Arquivos de 05/2007:
31/05/2007 - 21:19
Homenagem às mulheres
Na semana em que uma mulher quase virou de ponta-cabeça a política, veja abaixo homenagem dos gênios da pintura à beleza, ao charme e à graça de todas as mulheres:
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31/05/2007 - 20:00
Xii…Tiroteio no governo. Guido Mantega e outros inquilinos da Esplanada acharam que foi um tiro no pé a divulgação do estudo da SDE do Ministério da Justiça afirmando que há uma perda de R$ 40 bilhões anuais por conta da atuação fraudulenta dos cartéis nas compras públicas. A área econômica acha que número é um chute, já que baseado em estimativas. Mantega tem até um bom argumento para sustentar a tese do exagero: se a previsão de gastos com projetos do governo é de R$ 20 bi, como é que pode haver desvios de R$ 40 bi?
Não se sabe se o ministro Tarso Genro, responsável pela SDE, que divulgou o estudo, gostou de o colega não ter gostado.
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31/05/2007 - 16:35
Questão de dias, ou até de horas, o licenciamento ambiental para a construção das usinas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, deve sair na ausência do presidente Lula e, principalmente, da ministra Dilma Rousseff do país. Lula embarca daqui a pouco para viagem de oito dias à Inglaterra, Índia e Alemanha. Dilma, que protagonizou a queda-de-braço com Marina Silva em torno do assunto durante todos esses meses, está na Itália - o que, diplomaticamente falando, é considerado bom pelo pessoal envolvido na negociação. Com jeitinho, e depois de pareceres diversos sobre os bagres e os sedimentos, Lula acabou convencendo Marina a determinar que o Ibama dê as licenças. Mas, para o governo, não convém que o episódio seja encerrado num clima de vencidos e vencedores.
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31/05/2007 - 11:21
PAC: Hoje é o dia decisivo para colocar usinas nucleares e termelétricas nas obras do PAC, segundo a ministra Dilma Roussef
A lembrança é da Agência Brasil (Radiobrás), que colocou no ar hoje o seguinte texto:
“Discussão pública sobre usinas no Rio Madeira chega ao Dia D
Sabrina Craide e Pedro Biondi
Repórteres da Agência Brasil
Porto Velho e Brasília - Após mais de quatro anos de polêmica - contado apenas o período do governo Lula -, o licenciamento ambiental do Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira chega ao Dia D (decisivo). É hoje (31) que expira o prazo citado como final por dois ministros.
A exigência é atribuída ao calendário do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A intenção é ter o empreendimento no leilão de energia de 24 de junho. Segundo a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau, a não-concessão de licença prévia ao projeto até 31 de maio exigiria a busca por outras fontes.
O governo federal quer construir no rio, em Rondônia, duas hidrelétricas (Jirau e Santo Antônio), com 6.450 megawatts no total - aproximadamente metade da potência de Itaipu, a usina mais potente do país. A obra depende da concessão de licença prévia pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que, em 23 de abril, publicou parecer recomendando a não-emissão da licença e pedindo a elaboração de um novo estudo de impacto ambiental (EIA) para o consórcio formado entre Furnas Centrais Elétricas e a Construtora Norberto Odebrecht.
Dois dias depois, o então ministro Rondeau disse que a fonte substituta poderia ser “nuclear, qualquer outra térmica que não seja a hidráulica [gerada a partir da água]“, concluindo: “Certamente não será a eólica, certamente não será solar”. Há duas semanas, Dilma disse que não havia prazo estabelecido para se encontrar uma solução para o caso, mas comentou que para os projetos que do PAC que não saíssem até o final deste mês o governo teria que providenciar fontes alternativas “térmicas e bastante poluentes” - a outra escolha, disse, seria o país não crescer.
No lugar de um novo EIA, foram aceitos estudos complementares, como em diversas outras ocasiões ao longo da análise da documentação. O consórcio os apresentou em 11 de maio e, na última sexta-feira (25), representantes do governo e especialistas os discutiram em reunião no Palácio do Planalto. Na última segunda-feira (29), a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse que a equipe está avaliando as respostas encaminhadas, e comentou: “nós não trabalhamos com a idéia de prazo, mas de urgência”.
Na capital de Rondônia, onde estão projetadas as duas barragens, manifestações favoráveis e contrárias à obra marcam a semana. Ontem (30), as pessoas preocupadas com as conseqüências das usinas puderam expor seu ponto de vista em um evento organizado pelo Fórum Independente Popular. Representantes do Comitê Pró Usinas do Rio Madeira também foram convidados a participar do debate, mas não compareceram, assim como as empresas Furnas e Odebrecht.
Na última segunda-feira (28), uma carreata por diversos bairros reuniu defensores da construção das duas barragens. O ato, liderada por um carro de som, reuniu cerca de 30 automóveis e contou com a presença de lideranças da indústria, do comércio e da comunidade local. Adesivos com a mensagem “Sou a favor das hidrelétricas. Usina já” estavam estampados em carros, vitrines e objetos pessoais.
As informações sobre o número de casas atingidas e as ações que serão realizadas para apoiar as famílias que moram na beira do Rio Madeira, caso a construção seja autorizada, ainda são insuficientes para os ribeirinhos. Na comunidade de Santo Antônio, há desconfiança em relação às obras, mesmo depois de reuniões realizadas pela equipe técnica de Furnas com as comunidades. Os habitantes de Cachoeira do Teotônio também estão desinformados sobre a situação em que ficariam. Apesar de Furnas garantir que a comunidade não será atingida, moradores já se preparam para deixar as casas, e anúncios de venda de imóveis se tornaram comuns.
Já o governador Ivo Cassol se afirma otimista com os benefícios da obra para o estado, especialmente em relação à criação de empregos. Segundo ele, a energia gerada pelas usinas é importante para o país. “Ou o Brasil constrói novas usinas hidrelétricas ou arruma um outro sistema que possa gerar energia ou vai ficar no escuro”, ressalta, em entrevista à Radiobrás. Ele diz que os problemas sociais já existem e que devem continuar sendo combatidos pelo governo.
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31/05/2007 - 10:16
Do jornalista Carlos Chagas, comentarista do SBT e da Rádio Jovem Pan:
A MODA PEGOU…
Brasília (ALO) - O MST anda fazendo escola, até na própria escola. Durante audiência com o presidente Lula, no palácio do Planalto, o presidente da União Nacional dos Estudantes, Gustavo Petta, anunciou novas ocupações de reitorias em todo o país, por universitários dispostos a pressionar o governo para atender suas reivindicações. Não ficarão circunscritas à capital paulista e às cidades de Franca, Assis, Rio Claro e Presidente Prudente as pouco ortodoxas iniciativas estudantis de instalar-se em salas, salões, auditórios e corredores, ali permanecendo por dias e até semanas, impedindo a entrada dos dirigentes.
Convenhamos, o governo federal e os governos estaduais devem montes de medidas para minorar as agruras dos estudantes pobres. Precisam rever boa parte das posturas relativas às universidades públicas. Ampliar o leque das oportunidades a todos, cuidar da melhoria das condições de ensino e quanta coisa a mais?
No entanto… No entanto, apelar para a violência não constitui solução. Exprime retrocesso, pois se uns podem, porque não poderão todos? Vai para o espaço o estado de direito democrático, como o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra inaugurou faz muito tempo.
O grave nesse episódio envolvendo os presidentes da República e da UNE, porém, é ter sido a autoridade pública maior sido contestada, ofendida e humilhada de corpo presente, sem que nenhuma reação acontecesse. Razões existiram para o jovem Gustavo Petta ter saído do palácio do Planalto para a delegacia de polícia mais próxima, acusado de ameaçar o chefe do governo.
O presidente Lula continua oferecendo espetáculos de tolerância em sua própria casa. Mais do que de tolerância, de fraqueza. Não poderia, em momento algum, aceitar sem reagir a quebra de sua própria autoridade. Já imaginaram se um general qualquer comparecer ao gabinete presidencial e anunciar que as Forças Armadas, por conta de suas reivindicações não atendidas, vão ocupar praças, avenidas e até palácios, até que o governo se disponha a agir em seu favor? Ou se representantes do empresariado anunciarem, olho no olho do ministro da Fazenda, que deixarão de pagar impostos até a redução da carga fiscal?
SIGILO SÓ EM CASOS ESPECIAIS
Aplausos gerais para a ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça, por haver suprimido o segredo de Justiça nos depoimentos e demais peças do processo envolvendo a Operação Navalha. Não havia sentido em ocultar sob o manto judicial acusações, denúncias, negativas e confissões dos acusados.
Aliás, abre-se a oportunidade para uma revisão nesse instituto do segredo de Justiça. Claro que se torna necessário em certas situações. Em processos de família, envolvendo constrangimentos das partes, justifica-se o sigilo, ao menos enquanto a sentença definitiva não tiver sido exarada. Talvez em um ou outro caso, também.
Mas abrigar corruptos e ladravazes em nome da privacidade devida ao cidadão comum, de jeito nenhum. Tanto as acusações como a defesa tem que ser públicos. Expostos à sociedade.
PÉRIPLO CONVENIENTE
Mandou-se o presidente Lula para o exterior, num périplo que deverá durar nove dias. Estará hoje em Londres, esperemos que para dar sorte ao selecionado brasileiro, na disputa com os ingleses. Em seguida tomará o rumo da Índia, numa viagem oficial destinada a fortalecer os laços entre o Brasil e aquela nação. Retornará à Europa para, na Alemanha, participar como convidado da reunião dos chefes de estado e de governo das nações mais ricas do planeta. Repetirá performances anteriores, até protestando contra o egoísmo dos poderosos diante das dificuldades dos mais fracos.
Jamais poderão ser criticadas as viagens do presidente Lula pelo mundo, sempre defendendo nossos interesses e ampliando nossa presença.
O diabo é que nove dias fora do território nacional parece demais. O que acontece ou está por acontecer, aqui, será sempre mais importante do que se passa lá fora.
OS CAVALEIROS DE GRANADA
Reuniram-se as bancadas do PT, ontem, aqui em Brasília. Discutiram estratégias de ação no Congresso, para fazer avançar uma série de promessas e propostas que o governo do presidente Lula não cumpriu. Um grupo, aliás, majoritário, quer o partido na vanguarda de reformas capazes de apressar a ampliação da justiça social, bem como de enfrentar a corrupção difundida pelo país.
Outro grupo, ainda que menor, é mais aguerrido. Temem seus integrantes que uma ação mais desabrida do PT possa ser entendida como contrária ao governo Lula, uma espécie de pressão interna capaz de desestabilizar o comandante em chefe.
Por conta da divisão, as bancadas do PT nada decidiram. Ficaram de reunir-se outra vez, em algumas semanas. Lembram, com todo o respeito, os versos de Cervantes sobre os Cavaleiros de Granada, aqueles que alta madrugada, brandindo lança e espada, saíram em louca disparada. Para que? Para nada…
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31/05/2007 - 10:15
Não foi só o destino de Renan Calheiros o tema do almoço dos cardeais do Senado esta semana. Acertaram fechar o quanto antes e botar na rua uma agenda de emergência que deve incluir a reforma do Orçamento e dois ou três itens da reforma política. O petista Aloizio Mercadante e o tucano Sérgio Guerra ficaram incumbidos de concluir a proposta de mudanças no processo orçamentário, que deve fechar brechas de corrupção como as emendas de bancada e as negociações em torno da liberação das individuais. Mercadante vai atravessar nos próximos dias do tapete azul para o verde e para fazer um entendimento com Arlindo Chinaglia e os líderes na Câmara. Sem um acordo entre as duas Casas, nada feito.
É também por temerem as resistências dos deputados que os cardeais senadores decidiram votar de cara apenas duas propostas da reforma política: a fidelidade partidária e o fim das coligações proporcionais. Em financiamento público e voto em lista ninguém está apostando muito. Dessa parte da negociação, quem vai cuidar são os senadores Tasso Jereissati e Tião Viana.
Os comandantes do Senado avaliam que a crise envolvendo Renan Calheiros está amainando, e que será possível votar. Se até mesmo em dias nervosos como os de terça e quarta o Senado votou (as medidas do PAC e o aumento dos parlamentares)…
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31/05/2007 - 10:00
Nesta quinta tem Lua Azul. É a segunda lua cheia num mesmo mês. Um fenômeno relativamente raro, que só ocorre uma vez a cada dois anos e sete meses, sete vezes a cada dezenove anos e trinta e seis vezes num mesmo século. Bom, e eu, a política, o Blog dos Blogs, com isso? Tem a ver sim. A crença é de que essa lua especial é perigosa, e quando aparece provoca desatinos e alucinações nos seres humanos. Na Antiguidade, era inclusive saudada com rituais, que acabaram reprimidos por representarem a exacerbação do poder feminino e do culto às deusas. Mas até hoje a Lua Azul é considerada propícia ao romance e ao encontro de parceiros.
Indo diretamente ao assunto. Todas essas informações sobre a fase lunar estão circulando desde o início da semana no Senado Federal como uma espécie de alerta. Aloizio Mercadante, por via das dúvidas, já mandou vir a mulher, Regina, de São Paulo, para uma noite romântica. Dos outros 80 colegas, não se sabe. Mas foram avisados.
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31/05/2007 - 09:27
Comentário de hoje da Helena ao Edição Manhã do jornal do SBT, apresentação do Hermano Henning:
Bom dia, Hermano.// Foi assim: vapt, vupt.// Num piscar de olhos, o Senado aprovou o projeto que
aumenta o salários dos parlamentares.// Vai de doze mil
e oitocentos para dezesseis mil e quinhentos reais.
// Não estava nem na pauta.//Mas os senadores apro
veitaram as últimas votações do PAC e a confusão en
volvendo seu presidente, Renan Calheiros, para fazer
a coisa na surdina.// A Câmara já tinha feito isso.//
Aprovou o novo salário no dia em que o Papa chegou ao
Brasil.// Mas por quê?// Na verdade, esse aumento,
de vinte e oito por cento, corrige a inflação dos úl
timos quatro anos.// Em tese, parlamentar, que exerce
uma função importante, deve ganhar bem.// Aliás, todo
mundo que trabalha bem merecia ganhar bem.// Mas aí é
que está o problema do Congresso.// Para quem não traba
lha direito e ainda vive enrolado em escândalo, aumen
to só em votação envergonhada.// É com você, Hermano…
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31/05/2007 - 08:43

Geraldo Alckmin terá que escolher
Líder do PSDB na Câmara, Antônio Carlos Pannunzio (SP), procurou o deputado Silvio Torres (SP), que havia praticamente lançado, em declaração publicada ontem aqui na coluna, a candidatura do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin a presidente nacional do PSDB. Pannunzio, um aliado do atual governador de São Paulo, José Serra, perguntou a Torres o que afinal deseja Alckmin:
- Ele quer ser candidato a prefeito ou a presidente do partido?
Ouviu como resposta que as duas postulações não são incompatíveis, e que Alckmin, eleito presidente do PSDB em novembro, poderá começar a campanha para a prefeitura apenas em abril.
- Eu disse ao Sílvio que isso não faz sentido. Não dá para ser presidente nacional do PSDB por apenas três meses e, depois, voltar-se para a campanha à prefeitura. Ou uma coisa, ou outra!
- Mas o Serra estaria disposto a apoiar o Alckmin?
- Para prefeito? Claro. O Alckmin é um candidato forte.
- E o atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM)?
- É um importante aliado do governador, que gostaria de vê-lo reeleito. Mas não podemos cometer em 2008, na eleição para prefeito, o mesmo erro de 2006, na eleição presidencial, quando saímos com um candidato menos competitivo (Alckmin) do que o nome que o partido já tinha construído (Serra).
- Como assim?
- O Serra e todos nós sabemos que teremos de nos render às pesquisas desta vez. Se o Alckmin estiver muito à frente do Kassab na preferência do eleitorado, como acredito que estará, o PSDB não poderá apoiar Kassab, terá que ir de Geraldo Alckmin em São Paulo.
- É uma notícia: Alckmin candidato a prefeito pelo PSDB.
- Sim. Mas ele, antes, precisa tomar uma decisão. Não dá para querer ser candidato a prefeito e presidente nacional do partido.
GUERRA SURDA
Outro que não gostou do lançamento açodado da candidatura de Geraldo Alckmin a presidente do partido foi o senador Sérgio Guerra, que vinha sendo tido como um nome de consenso na cúpula tucana para o comando da legenda. Mas Guerra não dá o braço a torcer. Declarou ontem ao blog do jornalista Magno Martins:
- Não vou perder paz alguma, pois não sou candidato a nada e nunca assumi candidatura. O que existe é uma lembrança do meu nome feita por companheiros tucanos. Nada mais.
GUERRA ABERTA
O líder tucano na Câmara, Antônio Carlos Pannunzio, já foi mais entusiasmado pela candidatura de Sérgio Guerra a presidente do PSDB. Agora anda procurando um novo nome capaz de enfrentar a disputa:
- Já fui candidato duas vezes a presidente do PSDB de São Paulo e ganhei uma. Tanto nesses casos como aqui na eleição para líder da Câmara, sempre tive que dizer abertamente que era candidato, que queria o cargo e que estava disposto a disputar no voto. O Sérgio Guerra tem que saber que não vai ter esse negócio de ser ungido presidente do partido. Tem de mostrar que está com desejo, com vontade de correr o país trabalhando pelo PSDB.
Da coluna Informe-JB, assinada pelo autor do post, no “Jornal do Brasil”.
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31/05/2007 - 08:32
SINOPSE DA IMPRENSA
Da “Coluna do Honorato”, news letter eletrônica de Carlos Alberto Honorato da Silva - karlos.honorato@terra.com.br
POLÍTICAS:
- O Diário Oficial publica hoje portaria assinada pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, que cria uma coordenação de especialistas para combater cartéis em licitações de obras públicas e aumentar a punição de infratores. Segundo o governo, a administração pública - União, estados e municípios - perde de R$ 25 bilhões a R$ 40 bilhões ao ano na compra de bens e serviços. A iniciativa foi tirada da gaveta na esteira da Operação Navalha, em que revelou-se a relação entre a Construtora Gautama e obras públicas; (1)
- O Conselho de Ética do Senado adiou a discussão sobre a representação do PSOL contra o senador Renan Calheiros. Advogados entregaram ao corregedor da casa documentação que comprovaria a destinação de R$ 100 mil para despesas futuras de sua filha com Mônica Veloso; (1)
- O Senado aprovou, sem alarde, o aumento de 28% para deputados, senadores, presidente da República, vice e ministros. Para entrar em vigor, o que deve ocorrer esta semana, é preciso apenas que o presidente do Senado, Renan Calheiros, assine; (1)
- Os governadores Jackson Lago (PDT-MA) e Teotônio Vilela Filho (PSDB-AL) negaram ontem à ministra do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Eliana Calmon envolvimento no esquema de corrupção em licitações revelado pela Polícia Federal com a Operação Navalha. Lago admitiu, entretanto, a existência de irregularidades “que precisam ser investigadas” e reconheceu a voz de dois sobrinhos nas gravações do inquérito criminal; (1)
- Receita devassa contas de 60 envolvidos no escândalo. A Receita Federal iniciou devassa nas contas bancárias dos 48 presos pela Operação Navalha e de mais 12 suspeitos que aparecem nas escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal. Um dos alvos é o dono da construtora Gautama, Zuleido Veras, apontado como chefe da máfia especializada em fraudar licitações de obras públicas. Além dessas 60 pessoas, estão na mira dos auditores outros 200 contribuintes investigados nas Operações Hurricane e Têmis, o que fez com que as equipes de fiscalização fossem reforçadas; (1)
- O afastamento do diretor-executivo da Polícia Federal, Zulmar Pimentel, por ordem do STJ, abriu uma crise na instituição. Ontem, uma reunião do diretor-geral, Paulo Lacerda, com Pimentel, o diretor de Inteligência e superintendentes regionais terminou em troca de insultos. Houve ameaça de retaliação contra os delegados que estão à frente da Operação Navalha; (1)
- O Supremo Tribunal Federal aprovou decisão que acaba com a indústria de liminares que mantinha os bingos funcionando. A súmula vinculante que terá de ser seguida por tribunais de outras instâncias estabelece que só a União pode legislar sobre o tema; (1)
- Abin já vigiava as contas de Rondeau. Três meses antes de serem degolados pela Operação Navalha da Polícia Federal, o então ministro de Minas e Energia e o assessor Ivo Costa foram alvos de investigação da Agência de Inteligência do Governo. Os arapongas descobriram que as movimentações bancárias deles estavam muito acima dos rendimentos declarados à Receita. Transações imobiliárias também levantaram suspeitas; (1)
- Zuleido Veras, dono da Construtora Gautama, foi o último dos 46 presos pela PF a ser solto, ontem, em Brasília; (1)
- O Senado aprovou projeto de lei que reduz de três para um ano o prazo para que trabalhadores demitidos por justa causa ou que se demitiram possam sacar o dinheiro retido no FGTS, desde que não haja recolhimento para o mesmo fundo em outro emprego nesse prazo. A proposta segue agora para a Câmara; (1)
- O governo decidiu permitir que fundos de pensão direcionem uma parcela maior de seus recursos a aplicações de risco mais elevado, numa tentativa de permitir que essas entidades mantenham o nível de rentabilidade mesmo no atual cenário de queda de juros. A medida foi anunciada ontem pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), colegiado formado pelos ministros da Fazenda e do Planejamento e pelo presidente do Banco Central. (1)
NACIONAIS:
- Bovespa bate novo recorde, aos 52.527 pontos; (3)
- Dólar comercial fecha a R$ 1,942, em queda de 0,46%; (3)
- A produtividade da indústria aumentou 3% nos primeiros três meses deste ano em relação a igual período de 2006, segundo o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). O número responde às críticas de integrantes do governo de que a indústria está obsoleta e precisa reagir à atual situação do real apreciado frente ao dólar; (1)
- Com a aproximação do grau de investimento e a queda do risco-País, o Brasil tem atraído cada vez mais os investidores estrangeiros, superando outros emergentes que fazem parte do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China). Para o gestor de renda variável dos fundos offshore do banco HSBC, Luiz Ribeiro, a demanda deve continuar alta; (1)
- Brasil é líder na A. Latina em sustentabilidade. As grandes corporações nacionais com ações negociadas na Bovespa são as mais sustentáveis da América Latina. É o que aponta um levantamento feito pela consultoria espanhola Management & Excellence (M&E) com as 50 maiores empresas não financeiras da região com ações em bolsa; (1)
- O povo de Wichita, maior produtora de aviões do mundo, com quase mil unidades vendidas em 2006, tem uma mistura de admiração e temor pelo Brasil. O sentimento não é por Santos Dumont, de quem eles nunca ouviram falar, mas pelo País ser, ao mesmo tempo, o terceiro maior mercado (depois dos Estados Unidos e Europa) para a Cessna e a Beachcraft, as duas maiores indústrias do município, e a sede da Embraer, um competidor de alta qualidade e baixos custos que está começando a incomodar; (1)
- Uma parceria entre Cemig, Itaipu e a Fiat permitirá a montagem no Brasil de 30 carros elétricos do modelo Palio, tipo de automóvel que poderá entrar em escala comercial em cinco anos. Os veículos serão fabricados este ano e ficarão expostos em empresas de energia do País para que o público conheça a tecnologia. “Unimos força”, diz Virgílio Medeiros, engenheiro da Cemig, referindo-se ao projeto; (1)
- Prestadora de serviços como transporte de malas e abastecimento de aeronaves nos principais aeroportos do país, a empresa Sata tem até o próximo dia 17 para honrar uma dívida de R$ 64 milhões com o INSS. Até agora, ela vem operando graças a uma liminar. Se a situação não for resolvida, deverá haver novo caos aéreo. A Infraero não tem um plano B para enfrentá-lo, se ocorrer; (1)
- Após o assassinato do segundo médico perito em menos de um ano, o governo decidiu reforçar a segurança nas agências do INSS. Postos de atendimento terão alarmes, detetores de metal e mais vigilantes. Ministério avalia se eles poderão utilizar armas de fogo; (1)
- Numa manifestação pela paz no Brasil, 15 mil lenços brancos foram pendurados num imenso varal, ontem, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, lembrando o número de pessoas assassinadas no país nos primeiros cinco meses do ano. O protesto foi promovido pela organização não-governamental (ONG) Rio de Paz, que chegou ao total de homicídios com base em estatísticas das secretarias de Segurança do Distrito Federal e dos 27 estados e em levantamentos da imprensa e de especialistas. (1)
INTERNACIONAIS:
- EUA mantêm todas as barreiras a produtos do Brasil; (2)
- Bush quer duplicar orçamento da luta contra a AIDS; (3)
- Sarkozy diz a Lula que Brasil é parceiro essencial. Em conversa telefônica de 15 minutos, francês pediu que os dois países trabalhem no mesmo nível de amizade e confiança com que já vinham trabalhando; (2)
- Chávez é acusado de intervir em assuntos internos na Bolívia; (2)
- Homem com tuberculose rara viaja e gera alerta sanitário internacional. Americano embarcou para a Europa mesmo sabendo que não poderia viajar; (2)
- Al-Qaeda faz alerta para ataques “piores que o 11 de setembro”; (3)
- Rússia acusa Estados Unidos de relançar a corrida armamentista; (3)
- Morales joga futebol na rua em protesto contra Fifa. (3)
ESPORTES:
- Grêmio vence e deixa o Santos em nova desvantagem; (3)
- Brasiliense definido contra o Santo André; (3)
- Dunga “cutuca” Kaká e Ronaldinho sobre dispensas; (3)
- Paulistano vence Franca e termina em quinto; (3)
- Falcão dá show e Jaraguá goleia no futsal. (3)
BRASÍLIA/DF:
- Ministério Público do Distrito Federal também vai investigar contrato de R$ 145 milhões com a Gautama para a construção de barragens na Bacia do Rio Preto; (1)
- Câmara Legislativa retoma votações depois de 14 dias; (3)
- Corregedor solicitará ao STJ inquéritos nos quais Passos é citado; (3)
- GDF assina TAC e não teme batalha jurídica; (3)
- Teatro Oficina Perdiz não será mais demolido nesta quarta-feira; (3)
- O tempo em Brasília. Parcialmente nublado com períodos de nublado com névoa seca. A umidade relativa do ar estará variando entre 90 e 35 por cento. Temperatura: Máx:25 ºC, Mín:13 ºC. (3)
Fontes:
(1)-http://www.radiobras.gov.br/sinopses.htm
(2)-http://www11.estadao.com.br/ultimas/
(3)-http://noticias.correioweb.com.br/
(4)-http://www.embrapa.br/noticias/banco_de_noticias/index_htm
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