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Arquivos de 04/2008:

30/04/2008 - 13:49

PMDB, a noiva, está em processo de leilão

O PT e o governo não estão dando a devida atenção ao PMDB. O ex-presidente José Sarney tem seu peso específico no partido. Mas o grupo que manda mesmo na legenda é o do ministro da Integração Geddel Vieira Lima, com o presidente nacional da legenda, deputado Michel Temer (SP), e o líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (PB).

Michel não tem controle sobre o partido em seu estado. Aí, quem manda é o ex-governador Orestes Quércia. Veja trecho da entrevista de Quércia, à Folha de S.Paulo hoje sobre o apoio da legenda à reeleição de Gislberto Kassab (DEM) para prefeito:

“Mas sobretudo eu acho que o país precisa mudar o governo do PT. E hoje só existe uma alternativa para derrotar o governo do Lula, que é a candidatura do José Serra [a presidente da República em 2010]. Como a eleição municipal tem esse objetivo, de fortalecer uma candidatura [a presidente], eu decidi tomar uma posição que beneficiasse os democratas e a aliança deles com o Serra.”

Enquanto isso, Michel anda em francas e abertas negociações com o governador de Minas, o tucano Aécio Neves. Fala em trazer Aécio para a legenda. Mas o governador fala no contrário: em ter o apoio de Temer e do PMDB, caso seja candidato a presidente pelo PSDB. Aliás, Aécio e o ministro das Comunicações, Hleio Costa, têm conversado sobre isso nos últimos dias. Aécio foi claro: gostaria de oferecer sua candidatura ao PSDB com a segurança de que taz também o PMDB para a chapa. Hélio deu sinal verde. De sua parte, fará tudo para isso.

Ou seja, o PMDB de Michel e o de Quércia está negociando abertamente com as duas pontas do PSDB — Aécio e Serra — para 2010. E quanto a Geddel? Bem, ele vive uma péssima fase com o governador da Bahia, o petista Jaques Wagner. Geddel também negocia, às escondidas, com as duas partes do PSDB, Serra e Aécio..

Não que os peemedebistas estejam já fechando com os tucanos. O PMDB está apenas começando o leilão. Sabe que é uma noiva cobiçada em época de eleição.

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30/04/2008 - 10:00

SINOPSE DA RADIOBRÁS

JORNAL DO BRASIL

- Rio tem 6 das 17 piores escolas de medicina do país

Um levantamento do MEC, feito com 103 escolas de medicina do país, apontou 17 como as piores no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e no Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD). Destas, seis são do Rio: Centro Universitário Serra dos Órgãos, Universidade Severino Sombra, Centro de Ensino Superior de Valença, entro Universitário de Volta Redonda e Universidade de Iguaçu - unidades de Itaperuna e Nova Iguaçu. Todas serão fiscalizadas. Em contrapartida, a Uerj recebeu nota máxima no Enade. (Págs. 1 e A5)

- Nada menos de 3 milhões de contribuintes precisam entregar a declaração do Imposto de Renda (IR) hoje, último dia do prazo determinado pela Receita Federal. O envio, pela internet, termina às 20h. Ou às 16h para quem entrega nos bancos. (Págs. 1 e Economia A19)

- A Comissão de Mortos e Desaparecidos, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, convidou para depor Sebastião Curió Rodrigues de Moura - oficial que comandou as prisões e execuções da maioria dos 59 guerrilheiros do PCdoB no Araguaia. (Págs. 1 e A7)

- Beneficiando-se do cenário de maior demanda por crédito, os bancos aumentaram a taxa média de juros do cheque especial em 3,8 pontos percentuais, de 146% para 149,8% ao ano. Porém, o custo médio de empréstimos para pessoas físicas recuou 1,2 pontos percentual, somando 47,8% ao ano. Já o total de financiamentos realizados teve uma expansão de 3,5%, alcançado R$ 992,7 bilhões em 12 meses. (Págs. 1 e Economia A18)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Piores em medicina incluem 4 federais

- O Ministério da Educação divulgou uma lista de 17 cursos de medicina que serão supervisionados devido às notas baixas de seus alunos no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes). Entre eles estão os oferecidos por quatro universidades federais (Bahia, Alagoas, Amazonas e Pará). Notificados, os cursos terão dez dias para explicar o mau desempenho. (Pág. 1)

- Com o objetivo de agilizar a adoção no país, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) lançou ontem o Cadastro Nacional de Adoção (CNA), que irá unificar e cruzar os dados dos Estados brasileiros, tanto em relação às crianças a serem adotadas, como sobre os interessados em participar do processo. As informações começaram a ser computadas ontem e, dentro de seis meses, devem reunir a totalidade dos dados hoje presentes nas varas da infância e adolescência dos Tribunais de Justiça de cada Estado. Com as informações, o CNJ -em parceria com a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República (Sedh)- pretende mapear onde estão os principais entraves que atrasam o processo. (…) (Pág. 1)

- O STF (Supremo Tribunal Federal) restringirá a edição de medidas provisórias de créditos extraordinários do Orçamento da União. E tende a modificar o modelo de demarcação contínua da reserva Raposa/Serra do Sol, em Roraima. No caso da reserva, o objetivo é evitar a remoção de não-indígenas. Segundo a Folha apurou, o STF deve criar “ilhas” na reserva, segundo a expressão ouvida no Supremo. No das MPs, o Supremo avalia que há abuso do Executivo, que recorre ao artifício para modificar o texto do Orçamento aprovado no Congresso. (…) (Pág. 1)

- Apesar da alta dos juros e do aumento da carga de impostos que incide sobre as operações de crédito, o volume de empréstimos feitos pelos bancos continua subindo. Em março, a expansão de crédito atingiu o maior nível da história, chegando a R$ 992,7 bilhões, valor que equivale a 35,9% do PIB (Produto Interno Bruto), segundo o Banco Central. Desde janeiro de 1995 essa proporção não atingia patamar tão elevado. A expectativa do BC é que essa relação chegue a 40% até o final do ano -o que, apesar de recorde, continuaria abaixo da média observada em outros países emergentes, onde a oferta de crédito chega a mais de 60% do PIB. (…) (Pág. 1)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Área de devastação dispara em 2 Estados

O desmatamento cresceu em Mato Grosso e no Pará nos três primeiros meses de 2008, revela levantamento feito pela organização não-governamental Imazon com base em dados oficiais. Na comparação com o mesmo período do ano passado, mais do que dobrou o ritmo da devastação nos dois Estados. Em Mato Grosso, 149 km² de floresta foram derrubados de janeiro a março de 2008, ante 49 km² no primeiro trimestre de 2007. No Pará, o desmatamento total foi de 65 km² neste ano, ante 28 km² no ano passado. O crescimento ocorreu após o anúncio de medidas do governo federal e das administrações estaduais para tentar conter o desmatamento da Amazônia. Os dados são ainda mais preocupantes porque a derrubada de árvores costuma ser menos intensa no início de ano, período de chuvas. (Págs. 1 e A16)

PRISÕES

A PF prendeu em Mato Grosso 61 acusados de facilitar a exploração ilegal de madeira. A lista inclui 39 servidores. (Págs. 1 e A16)

- Preocupado com a disparada da inflação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adiou ontem o aumento da gasolina, apesar da pressão da Petrobras e de o reajuste ser considerado inevitável. O assunto será discutido de novo hoje. Pressionado pelos alimentos e pelos produtos industrializados no atacado, o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), medida pela FGV, subiu 9,81% em 12 meses, até abril. Em maio o acumulado de 12 meses deve alcançar dois algarismos. (Págs. 1, B1 e B6)

- O sub-relator de sistematização da CPI dos Cartões, Carlos Sampaio (PSDB-SP), quer investigar se ministros têm adaptado a agenda oficial a interesses pessoais e usado verbas públicas para viajar para seus Estados de origem. NO caso de cinco ministro ou ex-ministros, há grande número de deslocamentos supostamente oficiais para suas bases em fins de semana. Sampaio estranha a coincidência: “É algo anormal”. (Págs. 1 e A5)

- Investigação da Polícia Federal indica que, além de indícios de desvio de verbas do BNDES, o grupo liderado por João Pedro de Moura, ex-assessor do deputado Paulinho da Força (PDT-SP), também teria pedido propina a diversos prefeitos para liberar projetos no Ministério das Cidades. Outro assessor parlamentar, José Brito de França, teria participado do esquema. (Págs. 1 e A4)

- Assentados em fazenda produtiva são expulsos pelo movimento. (Págs. 1 e A11)

- O Brasil fechará no vermelho, em 2008, sua conta corrente do balanço de pagamentos. A resposta depende de exportações e reforma nos gastos públicos. Não é possível contemporizar. (Págs. 1 e A3)

- Cerca de três milhões de pessoas deixaram para hoje - último dia - a entrega da declaração do Imposto de Renda. Elas têm prazo até 20h para enviá-la pela internet. No total, 24,5 milhões de declarações são esperadas. (Págs. 1 e B4)

O GLOBO

- Medo de inflação faz governo adiar o aumento da gasolina

Após três horas de reunião entre o presidente Lula, ministros e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, o governo decidiu ontem à noite adiar o reajuste dos preços dos combustíveis, congelados desde outubro de 2005, apesar das pressões da estatal. Para evitar aumentos ainda maiores na inflação, já afetada pela disparada dos preços dos alimentos, o plano do governo é fazer novas simulações, tendo como base uma faixa entre 3% e 5% de reajuste na refinaria, para que o impacto sobre o consumidor seja o menor possível. Com a alta de 100% nos preços no exterior nos últimos dois anos, a Petrobras pede, no entanto, um reajuste de 10% nas refinarias. Mais cedo, o ministro Mantega minimizou a alta da inflação e disse, sem o “feijãozinho”, o IPCA cairia para 4,4%. (Págs. 1, 25 e 26)

- A defesa da revogação da Lei de Imprensa, em análise no STF, foi o principal tema de conferência que reuniu em Brasília parlamentares e representantes das principais empresas jornalísticas do país. (Págs. 1 e 9)

- O Estado do Rio tem seis cursos de medicina entre os 17 piores do país e apenas um entre os melhores, de acordo com os resultados do Enade, divulgados pelo MEC. O melhor curso do Rio é o da Uerj. Todos os piores são de cidades do interior e da Baixada. Os 17 cursos com mau desempenho serão inspecionados a partir de maio, e poderão ser obrigados a reduzir o número de vagas. (Págs. 1 e 3)

- Pesquisa do governo mostra que 70,9% dos adultos que moram nas ruas exercem alguma atividade remunerada, como flanelinhas, trabalhando na coleta de materiais recicláveis ou na construção civil. A maioria não recebe Bolsa Família. (Págs. 1 e 10)

- Para enfrentar a disparada dos preços dos alimentos no mundo, a China pretende comprar terras para lavouras em outros países, incluindo a América Latina. A ONU pediu US$ 2,5 bi em doações para combater a crise alimentar. (Págs. 1, 27 e Miriam Leitão)

GAZETA MERCANTIL

- Sindicalistas buscam novas bandeiras para velhas lutas

Os movimentos sindicais devem mobilizar milhões de pessoas na comemoração do 1ode maio, mas sem terem definidas bandeiras que aglutinem as bases, que mudaram de perfil depois de 20 anos de regime democrático. A atual conjuntura econômica, de crescimento, é ideal para discutir temas como a redução da jornada de trabalho, diz Marcos Verlaine, assessor parlamentar do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

Uma das mudanças das ações organizadas dos trabalhadores refere-se ao papel das centrais sindicais. Antes eram responsáveis só por alinhamentos políticos. Mas a marcação política foi afrouxada para atrair sindicatos e as centrais participam agora, formalmente, das negociações de benefícios dos trabalhadores, afirma o professor Arnaldo Mazzei Nogueira, da FEAUSP e PUC-SP. Há hoje seis centrais organizadas.

Luis Eulalio de Bueno Vidigal Filho, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), diz que o “sindicato puro parou no tempo”. Não há números sobre sindicalização, segundo o Ministério do Trabalho e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos (Dieese). (Págs. 1, A8, A9, A10 e A11)

- A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adiou por sete dias, de 12 para 19 de maio, a data do leilão da usina hidrelétrica de Jirau, o segundo empreendimento do rio Madeira - o primeiro é Santo Antônio. A intenção é permitir que mais consórcios participem da licitação.

A conta do governo é que, ao atrair mais investidores interessados no megaprojeto, orçado em quase R$ 9 bilhões e previsto para operar a partir de janeiro de 2013, haja uma redução do preço da energia gerada pelo empreendimento, estabelecido em até R$ 91 por megawatt-hora, disse uma fonte à Gazeta Mercantil. (Págs. 1 eC7)

- EVERARDO MACIEL - O pragmatismo bem dosado sempre foi um bom remédio político. Deve ser também na aplicação da política fiscal. (Págs. 1 e A3)

- IVES GANDRA DA SILVA MARTINS - A ampla defesa administrativa e judicial é um direito assegurado ao contribuinte pela Constituição Federal e não pode ser reduzido. (Págs. 1 e A12)

- LEONARDO TREVISAN - A arrecadação do governo federal avançou na mesma proporção que a projeção das despesas. O Copom faz de conta que não vê. (Págs. 1 e A2)

- BNDES EMPRESTA MAIS - Os desembolsos do BNDES somaram R$ 70,2 bilhões nos últimos 12 meses encerrados em março, aumento de 24% em relação aos 12 meses anteriores. (Págs. 1 e A4)

- EMISSÃO DE POLUIÇÃO NO PRÉ-SAL - A Petrobras, a BG e a Petrogal, sócias nas reservas do megacampo de Tupi, vão reinjetar no poço o CO2 emitido pela exploração na camada pré-sal. (Págs. 1 e A4)

- Das 640 mil indústrias existentes no Brasil, 99% são micro e pequenas e participam de forma significativa do desenvolvimento da economia. Um panorama da atuação da indústria é apresentado no suplemento especial Pequenas e Médias Empresas. (Pág. 1)

CORREIO BRAZILIENSE

- SÓ PARTE DOS SERVIDORES TEM AUMENTO GARANTIDO

A proposta orçamentária que o governo mandará ao Congresso Nacional reserva R$ 3,4 bilhões para bancar reajustes salariais do funcionalismo. Desse total, R$ 2,1 bilhões já têm destino certo: vão reforçar o contracheque de cerca de 800 mil servidores civis de 17 categorias que integram o Executivo. Mas não são suficientes para cobrir o aumento prometido aos militares. Para cumprir o acordo com as Forças Armadas, a folha terá de chegar a R$ 4,2 bilhões - um salto que, segundo o ministro Paulo Bernardo, está dentro das expectativas do Planalto. O que ainda não está na contabilidade são os possíveis aumentos que podem sair das negociações com auditores fiscais da Receita, funcionários do Tesouro Nacional, defensores e advogados da União. Esses, afirmou o ministro, ainda dependem de verba extra. (Págs. 1 , Tema do Dia e 14)

- A Faculdade de Medicina do Planalto Central, da Uniplac, é uma das 17 instituições que serão supervisionadas pelo MEC por causa de notas insatisfatórias. A Escola Superior de Ciências da Saúde, mantida pelo GDF, teve desempenho notável. (Págs. 1 e 13)

- GDF terá de reduzir despesas com pessoal para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal. Reajustes salariais concedidos desde 2006 levaram o governo a rever gastos. Ao lado do ministro Fernando Haddad, Arruda inaugurou escola e anunciou obras na Estrutural. (Págs. 1, 9 e 28)

- Hoje, no último dia, a Receita espera receber 3,2 milhões de declarações. Contribuinte que deixar de prestar contas ao fisco terá de pagar multa. (Págs. 1 e 15)

VALOR ECONÔMICO

- Negociação de reajustes é intensa nas indústrias

A indústria enfrenta pressão crescente de custos, o que tem levado a negociações intensas entre fabricantes de bens finais e fornecedores. Parte dos reajustes deve chegar ao consumidor nos próximos meses. A diferença entre a inflação acumulada no atacado e no varejo aumentou de 2,7 pontos em abril de 2007 para 7,4 pontos (ver gráfico) neste mês, considerando os dados do IGP-M.

A pressão ficou evidente no Índice de Preços Industriais no Atacado (IPA-Industrial), que subiu 1,37% em abril, variação mais alta desde novembro de 2004, quando o avanço foi de 1,87%. Em abril, 49% dos itens industriais registraram aumentos de preços, mas as maiores altas estão concentradas em alimentos elaborados, derivados de petróleo, produtos químicos e bens metalúrgicos.

As usinas siderúrgicas de aços planos - entre elas ArcelorMittal Tubarão, CSN e Usiminas-Cosipa - preparam novos aumentos para maio e junho, depois de terem aplicado, em março, reajustes entre 3,6% e 13,5%. No próximo bimestre, os reajustes já comunicados às distribuidoras variam de 5,26% até 15,98%. Na lista estão aços usados tanto na construção civil como em automóveis e linha branca. Cristiano Freire, presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço, diz que ainda há espaço para um terceiro reajuste no mercado doméstico no terceiro trimestre.

Pressionados pelos reajustes no aço, os setores automotivo e eletroeletrônico atravessam um momento delicado de renegociação de preços com fornecedores. “Estamos em processo de discussão com os clientes. Temos motivação inclusive para pleitear reajustes no mercado externo, porque o aumento do aço é um fenômeno internacional”, diz André Bevilácqua, supervisor de controladoria da fabricante de autopeças Fupresa.

As pressões também estão presentes nos derivados de petróleo. Até março, a nafta petroquímica subiu 14,7% em dólar. “As negociações de preços estão duríssimas”, diz José Ricardo Roriz Coelho, presidente da fabricante de embalagens plásticas Vitopel. (Págs. 1 e A6)

- Cristiano Romero: reforma trabalhista é teste para o governo Lula. (Págs. 1 e A2)

- Proibição à cultura de camarão em áreas de conservação ambiental e manguezais ameaça a atividade no país e opõe o Ministério do Meio Ambiente à Secretaria de Aqüicultura. A disputa será levada à Casa Civil. (Págs. 1 e B16)

- União investe para atender a demanda crescente de energia na Amazonas. (Págs. 1 e A20)

- O leilão da segunda hidrelétrica do rio Madeira, a usina Jirau, foi adiado pela segunda vez e remarcado para 19 de maio. A mudança foi resultado da pressão exercida pelas estatais controladas pela holding Eletrobrás, que buscam encaixar-se nos consórcios liderados por Camargo Corrêa e pela multinacional franco-belga Suez. Com a alteração, os consórcios poderão ser registrados até 12 de maio.

Somente o grupo capitaneado por Odebrecht e Furnas está devidamente organizado - até porque já havia um contrato anterior entre eles. Além das duas empresas, o consórcio conta com a estatal mineira Cemig, a construtora Andrade Gutierrez e o fundo de investimento Amazônia Energia, composto pelos bancos Banif, português, e Santander, espanhol.

Nas outras parcerias continuam as dúvidas. Há 15 dias, Suez e Eletrosul estavam juntas na disputa, mas, segundo a estatal, a aliança não está mais confirmada. Já a Camargo Corrêa ainda não obteve sinal verde da Eletrobrás quanto à participação de sua controlada Chesf, apesar de acordo firmado para a associação. (Págs. 1 e B8)

- A dois meses do inverno, a Argentina opera de novo no limite de sua capacidade energética. Com crescimento econômico forte, superior a 8% anuais, a demanda por energia aumentou 5,5%, mas a capacidade instalada de geração cresceu menos de 1%, diz Georgina Benedetti, especialista em energia da consultoria internacional Frost & Sullivan.

A expectativa para 2008, diz Benedetti, é que a demanda atinja 19,1 mil MW, para uma geração de 20 mil MW, 20% abaixo da margem de segurança determinada pelos padrões internacionais. O problema não se limita à eletricidade. O país produz hoje menos gás e petróleo do que em 2007.

O Brasil emprestará energia à Argentina entre maio e agosto, e o vizinho se comprometerá a “devolver” a energia, entre setembro e novembro. Os volumes serão decididos no Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, que se reúne dia 5. Os argentinos queriam garantia de fornecimento de 1 mil MW e o Brasil teria uma disponibilidade de até 1,5 mil MW. (Págs. 1 e A17)

- Martin Wolf: crise dos alimentos é oportunidade para eliminar intervenções danosas na agricultura. (Págs. 1 e A19)

- David Kupfer: experiência brasileira da indústria de petróleo é modelar para oportunidades de inovação. (Págs. 1 e A19)

- O crédito bancário registrou expansão de 3,5% em março, somando R$ 992,723 bilhões, equivalentes a 35,9% do Produto Interno Bruto (PIB), o nível mais alto desde os 36,8% de janeiro de 1995. (Págs. 1, C1 e C2)O

ESTADO DE MINAS

- Inflação ameaça sair do controle

O temor de que a inflação volte a subir mais do que se espera e desestabilize a economia está de volta. Pesquisa divulgada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), com 35 instituições financeiras, mostra que, pela primeira vez, elas esperam estouro da meta de 4,5% fixada para este ano. A projeção dos bancos para o IPCA, índice oficial de inflação, subiu de 4,48% para 4,75%. Mas o estouro pode ser maior. A nova previsão não leva em conta o aumento da gasolina, que o próprio presidente Lula classificou como “inevitável”, devido à defasagem causada pelas consecutivas altas do petróleo. Também pode piorar o quadro o agravamento da crise mundial de alimentos. Preocupados, a ONU e o Banco Mundial anunciaram ontem a criação de uma força-tarefa para combater a elevação sem precedentes dos preços de produtos alimentícios. E conclamaram a comunidade internacional a doar US$ 2,5 bilhões para o enfrentamento da questão. (Págs. 1, 13 e 14)

Leia também o editorial ‘Preço político da gasolina’, na página 6

- Em nota aprovada durante reunião, ontem, em Brasília, a Executiva Nacional do PSB deixa claro que considera fundamental a participação do PSDB para a eleição da chapa encabeçada por Márcio Lacerda (PSB), com Roberto Carvalho (PT) de vice, à Prefeitura de BH. Nas articulações em torno da coligação, é a primeira vez que a participação dos tucanos é oficializada. (Págs. 1 3 4)

- APOSENTADORIA - TIRE DÚVIDAS SOBRE A NÃOEXIGÊNCIA DE IDADE MÍNIMA. (Págs. 1 e 15)

- IMPOSTO DE RENDA - HOJE É ÚLTIMO DIA PARA 3 MILHÕES DECLARAREM. (Págs. 1 e 16)

OUTROS JORNAIS

JORNAL DO COMMERCIO

- Em 15 dias, três ladrões mortos por vítimas (Pág. 1)

- Acaba hoje prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda. (Pág. 1)

- Dengue provoca mais uma morte no Estado. (Pág. 1)

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29/04/2008 - 09:15

Do “Jornal do Brasil”:

Curió confirma: todos os 59 foram executados

Ex-coronel promete informar onde estão os corpos

Repórter: Vasconcelo Quadros

Enviado especial a Curionópolis

O homem que se transformou numa lenda da Amazônia e no mais importante arquivo vivo da Guerrilha do Araguaia escancarou seu baú: “Estou abrindo o jogo. Não há desaparecidos”, afirma, em entrevista exclusiva ao Jornal do Brasil, o ex-capitão do Exército e atual prefeito de Curionópolis (PA), Sebastião Rodrigues de Moura, mais conhecido por Curió. Uma de suas revelações deverá abalar a estrutura da esquerda: o esqueleto desenterrado do Cemitério de Xambioá (TO) e supostamente identificado em 1996, em solenidade patrocinada pelo PCdoB e depois sepultada em Bauru, no interior paulista, ao contrário de todos os registros, segundo ele, não pertence à professora Maria Lucia Petit da Silva.

“Cadê o DNA?”, pergunta Curió, para afirmar que sabe onde o corpo da verdadeira guerrilheira está sepultado. Segundo ele, desenterraram a pessoa errada. Maria Lúcia foi morta em junho de 1972. Seu suposto corpo foi identificado pelo legista Fortunato Badan Palhares, da Universidade de Campinas, por antropologia e através de informações de ex-guerrilheiros que com ela conviveram no Araguaia. Segundo o PCdoB e a Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), era a única militante do PCdoB que desapareceu no Araguaia entre 1972 e 1975 identificada. Curió garante: é um equívoco.

Ele tem o registro de nomes, circunstâncias de morte e destino de 59 guerrilheiros. “As pessoas vão saber como morreram e onde foram parar”, diz o militar. Os relatórios secretos que as Forças Armadas dizem terem sido destruídos foram guardados por Curió, que entregou a farta documentação ao jornalista que deve lançar em agosto um livro sobre a guerrilha, amparado em suas revelações.

- Meu relato é verdadeiro. Até agora, por desconhecimento ou má-fé, espalharam versões fantasiosas. Assim que começarem a ler, esquerda e direita concordarão que é verdade - afirma.

Locais diferentes

Embora evite entrar em detalhes para não estragar a surpresa da publicação, Curió admite que ordenou a retirada dos corpos das sepulturas originais e mandou enterrar em locais diferentes, cujas informações estão registradas em relatórios sigilosos e mantidos em segredo “fechado” entre ele, poucos militares e guias de sua estrita confiança. São mateiros que serviram ao Exército, participaram do conflito e depois foram retirados da região para evitar o assédio das entidades de direitos humanos que, volta e meia, retornam ao Araguaia em busca de informações sobre os desaparecidos. Curió diz que só ele pode revelar, mas se silencia sempre que é perguntado sobre os locais já apontados por guias.

- Os corpos foram transladados para mais de um local - diz ele.

Com isso, desmentie versão segundo a qual, os corpos teriam sido queimados na Serra das Andorinhas, em 1975.

No último final de semana, um dos moradores contou ao JBque um dos prováveis cemitérios clandestinos ficaria numa região de túneis que serviu como base do Exército e está localizado no pé da Serra das Andorinhas, de frente para uma região conhecida por Remanso dos Botos. O local teria ficado sob os cuidados de um dos guias de confiança de Curió, Iomar Galego. “Não o conheço”, desconversa.

Curió diz que tem respeito pelos guerrilheiros que tombaram em confronto e não gosta da palavra extermínio, com a qual um de seus ex-subordinados, o tenente José Vargas Jiménez se refere à ofensiva final das Forças Armadas. Segundo ele, a ordem para que nenhum guerrilheiro saísse vivo a partir de 1973 partiu do ex-presidente Emilio Garrastazu Médici.

- Era uma missão para ser cumprida até o final. Cumpri. Combati homens armados na selva, mas não os rotulo de bandidos. Eram jovens idealistas em caminhos diferentes dos nossos. Era uma missão constitucional - afirma.

Os últimos guerrilheiros apanhados vivos, segundo Curió, foram a estudante de enfermagem da PUC paulista, Luiza Augusta Garlippe, a Tuca, e a geóloga Dinalva Oliveira Teixeira, a Dina, que ele mesmo diz ter apanhado durante uma emboscada às 12h45 do dia 24 de julho de 1974 nas margens do Rio Sororó, a 40 quilômetros de Marabá, no caminho para Eldorado dos Carajás. As duas estavam juntas e usavam revólveres. Curió estava acompanhado de outro militar.

- Dei de presente para o general Bandeira (Antônio Bandeira, ex-chefe do Comando Militar do Planalto) o revólver 38 niquelado que estava com a Dina - lembra.

Ele afirma que as duas foram mortas, mas não revela quem as executou.

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29/04/2008 - 09:01

SINOPSE DA RADIOBRÁS

JORNAL DO BRASIL

Tráfico infiltra-se no PAC

- A incursão policial nos morros Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, e Cantagalo, em Ipanema, terminou com quatro bandidos presos. Um deles, Adauto do Nascimento Gonçalves, o Pitbull, 28 anos, chefiava o tráfico e fazia expediente nas obras do PAC. Para as autoridades, a captura comprova a infiltração no programa. A operação desmantelou uma minirrefinaria de cocaína. (págs. 1 e A10)

- O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), sairia vencedor em todos os cenários da corrida pela Presidência da República em 2010, de acordo com pesquisa CNT/Sensus realizada entre os dias 21 e 25 em 136 municípios e 24 Estados. Serra só perderia com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas Lula tem repetido que considera o terceiro mandato um risco para a democracia. (págs. 1 e A3)

- A Executiva Nacional do PT adiou por um mês a decisão sobre alianças municipais, como a acertada pelo diretório de Belo Horizonte com o PSDB de Aécio Neves. (págs. 1, País A5)

- A remessa de lucros do Brasil para o exterior chegou a US$ 4,345 bilhões no mês passado, superando em 39% a marca anterior, registrada em dezembro. Por isso, as contas externas do país foram negativas pelo sexto mês consecutivo, o que não ocorria desde 2002. (págs. 1 e Economia A20)

- O presidente dos EUA, George Bush, em encontro realizado ontem com empresários brasileiros e os ministros Miguel Jorge e Dilma Rousseff, discutiu a eliminação de bitributação sobre empresas dos dois países e apoiou a conclusão da Rodada de Doha. (págs. 1 e Economia A17)

- O Bradesco registrou, no primeiro trimestre, um lucro líquido de R$ 2,102 bilhões - 23% maior do que no mesmo período do ano passado. Economista da Fundação Getúlio Vargas sugere que o Banco Central analise a rentabilidade das instituições financeiras do país. (págs. 1 , Economia A19)

- Publicitários advertem que restringir comerciais de bebidas alcoólicas afetará o patrocínio a eventos. Para médicos, a queda seria compensada pelos gastos menores na saúde. (págs. 1 Cidade A11)

FOLHA DE SÃO PAULO

Lucro enviado ao exterior e investimento são recordes

-As remessas de lucros para o exterior bateram recorde no mês passado: US$ 4,345 bilhões, 39% acima da marca anterior, de dezembro. O resultado levou as contas externas ao pior nível em quase dez anos: US$ 4,429 bilhões negativos. Já o investimento estrangeiro direto no Brasil alcançou US$ 3,083 bilhões em março. O valor acumulado de janeiro a março é recorde para o período. (pág.1)

-Relatórios da Polícia Federal na Operação Santa Tereza atribuem ao deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) um plano para criar “um escândalo” que pudesse atingir o prefeito Gilberto Kassab (DEM-SP) e o então secretário municipal do Trabalho, Geraldo Vinholi (PDT-SP). A estratégia culminou com a renúncia de Vinholi, no dia 7 de março. A operação da PF começou, em dezembro passado, a investigar uma casa de prostituição nos Jardins. Depois detectou um suposto esquema para desvio de recursos do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social). (pág.1)

-Uma exigência burocrática tem impedido que recursos do governo federal cheguem às escolas com os piores indicadores educacionais do país. O repasse de recursos aos municípios com mais dificuldades é considerado pelo próprio governo como uma de suas principais ações para melhorar a educação básica brasileira (da creche ao ensino médio).

O problema ocorre porque o Tesouro Nacional exige que, para que haja transferência de verbas para construção, reforma ou ampliação da unidade, a prefeitura deve apresentar comprovação em cartório de titularidade do terreno onde serão investidos os recursos. No entanto, são justamente os municípios mais pobres que têm relatado mais dificuldades em obter o registro -principalmente aqueles em áreas rurais, indígenas ou quilombolas, onde dificilmente há documentação sobre a posse das terras. (pág.1)

-O ex-governador Geraldo Alckmin lançou ontem à noite sua pré-candidatura a prefeito de São Paulo. Momentos antes da primeira manifestação pública do tucano sobre a intenção de concorrer neste ano, a Executiva Municipal do partido decidiu endossar seu desejo. “Eu ouvi o chamado e vim me incorporar à luta”, anunciou Alckmin, por volta das 21h, para cerca de 200 militantes do PSDB reunidos no centro de São Paulo. (pág.1)

-Enquanto os bancos decepcionam os investidores nos Estados Unidos e na Europa, por aqui o setor segue mantendo a exuberância demonstrada nos últimos anos. Ontem o Bradesco abriu a safra de balanços de 2008 com o anúncio de lucro líquido de R$ 2,102 bilhões no primeiro trimestre do ano.O resultado representou alta de 23,3% em relação aos números dos primeiros três meses de 2007. Segundo levantamento da consultoria Economática, foi o melhor resultado para um primeiro trimestre alcançado por um banco nacional privado nos últimos 20 anos. (pág.1)

-Um homem suspeito de ser o gerente do tráfico no morro Pavão-Pavãozinho em Copacabana (zona sul do Rio) foi preso durante operação com uma carteirinha de vigia na obra do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) na favela. Mesmo sendo considerado o número dois na hierarquia do tráfico na região, a polícia levou dez horas para conseguir um mandado de prisão contra Adauto do Nascimento Gonçalves, 28, o Pitbull. Ele foi preso em casa, desarmado. (pág.1)

O ESTADO DE SÃO PAULO

Contas externas do Brasil têm déficit de US$ 10,7 bi

- O Brasil teve em março déficit de US$ 4,4 bilhões nas contas externas. Foi o pior resultado para o mês desde 1947, quando o País começou a calcular o balanço de todas as transações comerciais como exterior.O déficit acumulado nos três primeiros meses de 2008 chegou a US$10,757bilhões. Em abril, deverá superar o total de US$ 12 bilhões inicialmente estimado pelo Banco Central para todo o ano. A principal causa do desequilíbrio têm sido as crescentes remessas de lucro feitas para fora do País por empresas que se beneficiam da desvalorização do dólar diante do real. Em março, as remessas somaram US$ 4,345 bilhões, maior valor já registrado num único mês. Esse movimento vem sendo liderado por bancos e montadoras. “Instituições financeiras e indústria automobilística têm rentabilidade expressiva no mercado brasileiro, mas têm enfrentado dificuldades no exterior”, afirmou o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes. (págs. 1 e B1 a B3)

-Análise: Celso Ming - O mercado reagiu à deteriorização das contas externas com alta na cotação do dólar. Se isso virar tendência, vai empurrar a inflação para cima. (págs. 1 e B2)

- Gravações feitas pela Polícia Federal durante a investigação sobre suposto esquema de desvio de recursos do BNDES apontam para mais dois políticos do PDT paulista: JoséGaspar Ferraz de Campos, vice-presidente estadual do partido, e Farid Said Madi, prefeito do Guarujá. Citados em conversas telefônicas como beneficiários de dinheiro desviado, os dois são ligados ao deputado federal Paulo Pereira da Silva, presidente do PDT em São Paulo. (págs. 1 e .A4)

- O lucro líquido do Bradesco no primeiro trimestre atingiu R$ 2,1 bilhões e superou em 23% o ganho apurado em igual período de 2007. Trata-se do maior resultado entre os bancos privados, nos últimos 20 anos. Mesmo excluindo entradas extraordinárias, como a venda parcial da Visa Internacional, o lucro ainda é 11% superior ao do primeiro trimestre do ano passado. Apesar disso, as ações preferenciais do banco tiveram ontem queda de 0,84%. (págs. 1 e B7)

- Notas e Informações: O esvaziamento do MST - O Bolsa-Família - quem diria! - está privando o MST de sua massa de manobra. Assim melhor se entende por que o sr. João Pedro Stédile se mostra, a cada dia, com pior humor. (págs. 1 eA3)

O GLOBO

Orçamento não permite dar a servidor o que Lula prometeu

-O governo vai mandar um projeto de lei para o Congresso prevendo mais recursos para cobrir as promessas de reajustes para servidores feitas pelo presidente Lula. A lei orçamentária aprovada pelo Congresso prevê R$ 3,4 bilhões para aumentos salariais este ano, mas só os concedidos aos militares consumirão R$ 4,2 bilhões do dinheiro do contribuinte. Em março, o governo havia comprometido R$ 2,1 bilhões com o reajuste dos salários de 808 mil servidores. O déficit, portanto, já chega a R$ 2,9 bilhões. A área técnica do governo ainda não fechou as contas, porque 11 categorias do funcionalismo ainda estão em negociação. Estima-se que o rombo poderá chegar a R$ 4 bilhões. O piso salarial dos auditores fiscais da Receita Federal, que estão em greve há mês, pode subir para R$ 14 mil. (págs. 1 e 3)

- O presidente Lula disse ontem, durante ato do PAC em Guarulhos (SP), que “ninguém consegue fazer tudo em oito, ou nove ou dez anos”. Lula também afirmou esperar ter um substituto “mais abençoado” que ele próprio. (págs. 1 e 8)

- Pesquisa do Instituto Sensus mostra que 50,4% dos entrevistados aprovam mudança na Constituição para permitir que o presidente Lula concorra ao terceiro mandato consecutivo. Ficaram contra a proposta 45,4% dos eleitores ouvidos. Como a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, há um empate técnico, com forte divisão da opinião. (págs. 1 e 8)

- Com o salto de 145% nas remessas de lucros e dividendos pelas multinacionais instaladas no Brasil e a redução do saldo comercial, o déficit na conta corrente do país em março surpreendeu analistas e atingiu US$ 4,4 bilhões, mais do que o dobro de fevereiro e o pior da série histórica do BC iniciada em 1947. Os ganhos das empresas com o crescimento econômico, ajudados pelo real forte (que compra mais dólar para ser remetido), elevaram o envio de recursos. A cobertura de prejuízos das matrizes, devido à crise dos EUA, também contribuiu. No ano, o déficit externo chega a US$ 10,7 bi. Já os investimentos estrangeiros diretos no país, atraídos pela expansão da economia, tiveram o melhor março da história. (págs. 1 e 19)

-A afronta do tráfico de drogas no Rio de janeiro não pára de surpreender a opinião pública. Ontem, num caso inédito na crônica policial da cidade, um dos chefes do tráfico do Morro do Pavão-Pavãozinho, Adauto Nascimento Gonçalves, o Pitbull, de 28 anos, foi preso em casa com um crachá de vigia das obras do PAC na favela. Mais do que nunca, o poder dos bandidos se mostra escrachado (evidente, claro, exposto ao conhecimento de todos, segundo os dicionários). Em liberdade condicional, Pitbull declarou que trabalhava nas obras da favela. (págs. 1 e 12).

- Após a divulgação de fotos de um lobista em atuação na Câmara, anexadas ao inquérito da Operação Santa Teresa, da PF, a Casa vai abrir investigação interna. O superintendente da PF que comandou o caso foi substituído. (págs. 1 e 5)

- O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), culpou sua mulher, Maria Célia, pelo convite para que a sogra, Pauline Carol, viajasse de graça à Europa em jato fretado pelo governo. Ele disse que, se falhou, foi para atender à mulher, de 27 anos, que teria uma ligação muito forte com a mãe. (págs. 1 e 4)

GAZETA MERCANTIL

Bradesco lucra R$ 2,1 bilhões no trimestre

- O Bradesco teve lucro líquido de R$ 2,1 bilhões no primeiro trimestre, 23,3% mais que em igual período de 2007. É o maior ganho de um banco privado num primeiro trimestre em 20 anos e o segundo maior incluídos os estatais, segundo a Economática. O resultado inclui os R$ 352 milhões da alienação parcial da rede de cartões Visa International. Sem eles, o lucro cresceu 11,8%, para R$ 1,9 bilhão. Para o presidente do banco, Márcio Cypriano, o desempenho foi muito favorável, pois o período foi de volatilidade. Do lucro, R$ 1,35 bilhão

veio da atividade financeira e R$ 746 milhões de seguros. Ajudou no lucro o aumento de 38,5% da carteira de crédito, para R$ 169,4 bilhões. Os ativos subiram 26,1%, para R$ 355 bilhões, e o patrimônio líquido evoluiu 26,4%, a R$ 32,9 bilhões. O índice de eficiência do banco melhorou e ficou em 41,7%. Mas a rentabilidade sobre o patrimônio diminuiu de 32,6% para 28,7%, atribuída ao maior tamanho da instituição. (págs. 1 e B1)

- Lula bate novo recorde de aprovação. (págs. 1 e A6)

- O ministro da Fazenda, Guido Mantega, esteve ontem no Supremo Tribunal Federal (STF) tentando convencer os ministros a conceder liminar contra ações que contestam a inclusão do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na base de cálculo da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Caso a União perca a questão e a decisão seja retroativa, terá de arcar com um prejuízo estimado em R$ 76 bilhões. (págs. 1 e A9)

- Indústria: Uso de capacidade sobe 2% no trimestre, diz Fonseca. (págs. 1 e A4)

- O Brasil registrou em março o maior déficit em transações correntes da história para esse mês, de US$ 4,429 bilhões. No trimestre, o saldo negativo chegou a US$ 10,757 bilhões, também recorde para o período, segundo o Banco Central. (págs. 1 e A5)

- Vendas de genéricos cresceram 46,6% no 1°- trimestre, para US$ 442,9 milhões. (págs. 1 e C3)

- A mineira Cemig anunciou ontem a compra, por R$ 77,154 milhões, de 80% do capital social de duas empresas de transmissão de energia em Santa Catarina, a Lumitrans e a STC, da Alupar Investimentos. (págs. 1 e A5)

-Opinião- Luiz Guilherme Piva: É a partir da década de 60 que a nova economia brasileira entra com força nas letras da música popular. Naquela época, o capitalismo dominava o terreno, com forte participação de atores e capital estrangeiro. (págs. 1 e A3)

- Opinião- Costábile Nicoletta: A responsabilidade socioambiental deveria ser exercida pelas empresas em suas rotinas mais comezinhas, e não apenas cantadas em loas em peças de marketing com conteúdo distante do que ocorre no dia-a-dia. (págs. 1 e A2)

CORREIO BRAZILIENSE

DF flagra 4 bêbados por dia ao volante

-O novo presidente do TJDF, Nívio Gonçalves, defendeu ontem pena mais rígida para quem provocar acidente de trânsito depois de ingerir bebida alcoólica em excesso. De 1º de janeiro até o dia 18 deste mês, o Detran flagrou e retirou das ruas 463 motoristas que dirigiam sob efeito do álcool. Em menos de quatro meses, o número já chega quase á metade das 1.008 autuações desse tipo registradas em 2007 inteiro. O suspeito de provocar a tragédia na qual morreram quatro pessoas domingo, em Taguatinga, estava alcoolizado e guiava em alta velocidade. É o que indicam laudo médico e exames preliminares. (págs. 1, 33 e 34)

-Governo atinge a maior aprovação desde o primeiro mandato de Lula e 50,4% da população, mostra pesquisa, defende a aprovação de emenda para que ele concorra mais uma vez ao Planalto. “Ninguém consegue fazer tudo em oito, nove ou 10 anos”, discursou o presidente ao lançar obras do PAC em Guarulhos (SP). Mas descartou a hipótese de disputar uma nova eleição consecutiva (págs. 1, 2, 3 e Tema do Dia)

-Governo vai cortar o ponto de auditores-fiscais da Receita. Contracheque de grevistas deverá vir com redução de valor equivalente a até 12 dias. (págs. 1 e 14).

-Reajuste da gasolina será anunciado esta semana. (págs. 1 e 24)

-A Justiça de Mato Grosso do Sul colocou no banco dos réus 9.922 mulheres que fizeram aborto em uma clínica clandestina de campo Grande. Vinte e seis delas já foram condenadas e prestam serviços comunitários em creches. Ministra Nilcéia Freire, da Secretaria da Mulher, denuncia discriminação e exige punição para homens. (págs. 1 e 12).

VALOR ECONÔMICO

Lula aprova novo modelo para reforma trabalhista

-O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, bateram o martelo numa agenda mínima para promover “mudanças radicais” nas relações entre capital e trabalho no Brasil, após reunião de quase três horas, na noite de quinta-feira, com a participação dos dirigentes de seis centrais sindicais. Depois de oito meses de discussões e de negociações que ainda estão em curso com trabalhadores e empresários, Mangabeira produziu o documento intitulado “Diretrizes a respeito da reconstrução das relações entre o trabalho e o capital no Brasil”, que será divulgado oficialmente hoje.

As mudanças sugeridas pretendem reduzir drasticamente a informalidade no mercado de trabalho, reverter a queda da participação dos salários na renda nacional e reformar o regime sindical. Para isso, algumas das medidas propostas são: desonerar a folha de salários das empresas da contribuição patronal; tornar compulsória a participação dos empregados nos lucros e resultados, assegurando o acesso dos trabalhadores à contabilidade das empresas; e criar uma espécie de Consolidação das Leis do Trabalho para os trabalhadores temporários e terceirizados e instituir a representação sindical desses trabalhadores por meio dos empregados permanentes.

O objetivo do governo é chegar a um conjunto de propostas previamente negociado para enviar os atos legais necessários ao Congresso Nacional até o fim do ano. “Não se trata de um amontoado de propostas, mas de um modelo institucional coerente. Houve um grau surpreendente de convergências”, disse ao Valor o ministro Mangabeira Unger. Se a iniciativa for bem-sucedida, estará enterrado o regime trabalhista implantado nos anos 40 do século passado por Getúlio Vargas, que, embora tenha trazido avanços à sua época, tornou-se obsoleto ao deixar a maioria dos trabalhadores fora de sua rede de proteção.(págs. 1 e A6)

- O déficit em transação corrente somou US$ 10,75 bilhões no primeiro trimestre. Em abril pode haver mais um resultado negativo, de US$ 2,8 bilhões, o que elevaria o déficit em conta corrente no ano a US$ 13,55 bilhões, superando os US$ 12 bilhões projetados pelo Banco Central para o ano inteiro e que seria facilmente financiado, sem fragilizar os indicadores de solvência externa. A balança comercial explica 53% dessa virada. O saldo caiu US$ 5,88 bilhões, para US$ 2,83 bilhões no primeiro trimestre. As fortes remessas de lucros e dividendos também influenciaram as contas. Esses dados causaram alta de 1,31% do dólar. (págs. 1, C1 e C2)

- A Procuradoria do Cade quer afastar a Usiminas das decisões na MRS Logística. Com o ingresso de Vale e Nippon Steel no bloco de controle da siderúrgica, o órgão antitruste vê a possibilidade de prejuízo aos demais sócios: CSN e Gerdau. (págs. 1 e B7)

- Já sob ataque de grande parte da comunidade internacional, os biocombustíveis podem ser afetados por novas exigências socioambientais em estudo na União Européia. (págs. 1 C16)

- O Bradesco, maior banco privado do país, obteve lucro líquido de R$ 2,102 bilhões no primeiro trimestre, alta de 23,3% em comparação ao resultado do mesmo período do ano passado. A carteira de crédito total cresceu 38,5%. (págs. 1 e C16)

- Impulsionada pelo investimento estrangeiro - saldo de R$ 6,3 bilhões no mês, até o dia 23 - o Ibovespa atingiu ontem a maior pontuação do ano, aos 65.677 pontos. Durante o dia, rompeu a barreira dos 66 mil pontos. (págs. 1 e D2)

- A Sabó, fabricante brasileira de autopeças, acaba de erguer sua sexta fábrica fora do Brasil, em Wishi, na China. Como ela, dezenas de empresas de países emergentes seguem o caminho da internacionalização e no ano passado já representaram 20% dos investimentos estrangeiros diretos no mundo. O Brasil é um dos líderes desse movimento. Em 2006, empresas brasileiras aplicaram US$ 27 bilhões no exterior. (págs. 1 e A8)

- Idéias- Delfim Netto: a melhor solução para o país seria caminhar em direção a um gasto público menor e juro mais baixo. (págs. 1 e A2)

- Idéias- Luiz G. Belluzzo: audaciosos da véspera correm para o colo do Estado. (págs. 1 e A15)

- GE terá sua primeira fábrica de equipamentos médicos no Brasil, diz Cláudia Goulart. (págs. 1 e B6)

ESTADO DE MINAS

PBH vai arrombar casas infestadas pela dengue.

- A Prefeitura de Belo Horizonte se prepara para arrombar os imóveis fechados cujos donos não estão sendo encontrados para autorizar as vistorias e combater a infestação de dengue. A doença já tem 3.176 casos confirmados na capital. Muitas casas, lojas e galpões abandonados têm focos do mosquito. Os distritos sanitários das nove regionais da PBH estão terminando o levantamento dos endereços, que serão publicados no Diário Oficial do Município. Os proprietários terão 48 horas para entrar em contato com a regional, para evitar o arrombamento - que será feito com a ajuda de chaveiros - e o pagamento de multa. No ano passado, mais de 1 mil residências oram abertas por meio desse procedimento. (págs. 1 e 21)

- O governo registrou o melhor índice de popularidade desde que Lula assumiu a Presidência em 2003, segundo pesquisa da CNT/Sensus, com 57,5% de avaliação positiva. Ontem, ao lançar obras do PAC em Guarulhos (SP), o presidente disse que o programa não pode ter uso eleitoral.(págs. 1 e 3)

- Turma Nacional de Uniformização da Jurisprudência dos Juizados Especiais Federais (TNU) chegou ao entendimento que o trabalhador brasileiro pode se aposentar apenas por tempo de contribuição à Previdência Social, sem precisar mais da comprovação de idade mínima. (págs. 1 e 15)

- Contas Externas - Déficit no 1º trimestre é o maior já registrado. (págs. 1 e 13)

- Crise dos alimentos faz preço disparar em BH. (págs. 1 e 14)

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28/04/2008 - 08:00

Lula e PT versus Ciro

O PT e o presidente Lula concluíram que Ciro Gomes está jogando todas suas fichas na candidatura do tucano Aécio Neves a presidente. Ou numa aliança PSDB-PSB, tendo Aécio como cabeça de chave e o próprio Ciro como vice, ou com a transferêcia do governador de Minas para o PSB. Ciro já cosultou o póprio Aécio sobre esta transferência e o tucano respondeu que é uma hipótese melhor até do que ir para o PMDB. O governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, também foi consultado por Ciro sobre se o partido aceitaria Aécio, e teve o sinal verde.

Mas uma parte do PSB não gosta da idéia (incluindo o próprio Eduardo Campos). Entregar o partido à dobradinha Aécio-Ciro seria abrir mão completamente do controle da legenda. Também aliados do PSB, como o PCdoB e o PDT, não sentem simpatia pela idéia. Principalmente porque seria uma chapa só do PSB, quando tanto o PDT como o PCdoB acham que poderiam fazer o vice.

Enfim, já que Ciro e Aécio estão num jogo próprio, Lula e o PT começaram a traçar outro plano. A idéia é fortalecer o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, dentro do PSB, fazendo dele uma opção real de vice na aliança PT-PSB-PCdoB-PDT para 2010. Campos só perde a vaga se o PMDB entrar na coligação.

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28/04/2008 - 07:57

SINOPSE DA RADIOBRÁS

JORNAL DO BRASIL

- Dengue provoca protestos no Rio

- Moradores do Rio fizeram uma passeata de protesto Dengue Não! Ordem Urbana, Sim, ontem, no Recreio dos Bandeirantes. A manifestação teve adesão de representantes de associações de moradores e organizações de trabalhadores. A doença já matou 58 pessoas na cidade, entre os 62 mil casos registrados este ano. (pág. 1 e Cidade, pág. A13)

- TV digital traz de volta a velha antena - O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse que as emissoras brasileiras estão à frente do cronograma de implantação da TV digital no Brasil. Ressalta que o conversor vai baratear e que o sistema depende da antiga antena UHF. (pág. 1 e País, pág. A3)

- Defensores de bebidas fazem lobby - Anunciantes trabalham junto ao Congresso para derrubar o tratamento de “urgência urgentíssima”, dado ao projeto que limita o horário de propaganda de bebidas, como cerveja, na televisão. Os anúncios influenciam até crianças. (pág. 1 e Cidade, pág. A7)

FOLHA DE SÃO PAULO

- BNDES quer fusão entre laboratórios nacionais

- Meta é reduzir déficit comercial e viabilizar investimentos do setor. (pág. 1)

- Participação pública na saúde tem queda de 20% em 12 anos - Estudo mostra que, em 12 anos, o setor privado brasileiro superou o SUS em volume de recursos investidos na área. Para 29% dos brasileiros, o principal problema do país é a saúde, à frente do desemprego e da violência, revela pesquisa Datafolha. (pág. 1)

- Investidor troca fundo de ações por renda fixa - Saques nessas aplicações superam R$ 15 bilhões no acumulado do ano; recurso de pessoa física migra para renda fixa. Na opinião de especialistas, perda de ritmo da Bolsa em 2008 e retomada da alta da taxa básica de juros tendem a acentuar esse movimento. (pág. 1)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- PF envolve mais um deputado no caso BNDES

- Além de Paulinho da Força, relatório liga líder do PMDB ao lobista preso. (págs. 1 e A4)

- O diretório do PT em Belo Horizonte confirmou ontem a indicação do deputado estadual Roberto Carvalho a vice-prefeito na chapa encabeçada por Márcio Lacerda (PSB), candidato do governador Aécio Neves à sucessão municipal. A indicação desafia o veto da executiva nacional à aliança com o PSDB, apoiada pelo prefeito Fernando Pimentel (PT). (págs. 1 e A8)

- A redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais virou a principal bandeira das centrais sindicais. Elas prometem levar ao Congresso texto com mais de 6 milhões de assinaturas reivindicando a aprovação da medida. (págs. 1 e B3)

O GLOBO

- PT de Minas desafia direção e fecha acordo com Aércio

- Num desafio à executiva nacional do PT, o diretório municipal em Belo Horizonte aprovou a aliança com o PSDB do governador Aécio Neves para a eleição municipal. Os petistas indicaram o deputado estadual Roberto Carvalho (PT) para vice-prefeito na chapa encabeçada por Márcio Lacerda (PSB), secretário de Desenvolvimento Econômico de Aécio. Em entrevista aos Diários Associados, o presidente Lula disse que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) é uma extraordinária gerente, mas se será candidata em 2010 “é outra conversa”. (págs. 1 e 3)

- A América Latina enfrenta um forte ritmo de envelhecimento da população e terá menos tempo que o mundo desenvolvido para se adaptar. No Brasil, o percentual de idosos, de 11%, irá para 25% até 2050. Na região, segundo Dirk Jaspers, da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), a população de 60 anos ou mais vai quadruplicar no período. O Brasil registrará avanço do número de idosos de 3,7% ao ano até 2025, acima da média. Especialistas, no entanto, crêem que dificilmente a Previdência será reformada a curto prazo. (págs. 1 e 15)

- As ONGs que recebem verba federal para executar a política indigenista serão investigadas pelo Congresso. A CPI das ONGs deverá aprovar a quebra do sigilo bancário e fiscal de dirigentes de três entidades que teriam desviado verbas da Funasa para assistência às tribos. Ontem, O GLOBO mostrou como o governo terceirizou a política indigenista no país. (págs. 1 e 4)

GAZETA MERCANTIL

- MEC descobre 3 milhões de fantasmas

- Depois de onze anos repassando recursos para estados e municípios com base no censo escolar, o Ministério da Educação descobriu, em 2007, que eram falsas mais de três milhões de matrículas de alunos na rede de educação básica do País. Com o desaparecimento dos fantasmas, o Ministério economizou mais de R$ 3 bilhões em repasses a estados e municípios, como parte do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A descoberta dos fantasmas só foi possível com a mudança na metodologia de obtenção dos dados de mais de 198 mil estabelecimentos públicos e privados de ensino básico. O censo baliza o repasse de recursos do MEC para as mais diversas ações, incluindo a compra de merenda escolar, materiais didáticos, construção e reforma de escolas e até pagamento de cursos de aperfeiçoamento para professores, como mostra a quarta série de reportagens do projeto Lição de Casa que a Gazeta Mercantil está publicando. (págs. 1, C4 e C5)

- Técnicos da usina hidrelétrica de Itaipu negociam com chineses os preços de transferência da tecnologia brasileira para os operadores da usina de Três Gargantas. O megaprojeto em construção desde 1993 sobre o rio Yang-Tse deve ser concluído em 2009. “Nós estabecemos um preço de US$ 16 milhões para o nosso know-how na área de manutenção de turbinas e os chineses acharam muito caro. Agora estamos rediscutindo o fornecimento dessa tecnologia, mas não iremos abrir mão desse preço”, disse à Gazeta Mercantil Jorge Miguel Samek, diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional. (págs. 1 e C7)

- As fabricantes brasileiras de alimentos estão descobrindo Angola. Em 2007 foram vendidas 484 mil toneladas de alimentos e bebidas processados industrialmente, uma alta de 21% sobre 2006. O volume gerou receita de US$ 292 milhões, uma expansão de 22%. Para este ano é esperado incremento de até 20%, segundo expectativa da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia). A Gomes da Costa, de pescados em conserva, espera elevar em 60% as vendas para aquele país. (págs. 1 e C1)

CORREIO BRAZILIENSE

- Aliados pedem definição de Lula sobre candidato

- Diante da declaração de que o governo terá candidato único à sucessão em 2010, dada pelo presidente em entrevista exclusiva publicada ontem no Correio, governistas defendem critérios para escolha do nome. (pág. 1 e Tema do Dia, págs. 2 e 3)

- Brasil gasta R$ 10,7 bi com acidentes de trabalho - Valor equivale a 4% do PIB, a soma de todas as riquezas produzidas no país. Estatísticas mostram que é registrada uma ocorrência por minuto. A cada três horas, morre um trabalhador. (págs. 1 e 9)

VALOR ECONÔMICO

- Italianos e russos na disputa da FAB

- A italiana Agusta e a russa Rosoboronexport estão na fase final da disputa pelo fornecimento de até 12 helicópteros militares de ataque para a Força Aérea Brasileira (FAB). Para a operação, iniciada em outubro, estima-se um investimento de até US$ 500 milhões. A FAB realiza análises financeiras e técnicas das duas ofertas para eleger qual equipamento se encaixa melhor às necessidades brasileiras. Os modelos são o MI 35, da Rosoboronexport, e o AW-109, da Agusta. As amricanas Bell e Sikorsky e a francesa Eurocopter também apresentaram propostas, que foram descartadas. O processo, entretanto, pode sofrer interferência de uma proposta da Helibras, controlada da Eurocopter, que planeja instalar uma linha de montagem para o modelo Super Cougar. Para isso, quer que o governo se comprometa a comprar pelo menos 50 unidades da aeronave. (págs. 1 e B6)

- O empresário Sergio Andrade não esconde os planos ambiciosos. “Vamos crescer no Brasil e fora do Brasil, na América do Sul e na África”, afirma ele que, ao lado do amigo Carlos Jereissati, controlará a nova supertele que surgiu com a aquisição da Brasil Telecom pela Oi. Jereissati, por sua vez, acredita que a compra permitirá enterrar de vez a imagem ruim que a privatização colou nos acionistas da antiga Telemar e mostrar que a operadora é eficiente e bem administrada. Com a bênção do Planalto e o apoio financeiro do BNDES, a compra da Brasil Telecom pela Oi deu origem a uma operadora de controle nacional - como queria o governo - para combater o avanço da Telefónica de Espanha e da mexicana Telmex/América Móvil. O negócio, que envovle mais de R$ 12,5 bilhões, encerra a maior disputa societária do país. A operação marca também a saída do Citigroup, Opportunity e GP das telecomunicações brasileiras. (págs. 1, B2 e B3)

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27/04/2008 - 12:28

Anotações sobre a entrevista de Lula

1) Até quando continuarão falando de terceiro mandato?

2) No caso Raposa/Serra do Sol, o Palácio sabe que a reserva é grande demais, que não pode ficar na fronteira e que os militares têm razão. Mas cabe ao presidente dizer que vai seguir a legislação que determina a desobstruição a área para os índios. A idéia é cozinhar o galo, fazer um certo jogo de empurra até que o Supremo Tribunal Federal decida rever a reserva.

3)Em suma: Lula acredita que Aécio se meteu numa enrascada: nem vai poder sair do PSDB, nem vai tomar do Serra a vaga de candidato do partido a presidente.

4) No caso da candidatura de Dilma Roussef, ao que parece, Lula concluiu que lançou cdo demais o nome da ministra às feras. Deu muito na pinta de qu está atropelando seu partido, o PT, e os aliados. Agora finge que ela não é a sua candidata. Mas é.

Enviado por: talesfaria - Categoria(s): Sem categoria Tags relacionadas:
27/04/2008 - 12:13

Lula e a entrevista ao Correio (continuação 5)

CARTÕES CORPORATIVOS

Há uma CPI mista no Congresso sobre cartões corporativos. A Polícia Federal está investigando uma possível manipulação irregular de informações sigilosas das contas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o vazamento desses dados, que estavam sob a guarda da Casa Civil. O senhor acha que esses dados estão seguros aqui no Palácio? O senhor falou tanto da capacidade gerencial da ministra Dilma… Não houve um descontrole nesse assunto?
A maior prova de que não estão seguros é que vazaram. Por que vocês não pegam o caso de que todo vazamento que houve dos cartões corporativos é por causa da divulgação feita pela Controladoria-Geral da União, no Portal da Transparência?

Mas ali não é vazamento.
Mas está tudo lá. Qualquer cidadão pode entrar no portal e pegar as informações. Obviamente que, se eu tirasse a minha camisa aqui e chamasse um de vocês escondido e falasse que essa camisa eu achei no túmulo do (Che) Guevara, a manchete seria: “Lula entrega ao Correio Braziliense a camisa com a qual foi enterrado Guevara”. Até alguém provar que era mentira… Agora, achar que este governo iria fazer um dossiê contra a dona Ruth (Cardoso, ex-primeira-dama), contra o Fernando Henrique Cardoso, é não ter dimensão de que, se eu quisesse fazer dossiê, teria feito em 2005, quando fui triturado por adversários que vocês conhecem. E que certamente, se investigados, teriam muitas coisas… Eu não fiz porque fui vítima disso a vida inteira. O que estamos fazendo é um banco de dados, para que as pessoas tenham as informações adequadas. E quando eu deixar a Presidência não existirá mais nada meu que não possa ser divulgado. Agora, se alguém consegue pegar um documento e vender como dossiê, ou entrega para um senador e para um deputado, eu não posso fazer outra (coisa) a não ser apurar, para saber o que aconteceu. Vamos continuar a fazer banco de dados até 31 de dezembro de 2010. Eu fico triste porque muitas vezes vejo o debate nacional se dar em cima de coisas menores, e não das coisas importantes que a gente deveria discutir. Eu posso ter todos os defeitos, mas se tem uma coisa que eu aprendi na minha vida é ter uma relação política leal. Eu vivi esse preconceito, essa perseguição, no movimento sindical. Minha vida foi futucada nos bancos quando sofri intervenção, e eu nunca mostrei um minuto de raiva ou de vingança. Se eu fosse fazer um dossiê, não seria da dona Ruth.

E se a Polícia Federal chegar à conclusão de que houve manipulação indevida de informações, violando normas vigentes sobre dados sigilosos?
Se se provar que alguém manipulou equivocadamente, esse alguém terá que ser punido. Essa é a prática. A única coisa com que fico triste é alguém tentar passar a idéia de que o governo iria fazer um dossiê contra a dona Ruth. Realmente, não me cabe na cabeça.

O senhor concorda com o ministro da Justiça, Tarso Genro, para quem o governo tem o direito de recolher informações de gestões anteriores e usá-las para reagir a crises políticas?
Mas essas informações estão aí. Se eu quiser pegar o que fez um prefeito há 15 anos, é só ir ao Ministério do Planejamento, está lá o processo. O Tarso não disse que é certo. O Tarso disse que não é um delito. Certamente, o Correio Braziliense tem informações cotidianas dos seus concorrentes. Ou não tem? Ou a Pirelli não tem da Michelin? Ou a Volks não tem da Fiat? Agora, imaginar que você vai utilizar isso para fazer alguma coisa… Agora, quando nós instituímos a CPI… E é importante que isso não se perca de vista, porque de vez em quando a gente perde o momento histórico. Nós fizemos o primeiro comício das Diretas Já em novembro de 1983 no Pacaembu, quando o Fernando Henrique foi lá anunciar a morte do Teotônio Vilela, e para a opinião pública brasileira o único ato que houve foi o de 25 de janeiro de 1984. Mas o primeiro ato, com a presença até do Fernando Henrique, foi nosso. O que não quero é que se perca de vista que nós pedimos uma CPI e, como nós pedimos uma CPI para até 10 anos atrás, temos que ter o banco de dados para oferecer para a CPI.

Esse debate sobre cartões corporativos é hipócrita?
Não diria que é hipócrita, diria que é pequeno. Eu era presidente do sindicato quando acabei com nota fiscal no sindicato, porque eu via a briga mesquinha do conselho fiscal para saber se o cara parou no posto ou no motel. Em São Paulo, se você pegar a Via Anhangüera, verá dois ou três restaurantes que são motéis também. Até você provar que tinha sido só almoço era uma guerra. Então, resolvi instituir a diária. Fiz uma média nacional. Se você quiser dormir na sarjeta, dorme. Não precisa prestar contas. Só assina o recibo de que recebeu a diária. Confesso a vocês que neste país há uma certa hipocrisia. Um ministro de Estado, se for à França, come do bom e do melhor e não põe a mão no bolso. No Brasil, um ministro não pode pagar um café para um convidado. Imagina o ministro da Justiça do Brasil ir jantar com o ministro da Justiça da Colômbia e na hora de pedir a conta falar o seguinte: vamos rachar. É uma hipocrisia. Vou esperar a CPI terminar e instituir uma diária. Ou verba de representação. Espero que a CPI proponha isso. Se o cidadão pegar a diária e quiser dormir num meia estrela para economizar, o problema é dele. Mas pelo menos você fica tranqüilo e não fica vulnerável a ver manchete de jornal dizendo que o cidadão gastou oito reais com tapioca. Prefiro correr o risco de fazer a coisa séria.

Os gastos de ex-presidentes têm que ser mantidos em sigilo?
Não é todo gasto que é mantido em sigilo, é aquilo que o Gabinete de Segurança Institucional entende que é de segurança da instituição Presidência da República. Só vale para quando você for presidente. Quando eu deixar a Presidência, no dia primeiro de janeiro de 2011, os meus dados serão dados públicos. Não tem mais segurança, não tem mais que alugar carro em meu nome, não tem importância as pessoas saberem em que açougue vai comprar carne. Eu conheço presidente que não toma água que a gente oferece, que não toma café que a gente oferece, que não come a mesma comida que a gente come. Eu como até coisa que me dão no palanque. Se tiver alguma desgraça, eu sei que vou me ferrar. A segurança quando vê toma da minha mão. Eu tenho que pegar sem eles verem. O ideal para mim ao terminar o mandato é ter clareza de que o Brasil mudou de patamar. Obviamente, eu não carrego a ilusão de que a gente vai transformar o Brasil na grande nação com que todos nós sonhamos em oito anos, 15 anos. É um processo que precisa ter continuidade. Daí a necessidade de o próximo governante ter uma concepção seqüencial, de dar cumprimento às coisas que estamos fazendo.

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27/04/2008 - 12:11

Lula e a entrevista ao Correio (continuação 4)

O OBSCENO TERCEIRO MANDATO

O senhor aceitaria prorrogar o mandato em mais um ano para viabilizar o fim da reeleição e o mandato presidencial de cinco anos?
Não existe possibilidade. O que eu acho é que o Congresso e os partidos deveriam priorizar a reforma política. Dentro da reforma política, poderiam aumentar o mandato do presidente em um ano e acabar com a reeleição a partir de 2014. O dado concreto é que a reforma política se faz extremamente necessária e eu não sei por que os partidos não querem fazê-la. Às vezes, sou cobrado e fico pensando se é o presidente que tem que fazer uma proposta. Não é o presidente.

Mas o senhor está disposto a apresentar uma proposta?
Eu não quero fazer. Não é papel do Executivo fazer a proposta de reforma política. Aliás, nós tentamos fazer. Tem uma proposta enviada pelo companheiro Márcio Thomaz Bastos ao Congresso que foi para uma comissão, foi discutida e parou. Se você perguntar para mim qual é a reforma mais importante a ser feita no Brasil, eu direi a reforma política. E tenho provocado os partidos que discutam, que coloquem uma proposta, não façam nada para a próxima eleição. Façam para 2014, para quando quiserem, mas façam. Vamos dar mais estabilidade institucional ao país, valorizar os partidos.

Por que os partidos não votam a reforma?
Porque é sempre muito difícil as pessoas que estão exercendo o cargo quererem mudar as regras do jogo. Se o governo puxa uma proposta de reforma política e os partidos não querem, o governo já sai derrotado no berço. Eu tenho provocado. Já pensei até em convocar os ex-presidentes para que fizessem a proposta política. A impressão que eu tenho é que as pessoas não querem. É uma coisa bonita de falar, fácil de falar, mas na hora de votar ninguém quer. As pessoas acham que as eleições têm que ser do jeito que está.

Quando há interesse, é para propor o terceiro mandato.
O terceiro mandato não está ligado à reforma política. Propor o terceiro mandato é tão pernicioso quanto foi proporem o segundo.

Essa frase é perigosa, presidente, porque o segundo mandato aconteceu.
Aconteceu. Na minha opinião, não foi nenhuma sumidade para o Brasil porque a gente poderia ter mantido o mandato de cinco anos sem reeleição. Por que aconteceu o segundo? Por causa da vaidade de quem está no poder. Eu acho que é impensável, se você quiser consolidar a democracia no Brasil, pensar em terceiro mandato. Porque hoje você pensa em terceiro mandato, amanhã pensa em quarto mandato, daqui a pouco está pensando em quinto mandato. E isso é uma coisa obscena para a sustentabilidade da democracia no Brasil. As pessoas que discutem terceiro mandato não têm coisa mais séria para discutir. E a gente não pode dar crédito a tudo que a oposição fala. A oposição que está com medo do terceiro mandato é a oposição que achava que meu mandato tinha acabado em 2005.

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27/04/2008 - 12:07

Lula e a entrevista ao Correio (continuação 3)

RAPOSA/SERRA DO SOL E MILITARES

O senhor citou Roraima. O senhor sempre diz que conhece o Brasil, e não apenas de ouvir falar. O senhor, ao longo de sua vida política, já esteve nos quatro cantos do país. Por que o senhor não foi até hoje, em mais de cinco anos de mandato, até Roraima para conhecer a situação pessoalmente e conversar diretamente com a população sobre o conflito fundiário que ocorre naquele estado?
Primeiro, eu já fui muitas vezes a Roraima. Não fui como presidente da República, porque tem um conflito estabelecido. Um grupo de políticos tratou de fazer contra o governo federal uma guerra, quando o que estávamos querendo fazer era a demarcação (da reserva indígena Raposa/Serra do Sol) tal como preconizado no governo passado. O ministro Márcio Thomaz Bastos (então na Justiça) trabalhou, ouviu quem deveria ouvir, foi lá dezenas de vezes, fez uma demarcação, estabeleceu-se o conflito, e é só você ver a publicidade feita pelos adversários lá que você vai perceber que está estabelecida uma guerra com o governo federal. E por que eu iria lá para aumentar esse conflito?

O senhor não poderia ser um mediador?
Temos tentando mediar daqui. Tudo que fizemos até agora foi acordado na minha mesa. Tudo. Acontece que você faz um acordo aqui e as coisas não acontecem lá. Agora, eu não quero mais discutir esse assunto porque está no Supremo Tribunal Federal. Eu só posso lhe garantir uma coisa: o Márcio Thomaz Bastos trabalhou nisso com carinho, tivemos deputados e senadores que foram lá, construiu-se uma proposta que era razoável, estabeleceu-se um acordo para distribuir as terras que estão nas mãos do Incra para o estado de Roraima. Tudo isso foi feito. Ainda assim continua uma guerra. É só você ver a quantidade de outdoors naquela cidade contra o governo federal, enquanto a gente queria encontrar uma solução para o bem de Roraima. Ora, não fui eu que levei os índios para lá. Eles estavam lá antes de chegar o governador, antes de eu ser presidente da República e, eu diria, antes de o Brasil ser descoberto. O que estamos fazendo é dando para eles aquilo que entendemos que é de direito deles. A Suprema Corte vai tomar a decisão. Qualquer que seja a decisão, para mim está resolvido o problema.

Como o senhor recebeu a fala do comandante militar da Amazônia, general Augusto Heleno, a respeito desse assunto?
Ele disse publicamente que falou em caráter pessoal. À medida que o governo mostrou sua insatisfação, ele disse que não vai falar mais. Para mim, está resolvido o problema. Acho normal que um militar que está na área tenha uma visão que necessariamente não precisa ser a minha. Mas à medida que o governo tem uma decisão, aquela é a decisão do país. Agora, quando vai para a suprema corte, o governo também se subordina à decisão da Suprema Corte.

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