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06/10/2009 - 07:30

Jogando fora de casa

*É.. eu tive fora uns dias.

Mas vamos lá, sem delongas, venho aqui para contar uma historinha que está no jornal inglês Guardian de ontem (segunda 5 de outubro). Uma lista de jogadores, a grande maioria de times do noroeste da Inglaterra, que tiveram suas casas/mansões invadidas enquanto jogavam fora de casa por seus times, sobretudo Liverpool e Everton, mas também Manchester United.

O repórter Patrick Barkham levanta 21 nomes, entre eles Lucas Leiva (novembro do ano passado), Gerrard, Reina, Crouch, Macheda, o amigo do Joel Santana Steven Pienaar (maio de 2009) e o último deles Phil Jagielka, do Everton, no mês passado.

Quase todos tiveram suas casas invadidas enquanto jogavam. No caso de Lucas, nem precisou viajar. Foi no jogo contra o Atletico de Madri em pleno Anfield mesmo. Kuyt, Keane e Fletcher estavam viajando com seus times.

A polícia analisa se é apenas a oportunidade que tem feito o ladrão, afinal todo mundo sabe onde os astros moram e principalmente todos sabem quando estão ou não em casa, ou se na verdade é uma gangue organizada dos jogos fora de casa.

A parte engraçada que surge do problema é que antes de ’sacar’ que checar a tabela poderia facilitar qualquer roubo, teve gente que se deu mal. Ao tentar assaltar a casa do lendário escocês grandalhão briguento Duncan Ferguson, aposentado em 2006 e que marcou época no Everton, Carl Bishop não esperava encontrar na sala o próprio jogador.

Encrenqueiro conhecido e com 1,93 de altura (mas ao contrário de Crouch, muito forte), Ferguson deu de cara com Bishop em sua sala. O ‘meliante’ passou 3 dias no hospital além de pegar 15 meses de prisão. A seguir, dois momentos delicados de Duncan Fergunson, guardião de sua casa, nos gramados.



Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
29/05/2009 - 15:49

A cascata do volante que sabe sair jogando

Denúncia urgente! Fomos enganados!

Há uns dois, três anos, surgiu essa história do ‘volante-que-sabe-sair-jogando’. A crônica esportiva enalteceu. Compramos a causa e comemoramos Lucas, Ramires, Hernanes, Cleiton Xavier, Ibson, Elias e etc. É o fim de Josué, Gilberto Silva, entre tantos.

E os técnicos, todos, só com um sorrisinho no canto da boca, como quem dizem: ‘caíram feito patinhos’.

O que era para tornar o futebol mais ofensivo, virou justamente o contrário. Com o moral que jogadores como Ramires e Hernanes ganharam na mídia, os técnicos, sorrateiramente, aproveitaram para empurrar os ‘volantes-que-sabem-sair-jogando’ para o lugar dos meias. E, claro, dois ou até três volantes propriamente ditos (os que não sabem jogar), atrás deles.

Atrás de Hernanes, tem Jean e Eduardo Costa. Ao lado, Jorge Wagner. Atrás de Ibson, tem Toró e Airton. Ao lado, Kleberson. Atrás do Ramires tem Fabrício, Henrique e Marquinhos Paraná. E agora que o meia ofensivo (mesmo), Wagner, pode voltar ao time, Adílson nem precisa quebrar a cabeça. Tira o Ramires, vendido, entra Wagner. Troca o ‘volante que sabe jogar’ pelo meia.

O Santos, por exemplo, não tem volante que sabe jogar. Isso porque tem um meia ofensivo mesmo, que é o Paulo Henrique e, além do ofensivo Madson. O Corinthians tem Elias, volante que sabe jogar, e Douglas, meia. Um caso raro, diga-se. Mas a má fase do Douglas, infelizmente, acaba minando o resultado que poderia dar. A salvação do modelo pode ser o Inter, que tem D’Alessandro mas tem gente que sabe vir com a bola também de trás.

Até Luxemburgo, que sempre foi o técnico mais ofensivo do Brasil (só lembrar do Cruzeiro e do Santos dele campeões), está sucumbindo. Tinha Cleiton Xavier como segundo volante, com Diego Souza de meia, e dois atacantes. Não é de hoje que Cleiton Xavier ganhou dois escudeiros atrás dele (Souza e Pierre), passando Diego Souza lá para o lado do Keirrison.

Do São Paulo eu tenho até preguiça de comentar. O sindicato dos volantes é muito atuante ali. Contra o Cruzeiro, Muricy escalou um volante de lateral-direito e outro volante de lateral-esquerdo. No meio de campo são quatro volantes, sendo dois propriamente ditos e dois ‘que sabem jogar’. Seis volantes em campo entre os que sabem jogar e os que não sabem.

Aposto que o goleiro Dênis, nos rachões, joga de volante para agradar o Muricy. E a consequência é tão óbvia. A nova função está matando o Hernanes. Como segundo volante, era o melhor da posição no país. Como meia, como 10, não tem bola para isso. Mais do que isso, nas duas chances maiores que o São Paulo teve de empatar contra o Cruzeiro, uma caiu no pé do Eduardo Costa e outra no pé do Jean. Deu no que deu.

Aí meus colegas jornalistas ficam bravos pois o Dunga diz que o Ramires ele só pode chamar para o lugar do Kaká ou do Ronaldinho Gaúcho. Me desculpem, mas Dunga é o único que não está sendo hipócrita nesta história. O Ramires joga como Kaká no Cruzeiro. Fato. Na frente dele, apenas dois atacantes. Nossos técnicos, que não são bobos, dão de ombros e comemoram que a culpa toda vai pro técnico da Seleção. Atuasse o Hernanes de segundo volante, assim como Jorge Wagner, com apenas Jean de volantão clássico, e um Dagoberto de meia de ligação servindo Borges e Washington na frente, Dunga não teria desculpa.

O Muricy anda tão obcecado por esta história que eu sou capaz de apostar que se o Ronaldinho Gaúcho chegar ao Morumbi, ele não o escala de meia, recuando Hernanes, mas sim de atacante, mantendo os quatro volantes no meio.

Enfim, a cascata foi armada. Nós caímos. Chegamos a imaginar que seria possível ter um meio de campo no Brasil com peças semelhantes ao do Milan (Gattuso, Pirlo, Seedorf e Kaká) , ou do Manchester United (Carrick, Anderson, Scholes e Cristiano Ronaldo).

Chegamos a imaginar que o sucesso e a pressão seriam tão grandes que Dunga seria obrigado a escalar Ramires, Hernanes, Anderson e Kaká ou Lucas, Ramires, Ronaldinho e Kaká.

Mas foi o contrário.O futebol ficou mais defensivo. Os meias sumiram. Os poucos camisas 10, espécie em extinção, estão perdendo seus empregos para ‘os-volantes-que-sabem-jogar’.

E em vez de ganhar um jogador defensivo que sabe ir para frente, ganhamos um meia que volta para marcar. E eles ainda querem que a gente agradeça. Inverteram a discussão.

E se você, garoto, tentar uma peneira qualquer dia desses num grande clube e perguntarem qual a sua posição, já sabe o que responder, né? Não arrisca, não. Fala volante… Aí depois você decide com qual número de camisa quer jogar.

Fomos enganados… De novo!

Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional, Seleção Brasileira Tags: , , , , , ,
05/02/2009 - 11:58

O gol mais importante que você já (não) viu

Dan Gosling, do Everton, aos 19 anos, ontem, no clássico da cidade de Liverpool (clássico da paz é um dos apelidos de Everton x Liverpool), marcou um golaço aos 13 minutos do segundo tempo da prorrogação que classificou o primo pobre para a próxima rodada da Copa da Inglaterra enquanto o primo rico fica pelo caminho.

Mas o mais incrível desta história que já é incrível é que milhões de boleiros que assistiam à partida gerada pela ITV ficaram perplexos quando a transmissão foi cortada exatamente no momento do gol para a entrada de um comercial.

Descoberto o erro, volta às pressas a transmissão sem o gol ao vivo, só no replay. Um jogo que vai até o minuto 118 no 0 x 0 e quando sai o histórico gol, a TV perde. Veja no vídeo a seguir (que começa com o comercial, não se assuste, e volta correndo para o gol).

No último domingo, no espetacular Super Bowl, alguns desavisados no Arizona foram surpreendidos por cenas de um filme pornô em pleno segundo tempo. Engraçado que quando o jogo tá chato, nada disso acontece, lógico.

Lucas x Gosling

Claro que não quer dizer que um seja demais e outro seja ruim. Mas não tem como deixar de comparar a atuação de dois jovens na partida da Copa da Inglaterra.

Lucas é tem 22 anos e um currículo encorpado de divisões de base da Seleção Brasileira. Gosling é um jovem com, talvez, menos talento mas também com currículo (não tão encorpado) nas divisões de base da Seleção Inglesa.

Gosling custou 500 mil libras enquanto Lucas custou 10 milhoes de libras.

Gosling foi herói no jogo, como já se sabe. Lucas foi o vilão, sendo expulso pelo segundo cartão amarelo aos 30 do segundo tempo num jogo que se encaminhava para a prorrogação.

O futebol sempre tem dessas…

Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Internacional Tags: , ,
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