E1)

ESTADO DE MINAS

- Lula intervém para garantir aliança em BH

- O presidente Lula decidiu interferir para derrubar o veto da Executiva Nacional petista à aliança com os tucanos na disputa pela Prefeitura de BH, tendo como candidato o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Márcio Lacerda (PSB). A parceria é articulada pelo governador Aécio Neves (PSDB) e o prefeito da capital, Fernando Pimentel (PT). Em Contagem, na apresentação da primeira locomotiva de grande porte fabricada no Brasil, quando se encontrou com Aécio, Pimentel e Lacerda, Lula ligou para o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, e disse não concordar com a negativa da cúpula do partido. Ele avisou que iria conversar com outros membros do partido para tentar inverter a situação na reunião do Diretório Nacional, marcada para sexta-feira. (págs. 1, 8, 9 e 15)

- Câmara deve aprovar hoje nova CPMF. - Imposto vai se chamar CSS. Objetivo é descontar 0,1% sobre toda movimentação na conta bancária de pessoas e empresas . No Senado, oposição promete barrar criação do tributo. (págs 1 e 3)

- Ministério da Saúde lança campanha contra o cigarro usando imagens mais fortes. (págs. 1 e 12)

- Células-tronco - Uma decisão de vida e morte no STF. (págs. 1,10, 11 e Editorial)

- Depois do arroz, do feijão e do trigo, o milho é o novo vilão da carestia. Alta no preço cobrado pelo produtor chega a 38,8% em 12 meses e deve respingar no custo do frango e de suínos. (págs. 1 e 13)

- Índios bloqueiam a MG-232, acesso a Carmésia, no Vale do Rio Doce. Eles exigem da empresa MMX Mineração e Metálicos compensações para que carretas carregadas de tubos trafeguem pela rodovia. Inicialmente haviam exigido um trator agrícola. (págs. 1 e 24)

OUTROS JORNAIS

JORNAL DO COMMERCIO

O maior superávit primário da história

- Diferença entre receita e despesa do governo central chega a R$ 48,03 bi. (pág. 1 )

- Governo tenta recriar hoje a CPMF. (pág. 1)

- Déficit preocupa Mantega. (pág. 1)

- Brasil exportará locomotivas de grande porte da GE. (pág. 1)

- Grupos estrangeiro e brasileiro no trem-bala. (pág. 1)

- Volume de crédito passa de R$ 1 trilhão. (pág).

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28/05/2008 - 11:40

SINOPSE DO HONORATO

Da “Coluna do Honorato”, news letter eletrônica de Carlos Alberto Honorato da Silva - karlos.honorato@terra.com.br

POLITICAS:

- Pimentel e Aécio apelam a Lula por aliança em BH; (3)

- Lula autoriza renegociação de R$75 bilhões da dívida rural; (2)

- Renegociação de dívidas impulsionará produção agrícola, diz Mantega; (3)

- Lula critica associação da alta dos alimentos com etanol; (3)

- Chinaglia envia à Mesa pedido de cassação de Paulinho; (2)

- Na posse do novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou a ex-ministra Marina Silva e a comparou com Pelé. “Minc, sabe como eu me sinto hoje? Como na copa de 1962, quando o Pelé foi tirado de campo. Você deveria ser muito jovem. O Pelé se machuca, é tirado de campo e os brasileiros gritam: “acabou, o Brasil perdeu´. Colocaram Amarildo e ele fez os dois gols brasileiros. Faz de conta que você está entrando no lugar de Pelé, mas é importante lembrar que Pelé não era insubstituível.”; (3)

- TSE recebe pedido de cassação do governador da Paraíba; (2)

- Base propõe nova contribuição para a saúde com alíquota de 0,1%; (2)

- Projeto de lei que garante reajuste de servidores chega ao Congresso. (3)

NACIONAIS:

- Concurso para o Senado vai ter quatro editais; (3)

- Produção brasileira de aço sobe 7,1% em abril—IBS; (2)

- Reunião define que Brasil estará focado em ampliar agricultura; (2)

- Aprovada venda de bebidas em perímetro urbano das rodovias. Câmara rejeitou a emenda do Senado, que liberava a venda também em zonas rurais das estradas federais; (2)

- Acidentes de trânsito custam R$ 22 bilhões ao ano, diz Ipea. Deste valor, cerca de R$ 9,8 bilhões são os custos médicos e hospitalares, pagos pelo Ministério da Saúde. (2)

INTERNACIONAIS:

- Eleitores democratas acreditam na vitória em novembro; (3)

- 420 mil casas desabam em abalos secundários na China. Cinco são feridos em réplicas; governo remove 80 mil ameaçados por lago formado por tremor; (2)

- Líder das Farc tem ‘portas abertas’ para negociar, diz Colômbia. Governo colombiano afirma que manterá ofensiva contra o grupo se sucessor de Tirofijo insistir na violência; (2)

- Terremoto de 5,3 graus sacode o noroeste do Irã; (2)

- ONG denuncia novos abusos de crianças por tropas de paz. Relatório da ONG Save de Children aponta casos de abuso no Sudão, Haiti e Costa do Marfim; (2)

- Rússia agirá contra sistema de defesa dos EUA, diz general. (2)

ESPORTES:

- Emerson Leão pede demissão e deixa o comando do Santos; (2)

- Copa do Brasil - Corinthians faz treino fechado e não dá pistas. Mano confirma apenas Nilton e Felipe para jogo contra o Botafogo; (2)

- México está perto de contratar Eriksson para comandar seleção; (2)

- Renato Gaúcho diz que tem o time definido. No entanto, treinador só divulgará a lista momentos antes de pegar o Boca; (2)

- Cruzeiro vende Marcelo Moreno para o Shakhtar Donetsk. Atacante de 20 anos deixa o clube de Belo Horizonte por cerca de R$ 23,5 milhões; (2)

- Brasil usará Liga Mundial como treino para Jogos de Pequim. Técnico Bernardinho (Vôlei masculino) usará a competição para fazer testes e realizar os últimos ajustes para as Olimpíadas. (2)

BRASÍLIA/DF:

- Comércio do DF espera alta de 7,5% nas vendas para Dia dos Namorados; (3)

- Rapaz é preso com sete quilos de cocaína no aeroporto; (3)

- Estudante vence concurso de redação e ganha viagem à Disney; (3)

- Justiça suspende venda do condomínio Vivendas Lago Azul; (3)

- O tempo em Brasília ficará entre 26°C e 13°C. Umidade Rel. 53%. Sol com algumas nuvens. Não chove. (2)

Fontes:

(1)-http://www.radiobras.gov.br/sinopses.htm
(2)-http://www11.estadao.com.br/ultimas/
(3)-http://noticias.correioweb.com.br/

Enviado por: talesfaria - Categoria(s): Sem categoria Tags relacionadas:
27/05/2008 - 11:08

No Ex-Blog do Cesar Maia, o prefeito do Rio, que é do partido Democratas, cai de pau na criação da moeda única da America do Sul. Como era de se esperar, aliás. Bem, veja o que diz Maia:

LOUCURA OU IGNORÂNCIA?

Para unificar moedas com banco central único -tipo euro- seria necessário que fossem definidos os tetos de déficit fiscal nominal, unificadas as políticas monetárias, unificados os sistemas de tributação, unificados os sistemas alfandegários, unificadas as legislações de direito de propriedade, transferida à entidade supranacional os litígios internacionais, etc… Imagine tratar disso com a anarquia de todas estas políticas pela América do Sul afora. Blindado pela popularidade, Lula diz quaisquer besteiras. Mas isso vai acumulando e quando aquela cair, estas funcionam remissivamente como um tsunami.”

Enviado por: talesfaria - Categoria(s): Sem categoria Tags relacionadas:
27/05/2008 - 10:56

Que tal começarmos a pensar em nomes?

Ontem o presidente Lula defendeu a criação de um Banco Central e uma moeda única para a América do Sul. Pergunto-me qual seria o nome adequado para a moeda. Latino? Peso latino? Real latino? Bolívar?

Tanto faz. A verdade é que sou plenamente favorável. Nos meus tempos de escola primária, lembro que a professora ensinava sermos nós aqui, na América do Sul, auto-suficientes em praticamente todos os produtos se nos juntássemos. Nem sei se isso é completamente verdade, mas acho que estaríamos bem próximos dessa auto-suficiência. Por que não?

Mas a propósito do post intitulado “Do lado de baixo da linha do Equador” — no qual, por ocasião do encontro da Unasul, afirmei que se o Brasil souber trabalhar seu papel de liderança na América do Sul, “quem sabe o sonho impossível da união dos nossos povos não acabe se tornando realidade” –, recebi do leitor que se assina Armindo Abreu o seguinte email:

“Prezado jornalista:

Apreciei a leitura de sua matéria (…), não obstante, suscitou-me uma dúvida recorrente: Tenho muito ouvido falar num suposto ’sonho de união sul-americana’. Como patriota convicto, além de analista de inteligência estratégica e historiador (curioso e amador nas duas últimas categorias, que fique o registro) preocupa-me a questão e, por isso, muito apreciaria conhecer as fontes referenciais históricas dessa sua afirmativa, para mim, infelizmente, ainda completamente desconhecidas…

Isto é, no meu parco imaginário, tal “sonho” só poderia existir nas mentes dos que se guiam por um internacionalismo globalizante, em que o estado-nação brasileiro deveria ser fatalmente dissolvido e integrado ao mundo hispânico que nos rodeia e envolve.

Portanto, por favor, peço-lhe os devidos e elevados esclarecimentos… Quem são os que sonham com isso ? Qual a orientação política desses ideólogos? O que pretendem obter com essa “união” ? Por que nenhum deles jamais menciona as suas origens e raízes históricas, procurando sempre caracterizar tal “sonho” como coisa absoluta, irreversível e indiscutível ? Seriam materialistas “comunistas” ? Talvez adeptos do “capitalismo selvagem e impiedoso”, ou, simplesmente, “bolivarianos”, eufemismo de que se valem todos os que, como seu longínquo mentor, Simon Bolivar (um mercenário a soldo dos racionalistas-iluministas e materialistas ateus de sua época), sonharam em demolir a civilização judaico-cristã, de raízes espiritualistas?

Muito grato pela sua atenção. “

Respondo:
Caro Armínio, abra a cabeça. Quais nossas diferenças em relação a nossos irmãos da América do Sul e da América em geral? Qual o problema se nos tornarmos uma só nação, com todos tendo voz e ação?

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27/05/2008 - 10:50

SINOPSE DA RADIOBRÁS

JORNAL DO BRASIL

- Lula insiste na CPMF e reclama dos preços

- Na semana em que a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) será novamente levada ao Congresso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou de empresários a redução dos preços após o término do imposto. “É engraçado, não vimos os produtos reduzirem de valor com o fim da CPMF. Parece que apenas aumentou o ganho daqueles que pagavam”, afirmou Lula, na abertura do 20º Fórum Nacional, que reúne empresários, ministros e acadêmicos no Rio. Entidades do comércio e da indústria o contestaram. Lula defendeu a Amazônia e o etanol brasileiro. “A Amazônia é nossa”, disse. (págs. 1, País, A3, Economia e A17)

- A Petrobras investirá US$ 5 bilhões em seu plano de modernização, que prevê a construção de 146 navios no Rio, Bahia e Pernambuco. Cada embarcação gera cerca de 500 empregos. A empresa comemorou ontem a descoberta de nova reserva de petróleo no Golfo do México, onde tem participação de 25%. (págs. 1, Economia e A18)

- O polêmico julgamento sobre o uso de células-tronco embrionárias para pesquisas científicas - um embate entre religião e ciência - será retomado amanhã pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Falta apenas um voto para decidir a favor da pesquisa. (págs. 1, País e A2)

- O superintendente do Ibama no Rio, Rogério Rocco, disse que a prefeitura não tem como assumir a administração do Corcovado, idéia defendida pelo prefeito Cesar Maia. Para Rocco, o Rio não cumpre o que é de sua responsabilidade no acordo com o governo federal. (págs. 1, Cidade e A11)

- O número de mortes nas estadas federais do país chegou a 86 durante o feriado prolongado de Corpus Christi, segundo levantamento da Polícia Rodoviária Federal divulgado ontem. No Rio, 10 pessoas morreram. Os dados não incluem acidentes nas rodovias de Mato Grosso do Sul, onde a polícia rodoviária está em greve. (págs. 1, País e A6)

- A troca de fuzis por carabinas de menor alcance é correta para especialista como Rodrigo Pimentel, ex-capitão do Bope, autor de Tropa de elite, por reduzir o risco de bala perdida. Já o ex-secretário de Segurança Marcelo Itagiba teme que bandidos suplantem a PM. (págs. 1, Cidade, A12 e A13)

- Fidel Castro voltou ao cenário político para criticar o pré-candidato americano Barack Obama por sua idéia de manter o embargo a Cuba, “que causará fome e sofrimento”. Mesmo assim, definiu o democrata como o mais avançado dos concorrentes. (págs. 1, Internacional e A22)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Déficit com exterior bate previsão para o ano inteiro

- O déficit das contas externas no primeiro quadrimestre foi de US$ 14 bilhões, o maior da história para o período. O valor já ultrapassa a projeção do Banco Central para o ano (US$ 12 bilhões). A redução do saldo comercial e o aumento das remessas de lucros e dividendos ao exterior ocasionaram a piora das contas externas (balança comercial, pagamento de juros da dívida, gastos com viagens ao exterior, remessas de lucros e entre residentes no país e lá fora). Já o investimento produtivo direto no país bateu recorde para o mês de abril: US$ 3,8 bilhões. No primeiro quadrimestre, ele soma US$ 12,6 bilhões, também recorde para o período. O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, crê que o ritmo de remessas de lucros e dividendos caia durante o ano e que o saldo comercial cresça a partir de maio. Ele avalia que os investimentos estrangeiros financiarão o déficit com o exterior. (págs. 1 e B4)

- Em discurso no Rio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não viu “nenhum produto” ter seu preço reduzido depois do fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), em dezembro. Lula afirmou que a extinção do imposto do cheque prejudicou projetos para saúde. O presidente também elogiou os empresários que não “fugiram para Miami” em seu governo. (págs. 1 e A6)

- O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse sentir uma “pequena desaceleração”, que considera “sazonal”, na economia. (págs. 1 e B5)

- Em nova demonstração de que descarta um leilão para a venda da Nossa Caixa, São Paulo abrirá a partir de hoje os dados sigilosos da instituição para o Banco do Brasil, relata Catia Seabra. O BB já contratou uma consultoria para avaliar a Nossa Caixa e assinará hoje um termo de confidencialidade no qual se compromete a não fazer uso das informações sigilosas a que tiver acesso. A expectativa é que o acordo entre os governos federal e paulista seja fechado em três meses. (págs. 1 e B1)

- A contabilidade de empresa de um dos presos pela Operação Santa Tereza, que apura desvios no BNDES, aponta um cheque de R$ 18 mil da boate WE a “Paulinho”. Para a Polícia Federal, trata-se do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP). A polícia suspeita que a boate lavasse o dinheiro desviado. A emissão do cheque ocorreu dias após a liberação de parte dos R$ 124 milhões tomados pela Prefeitura de Praia Grande no banco. Paulinho nega ter recebido o pagamento. (págs. 1 e A4)

- Índios invadem sede da Funasa em Cuiabá e mantêm 2 reféns - Eles reclamam de um atraso de cinco meses no repasse de verbas para a ONG encarregada do atendimento à saúde nas suas aldeias, em MT. (págs. 1 e A8)

- Editoriais - Leia: “Risco-commodity” , que analisa a especulação com os alimentos; e “A debilidade das Farc”, sobre a Colômbia. (págs. 1 A2)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Contas externas já têm rombo de US$ 14 bilhões

- A conta corrente do balanço de pagamentos (que registra todas as transações de comércio, serviços e renda do Brasil com o exterior) acumulou de janeiro a abril déficit de US$ 14,1 bilhões. Foi o pior resultado da história pra o período, de acordo, com o Banco Central, e maior do que a previsão de US$ 12 bilhões do BC para todo o ano. O déficit tem crescido por causa do enfraquecimento da balança comercial e do aumento do envio de lucros ao exterior pelas empresas estrangeiras instaladas no País.

Os dois movimentos estão relacionados à valorização do real, que desestimula exportações e favorece importações e remessas. Apesar da piora dos números, o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, afirma que o quadro não é preocupante. Para ele, o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED), que é voltado para a produção, ajudará a cobrir a saída de dólares no ano. Altamir Lopes espera ainda que o desempenho do comércio exterior brasileiro melhore, graças ao fim da greve dos auditores fiscais, que prejudicou a exportação de mercadorias. (págs. 1, B1 e B3)

- Direto da Fonte - Sonia Racy: Lula assina hoje a maior MP do País. Tema: a dívida agrícola de R$ 87,7 bilhões. (págs. 1 e D2)

- O volume financeiro de negócios com ações da Nossa Caixa quase dobrou na quarta-feira, antes do anúncio de que a compra da instituição estava sendo discutida com o Banco do Brasil. O número de operações também aumentou significativamente. A movimentação levantou suspeitas por parte da Comissão de Valores Imobiliários, que quer saber se alguém usou informação privilegiada. (págs. 1 e B4)

- O instituto Nacional de Pesquisas Especiais adiou a divulgação dos dados sobre desmatamento da Amazônia em abril. A intenção é divulgar os números em “um contexto técnico-científico” - o assunto tem sido motivo de troca de acusações entre o novo ministro do Meio Ambiente e o governador de Mato Grosso. (págs. 1 e A22)

- A Polícia Federal intimou Elza de Fátima Costa Pereira, mulher do deputado Paulinho da Força (PDT-SP), a explicar a origem de recursos depositados em conta da ONG que ela preside. Há suspeitas de que parte de empréstimos do BNDES a prefeitura e empresas teria sido destinada à ONG. (págs. 1 e A4)

- Notas e Informações: A própria reunião de cúpula da União das Nações Sul-Americanas deixou evidente que as condições objetivas conduzem vários países para direções diferentes e posições irreconciliáveis. (págs. 1 e A3)

- Artigo - Rubens Barbosa: Grupo do BRIC - O Brasil não deve aderir automaticamente a qualquer agenda. (págs. 1 e A2)

- A morte do guerrilheiro conhecido como Manuel Marulanda, comandante das Farc, alimenta a expectativa de acordo na Colômbia. Parentes de reféns mantidos pelo grupo crêem que a escolha de Alfonso Cano para o lugar de Marulanda é sinal de disposição para negociar. Mais político, Cano não integra a ala militar das Farc. (págs. 1, A12 e A13)

O GLOBO

- Remessas e importações agravam o déficit externo

- Entre janeiro e abril deste ano, o Brasil registrou déficit em conta corrente com o exterior - que inclui balança comercial e de serviços - de US$ 14,068 bilhões, o maior da série histórica desde 1947. A diferença entre exportações e importações ainda está positiva, mas despencou de US$ 12,9 bi para US$ 4,5 bi, enquanto as remessas de lucros e dividendos mais do que dobraram, de US$ 5,2 bilhões para US$ 12,3 bilhões. Segundo analistas, a situação só não é mais preocupante porque o Brasil continua recebendo um grande volume de investimentos estrangeiros que cobre esse déficit. O dólar barato fez os brasileiros gastarem US$ 3,4 bilhões em viagens no exterior este ano. (págs. 1 e 17)

- As divergências entre o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, e o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, levaram o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais a adiar a divulgação de dados sobre o aumento do desmatamento na Amazônia. O diretor do Inpe, Gilberto Câmara, está irritado com o uso político dos dados. No Rio, o presidente Lula avisou que a Amazônia “tem dono”. (págs. 1, 3 e 4)

- A Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) anunciou o fim do bloqueio à carne bovina do Brasil, em vigor desde outubro de 2005. Na época, foram descobertos focos de aftosa em Mato Grosso do Sul e Paraná. (págs. 1 e 19)

- Depois do trigo, agora será a vez de o feijão ser beneficiado com incentivos fiscais no plantio com o objetivo de garantir aumento da oferta, disse o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. (págs. 1 e 19)

- Pelo menos metade dos 300 mil brasileiros em áreas rurais do Paraguai ainda não conseguiu se regularizar. Camponeses sem-terra deram uma trégua nas invasões, mas pressionam o presidente eleito a acelerar desapropriações de estrangeiros ilegais. (págs. 1, 25, e Editorial “Velho Oeste”)

GAZETA MERCANTIL

- Banco médio ganha fôlego com os IPOs

- Os bancos médios que abriram capital no ano passado colhem os frutos dessas operações, como demonstram seus balanços. O patrimônio de dez instituições, aumentou 116% no total, o que permite maior oferta de crédito. Esse é o caso dos bancos Pine, Sofisa, ABC Brasil, Panamericano, Banrisul, Daycoval, Cruzeiro do Sul, Paraná Banco, BicBanco e Indusval. E esse grupo elevou o lucro do primeiro ¨ trimestre do ano em mais de 85%.

Sem os IPOs , os bancos teriam tido problemas para se capitalizar e haveria um achatamento maior das suas margens, diz Erivelto Rodrigues, presidente da Austin Rating. Aloísio Lemos, analista da corretora Ágora, ressalta que, com os IPOs ,grande parte desses bancos mudou de patamar. “Os bancos médios haviam praticamente desaparecido na última década. Foram engolidos, incorporados pela concorrência. Restaram os pequenos que, comIPOs, se tornaram médios”, diz ele. (págs 1 e B1 )

- No Brasil, imposto menor não é sinônimo de preço mais barato, satiriza Lula. (págs. 1 e A8)

- Bovespa fecha em leve queda, de 0,25%. (págs. 1 e B2)

- A Companhia Vale do Rio Doce (Vale) anunciou ontem que quer vender sua participação de 5,9% em ações ordinárias da Usiminas. A mineradora, que manteve por três anos negociações com o grupo de controle da siderúrgica até ingressar no bloco, desiste de sua posição, pois a Usiminas, que tem um plano de investimentos mais agressivo, passou a ter fornecimento próprio de minério. (pág. 1 e A8)

- O Banco do Brasil (BB) manteria interesse em incorporar os ativos e operações da Nossa Caixa mesmo que o banco pau- lista não contasse com o alto volume de depósitos judiciais, que somaR$ 16 bilhões. A informação é do presidente do BB, Antonio Lima Neto. Temos de olhar o conjunto, afirmou à Gazeta Mercantil. Entre os principais atrativos da Nossa Caixa, segundo Lima, está sua presença em todos os municípios paulistas.

Na avaliação da agência de classificação de riscos Austing Rating, considerada a exclusão dos recursos dos depósitos judiciais detidos, a venda da Nossa Caixa deve movimentar R$ 7 bilhões. A estimativa, caso a transação envolva esses ativos, é de que sua aquisição possa levantar cerca de R$ 10 bilhões.

Para especialistas em processos de fusão e aquisição, uma das possibilidades de leiloar o banco e incluir a participação das principais instituições privadas é estabelecer um período de transição para que o novo controlador transfira os depósitos judiciais para um banco estatal. (pág. 1 e B3 )

- O Banco Central apurou déficit de US$14,68 bilhões nas transações correntes no primeiro quadrimestre do ano. Este é o pior resultado da série histórica iniciada em 1947. A cifra negativa ultrapassa a meta de US$ 12 bilhões estipulada pela instituição para 2008.

A piora nos saldos da balança comercial e as crescentes remessas de lucros ao exterior foram os principais fatores que provocaram a reversão do superávit de US$ 2,047 bilhões, registrado em igual período em 2007.

O saldo comercial já vinha baixo e piorou com a greve dos auditores fiscais. Tudo isso contribuiu para que o saldo comercial ficasse fraco, declarou o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes. (pág. 1 e A4)

- O fim do verão antecipado, marcado pelo Carnaval no início de fevereiro, não foi suficiente para derrubar o movimento turístico em Santa Catarina. A receita com turismo somou US$ 1,5 bilhão no bimestre de janeiro/fevereiro, com crescimento de 27,33% em relação a igual período de 2007, mostra pesquisa da Santa Catarina Turismo (Santur), órgão oficial do setor. Na comparação com a temporada passada, houve um acréscimo de7,36% no número de 4,3 milhões de turistas no estado.

Temos atraído turistas de maior poder aquisitivo, afirma o presidente da Santur,Valdir Walendowsky. O gasto médio de turistas superou 27% no primeiro bimestre. Para este ano, o investimento em promoção turística será de R$ 80 milhões, 33% acima de 2007. (pág. 1 e C8 )

- Enquanto líderes governistas no Congresso tentam encontrar uma maneira de recriar a CPMF, deputados da Frente Parlamentar da Saúde, que somam 243 votos, decidiram não apoiar a volta do tributo. (pág. 1 e A10)

- Augusto Nunes - A nomeação de Mangabeira Unger para cuidar da floresta amazônica atestou que a escolha de auxiliares não é o forte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (págs. 1 e A10)

- Manoel H. Francisco da Silva - A discussão sobre a produção de biocombustíveis ressuscitou o velho Malthus. Mas o Brasil é um dos países com mais espaço disponível para a produção de alimentos. (págs. 1 e A3)

CORREIO BRAZILIENSE

- Máfia reutiliza caixões

- Uma denúncia anônima levou a CPI dos Ossos até a marcenaria de Jurandir Alves Feitosa, em Santa Maria. Lá, integrantes da comissão e policiais civis do DF se depararam com 32 caixões repletos de indícios de já terem guardado cadáveres dentro de túmulos. Em alguns deles, era possível sentir até os cheiros de flores e formol misturados. O material pertence à funerária Alvorada, cujo dono, Cléber dos Santos, alegou que as urnas foram utilizadas apenas para o transporte de corpos. (págs.1 e10 )

- Na véspera de reunião decisiva a respeito da recriação do imposto do cheque, presidente faz dois discursos atacando a oposição, que, segundo ele, impôs “brigas descabidas” ao derrubar o tributo. (págs. 1 e 3)

- Amazônia é do povo brasileiro, diz presidente. (págs. 1 e 2)

- Inocêncio manda Paulinho para o Conselho de Ética. (págs. 1 e 4)

- Ministro do Planejamento garante que governo vai rodar uma folha suplementar para assegurar que os salários de maio já sejam corrigidos. (págs. 1 e 19)

- Contas externas superam as previsões do BC e fecham o primeiro quadrimestre com rombo de US$ 14 bilhões, o pior desempenho da história. (págs. 1 e 15)

- Estudo entregue ao STF mostra aprovação internacional a pesquisas com células-tronco. Ministros retomam julgamento amanhã. (págs. 1 e 14)

- Um simples olhar, um empurrão ou outro motivo fútil qualquer é a senha para a sessão de socos, pontapés e, cada vez com mais freqüência, tiros entre adolescentes na capital da República, revela balanço oficial. Para especialistas, raiz da violência está na família. (TEMA DO DIA, págs 1, e 26)

- Gás de cozinha fica 8,3% mais caro em Brasília - Aumento médio foi aplicado pelas revendas no botijão de 13kg, apesar de os preços estarem congelados pela Petrobras desde 2002. (págs. 1 e 16)

VALOR ECONÔMICO

- Ofertas de ações retornam e devem ir a R$ 8 bi até julho

- Depois de um início de ano de escassez de novos lançamentos, ofertas de ações estimadas em R$ 8 bilhões devem chegar ao mercado até julho - mais do que foi vendido de janeiro até agora. Ontem, o Grupo Rede, do setor elétrico, pediu o registro de oferta à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e nos próximos dias a Infinity Bio-Energy, produtora de etanol, deve fazer o mesmo. As duas se classificam praticamente como ofertas públicas iniciais (IPO). O Grupo Rede já tem ações na bolsa, com liquidez baixíssima. A Infinity é negociada em Londres e pela primeira vez lançará seus papéis por aqui. Cada uma deve vir a mercado com operações próximas a US$ 500 milhões. A maior e mais aguardada transação, de US$ 3,5 bilhões - a sair ainda antes das férias de verão no Hemisfério Norte -, é a da OGX, petroleira do empresário Eike Batista. A SLC Agrícola, grupo de oito fazendas de algodão, café, milho e soja, que se tornou um dos IPOs mais bem-sucedidos, planeja captar mais US$ 250 milhões.

Na semana passada, a Tivit, empresa de tecnologia da informação do grupo Votorantim, retomou a sua abertura de capital, que, assim como tantas outras que estavam na fila da CVM havia sido paralisada em função da crise internacional. Essas operações mostram que o clima já mudou em relação ao início do ano, mas ainda está longe da euforia de 2007, quando 76 ofertas levantaram R$ 70 bilhões. Até agora, em 2008, foram feitas só nove ofertas de ações, sendo três iniciais, no total de R$ 7,2 bilhões. Segundo Daniel Darahem, do JPMorgan, três setores muito demandados pelos investidores devem liderar as estréias no segundo semestre: petróleo, mineração e infra-estrutura. No segmento de petróleo, com as recentes descobertas de campos pela Petrobras, há expectativa de abertura de capital de petroleiras e também de perfuradoras de poços e empresas de manutenção de plataformas, criando um novo setor na bolsa. Dois fatores impulsionam a retomada dos planos de ofertas de ações: a maior estabilidade do mercado acionário americano e o grau de investimento obtido pelo país. (págs. 1 e D1)

- A taxação com Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 1,5% provocou forte queda nos ingressos de investimentos estrangeiros dirigidos à compra de títulos do Tesouro Nacional. Em abril, os ingressos com essa finalidade somaram US$ 230 milhões, apenas 5,5% dos US$ 4,140 bilhões de março, ou 7,5% dos US$ 3,036 bilhões que ingressaram em fevereiro. Criada para reduzir o afluxo de capitais de curto prazo, a taxação atingiu também os de longo prazo. Em março, houve ingresso de US$ 4,140 bilhões líquidos para investimentos de médio ou longo prazo (acima de um ano). Em abril, foram apenas US$ 137 milhões. (págs. 1 e C2)

- O banco americano Merrill Lynch ingressa no mercado imobiliário brasileiro em sociedade com a brasileira MaxCap Real Estate Advisors, empresa fundada por José Paim de Andrade Júnior, que ficou conhecido por ter lançado o Plano 100, da Rossi Residencial, na década de 90. Os investimentos da Merrill Lynch serão próprios (sem captação de clientes) e aportados no fundo Brazil Real Estate Holdings, com sede em Delaware (EUA). O valor do fundo não foi divulgado, mas, na Turquia, onde a Merril Lynch tem um veículo semelhante (o Bosphurus Real Estate Fund), sua capacidade de investimento é de US$ 1 bilhão. O fundo já negocia a aquisição de uma participação de 50% em duas companhias brasileiras (uma delas do setor residencial). A joint venture será divulgada hoje no Brasil e nos Estados Unidos. (págs. 1 e B8)

- A família de índices derivada do Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI), que cresceu junto com a inflação no ano passado, caminha para o desuso. Ela já não reflete adequadamente o comportamento dos preços e deixa de ser, assim, um indexador apropriado para contratos e títulos financeiros avaliam analistas. Para o economista Luiz Roberto Ponte, especialista em inflação da PUC do Rio, o índice híbrido está na contramão dos demais países e reúne dados muito diferentes. Para Marcela Prada, economista da consultoria Tendência, o Brasil poderia ficar apenas com os preços no atacado e os do varejo, como na maioria dos países. Salomão Quadros, coordenador de Análises Econômicas da FGV, acha o IGP ainda é “um indicador antecedente importante do que pode ou não acontecer”. (págs. 1 e A3)

- O mercado elevou novamente sua projeção para o IPCA de 2008, para 5,24%, ante dos 5,12% da pesquisa anterior. Foi a nona semana consecutiva de alta. Para 2009, a previsão ficou em 4,5%. (págs. 1 e A3)

- A organização Mundial de Saúde Animal restabeleceu o status de dez Estados brasileiros, mais o Distrito Federal, como livres de febre aftosa com vacinação. O Mato Grosso do Sul, onde foi registrado o primeiro foco, em 2005, continua de fora. (págs. 1 e B11)

- A valorização do real e o aumento da renda contribuíram para mais que triplicar o déficit na balança do turismo no primeiro quadrimestre. Até abril, os turistas brasileiros gastaram no exterior US$ 3,48 bilhões, um aumento de 61,5%. (págs. 1 e C2)

- O saldo das compras financiadas com cartão de crédito somou R$ 53 bilhões em março - alta de 50% sobre março de 2007 -, mas o uso do crédito rotativo e do parcelamento com juros caíram de 42% para 35% do total. (págs. 1 e C5)

- Novas regras para tarifas bancárias já impactam os resultados dos bancos. Em doze meses até março, o aumento da receita das seis maiores instituições caiu de 20% para 11,6%. (págs. 1 e C10)

- A Caixa Econômica Federal reforça sua área de gestão de recursos com fundos de ações com capital protegidos, setoriais nas áreas de construção e energia, e de renda fixa de longo prazo com taxas de saídas regressivas. (págs. 1 e D2)

- Idéias - Delfim Netto: é relevante a crítica dogmática que repete lugares-comuns contra a política industrial. (págs. 1 e A2)

- Idéias - Paulo Yokota: está chegando a hora de acordo comercial com o Japão. (págs. 1 e A14)

ESTADO DE MINAS

- Uma bomba que ameaça explodir no seu bolso

- Divida do brasileiro cresce 10 vezes mais que a renda (pág. 1)

- PT nacional insiste em vetar aliança à prefeitura. (pág. 1)

- Rombo histórico nas contas externas. (pág. 1)

- Crédito salva e ‘enforca’ estudantes. (pág. 1)

OUTROS JORNAIS

JORNAL DO COMMERCIO

- Desconto para 10 mil feras na UPE. (pág. 1)

- Presidente reage. (pág. 1)

- Estaleiro terá mais campo para crescer. (pág. 1)

- Relíquias do Estado à venda na internet. (pág. 1)

- Defesa pedirá anulação do processo no Caso Isabella. (pág. 1)

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26/05/2008 - 09:58

SINOPSE DA IMPRENSA

Da “Coluna do Honorato”, news letter eletrônica de Carlos Alberto Honorato da Silva - karlos.honorato@terra.com.br

POLITICAS:

- Lula dirá na FAO que País terá metas de produção de alimentos. Equipe analisou que a crise dos alimentos vai durar de cinco a dez anos, mas que Brasil estará preparado; (2)

- Lula decreta luto oficial de três dias por morte de Péres; (2)

- CPI adia para 3ª decisão sobre acareação por falta de quórum. Ausência de parlamentares também faz comissão dar por encerrado depoimento de ex-servidor da Casa Civil; (2)

- Novo presidente do Ibama quer acelerar licenciamentos. Em entrevista à rádio Eldorado, Roberto Messias diz que quer rapidez, mas sem perder qualidade em projetos; (2)

- Corpo de Jefferson Péres é enterrado em Manaus; (2)

- PF vai investigar agressão de índios a engenheiro da Eletrobrás. Segundo assessoria do órgão, Paulo Rezende registrou um boletim na última terça e foi aberto o inquérito; (2)

- PF inclui Paulinho em organização criminosa. Relatório da Polícia Federal inclui o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, como integrante da quadrilha que supostamente desviava verbas do BNDES. Segundo a PF, ele teria recebido cheque de R$ 18.897,50 relativo ao primeiro desembolso do banco para a Prefeitura de Praia Grande e outro de R$ 82.162,93 referente ao empréstimo às Lojas Marisa; (1)

- Com a morte de Jefferson Péres o Brasil perde importante voz na defesa da ética, diz Garibaldi. (2)

NACIONAIS:

- É cada vez maior o número de empresas brasileiras - mesmo de pequeno e médio portes - que abrem contas no exterior. Os bancos registraram aumento de 30% no movimento depois de março, quando passou a ser permitido aos exportadores deixar o quanto quiserem de suas receitas com exportação fora do país; (1)

- Bovespa pode fechar 2008 em 80 mil pontos ou acima disso; (2)

- Governo anuncia medidas e preço do pão francês pode cair; (2)

- Governo estuda reduzir encargos do crédito agrícola; (2)

- Etanol será combustível de 25% dos carros em 2050, diz AIE; (2)

- Preços agrícolas não terão impacto na inflação, diz Stephanes; (2)

- Três apostadores dividem R$ 2,7 milhões da Mega-Sena; (3)

- Vendas da Volks crescem 10,5%, com China e Brasil; (3)

- De 26 países que investem em pesquisas com células-tronco, só a Itália proíbe o uso de embriões completamente, segundo o Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero. O Supremo Tribunal Federal retoma na quarta-feira o julgamento sobre a constitucionalidade das pesquisas e a organização não-governamental levará esses dados para pressionar os ministros.

- Suez espera participar de projetos no Brasil após Jirau. A Suez possui uma participação de 50,1% no projeto e quer ampliar negócios no Brasil; (2)

- Parada Gay toma a Paulista e líderes pedem direitos iguais. Presidente da associação GLBT diz que em 20 anos mais de 2.800 homossexuais foram mortos no País. (2)

INTERNACIONAIS:

- Obama critica política de McCain para veteranos militares; (2)

- Obama diz que permitirá viagens a Cuba, mas não suspenderá embargo; (2)

- Campanha de Obama arrecada mais de US$ 31 milhões em abril; senador conseguiu mais de 200 mil doadores; (2)

- Hillary acumula US$ 20 milhões em dívidas. Arrecadação da campanha em abril não foi capaz de cobrir os gastos; (2)

- Assessor de McCain renuncia para não atacar Obama. Assessor prometeu que não trabalharia contra a ‘candidatura histórica’; (2)

- Síria rejeita pedido isralense de corte nas relações com Irã. Medida era uma das condições para o fechamento de um acordo de paz entre os dois países; (2)

- Rebelde colombiana pede que guerrilheiros das Farc se rendam. ‘Karina’, ex-guerrilheira que se entregou no domingo, pede para rebeldes aderirem ao programa de reinserção; (2)

- Mais soldados americanos podem deixar o Iraque até setembro. David Petraeus, chefe das operações no país, diz que pretende reduzir contingente antes de deixar seu cargo; (2)

- Senador Ted Kennedy deixa hospital em Massachusetts. Veterano democrata recebe alta após ser diagnosticado com tumor cerebral na terça-feira; (2)

- - Novo tremor mata um e fere centenas na China. Tremor secundário atingiu a província de Sichuan; 400 ficam feridos; (2)

- Mugabe acredita que ganhará segundo turno no Zimbábue; (2)

- Pesquisa aponta Obama na frente de McCain. Sondagem mostra que democrata tem mais de oito pontos de vantagem sobre o republicano; (2)

- As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia confirmaram ontem a morte de seu líder, Manuel Marulanda, e anunciaram seu substituto, Alfonso Cano, o ideólogo da guerrilha. Analistas se dividem sobre o futuro do grupo; (1)

- UE chega a acordo para lei de retorno de imigrantes ilegais. Países acertam último ponto; imigrantes poderão ter assistência legal gratuita seguindo as normas de cada nação; (2)

- Limpeza para Berlusconi não soluciona crise do lixo em Nápoles. Primeiro-ministro italiano chega na quarta-feira para a reunião do Conselho de Ministros que discutirá problema; (2)

- Avião de Tony Blair é interceptado pela aviação israelense. O ex-primeiro-ministro do Reino Unido é enviado especial do Quarteto para o Oriente Médio; (2)

- Franceses protestam contra reforma previdenciária de Sarkozy; (2)

- ONU pede que Mianmar não veja ajuda como questão política. Secretário apela pelo salvamento dos sobreviventes; junta militar rejeita doações de navios de guerra dos EUA; (2)

- Violência na África do Sul já matou pelo menos 50 imigrantes. (2)

ESPORTES:

- Palmeiras não passa de um empate diante da Portuguesa; (2)

- Sob vaias, São Paulo empata com o Coritiba pelo Brasileirão; (2)

- Santos joga mal e Cruzeiro goleia por 4 a 0, no Mineirão; (2)

- Botafogo e Vasco ficam no empate pelo Brasileirão; (2)

- Cruzeiro goleia o Santos e lidera o Brasileirão; (2)

- Dodô desperdiça pênalti e Flu perde para o Sport; (2)

- Alfinete é o novo técnico do Brasiliense. (3)

BRASÍLIA/DF:

- Começa a temporada de resfriados e alergias. O outono na capital é marcado pela queda de temperatura e de umidade, o que contribui para a proliferação de ácaros e vírus. Idosos, crianças e alérgicos estão entre os mais atingidos; (3)

- Manifestantes coletam mais de três mil assinaturas. Moradores querem uma lei que garanta o funcionamento do Eixão do Lazer; (3)

- Campanha de prevenção do Glaucoma começa nesta segunda-feira; (3)

- GDF define linha de crédito para consolidar Shopping Popular; (3)

- O clima hoje em Brasília ficará entre 27°C e 11°C. A Umidade Rel. 45% Sol com algumas nuvens. Não chove. (2)

Fontes:

(1)-http://www.radiobras.gov.br/sinopses.htm
(2)-http://www11.estadao.com.br/ultimas/
(3)-http://noticias.correioweb.com.br/

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25/05/2008 - 15:20

SINOPSE DA RADIOBRÁS (com revistas)

VEJA

TÍTULOS DE CAPA

- BRASIL 1º - 3º MUNDO - O que nos empurra para a civilização e o que nos atrasa

- POLÍTICA - Surge em Minas o primeiro “petano”. O bicho voa?

Entrevista/David Baltimore - O caminho é longo - Dono de um Nobel há 33 anos, o biólogo diz que a cura da aids ainda está longe e conclama o Brasil a pesquisar células-tronco. (págs. 11 a 15)

Com que asas o país vai voar? - Metade do corpo está no Primeiro Mundo, mas parte do Brasil ainda veste as calças curtas do subdesenvolvimento. (capa e págs. 48 a 54)

Uma nova espécie - Se der certo, a aliança PT e PSDB em BH vai criar o petano. Se der errado, o tucapeta. (capa e págs. 56 e 57)

Sindicato pedetista - Secretário do Ministério do Trabalho condicionou escolha de ONG à contratação de militantes do PDT. (págs. 58 e 59)

Um passo acima - Ex-secretário confirma que dossiê era mesmo dossiê e que foi produzido na Casa Civil. (pág. 60)

J.R. Guzzo - Seja criativo, Minc - “A ministra Marina Silva teve o grande mérito de se demitir do governo por discordar do chefe, e não por ter roubado: poupou o presidente de dizer que botaria ‘a mão no fogo’ por ela. É muita coisa, no Brasil de hoje. Mas está longe de ser o suficiente”. (pág. 61)

Imposto sem pai - O governo nega, mas trabalha nos bastidores pela recriação do “imposto do cheque”. (pág. 62)

Liberdade de pesquisa - Só mais uma manobra protelatória pode adiar a aprovação no STF de estudos com células-tronco. (págs. 62 e 63)

Dança estatal - O Banco do Brasil é o primeiro interessado em comprar a Nossa Caixa. (pág. 63)

Um golpe de insensatez - ONGs e padres ajudaram a armar os índios que atacaram o engenheiro da Eletrobrás no Pará. (págs. 64 e 65)

Vilão é o deles - Por causa do milho americano, os biocombustíveis estão com má fama. O brasileiro não tem nada com isso. (págs. 76 a 78)

Diogo Mainardi - Não sofro de diegomainardice - “Só opino porque é meu trabalho. Se desse, eu desligaria o computador e passaria o resto do dia estatelado na cama, na frente da TV, assistindo a um programa de culinária, um seriado americano, um torneio de golfe ou uma comédia antiga com Alberto Sordi”. (pág. 113)

Roberto Pompeo de Toledo - Amazônia: premissas para sua entrega - “Se forem cumpridas, por que não? E mais: o estilo de risco do ministro Minc”. (pág. 118)

ÉPOCA

TÍTULO DE CAPA

- O QUE VEM POR AÍ - O mundo em que vamos viver em artigos exclusivos de: Fernando Henrique Cardoso - Max Gehringer - Lygia Pereira - Paulo Borges - Bill Gates - Vinton Cerf - Luiz Schwarcz - Carlos Alberto Parreira - Paulo Guedes - Lester Brown - José Padilha

Uma guerra equivocada - A agressão dos índios contra um engenheiro na Amazônia é um atraso. As hidrelétricas podem ser boas para todos. (págs. 41 a 43)

Entrevista/Roberto Setubal - Ele dá nota 10 a Lula - O presidente do Banco Itaú diz que o grande mérito do governo foi manter a consistência da política econômica. (págs. 44 a 46)

O fim dos anfíbios - Fiscais denunciados por Época são demitidos, acusados de usar o cargo para favorecer empresas. (pág. 48)

Nossa Política - Fernando Abrucio - É hora de sair das intrigas para discutir as propostas - “Enquanto o debate não mudar de foco, as propostas administrativas dos candidatos serão apenas “para inglês ver” - e não para o eleitor definir o voto”. (pág. 50)

Entrevista/Marco Antonio Villa - “Dar dinheiro é um belo cala-boca” - O historiador diz que as indenizações milionárias impedem o Brasil de superar o período militar. (págs. 56 a 58)

Fernando Henrique Cardoso - Precisamos consolidar a democracia - “Por incrível que pareça, o maior desafio da política brasileira para os próximos anos é revitalizar a democracia”. (…) (págs. 118 a 120)

Paulo Guedes - A era da preocupação - “A economia mundial está em fase de transição. Experimenta mudanças importantes em suas várias dimensões. Após um longo período de altas taxas de crescimento global e de baixas taxas de inflação, surgem preocupantes sinais de desaceleração econômica e de pressões generalizadas dos preços de recursos naturais, energia, matérias-primas e alimentos”. (…) (pág. 122)

Lygia V. Pereira - O que se pode esperar das células-tronco - “De todas as perguntas que respondo sobre células-tronco (CTs), a mais difícil é: “Em quanto tempo estaremos usando essas células para tratar doenças”?. (…) (pág. 132)

Entrevista/Daniel Cohn-Bendit - “Precisamos esquecer 1968″ - O líder do movimento estudantil de 40 anos atrás é hoje um ecologista que critica as “contradições” de Lula. (págs. 180 a 182)

Nossa Antena - Ruth de Aquino - Peles vermelhas, brancas e amarelas - “O meio ambiente deixou de ser apenas bandeira de verdes e hoje mobiliza todos - de índios a chineses”. (pág. 202)

ISTOÉ

TÍTULOS DE CAPA

- A AMAZÔNIA É NOSSA! - Como e por que o Brasil deve reagir de imediato à nova pressão da comunidade internacional que quer tomar o controle do pulmão do planeta

- DOSSIÊ: A atuação da fiel escudeira da ministra Dilma

Entrevista/Roberta Fragoso Kaufmann - “Cotas geram ódio racial” - Procuradora defende política de inclusão para pobres e diz que o Brasil incentiva racismo ao copiar sistema dos EUA. (págs. 6 a 10)

Amazônia - A soberania está em xeque - Avançam na comunidade mundial as propostas para a internacionalização do maior tesouro verde do Brasil. Uma resposta urgente se faz necessária! (capa e págs. 28 a 34)

A mãe do Dossiê - Como Erenice Guerra, fiel escudeira da ministra Dilma Rousseff, comandou a montagem da relação de gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e de dona Ruth. (capa e págs. 36 a 39)

Leonardo Attuch - O cofre, a cadeia e o dossiê - “De tanto devorar seus próprios aliados, o PT acabará comido por eles num delicioso banquete”. (pág. 39)

A maldição de Collor - Por que, em uma sina surpreendente, todos os que se envolveram com o ex-presidente enfrentaram grandes reveses em suas vidas, e alguns até destinos trágicos. (págs. 40 a 42)

Enriquecimento suspeito - Senador José Maranhão (PMDB-PB) tem questionada variação patrimonial de 580% entre 1998 e 2006. (pág. 43)

A Justiça ameaçada - Atentados contra advogados, juízes e promotores colocam entidades de classe e ONGs em alerta. (págs. 44 e 45)

A febre das ciclovias - Governador Sérgio Cabral se encanta com modelo parisiense e planeja adotá-lo no Rio. (pág. 69)

De novo, não! - O governo planeja recriar a CPMF, no momento em que a arrecadação bate recordes. Não faz sentido. (págs. 88 e 89)

ÚltimaPalavra - Miguel Falabella - Alguém precisa fazer - “Não há nem nunca houve um projeto sólido com ênfase na cultura, na política deste país. Os governantes simplesmente não sabem o que fazer com ela”. (pág. 106)

DINHEIRO

TÍTULO DE CAPA

- SUCESSÃO: COMEÇA A CORRIDA PELA CADEIRA DE MEIRELLES NO BC

Entrevista/Muhammad Yunus - “Sou contra o que os bancos fazem no Brasil” - “Sou contra esmolas, mas a favor de doações. O pobre não tem culpa de ser pobre”. (págs. 20 a 22)

Quem vai sentar nesta cadeira? - Encontrar um sucessor para Henrique Meirelles é difícil, mas o trunfo pode ser a independência do BC. Dentro de alguns meses, o presidente Lula terá um grande desafio: o de atrair um nome de peso para o Banco Central e convencê-lo a exercer um mandato curto, às vésperas de uma eleição presidencial, e também a domar uma inflação ascendente. (capa e págs. 26 a 28)

O mundo de Lula - O presidente trocou o mapa-Múndi de seu gabinete. Pode parecer trivial, mas isso diz muito sobre como ele enxerça a nova geografia comercial do planeta. (págs. 30 a 32)

Pode dar apagão no leilão do Madeira - O grupo Suez venceu a disputa de Jirau, mas quer mudar o projeto da obra. Com isso, as duas usinas do rio Madeira podem ser paralisadas por problemas de ordem legal e ambiental. (págs. 34 a 36)

Não deixem o leão escapar - O governo tem um plano sorrateiro para recriar a CPMF, mas a sociedade já começa a reagir. (págs. 38 e 39)

Joaquim Castanheira - Uma boa idéia que pode cair - “A promessa das bicicletas públicas, do governador Sérgio Cabral, esbarra no mesmo obstáculo que impede que a economia brasileira deslanche: a falta de infra-estrutura”. (pág. 98)

CARTACAPITAL

TÍTULOS DE CAPA

- A INFLAÇÃO ESCAPOU DO CONTROLE? - A alta generalizada de preços, que parecia domada, preocupa o mundo, e não pode ser contida apenas com a taxa de juro ou medidas de alcance nacional

- EXCLUSIVO: PLANO PREVÊ REFORMA RADICAL DAS FORÇAS ARMADAS

- GRADIENTE: SEM CAPITAL PRIVADO, A EMPRESA DE STAUB AGONIZA

Sextante - Antonio Delfim Netto - Flexibilização ou truque? - “Não há estímulo para o investimento privado em portos, o que pode emperrar o crescimento das exportações”. (pág. 19)

Caserna reformada - Militares - O plano de modernização das Forças Armadas prevê a redução do número de generais e mais tropas nas fronteiras. (capa e págs. 20 a 23)

Ponto de equilíbrio - Entrevista - O presidente da OAB nacional, Cezar Britto, critica a reforma trabalhista e as deformações da Justiça do Trabalho. (págs. 24 e 25)

Marta segue sozinha - Eleições Municipais - O PT não consegue chegar a um acordo com o Bloquinho - PCdoB, PSB e PDT tendem a fechar em torno da candidatura de Aldo Rebelo. (págs. 26 e 27)

Rosa-dos-Ventos - Mauricio Dias - O crédito-desmatamento - Maggi é contra a suspensão de empréstimo a quem depreda. (págs. 28 e 29)

Farinha pouca - Carestia - A disputa de ocidentais e asiáticos por recursos naturais alavanca os preços. (págs. 34 a 38)

Fora de sintonia - Indústria - Os funcionários se mantêm a postos e o governo acena com apoio, mas faltam parceiros privados para salvar a Gradiente. (capa e págs. 44 e 45)

Estilo - Nirlando Beirão - O homem cordial - Lula em fase de polvo - Como diz o hino: o afeto que se encerra em nosso peito juvenil. (págs. 47 e 48)

JORNAIS

JORNAL DO BRASIL

- Alunos na linha de tiro

- A realidade para mais de 63 mil crianças matriculadas na rede municipal de ensino do Rio passa ao largo das oportunidades da educação. Instaladas em áreas violentas, 107 escolas incluem na vivência cotidiana o risco de vida e o medo trazidos pelo estouro dos foguetes, tiros e a correria das invasões, seja da parte de traficantes, seja de policiais. De susto em susto, as marcas vão se tornando profundas: na Vila Cruzeiro, palco de repetidos confrontos, ao pedir que os alunos se manifestassem, o professor recebeu caveirões e bandidos armados na maioria dos desenhos. (pág. 1 e Cidade, págs. A15 e A16)

- Estudo sobre aproveitamento de alunos negros em quatro universidades brasileiras informa: beneficiados pelo sistema de cotas exibem desempenho próximo, similar ou melhor em relação aos não-cotistas. Os dados, referentes a instituições de Salvador, Brasília, Campinas e Rio, são do Ipea. As boas notas derrubam o mito de que a defasagem prejudicaria os negros. Mas a polêmica continua. Críticos condenam a “discriminação racial ao contrário” do sistema de cotas. (pág. 1 e País, págs. A2 e A3)

- Instituto revela futuro catastrófico para Mato Grosso graças ao desmatamento. O estudo é o centro da briga entre o ministro Carlos Minc e o governador Blairo Maggi. (pág. 1 e Ciência Hoje, pág. A32)

- Presos, seus nomes estão em lista de troca proposta pelas Farc. A cadeia, no entanto, os transformou. Eles não querem voltar à guerrilha na Colômbia. Dos 1.700 militantes detidos, 650 são desertores. (pág. 1 e Internacional, pág. A26)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Seguro-desemprego cresce e governo estuda restrições

- O seguro-desemprego no Brasil se expande em ritmo acima do previsto e caminha para se tornar o segundo maior programa social da União, atrás apenas da Previdência. O governo recalculou de R$ 13,8 bilhões para R$ 15 bilhões os gastos previstos para ele neste ano.

O motivo principal da alta das despesas é o surpreendente aumento do total de requerentes atendidos, que em 2007 passou de estimados 5,9 milhões para 6,4 milhões. Em documentos oficiais, o fenômeno é justificado pela maior formalização da mão-de-obra nacional.

O número de empregos formais saltou de 22,3 milhões em 2002 para 29,1 milhões no final do ano passado. O seguro-desemprego só atende a trabalhadores com carteira assinada e demitidos sem justa causa: sua expansão é um efeito colateral do crescimento econômico.

A escalada dos gastos já inspira estudos para restringir o benefício. Uma das idéias em discussão no Ministério do Trabalho é elevar de seis meses para um ano o prazo de trabalho obrigatório, com registro em carteira, exigido para o pedido do seguro-desemprego. (págs. 1 e B1)

- Além de Raposa/Serra do Sol (RR) e do ataque de caiapós ao engenheiro da Eletrobrás Paulo Rezende, conflitos envolvendo índios se espalham pelo território nacional. Há registros em todo o país de extração ilegal de madeira, agronegócio irregular, grilagem e cooptação de índios por fazendeiros.

Esses conflitos ocorrem até em terras já homologadas pelo governo e que constam nos registros da Funai como regularizadas. (págs. 1 e A8)

- O PT pagou, com recursos públicos do fundo partidário, o condomínio de cobertura usada por familiares do presidente Lula no ABC paulista, segundo análise do Tribunal Superior Eleitoral.

A legislação veta o uso do fundo para custear despesas pessoais dos dirigentes das legendas. O Planalto disse que a ocupação do apartamento deveu-se a uma “necessidade de segurança da Presidência”, e o PT afirmou ter cumprido a lei. (págs. 1 e A4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Economia desacelera e indústria refaz projeções

- Após um período de forte aceleração, a economia brasileira dá sinais de redução no ritmo de crescimento. Fabricantes de alimentos, embalagens, eletrodomésticos e eletrônicos constatam redução na velocidade dos negócios neste trimestre. Não se trata por enquanto de uma virada, mas de uma acomodação. Sondagem da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que caiu de 43,8% para 39,8% o total de indústrias que pretendem aumentar a produção. A menor demanda externa, a alta de juros e o aumento da inflação são apontados como causas no esfriamento da atividade. “O mercado está andando de lado”, diz Sérgio Amoroso, presidente do Grupo Orsa, fabricante de embalagens de papelão. Um setor que se mantém à margem dessa tendência é a indústria automobilística, que continua a bater recordes de produção e vendas. (págs. 1, B1 e B3)

- O brasileiro está evitando comprar alimentos apontados como vilões da inflação. A venda de feijão caiu 10% em seis meses. A de massas recuou 5%. “O consumidor substitui marcas e percorre várias lojas para manter o nível de consumo”, diz Martinho Moreira, da Associação de Supermercados. (págs. 1 e B6)

- No Estado venezuelano de Barinas, a família de Hugo Chávez vive seu reinado particular. O clã presidencial começou a dominar Barinas em 1998, quando o pai de Chávez, Hugo de Los Reyes, foi eleito governador. Ao sofrer um enfarte, ele nomeou o filho Argenis para substituí-lo. Outros três irmãos do presidente ocupam cargos públicos estratégicos. (págs. 1 e A12)

O GLOBO

- Cartórios faturam R$ 4 bi por ano com burocracia

- Um levantamento inédito do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) jogou luz sobre a milionária indústria da burocracia no país. Somente em 2006, os cartórios brasileiros faturaram R$ 4 bilhões, oferecendo serviços que vão das certidões de nascimento a procurações e o reconhecimento de firmas. Dos 13.595 cartórios, 11.639 enviaram dados: o mais rentável do Brasil, no Estado do Rio, faturou R$ 28,3 milhões naquele ano. Apesar de sua função social, esses estabelecimentos, em sua maioria, são regidos pela lógica do lucro, informam Chico Otavio, Carolina Brígido e Isabel Braga. Os que mais arrecadam, como os de registro de imóveis, são alvo de disputas judiciais, enquanto os que emitem certidões gratuitas estão jogados no limbo e correm até o risco de fechar. (págs. 1, 3 e 4)

- Metade dos municípios do Rio é muito dependente de royalties de petróleo, que somam R$ 1,6 bi por ano, e negligencia na arrecadação de impostos. Isso põe em risco o caixa das cidades se essa fonte secar, alerta a Confederação Nacional dos Municípios. (págs. 1 e 29)

- Do México à Argentina, o tráfico de drogas tornou-se uma ameaça aos países da região, desafiando a ação dos governos e causando um aumento na violência, informa uma reportagem especial do Grupo de Diários América (GDA). (págs. 1 e 36)

GAZETA MERCANTIL

- Remessas de dividendos e lucros crescem 120%

- Pressionado pelo aumento das remessas de lucros e dividendos e pelas importações, o fluxo cambial caminha para uma forte queda neste ano em relação a 2007. No acumulado de 2008 até 16 de maio, a diferença entre a entrada e a saída de dólares está positiva em US$ 17,226 bilhões, uma queda de 45% sobre igual período de 2007. E no acumulado do ano até março, as empresas enviaram ao exterior US$ 8,662 bilhões, quantia 120% superior ao registrado em igual período de 2007. “Com o dólar baixo, as empresas são estimuladas a comprar moeda e remeter lucros e dividendos ao exterior”, diz Sidnei Nehme, sócio-diretor da corretora NGO.

O crescimento forte das importações, de 38% no ano até metade de maio, para US$ 47,93 bilhões, também ajuda a derrubar o ingresso líquido de dólares. Mesmo que o grau de investimento dado ao Brasil pela Standard & Poor’s atraia recursos para o País, dificilmente 2008 será tão bom quanto os anos anteriores. No ano passado o fluxo foi positivo em US$ 87 bilhões, um avanço de 135% sobre 2006. “Este crescimento tão forte não deve se repetir”, diz Nehme. (págs. 1 e B1)

- O Banco do Brasil (BB) poderá pagar cerca de R$ 10 bilhões pela Nossa Caixa, se concretizadas as negociações de incorporação iniciadas e anunciadas oficialmente na quarta-feira. O Estado de São Paulo, que detém o controle do banco com 71,25% do total das ações, ficaria com a maior parte do bolo. O restante dos papéis está no mercado.

O valor é baseado nas estimativas da agência classificadora de risco Austin Rating. Conforme o presidente da empresa, Eriberto Rodrigues, a precificação de um negócio desse porte gira em média de 3 vezes a 3,5 vezes o valor do patrimônio líquido. Com a compra, o BB consolida sua liderança no mercado brasileiro, frente à concorrência privada, e ganha escala no estado mais rico do País. (págs. 1 e B1)

- Governo quer R$ 102 bi a mais neste ano. (págs. 1 e A5)

- Os preços dos insumos agrícolas e dos alimentos podem ficar ainda mais altos a partir de 1º de agosto, caso o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) não renove, em julho, o benefício fiscal de 60% de ICMS a defensivos, fertilizantes e sementes. A não renovação pode pressionar ainda mais a inflação. Na última reunião, Mato Grosso negou-se a prorrogar o incentivo até dezembro, para barganhar mais recursos do bolo da Lei Kandir. (págs. 1 e C6)

- Em 2007 foram aplicados US$ 366 milhões em pesquisa mineral no Brasil. O número, do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), mostra um aumento de 20% na comparação com o total executado em 2006. A elevação é fruto do esforço crescente de mineradoras e siderúrgicas que aproveitam o bom momento da demanda, o que garante altas significativas nos preços.

“Muitos países, em especial os emergentes, têm registrado crescimento expressivo no número de novos consumidores, o que exige sempre mais investimentos em infra-estrutura, habitação e produtos de consumo, como automóveis e produtos da linha branca”, afirmou Miguel Nery, diretor-geral do DNPM.

Entre os diversos tipos de metal, o ouro foi o que recebeu maior atenção por parte dos investidores, US$ 68,7 milhões, ou 29% do total, seguido por níquel, US$ 61,4 milhões, com 24%. Nery destacou, entretanto, que a quantia é pequena se considerado o valor mundial investido anualmente em pesquisa mineral, que no ano passado alcançou US$ 10,3 bilhões. “O Brasil responde por apenas 3% do investimento mundial”, afirmou Nery. Mas não à toa o Brasil está no foco das atenções. A estimativa de geólogos é de que apenas 20% do território brasileiro já têm estudos mais aprofundados sobre as riquezas minerais do solo.

Atualmente existem no País 53 empresas de capital canadense desenvolvendo 176 projetos de mineração. (págs. 1 e C5)

- O preço do barril do petróleo atingiu novo recorde durante o pregão de ontem de Nova York ao ser negociado a US$ 135,14. Porém, fechou em baixa de US$ 2,36, a US$ 130,81, após movimento de realização de lucro. (págs. 1 e A11)

- O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apurou queda no desemprego em abril. O indicador fechou em 8,5% no mês, a menor taxa desde 2002. (págs. 1 e A6)

- Para a Standard & Poor’s, já há fortes fundamentos que fomentarão o desenvolvimento de securitizações de empréstimos garantidos por imóveis. (pág. 1 e INVESTNEWS.COM.BR)

- Opinião - EVERARDO MACIEL - Em países com mesmo grau de desenvolvimento, temos o maior gasto per capita em saúde pública. Alguém duvida da ineficiência dos gastos? (págs. 1 e A3)

- Opinião - CLOVIS CORRÊA DA COSTA - Tornar uma empresa local em global é um jogo de paciência, persistência, velocidade, aceitação de riscos e muito trabalho. (págs. 1 e C9)

- Opinião - MARCELO COPELLO - A Cabernet Sauvignon cresce em grande diversidade de terrenos. E no Novo Mundo, a cepa faz bonito, em especial na Califórnia. (págs. 1 e C12)

- Opinião - DURVAL GUIMARÃES - “Vítima de pertinaz enfermidade, o Vale do Jequitinhonha morreu ontem…” Receio que o Vale tenha o destino temido por Maciôla. (págs. 1 e A2)

- José Auriemo, Zeco para alguns, é um homem de fala mansa e um “cara pilhado”, segundo a definição de Rogério Fasano, seu sócio em alguns empreendimentos da JHSF, empresa do ramo de incorporações, shoppings e edifícios comerciais, dirigida por sua família. O pai, Fabio, fica na presidência do conselho, Zeco, o CEO, na presidência executiva, a irmã Ana cuida do mix das lojas dos shoppings e a irmã Marina se dedica ao marketing. (págs. 1, C10 e C11)

- A doação do casarão que abriga todo o acervo de filmes e de documentos do cineasta baiano Glauber Rocha, o Tempo Glauber, no Rio de Janeiro, foi anunciada com pompa e circunstância pelo ministro da Cultura, Gilberto Gil, em 2006. Mas nunca saiu do papel, revelaram seus filhos Paloma e João Rocha à Gazeta Mercantil. Mesmo depois de duas décadas, o espaço corre o risco de ser despejado pelo INSS, proprietário do prédio em Botafogo. (págs. 1, D1 e D2)

CORREIO BRAZILIENSE

- AeroLula - Servidores que viajam com Lula levam calote

- O governo federal está devendo R$ 500 mil em diárias a funcionários que acompanham o presidente em viagens internacionais. Desde dezembro, seguranças, assessores e tripulantes não recebem o reembolso do que gastaram nas missões oficiais. Dúvida jurídica sobre quem deve bancar a despesa emperra o pagamento. (págs. 1 e 2)

- Custo de vida - Inflação avança na América Latina - Depois de mais de uma década sob controle, os índices inflacionários em 10 países da região já acumulam aumentos superiores a 10%. A alta de preço dos alimentos e do petróleo é a principal ameaça. Como conseqüência, crescimento deverá sofrer desaceleração. (págs. 1 e 21)

- Novas acusações contra Paulinho da Força. (págs. 1 e 4)

VALOR ECONÔMICO

- Salários começam a subir acima da produtividade

- Os salários começaram a subir mais que a produtividade e se a tendência se consolidar, serão um novo fator a impulsionar a recente alta da inflação. (…) (págs. 1 e A3)

- Continua crescendo o número de empresas que pagam valores a título de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que é optativo. De acordo com pesquisa salarial da Catho Online, há oito anos 59% das empresas pagavam a participação. Hoje, esse percentual está acima dos 93%. (…) (págs. 1 e A3)

- A Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal, vai investir em hotéis econômicos, o segmento que mais cresce no país. (…) (págs. 1 e B4)

- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva só espera o encaminhamento da ação movida contra o ex-ministro Antonio Palocci no Supremo Tribunal Federal para levá-lo de volta ao governo. Esperava poder fazê-lo na substituição dos ministros petistas candidatos a prefeito - Marta Suplicy (Turismo) e Luiz Marinho (Previdência), que tentarão a sorte em São Paulo e São Bernardo do Campo -, mas a indefinição do ministro Gilmar Mendes, relator do caso, adiou a decisão. A expectativa no PT é de que o crescimento econômico poderia fazer de Palocci um candidato mais competitivo em 2010 do que a ministra Dilma Roussef. (…) (págs. 1 e A5)

- A transferência do controle acionário da Nossa Caixa para o Banco do Brasil (BB) poderá dar ao governador José Serra o que ele quer: mais dinheiro para investir em São Paulo. “As contas estão arrumadas, mas não há dinheiro suficiente para investimento”, disse Serra a interlocutores depois que foi anunciada, na quarta-feira, a abertura das negociações. (…) (págs. 1, C1 e C2)

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24/05/2008 - 17:33

Inflação

Fiz questão de reproduzir na íntegra, nos posts abaixo, a entrevista que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, concedeu à Agência Brasil, como forma de penitência por um pecado: sou um dos que achava que os monetaristas do BC estavam inventando essa história de forte pressão inflacionária só para elevarem a taxa de juros.

É que realmente não morro de amores por esses monetaristas. E acho mesmo que eles são capazes de qualquer jogo para satisfazer o apetite dos que estão no topo da cadeia alimentar do mercado.

Mas nesse caso, não foi o que ocorreu. Meirelles e a turminha do Copom estavam realmente certos: previram que poderíamos estar tendo por agora um problemão com a inflação e se anteciparam. Fizeram muito bem, tenho que reconhecer. Agora, como bem diz o presidente do BC na entrevista, tem gente aí em pânico retardado.

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