13/08/2009 - 16:19
Estava colocando a leitura em dia (World Soccer de julho) e li com atenção a reportagem sobre segurança na África do Sul feita pelo veterano (todas as Copas desde 1966) Keir Radnedge.
Gosto de ler os gringos falando sobre o tema já que nós, brasileiros, nem sempre somos parâmetros para estes assuntos, até por lidarmos com uma violência parecida todos os dias.
Radnedge cobriu a Copa das Confederações e, sem negar as belezas naturais e o povo acolhedor locais, descreve alguns acontecimentos. Entre eles, coisas corriqueiras do nosso Brasil-sil, como o seu colega da agência Reuters que foi coagido a dar dinheiro para policiais, assalto usando arma de fogo, invasão de um bar por cinco homens armados, o sumiço de dinheiro no hotel das seleções brasileira e egípcia e até sequestro relâmpago.
“Em todos os lugares em que estive, nunca me foram relatados tantos incidentes criminais envolvendo colegas, profissionais e convidados em geral como aqui”, diz o veterano.
Mas o que mais me chamou a atenção foi a sua narração indignada sobre o momento em que outro jornalista teve que ‘dar dinheiro para que uma pessoa cuidasse de seu carro’ enquanto estacionado ao redor do estádio.
Sim, um flanelinha legítimo, daqueles que guardou o navio de Pedro Álvares Cabral enquanto o gajo dava uma volta pra curtir a paisagem e, dos quais, 500 anos depois, ainda não conseguimos nos livrar. ‘Profissão’ que, ao contrário do cambista, este sim uma praga mundial, não existe no mundo desenvolvido e por isso causa tanta estranheza ao ex-chefão da World Soccer Magazine.
Aí eu imagino 2014. Aqui a Copa terá responsabilidades nacionais: fazer tudo certo, bem feito, com reflexos posteriores para a melhoria da sociedade e, claro, sem afronta e roubalheira aos cofres públicos e/ou privados, além do detalhe de ganhar o mundial (fácil, hein?).
Mas terá também uma responsabilidade internacional (que não sabemos ainda de qual tamanho) de ser melhor organizada do que a da África do Sul. Pela tradição no futebol, índices de IDH, tamanho do PIB, instituições democráticas, imprensa atuante, etc e etc, tudo leva a crer que este objetivo é muito mais fácil do que o primeiro de ser alcançado (eu disse ‘leva a crer’).
Mas confesso que estou bastante curioso, na verdade, para saber o que vai ser dos flanelinhas…

Posso cuidar do carro, tia? Deixa 15 reais adiantado…
Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional
Tags: Copa de 2010, Copa de 2014
01/04/2009 - 18:39
Uma coisa são os 100 anos de glórias do Internacional, homenageados no post logo abaixo deste. E também a estrutura do clube, a formação de craques, a dupla de ataque Nilmar e Taison, os sócios e tudo o que o Internacional tem de bom.
Mas o estádio Beira-Rio precisa urgente de uma reforma na sua tribuna de imprensa. São duas filas de mesas e cadeiras da Skol, aquelas de boteco, presas umas nas outras por fios de telefone. Na área de ‘imprensa escrita’, categoria que inclui sites, nem tomada tem para que os profissionais liguem seus computadores.

Além disso, as mesas ficam num degrau e as cadeiras no degrau logo acima. Todo mundo tem que ficar arcado em direção ao micro, que fica abaixo da linha do joelho, o que em 20 minutos já serviu para este blogueiro sentir dor nas costas, imagino daqui a quatro horas. Pra terminar, a primeira fila de mesas da Skol tem a visão do gramado prejudicada por uma grade que separa a tribuna dos torcedores.
Como aqui é estádio garantido para a Copa de 2014, imagino que logo será providenciado, pois o padrão Fifa jamais permitiria algo assim. Mas fica aqui o registro de que não precisava esperar a Fifa mandar para ter condições mínimas de trabalho.
Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Seleção Brasileira
Tags: Copa de 2014
07/02/2009 - 13:44
Lula tem a Copa do Mundo de 2014. Gordon Brown tem a Olimpíada de 2012. Lula quer a Olimpíada de 2016. Gordon Brown quer a Copa do Mundo de 2018.
Os dois falaram recentemente. Lula participou do Bola da Vez especial e encarou PVC e cia na Espn. Gordon Brown foi entrevistado por Rio Ferdinand, o zagueirão, para o The Observer da semana passada (só tive tempo de colocar a leitura em dia hoje).
Que o corintiano Lula gosta e manja de futebol como jamais um presidente ‘na história deste país’ já manjou, todo mundo está careca de saber. De qualquer forma, vale ver trechos da entrevista aqui até para saber o que ele pensa sobre a continuidade de poder na CBF e nas confederações, uso do PAC nas cidades que serão sedes durante o Mundial, além de outras coisas.
Mas mais interessante para mim foi a entrevista de Ferdinand com o primeiro-ministro britânico. Torcedor do Raith Rovers, time escocês que atualmente disputa a segunda divisão do país, Brown mostra que sabe de futebol e até corrige Ferdinand em alguns momentos e ‘escala’ o jogador como um dos acima de 23 anos para o time olímpico inglês em 2012.
Ele também mostra o caminho e as estratégias do país para levar a Copa de 2018 ‘de volta para casa’.
A entrevista, longa, em inglês, está aqui.
Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional
Tags: Copa de 2014, Olimpíada de 2012