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Arquivos de 04/2007:

30/04/2007 - 18:24

Furnas X BR Distribuidora: PMDB e PT empatam o jogo

O entorno técnico do presidente fica com os cabelos em pé só de ouvir falar que o ex-prefeito Luiz Paulo Conde, indicado pela bancada ex-garotinho do PMDB do Rio, vai presidir Furnas. Mas a área política, inclusive com o apoio do PT, continua insistindo e apoiando. Acham que, se a indicação melar, a situação com o PMDB fica muito difícil. E os petistas não estavam ambicionando exatamente esse cargo, que, aliás, nunca tiveram. Por outro lado, enquanto ganham as graças dos peemedebistas apoiando Conde em Furnas, os petistas abrem caminho para puxar o tapete de Moreira Franco na BR Distribuidora, para onde estão indicando o ex-senador José Eduardo Dutra. Um a um, digamos assim.

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30/04/2007 - 16:16

Brasil não espera pagamento justo da Bolívia

No governo, o palpite de especialistas em Bolívia é de que amanhã Evo Morales não vai dar refresco para a Petrobras e anunciará um pagamento mínimo pela nacionalização das refinarias, algo em torno de US$ 70 milhões. A empresa está cobrando US$ 200 milhões, mas já ficaria satisfeita com US$ 170 milhões - o que, ao que parece, não terá. Afinal, o presidente boliviano fdaz sua política externa olhando da porta para dentro. Ou seja, em situação política meio difícil, com a constituinte empacada, Morales vai precisar mais uma vez recorrer a um arroubo populista. E o que fará o governo brasileiro? De imediato, muito pouco ou quase nada. O que se diz é que, para os padrões da Petrobras, não se trata de um rombo tão grande assim. Mas vão prosseguir as tratativas brasileiras com outros países produtores de gás.

Já se, neste primeiro de maio, houver manifestações e quebra-quebra em instalações brasileiras e nas cidades da fronteira com o Brasil, aí a coisa fica mais grave - pelo menos é esse o recado que está sendo passado pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, a autoridades bolivianas que estão hoje em Brasília. Numa escala de zero a dez, a preocupação brasileira com o primeiro de maio boliviano hoje está perto de oito.

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30/04/2007 - 12:18

A BBC, de Londres, está distribuindo o seguinte texto, sobre matéria publicada no jornal italiano “La Repubblica“:
‘Revolução prudente’ de Lula cria Brasil-potência, diz jornal

Uma “revolução prudente” liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva está fazendo nascer uma “potência econômica” do Brasil, afirma matéria publicada nesta segunda-feira no jornal italiano La Repubblica.

“Aquele líder barbudo que por muitos anos foi o espantalho do grande capital acabou se tornando o presidente do Brasil que agrada o mundo das finanças e da indústria”, diz o texto.

“As empresas crescem, o mercado interno se desenvolve e também os capitalistas.”

Em tom positivo, o artigo nota que “o Brasil mantém sua posição de guia do continente, maior exportador regional, e economia mais industrializada capaz de produzir fenômenos empreendedores notáveis”.

“Famílias novas e tradicionais consolidam seus poder e se expandem para o exterior”, diz o Repubblica, citando empresários como Roger Agnelli, que encabeça a Companhia Vale do Rio Doce, os banqueiros Joseph e Moise Safra, o governador do MS e plantador de soja, Blairo Maggi, e os irmãos Constantino, da Gol.

No entanto, a matéria ressalva que “a transição para uma economia capitalista moderna permanece incompleta”, porque ainda falta resolver “o problema da forte desigualdade”.

“O país mantém as contradições de sempre, com um desenvolvimento econômico que não reduz as desigualdades e a incapacidade, nos últimos vinte anos, de criar um novo modelo de industrialização.”

Competitividade

O diário argentino La Nación traz uma matéria em que descreve o debate, no Brasil, para “reverter a perda de competitividade”.

“O Brasil perdeu posições em conhecimento e competitividade em relação à Argentina e outros países da América Latina”, diz o texto.

O problema foi debatido em um encontro promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em que, segundo o jornal, os empresários “pediram políticas ativas” do governo: taxas de juros mais baixas, investimentos em inovação tecnológica e um marco regulatório mais simplificado.

De acordo com o diário argentino, empresários no encontro disseram que o país não pode pensar apenas em um plano nacional, e deve investir na regionalização econômica para garantir um desenvolvimento sustentável.

Efeito à distância

Preços de sucos de laranja já estão aumentando no Japão em decorrência da expansão das áreas de plantação de cana-de-açúcar para fabricação de biocombustível, afirma matéria do diário japonês Yomiuri Shimbun.

Segundo o jornal, grande parte do efeito inflacionário se explica pela transformação de áreas de cultivo no Brasil, produtor de 60% de toda a laranja mundial. A menor oferta de laranja eleva o seu preço.

A matéria diz ainda que o aumento dos sucos de laranja já ameaça criar um ‘efeito dominó’ sobre o preço de outros sucos de fruta industrializados.

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30/04/2007 - 10:18

Lula tira Dilma mas não abre a mão

Lula afastou a ministra Dilma Rousseff da comissão de ministros responsável pela distribuição do segundo escalão para protegê-la. Ela havia virado alvo da ira dos aliados, sobretudo dos peemedebistas, pela resistência em ceder certos cargos técnicos, sobretudo na área de energia. O que não quer dizer que o presidente vai ceder. O ex-prefeito Luiz Paulo Conde, indicado pela bancada do Rio, ainda está distante da presidência de Furnas e, se depender de muita gente no governo, assim ficará. Lula tem ouvido - e, ao que parece, concordado - que a empresa é estratégica e já foi envolvida em muitos, mas muitos rolos mesmo.

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30/04/2007 - 09:43

César Maia espera acordo com Sérgio Cabral

O prefeito do Rio, César Maia (DEM), acaba de divulgar na news letter eletrônica “O Ex-Blog do César Maia” sua primeira avaliação dos prováveis candidatos à sua sucessão em todos os partidos. Fica claro no texto que Maia está à espera de um acordo com o governador peemedebista Sérgio Cabral, para que ambos tenham um candidato comum. Leia o texto do prefeito:
O QUADRO SUCESSÓRIO PARA A PREFEITURA DO RIO!

01. Vários pré-candidatos começam a contratar pesquisas que possam respaldar as suas candidaturas e/ou oferecer informações sobre o quadro geral e seus adversários -dentro e fora de seus partidos.

02. O primeiro ponto é especular sobre quem serão os candidatos. Denise Frossard do PPS certamente até porque venceu ,com apoio do PFL, o primeiro turno da eleição para governador em 2006 na capital. Seu problema são aliados que possam agregar tempo a sua TV. O PFL -hoje Democratas- já informou que certa e garantidamente o numero 25 lançará seu candidato a prefeito.

03. Inevitavelmente o deputado Chico Alencar será candidato. Sua boa performance em 1996 é um bom antecedente. Sua performance decrescente para deputado em 2006 estimula também que reforce sua visibilidade agora. Também em seu caso a falta de tempo de TV é um problema que enfrenta. Sua candidatura tem uma nuance importante. Ela elimina as candidaturas de pré-candidatos que tem a mesma referência de voto, como o deputado Carlos Minc do PT e o ex-candidato a senador do PV, Alfredo Sirkis.

04. Com isso se chega ao PT. A hipótese com que os mais atentos analistas trabalham é da eliminação da candidatura Minc por Chico Alencar. Nesse quadro sobram dois candidatos: do deputado atual e ex-vereador Edson Santos e Wladimir Palmeira que foi candidato a governador em 2006. Wladimir tem insistido em sua candidatura dizendo que foi para o sacrifício em 2006 e se saiu bem. Sendo o nome de Edson Santos -que é o mais provável- o corte eleitoral que buscará será semelhante ao de Benedita, mas sem a base evangélica dessa. Ou seja: não apontará para as classes médias do Rio. Sonha com o apoio do PMDB o que será muito difícil com o nome do Edson Santos.

05. O PSDB vive uma disputa interna que começa em sua convenção municipal de agosto. Três nomes despontam: O deputado e ex-vice-governador e ex-candidato a governador, Luiz Paulo. O ex-deputado e atual secretário Eduardo Paes cuja performance na candidatura a governador em 2006 ficou muito aquém do que seus pares esperavam. Sua adesão pronta ao candidato e atual governador Sergio Cabral não deixou boa imagem no PSDB. Ele é secretário geral do PSDB nacional e ninguém se lembra mais disso. E o deputado Otavio Leite em carreira ascendente e que hoje já é vice-líder do PSDB na câmara de deputados e suplente da CPI do Apagão Aéreo. Difícil se prever o que virá da convenção. Otavio e Luiz Paulo jogarão juntos.

06. O DEM -que tem a prefeitura do Rio, sabe que da posição de força e da capilaridade que tem, e conhecida a dinâmica de todos os governos do atual prefeito na segunda metade de suas administrações- e analisada todas as eleições que disputou, o DEM conta com um patamar natural de 20% que crescerá na medida do desempenho de seu candidato. Hoje seus pré-candidatos são os dois deputados federais cariocas, e alguns secretários. Todos sabem que quem sair será alavancado para os 20% de piso pela força do DEM no Rio. Mas nenhum deles hoje tem um numero expressivo em pesquisas, o que tende a tornar a decisão de caráter político, a menos que esta situação se altere.

07. Jandira Feghali do PCdoB decidiu aceitar a secretaria de economia em Niterói. Alguns acham que é para trabalhar a alternativa Rio ou Niterói. Outros acham que é pela proximidade do PCdoB com a Industria Naval. O problema maior que enfrenta é o insulto que cometeu à Igreja Católica com a entrada, em 2006, de um fiscal da justiça na sede da Cúria para fazer busca de material contra ela sobre o aborto. Ela cometeu o erro imperdoável de entrar numa legação estrangeira, de outro Estado, o do Vaticano, o que foi considerado inadmissível. Esse obstáculo é de muita importância pela proximidade com 2006. Ela também conta com muito pouco tempo de TV.

08. O senador Marcelo Crivela do PRB e da IURD, mantém-se num patamar importante entre os eleitores da capital. Algo perto dos 20%. Mas há a convicção de que independente de quem seja seu adversário, perderá para qualquer um no segundo turno. Dizem que pensa transferir seu titulo para São Gonçalo, o município com maior concentração de evangélicos do Estado do Rio,( mais de 50%). Mas ele -mesmo sabendo das dificuldades em tempo de TV- pode querer rolar sua visibilidade com vistas à re-eleição para o senado em 2010.

09. Finalmente o PMDB -sem nome majoritário na capital e dado o desgaste dos Garotinhos aí- analisa parcerias com o DEM e com o PT, ou no apoio a um nome amplo da sociedade civil. Mas sua estrutura interna de poder não permite antecipar a decisão, já que a convenção de junho de 2008 não tem uma maioria nítida. O governador Cabral poderá jogar um papel importante na decisão se seu governo naquele momento estiver num nível alto de aprovação. Sua tendência -hoje- é passar por 2008 como magistrado sem estressar suas relações políticas para nenhum lado.

10. O PDT pode marcar posição com o nome do deputado Brizola. Bom para ele mas não para o Partido. Há a possibilidade de um acordo em torno da frente formada na câmara de deputados com o PSB e PCdoB. Nesse caso apoiaria Jandira no Rio, o PSB em Caxias e Petrópolis e seria apoiado em Niterói e Campos. Essa possibilidade recolocaria o tempo de TV de Jandira em outro patamar.

11. Finalmente os demais partidos médios -PTB, PP e PR,( ex-PL), que com tempo de TV que tem, poderão negociar alianças pragmáticas que os reforcem para 2010.

12. As pesquisas dão a Denise uns 25%. A Crivella um pouco menos de 20%. A Jandira um pouco mais que 15%. Aos candidatos do PSDB e DEM e a Chico Alencar um pouco menos que 10%. E a Edson Santos um pouco menos que 5%. Grid de largada ainda em construção, portanto.

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30/04/2007 - 09:32

A revolta das ONGs

Ontem, a propósito do risco de greve no Ibama, escrevi que, de Lula a José Dirceu, todo mundo no governo e no PT acha que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, deixou as Organizações Não Governamentais (ONGs) tomarem seu ministério. Especialmente tomarem o Ibama. Hoje, reportagem de João Domingos, no jornal “O Estado de São Paulo”, confirma que agora essa turma está a fim de ver o circo do governo pegar fogo. Leia abaixo:
Ibama fica sem comando depois de reformulação

Mudanças promovidas no Meio Ambiente deixaram o órgão sem presidente e desfalcado de 6 dos 7 diretores

João Domingos

As mudanças feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) devem deixar o órgão acéfalo a partir de hoje. Seis dos sete diretores decidiram sair, num gesto de solidariedade a Marcus Barros, cujo afastamento da presidência do órgão foi decidido pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. O único diretor que deve permanecer é o de Fiscalização, Flávio Montiel.

Medida Provisória editada sexta-feira dividiu o Ibama em dois, com a criação do Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade. Como as mudanças foram feitas a toque de caixa, pegaram todo mundo de surpresa e a confusão é grande. Na mesma sexta-feira, em assembléia, os 7 mil servidores do Ibama resolveram decretar estado de greve por tempo indeterminado. Várias manifestações estão programadas para os próximos dias e os servidores não descartam a possibilidade de uma greve geral.

Se paralisarem suas atividades, as licenças ambientais necessárias ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que já estão atrasadas, vão demorar mais a sair. Destes servidores, cerca de 250 têm qualificação para tratar das licenças.

As baixas no Ibama acontecem num momento em que Marina encontra dificuldades para preencher os cargos que vagaram no órgão, assim como os novos postos no Instituto Chico Mendes. Para presidir o Ibama, o nome preferido da ministra é o do atual diretor da Polícia Federal, Paulo Lacerda. Mas o ministro da Justiça, Tarso Genro, já deixou claro que preferia mantê-lo na PF. Para os outros cargos, a informação é de que Marina e equipe passaram o fim de semana analisando currículos, para que os convites possam ser feitos nesta semana.

De acordo com informações do Ibama, vão deixar seus cargos os diretores Luiz Felipe Kunz (Licenciamento), Márcio Freitas (Qualidade Ambiental), Rômulo Melo (Fauna e Recursos Pesqueiros), Luiz Carlos Hummel (Florestas), Paulo Oliveira (Socioambiental) e Marcelo Françozo (Ecossistemas). A assessoria do Ministério do Meio Ambiente disse que não tinha informação sobre a saída dos diretores. Comentou ainda que, apesar da decisão da ministra de afastar Marcus Barros da presidência do órgão, a demissão ainda não foi publicada no Diário Oficial da União.

RIO MADEIRA

O ex-secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente Cláudio Langone disse ontem que não aceita ser responsabilizado pelo atraso na concessão das licenças ambientais para a construção das hidrelétricas do Rio Madeira, em Rondônia. Langone e outros funcionários graduados do ministério foram afastados há dez dias pela ministra Marina, depois de seguidas pressões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela rápida concessão das licenças para as hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, duas das principais obras do PAC, que devem gerar 6.450 megawatts, e nas quais serão investidos R$ 20 bilhões.

“Se o governo tivesse a compreensão de que eu era contrário ao licenciamento, não teria delegado a mim a função de coordenar o processo para a busca das soluções técnicas e legais adequadas para solucionar o impasse, que resultou nos caminhos que ora estão sendo percorridos para o licenciamento”, disse Langone ao Estado. Depois de ser nomeado pelo próprio Lula para coordenar a busca de soluções para a questão do Madeira, visto que o Ibama havia negado a licença ambiental para as obras, ele disse que participou de três reuniões no Palácio do Planalto, duas delas com o próprio presidente, mais os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Silas Rondeau (Minas e Energia) e Marina Silva.

“Qual foi a reação do presidente Lula ao saber que o Ibama havia negado a licença para as obras do Madeira?”, foi perguntado a Langone. “A reação natural de quem está ansioso para fazer obras importantes e recebe a notícia de que há problemas legais nelas”, afirmou o ex-secretário-executivo. “Algo assim como um misto de surpresa e de indignação.”

Na quinta-feira, um ministro que participou de reuniões para tratar dos pareceres técnicos do Ibama contrários à concessão da licença ambiental revelou ao Estado que a reforma do Ibama deu os resultados esperados, a começar pela saída de Langone. Esse mesmo ministro afirmou que Langone insistia em não aceitar o licenciamento prévio. Isso, ainda de acordo com o ministro, acabou por irritar Lula, que pediu a Marina a cabeça do secretário-executivo, que há 15 anos ocupa cargos importantes em governos do PT. Primeiro no Rio Grande do Sul e depois em Brasília.

Langone disse que tem conhecimento de que alguém levou ao presidente Lula a “fofoca” de que era contrário às licenças para as obras do Rio Madeira. “Sei que isso aconteceu.” Por esse motivo, acha que está sendo usado. “Depois de nomeado pelo governo para coordenar o processo, fiz três reuniões, todas elas no Planalto, duas com Lula.”

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30/04/2007 - 09:10

Sobrou apenas o Dulci no Palácio

Nada mais injusto do que a reclamação das demais tendências do PT de que o chamado Campo Majoritário, grupo hegemônico no partido, está super-representado neste segundo governo do presidente Lula. Do ponto de vista da importância dos postos hoje ocupados, o Campo Majoritário perdeu. E muito!

O processo de enfraquecimento do Campo Majoritário começou, obviamente, com o escândalo de Waldomiro Diniz, seguido das denúncias do chamado mensalão.

Ali, a sociedade se voltou contra os principais nomes da tendência - como o então poderosíssimo José Dirceu; o presidente da legenda, José Genoino; o tesoureiro do partido, Delúbio Soares; e o secretário-geral Sílvio Pereira, o Silvinho - que dominavam amplamente o PT e o governo.

Ali o presidente Lula parece ter-se convencido de que precisava se afastar do grupo, trazendo para junto dele nomes de outras tendências.

Os dois principais foram a ministra das Minas e Energia, Dilma Roussef, guindada ao comando da Casa Civil da Presidência, e o ministro da Educação, Tarso Genro, levado a presidir o partido e hoje à frente do poderoso Ministério da Justiça. Genro é da tendência Movimento PT e Dilma não pode ser enquadrada em nenhum grupo, a não ser que se crie dentro do PT a Tendência Lula.

Só um dos integrantes do Campo Majoritário permaneceu no Palácio do Planalto: o secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci. Permaneceu porque, do grupo, era o menos proeminente. E o que mais se submetia à liderança direta do presidente Lula, acima do partido e do Campo Majoritário. E mesmo assim, o próprio Dulci perdeu poderes.

Tendência Lula

Não existe formalmente a Tendência Lula dentro do PT. Mas esse é o grupo que mais cresce no partido e que mais rouba antigos membros ardorosos do Campo Majoritário. Dilma Roussef seria o grande nome desse grupo, muito embora não tenha vindo do Campo Majoritário. Mas há outros expoentes da Tendência Lula: o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o do Planejamento, Paulo Bernardo, assim como o assessor para Relações Internacionais, Marco Aurélio Garcia.

Da coluna Informe-JB, assinada pelo autor do post, no “Jornal do Brasil”.

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29/04/2007 - 13:18

Governo reforça vigilância na fronteira com a Bolívia

Não foi por acaso que, há dias, as superintendências da Polícia Federal em cidades próximas da fronteira com a Bolívia e os quartéis da região foram avisados para ficar de olho. Tudo discretamente, sem maiores escândalos, já que ninguém está se preparando para a guerra. Mas o governo brasileiro está preocupado com as manifestações do primeiro de maio na fronteira, sobretudo com a possibilidade de quebra-quebra em instalações brasileiras e se prepara para defender o patrimônio de brasileiros.

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29/04/2007 - 13:12

Dominicais II: de perto ninguém é normal

Ai, as delícias da normalidade. Mais um fim de semana em que cada um atira para um lado. Milícias bolivianas, cortadores de cana, bagres, é como a gente sempre diz aqui: quando não há uma manchete unânime, óbvia e inequívoca é que não tem notícia mesmo - sem querer desmerecer algumas boas reportagens, o fato é que, em termos de informção, não perde grande coisa quem não ler os jornais deste domingo.
Ainda assim, alguns destaques da rodada:
1. Aeroportos voltam à normalidade. A normalidade dos aeroportos é caos, filas, maus tratos aos passageiros, 24% dos vôos com mais de uma hora de atraso. Nada a ver com os controladores, ao que parece. Segundo as companhias, “excesso de tráfego”. Excesso de tráfego é a vovozinha. Alguém já teve curiosidade de ir ver quanto aviões foram desviados dos vôos comerciais para fazer chater para pacotes turísticos neste feriadão?
2. Normalíssimo: um cientista político falando de terceiro mandato. Leôncio Martins Rodrigues, em entrevista à Folha, diz que Lula “pode ser eleitor dele mesmo em 2010″. E que estaria sondando o terreno para um terceiro mandato com “muito cuidado”. Mais uma vez, sem elementos concretos a amparar a suposição. Mas já sabemos que amanhã um monte de gente vai estar falando sobre isso como se fosse uma verdade inequívoca. Com três anos e meio de antecedência. Normal.

3. O padrão de normalidade de uma CPI não é o do fim do mundo. É só fazer um levantamento e constatar que a grande maioria das CPI funcionou (ou não) de forma medíocre, sem produzir maiores marolas. É o que parece que vai acontecer com a CPI do Apagão na Câmara. Interessantíssima matéria de Maria Lima e Adriana Vasconcelos no Globo de hoje sobre a resistência das estrelas da oposição em fazer parte da CPI deixam isso claro, claríssimo. O último que disse que uma CPI não ia dar em nada se deu mal. Hum, mas essa….
4. Não é normal ver a empresária do ramo do entretenimento masculino, Jeany Mary Corner, dando entrevista ao Globo no domingo (ao competente Gerson Camarotti). Está mal de vida. Ameaça escrever um livro. Acho que, logo, logo, a vida dela volta à normalidade financeira.
5. Tanta normalidade assim até irrita. Nós, jornalistas de Brasília já estamos começando a ficar preocupados com a sobrevivência. Normalidade não rende notícia, não dá emprego…Dá uma certa ansiedade, né. Necessidade de adrenalina na veia.

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29/04/2007 - 12:08

Dominicais I: correspondência em dia

1. Luluzinhas, gostei muito dos comentários de vocês ao post sobre o Clodovil. Assim como eu, a maioria das que aqui opinaram também não se sente ofendida pelas bobagens do apresentador-deputado sobre as mulheres. E nem acha que ele deve perder o mandato por causa disso.

2. Rapazes, menas, tá? Sei que alguns de vcs consideram irresistível o perfil da mulher clodoviniana. Mas não precisa confessar publicamente, né…

3. Também interessante o debate sobre o artigo do Luiz Weis a respeito do jornalismo de insultos. Discordo dos que acham que não é hora de a mídia se dividir e os jornslistas discutirem a relação. Ao contrário, acho que essa é exatamente a hora. E acho que é o que a sociedade espera de nós, sob o risco de, cada vez mais distante em seu pedestal, a imprensa - sobretudo a escrita - um belo dia descobrir-se irrelevante.

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