O Brasil terá um bom ano na economia em 2007
O economista Raul Velloso, colaborador deste blog, faz projeções otimistas para a economia do país nos próximos quatro anos, embora esteja convencido que o crescimento do PIB não chegará aos almejados 5%.
Vamos primeiro as boas notícias para 2007. O risco país continuará em queda em direção ao desejado grau de “investiment grade” talvez ainda no primeiro semestre, com pouco de sorte no primeiro semestre.
A dívida externa já deixou de ser problema para os brasileiros em 2006, e estará em melhor situação em 2007. O total, público e privado, está na ordem de U$ 158 bilhões, isto é, explica Velloso, um pouco acima dos US$150 bilhões que entram no país com as exportações anuais. Uma excelente garantia para os investidores internacionais.
Melhor ainda, a dívida externa da União, em torno de U$ 70 bilhões, está coberta pelas reservas de U$80 bilhões. As reservas subiram R$30 bilhões em um ano, de 2005 para 2006.
Com tanto dólar sobrando, não se deve esperar desvalorização do real, e para a tristeza dos exportadores. A cotação da moeda americana vai permanecer inalterada em 2007, em torno de R$ 2,20.
E POR QUE O CRESCIMENTO NÃO CHEGARÁ AOS 5% DO PIB?
Por falta de infra-estrutura. Falta de rodovias, ferrovias, hidrovias e portos, grandes e modernos portos. Na avaliação de Velloso o limite máximo para o país crescer com a atual infra-estrutura é de 3,5% e ainda assim, contando com toda a criatividade, boa vontade e custos arcados pelo setor de transportes.
O estado brasileiro tem que investir e investir muito em infra-estrutura. E tem que ser o estado mesmo o grande investidor, União, Estados e Municípios. A iniciativa privada poderá dar contribuição, mas o forte tem que vir de recursos públicos.
O Brasil precisa gerar poupança para ter recursos para investir em infra-estrutura. Mas Raul Velloso tem dúvidas se o governo Lula terá disposição política de aproveitar os próximos quatro anos na bonança para assumir postura de austeridade nos gastos públicos.
O governo deveria, na opinião de Velloso, aproveitar o crescimento dos próximos anos para promover as necessárias reformas na previdência, para reduzir burocracia, cortar fundo despesas públicas e, enfim, assumir um choque de gestão.
Enfim, em 2007 tudo indica que teremos um bom ano, em 2008, 2009 e até 2010 também serão anos favoráveis.
Bem, se o país aproveitar bem esta onda poderá ser o país desenvolvido em 2020. Como está dito na nota anterior.
