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Arquivos de 08/2007:

31/08/2007 - 21:25

O CAMPEONATO NACIONAL DA LAMBANÇA

Do jornalista Carlos Chagas, comentarista do SBT e da Rádio Jovem Pan:

Brasília (ALO) - No Campeonato Nacional da Lambança, esforçaram-se Legislativo e Judiciário, esta semana, mas acabaram derrotados pelo Executivo. Acima e além dos conflitos entre senadores que se chamavam de boneca ou apelavam para colegas não se dedicarem a trejeitos femininos; superior, até, às singulares trocas de mensagens entre ministros do Supremo Tribunal Federal - coube ao governo federal conquistar o troféu maior.

Dois dias depois de o palácio do Planalto anunciar a destinação de dois bilhões de reais para atender necessidades urgentes do sistema público de saúde, vem o ministro Guido Mantega e desmente não apenas o ministro José Temporão, mas o próprio presidente Lula. Declarou, depois de uma reunião do ministério, não haver garantia nenhuma de que vá liberar aquela importância. Esse dinheiro não existe.

Fossemos um país diferente daquele que o general De Gaulle referiu, era para o ministro da Saúde ter pedido demissão imediata, ou para o presidente da República ter demitido sem apelação o ministro da Fazenda. Só a entrega imediata dos dois bilhões de reais para tapar buracos na saúde pública resolveria.

Afinal, quem manda no governo? A equipe econômica ou o presidente que a nomeia?

Nem será preciso entrar no mérito da questão, ou seja, questionar porque recursos existem para pagar com fervor religioso os juros das dívidas externa e pública, mas faltam para manter médicos salvando vidas no Nordeste. Ainda há pouco abriram-se montes de vagas no serviço público, a ser preenchidas sem concurso por companheiros e afins. Agora, para manter hospitais e postos de saúde em funcionamento, nem pensar.

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31/08/2007 - 19:19

Gays e lésbicas reclamam com Tasso

O gabinete do senador Tasso Jereissati acaba de receber um ofício da Associação Nacional de Gays e Lésbicas solicitando ao senador que peça desculpas aos gays e lésbicas do país por ter usado a expressão “boneca” de forma pejorativa em bate-boca com o colega Almeida Lima - a quem disse “Calma, boneca!”. A associação está também enviando fichas de filiação a todos os senadores.

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31/08/2007 - 17:14

Salário mínimo a US$ 200? esse pessoal do Cansei vai ter que se rasgar!

Veja estas informações do site de “O Dia”:

Salário mínimo passa para R$ 407,00 em 2008

O projeto de Lei Orçamentária para 2008, divulgado nesta sexta-feira pelo Ministério do Planejamento e enviado ao Congresso Nacional, prevê um reajuste de 7,19% para o salário mínimo, passando dos atuais R$ 380 para R$ 407,33.
O orçamento do próximo ano ainda estima que as despesas com benefícios previdenciários e assistenciais - vinculados majoritariamente ao salário mínimo - somarão R$ 233,1 bilhões, o equivalente a 8,49% do Produto Interno Bruto (PIB). Já o déficit previsto é de R$ 41,6 bilhões - valor 7,55% inferior aos R$ 45 bilhões de déficit previstos para a previdência em 2007.

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31/08/2007 - 16:55

Do blog do Magno Martins

Governador do Amapá é o campeão do nepotismo

Há quatro anos e oito meses no poder num dos menores Estados da Federação, o Amapá, o governador Waldez Góes (PDT) é hoje, disparado, o campeão nacional do nepotismo. Juntinhos a Waldez, no poder, estão a mulher, Marília, primos, tios, sobrinhos, cunhados e até a sogra. No total, são 69 familiares do governador e da primeira-dama recebendo dos cofres do Estado salários que variam de R$ 350,00 a R$ 6.900,00.

Os mais de 60 Góes, somados, ganham mais de R$ 150 mil por mês ou mais de R$ 2 milhões anuais dos minguados cofres do tesouro amapaense se somarmos os ganhos referentes a férias e 13º salário.

Marília Góes, a esposa do governador Waldez, foi nomeada pelo maridão para comandar a poderosa Secretária de Estado de Inclusão e Mobilização Social. Num Estado onde quase toda a mídia é mantida sob controle, Marília manda e desmanda. De O Liberal

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31/08/2007 - 15:35

Notas sobre um escândalo

Vejam só: ele foi a estrela incontestável do julgamento dos séculos na mais alta corte do país. Primeiro, por ter protagonizado a troca de e-mails falando sobre o julgamento com a colega Carmem Lúcia. Depois, por ter sido flagrado falando alto demais ao telefone num restaurante de Brasília. Contando justamente ter se sentido “com a faca no pescoço” no dito julgamento. Mas foi, ao fim e ao cabo, o único a ter peito para votar diferentemente dos colegas em alguns casos.
É o ministro do STF Ricardo Lewandowski, certo? Errado. É o ator inglês Bill Nighly, que trablhou recentemente nos “Piratas do Caribe”. E tem também em sua filmografia, além de “O jardineiro fiel”, o sucesso “Notas sobre um escândalo”.

Esse aqui é o verdadeiro Lewandowski, que, a esta altura, deve estar cansado do STF. Quem sabe está disposto a tentar uma nova carreira? De notas sobre um escãndalo ele já tem experiência.

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31/08/2007 - 10:30

O script das demissões na Anac

Os diretores da Anac Leur Lomanto e José Barat estão, de fato, de malas prontas. Mas acertaram com o ministro Nelson Jobim que só entregarão suas cartas de demissão quando ele nomear os substitutos de Denise Abreu e Jorge Veloso. É que, se saírem, a agência, que tem cinco integrantes, fica legalmente impossibilitada de se reunir e tomar decisões. E o quinto, que vem a ser o diretor-presidente Milton Zuanazzi? Até agora, nem se coçou.

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31/08/2007 - 10:28

Sarney é quem viu

O senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA) afirmou ontem no Conselho de Ética que Pedro Calmon, pai do advogado de Mônica Veloso, tentou chantagear o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Segundo Cafeteira, Calmon foi até sua casa pedir que convencesse Renan a pagar R$ 20 milhões à jornalista para que não viesse à tona o dossiê com gravações de encontros com a jornalista. Cafeteira disse que a tentativa de chantagem foi presenciada por outro senador, mas não revelou o nome. Sabe quem era a testemunha? O ex-presidente José Sarney (PMDB-AP).

Informe-JB

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31/08/2007 - 10:15

Renan por um voto no Conselho. E do DEM

Não faria sentido a estratégia dos aliados de Renan Calheiros de pedir vista do processo, evitando a votação na sessão de ontem do Conselho de Ética, se ele não tivesse alguma esperança de mudar o quadro desfavorável entre os quinze integrantes do órgão - sobretudo se a votação vier a ser secreta, como quer o presidente Leomar Quintanilha, com base num parecer da Mesa. Nas contas de Renan, nessas condições sua absolvição no Conselho - que encerraria o assunto sem sequer encaminhamento ao plenário - estaria apenas por um voto, provavelmente de um dos oposicionistas do DEM.

Nas contas de aliados do presidente do Senado, ele tem a seu favor no Conselho os votos dos quatro peemedebistas, dos petistas João Pedro e Augusto Botelho, do petebista Epitácio Cafeteira, que estava hospitalizado e retornou esta semana ao Senado, e de mais um integrante do ex-PFL. Quem? É um segredo muitíssimo bem guardado, que ninguém quer contar. Mas as dúvidas recaem sobre Romeu Tuma e Heráclito Fortes, já que Demóstenes Torres, o terceiro senador do DEM no Conselho, tem esbravejado tanto contra Renan que, mesmo no voto secreto (que às vezes nem tão secreto é), ficaria envergonhado de mudar de posição. Eduardo Suplicy, o terceiro do PT, ainda estaria indeciso, mas não é contado pelos renanzistas porque, segundo eles, não oferece confiança.

Foi possivelmente para “azeitar” esse oitavo e decisivo voto a seu favor que Renan preferiu adiar a votação no colegiado para semana que vem. Há quem diga que, hoje ainda com maioria entre os 81 senadores, melhor seria para ele deixar acontecer uma eventual derrota no Conselho e acelerar as coisas no plenário. Na relação custo-benefício, talvez fosse melhor do que continuar sangrando ainda por semanas. O senador, porém, não pensa assim. Ainda que absolvido no plenário, Renan não quer passar à história na triste condição de primeiro presidente do Senado a responder a processo de cassação por falta de decoro.

Um bigode por testemunha

Aliados de Renan Calheiros estão achando estranha, muito estranha, a decisão da Playboy de deixar Mônica Veloso para a capa de outubro da revista. A previsão era setembro e as fotos já estão até prontas. Paranóia ou não, amigos do presidente do Senado acham que aí tem dedo da oposição. Os que querem cassar Renan perceberam que seria ótimo para ele se as fotos da ex-namorada despida na revista fossem publicadas antes do julgamento do caso no plenário da Casa. Reforçaria a tese da chantagem.

Tese, aliás, que recebeu ontem um senhor reforço com o retorno de Epitácio Cafeteira ao Conselho de Ética para contar ter sido procurado por advogados de Mônica com uma proposta de R$ 20 milhões para retirar as ações e esquecer tudo. Ao relatar o episódio, Cafeteira invocou o testemunho de um outro senador, que estava em sua casa no momento e teria ouvido tudo. Quase disse o nome mas não disse, para alívio do próprio, que tem sido extremamente solidário a Renan ao longo de todo o processo mas prefere não aparecer para não ser chamado a prestar depoimento. Com tais cuidados, só podia ser mesmo um ex-presidente da República. De bigode.

Renan cansou

O espetáculo não pode parar, mas o caso Renan completou 95 dias e começa a perder Ibope. Ninguém aguenta mais. Ontem, a sessão do Conselho sequer foi transmitida ao vivo e em cores pelas televisões, com exceção da TV Senado. Que, lá pelas tantas, passou a transmitir a sessão de discursos do plenário. Não se perdeu (e nem se ganhou) grande coisa em termos de informação, mas o barraco montado no Conselho pelos senadores, que bateram-boca, gritaram e quase chegaram às vias de fato, bem que teria rendido audiência. O problema todo, porém, é que a agenda negativa, antes uma exclusividade do presidente da Casa acusado de irregularidades diversas, agora começa a atingir o Senado todo. As cenas de ontem deixaram de cabelo em pé os consultores de imagem dos senadores.

Da coluna Descomplicando a Política, assinada pela autora do post, no “Jornal de Brasília”.

www.clicabrasilia.com.br

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31/08/2007 - 09:28

Pausa pra relaxar, que ninguém é de ferro!

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31/08/2007 - 09:17

Ou Senado acaba caso Renan ou caso Renan acaba com ele

Bom dia.// O conselho de Ética não está conseguindo se

entender de jeito nenhum.// A começar dos relatores.//

Dois relatórios vão ser votados:// um, que pede a

cassação de Renan.// Outro, que absolve.// E a votação,

como é que vai ser?// A oposição quer que seja voto

aberto, televisionado ao vivo e em cores.// Os

renanzistas querem voto secreto, confiando que ali no

escurinho da urna alguns que estão só jogando para a

platéia vão votar a favor do presidente do Senado.//

Pior de tudo são as cenas em que os sendores batem boca

e quase saem no tapa.// O caso Renan Calheiros já se

arrasta há noventa e cinco dias e não tem data para

acabar.// Ninguém aguenta mais.// Se o Senado não

resolver isso logo, ou de um jeito, ou de outro, vai

haver mais oitenta senadores junto com Renan no banco

dos réus.// É com você, Hermano…

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