Os Spurs foram campeões. Nove anos na fila, quando venceram a mesma Copa da Liga Inglesa (Carling Cup).
A carling Cup não é assim aqueeeeeela coisa. Mas, na Inglaterra, como aqui no Brasil, um jogo de futebol é um jogo de futebol. Sempre vale.
Ainda mais contra o Chelsea, time rival bilionário da mesma cidade. Ainda mais vencendo o Arsenal, outro rival da cidade, na semifinal, com direito a goleada de 5 x 1.
Duas historinhas boas desta final. Woodgate e Paul Robinson. O zagueiro, em época de contusões feias como Ronaldo e Eduardo da Silva, é mais um destes que entra na turma dos ‘Sou _______ e não desisto nunca’.
Woodgate, quando chegou ao Real Madrid, com ares de zagueirão pra arrumar o time, só se machucou. Nas três temporadas que ficou no Bernabeu, jogou apenas 12 jogos.
Coube a ele, meio chorado, o gol do título na prorrogação neste domingo contra o Chelsea.
Paul Robinson, o goleirão, desde que Capello chegou, parece ter virado carta fora do baralho na Seleção Inglesa. Até reserva no time ele passou a ser. Entrou em campo durante a semana pela Copa da Uefa, voltou e teve a confiança do treinador para jogar a final deste domingo.
Ele também falhou no gol de Drogba, que colocou o Chelsea na frente. Mas, no final, quando a prorrogação chegou, Robinson cresceu. Fechou o gol e é merecidamente um dos grands responsáveis pelo título.
Parabéns ao Tottenham Hotspur, um time quase cult aqui para os brasileiros. Simpático. Indie. Tão pouco popular aqui em terra brasilis que até boleiro de respeito, quando pensa em Spurs, a primeira coisa que vem na cabeça é Tim Duncan e David Robinson. Jamais Berbatov e Robbie Keane.
Ps.: Quem viu, viu. Jogaço. Ritmo de final. Torcida junto. Rivalidade.