Blog de Bola, por Maurício Teixeira
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15/05/2012 - 12:11

City: a diferença é a torcida

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O juiz apitou e o Manchester City foi de forma dramática campeão inglês de futebol depois de mais de 40 anos “na fila”.

Com um caminhão de dinheiro primeiro da Tailândia e depois das arábias, o City conseguiu, em pouco mais de 5 anos, o título, contratando grandes jogadores internacionais, sobretudo Yaya Touré, David Silva e Sergio Aguero para ficar nos de maior sucesso.

Quem olha desavisado pode achar que o Manchester City é uma espécie de Cosmos ou de São Caetano  turbinado.

Aí que está a diferença.

O City, com toda a humilhação que ser rival da mesma cidade do Manchester United pode representar, é um time grande. Grande mesmo, destes que divide a cidade em metade azul e metade vermelha.

Tailandeses e árabes não inventaram estes clubes. Eles são centenários e a invasão de campo ao fim do jogo, como disse Mauro Cézar Pereira na excelente transmissão comandanda por Paulo Andrade na ESPN, não era de um bando de figurantes. Era de torcedores de verdade, aqueles ingleses barrigudos e branquelos que lotam o estádio e os pubs há 44 anos, de chuva a chuva, de frio a frio, em busca da chegada deste momento.

O City é grande e tinha média, nos anos 90, de 30 mil pagantes por jogo no estádio mesmo na TERCEIRA divisão. Seu estádio anterior, o Maine Road, chegou a ter capacidade para 100 mil pessoas. O atual transforma o clube no de sexta maior torcida do país. Não é um clube de aluguel. Não é um Grêmio Barueri a espera de jogadores de empresários.

Investir no City é mais ou menos como se um caminhão de dinheiro chegasse ao Atlético-MG. Time de tradição, com mais de 40 anos sem Brasileirão, com quedas de divisão e com uma massa gigantesca de torcedores apaixonados e dispostos a tudo pelo clube.

Ou ao Santa Cruz e seu mundão do Arruda.

Se me perguntarem, não gosto do modelo do City e do Chelsea. Acho dinheiro demais, sem sentido (pra não dizer irregular, provavelmente). O que eu acho porém pouco vai importar. O modelo está provando que dá certo, ou pelo menos torna os times mais competitivos. Provavelmente vai virar definitivo.

Mas que ninguém diga que City e Chelsea, antes de tudo, não sejam verdadeiros clubes de futebol.

Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Internacional Tags: , ,
11/05/2012 - 12:27

Wembley, um campo de futebol

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O lendário estádio de Wembley, em Londres, não recebe jogos da Premier League. Nenhum dos vários times londrinos manda seus jogos lá. Pelo contrário, numa cidade relativamente apertada como a capital inglesa, todos usam seus estádios próprios, como Stamford Bridge, Emirates, White Hart Lane, Upton Park, Craven Cottage e The Den (entre muitos outros).

De mandante mesmo, apenas a Seleção Inglesa, que disputa amistosos e jogos das Eliminatórias. Tudo para ser um elefante branco com capacidade para 90 mil pessoas. Mas veja que interessante a agenda só de FUTEBOL (futebol, deixa shows e outros esportes para lá) de Wembley nos últimos e próximos dias.

14 e 15 de abril

Disputadas em um jogo só, as duas semifinais da Budweiser FA Cup, a Copa da Inglaterra, tiveram como sede Wembley. No dia 14, os dois grandes times de Liverpool, cidade a quase 300 quilômetros de Londres. No clássico, o Liverpool venceu o Everton por 2 x 1. Público pagante: 87 mil pessoas. No dia seguinte, dois times de Londres fizeram a outra semifinal. O Chelsea venceu o Tottenham por 5 x 1. Público pagante: 85 mil pessoas.

5 de maio

A final da mesma FA Cup foi vencida pelo Chelsea, por 2 x 1 contro o Liverpool. Público pagante: 89 mil pessoas.

12 de maio

The FA Carlsberg Trophy, acredite, é um campeonato amador (ou semi profissional) de futebol na Inglaterra.  266 times participaram este ano, com equipes que flutuam em Ligas que podem ser consideradas como quinta a oitavas divisões, por assim dizer. Neste sábado o York City enfrenta na final o Newport County em Wembley. Como curiosidade, na final do ano passado, vencida por 1 x 0 pelo Darlington contra o Mansfield Town teve público de 24 mil pessoas. Os ingressos custam de 15 a 30 libras.

13 de maio

The FA Carlsberg Vase é uma competição parecida com esta acima, mas com clubes ainda abaixo da oitava divisão (licença poética, já que não tem esse nome). São clubes amadores nas piores colocações do sistema geral inglês, conhecido como National League System. É como meu time que joga às quintas-feiras ter a chance de jogar uma final no Maracanã. Este ano, Dunston UTS e West Auckland Town farão a final em Wembley. Ano passado, com um público pagante de 8 mil pessoas, o Whitley Bay, maior vencedor do torneio com 4 conquistas, venceu o Coalville Town por 3 x 2. Ingressos a 25 libras.

19 de maio

A segunda divisão na Inglaterra tem um jeito próprio de classificar equipes para a Premier League. Os dois primeiros (que este ano foram Reading e Southampton) sobem direto. a Terceira vaga na elite é decidida entre o terceiro, o quarto, o quinto e o sexto colocados na Segunda Divisão. Eles jogam uma semifinal (terceiro x sexto, quarto x quinto) e uma final. Essa final é disputada em Wembley todos os anos. Desta vez, o West Ham, time londrino, enfrenta o Blackpool. No ano passado, na partida em que o Swansea bateu o Reading por 4 x 2, o público pagante foi 86 mil pessoas.

26 de maio

O acesso da terceira divisão para a segunda (League One para Championship) tem o mesmo sistema. Classificam direto os dois primeiros e os quatro seguintes disputam playoff com os dois vencedores fazendo a grande final em Wembley. Ano passado este jogo não foi disputado em Wembley por conta da final da Champions League, mas a final de 2010 entre Millwall e Swindow Town teve público de 73 mil pessoas. O dupla que fará a final em 2012 ainda não está definida.

27 de maio

O acesso da quarta divisão para a terceira (League Two para League One) segue o mesmo procedimento. Então, no dia 27 de maio, times da quarta divisão entrarão em Wembley para decidir o terceiro classificado para a terceira divisão. Em 2010, o Rotherham United perdeu por 3 x 2 para o Degenham & RedBridge, time de Londres, com público de 32 mil pessoas.

2 de junho

A Inglaterra recebe a Bélgica para o último amistoso antes da Eurocopa. Ingressos já estão esgotados.

Enfim…

Wembley receberá nos próximos 15 dias jogadores de todas as divisões da Inglaterra, de salários diversos, que vão de jogadores que não ganham um tostão a Wayne Rooney, que ganha uma fortuna por mês. Todos eles têm em comum o que eu e você temos: paixão pelo esporte. E Wembley é o cenário de sonho, não importa seu salário.

Fico pensando aqui no nosso simpático e central Pacaembu e como ele vai sobreviver ao Itaquerão, ao Novo Palestra e ao Morumbi. Talvez seja só uma questão de organizar calendários e promover jogos e torneios diferentes. Só fico na dúvida se o brasileiro gosta tanto de futebol como os ingleses gostam.

Acho que não…

Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Internacional Tags: ,
28/04/2012 - 17:17

“Pra quem você está torcendo?”

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Essa foi a pergunta que eu mais ouvi na semana que passou.

A semana que passou, aliás, vai ser difícil ter outra tão emocionante. Os embates Chelsea x Barcelona e Bayern x Real Madrid foram antológicos. Cada um do seu jeito, foram espetaculares para dizer o mínimo.

E o mais engraçado de acompanhar estes jogos, seja conversando com as pessoas, sendo vendo os comentaristas, seja lendo as redes sociais e blogs, foram as defesas ferrenhas desta ou daquela posição.

Pouca gente assistiu indiferente a estes dois jogos. Eu ouvi de tudo.

1) Gente torcendo contra o Barcelona “porque ganha tudo”, “porque o Messi não é tudo isso”, “porque torço pelo mais fraco”, “porque o Barcelona precisa de uma lição”, “porque futebol é para macho”, “porque eu fui barrado no aeroporto de Barcelona”, ”porque sou torcedor do Chelsea” e uma infinidade de outros motivos.

2) Gente torcendo pelo Barcelona porque “ama o futebol bonito”, “porque o Chelsea é o anti futebol”, “porque o Chelsea é só dinheiro (como aliás, era o maior argumento quando todos torceram pelo Napoli)”, “porque odeio o Cristiano Ronaldo”, “porque eu sou fã da Shakira”, “porque sou torcedor do Barcelona” e mais uma infinidade de outros motivos.

3) Gente torcendo contra o Real Madrid “porque o Mourinho é muito arrogante”. “porque o Cristiano Ronaldo só quer saber de se ver no telão”, “porque o Bayern é um timaço”, “porque sou torcedor do Bayern” e mais uma infinidade de motivos.

4) Gente torcendo pelo Real Madrid “porque no Playstation eu sou Real”, “porque ninguém aguenta mais a marra do Barcelona”, “porque eu a-mo o Kaká”, “porque o Bayern vai amarelar”, “porque o Cristiano Ronaldo é um gênio”, “porque o Mourinho é o máximo”, “porque sou torcedor do Real” e mais uma infinidade de motivos.

E sabe o que é mais legal? Todo mundo tem razão. Ninguém é melhor ou pior por escolher torcer para este ou aquele time. Os argumentos são definitivos, dos dois lados. Chatos são os caras que ficam querendo ensinar. Que acham que só eles sabem. Que consideram que o futebol europeu tem que seguir elitizado, longe das TVs abertas, dos jornais populares ou dos comentaristas mais folclóricos.

A única certeza é que você, em pleno 2012, não vai deixar ninguém ficar te dizendo para quem você tem que torcer ou o que você precisa sentir. Abaixo aos chatos!

Futebol é isso. Quando é bom, as pessoas tomam partido. Viram “torcedores desde criancinha” de timaços da Catalunha ou de endinheirados clubes de bairro de Londres.

E aí? Para quem você estava torcendo?

Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Internacional Tags: , , ,
12/04/2012 - 10:30

A tal escola Barcelona

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Está no Mundo Deportivo de hoje. O Barcelona está na luta para ser campeão europeu em cinco modalidades diferentes. Além do incrível time de futebol, o basquete e o futsal já estão nas semifinais. O hóquei e o handebol também podem conquistar a Europa.

Mas a escola do Barcelona parece que é balela, certo Andrés Sanchez?

Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Internacional Tags: ,
21/03/2012 - 08:14

Os maiores artilheiros

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Messi se tornou o maior artilheiro da história do Barcelona ontem ao marcar seu gol 234 com a camisa catalã. Confesso que fiquei curioso e fui buscar em outros grandes clubes essa estatística para ver o tamanho de uma conquista dessa, ainda mais aos 24 anos.

O maior artilheiro da história do Real Madrid é Raul. Ele passou 17 anos no clube e marcou 323 gols. Interessante o fato de que ele segue na ativa, como Messi, o que dá um cartaz ainda maior ao futebol atual.

Barcelona e Real Madrid têm seus maiores artilheiros na ativa.

Na Inglaterra, o Manchester United vive situação parecida. Se o maior artilheiro da história do clube foi Bobby Charlton, com 249 gols, não será surpresa se Wayne Rooney, aos 26 anos e com 174 gols pelo clube, ultrapassar o lendário Sir. Uma outra particularidade dos Red Devils é que outros 2 jogadores na ativa, Paul Scholes e Ryan Giggs, figuram no top 10 dos artilheiros de todos os tempos do clube.

Situação muito diferente vivem os times italianos. Milan e Inter vivem do passado em matéria de artilheiros históricos. O Milan ainda mantém Pipo Inzaghi no top 10 mas sem nenhuma chance de alcançar o sueco Gunnar Nordahl que na década de 50 marcou 221 gols pela equipe. Na Inter, o mais próximo de ser atual na lista é o aposentado Cristian Vieri, mas muito abaixo de Giuseppe Meazza, o líder.

Para ilustrar, veja o futebol brasileiro e a lista dos maiores artilheiros de gols marcados em apenas um clube do site RSSSF:

Santos: Pelé, 1091 gols
Vasco: Dinamite, 617 gols
Flamengo: Zico: 502 gols
Inter: Carlitos, 325 gols
Fluminense: Waldo, 314 gols
Botafogo: Quarentinha, 313 gols
Corinthians: Claudio, 305 gols
Palmeiras: Heitor, 285 gols
Grêmio: Alcindo, 264 gols
Atlético-MG: Reinaldo, 255 gols
Bahia: Carlito, 253 gols
São Paulo: Serginho, 243 gols
Cruzeiro: Tostão, 242 gols

Muito mais do que ingleses e espanhois, brasileiros e italianos têm motivos para o saudosismo.

Ps: alguns números da lista brasileira divergem de informações em sites oficiais. Por ex. Heitor, que no site do Palmeiras tem pelo menos mais 30 gols. Mas as fontes do RSSSF são boas – no caso do Palmeiras, o livro de Orlando Duarte – e, além disso, o ponto do Blog é indiferente com 10, 20, 30 gols a mais ou a menos nesta lista de craques.

Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional Tags: , , , , , , ,
14/03/2012 - 15:02

Lucas, do São Paulo, pode ser o novo… Júlio Baptista

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Se você lê este título achando que estou falando mal do Lucas, já pode parar por aqui.

Lucas, ex-Marcelinho, camisa 7 do São Paulo, é talvez o jogador mais supervalorizado que o futebol brasileiro já teve notícia.

Lucas não é craque, nem nunca será, como já disse Arnaldo Ribeiro, da ESPN, autor de, entre outras coisas, o livro que reúne os 10 maiores jogadores da história do São Paulo.

O que não quer dizer também que Lucas seja de todo ruim.

Não é culpa do Lucas essa supervalorização. Toda vez que algum comentarista elenca a “grande nova geração do futebol brasileiro”, enumera Ganso, Neymar e Lucas. Lucas vai meio no embalo, não entendo bem como chegou ali.

Tanto fizeram, que Lucas acreditou. Ele para na frente de um adversário na ponta e ensaia movimentos e dribles de Neymar. Tudo muito constrangedor para quem assiste. Se alguém fizer uma estatística séria verá que ele não completa nem metade de suas jogadas. Mário Tilico, que não era lá essas coisas, era objetivo perto dele.

Ano passado, quando Lucas jogou como meia, não conseguiu completar nenhuma jogada que recebeu de costas para o gol. Em alguns momentos, dava para ver que companheiros como o ex-jogador Rivaldo (ex mesmo, já ano passado) ficavam sem jeito de tentar tabelar com ele. A bola simplesmente jamais voltava. Leão, com ele na ponta, agora, talvez seja o que melhor entendeu suas limitações. Não teria problema algum ter Lucas na ponta, mas o problema é que ele acha que precisa resolver todos os jogos, ir para cima como Neymar. E Lucas não é Neymar. Lucas jamais será Neymar. Lucas pode ser outra coisa…

Aqui entra Julio Baptista. Se você teve preconceito ao ver o título deste post, peço licença para dar uma pincelada rápida no currículo de Júlio.

Baptista jogou como atacante e zagueiro na base do São Paulo antes de virar volante no time principal. Limitado tecnicamente (qualquer semelhança…), impressionava pelo seu vigor físico (qualquer semelhança…) e alternava boas jogadas com pixotadas incríveis (qualquer semelhança…).

Vendido, foi para o Sevilla encontrar a glória. Com o vigor físico que sempre teve, foi cada vez mais a frente e num time cujo forte era contra-atacar, virou o segundo atacante, ou o meia mais ofensivo, e marcou época arrancando para o gol (foram 50 deles). Tornou-se La Bestia, o jogador mais valorizado da Espanha.

Julio foi para o Real Madrid. Não se pode dizer que deu certo ou errado. Afinal, como assim alguém compra o Júlio Baptista para jogar no Real Madrid de Zidane, Ronaldo, Figo, Beckham, Figo e Raul?

Julio foi para o Arsenal. Lá, nunca conseguiu trocar passes como Henry e Fabregas, mas mesmo assim fez bonito e, entre seus feitos, está ter marcado 4 gols contra o Liverpool. Na época, na seleção de Dunga, foi um dos responsáveis pela aula de futebol na final da Copa América com a humilhante vitória contra a Argentina de Messi e cia, com o mais bonito dos gols sendo dele.

Do Arsenal, Julio foi a Roma. Esboçou ser La Bestia de Sevilla mais uma vez. Brilhou num rendimento que deixaria Adriano Imperador com vergonha de sua passagem pelo time da capital. Agora, no Málaga, depois de duas contusões, tem a sua temporada ameaçada, mas segue como um dos principais jogadores da Liga no circuito “off Real e Barcelona”.

Recapitulando: Júlio jogou no São Paulo, no Sevilla, no Real Madrid, no Arsenal, na Roma e no Málaga. Tem mais de 100 gols na carreira, alguns muito importantes. Nos dois maiores times que defendeu, São Paulo e Real Madrid, não se destacou. Nos outros, foi (é) um jogador que qualquer treinador gostaria de ter no elenco. Na Seleção, não deveria ter ido para a última Copa mas certamente tem seu lugar na história com o golaço contra a Argentina em 2007 em Maracaibo.

Volto para o assunto deste post.

O principal gol do Lucas foi contra os reservas da Argentina num amistoso. O gol foi de Sevilla, não de Real Madrid, já que Lucas pegou a bola na intermediária e saiu num contra-ataque fulminante. No São Paulo, quando pega a bola limpa na frente, pode vir coisa boa. Se precisar pensar, não vai rolar. Se tiver algum marcador ao lado, não vai passar. E eu não to falando de Baresi ou Gamarra, mas sim do fulano do Santa Cruz que o anulou ano passado no jogo de ida da Copa Brasil. Pode até parecer pra torcida que ele vai pra cima e “tenta”. Mas está errado. Ele e o cara que falou pra ele que ele tem condição de ir pra cima. Ele é um bom corredor e um bom chutador, e que pode ainda melhorar suas poucas virtudes.

Júlio Baptista é um vencedor no futebol. Sua carreira é impecável e ele pode não figurar em listas dos melhores mas certamente fez um bom papel na profissão que escolheu.

Existe uma chance de salvar Lucas. É só colocar na cabeça dele que, se ele se esforçar muito, talvez ele possa vir a ser o novo Julio Baptista.

E ser um novo Júlio Baptista é muito bom.

Ps: Ilustro este post com alguns dos momentos de La Bestia

Ps2: Juro fazer um post mais curto na próxima…

Ps3: Lucas pode acabar com um jogo essa semana, faz parte da vida do caboclo que se mete a escrever e dar opinião queimar a língua. Mas vai ter que nascer de novo pra mudar a minha opinião.

Ano passado, pelo Malaga

Pelo Arsenal, fazendo 2 contra o maior rival do time, o Tottenham, no empate de 2 x 2

Pelo Real Madrid, Julio marca contra o BARCELONA

Pelo Arsenal, fazendo 4 gols contra o LIVERPOOL

Pela Roma, gol da vitória, de bicicleta, aos 46 minutos do segundo tempo

Pela Seleção, o golaço que abriu caminho pra vitória na final da Copa América 2007

Pelo São Paulo, do céu ao inferno, contra o Galo

Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional Tags: , ,
08/03/2012 - 12:20

O que falta para Messi…

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Messi sabe tudo, mas ainda lhe falta Victor Hugo Morales.

Em campo, não falta nada.

Ele joga muito, faz muitos gols, é gênio, focado no trabalho, obcecado em ser o melhor de todos os tempos. Tem apenas 24 anos e está galáxias na frente de seu único adversário contemporâneo que é Cristiano Ronaldo. Nada pode mais ameaçar a sua condição de melhor jogador de sua época (talvez apenas o Taison hihihi).

Então, o que é que falta?

Eu acho que mesmo os imortais precisam ter seus momentos humanos.

Pense no que significa ser argentino e em Diego Armando Maradona. Compare à frieza e objetividade de Messi.

Maradona tem a seu favor o drama, o tango, a emoção. Tem as falhas também, como Pelé, Zidane, Ronaldo e tantos outros que vira e mexe descem do pedestal de mitos e engatam seus momentos estúpidos e humanos.

E Maradona ainda tem Victor Hugo Morales.

Victor Hugo Morales é jornalista, radialista e escritor uruguaio, mas fez carreira na Argentina. Seu grande feito é narrar o gol mais bonito da história das Copas, o de Maradona contra a Inglaterra em 1986, quando driblou “a tanto inglés” até empurrar a bola para o gol.

Um gol para a história. Uma emoção em lágrimas que extrapola o futebol. Um momento sublime, uma nação em êxtase, vingada, com a alma lavada. Um momento épico do futebol que você vê  e ouve ao clicar play neste vídeo abaixo.

Não sou da turma que acha que Messi precisa ganhar uma Copa do Mundo para se tornar o melhor de todos os tempos. Bobeira. Mas tenho convicção que ainda falta a ele sair de sua frieza espetacular, quase irritante, para mostrar o coração que existe debaixo daquela camisa. Ele nos emociona com seu futebol, mas parece não se emocionar com o que está alcançando. Ainda que ele comemore seus gols com gana. Ainda que ele lute o tanto que luta. ‘Es para llorar, perdónenme’, mas Messi precisa ter o seu momento Victor Hugo Morales.

Porque no futebol, não falta nada.

Ps: Eu tenho uma camiseta que na frente tem o esquema com todos os movimentos de Maradona até chegar ao gol e, nas costas, a narração de Victor Hugo Morales. A “letra” eu reproduzo aqui:

La va a tocar para Diego, ahí la tiene Maradona, lo marcan dos, pisa la pelota Maradona, arranca por la derecha el genio del fútbol mundial, deja el tendal y va a tocar para Burruchaga… ¡Siempre Maradona! ¡Genio! ¡Genio! ¡Genio! Ta-ta-ta-ta-ta-ta-ta-ta… Gooooool… Gooooool… ¡Quiero llorar! ¡Dios Santo, viva el fútbol! ¡Golaaazooo! ¡Diegoooool! ¡Maradona! Es para llorar, perdónenme… Maradona, en una corrida memorable, en la jugada de todos los tiempos… Barrilete cósmico… ¿De qué planeta viniste para dejar en el camino a tanto inglés, para que el país sea un puño apretado gritando por Argentina? Argentina 2 – Inglaterra 0. Diegol, Diegol, Diego Armando Maradona… Gracias Dios, por el fútbol, por Maradona, por estas lágrimas, por este Argentina 2 – Inglaterra 0.


Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Internacional Tags:
05/03/2012 - 19:30

De Petrolina a Lisboa

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O que está acontecendo com estes torcedores?

Eu vi hoje é digno de virar viral. O amigo André Feijoo, notório sportinguista, postou o não menos sensacional torcedor do Benfica dando o recado ao vivo para a televisão portuguesa antes de mais um jogo do que espera do seu time…

Antes, há algumas semanas, Mauricio Targino, habitué deste blog, postou pela segunda vez o reclamão de Petrolina, figura folclórica que fica ao lado da entrada do túnel do time visitante recepcionando com gosto o time adversário, desta vez o Santa Cruz.

Genial!

Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional Tags: ,
05/03/2012 - 11:37

O melhor time do Brasil

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O canal Premiere Futebol Clube, o PFC, lançou uma campanha com jogadas “recortadas e coladas” de vários jogos de 20 clubes do Brasil. O projeto, muito bem bolado pela agência Wieden+Kennedy, teve consultoria de futebol da minha empresa, a mob36, com um trabalho minucioso que não teria acontecido não fossem os jornalistas/boleiros Renato Ernani e Mauricio Targino.

Foram meses em que nós pesquisamos incansavelmente jogadas e ídolos do ano 2000 para cá dos 20 times, valendo apenas do Brasileirão e dos Estaduais. A narração final deu o toque que faltava. Os resultados, você assiste no link abaixo. É só clicar no seu time e ver como ficou:

O Melhor Time do Brasil

Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Brasileirão Tags: ,
04/03/2012 - 18:14

Os treinadores e as demissões

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Nem sempre é fácil dar um passo à frente. O ex-futuro-quase promissor André Villas-Boas durou pouco no Chelsea. Ele vinha bombando no Porto, com uma carreira que se anunciava a do “novo Mourinho”. O hype todo o levou ao Chelsea mas não foi suficiente para mantê-lo no cargo. Ele ficou apenas um mês a mais do que Felipão, diga-se.

Depois de Mourinho, Avram Grant, Felipão, Guus Hiddink, Carlo Ancelotti,  e agora Villas-Boas passaram pela equipe e apenas Guus Hiddink talvez tenha deixado saudades, para dizer uma palavra que Villas-Boas e Scolari entendem bem o significado.

O time de Londres é uma exceção entre os grandes ingleses no quesito manter técnico no cargo. Arsene Wenger, do Arsenal, está há 16 anos. O “absurdo” maior é Alex Fergunson, que comanda o Manchester United há 26 anos. Mesmo Roberto Mancini, do Manchester City, que pode ser chamado de “neo-Chelsea”, está há mais de 3 anos no cargo.

Legal transportar essas estatísticas para outro futebol estrelado, o Espanhol. Na comparação mais cruel dos últimos anos, Barcelona e Real Madrid também se diferenciam por este tema.

Enquanto nos últimos 25 anos o Real Madrid teve 25 treinadores, Luxemburgo, Capello e Mourinho incluídos, o Barcelona deu emprego para apenas 13 (TREZE) treinadores.

Entre eles, Van Gaal, Rijkaard e ninguém menos do que Cruyff. Além, é claro, deste novo mito que se apresenta, que é Guardiola. Um estudioso que, ao contrário dos que alguns podem imaginar, é fundamental mesmo num time que tem Messi.

Guardiola, aliás, como bem disse Lucio Ribeiro em sua coluna da Folha, o homem que espera uma ligação para ser treinador da Seleção Brasileira na Copa de 2014.

Quem mais poderia ser?

Ps: Este post apela para ter audiência e coloca uma foto do Guardiola, que nem é figura-central do post, só para agradar o incansável público feminino do carequinha que as vezes frequenta este blog

Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Internacional, Seleção Brasileira Tags: , , , ,
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