16/08/2009 - 19:20
O Palmeiras não `confiou` no seu treinador interino. Agradeceu, reverenciou, aplaudiu. A torcida pediu, os jogadores correram muito mais do que corriam com o Luxa mas, no final, a diretoria tomou a `atitude sensata` e contratou o mais vencedor dos técnicos de futebol da era de pontos corridos no Brasil: Muricy Ramalho.
Jorginho virou um dos aspones de Muricy. Não acompanho todos os dias o treinador, mas gente em quem eu confio muito diz que os assessores de Muricy mandam pouco ou quase nada, ainda mais um que acabou de chegar ao clã.
A `atitude sensata`, ainda que coincidentemente (ou não), diminuiu o ritmo do Palmeiras. Que agora assiste sua liderança ameaçada por Internacional, Goiás, São Paulo e Galo após 3 empates seguidos.
Cerca de 400 km do Parque Antárctica, a Gávea viveu dilema parecido. Contratar ou não contratar um novo treinador apos a saída de Cuca. Optaram por manter o interino. Tomaram, também, em vista do que se apresentava no mercado, uma `atitude sensata`. O interino, diga-se, que como Jorginho fazia (e ainda faz) campanha, se não arrasadora, muito positiva.
Mas eis que uma goleada do Grêmio, com o Imperador em campo e tudo, muda tudo de figura. O Flamengo desce pelas tabelas com ou sem o ombro de Kleberson machucado, vê a euforia-Andrade passar, e termina o turno mais perto da zona de rebaixamento do que do título que não vence há 17 anos.
Não dá, claro, para comparar a tentativa de ser profissional da nova diretoria do Palmeiras com o amadorismo histórico dos cartolas rubro-negros.
Mas, de qualquer forma, fica a pergunta: acertou o Palmeiras ou acertou o Flamengo?
Se o futebol tivesse lógica…
Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Brasileirão
Tags: Flamengo, Palmeiras
06/06/2009 - 17:20
Para quem está com o inglês em dia, delícia este post no blog do Guardian sobre pessoas homenageadas com nomes de jogadores.
Destaque para o irmão de Emile Heskey, autor do segundo gol da Inglaterra no jogo deste sábado pelas Elimatórias, que se chama Revelino, com ‘e’ mesmo, em homenagem a Rivelino, o nosso patada atômica (o ‘e’ foi de propósito, para diferenciar um pouco o nome).
Outro felizardo tem como nome a escalação inteira de um time de futebol, o Queens Park Rangers de 1973.
O próprio jornalista, autor do post, batizou o filho, nascido no último 30 de março, com o seguinte nome: Joshua Zico Burnton.
Já que o assunto é Zico lá em Londres, vale lembrar a famosa ‘fla’mília Santos, com Zicomengo, Flamena e Flamozer.
Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional
Tags: Emile Heskey, Flamengo, Mídia, Rivelino, zico
20/04/2009 - 17:11
- Como eu gostaria de cravar aqui que o Internacional é um dos favoritos ao Brasileirão. Não apenas pela aula de futebol contra o fraco Caxias ou pelo passeio que deu no Gauchão. Mas pela equipe mesmo que se apresenta (ainda que talvez tenha que vender Nilmar ou Taison para fazer caixa). O time titular é bom. Os reservas são de alto nível. Enfim, tudo para dar trabalho, mas…
- … mas acontece que no ano passado o time era forte também, eu apostei algumas fichas que seria um dos candidatos ao título e o time sequer brigou pela vaga na Libertadores. Então, este ano, o Colorado vai ter que me convencer mais. Muito além do Gauchão.
- Incrível como a máxima ‘tem coisas que só acontecem com o Botafogo’ é verdade. ‘Tomar’ um gol do jeito que ‘tomou’ (gol contra espírita, com a bola caprichosamente passando entre as pernas do zagueiro que estava embaixo das traves), depois do Americano, vai ficar (de novo) na história.
- E o legal do Campeonato Carioca é que vai ter um tri-vice. Resta saber se será Cuca ou o Botafogo. Uma briga muito boa, apesar de cruel.
- E aí o Ronaldo dá um pique de 36 km/h e ganha da tal melhor zaga do Brasil como se ainda tivesse 17 anos e jogasse no Cruzeiro. Tem coisas que só acontecem com… Ronaldo.
- O São Paulo passa a impressão de falta de vontade. Talvez de desgaste até de convivência (Dagoberto, Washington e Borges não conversam, não é possível). Pode ser só a época do ano, diga-se, já que o Corinthians começou a se preparar para o Paulistão ainda em 2008 enquanto o tri brasileiro descansou (com razão) por muito mais tempo.
- Pode ser também só um momento (ou alguém duvida que em novembro o time estará lutando pelo tetra brasileiro?), mas, às vezes, parece mais do que isso. Parece que o modelo anda meio esgotado. Escapou ontem de levar uma goleada em casa. E, mesmo no primeiro tempo, quando teve o domínio, praticamente não finalizou. Faltava perna (o que é normal) e até entrosamento (o que é absolutamente anormal em se tratando de um time que há tanto tempo joga junto).
- Não sei não. Mas desconfio que o time de Muricy passa pelo mesmo choque de personalidade de 2008. Enquanto teve Adriano em campo, o time foi um. Bolas alçadas na cabeça do Imperador, jogadas para ele concluir de onde fosse. Seja de cabeça ou com o pé, impondo sua força física, patada e habilidade acima da média do futebol brasileiro.
- Com Adriano, o São Paulo foi bem, mas perdeu o Paulista e a Libertadores. Ou seja, de um modo estranho, o São Paulo acabou sendo excelente para Adriano voltar a ser um protagonista mas Adriano não conseguiu, sozinho, levar o São Paulo aos títulos. Sem o Imperador, o time voltou a ser aquele de operários. Hugo é um importante operário e não entendo porque anda deixado de lado. Borges é o melhor dos operários do futebol brasileiro.Dagoberto foi importante, assim como todo o grupo. O eficiente São Paulo sem brilho que ganha todas.
- Me parece que Washington virou uma espécie de Adriano para o time, só que piorado, pois não tem o arranque, nem a força e muito menos a habilidade. Tem faro para marcar gols, mas precisa que o time esteja lá. Quando recebeu na frente dos zagueiros no clássico, perdeu todas. E quando ganhou, chutou sem força. Sua grande jogada, nos dois clássicos da semifinal, foi ganhar na cabeça o chutão dado pelo goleiro. Muito pouco.
- Outro que vem dando uma pipocada e não é de hoje é o Manchester United. Não conseguiu marcar um gol no Everton na semifinal da FA Cup e agora dá adeus a possibilidade de ganhar tudo na temporada. Tudo bem, dirá o outro, afinal, não se pode ganhar tudo. Mas eu acho que o buraco é mais embaixo. Como seu grande craque Cristiano Ronaldo, o time vem com dificuldades. Foi capaz de colocar em risco, em casa, a classificação para a Champions League. Foi preciso um pombo sem asas do próprio Ronaldo para sair da enrascada.
- Como sou fã do futebol que o Manchester United apresentou nos últimos 18 meses, torço para estar enganado. Mas a vontade do Chelsea em nítida melhora da equipe, a fase do Barcelona e de Messi e até o ‘desinteressado’ patinho feio Arsenal podem complicar e muito o todo-poderoso melhor time do mundo na Champions League. Sem contar a camisa do Liverpool no Campeonato Inglês.
- Falando em Europa, acho que agora ninguém mais tira o Milan da próxima Champions League. Muito boa notícia. Fez falta nesta temporada.
- E um ps final: passei duas semanas sendo chamado de santista, só porque achei (e acho ainda) que o meio-de-campo do Santos é mais habilidoso que o do Corinthians. Agora tem uns 250 comentários no post abaixo me chamando de palmeirense devido ao post em que comento o episódio Domingos x Diego Souza. Nos sete anos que este blog completa em 2009, isso já aconteceu com pelo menos uns 15 times. O mais inusitado foi uma vez que opinei que o Sporting era favorito contra o Benfica no clássico de Lisboa. Em massa, fui chamado de sportinguista nos comentários. E, claro, que meu palpite deu errado. Até de paranista já me chamaram. Viva o futebol.
Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional, Sem categoria
Tags: Botafogo, Corinthians, Cristiano Ronaldo, Flamengo, Internacional, Manchester United, Milan, Nilmar, Ronaldo, Santos, São Paulo
03/04/2009 - 12:43
Uma última de Porto Alegre. É, no mínimo, curioso. Mas exatamente EM FRENTE ao Beira-Rio tem uma curiosa escolinha de futebol (oficialmente licenciada) do Flamengo.
É em frente mesmo, como mostra a tentativa de imagem com o escudo do Inter de um lado e a escolinha do outro. Pena que o fotógrafo é ruim.

Na placa da escolinha, está escrito o seguinte:
“Escolinha do Fla é aqui. Por que você acha que o Flamengo vem buscar craques em Porto Alegre? Está esperando o que?”
Pelos últimos (vamos dizer 6?) anos, em que da base do Inter tem saído tantos craques, parece que a molecada gaúcha boa de bola mesmo não anda muito a fim de atravessar a rua, né?
Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Brasileiro
Tags: Flamengo, Internacional
25/11/2008 - 12:52
Para o bem do campeonato, aquela ladainha de que tem que manter o treinador, confiar no trabalho, dar tempo, etc podia muito bem virar balela.
A falta de Alex Fergunsons e Muricys pode ser prejudicial para as equipes, mas é uma delícia para o campeonato.
Eu não tenho medo de cravar que dois dos momentos mais emocionantes deste campeonato (que já é muito emocionante) aconteceram graças a demissões de treinadores: a goleada do Flamengo no Palmeiras e a goleada do Vitória no Grêmio.
Caio Junior e Vágner Mancini foram demitidos de seus clubes e, talvez até por serem novos na profissão e ainda não estarem acostumados ao troca-troca, não superaram. Os dois ’se queimaram’ com seus ex-clubes e não esconderam de ninguém que entrariam em campo com sabor especial de vingança. Vingança, diga-se, que decidiu o campeonato. Não estamos falando de joguinhos de meio de temporada, estamos falando de dois jogos que decidiram o Brasileirão 2008 em favor do São Paulo.
Caio ‘fracassou’ no Palmeiras ao perder a vaga na Libertadores mas, na verdade, como o preterido Dorival Junior, foi demitido mesmo porque ainda não é do primeiro escalão. Luxemburgo era a grife. Era o nome. O sonho. E o futebol é cheio dessas coisas. O menor ganha do maior. O coitadinho bate o gigante. Não era preciso ser um grande conhecedor de 4-3-3 ou apontar na prancheta duas linhas de quatro para prever que Caio Junior ia fazer o Flamengo tirar o Palmeiras do Luxa da briga pelo título como tirou. O futebol tem tática, tem regra, mas também tem brio.
Mancini foi demitido invicto apenas porque.. não se sabe. Mas basicamente, não era técnico de confiança. Ou talvez porque não tinha a cara feia de Celso Roth e não fosse gaúcho o suficiente. Este papo de que jogava muito pra frente era balela, coisas que as pessoas gostam de acreditar. Não dá para dizer que a diretoria tricolor estava errada, afinal o Grêmio que há pouco estava na segunda divisão, desbancou favoritos e foi o único capaz de assustar o São Paulo até o fim.
E, ano que vem, a história vai se repetir. Muito provavelmente Dorival Junior vai calar o Couto Pereira em algum momento onde quer que esteja. Assim como carimbou o seu quase Palmeiras logo na primeira rodada do Brasileirão quando o Coxa bateu o Palmeiras por 2 x 0.
Demitam mais técnicos, de preferência os bons técnicos. A gente gosta.
Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Brasileirão
Tags: Caio Junior, Flamengo, Grêmio, Palmeiras, Vágner Mancini, Vitória