FELIZ 2008!
Enviado por: talesfaria - Categoria(s): Sem categoria Tags relacionadas:Arquivos de 12/2007:
MarcÃlio pode deixar Comissão de Ética
Vejo uma entrevista do presidente da Comissão de Ética Pública (CEP), MarcÃlio Marques Moreira, no jornal “Correio Braziliense”. Ele não diz grandes coisas. Faz uma ameaça velada de rebelião, ao presidente Lula, caso nada seja feito a respeito da recomendação do Conselho para que ministro do Trabalho, Carlos Lupi, deixe a presidência do PDT.
Eis a ameaça:
“O senhor acha que se o presidente Lula não acatar a sugestão da comissão de exonerar o ministro será um desprestÃgio ao colegiado?
Claro que não será bom, mas eu acho que o futuro a Deus pertence. Vamos discutir o futuro quando ele chegar. Se você olha no site, percebe que estamos diretamente ligados à Presidência. Por isso, eu espero que ele cumpra nossa sugestão. Existem muitas formas para que ele resolva esse conflito de interesse. Nossa intenção não é a de impor nada ao presidente, nem prazo, nem atitude, nada. Mas esperamos, sinceramente, que ele atenda nossa sugestão e converse com o ministro para analisar a melhor forma para evitar esse conflito e o acúmulo de cargos.”
Na mesma entrevista, MarcÃlio tenta responder à s denúncias de que ele próprio atua como consultor de empresas. Veja:
“O ministro Carlos Lupi tem atacado a Comissão de Ética e até a pessoa do senhor. Como o colegiado tem enfrentado esses ataques?
Não vou comentar essa reação que o ministro está tendo em relação à comissão e até a seus integrantes. Mas não é bom. As centrais sindicais também entraram na briga e divulgaram aquela nota falando que eu era do conselho de sete empresas e que atendo a interesses privados. O ministro, parece, disse coisas parecidas.
Mas o senhor é conselheiro dessas empresas?
Sou de apenas uma. A American Banknote. Deixei a maioria das outras em 1986. Na lista dos ataques eles colocam até empresas que nem existem mais. Acho que eles pegaram meu currÃculo e copiaram a lista de lá. Mas não tem problema. Afinal, ser do conselho de empresas como a Coca-Cola, a GE, a IBM e tantas outras não é ruim. É uma função para quem pode doar experiência. E somente quem tem experiência é chamado para esses cargos. Mas esqueceram de dizer que sou conselheiro também de instituições sem fins lucrativos, como da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro e da Fundação Getúlio Vargas. Faço parte porque creio que temos de colocar nossa experiência a serviço das pessoas.”
Bem, acho que é o caso, então, de o MarcÃlio Marques Moreira pedir afastamento desta última consultoria também…
Em tempo: MarcÃlio Marques Moreira foi aquele ministro da Fazenda de Fernando Collor que resolveu ficar até o final no governo, mesmo após o impeachment, sob o argumento de que estava ali para defender a manutenção dos compromissos com o FMI?
Reportagem da revista “Veja”, de 26 de maio de 1993, afirma: “MarcÃlio Marques Moreira encerrou seus dias no governo de peixeira na mão, como cangaceiro da tropa de choque collorida.”
Vale a pena ficar atento ao MarcÃlio, porque ele se meteu numa encrenca. Atacou o Lupi e começou a ter sua vida exposta.
Pode acabar pedindo para sair da comissão. Assim, mata dois coelhos com uma só cajadada: alfineta Lula e Lupi — dos quais nunca gostou mesmo — e continua com suas consultorias.
Enviado por: talesfaria - Categoria(s): Sem categoria Tags relacionadas:O meu amigo Gustavo Krieger — com quem tive a ventura de escrever um livro de relativo sucesso, chamado “Todos os sócios do presidente” — publicou hoje um texto brilhante (e hilário!) em sua coluna no jornal Correio Braziliense. Ei-lo:
“Previsões para 2008
Não vou jogar búzios. Minhas previsões se baseiam em algo muito mais seguro: a velha propensão dos nossos polÃticos de repetirem as mesmas bobagens ano após anoÂ…
gustavo.krieger@correioweb.com.br
Como é o último dia do ano, não resisti a colocar um turbante branco, tirar minha velha bola de cristal da gaveta e apresentar minhas previsões polÃticas para 2008. É verdade que conexões astrais nunca foram o meu forte, mas mesmo assim arrisco a dizer que vocês podem guardar esta coluna e me cobrar daqui a 365 dias. Não vou jogar búzios. Minhas previsões se baseiam em algo muito mais seguro: a velha propensão dos nossos polÃticos de repetirem as mesmas bobagens ano após anoÂ…
Prevejo que em 2008 o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá muitos problemas com a base governista no Congresso. Na Câmara, projetos importantes vão ficar parados durante um bom tempo nas comissões. Especialmente na de Constituição e Justiça, comandada pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Leio nas estrelas que os projetos voltarão a andar no momento em que algum indicado do PMDB fluminense for posto em um disputado cargo no segundo escalão do governo ou em alguma empresa estatal.
Vejo que na Câmara, depois de alguma pressão, os projetos de interesse do governo serão aprovados. Fecho os olhos e materializa-se à minha frente uma página de jornal relatando que nos dias anteriores à votação aumentou muito o volume de liberação das emendas parlamentares. Por falar nisso, o mapa astral mostra que, em ano de eleição municipal, os deputados candidatos por partidos da base governista terão uma impressionante facilidade para liberar o pagamento de suas emendas.
Também antecipo que a pedra no sapato do presidente Lula será… o Senado. É, os astros dizem que a base do governo lá continuará ainda mais desorganizada que a da Câmara. Vejo que o PT colocará a culpa nos lÃderes do governo e no coordenador polÃtico, José Múcio Monteiro. Por um estranho alinhamento nas estrelas, todos eles não são do PT. Por outro lado, os outros partidos jogarão a culpa na intransigência do PT, que não sabe negociar, e nos ministros petistas, por falta de jogo de cintura.
Outra previsão: o PMDB exigirá mais espaço no governo. E quando conseguir, brigará internamente para decidir quem ocupará os tais espaços. Mas o partido saberá se unir quando chegar a hora de brigar contra o PT, que estará de olho nos mesmos ministérios.
Minha percepção antecipa novas operações da PolÃcia Federal com nomes esquisitos, prendendo corruptos que atuam desde prefeituras lá no fim do mundo até em gabinetes importantes na Esplanada dos Ministérios. E, no dia seguinte, podem esperar os discursos. Se o envolvido for do PT, a oposição repetirá que o partido está atolado em corrupção. Se for do DEM ou do PSDB, quem correrá à s tribunas são os petistas.
Prevejo que nunca antes na história deste paÃs um presidente repetirá a expressão “nunca antes na história deste paÃs” tantas vezes quanto Lula em 2008.
Ah, o presidente vai criticar as elites a cada vez que enfrentar problemas no governo. Dirá que elas não agüentam ver um nordestino pobre na Presidência da República.
A oposição insistirá em dizer que ele quer um terceiro mandato. Lula vai negar.
O PSDB iniciará uma negociação com o governo, mas romperá no meio por pressão das bases e da bancada no Senado. O lÃder Arthur VirgÃlio produzirá ao menos uma frase forte por dia útil contra o Palácio do Planalto.
José Serra e Aécio Neves dirão que não estão preocupados com as eleições presidenciais de 2010 e que o importante é manter o PSDB unido. Apesar disso, o partido continuará dividido.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso baterá em Lula, sem citar o nome do adversário.
Lula dirá que Fernando Henrique tem inveja, mas também não citará o nome dele.
É ano de eleições municipais. Prevejo que antes das eleições, todos os partidos farão previsões otimistas sobre as chances de seus candidatos. E, depois da apuração, todos dirão que venceram. Independente do resultado. Afinal, num paÃs com mais de cinco mil prefeituras, há espaço de sobra para todo mundo comemorar alguma coisa.
“
O que fará o governo sem a CPMF
Tem um conto do Issac Asimov em que, de tempos em tempos, os personagens perguntam ao computador mais evoluÃdo da época “como reverter a entropia universal”. E a máquina responde: “Faltam dados suficientes para uma resposta adequada”.
É assim que os jornalistas têm se sentido em relação ao futuro com a queda da CPMF. O que o governo fará para compensar a perda de arrecadação de cerca de R$ 40 bilhões ao ano? Já vi, li e ouvi de tudo. De fontes e de coleguinhas.
Se cotejadas as várias contas já apresentadas, a União poderá arrecadar até R$ 100 bilhões pra compensar os 40 bi. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, poderá aumentar uma mirÃade de impostos. O presidente Lula poderá fazer um ajuste fiscal mosntruoso. Ou poderá simplesmente nada fazer. e jogar a culpa na oposição.
Cheguei à conclusão de que ninguém ainda tem a fórmula certa nas mãos. Ou seja: Faltam dados suficientes para uma resposta adequada.
O que dá para fazer é uma análise mais macro. Conhecendo a mecânica de raciocÃnio do Poder em geral, concluir como a coisa deverá ser encaminhada, em linhas gerais. Há pelo menos três princÃpios que deverão guiar o poder.
Primeiro princÃpio: O governo não vai fazer aquilo que a oposição queria que ele fizesse. Se a oposiççao derrubou a CPMF na expectativa de que Lula faça um ajuste draconiano das contas que o impediria de investir em obras durante os anos eleitorais que se avizinham (2008 e 2010), pode crer que ele vai tentar fazer justamente o contrario. Lula cortará o mÃnimo de verbas dos investimentos em programas com conotação de campanha, como o PAC, o Bolsa FamÃlia, etc.
Segundo principio: O governo vai tentar dar o trôco. Ou seja, vai fazer a oposição pagar a conta. Primeiro, cortando do Orçamento todas as verbas que seriam destinadas a emendas de parlamentares da oposição.
Terceiro princÃpio: Como os dois primeiros pontos, por si só, não devem ser suficientes para fechar a contabilidade, o governo vai ter de fazer um mÃnimo de ajuste que evite um rombo nas contas públicas. Ou seja, de alguma maneira vai sobrar para todo mundo. Provavelmente com algum aumento de impostos. Mas Lula tentará bater o bumbo o mais que puder para jogar a culpa na oposição. Daà ele já ter ido à televisão e lamentado a derrubada da CPMF. Deu seu recado: o que vier de mau por aÃ, é culpa da oposição!
Daà em diante, como dizia o Asimov, “faltam dados suficientes para uma resposta adequada”.
Enviado por: talesfaria - Categoria(s): Sem categoria Tags relacionadas:Deu na Folha Online:
“Lula descarta ajuste fiscal para cobrir CPMF
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou um ajuste fiscal para compensar a perda de arrecadação com o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), informa neste domingo reportagem da Folha (Ãntegra somente para assinantes do jornal e do UOL).
A CPMF foi rejeitada pelo Senado na madrugada do último dia 13. A arrecadação prevista com a contribuição em 2008 era de R$ 38 milhões. Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV, na última quinta-feira (27), o presidente lamentou o fim da CPMF e disse que a saúde será prejudicada devido a falta de recursos que viriam da contribuição.
Segundo a reportagem da Folha, o presidente descartou um ajuste fiscal porque a proposta constava no programa de governo do PSDB, que nas eleições de 2006 foi derrotado por Lula.
A reportagem informa que o governo pretende cortar gastos previstos no Orçamento de 2008 e que a polÃtica econômica em 2008 continuará a ser um “mix” de desoneração de impostos, e uso de elevação da receita tributária para programas sociais e investimentos em infra-estrutura. O esforço máximo do presidente é garantir a meta anual de superávit primário em 3,8% do PIB (Produto Interno Bruto).
Ontem, a Folha informou que o presidente e alguns ministros vão sair de folga no inÃcio de janeiro sem definir sobre como cobrir a perda de R$ 38 bilhões.
Lula planejou uma semana de folga a partir do dia 2 de janeiro. Deve descansar no litoral, provavelmente em uma das bases da Marinha. O local ainda não foi definido e estaria em dúvida entre a Restinga da Marambaia (RJ) ou Fernando de Noronha (PE).
“
MARCOS COIMBRA
é dono do instituto de pesquisas Vox Populi e escreve aos domingos uma coluna imperdÃvel no Correio Braziliense. Veja a de hoje:
O Ano que se encerra
Neste fim de ano, o que mais parece é que o Brasil vai indo, com alguns dos problemas que sempre teve, outros novos, mas sem nenhuma crise no horizonte.
2007 foi um ano relevante para nosso futuro como paÃs democrático. O curioso é que mais pelo que não foi, do que pelo que aconteceu. Foi também marcado pela enésima manifestação de como é difÃcil fazer funcionar os mecanismos de representação, quando o Congresso se deixa vencer por um cálculo polÃtico que ignora o sentimento do paÃs.
Lula pode ser criticado por muitos, por inúmeras coisas, mas existe algo que ele conseguiu que tem que ser considerado quase uma proeza em um paÃs como o nosso. Operário, migrante, sindicalista, pessoa sem formação universitária, ele é o primeiro presidente do Brasil que chega aonde ele chegou: se reelegeu e está terminando o primeiro ano de seu segundo mandato em um paÃs sem crise e sem sustos.
Sarney quis mais um ano, o obteve e viu tudo soçobrar nos 12 meses finais de seu governo. Na eleição de 1989, 24 candidatos concorreram e todos lhe faziam oposição. Collor e seus amigos chegaram a pensar em 20 e não foram capazes de se sustentar por três. Fernando Henrique foi o inventor do mandato de oito anos, mas chegou a dezembro de 1999 (no ponto em que Lula hoje está) desacreditado e desaprovado pela grande maioria da opinião pública.
Esse é o primeiro aspecto relevante de 2007: foi um ano de normalidade, de cumprimento das rotinas da democracia e da administração. As regras foram obedecidas, ninguém inventou nada. Não houve inovações institucionais e o segundo governo está sendo o que se poderia esperar, de continuidade. Parece pouco, mas é uma coisa fundamental para quem tem a nossa história.
Lula construiu essa caracterÃstica, dentre outras maneiras, se recusando a fazer o que muitos queriam que fizesse, um segundo governo de “cara nova”. Ao fazer uma reforma ministerial mÃnima, ele fez com que o sistema polÃtico reconhecesse algo óbvio: quem vence uma reeleição não precisa mudar.
Se o governo foi normal, normal foi também a oposição. O que aconteceu com a CPMF estabeleceu a necessidade de que os dois encontrem um novo modo de dialogar, sem rolos compressores, sem espertezas, sem arranjos, mas também sem as encenações e irresponsabilidades de quem não tem o direito de tê-las.
A segunda coisa que marcou o ano foi o inacreditável desempenho do Senado no affair Renan Calheiros. O que foi isso, que encheu o noticiário durante meses e nos fez ver os rostos e as entranhas de personagens tão medÃocres?
Qualquer pessoa com alguma experiência sobre como funciona a polÃtica brasileira percebeu que Renan não valia mais nada depois da primeira denúncia mal respondida. De lá, até o desfecho do episódio, o que vimos só confirmou tudo isso.
Por quais razões o Senado foi tão incapaz de se sintonizar com os sentimentos nacionais? Será que nossos senadores não percebem que fazem um grande mal a nosso paÃs quando subordinam um assunto como esse a considerações tão secundárias como as que levaram em conta? Será que ninguém tem o sentido da responsabilidade pelo que faz ou deixa de fazer na tarefa de consolidar a democracia entre nós?
Há um terceiro aspecto relevante de 2007, o quanto ele nos fez ver que a grande imprensa é incapaz de submeter o governo e o paÃs à sua agenda. Se dependesse dela, terÃamos tido um ano muito diferente. Uma coisa, por exemplo, teria se materializado, pelo menos um dos “apagões” de que tanto ouvimos falar. Neste fim de ano, o que mais parece é que o Brasil vai indo, com alguns dos problemas que sempre teve, outros novos, mas sem nenhuma crise no horizonte.
O bom é que, entre o recomeço do governo federal sem novidades, a entediante repetição da obtusidade de nossos polÃticos e a confirmação de que nossa sociedade dispensa os que se proclamam “formadores de suas opiniões”, andamos para a frente. Demos mais alguns passos na direção de uma sociedade mais democrática e mais moderna.
Feliz 2007! E feliz 2008!
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Cadê os procuradores?
O leitor que se assina Ivan Bispo (ivanbispo@brturbo.com.br), no post abaixo, perguntou quais os procuradores que iniciaram o caso Hildebrando. Sinceramente não sei quem iniciou. Sei que dois deles fizeram das tripas coração para o caso avançar e o deputado acabar cassado: José Roberto Santoro e Luiz Francisco de Souza.
Lembram deles? Luiz Francisco era iniciante na carreira e Santoro, já um procurador respeitado que resolveu ajudar e pupilo, que então dava plantão no Acre. Depois, Luiz Francisco tornou-se talvez o mais famoso procurador da República no Brasil, por sua tenacidade na caça às falcatruas do Legislativo e do Executivo durante governo FHC. Com o PT no poder, o radical Luiz Francisco acabou transferido para um setor onde tem pouco ou quase nada a fazer. Ele não admite, mas com a carreira ameaçada e precisando do respaldo de seus pares para não ser afastado do Ministério Público, resolveu fugir dos casos polêmicos.
José Roberto Santoro chegou a ser, talvez, o sub-procurador Geral da República mais poderoso no paÃs. Isto porque tornou-se guru de toda uma geração de jovens procuradores que cuidavam dos casos mais importantes Brasil a fora. Mas bateu de frente com a familia Sarney, acusado de ajudar o candidato tucano a presidente, José Serra, a detonar a campanha de Roseana Sarney. Depois, chocou-se com o PT, quando articulou a denúncia por corrupção contra Waldomiro Diniz, ex-assessor do então ministro José Dirceu. Incompatibilizado ainda com a nova cúpula do Ministério Público, acabou deixando suas funções para atuar como advogado particular.
Acho que eles fazem falta!
Enviado por: talesfaria - Categoria(s): Sem categoria Tags relacionadas:O Crime da Motosserra no banco dos réus.
A propósito da notÃcia de que o ex-deputado e coronel da PM do Acre Hildebrando Paschoal poderá ser levado a júri popular no dia 17 de junho, o deputado Edvaldo Magalhães (PC do B), que é presidente da Assembléia Legislativa acreana, reproduziu em seu blog (http://aleac.ac.gov.br/aleac/edvaldomagalhaes) uma série de fotos do terror que era imposto na região pelo esquadrão da morte. Veja a história recontada pelo blog do deputado:
“Os sites de notÃcias e jornais impressos amanheceram o dia dando conta da data em que Hildebrando Pascoal irá a um novo julgamento, juntamente com outros, pelo famoso crime da motosserra.
As imagens a seguir são fortes. São registros de um tempo não muito distante. Há dez anos o Acre tinha medo, muito medo.
Mas há coisas que nem o Acre, nem o Brasil, podem esquecer.
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A repercussão. O Brasil todo acompanhou o caso Hildebrando Pascoal. Farto material foi publica nos órgãos de comunicação de circulação nacional.

A Impunidade. Cartaz distribuÃdo pessoalmente por Hildebrando Pascoal. Assinado por ele. Telefone de contato e tudo. Um aviso contra os trotes. Era o Acre de 10 anos atrás.

Wilder Firmino, filho do Baiano, 13 anos. Seqüestrado, torturado e morto. Consta que torturaram o garoto queimando seu corpo com ácido para que indicasse o paradeiro do pai. Desse ato bárbaro participaram vários integrantes da famÃlia Pascoal.

“Baiano”. A vÃtima da motosserra. Foi encontrado assim.



Walter Ayala. Um policial Civil, conhecedor do submundo do crime, que resolveu colaborar. Foi brutalmente assassinado dentro de um ônibus.

A repercussão dos crimes na imprensa acreana.


Hildebrando, preso.


Comitê Contra a Impunidade. A resistência acreana dos movimentos sociais.



Do sempre excelente Mauro Santayana, hoje na sua coluna Coisas da polÃtica, no “Jornal do Brasil”:

Arquivos e dÃvida nacional
Mauro Santayana
Duas notÃcias, neste Natal, retiram-nos do simbolismo da data e nos jogam na realidade rasteira. O presidente da França, que se elegeu em nome da austeridade conservadora, viajou para Luxor em avião de grande empresário, em companhia da namorada. Seria melhor para os franceses que viajasse por sua própria conta. Mas o que nos interessa mesmo é o que se passa dentro de nossas fronteiras, e nos traz prejuÃzos diretos.
A República exige guardiães severos, que impeçam o desvio de seus bens patrimoniais e dos recursos orçamentários. O primeiro guardião deve ser o chefe de cada um dos poderes. Dizia Tancredo que “governar é vigiar”. Nos sistemas republicanos, a vigilância, acima daquela que exerçam os responsáveis diretos, cabe ao Parlamento. O costume vem da experiência democrática grega. O Parlamento dispunha de corpo técnico, que examinava as contas públicas e recomendava (ou não) sua aprovação pelas assembléias populares, que detinham poder judiciário e puniam os culpados com multas, ostracismo, banimento ou morte. No caso brasileiro, os tribunais de contas estaduais e o Tribunal de Contas da União são encarregados de verificar se os gastos públicos se encontram de acordo com a lei e com a ética. Seria de esperar-se - mesmo com a escolha arbitrária de seus conselheiros - deles se exigisse conduta acima de toda e qualquer suspeita. Para que alguém possa julgar, é desejável que não ofereça ocasião de ser julgado.
Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, valendo-se de omissão legal, contrataram parentes próximos para o órgão. Nesse, como em outros casos, o deslize ético é autorizado pela desÃdia dos legisladores, que não foram estritos na proibição do costume. Alega-se que o importante é o desempenho dos servidores, sejam eles parentes próximos ou não daqueles que os podem nomear. Nas empresas familiares é comum que os filhos ajudem os pais a comandar o negócio, que um dia irão herdar. Mas o Estado não é propriedade particular. Pertencendo a todos, todos têm, em princÃpio, o direito de cuidar dos bens comuns. Para isso é necessário que disponham de idoneidade e de capacidade técnica. Para a aferição dessas exigências, o instrumento ideal é o concurso público.
O caso não é isolado. A formação oligárquica do Estado nacional se fez na idéia de que o poder é hereditário, mesmo quando republicano. Nada demais que os filhos de diplomatas venham a ser diplomatas, que os filhos de generais venham a ser generais, e que os filhos de juÃzes venham a ser juÃzes - desde que seu acesso se faça em rigoroso concurso público, como ocorre nessas carreiras de excelência do Estado.
Segundo um dos conselheiros, que empregou cinco filhos em seu gabinete, eles são altamente preparados. Sendo assim capazes, não lhes será difÃcil, e será mais meritório, vencer fora da sombra paterna, seja como profissionais liberais, seja em empresas privadas, ou em outros órgãos públicos a que acedam por concurso.
As normas escritas nem sempre correspondem à s leis não escritas, consuetudinárias, fundadas nos princÃpios éticos imemoriais. Se a lei cochila, deixando-lhes certas possibilidades inaceitáveis, cabe aos conselheiros exercer bem o cargo, e agir sempre com integridade e eqüidade, deixando de, entre outros desvios, empregar parentes. Em uma república só o mérito, comprovado publicamente, pode dar acesso ao serviço do Estado. Cabe aos parlamentos estaduais e ao Congresso Nacional o dever de mudar as leis e coibir tais desvios.
Enviado por: talesfaria - Categoria(s): Sem categoria Tags relacionadas:Do blog do Altino (endereço nos FAVORITOS):
ACIDENTE ECOLÓGICO EM XAPURI
Amônia e látex vazam da fábrica de preservativos
Mais de 18 mil litros de amônia e látex vazaram para o ambiente após o desabamento de um tanque da fábrica de preservativos masculinos de Xapuri. O acidente aconteceu no sábado, 22, quando completava 19 anos do assassinato do lÃder sindical e ecologista Chico Mendes.
O vazamento de amônia e látex desagradou tanto ao governador Binho Marques (PT) que ele visitou a fábrica no dia do acidente, mas evitou comparecer em seguida a um evento sobre manejo e desenvolvimento sustentável, em Xapuri, prevista na programação da Semana Chico Mendes.
- O evento foi muito prestigiado por secretários e assessores, mas somente agora entendemos o que motivou aquela inexplicável ausência do governador - disse uma fonte do blog em Xapuri.
O jornalista Itaan Arruda, assessor de imprensa do governador, confirmou o vazamento. Ele disse que a chefe da Divisão de Indústria, ResÃduos e Serviços do Instituto de Meio Ambiente, Maura Ribeiro, visitará a fábrica para produzir um laudo.
Embora ainda não tenha sido inaugurada por falta de oportunidade na agenda do presidente Lula, a fábrica de preservativos de Xapuri foi classificada num prêmio da Caixa Econômica Federal entre vinte projetos no Brasil que teriam resultado em melhorias na qualidade de vida da população.
O governo estadual considera a fábrica “o único empreendimento no mundo com capacidade de produzir preservativos com látex de seringal nativo”.
Até aqui o governo se valeu da máxima “o que é bom a gente mostra, o que não é a gente esconde”, do ex-ministro Rubens Ricupero. Teremos que nos acostumar com acidentes assim, pois o Acre parece disposto a viver a qualquer custo a industrialização.
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