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02/07/2009 - 01:11

8 drops do título do Corinthians

- Chicão é o paredão. Felipe, a muralha.

- Mano Menezes é o cara e armou certinho o time para fazer um gol e acabar com a disputa.

- Será que o Kleber entendeu depois deste jogo o motivo de ter perdido a vaga no time titular de Dunga para o André Santos?

- Em 2003, D’Alessandro fez os corinthianos de bobos. Seis anos depois, foi mais bobo ainda fazendo aquela ceninha besta depois da expulsão.

- O Inter passou raspando contra o Flamengo e o Coritiba. Três vezes não daria mesmo.

- O Ronaldo tem uma estrela tão grande e o Mano Menezes é tão competitivo e competente, que até dá pra imaginar um Corinthians livre de seu trauma maior: a Libertadores.

- O jogo no Pacaembu foi muito melhor do que o do Beira-Rio. Principalmente porque o Inter foi muito bem na partida, ainda que sem Nilmar. O Inter tomou um mas também poderia ter feito. Mas tomou o segundo e aí era o prato cheio para Mano Menezes. A decisão, aliás, foi definida em São Paulo.

- O Jorge Henrique parece o Romário e viveu dias de Ronaldo nas duas decisões. Um gol em cada e o título é bastante dele. Ele, repito, que não tem bola para tal. Coisas do futebol.

Enviado por: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Brasileiro Tags relacionadas: , ,
29/06/2009 - 01:01

Um milhão em ação, ‘pra frente Brasil’, chupa Ashton Kutcher

Li no colega Xará Stycer, do iG, que tem cerca de 1 milhão de brasileiros no Twitter. Uma parte deles, neste domingo, com a ajuda de perfis (falsos e verdadeiros) e tags (reais e forjadas), inventou uma nova e divertida maneira de torcer para a Seleção Brasileira de futebol, que anda (ou andava) meio distante de seu povo ou sem sair às ruas (como diria o ministro Barbosa do STF).

Quem já foi em jogo da Seleção aqui ou em Copa ou no Haiti sabe que nosso Brasil sil sil tem disparado o grito de guerra mais chato de todos os tempos do universo.

‘Sou brasileeeeeeeeeiro, com muito orguuuuuuulho, com muito amooooooor’

Gritinho sem rima, difícil de ir até o fim, que lembra algum comercial que eu nem lembro a marca. Assim que começa, no estádio, você sabe que não vai terminar, simplesmente porque é chato e longo demais e não empolga nem motiva ninguém.

Voltemos ao Twitter. Durante o jogo Brasil 3 x 2 USA, o mais popular dos perfis na mais comentada rede social da atualidade…

… o homem que sozinho chegou a um milhão de seguidores antes do que a rede CNN ou de qualquer outro usuário: Ashton Kutcher, resolveu twittar ao vivo a final da Copa das Confederações. Pelo boné, vê-se logo que o esporte dele é outro mas, enfim, não deixa de ser bastante significativo e muito legal ele ter feito isso.

Aí ele narrou o primeiro gol americano. Depois o segundo. E depois, empolgado, mandou:

“Se a gente ganhar a Copa das Confederações, podemos chamar esse jogo de soccer sem ninguém poder reclamar por pelo menos um ano” (tradução livre e sem palavrões de ‘If the USA wins the Fifa Confederations Cup we officially get to call the game Soccer with out getting any sh*t 4 atleast 1 year’)

Então o Brasil diminuiu, teve gol a seu favor roubado, empatou, virou o jogo, o Galvão narrou, o Lucio chorou, aquela coisa toda.

E a galera resolveu mandar um chupa para nosso astro de Hollywood, também conhecido como marido da Demi Moore, seguido por quase 2,5 milhões de pessoas até o fechamento desta edição. E o chupa virou um tópico (#chupa), que Kutcher traduziu como ’suck it’.

E mais e mais brasileiros foram escrevendo #chupa em seus posts até que o próprio Kutcher declarou que #chupa havia se tornado o assunto mais comentado do twitter mundial naquele momento, batendo Michael Jackson e tudo.

“#Chupa is now #1 just like Brazil congratulations”, sentenciou, convencido das derrotas, Kuchter (a tradução é que tanto a seleção brasileira quanto o tópico chupa eram número 1).

Kuchter descobriu que não é soccer, mas sim football o nome deste esporte e o Brasil descobriu um jeito bem mais bacanudo de torcer.

Enviado por: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Seleção Brasileira Tags relacionadas: ,
22/06/2009 - 20:12

Um enigma ambulante chamado Muricy (ou futebol)

Agora você está ouvindo o seguinte:

- ‘Injustiça o que fizeram com o Muricy. A diretoria tricolor não sabe o que faz’

Mas você já ouviu, após os últimos títulos:

- ‘O sucesso do São Paulo é fruto da organização, da diretoria prestigiar o mesmo treinador há 3,5 anos. O resultado é claro. Está aí.’

Você também já ouviu:

- ‘O Muricy é o melhor treinador do país. Uma espécie de Bernardinho do futebol. Sabe treinar o time, sabe armar a equipe e principalmente sabe dar bronca em jogador mimado quando precisa. Deveria assumir a Seleção Brasileira’

Mas você já ouviu também:

- ‘Esse Muricy é muito retranqueiro. Só escala volante. O São Paulo joga feio há 3,5 anos. Nunca o São Paulo do Muricy me empolgou’

E você já leu:

- ‘O Muricy é um cara autêntico. Dos poucos no futebol brasileiro. Sem frescura ou politicagem. Um cara assim não se cria na corja de cartolas e empresários do futebol nacional.’

Mas também cansou de ler:

- ‘A grosseria com que Muricy trata os jornalistas e algumas das pessoas a sua volta é de uma deselegância revoltante. Alguém precisa dar um basta nas suas patadas’

Senhoras e senhores, este é Muricy Ramalho, tricampeão brasileiro de futebol.

Mas não é apenas Muricy que é assim. Este é o futebol. Ninguém especificamente inventou ele assim. Ele é assim. O que é bonito hoje, amanhã é feio (né, Keirrison e Hernanes?). O que não deu certo ontem, amanhã vai parar na Copa do Mundo (né, Felipe Melo e Doni?). Ronaldo, que é quem fala melhor no mundo do futebol hoje, é o dono da frase que melhor resume tudo isso: “cada gol que faço, fico mais bonito e um quilo mais magro”.

O Manchester United mantém Alex Fergunson como mandante supremo de seu time há mais de 20 anos. Isso inclui negociar jogadores, salário, falar com empresários, fechar patrocinadores - um absurdo para os padrões brasileiros de ética no futebol, diga-se. Mas Fergunson, cá, é visto como modelo de sucesso, continuidade e profissionalismo. O que não deixa de ser também, claro. Mas que também não impede que o time perca o jogo mais importante do ano para o Barcelona, que tem em Guardiola um estreante em sua primeira temporada como treinador (EXATAMENTE COMO DUNGA).

O São Paulo manteve 3,5 anos o Muricy no cargo e fez certo. Mas não podemos esquecer que o mesmo São Paulo contratou Paulo Autuori em abril de 2005 para que ele fosse campeão da LIBERTADORES apenas 4 meses depois.

Futebol é assim. Acontece para todos os lados. Melhor ser profissional e ter planejamento, mas saber atuar rápido e trocar suas peças em nome do resultado também é profissionalismo e planejamento. E nem tudo que é bom para o Manchester United ou para o Los Angeles Lakers - Phil jackson está há 4 anos na franquia nesta sua segunda e vitoriosa passagem. Antes já havia dirigido o time por cinco temporadas, além de ficar 9 anos a frente do Chicago Bulls - é bom para o São Paulo ou para o Botafogo.

Não vejo porque um técnico de futebol tenha que ter vida eterna para que um time seja considerado ‘profissional’.

Não é um cargo qualquer o dele como o de pessoas que passam a vida na mesma empresa. Ser técnico de um time grande de futebol é desgastante. Muricy teve muito mais sucessos do que fracassos, mas estava com a data de validade um pouco vencida. Sem criatividade para inovar nas suas formações (o São Paulo virou o reino dos volantes). Sem forças para motivar seus jogadores mimados. Sem tanta influência entre seus chefes (as pessoas esquecem que treinador tem chefe). E, o mais grave, passava a impressão de não ter mais um pingo de alegria enquanto trabalhava. Mesmo assim, tenho certeza que, como aconteceu no Beira-Rio e nos Aflitos, ele segue com a porta aberta e o carinho da torcida no Morumbi pelos ótimos serviços prestados.

Por isso, depois de pensar um pouco, não me filiei ao Partido dos Defensores do Muricy. Acho que estava na hora de partir. De conhecer novos ares, descansar um pouco e pensar na sua ranzinice crônica e galopante. Não que ele seja péssimo. Pelo contrário. Ele é um dos três melhores técnicos do futebol brasileiro e provavelmente 50 vezes melhor do que o Ricardo Gomes. Mas não é isso que está em jogo. Apenas não entro para o time dos ‘com pena’ do técnico e ‘com raiva’ da diretoria, que tem muitos outros problemas.

Muricy tem mercado e terá emprego quando quiser. Certamente não vai fazer parte da massa de desempregados que afeta nosso país. Ficará em casa se quiser, irá para o Catar se quiser, assumirá o Internacional se bem entender. E, amanhã, você ainda vai ouvir aquele repórter perspicaz perguntar na coletiva no final do jogo em que o time do Muricy bater o São Paulo:

‘Muricy, essa vitória é uma resposta sua para a diretoria do São Paulo?’

Esse é o futebol…

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17/06/2009 - 09:34

Depois do Atari, um elefante que se transforma em Pelé

Juro que a intenção não é transformar este blog numa central de vídeos bizarros com o maior jogador de todos os tempos como tema.

Mas o que dizer deste artista maluco que faz o Pelé sair de dentro de um elefante?

Quem me passou essa foi o nosso sempre atento correspondente e cônsul da Tuna Luso em … Yokohama, o Haroldo.

Veja o outro vídeo bizarro do Pelé, jogando Atari dublado em espanhol.

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16/06/2009 - 15:44

A pegada gaúcha da final da Copa do Brasil sem favoritos

Todos os anos, quando a Copa do Brasil começa, tem uma final provável. Times fortes que bateram na trave para ganhar a vaga na elite (Libertadores), acabaram ficando no segundo escalão (Copa do Brasil) e, por isso, entram como favoritos.

Ano passado, o Palmeiras e o Inter eram os candidatos óbvios. O Sport matou os dois favoritos e mais o Vasco. O Corinthians, da série B e sem estrelas, chegou a uma improvável final onde também morreu na BombonIlha do Retiro.

Em anos recentes, Paulista de Jundiaí, Santo André e Figueirense estiveram em finais, com exceção recente a 2006, quando Flamengo e Vasco decidiram.

Este, aliás, sempre foi o barato da Copa do Brasil. Mesmo no tempo em que todos jogavam, equipes como o próprio Sport, o Ceará, o Criciúma e o Goiás jogaram a final.

Desta vez é diferente. Pegue qualquer previsão da lógica (e futebol nem sempre dá a lógica) e a final Corinthians x Internacional seria cravada. Sem São Paulo, Grêmio, Palmeiras, Cruzeiro e Sport, não existiam outras duas forças equivalentes em todo o resto do futebol brasileiro. Coritiba e Vasco foram azarões na reta final mas desta vez não vingaram. Corinthians e Inter figuram, inclusive, entre os favoritos do Brasileirão, onde todos os times jogam.

Por isso, o duelo Internacional (mais forte porém mais desfalcado) x Corinthians (menos técnico mas com o fenômeno Ronaldo), não tem favorito.

Até porque os dois times se equivalem no que existe de mais precioso na hora de decidir em mata-mata. Corinthians e Inter têm a pegada gaúcha no sangue (ou na cuia).

Foi com essa pegada que Mano Menezes subiu o Corinthians ano passado e fez o time vencer São Paulo e Santos (na garra e na bola) para ser campeão paulista. É a marcação e a correria desde o Jorge Henrique. É a consistência na marcação de Cristian e Elias.

É com a mesma pegada gaúcha que nem sempre Abel soube impor ao Inter do ano passado que Tite faz seus jogadores (todos os 22 do grupo) comerem grama o tempo todo e jogarem sob a batuta do maestro Guiñazu. É só você ouvir o (já não mais tão garoto) Taison dar uma entrevista para ver o quanto ele tá com o sangue nos olhos.

O Inter não tem o seu principal jogador, Nilmar, e um outro jogador razoável, Kléber. O Corinthians não tem André Santos que, se não dá para cravar principal jogador por conta do poder de decisão de Ronaldo, é certamente muito mais importante para o conjunto do time do que Ronaldo.

Vai ser uma grande final. Digna dos tempos em que a Copa do Brasil tinha todos os pergonagens principais em seu elenco.

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06/06/2009 - 17:20

‘Revelino’, irmão do Emile Heskey, e Zico, filho do jornalista

Para quem está com o inglês em dia, delícia este post no blog do Guardian sobre pessoas homenageadas com nomes de jogadores.

Destaque para o irmão de Emile Heskey, autor do segundo gol da Inglaterra no jogo deste sábado pelas Elimatórias, que se chama Revelino, com ‘e’ mesmo, em homenagem a Rivelino, o nosso patada atômica (o ‘e’ foi de propósito, para diferenciar um pouco o nome).

Outro felizardo tem como nome a escalação inteira de um time de futebol, o Queens Park Rangers de 1973.

O próprio jornalista, autor do post, batizou o filho, nascido no último 30 de março, com o seguinte nome: Joshua Zico Burnton.

Já que o assunto é Zico lá em Londres, vale lembrar a famosa ‘fla’mília Santos, com Zicomengo, Flamena e Flamozer.

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03/06/2009 - 02:48

Pelé jogando Atari

Incrível como algumas coisas acontecem.

1) Dois leitores deste blog pediram mais comerciais bizarros, como este do Crouch, este do Zico e este do Fernando Torres que eu tinha postado aqui.

2) Depois de anos, a NBA me chamou a atenção de novo e eu tenho visto os jogos todos, que estão muito emocionantes, inclusive pela arbitragem digna de Brasileirão. (E-díl-son!)

3) Por causa dessa nova-velha mania (assistir a NBA), comecei a seguir no twitter a lenda, o mito, Kareem Abdul-Jabbar (eu já seguia a NBA, o impagável Shaq e o boleiro-mor Steve Nash, que comenta jogos da Champions League em seu twitter).

4) Dois dias depois, uma amiga, que tem altura para ser jogadora de basquete mas que prefere negar suas aptidões naturais para esportes, me manda esta pérola! Mario Andretti, Edson Arantes do Nascimento e Kareem Abdul-Jabbar, juntos, jogando Atari com dublagem em espanhol. Assista você mesmo Pelé jogando videogame mais de 20 anos antes do Neymar pegar num joystick.

ps.: o blog do Sormani, só sobre basquete, nesta reta final da NBA que começa na quinta, está pegando fogo…

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29/05/2009 - 15:49

A cascata do volante que sabe sair jogando

Denúncia urgente! Fomos enganados!

Há uns dois, três anos, surgiu essa história do ‘volante-que-sabe-sair-jogando’. A crônica esportiva enalteceu. Compramos a causa e comemoramos Lucas, Ramires, Hernanes, Cleiton Xavier, Ibson, Elias e etc. É o fim de Josué, Gilberto Silva, entre tantos.

E os técnicos, todos, só com um sorrisinho no canto da boca, como quem dizem: ‘caíram feito patinhos’.

O que era para tornar o futebol mais ofensivo, virou justamente o contrário. Com o moral que jogadores como Ramires e Hernanes ganharam na mídia, os técnicos, sorrateiramente, aproveitaram para empurrar os ‘volantes-que-sabem-sair-jogando’ para o lugar dos meias. E, claro, dois ou até três volantes propriamente ditos (os que não sabem jogar), atrás deles.

Atrás de Hernanes, tem Jean e Eduardo Costa. Ao lado, Jorge Wagner. Atrás de Ibson, tem Toró e Airton. Ao lado, Kleberson. Atrás do Ramires tem Fabrício, Henrique e Marquinhos Paraná. E agora que o meia ofensivo (mesmo), Wagner, pode voltar ao time, Adílson nem precisa quebrar a cabeça. Tira o Ramires, vendido, entra Wagner. Troca o ‘volante que sabe jogar’ pelo meia.

O Santos, por exemplo, não tem volante que sabe jogar. Isso porque tem um meia ofensivo mesmo, que é o Paulo Henrique e, além do ofensivo Madson. O Corinthians tem Elias, volante que sabe jogar, e Douglas, meia. Um caso raro, diga-se. Mas a má fase do Douglas, infelizmente, acaba minando o resultado que poderia dar. A salvação do modelo pode ser o Inter, que tem D’Alessandro mas tem gente que sabe vir com a bola também de trás.

Até Luxemburgo, que sempre foi o técnico mais ofensivo do Brasil (só lembrar do Cruzeiro e do Santos dele campeões), está sucumbindo. Tinha Cleiton Xavier como segundo volante, com Diego Souza de meia, e dois atacantes. Não é de hoje que Cleiton Xavier ganhou dois escudeiros atrás dele (Souza e Pierre), passando Diego Souza lá para o lado do Keirrison.

Do São Paulo eu tenho até preguiça de comentar. O sindicato dos volantes é muito atuante ali. Contra o Cruzeiro, Muricy escalou um volante de lateral-direito e outro volante de lateral-esquerdo. No meio de campo são quatro volantes, sendo dois propriamente ditos e dois ‘que sabem jogar’. Seis volantes em campo entre os que sabem jogar e os que não sabem.

Aposto que o goleiro Dênis, nos rachões, joga de volante para agradar o Muricy. E a consequência é tão óbvia. A nova função está matando o Hernanes. Como segundo volante, era o melhor da posição no país. Como meia, como 10, não tem bola para isso. Mais do que isso, nas duas chances maiores que o São Paulo teve de empatar contra o Cruzeiro, uma caiu no pé do Eduardo Costa e outra no pé do Jean. Deu no que deu.

Aí meus colegas jornalistas ficam bravos pois o Dunga diz que o Ramires ele só pode chamar para o lugar do Kaká ou do Ronaldinho Gaúcho. Me desculpem, mas Dunga é o único que não está sendo hipócrita nesta história. O Ramires joga como Kaká no Cruzeiro. Fato. Na frente dele, apenas dois atacantes. Nossos técnicos, que não são bobos, dão de ombros e comemoram que a culpa toda vai pro técnico da Seleção. Atuasse o Hernanes de segundo volante, assim como Jorge Wagner, com apenas Jean de volantão clássico, e um Dagoberto de meia de ligação servindo Borges e Washington na frente, Dunga não teria desculpa.

O Muricy anda tão obcecado por esta história que eu sou capaz de apostar que se o Ronaldinho Gaúcho chegar ao Morumbi, ele não o escala de meia, recuando Hernanes, mas sim de atacante, mantendo os quatro volantes no meio.

Enfim, a cascata foi armada. Nós caímos. Chegamos a imaginar que seria possível ter um meio de campo no Brasil com peças semelhantes ao do Milan (Gattuso, Pirlo, Seedorf e Kaká) , ou do Manchester United (Carrick, Anderson, Scholes e Cristiano Ronaldo).

Chegamos a imaginar que o sucesso e a pressão seriam tão grandes que Dunga seria obrigado a escalar Ramires, Hernanes, Anderson e Kaká ou Lucas, Ramires, Ronaldinho e Kaká.

Mas foi o contrário.O futebol ficou mais defensivo. Os meias sumiram. Os poucos camisas 10, espécie em extinção, estão perdendo seus empregos para ‘os-volantes-que-sabem-jogar’.

E em vez de ganhar um jogador defensivo que sabe ir para frente, ganhamos um meia que volta para marcar. E eles ainda querem que a gente agradeça. Inverteram a discussão.

E se você, garoto, tentar uma peneira qualquer dia desses num grande clube e perguntarem qual a sua posição, já sabe o que responder, né? Não arrisca, não. Fala volante… Aí depois você decide com qual número de camisa quer jogar.

Fomos enganados… De novo!

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28/05/2009 - 16:22

Direto da Arquibancada (quase): Cruzeiro 2 x 1 São Paulo

(Quase porque só tinha cadeira especial ainda na bilheteria. Então vá lá.)

- Tudo em relação ao Mineirão é especial. Grande e, quando cheio, espetacular. Aquela cobertura que pega parcialmente a arquibancada garante uma acústica que faz dos jogos lá provavelmente os mais barulhentos do Brasil. A torcida do Cruzeiro se inflama como quase todas as outras, mas a quantidade de gente e a acústica fazem dela especial.

- Antes, porém, a torcida sofre um pouco para chegar, pois o estádio é afastado do centro da cidade. Resultado: já que é longe mesmo e não pode vender bebida nos arredores, eles levam a festa pro estádio. Os carros vão parando pelos estacionamentos, as pessoas vão tirando bancos do porta-malas e até churrasqueiras em alguns casos. Lembra muito o que acontece antes dos jogos de futebol americano e de beisebol nos Estados Unidos. Piquenique ou churrasquinho no estacionamento para esquentar.

- Tudo só para esquentar, que fique claro, porque ir ao Mineirão e não comer o Tropeiro é como não ir ao Mineirão. Feito ali quentinho na hora no prato de plástico. Deixa tomo mundo ligadão para o jogo.

- Parentêses: as mulheres que frequentam o estádio na torcida do Cruzeiro não devem em nada às da Arena da Baixada ou o Beira-Rio. Fecha parênteses.

- O Mineirão está com dois belos telões, uma trás de cada gol. Mais legal ainda, os telões ficaram passando gols da final da Copa do Brasil de 2000 Cruzeiro 2 x 1 São Paulo, de virada. E cada vez que o Cruzeiro vira, no telão, a massa ia à loucura comemorando como se tivesse sido naquele momento. Reveja os melhores momentos deste jogaço de 2000.

- E então começa o jogo e…. caaaaiu o bandeirinha! Que cena sensacional. Exatamente a minha frente. Achei que seria substituído. Mas bandeirou no sacrifício (e acertou tudo).

- Kleber e Dagoberto. O que eu posso dizer desses dois? Eles vivem reclamando de perseguição da arbitragem brasileira. Aí chamam um juiz gringo para apitar. Desses que não fazem ideia quem é Kleber e quem é Dagoberto. Desses que deixam o jogo correr como os dois querem e não dão falta besta. Não deu nem 30 minutos de jogo e os dois já estavam amarelados.

- Um juiz caolho que apita futebol feminino no Vietnã daria cartão para Kleber e Dagoberto em qualquer jogo que eles venham a disputar. E eles reclamam de perseguição…

- E o intervalo chega com o Mineirão indo abaixo. O gol fez com que a torcida passasse os 15 minutos gritando e pulando.

- Dava até para ouvir o coro, tímido, de: ‘O Barcelona, pode esperar, a sua hora vai chegar!’

- O jogo começa ainda melhor no segundo tempo. O São Paulo vai para cima e Fábio mostra porque é considerado um dos melhores goleiros do Brasil. Quando o empate finalmente sai, a torcida do São Paulo, atrás do gol na geral, explode.

- O Cruzeiro não tinha na partida a habitual inspiração e, então, foi na força. Zé Carlos é chamado e a torcida aplaude. É a dose bruta para peitar Miranda, André Dias e o reino encantando dos volantes do MUricy (assunto para outro dia).

- O São Paulo poderia ter feito o segundo, mas sempre esbarrou em Fábio. O Cruzeiro foi, então, e fez. Festa do torcida. O mesmo resultado da final da Copa do Brasil 2000 e a vantagem do empate no Morumbi.

- O São Paulo também sai feliz com o gol fora de casa. Resta saber como será a volta…

Leia outros Direto da Arquibancada

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27/05/2009 - 18:13

Barcelona, adversário do Cruzeiro…

Calma, calma…

Isso é o que se diz aqui na metade azul de Belo Horizonte, palco do jogo Cruzeiro x São Paulo logo mais. Ninguém acredita que possa dar outra coisa.

Amanhã, então, este blog promete:

- Cenas direto da festa na cidade de Barcelona que ninguém viu (a verdade nua e crua);

- Impressões do Estádio Olímpico de Roma que só quem esteve lá sabe contar;

- Tudo.. mas tudo mesmo sobre o duelo do ano, entre Cruzeiro x São Paulo, direto do Mineirão;

- e uma fantástica história de chilenos loucos por futebol em… Porto Alegre, torcendo pelo Coxa contra o Inter

- E otras cositas mas…

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