02/07/2009 - 01:11
- Chicão é o paredão. Felipe, a muralha.
- Mano Menezes é o cara e armou certinho o time para fazer um gol e acabar com a disputa.
- Será que o Kleber entendeu depois deste jogo o motivo de ter perdido a vaga no time titular de Dunga para o André Santos?
- Em 2003, D’Alessandro fez os corinthianos de bobos. Seis anos depois, foi mais bobo ainda fazendo aquela ceninha besta depois da expulsão.
- O Inter passou raspando contra o Flamengo e o Coritiba. Três vezes não daria mesmo.
- O Ronaldo tem uma estrela tão grande e o Mano Menezes é tão competitivo e competente, que até dá pra imaginar um Corinthians livre de seu trauma maior: a Libertadores.
- O jogo no Pacaembu foi muito melhor do que o do Beira-Rio. Principalmente porque o Inter foi muito bem na partida, ainda que sem Nilmar. O Inter tomou um mas também poderia ter feito. Mas tomou o segundo e aí era o prato cheio para Mano Menezes. A decisão, aliás, foi definida em São Paulo.
- O Jorge Henrique parece o Romário e viveu dias de Ronaldo nas duas decisões. Um gol em cada e o título é bastante dele. Ele, repito, que não tem bola para tal. Coisas do futebol.
Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Brasileiro
Tags: Copa do Brasil, Corinthians, Ronaldo
16/06/2009 - 15:44
Todos os anos, quando a Copa do Brasil começa, tem uma final provável. Times fortes que bateram na trave para ganhar a vaga na elite (Libertadores), acabaram ficando no segundo escalão (Copa do Brasil) e, por isso, entram como favoritos.
Ano passado, o Palmeiras e o Inter eram os candidatos óbvios. O Sport matou os dois favoritos e mais o Vasco. O Corinthians, da série B e sem estrelas, chegou a uma improvável final onde também morreu na BombonIlha do Retiro.
Em anos recentes, Paulista de Jundiaí, Santo André e Figueirense estiveram em finais, com exceção recente a 2006, quando Flamengo e Vasco decidiram.
Este, aliás, sempre foi o barato da Copa do Brasil. Mesmo no tempo em que todos jogavam, equipes como o próprio Sport, o Ceará, o Criciúma e o Goiás jogaram a final.
Desta vez é diferente. Pegue qualquer previsão da lógica (e futebol nem sempre dá a lógica) e a final Corinthians x Internacional seria cravada. Sem São Paulo, Grêmio, Palmeiras, Cruzeiro e Sport, não existiam outras duas forças equivalentes em todo o resto do futebol brasileiro. Coritiba e Vasco foram azarões na reta final mas desta vez não vingaram. Corinthians e Inter figuram, inclusive, entre os favoritos do Brasileirão, onde todos os times jogam.
Por isso, o duelo Internacional (mais forte porém mais desfalcado) x Corinthians (menos técnico mas com o fenômeno Ronaldo), não tem favorito.
Até porque os dois times se equivalem no que existe de mais precioso na hora de decidir em mata-mata. Corinthians e Inter têm a pegada gaúcha no sangue (ou na cuia).

Foi com essa pegada que Mano Menezes subiu o Corinthians ano passado e fez o time vencer São Paulo e Santos (na garra e na bola) para ser campeão paulista. É a marcação e a correria desde o Jorge Henrique. É a consistência na marcação de Cristian e Elias.
É com a mesma pegada gaúcha que nem sempre Abel soube impor ao Inter do ano passado que Tite faz seus jogadores (todos os 22 do grupo) comerem grama o tempo todo e jogarem sob a batuta do maestro Guiñazu. É só você ouvir o (já não mais tão garoto) Taison dar uma entrevista para ver o quanto ele tá com o sangue nos olhos.
O Inter não tem o seu principal jogador, Nilmar, e um outro jogador razoável, Kléber. O Corinthians não tem André Santos que, se não dá para cravar principal jogador por conta do poder de decisão de Ronaldo, é certamente muito mais importante para o conjunto do time do que Ronaldo.
Vai ser uma grande final. Digna dos tempos em que a Copa do Brasil tinha todos os pergonagens principais em seu elenco.
Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Sem categoria
Tags: Copa do Brasil, Corinthians, Internacional, Mano Menezes, Nilmar, Ronaldo, Tite
19/05/2009 - 17:35

Faça rapidamente uma lista dos atacantes que podem aparecer na lista de Dunga para a Copa do Mundo. Sua lista não vai conseguir fugir de ter Nilmar (meu favorito), vai ter Ronaldo, o mito, pode ter também os que estão lá (Luis Fabiano, Robinho e Pato). E em dois jogos no máximo terá de volta Adriano, que certamente vai se destacar no Flamengo.
Forçando a barra algum otimista colocará Keirrison, Grafite ou Hulk. Os cruzeirenses, esses sortudos fazedores de grandes atacantes, pensarão, com razão, em Guilherme. Vagner Love não será descartado. Os gremistas tentarão naturalizar Maxi López e lá da Ilha do Retiro ouviremos o coro de Ciro. Não me surpreenderei se Borges, que é o ‘matador-zero-carisma’, seja lembrado, pois há tempos que aqui nesta terra só dá ele.
Mas e o Fred? Cadê o Fred?
Fred teve uma das melhores trajetórias do futebol brasileiro dos últimos tempos ao chegar a Copa de 2006. Pintou como um novo Ronaldo, pois chutava bem com as duas pernas, tinha velocidade, bom cabeceio e cabeça no lugar.
No Mundial, entrou em campo numa das cenas mais interessantes que já presenciei ao vivo. Parreira coloca ele em campo em Munique, contra a Austrália, e um grupinho de senhoras/torcedoras/turistas (típico do Brasil em Copas) lamenta:
- Fred, quem é Fred? Esse Parreira não dá. Nunca ouvi falar deste Fred.
Fred apresentou-se para aquelas senhoras ao marcar o segundo gol brasileiro. Gol de estrela, comemoração diferente, marcante.
Copa terminada e Fred é um dos poucos ‘absolvidos’. Ele saiu ileso e léguas na frente de Adriano como substituto natural de Ronaldo, que tinha sua carreira, mais uma vez, dada como encerrada (arrã).
Mas aí, o que aconteceu? Nada… Fred não fez nada. Conformou-se com entrar de vez em quando no time titular do Lyon (uma espécie de túmulo do futebol brasileiro – ou alguém discorda que o Juninho tem condição de ser titular de Milan, Chelsea, Real ou Barça?). Na Seleção de Dunga, foram 6 convocações, um gol apenas e não é chamado desde junho de 2007 (obrigado, Rodolfo Rodrigues), quando foi cortado da Copa América por contusão. Já em janeiro de 2008, uma capa da revista Placar colocava cinco candidatos a camisa 9 da Seleção. Fred sequer aparecia.
Não é de hoje que Fred parece ter desistido. Uma síndrome meio ‘Ronaldinho Gaúcho’ de se conformar em ser coadjuvante, qualquer coisa tá bom. Deveria ter abandonado o Lyon já em 2007 ou 2008, caso quisesse realmente dar uma nova guinada na carreira.
Aconteceu em 2009 e, claro, não está tarde para ela, a guinada. Pelo contrário, ele tem apenas 25 anos de idade e o mundo pela frente. O problema é que, para quem chegou relativamente em forma já há mais de dois meses, Fred segue devendo. Num Fluminense com os bons Thiago Neves e Conca ao lado, não dá para ele ter tão poucos gols e nenhum decisivo.
Afinal, ele é o Fredgol da foto que ilustra este post, retirada do site oficial do jogador. A marra toda deste site precisa entrar em campo e mostrar alguma coisa. Mostrar que não desistiu.
Oportunidade melhor do que contra o Corinthians de Ronaldo no Maracanã lotado nesta quarta-feira, ele dificilmente terá.
Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional, Seleção Brasileira
Tags: Corinthians, dunga, Fluminense, Fred, Ronaldo, Seleção Brasileira
04/05/2009 - 13:19
- O Bicho papão do ano é o Barcelona. O único medo que dá é que depois de meter seis no Real Madrid no Bernabeu fique difícil manter a concentração (fica mesmo, vamos combinar). E aí o chatinho Chelsea sob comando do bruxo Hiddink pode conseguir uma das maiores zebras dos últimos anos da Champions League: eliminar o grande time do torneio.
- Afinal, o ano do Barcelona está ganho depois dessa humilhação pública em Madri. Mas que os deuses nos permitam a final Manchester United x Barcelona em Roma.
- Outro grande momento do futebol europeu no feriado. Ibrahimovic sendo vaiado pela própria torcida da Inter na partida contra a Lazio. Aí ele pega a bola, tira do zagueiro e bate para abrir o placar. Depois dá um passe primoroso para o segundo gol. Nos dois lances, mandou a torcida calar a boca sem dó. Está muito na cara que o sueco está de saída (Real Madrid?).
Por aqui
- Vamos voltar ao Brasil. Não sei se alguém reparou, mas surgiu um novo camisa 10 no futebol brasileiro. Eu tava com saudade já de ver um cara que pega a bola no meio e toca pra frente, na vertical e não faz passe de lado para os alas. Não é volante que sabe sair jogando nem atacante que vem buscar jogo. É o 10. Posição do Alex do Fenerbahçe, posição que a gente gostaria de ver o Ronaldinho jogar.
- Alguém sabe de quem eu estou falando? Paulo Henrique, o tal Ganso santista. O Neymar tem todos os holofotes mas, para mim, a grande revelação do Paulistão foi Paulo Henrique.
- E alguns vão dizer: ‘mas ele erra muito passe’. Pois é, quem toca na frente, enfia a bola entre os zagueiros, tenta tabela pelos espaços mais apertados, erra mais passe mesmo. Quem toca de lado, realmente não erra passe. Volante e zagueiro dificilmente erra passe. Paulo Henrique cansou de colocar o Kleber Pereira na cara do gol nos dois jogos. Fora isso, lançou Triguinho, Neymar e mesmo Madson diversas vezes. Sabe receber a bola de costas para o gol e virar, ou vir com ela dominada.
- Mesmo assim, Paulo Henrique está longe de figurar ente os três melhores do torneio. É apenas uma grata surpresa que, perdendo um pouco mais a timidez, ganhando força, pode encher os olhos no Brasileirão.
Top 3 Paulistão
- Na terceira posição fica Madson. Não é um cracaço de bola, mas ninguém correu mais do que ele nas quatro últimas partidas (o Jorge Henrique chegou perto na corrida, mas não criou nem um terço do que o baixinho santista criou e decidiu). Chuta bem, dribla, vai para a linha de fundo, corre atrás do prejuízo. Dá gosto de ver.
- O segundo lugar é uma espécie de primeiro: Elias. O mais voluntarioso também. Não acho que seja um jogador de seleção ou algo do gênero (ao contrário de André Santos, que merece uma chance), mas acho Elias, além da cara do Corinthians, o retrato deste título.
- O primeiro não tem nem graça. Ronaldo nem precisou jogar o campeonato inteiro e muito menos fazer grande partida no jogo de volta para ganhar o prêmio. Acabou com o São Paulo no Morumbi e com o Santos na Vila. Fica devendo uma apresentação de gala no Pacaembu. Quem sabe já não acontece nesta quarta…
- Por falar em Atlético-PR, sei não viu? Campeão e terceiro colocados do paranaense precisam entrar bem espertos no Brasileirão, ainda que os dois tenham chances de classificação na Copa do Brasil (Coxa já classificado). Considerando o elenco e mesmo a campanha que os quatro grandes de São Paulo, os três do Rio, os dois do RS, o Cruzeiro, o Sport e até o Vitória fizeram na pré-temporada, a dupla atletiba entra em desvantagem, pelo menos aparentemente, para mais da metade dos clubes do torneio. Ou estou enganado?
- Falando em estaduais, que vexame o fogo no William, o campo lotado de gente e a pancadaria no Ba-Vi. Sem contar ‘nosso amigo’ Domingos…
- E o Botafogo… ai ai ai. Nem com reza brava.
- Por último, meus parabéns ao Avaí pelo título e a Chapecoense pela vaga na série D.
Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Brasileiro
Tags: Atlético-PR, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Paulo Henrique, Ronaldo, Santos
27/04/2009 - 10:56

A pergunta mais chata do futebol atual é: ‘o Ronaldo vai VOLTAR A SER aqueeeele Ronaldo, de 98 e de 2002?’
Quem ainda quer ver o Ronaldo de 98 e de 2002, por favor, sugiro um site muito bom, um tal de youtube. Entrando lá, dê buscas e mais buscas. Não falta Ronaldo de 98 e 2002 por lá para os saudosistas.
As pessoas estão tão preocupadas com esta pergunta que esquecem do Ronaldo de 2009. O Ronaldo do Corinthians (mas também de todas as torcidas) é outro Ronaldo. Um jogador que se reinventou em campo porque é inteligente e sabia que precisava fazê-lo.
Esqueçam a ladainha de ’sou Brasileiro e não desisto nunca’, Ronaldo é apenas um jogador muito acima da média de sua geração. Por isso, em campo, sempre encontra um jeito de se destacar. De fazer a diferença.
Se o gol dele contra o São Paulo, aquele pique, foi um resquício do Ronaldo do Cruzeiro, nos outros momentos todos, o novo Ronaldo, o 2009, é outra coisa. Ele, talvez pela primeira vez em toda a sua carreira, agora se preocupa em enxergar o jogo. Foi assim no passe para o gol no Morumbi semana passada, no cruzamento que deu na estreia contra o Palmeiras.
Se não tem a explosão ideal e um Zidane, Figo ou Rivaldo para meter a bola para ele, Ronaldo, ele mesmo, resolveu abrir os olhos e brincar de ver o que acontece no resto do campo.
Brinca bem, ele. No primeiro tempo, pegou uma bola na intermediária de seu próprio campo (local que o Ronaldo de 98 pouco ou quase nada frequentava), livrou-se do marcador e, de canhota, fez um lançamento de muitos metros que colocaria um dos esforçados ‘Joões’ que jogam ao seu lado na cara do gol.
Mas Fábio Costa, adiantado, como um líbero, saiu para afastar com os pés. O Ronaldo de 98 não sei o que faria, mas o de 2009 guardou a informação na cabeça. “Eu estava vendo que, em alguns lances, ele (Fábio Costa), ficava bem adiantado. Estava com isso na cabeça durante o jogo”, disse, após o jogo, o Ronaldo de 2009.
Deu no que deu, uma pintura de gol que, provavelmente, o Ronaldo de 1998 jamais faria. O Ronaldo de 98 e 2002 ainda não tinha a precisão de perna esquerda que tem a versão atual. E, para o de 98, era muito mais fácil ganhar na corrida, tirar do goleiro e marcar.
Pessoal, relaxa! Senta na cadeira, traga as crianças para a sala e assistam todos Ronaldo, versão 2009.
Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Corinthians, Ronaldo, Santos
20/04/2009 - 17:11
- Como eu gostaria de cravar aqui que o Internacional é um dos favoritos ao Brasileirão. Não apenas pela aula de futebol contra o fraco Caxias ou pelo passeio que deu no Gauchão. Mas pela equipe mesmo que se apresenta (ainda que talvez tenha que vender Nilmar ou Taison para fazer caixa). O time titular é bom. Os reservas são de alto nível. Enfim, tudo para dar trabalho, mas…
- … mas acontece que no ano passado o time era forte também, eu apostei algumas fichas que seria um dos candidatos ao título e o time sequer brigou pela vaga na Libertadores. Então, este ano, o Colorado vai ter que me convencer mais. Muito além do Gauchão.
- Incrível como a máxima ‘tem coisas que só acontecem com o Botafogo’ é verdade. ‘Tomar’ um gol do jeito que ‘tomou’ (gol contra espírita, com a bola caprichosamente passando entre as pernas do zagueiro que estava embaixo das traves), depois do Americano, vai ficar (de novo) na história.
- E o legal do Campeonato Carioca é que vai ter um tri-vice. Resta saber se será Cuca ou o Botafogo. Uma briga muito boa, apesar de cruel.
- E aí o Ronaldo dá um pique de 36 km/h e ganha da tal melhor zaga do Brasil como se ainda tivesse 17 anos e jogasse no Cruzeiro. Tem coisas que só acontecem com… Ronaldo.
- O São Paulo passa a impressão de falta de vontade. Talvez de desgaste até de convivência (Dagoberto, Washington e Borges não conversam, não é possível). Pode ser só a época do ano, diga-se, já que o Corinthians começou a se preparar para o Paulistão ainda em 2008 enquanto o tri brasileiro descansou (com razão) por muito mais tempo.
- Pode ser também só um momento (ou alguém duvida que em novembro o time estará lutando pelo tetra brasileiro?), mas, às vezes, parece mais do que isso. Parece que o modelo anda meio esgotado. Escapou ontem de levar uma goleada em casa. E, mesmo no primeiro tempo, quando teve o domínio, praticamente não finalizou. Faltava perna (o que é normal) e até entrosamento (o que é absolutamente anormal em se tratando de um time que há tanto tempo joga junto).
- Não sei não. Mas desconfio que o time de Muricy passa pelo mesmo choque de personalidade de 2008. Enquanto teve Adriano em campo, o time foi um. Bolas alçadas na cabeça do Imperador, jogadas para ele concluir de onde fosse. Seja de cabeça ou com o pé, impondo sua força física, patada e habilidade acima da média do futebol brasileiro.
- Com Adriano, o São Paulo foi bem, mas perdeu o Paulista e a Libertadores. Ou seja, de um modo estranho, o São Paulo acabou sendo excelente para Adriano voltar a ser um protagonista mas Adriano não conseguiu, sozinho, levar o São Paulo aos títulos. Sem o Imperador, o time voltou a ser aquele de operários. Hugo é um importante operário e não entendo porque anda deixado de lado. Borges é o melhor dos operários do futebol brasileiro.Dagoberto foi importante, assim como todo o grupo. O eficiente São Paulo sem brilho que ganha todas.
- Me parece que Washington virou uma espécie de Adriano para o time, só que piorado, pois não tem o arranque, nem a força e muito menos a habilidade. Tem faro para marcar gols, mas precisa que o time esteja lá. Quando recebeu na frente dos zagueiros no clássico, perdeu todas. E quando ganhou, chutou sem força. Sua grande jogada, nos dois clássicos da semifinal, foi ganhar na cabeça o chutão dado pelo goleiro. Muito pouco.
- Outro que vem dando uma pipocada e não é de hoje é o Manchester United. Não conseguiu marcar um gol no Everton na semifinal da FA Cup e agora dá adeus a possibilidade de ganhar tudo na temporada. Tudo bem, dirá o outro, afinal, não se pode ganhar tudo. Mas eu acho que o buraco é mais embaixo. Como seu grande craque Cristiano Ronaldo, o time vem com dificuldades. Foi capaz de colocar em risco, em casa, a classificação para a Champions League. Foi preciso um pombo sem asas do próprio Ronaldo para sair da enrascada.
- Como sou fã do futebol que o Manchester United apresentou nos últimos 18 meses, torço para estar enganado. Mas a vontade do Chelsea em nítida melhora da equipe, a fase do Barcelona e de Messi e até o ‘desinteressado’ patinho feio Arsenal podem complicar e muito o todo-poderoso melhor time do mundo na Champions League. Sem contar a camisa do Liverpool no Campeonato Inglês.
- Falando em Europa, acho que agora ninguém mais tira o Milan da próxima Champions League. Muito boa notícia. Fez falta nesta temporada.
- E um ps final: passei duas semanas sendo chamado de santista, só porque achei (e acho ainda) que o meio-de-campo do Santos é mais habilidoso que o do Corinthians. Agora tem uns 250 comentários no post abaixo me chamando de palmeirense devido ao post em que comento o episódio Domingos x Diego Souza. Nos sete anos que este blog completa em 2009, isso já aconteceu com pelo menos uns 15 times. O mais inusitado foi uma vez que opinei que o Sporting era favorito contra o Benfica no clássico de Lisboa. Em massa, fui chamado de sportinguista nos comentários. E, claro, que meu palpite deu errado. Até de paranista já me chamaram. Viva o futebol.
Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional, Sem categoria
Tags: Botafogo, Corinthians, Cristiano Ronaldo, Flamengo, Internacional, Manchester United, Milan, Nilmar, Ronaldo, Santos, São Paulo
25/03/2009 - 12:20
Começo com o Corinthians, claro. Afinal errei, para variar, meu palpite no clássico. Como se todo mundo sempre acertasse palpite de clássico. Deveria fazer como todo mundo e repetir a ladainha: ‘clássico é clássico… não tem favorito’. Mas eu não aprendo e nem pretendo aprender.
O futebol sempre prega peças. Acho só engraçado que nos comentários tenha tanta gente intolerante com a opinião alheia e confunda as coisas. De qualquer forma, viva o futebol.
Douglas fez seu melhor jogo do ano e Dentinho brilhou na linda cabeçada. Bom saber que dá para dar um tempo a Ronaldo, dentro e fora de campo. Pelo menos até hoje. Eu estarei lá, aliás.
Santos
Será que esse montoado de bons jogadores vai virar um time? E eu vou dar um tempinho ao Neymar. Falei demais dele semana passada. Só acho uma coisa. Temque ir sim para a Sub-17. Não pode queimar esta etapa do garoto.
Nilmar e Taison
E o passe de ombro do Nilmar ontem? E o de calcanhar? Três dele, três do Taison. O melhor ataque do Brasil, se é que dá para fazer essa comparação em tempos de estaduais.
E a gente só tem a mesma pergunta a fazer. A mesma do ano passado:
“O Colorado vai ser favorito só no papel de novo para os títulos nacionais este ano ou vai vingar?”
Keirrison e Ortigoza?
E o Luxa ontem resolveu prestigiar o Jéci, hein? O cara faz um gol contra aos 12 minutos do primeiro tempo e foi substituído aos 27 do primeiro tempo. Tudo bem que foi para inverter o esquema de três zagueiros. Mas em casa ainda. E, claro, o cara que entrou no lugar, virou o jogo.
Fora isso, o Palmeiras finalmente parece não ter mais um jogador apenas que sabe se posicionar na área. Em outros tempos, essas duas bolas só teriam sobrado para o Keirrison. Mas sobraram para o Ortigoza.
Maradona, Tevez, Messi e Aguero
Tudo bem que o jogo é contra a Venezuela em casa. Mas Maradona enche os olhos da boleiragem ao escalar Tevez, Messi e Aguero no ataque da Argentina. Programão para sábado às 19h10.
Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional
Tags: Aguero, Keirrison, Messi, Neymar, Nilmar, Ronaldo, Taison, Tevez
19/03/2009 - 11:40
- Coloca o Ronaldo no seu time, cria um monte de expectativa em todos, deixa ele fazer dois gols decisivos em dois jogos. Agora tira ele de campo… Resultado: o mais chato dos domingos de futebol dos últimos tempos. E a sensação é a de que, mesmo que fosse 3 x 0 para o Corinthians, ou 4 x 2 para o Santo André, ia continuar sendo chato.
- Essa é a primeira das consequências ruins de não ter Ronaldo em campo. A diminuição do interesse geral. A outra…
- …bem, a outra, é que o time do Corinthians é fraco do meio para frente, ‘me desculpem’ dizer. Ronaldo não merecia um time fraco assim nessa sua volta meia bomba.
- O Fred, que tá muito mais em forma e, ao contrário do Fenômeno, ainda tem que provar futebol, olha para o lado e vê Thiago Neves e Conca. Ronaldo não vê nada. Vê Dentinho ainda em formação, talvez.
- Sou capaz de dizer que três reservas do São Paulo já davam para o gasto para o Corinthians jogar o triplo do que joga: Arouca, Hugo e Dagoberto.
- Falei do São Paulo e do Fluminense, mas olha essa lista ‘meio para frente’ do Santos: Madson, Lucio Flavio, Bolanos, Molina, Paulo Henrique, Kleber Pereira, Roni e Neymar. Se dá para o gasto? Eu acho que dá inclusive para o título.
- Perdi duas chances seguidas de ver Neymar em campo e fazer o meu Direto da Arquibancada lá. E vou perder a próxima porque resolveram colocar um show de música que vou comparecer na capital paulista no mesmo horário do clássico Corinthians x Santos. Mas depois a prioridade é dele.
- Pelos oito bons jogadores do Santos, pela vontade do Mancini, pelo Neymar e por um time mais consistente, aponto o Santos favorito para domingo.
- Só não cravo porque do outro lado tem Corinthians em casa.
- E tem Ronaldo…
Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Brasileiro
Tags: Corinthians, Kleber Pereira, Neymar, Ronaldo, Santos
12/03/2009 - 12:59
- Um milhão de reais de renda bruta. Joguinho de quarta-feira a noite com chuva. Esse Ronaldo…

- Primeiro ele empata um clássico no último minuto. Agora ele joga 75 minutos e marca o gol da virada.
- E o Twitter logo após o jogo era só gente assim: ‘Vi um gol do Ronaldo ao vivo’. ‘Pronto, agora já posso morrer. Vi um gol do Ronaldo no campo’. Ninguém precisava de mais de 140 caracteres para dizer se tinha ou não valido a penas pegar chuva no Pacaembu.
- Viu mais. Viu ele brincar com o banco, chutando a bola com violência antes de começar o jogo em cima deles. Viu Ronaldo perder um gol ‘que não costuma perder’, viu ele buscar a bola nas redes no momento do gol de André Santos.
- Viu Ronaldo, para dar um nó em quem, dia após dia, insiste em comparar a sua chegada com a de Garrincha, fazer um lance de Mané na intermediária de seu próprio campo, antes de emendar o três dedos mais lindo desta fraquíssima partida para o companheiro livre na ponta esquerda.
- Sobre a torcida do Corinthians que esteve ontem no Pacaembu, algumas considerações a se fazer. Primeiro que eu nunca vi tanto ‘não-corintiano’ vendo um jogo do Corinthians. Nem na época do Tevez, que juntava amantes de futebol de outras torcidas também, isso aconteceu.
- O resultado (e me corrija quem esteve, como eu, no Pacaembu e que habitualmente, como eu, vai ao Pacaembu) foi uma torcida mais quieta e tímida do que o normal. Seja pelo ingresso caro, que leva quem não vai muito ao estádio a conseguir a entrada, seja pela quantidade de são-paulinos, palmeirenses, santistas e afins lá presentes.
- O ‘Louco por ti, Corinthians’, que arrepiava a segunda divisão no ano passado, foi totalmente abafado pelo grito ensandecido de quando Ronaldo foi anunciado como titular no placar eletrônico 15 minutos antes da bola rolar.
- O ‘Não Para, Não Para’ não foi nada perto dos minutos de aplausos e gritos ‘desorganizados’ de Ronaldo, assim que o atacante meteu a bola para o gol no segundo tempo.
- Está inaugurado, goste ou não goste, o fenômeno Ronaldo Futebol Clube. Todo boleiro que se preza na cidade vai ver um jogo dele nestes próximos meses, independente do time. Flashes e mais flashes pipocavam das arquibancadas. Parecia noite de final de Champions League.
- Digo mais. Se o Corinthians quiser dar uma de Santos do Pelé, pode mandar jogo no Maracanã, no Mineirão, no Couto Pereira, em La Bombonera que vai lotar em todos os lugares (não mais apenas em Londrina ou Ribeirão Preto).
- Prova disso é que quando ele saiu, ainda mais com a chuva chata que caía, não foi pouca gente que foi embora, apesar do perigo iminente de um empate do São Caetano.
- A torcida do Corinthians vai ter que conviver com isso. E com orgulho, creio eu.
- Fora isso, o time do Corinthians ontem foi fraco, irritou a torcida várias vezes. Jorge Henrique corria feito doido, mas não conseguia encostar e fazer jogadas com Ronaldo. Douglas não acertava os passes. A entrada do Dentinho melhorou o jogo.
- Senti Ronaldo menos no jogo também. As vezes até meio longe, alheio. A própria comemoração do gol foi tímida (não que precisa ir para o alambrado toda vez, mas esperava mais animação pelo primeiro gol em casa). Talvez pelo adversário, talvez pelo cansaço, talvez pela facilidade dele, em marcar. Só espero que não seja falta de motivação (já). Fato é que, como sempre em sua carreira, Ronaldo sempre brilhará mais em grandes jogos.
Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Direto da Arquibancada, Futebol Brasileiro
Tags: Corinthians, Direto da Arquibancada, Ronaldo
09/03/2009 - 01:04
Não é de hoje que eu penso que o nível do futebol brasileiro está mesmo baixo. Vasculhe os arquivos deste blog e verá meus elogios a Ricardo Oliveira, Zé Roberto, Adriano, Nilmar e vários outros brasileiros em baixa na Europa que deram um tempinho de meses por aqui antes de voltar a tentar a vida em alto nível. Quase todos sobraram em campo (não estou falando dos que chegam já em fim de carreira).
Ricardo Oliveira talvez seja o mais emblemático dos casos. Aqui, fazia gol de esquerda, de direita, de cabeça. Era mais forte, mais ágil, ganhava as divididas e ainda era o mais habilidoso em campo invariavelmente. De volta à Europa, não emplacou no Milan, foi para o terceiro escalão do futebol espanhol no Zaragoza e segue no mesmo escalão, agora no Betis.
Então pense em Ronaldo. Ele é um gênio da história do futebol ninguém duvida. Mas nenhum louco seria capaz de discordar de mim que ele ainda não está em forma suficiente para ser um jogador de futebol profissional.

Mas aí começa sua participação de menos de 30 minutos no derbi e ele se transforma simplesmente no melhor em campo. Primeiro dá um drible no melhor marcador do Brasil, Pierre, que quase cai no chão (não sei se de emoção).
Aí, fora de forma, ele ganha no corpo de um cara forte como Jumar, e manda um chute inacreditável na trave. Mas o mais incrível foi a jogada pela esquerda. Primeiro pela facilidade com que pisou na bola e foi para a ponta esquerda, saindo na frente do adversário. Segundo pelo cruzamento, com a perna que não é a boa (se é que ainda tem alguma boa). Não é um cruzamento qualquer. É uma cavadinha, de leve, sensacional, como não existe por aqui.
Me corrijam, por favor, mas acho que nenhum jogador do Brasil, nem o Jorge Vagner, nosso principal especialista no assunto, costuma dar cruzamentos com esta categoria, ‘tirando o peso’ da bola, numa cavadinha. Quanto menos com a perna errada.
Aí vem o gol que, convenhamos, foi um momento muito mais de estrela deste predestinado jogador de futebol do que propriamente um lance genial.
E, então, o êxtase, a catarse. A felicidade de uma torcida de ter um verdadeiro protagonista do futebol mundial vestindo a camisa de seu clube. Uma coisa que não tem preço e vale mais do que três pontos.
Ronaldo ajuda a confirmar a minha triste teoria de que estamos a pé por aqui. Que nossos craques estão mesmo bem longe de nossos estádios e mais perto de nossos canais de TV a cabo (ainda bem que eles existem).
E Ronaldo prova que precisa apenas de MEIO tempo e MEIA perna. Dá e sobra. E dá até certo medo de pensar no que ele seria capaz de fazer em campo caso começasse a fazer apenas MEIA baladinha. Provavelmente bastaria, infelizmente, para que ficasse no Brasil apenas até o MEIO da temporada.
foto: Reuters
Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional
Tags: Adriano, Corinthians, Palmeiras, Ricardo Oliveira, Ronaldo, Zé Roberto
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