A audição dos animais é uma verdadeira caixinha de surpresas… Vocês sabiam que cada animal ouve em uma determinada frequencia? Pois é! Muitos deles são capazes de distinguir sons imperceptíveis pra nós. Os elefantes, por exemplo, conseguem escutar os gravíssimos infra-sons presentes em tremores de terra. Já os gatos e os cães podem escutar coisas que a gente nem imagina! Como eles têm a capacidade de ouvir ultra-sons, conseguem escutar até os ruídos que os ratos fazem entre si… E o tubarão então? Mais do que simplesmente ouvir, ele consegue sentir os estímulos elétricos que denunciam um coração batendo a metros de distância! Alguns animais chegam a se orientar praticamente só pelo som, como os morcegos e golfinhos, que utilizam um sistema de emissão e recepção de ultra-sons para “desenhar” o espaço onde estão e se deslocarem com facilidade. Eu quem diria, os pássaros também são ótimos ouvintes: conseguem escutar o barulho de minhocas cobertas por 10 cm de terra!
Um estudo realizado pelo Grupo Especializado em Tubarões da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais revelou que 32% das espécies de tubarões correm risco de extinção! E ao contrário do que se possa imaginar, não são apenas as mudanças no clima causadas pelo aquecimento global que levaram a esse número preocupante. A principal causa dessa ameaça ainda é a pesca excessiva, muitas vezes ilegal, desses animais. Até o final deste ano, o grupo pretende divulgar um relatório completo sobre a situação de todas as 400 espécies de tubarões, e também das arraias, para ajudar as autoridades dos países europeus a tomarem medidas mais eficientes para a preservação desses representes da vida marinha.
De acordo com uma pesquisa realizada por cientistas do Museu de História Natural de Londres, os peixes foram a primeira espécie a se reproduzir sexualmente. Os pesquisadores afirmam que ainda na pré-história, o peixe conhecido como placodermo, teria sido o pioneiro em se tratando fertilização de óvulos dentro da fêmea. “Copulação parece ter sido a principal forma como animais pré-históricos primitivos se reproduziam, demonstrando que o ’sexo’ começou muito mais cedo do que nós pensávamos”, afirma Zerina Johanson, curadora de fósseis de peixes do museu. O estudo, publicado na revista Nature, explica que o placodermo possuía uma estrutura em seu interior chamada clásper, que seria usada pelo macho para se prender à fêmea durante a copula – um órgão bem semelhante ao dos tubarões de hoje em dia.
Cientistas filipinos estudam um fenômeno estranho que está ocorrendo nas águas do país. Centenas de golfinhos estão à deriva perto da entrada da Baía de Manila, capital das Filipinas. Os cetáceos se recusam a deixar a parte mais rasa e voltar para alto mar. Alguns deles chegaram até mesmo a encalhar em praias da região. Os animais foram salvos por pescadores e ambientalistas que estão ajudando a criar um “cordão de isolamento” no mar, a fim de evitar que os cerca de 500 animais se aproximem ainda mais da área mais rasa e encalhem também. Entre as possíveis razões para que os golfinhos estejam desorientados, os cientistas cogitam que o fenômeno possa ser proveniente de um dano causado na audição dos mamíferos, devido a algum terremoto submarino.
Esta história é realmente digna de um roteiro de cinema: um tubarão foi roubado do aquário de uma loja na cidade de Lynbrook, região de Nova York, nos EUA. E o mais inacreditável: segundo a polícia, o ladrão levou o animal escondido dentro de sua jaqueta!!! Os policiais não informaram o tamanho exato do peixe, mas os tubarões-enfermeiros, espécie que foi levada, podem chegar a medir até 4 metros! O assaltante, Elbert Starks, manteve o animal preso um tanque de quase 100 litros dentro de sua casa. E ao que parece, Starks já era veterano em roubos do tipo. Em sua casa a policia também encontrou uma enguia e outros animais marinhos roubados. O tubarão foi devolvido ao aquário e passa bem.
O peixe Dolichopteryx longipes encontrou uma maneira muito prática para poder enxergar no escuro: um óculos que ele mesmo fabrica!!! Após um ano estudando a espécie, cientistas da Alemanha e da Grã-Bretanha descobriram que o longipes, que vive no fundo do Oceano Pacífico, é o único animal vertebrado capaz de desenvolver uma espécie de “espelho” para enxergar. O estudo confirmou que o peixe utiliza os tais espelhos para captar a luz durante o dia e armazená-la em seus olhos, para assim poder enxergar na escuridão. Tecnologia de ponta! Os resultados das pesquisas foram publicados na revista especializada Current Biology.
Em plena época de férias com certeza a última coisa que qualquer um pensaria é trabalho… Mas parece que para os golfinhos isso não importa muito. Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Georgetown, nos EUA, confirma um comportamento que biólogos do mundo inteiro já vinham notando: os golfinhos não conseguem ficar parados de jeito nenhum! Os cetáceos que foram observados, mostraram que são verdadeiros ‘workaholics’ e adoram usar esponjas como ferramentas para ajudar na caça, mergulhando por horas. O comportamento de usar o objeto já é conhecido desde os anos 80, é tido como mais uma prova da inteligência do animal. “Os gênios do mundo marinho também podem ser ‘workaholics‘ que usam ferramentas, passando mais tempo “trabalhando” do que qualquer outro animal não-humano”, afirmou a bióloga e psicóloga Janet Mann, quem liderou a pesquisa publicada na revista especializada PLoS One.
O machos de algumas espécies estão ameaçados de desaparecerem… De acordo com um estudo realizado pela Chemichals, Health and Environment Trust, na Grã-Bretanha, as substâncias químicas presentes no meio ambiente, devido à poluição, estão afetando os hormônios masculinos de diversos animais. Entre os afetados estão espécies de peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Segundo o relatório do levantamento apresentado neste mês, é muito preocupante as reações causadas pelos agentes químicos, principalmente em relação às funções hormonais. Os machos das focas e lontras, duas das espécies mais afetadas, já estão sofrendo alterações alarmantes como diminuição dos órgãos sexuais e inibição da produção de hormônios masculinos.”É necessário tomar uma atitude urgente para controlar a presença desse tipo de produto químico no meio ambiente, além de mais recursos para monitorar os animais selvagens”, disse Gwynne Lyons, responsável pelo levantamento .
Parece que existem mais bichos que são chegados num friozinho do que a própria ciência imaginava… Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Hamburgo, na Alemanha, revelou a existência de mais de 1,2 mil tipos diferentes de animais vivendo na Antártida, inclusive cinco novas espécies até então desconhecidas!!! De acordo com os pesquisadores, esse número é maior do que a estimativa prevista, em grande parte devido a vida marinha local que mostrou ser muito rica. A pesquisa confirma que apesar do frio intenso a região é bem habitada no que diz respeito a diversidade, desde seus moradores mais famosos como pingüins e baleias, até exóticos “insetos” marinhos! “Ao obtermos o número real de animais que vivem aqui, podemos monitorar como eles vão reagir à mudança climática, pois eles estão em uma das áreas que estão esquentando mais rapidamente no planeta”, diz um dos cientistas responsáveis pelo estudo, realizado em parceria com o instituto British Antarctic Survey.
O tubarão-baleia, um dos moradores mais exóticos dos sete mares, foi filmado por uma equipe de cinegrafistas da BBC de Londres. As cenas gravadas no litoral da Austrália farão parte de um documentário da emissora sobre o raro tubarão. As imagens mostram o momento em que o gigante marinho estava se aliviando. Esta é uma das poucas vezes que imagens da espécie conseguiram ser filmadas, segundo o biólogo Mark Meekan, que acompanhou a equipe de documentaristas. Os tubarões-baleia, ao contrário de seus parentes, os tubarões brancos, não são tão assustadores, e se alimentam apenas de plâncton, algas e pequenos polvos, e apesar da enorme quantidade de dentes, a espécie não os utiliza para morder ou mastigar. O maior peixe do mundo, que pode chegar a 12 metros de comprimento, costuma habitar águas muito profundas, o que justifica o fato de quase nunca ser visto.
Assista as cenas do tubarão-baleia gravadas pela equipe da BBC:
Zootecnista, mestre em psicologia pela USP e especialista em comportamento animal pela Universidade de Queensland, na Austrália, Alexandre percorreu o mundo estudando e trabalhando o comportamento dos bichos de diversas espécies.
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