Drama e correria no Couto Pereira
Quem me contou o abaixo ocorrido é adulto, tem 33 anos, capaz e praticante de boxe. Frequenta estádios eventualmente e não é nenhum marinheiro de primeira viagem em termos de futebol e suas confusões. Não tem, assim, motivos para exagerar no relato que me fez após estar no estádio Major Antonio Couto Pereira, no Alto da Glória, no último domingo depois do jogo Coritiba 1 x 1 Fluminense, que salvou o segundo e rebaixou o primeiro do Brasileirão 2009.
“O jogo acabou e não deu tempo das pessoas ’sofrerem’. Geralmente quando você tem uma tristeza grande, você precisa chorar de tristeza, colocar para fora, sentir de verdade a perda. Mas foram apenas 30 segundos de choro de tristeza até o primeiro torcedor invadir o gramado. Logo virou choro de pânico. Crianças e mulheres desesperadas.
Vários torcedores invadiram o gramado e a parte onde eu estava começou a ficar agitada, tentando sair. Como as saídas estavam bloqueadas e tinha correria, a turma da arquibancada da rua Mauá foi para cima, o mais longe possível da confusão. Mas do lado de fora, a polícia de elite já estava acionada. E mandava tiros de efeito moral, para cima. Como a gente estava na parte alta do estádio, ficamos com medo e fomos ao chão. Centenas de homens, mulheres e crianças deitadas de bruços no chão do último andar do segundo anel do estádio. Parecia uma guerra. Crianças em pânico.
O helicóptero para resgatar feridos chegou e continuamos ilhados no Couto Pereira. Algumas mulheres desesperadas com seus filhos queriam correr em direção à saída. Eu e alguns torcedores que estavam perto de mim organizamos um cordão de isolamento humano improvisado pois se as pessoas corressem naquele momento seria uma tragédia. O pânico e a corrida desordenada certamente fariam torcedores serem empurrados ou pisoteados na direção das grades.
Conseguimos conter o ímpeto de fugir das pessoas. Nas rádios, os jornalistas mandavam todos ficarem no estádio pois lá fora era uma batalha campal. Ao mesmo tempo, policiais atiravam bombas de borracha na torcida organziada Império Alviverde e alguns fugiam para o nosso lado. Se correr o bicho pega se ficar o bicho come.
Depois de um tempo, resolvi que precisava ir embora. Fui sozinho. Quando saí do estádio na rua Mauá, vi a polícia vindo com bombas e armas. Na minha direção, uma multidão de torcedores correndo e vários policiais os seguindo. Sem saber exatamente o motivo, saí correndo. Como um bandido. Como se tivesse feito algo. Corri como nunca tinha corrido antes. Seis, sete quadras sem parar até chegar na rua José de Alencar, num local mais seguro. Os celulares não funcionavam, os táxis todos lotados. Nos prédios próximos, moradores abrigavam algumas pessoas que fugiam sem direção, como mulheres e idosos.”
O relato é impressionante apesar de não ser diferente de outras grandes confusões em estádios pelo Brasil. As primeiras notícias são de cerca de 20 feridos nos hospitais curitibanos. Alguns são baderneiros que invadiram o gramado. Lamento pelos policiais e por outros inocentes que, como a testemunha que fez o relato acima, poderiam ter se machucado sem ter nenhuma culpa.
Mas, sobretudo, temo pelas crianças. Não se machucaram aparentemente. Espero que não percam o amor por este esporte mas entendo totalmente se perderem.

então esse comédia ai que falou ” vamos acabar com as torcidas… uma pergunta pra ele : Você já foi ou é de alguma torcida ? Em? Com ceteza não você é muito bunda mole pra isso com certeza e outra não coloque todo mundo no mesmo balaio , de nome aos bois não podemos pagar por essa torcidinha mediucre eles que se F…. que paguem pela m…. que fizeram ah e se precisar de nossa pra ajuda nós conheçemos muitas ” figurinhas daquele bolo ” então ao zé trouxa ai só tenho a pedir pra você cala a boca e não fala M… não podemos pagar pelo erro dos outros ..ATLÉTICO ATÉ A MORTE !
a imperio te que ser extinta é uma torcida sem comando
vocês da imprensa deveriam ter um mínimo de dignidade e parar com essa que o Flamengo é hexa. Vcs como formadores de opinião, deveriam ser os primeiros a publicar aquilo que é oficial, verdadeiro. Nesse caso, o verdadeiro é o que está na CBF, na FIFA e que todos sabem que a justiça acatou e que o Flamengo não tem mais como entrar com recurso: O Sport é o campeão de 1987, portanto o Flamengo é penta! isso tudo que tá acontecendo é simplesmente deplorável pra vcs jornalistas que acabam por perder a credibilidade, o que, para um jornalista, é lamentável! Espero que vcs tenham a humildade para uma retratação!
abs,
Ana Paula
Estive no Couto Pereira, com mais 35.000 pessoas. Uns 20-40 animais invadiram o campo, deixando a todos nós estarrecidos. Nem dá pra explicar direito o que sentimos: a imensa tristeza pela queda nem tinha começado e já passamos à indignação. Poucos policiais, um ‘espetáculo’
deprimente. A legislação prevê multa e interdição. Alguém quer uma canetada da CBF? O Coxa já teve em 1989, qdo. conseguiu uma liminar para jogar no mesmo horário do Vasco. Por essa tremenda ‘ousadia’, fomos canetados pela CBF, que nos mandou pra 2a. divisão. Eu pergunto: torcidas organizadas de TODOS os clubes abrigam tb. marginais que promovem o terror por onde viajam, promovem quebra-quebras. A t.o da caveirinha do atlético-pr não é diferente. Então, t.o.fanáticos do atl.pr, parem de bancar os santinhos.
Há marginais entre vcs, como há na Império Alvi-Verde, na Fúria (Paraná Cl.). Esses marginais – sempre impunes – emporcalham a imagem de nossos clubes. Até quando nós – torcedores que só curtem futebol e torcer pelo próprio time – vamos ser punidos? Com tantas imagens e vídeos de todas (e não só de Coxa x Flu), por que persiste a impunidade?
Bem agora tem que dar ‘exemplo’ de punição? Um novo
A.I. 5? Legislação de exceção?
Tenham dó. Nada acontece com marginais corinthianos, flamenguistas, vascaínos, palmeirenses e outros que se envolvem em acontecimentos similares ou de maior gravidade (incluindo mortes). Como a impunidade não deve imperar, identifique-se e responsabilize-se os marginais, aplique-se a legislação esportiva vigente. Qualquer coisa diferente disso (cair pra 3a. divisão, retirar o clube de competições e outras barbaridades que já li e ouvi) é casuísmo. Como o Coxa não é do eixo Rio-SP-MG-RS, então tem que agir como se agia em regime de exceção?
Mauricio boa noite, realmente o ocorrido foi absurdamente grosseiro, já vi em diversas praças de esportes amadores muita confusão, más a do Couto (Cori x Flu) foi de mais, penso que Curitiba tem a oportunidade de melhorar a educação nos estadios de futebol a partir desta barbarie, se inteligencias se envolverem e a punição de todos os (dis)torcedores e clube for exemplar de verdade, sairemos por cima,más se a saida for passar a mão na cabeça deste ignorantes em nada estaremos melhorando. Um forte abraço.
Sou Palmeirense, peço que contratem; 1 zaqueiro,1 lateral esquerdo, 1 meia atacante e 1 centroavante considerando a substituição de; Marcão,Armeiro,Diego Souza e Vagner Love,eu vi jogar…L.Pereira zaqueiro,Zeca lateral esquerda,Ademir da Ghia meia atacante e Cesar centroavante não posso comparar más não dá para aguentar, Armeiro Prata do ano, Diego Souza craque do campeonato, será que só eu vi que o Diego não corre ele pula e fica lento, não evolui, com 2 gols (falta c/Cruzeiro e cem pulo c/Goiás)enganou a todos, ele tem bola más não quiz jogar este ano seu rendimento foi abaixo de 50% em todo o campeonato seria bom ele trocar de áres para o bem de todos inclusive o dele para crescer profissionalmente em outro clube. Registro aqui que perdemos a oportunidade de contratar o melhor volante deste ano, Léo Gago quando no Avaí deu show de qualidade e rendimento jogou para o time. Obrigado fiz meu protesto e meu elogio, fui…
Faça sempre o desabafo, meu caro Vado. Abraço na família.
a imperio te que ser extinta é uma torcida sem comando
ahahahahah
mau, fala aí. nosso amigo forçou, hein?!?!
algumas considerações:
“Logo virou choro de pânico. Crianças e mulheres desesperadas.”
sim, como em todo jogo decisivo, o Couto estava cheio de “torcedores” que nunca vão ao estádio, sequer sabem o nome do goleiro do próprio time. assustaram-se, naturalmente.
“…e a parte onde eu estava começou a ficar agitada, tentando sair. Como as saídas estavam bloqueadas”.
só fecharam os portões da Mauá beeem depois do apito do juiz e da invasão. e ele tava num lugar beeem tranquilo.
“Corri como nunca tinha corrido antes. Seis, sete quadras sem parar até chegar na rua José de Alencar, num local mais seguro. Os celulares não funcionavam.”
eheheh é um brincalhão mesmo! fico imaginando a cena!
mas o que eu gostei mesmo foi do apagão dos celulares de Curitiba por causa da invasão de campo ehehe
cereja do bolo: “praticante de boxe”.
sei la veio!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!