Três parágrafos sobre Becks
Eu assisti a um jogo do LA Galaxy estes dias. Beckham jogou. Eu sempre fui um admirador do inglês. Exagero quem o chama de maior meia da história ou gênio do futebol. Exagero maior achar que ele é um marqueteiro apenas ou um cabeça-de-bagre. Jamais faltou a ele raça e vontade e fica difícil achar passes errados e caneladas dele em toda a carreira. Alguns de seus lançamentos longos, viradas de jogo e faltas cobradas não me saem da cabeça. Não é um Zidane, nem um Ronaldo, mas um jogador que marcou sua época positivamente.
Mas nos Estados Unidos, vi outro Beckham. Sem inspiração, sem vontade, sem nada. Até sua própria torcida o vaiava e com razão.
O contrato com o Milan muda tudo de figura. Beckham parece ter se tocado que dinheiro não é tudo e, boleiro dos bons que sempre foi, está na cara que quer usar seus poucos anos que restam pra jogar futebol de verdade.


