Blog de Bola, por Maurício Teixeira
iG

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15/02/2013 - 11:09

Novo BlogdeBola

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O primeiro post deste blog é de mais ou menos setembro de 2002. Não lembro o tema, mas desconfio que era falando mal de Rogério Ceni (hahaha, isso faz mais de 10 anos, já passou, pessoal. Quer dizer…).

Não existia Orkut, quanto menos Youtube, RSS, Google Reader, Facebook ou Twitter. Era na raça. Lembro que o Blig tinha uma ferramenta que você colocava o seu email e recebia um aviso toda vez que existia um novo post. No final de alguns textos eu colocava a mensagem: “não esqueça de colocar este site no favoritos”.

Dois meses antes, precisamente no dia seguinte ao pentacampeonato do Brasil, eu entrava na redação do iG para o meu primeiro dia de trabalho. A função era ser editor da homepage.

No iG, batendo ponto, eu fui editor da home, coordenador de conteúdo e editor de esportes. “Fora dele”, desde 2007, continuei como correspondente, colunista, blogueiro e, como última função, fornecedor de conteúdo de automobilismo, já com a minha nova empresa mob36.

Entre outras coisas, tive a oportunidade de cobrir a Copa do Mundo de 2006 e a Olimpíada de 2008 “in loco”. Varei algumas madrugadas estreando homepages novas ou fazendo uma cobertura especial como a eleição de Obama ou a queda do avião da Tam. Viajei para treinamentos, congressos, etc. Passei incontáveis plantões de carnaval, ano novo, e finais de semana, verificando desde o trânsito nas estradas até a morte do papa.

Fora da redação, fui número 10, 3, 6, 11 e mais algumas nos 10 anos que vesti a camisa do Portal nos torneios de futebol de imprensa por aí afora. Foram quatro semifinais e dois títulos, por acaso os dois últimos da Copa Nike Aceesp. Fora das quatro linhas, deixei boa parte dos meus salários tomando cerveja no boteco Arpege com tantos e tantos talentosos jornalistas, designers, fotógrafos, técnicos, marqueteiros, publicitários, programadores, executivos, vendedores que por lá passaram. Fiz muitos amigos, se me perdoam o clichê.

Chegou a hora de dizer tchau.

Minha vida profissional já não era 100% iG faz tempo. Agora meu blog também vai voar solo, no já conhecido endereço http://www.blogdebola.com.br . Já está valendo, aliás, mas sem pressa. Por enquanto ele foi apenas migrado. Aos poucos vai rolar novo layout, novos amigos, novos colaboradores e nova fase. Independente Futebol Clube.

Agradeço ao Portal e sobretudo a todas as pessoas.

Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Sem categoria Tags:
08/02/2013 - 15:55

Uma Copa sem Cristiano Ronaldo

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Se a Copa do Mundo do Brasil fosse amanhã, ela não teria o segundo melhor jogador do mundo nela.

Cristiano Ronaldo, que tem duas Copas do Mundo no currículo, amarga um terceiro lugar no seu grupo nas Eliminatórias, atrás de Rússia e Israel. Tem tempo ainda, mas a realidade de Portugal mostra um time fraco, irregular e totalmente dependente de CR7 na frente e de Pepe na retaguarda. É mais provável que o time esteja prestes a quebrar aquela que seria uma inédita sequência de quatro Mundiais consecutivos dos portugueses.

CR7 não tem culpa. Portugal chegou a ter vários jogadores de ponta no mesmo time. Ainda que nunca tenha apresentado um futebol digno de seu grande jogador em todos os tempos, foi justamente nestes dois últimos Mundiais que a equipe alcançou um honroso quarto lugar em 2006 (com direito a histórico jogo contra a Holanda com 12 cartões amarelos, uma das maiores pancadarias da história das Copas) e vendeu caro para a campeã Espanha (por 0x 1) a vaga nas quartas-de-final em 2010.

O impacto de não ter Cristiano Ronaldo no Mundial é sem precedentes no futebol. A história conta algumas histórias, tristes, de grandes craques que jamais disputaram a Copa, como Di Stefano, George Weah, George Best. No Brasil, Alex, para lembrar um em atividade.

Não é o caso de CR7, com dois mundiais nas costas. Mas talvez seja a ausência mais cruel de todas. Seja pelo que representa o jogador para o “show”. Seja porque Cristiano luta gol a gol para ser o melhor do mundo.  Aqui mesmo já falamos de suas incríveis médias e como Messi precisa jogar todos os jogos para manter um corpo de vantagem em relação português.

De todas as derrotas que Cristiano Ronaldo têm sofrido de Messi, é justamente na Copa que ele tem a “desforra”. Os dois têm duas Copas. Se nenhum foi exatamente genial nelas, pelo menos o português marcou 2 gols contra apenas 1 do argentino. E, além de ser semifinalista em uma delas, não sofreu a humilhação de tomar 4 gols da Alemanha como sentiu na pele Messi em 2010.

Sua coleção de reações ao fato de ser o segundo melhor do mundo há 4 anos dá uma boa dimensão do que seria para ele assistir ao Mundial do Brasil da televisão. Ruim para ele. Pior para o Mundial.

Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Internacional, Sem categoria Tags: ,
04/02/2013 - 15:50

Messi, Neymar e meu sobrinho Daniel

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Meu sobrinho anda crescendo muito.

Futebolisticamente falando, está cada vez melhor, pelo menos para o tio que o vê a cada 2 ou 3 meses. Gosta de jogar no gol, mas eu tenho notado que o passe dele (na areia da praia, no asfalto batido, na grama ou na sala de estar) anda preciso.

“Já fiz mais de 28 embaixadinhas, tio” – diz, controlando a bola um pouco alto demais ainda que meu pai já tenha ensinado que chutando baixinho e perto do pé, ele pode fazer mais de 100.

O domínio de bola mudou. E está cada vez mais difícil para o pesado tio “craque” conseguir driblá-lo. Perdeu a inocência e ganhou aquelas malandragens obrigatórias para quem quer sobreviver em campo, como não cair seco na hora do drible ou virar de bunda, colocar o corpo para a proteger a bola, fazer uma falta para parar a jogada e saber quando o adversário está simulando uma falta. Coisa que tem adulto que passa a vida inteira sem aprender.

Minha irmã diz que ele é um dos três melhores do time de futsal da escola.

Não é um craque nem nada (ainda hahahaha). Mas já é mais do que o esperado numa família de boleiro em que ele chegou a ter sua condição de perna-de-pau decretada. “O Daniel não gosta muito de futebol”, era o eufemismo que usávamos para não dizer que na verdade ele era ruim de bola.

Deu a volta por cima, certamente. Ele ainda gosta mais de andar de skate, de rock, talvez até de jogar Playstation, o que é novidade nesta família de linhagem acima dele com avô-pai-filho boleiros. Mas nunca mais fará feio numa quadra para felicidade comedida de todos nós.

A mudança mais legal é o papo. Dos seis para os sete anos, no caso dele, foi incrível. Uma conversa no telefone agora não se resume a ’sim e não’ desinteressados. Sou surpreendido por perguntas e comentários. Um dia ele perguntou como estava meu trabalho.

Ao vivo, neste último fim-de-semana, nós começamos a conversar “sério” sobre futebol. Pela praia, trocando passes e trotando, ele ia me explicando algumas de suas teorias. Primeiro me surpreendeu dizendo que os argentinos eram seus inimigos. Eu argumentei que eles eram gente boa e que era apenas um jogo. Ele me repreendeu:

- Não estou falando deles. Estou falando deles jogando futebol.

Respeitei na hora e pensei no ridículo da minha colocação ao olhar em volta. Estávamos em Santa Catarina e a praia em questão estava tomada por argentinos. Daniel está lá há quase 2 meses, em férias. Como não navega na Internet, não tem a menor paciência de ver intermináveis programas e mesas redondas na TV, e não tem pais com vocação para ufanismo, ele desenvolveu essa rivalidade ali naquelas areias mesmo.

Eu mesmo participei de um chute a gol com ele e dois argentinos maiores do que ele, que em castelhano chegaram e pediram para jugar la pelota. Exatamente da mesma forma que eu, na década de 80, tomei contato com eles e seus calções Adidas e cabelos esquisitos pela primeira vez, naquelas mesmas areias.

- Mas o Messi é o melhor do mundo, né? – perguntei, tentando mudar de assunto rápido.

- É. Certeza… Ele é o melhor mesmo, tio. Mas ele se acha um pouco.

- Você acha? Ele vai sempre em direção ao gol, não menospreza ninguém, não se joga. Quem se acha um pouco é o Neymar, eu penso.

- É. O Neymar se acha (breve silêncio e desinteresse pela minha colocação).

- Tio, você viu o drible do Neymar, aquele do chapéu que ele deu por baixo?

- Vi, Daniel. Incrível. Como ele fez aquilo?

- Não sei. Mas uma coisa que eu acho é que o Messi nunca vai conseguir dar esse drible.

(silêncio)

(mais silêncio)

Paro a bola, coloco a mão na cintura, limpo o suor do rosto e penso: – caramba! Quanto sentido tem essa frase. O Messi pode ser o maior jogador de todos os tempos, ganhar todos os torneios, fazer mais de mil gols. Mas ele nunca vai conseguir dar um drible como aquele do Neymar.

Pode não significar nada para um adulto, mas é o futebol na essência aos olhos de uma criança já não tão inocente assim.

Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Futebol Internacional Tags: , ,
24/01/2013 - 10:50

36 anos depois, dois novos dribles

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Impressionante como o futebol tem o poder de, vez ou outra, ser inovador. Não é comum, mas as vezes aparece um time como aquela seleção de 74. Ou um jogador de cadência diferente como Zidane. Ou um Romário que, quando todo mundo achava que ele TINHA que dar mais uma passo, ele já batia na bola para espanto (e inércia) geral. Ou ainda um Ronaldinho Gaúcho que levou a NBA para o futebol: olha para um lado e toca para o outro.

Não é sempre que aparece. Os inovadores não necessariamente são os melhores jogadores da história ou os mais vencedores. Seu legado é outro.

Como eu eu disse lá acima, não é comum. E é digno de registrar aqui quando dois “novos dribles” aparecem em pouco menos de um mês de diferença. Nos meus 36 anos, sendo pelo menos 32 de futebol (hahaha), eu nunca tinha visto nenhum dos dois lances.

Primeiro o gol de falta do Falcão. Pode ser um amistoso, um casado contra solteiro, mas é um gol daqueles que você precisa ver 5 vezes só para entender.

E aí depois o Neymar faz esse chapéu invertido quicado. Ou chapéu saque de pingue pongue. Em direção ao gol, de improviso, como se fosse uma coisa corriqueira. O resto do vídeo, a parte palhaçada, é discutível. Mas o primeiro drible é genial.

Impressionante.

Para completar e dar uma cornetada final, fica aqui a dica eterna ao Neymar. Vai para a Europa, meu filho! Como diz o amigo Daniel direto de Berlim. “Queria muito ver ele fazer isso no Pepe.”

Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Brasileiro, Videos Futebol Tags: ,
23/01/2013 - 14:56

Bergkamp style

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Lembram deste gol do Bergkamp contra o Newcastle?

Agora vejam esse, de um garoto holandês de 8 anos.

Vi aqui no 101greatgoals

Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Internacional, Videos Futebol Tags: ,
22/01/2013 - 14:30

2013, mas pode chamar de 2012 ainda (ou sobre Ganso)

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São vários. Mas se eu tivesse que escolher um e apenas um jogo da minha vida, foi a final do Campeonato Brasileiro de 1986 que, curiosamente, aconteceu em 1987. Mais precisamente 25 de fevereiro de 1987, contra o Guarani em Campinas. Eu já estava mais próximo dos 11 anos do que dos 10 e vivia uma paixão por futebol e por um clube que a idade madura, com seus problemas “reais”, por mais que você insista, é simplesmente incapaz de reproduzir. O resto é Careca. E história.

Este parágrafo acima não tem quase a nada a ver com o que se segue. Minha única inspiração é que era 22 e 25 de fevereiro mas na verdade o torneio que se disputava era o do ano anterior.

E assim o São Paulo tem que encarar seu desafio nesta quarta-feira. A pré-Libertadores ou mata-mata ou Primeira Fase ou seja lá como queiram chamar, na verdade, nada mais é do que uma rodada a mais, mata-mata, do Brasileirão do ano passado. Se vencer, como grande parte dos brasileiros já venceram, está na Libertadores. Se perder, como o Corinthians contra o Tolima, não está na Libertadores.

Muda tudo. Inclusive eu defendo que a pré-Libertadores seja disputada (se for para ser disputada mesmo) ou definida já no ano anterior. Não faz sentido você montar um time como o São Paulo e o Grêmio estão montando se não tiver a Libertadores. Ou você monta um time de Libertadores ou você não monta.

Aqui entra o Ganso.

É quase emocionante ver um time brasileiro contratar um jogador como Ganso de outro time brasileiro. Contusões e problemas de lado, Ganso é dessas joias que aparecem de vez em quando. Outra cadência, outra cabeça, outro jeito de tratar a bola. E ainda jovem e ainda promissor.

Mas Ganso não pode começar jogando contra o Bolívar nesta quarta. O time não tem 6 jogos da fase de grupos para acertar. São apenas dois jogos. Por mais que Ganso esteja há algum tempo no clube, ele ainda é um jogador para a temporada 2013. Mais que a cereja, PH pode ser o recheio do bolo. Vai ser. Em 2013.

Por enquanto, no derradeiro desafio da temporada 2012, ele precisa ficar de lado. O São Paulo perdeu Lucas, o que não é pouco, e não trouxe nem Vargas e nem Montillo. Fica difícil realmente repor, não tanto o jogador Lucas, mas o time que se formou a partir dele. Ney Franco (e eu imagino a saia justa que é ter Ganso e deixá-lo de lado) precisa armar um time parecido com o do ano passado, com Jadson no meio e qualquer outro pela direita (Cañete ou Aloísio). Eu não descartaria o Maicon, se estiver em condições. Sacrifica apenas um e não o time inteiro (o que entrar na vaga de Lucas).

Nesta quarta, é jogo sério. De campeonato. Ganso não foi titular na final da Copa Sul-Americana e nem em qualquer outro jogo que valia a vaga no G4 do Brasileirão. Ele pode ser uma opção.

Ney Franco deveria entrar com o Ganso de fora (sem trocadilhos) e um time de 2012 para terminar a temporada 2012.

Só assim 2013 começará de fato e, com ele, o grande contratado da temporada será anunciado no Morumbi: o craque Paulo Henrique Ganso.

Links:

- O jogo da minha vida

Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Brasileiro Tags: , , ,
18/01/2013 - 15:32

O melhor da semana…

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Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Internacional, Videos Futebol Tags:
17/01/2013 - 14:58

Os salários, 10 anos depois

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Interessante a comparação que está na última revista bimensal francesa Surface Football Magazine. Eles listaram os seis maiores salários do futebol mundial em 2012 e os seis maiores salários do futebol em 2002.

Em 2012 (fonte Le Parisien):
1) Samuel Eto’o – 20 milhões de euros/ano
2) Zlatan Ibrahimovic – 14,5 milhões de euros/ano
3) Wayne Rooney – 13,8 milhões de euros/ano
4) Yaya Touré – 13 milhões de euros/ano
5) Sergio Aguero – 12,5 milhões de euros/ano
6) Didier Drogba – 12 milhões de euros/ano

Em 2002 (fonte Le Monde):
1) Álvaro Recoba – 8,15 milhões de euros/ano
2) Roy Keane – 7,31 milhões de euros/ano
3) Raúl – 6,52 milhões de euros/ano
4) Rivaldo – 6,46 milhões de euros/ano
5) Batistuta – 6,25 milhões de euros/ano
6) Zidane – 5,77 milhões de euros/ano

O que mudou nestes 10 anos?

Primeiro e mais óbvio é que os seis salários dobraram.

Mas outras coisas me intrigam.

A lista de 2002, até por ter os “melhores do mundo” e campeões do mundo Rivaldo e Zidane, é bem mais pesada em termos de craques. Não é exagero dizer, com toda a importância e classe de Touré ou potencial de Aguero, que paga-se mais por jogadores menos espetaculares.

Outro fato interessante é que a atual lista tem 3 africanos, 2 europeus e um sul-americano sendo que a anterior, 3 europeus e 3 sul-americanos.

E observe também quem está pagando essa grana toda. Apenas o Manchester United aparece nas duas listas, com Roy Keane e Wayne Rooney. Na lista de 2002, Milan com Rivaldo, Real Madrid com Raúl e Zidane, Inter com Recoba mostravam a imponência, ao lado do Man United, das grandes camisas da história do futebol. Apenas a Roma de Batistuta poderia ser um peixe fora d’água. Não tão fora d’água assim também.

A atual lista tem um time chinês, um russo, o City (dois membros) e o PSG. Quatro novos ricos da bola. O peixe fora d’água é justamente o Manchester United.

E então, com toda a crise mundial, com tudo o que acontece no mundo off futebol, eu volto com a mesma pergunta:

O que mudou nestes 10 anos?

Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Internacional Tags: , , , , , , , ,
16/01/2013 - 15:52

Pato não nasceu gato

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[nota do editor - Carla Faria é colaboradora de longa data e, se tudo der certo, volta com as pérolas do Gandula para o BlogdeBola. O texto é dela e não seria de mais ninguém.]

por Carla Faria

Carnaval tá aí, né? Corinthians campeão do mundo, tal. Olha a oportunidade:

Alexandre Pato é companheiro de equipe de Juliana Paes na seleção “dinheiro pode não trazer felicidade, mas me deixa bonitão”. Na mesma medida em que o prodígio evoluiu seu futebol, seu guarda-roupas, carinha e corpão acompanharam as mudanças para melhor. Levantei alguns momentos (outros, importantes, infelizmente não estão mais de pé) para comprovar que o menino só melhora:

Nos tempos de Inter, Pato fazia o Gangsta Style e o frescor de sua juventude era ofuscado pela ~beleza madura~ do ídolo Fernandão.

Nos tempos da primeira convocação para a Seleção brasileira, o jovem Pato já tinha visto a natureza ocupar-se de suas orelhas de abano. De resto, o conjunto da obra estava meia-boca.

Aí o piá vai lá e casa com sua paixãozinha de infância (vi ele contar essa história: o menino Pato tinha fixação pela global Stephanie Brito, à época estrelinha da Malhação). INTEIRO VESTIDO DE BRANCO. Terreiro feelings.

Pausa para as questões estéticas, brecha para as questões eróticas: nos momentos de folga/tédio nas concentrações, ainda casado com Stephanie, Pato trocava figurinhas virtuais com a Felina, personagem que agitou a web em 2009 divulgando fotos e vídeos de picardiazinhas praticadas com grandes ídolos do esporte e show biz. Já tive foto mais reveladora; perdi.

Bye-bye, Brasil, acabou casamento, bora pra Itália. Foi na terra do design que Alexandre Pato aprendeu a escolher a roupa certa, cortar o cabelo direito e andar com as companhias adequadas. Desfrutando nos vestiários da privilegiada vista de vizinho de armário de Maldini, Pato assume que o ídolo italiano foi imprescindível pra que ele tomasse tento e aprendesse a usar direito o mar de dinheiro que ganhava. Oito centímetros maior (lide com essa informação) e com oito quilos a mais de pura massa magra nosso herói virou hominho e saiu de cueca na Vanity Fair.

Bonitão virou embaixador Dolce e Gabanna.

Pegou gostoso a filha do primeiro ministro.

Foi capa da versão pra macho da Vogue Itália.

E posou fazendo cara de poucas amigas pra uma consagrada dupla de fotógrafos carcamanos. Imagina discutir a relação com um sujeito com essa expressão, essa barba e esse cabelo? #chatiada

Deve ter sido o ar dos trópicos: recém chegados ao Brasil, os cachos do Pato viraram chapinha. Percebi também que rolou um design de sobrancelha. A camisa do timão até que caiu bem. O próximo passo deve ser rolê na Barra em companhia de Íris Valverde.

Desejo sorte ao rapaz e fico à disposição enquanto personal stylist. E espero que os ventos mudem e descabelem essa cabeleira de cantor sertanejo.

[outras notas do Editor:]


1 – A coluna do Tostão de hoje acaba com uma observação bastante interessante/esquisita sobre Pato, que eu jamais tinha lido ou ouvido falar:

“Suspeito, apenas por observação, com grandes chances de dizer besteira, já que não tenho nenhuma informação científica, que um dos motivos de tantas contusões musculares de Pato é sua maneira de correr, ereto, contraído, com o peito estufado, imponente.”

2 – A média de gols do Pato no Milan, quando em campo…

3 – Essa Carla…

Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Futebol Brasileiro Tags: , ,
11/01/2013 - 12:28

Manual da 6a série

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Parrales x Ademílson, ontem… em Brasil 1 x 1 Equador.

Autor: Mauricio Teixeira - Categoria(s): Seleção Brasileira Tags:
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