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07/10/2009 - 08:55

Para quem acredita que Minas Gerais só produz caninha da boa (e bota boa nisso), a Backer, uma micro cervejaria artesanal mineira nascida em 1998, é uma surpresa bastante agradável. Com uma receita original da Serra do Curral, em Minas Gerais, que respeita a Lei da Pureza firmada em abril de 1516, na Baviera, a Backer pode ser encontrada nas lojas em quatro variações: Pilsen, Pale Ale, Brown e Trigo.
Seguindo uma preferência pessoal, Pale Ale lidera a preferência aqui em casa com a de Trigo um pouco atrás, depois a Pilsen em terceiro e a Brown segurando a lanterna da cervejaria. Vamos começar pela última, a Backer Brown, uma combinação de malte torrado, notas de café e aroma de chocolate. Isso mesmo que você leu: chocolate. A espuma bem formada e o corpo são marrons. O sabor levemente amargo pode surpreender alguns, mas a impressão final é de que colocaram Toddynho na sua cerveja. Vale provar por curiosidade, mas a cerveja peca pelo sabor artificial do chocolate.
A Backer Pilsen pode surpreender aqueles que gostam das marcas mais tradicionais. O aroma de frutas cítricas predomina, e dá personalidade ao conjunto. Sua cor é mais amarelada do que as pilsens normais, e o paladar é – após um amargor inicial que lembra canela – bastante suave chegando a lembrar mel. Bem refrescante e interessante. A Backer de Trigo lembra um pouco (e só um pouco) a belga Hoegaarden devido ao forte aroma cítrico que lembra laranja e limão (e um pouco de banana). O paladar apresenta notas de cravo e um amargor que aumenta no final, mas não atrapalha o conjunto.
Última do pacote, a Backer Pale Ale é a típica cerveja ruiva inglesa, com aroma frutado com toques de especiarias, café e malte. Um amargor leve e saboroso marca o paladar. É a mais encorpada das quatro – e pessoalmente a minha preferida. Há ainda uma quinta variável da micro cervejaria, a Backer Medieval, uma Blond Ale que não é tão fácil de ser encontrada, mas promete, e o chopp, que pode ser aprecidado com mais facilidade nas cidades mineiras e no tradicional caminho da Estrada Real.
As micro cervejarias que ainda trabalham de maneira artesanal são responsáveis por algumas das principais marcas de cervejas europeias. Com pouco mais de 10 anos de história, a brasileira Backer é uma surpresa que merece ser descoberta. Suas cervejas têm personalidade e podem agradar tanto aqueles que adoram as pilsens nacionais como até quem não gosta de cerveja. O preço da long neck de 355ml fica na média de R$ 4 e ela pode ser encontrada em distribuidoras online de bebidas assim como em boas adegas. Experimente. Nós recomendamos.
Teste de Qualidade: Backer
- Nacionalidade: Minas Gerais, Brasil
Backer Brown:
Graduação alcoólica: 4,8%
Nota: 1,5/5
Backer Pilsen:
Graduação alcoólica: 4,8%
Nota: 2,5/5
Backer Trigo:
Graduação alcoólica: 5%
Nota: 3/5
Backer Pale Ale
Graduação alcoólica: 4,8%
Nota: 3,5/5
Site Oficial: http://www.cervejariabacker.com.br/
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Marcelo Costa, o Mac, 39 anos. Editor do Scream & Yell. Começou com Keep Coller no colégio e passou pela fase Jack Daniels (pura, sem gelo) e do Hi-Fi (com Fanta Laranja) até se apaixonar por cachaças. Hoje em dia, socialmente, vai de caipirinha (de abacaxi ou morango), cervejas (as belgas são sensacionais) e Fanta Uva. Não bebe água, prefere coca-cola (de garrafa, 290ml).
Autor: Mac - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos
Tags: Backer, cachaça, cerveja, ceva, Pale Ale, Pilse, Pilsen, Trigo
05/10/2009 - 10:50
Desde quinta-feira passada, dia 01/10, os paulistanos amantes de uma cervejinha com os amigos podem experimentar petiscos especiais em 31 bares da cidade, durante a sexta edição do Boteco Bohemia. Uma das grandes novidades deste ano é que cada petisco foi harmonizado com uma das quatro variedades de Bohemia (Pilsen, Escura, Weiss e Confraria), dando um novo sentido à desgustação dos pratos. A votação dos melhores pratos vai até o dia 31/10.
Nós do Bebidinhas fomos convidados a provar quatro destes petiscos, numa noite regada a muita cerveja, principalmente Pilsen, a mais leve de todas. Eu não sou nenhum crítico de gastronomia nem tenho um paladar muito refinado (sou bem ogro no que diz respeito a combinações, dizendo a verdade, hehehe), mas de cerveja e petisco eu entendo. Abaixo, a minha relação com comentários de cada um.

4º Lugar: Pirulito de Rabada no Caixote, do Veríssimo. O mais “gourmet” dos petiscos mostrados, até traz uma boa combinação de sabores e uma polentinha gostosa, mas quiabo em conserva não dá, né, gente? Quiabo é uma coisa que eu não daria nem pro meu pior inimigo comer. Fora o fato de vir em pequeníssimas porções. Petisco não é refeição principal, mas quando se trata de acompanhar cerveja, sempre tem que dar aquela boa forradinha no estômago (acreditem, os efeitos contrários disso não são nada, nada agradáveis).

3º Lugar: Tábua de carne prancha de polenta com ragú de carne ao vinho tinto e queijo parmesão, do São Benedito. Olha a polenta ai de novo, gente, mas agora com uma cobertura deliciosa de carne desfiada. Muito bom para relembrar minhas raízes gaúchas e os tempos em que eu passava as férias na casa de dona Ema, minha querida avó, lá na serra do Rio Grande do Sul.

2º Lugar: Role do Jacaré, do Jacaré Grill. Rapaz, carne suína recheada de queijo coalho não poderia ser ruim, né? E ainda acompanha um molhinho de mel picante, com uma pimenta junto, que dá um toque todo especial. Se tivesse um limãozinho pra acompanhar também seria lindo.

1º Lugar: Bolinho de Arroffles, do Imperatriz Villa Bar. Lembra que eu falei que petisco tem que necessariamente forrar o estômago? Pois então, esse bolinho de arroffles é perfeito pra isso. Feito com arroz e batata americana, recheado com carne seca e pimenta mineira, ele tem um tamanho razoável e um sabor delicioso. Acompanha ainda um molhinho de pimenta bem leve, um dos melhores que eu já comi até hoje (odeio a ardência da pimenta tradicional). E é acompanhado pela Bohemia Pilsen, a mais refrescante de todas e perfeita para beber com os amigos no final de tarde quente que se aproximam.
Para saber todos os botecos participantes, de uma olhada aqui. Cheers.
Tiago Agostini edita a capa do iG junto com o Mac e o Renato, além de manter o blog sobre música A Day In The Life. Já teve sua época de destilados, mas hoje aprecia mesmo é uma boa cerveja, de qualquer tipo, a qualquer hora. Com uma boa companhia, então, tudo está valendo.
Autor: Tiago - Categoria(s): Provamos
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28/09/2009 - 18:52
Na última semana estive na República Dominicana, para fazer uma série de reportagens para a editoria de Turismo aqui do iG. Se você não consegue nem imaginar no mapa-mundi onde fica a República Dominicana, não é sua culpa: o país é pequenininho, do tamanho do Estado do Espírito Santo, e fica logo ali na América Central, no Caribe, dividindo uma ilha com o Haiti.

Caribe, né gente? Sol o ano inteiro – e quando eu fui ainda era verão pelas bandas de lá. Logo que cheguei, me abanando no aeroporto e praguejando contra o calor, fui interceptada pelo querido Pruddy, nosso fiel guia pelo país: “está com calor? Gosta de cerveja? Você tem que experimentar a nossa Presidente“.
Não botei muita fé na qualidade da cervejinha, mas naquele calor, até uma Schincariol cairia bem. Meus olhos brilharam. Resolvemos deixar as malas no hotel e partir em busca de um bar para refrescar a garganta. No caminho Pruddy alertou: “Presidente es una cerveza que se bebe muy fria”. AE! Já gostei desses dominicanos… porque beber cerveja morna não dá – que me desculpem os alemães.
Sentamos, 11 brasileiros e nosso fiel guia, num barzinho dentro da cidade colonial de Santo Domingo. Pra começar os trabalhos pedi drinks com rum – uma especialidade do país. Mojito pra lá, Daiquiri pra cá… mas comecei a invejar a ala masculina da mesa, lambendo os beiços com suas garrafinhas verdes de Presidente.

Pedi uma, que veio trincando de tão gelada, com aquela “nevezinha” do lado de fora. Foi paixão ao primeiro gole. Forte, amarga, mas extremamente refrescante. Uma delícia. Douradinha, deliciosa, tudo que eu precisava. Dá pra entender porque a Presidente (que eu apelidei carinhosamente de “Prê”) é orgulho nacional. Além da Presidente lá é fácil encontrar Brahma e Bohemia, mas dá até uma tristeza quando você pede cerveja lá e não tem A Prê…
Alguém sabe se há Cerveja Presidente no Brasil? Em São Paulo? Frangó, Melograno, Anhanguera, Tortula, Drake’s e tantos outros… se vocês não têm Cerveza Presidente nos seus cardápios não sabem o que estão perdendo! Tirem os olhos da República Tcheca e mirem que loco – muito mais pertinho da gente tem uma outra República que faz cervejas maravilhosas e super adequadas para esse verão que vem aí. Fica a dica ;)

“Pode despachar tudo isso pro Brasil, por favor?”
Ligelena trabalha na área de Web 2.0 do iG. Gosta (muit0) de viajar e mais ainda de descobrir novos sabores por aí. Especialmente se forem bebidinhas. Já entendeu que em lugares com tradição de vinho não se deve beber cerveja. Mas que alguns países podem guardar boas surpresas. Foi à República Dominicana a convite do Ministério de Turismo da República Dominicana e da companhia aérea Avianca.
Autor: Ligelena - Categoria(s): Provamos, Recomendamos, Sem categoria
Tags: Cerveza Presidente, República Dominicana
25/09/2009 - 11:29

Vamos conversar sobre champagne. Não sou um especialista, e além do mais não sei onde estava com a cabeça quando concordei em participar de uma degustação de três Perrier Jouët, o champagne mais caro do mundo, mas fui. E logo eu, um ogro (fofo, como já escreveram aqui, mas mesmo assim ogro) acostumado com o paladar forte das cervejas belgas e das cachaças mineiras, mas a assessora garantiu: “Você vai virar um especialista em champagne agora”. Não me tornei, claro, mas a noite foi bem agradável.
A anfitriã da degustação foi a enóloga francesa Agnès Laplanche, executiva de Perrier-Jouët, que se divertiu entre o inglês e o espanhol contando a história do champagne, que começa de forma bastante romântica em 1811: o casamento de Pierre-Nicolas-Marie-Perrier, um manufatureiro de rolhas, com Adéle Jouët na cidade de Epernay, região de Champagne, na França. O nome Perrier lhe diz alguma coisa, certo? Nunca bebi a água, só para constar.
O champagne, pra quem não sabe, é um vinho branco espumante (as bolinhas, as bolinhas), e só os produzidos na região de Champagne, na França, são denominados como tal. Seguindo a rigorosa Denominação de Origem Controlada francesa, qualquer vinho semelhante, mesmo produzido pelo método “champanhês” em outros locais só pode ser apresentado como “espumante”. A região totaliza 32 mil hectares que guardam algumas das maiores marcas do mundo, dentre elas, a Perrier Jouet.

Laplanche nos apresentou na seqüência os três Perrier Jouet que retornam ao mercado brasileiro após um tempo de ausência. Abrimos a noite com um Grand Brut, de estrutura Pinot Noir com um toque final de Chardonnay. Depois de engarrafada, o champagne fica três anos em uma adega subterrânea. Agnès Laplanche ressaltou que nenhum dos Perrier Jouet é envelhecido em madeira. A marca busca uma leveza que visa conquistar o paladar feminino, e a vinificação é feita em modernos tanques de aço inoxidável.
Das três marcas, o Grand Brut foi a que mais me lembrou a memória afetiva que tenho sobre champagne. Sua leveza e maciez são inquestionáveis, mas há uma pontadinha de acidez, algo meio apimentado, que faz com que a bebida se apresente logo, o que dá um frescor especial. Ótimo. A seguir, um Perrier Jouet Rose totalmente feminino. Pela cor rosa (o Grand Brut é dourado), por seu sabor adocicado e por não causar nenhum amargor. Chega a lembrar vinho, e as meninas devem beber como água.
Para fechar, um dourado Perrier Jouët Belle Epoque, grande destaque da casa. Ele é envelhecido por oito anos com uvas de safras consideradas excepcionais e é composto por Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier. Me pareceu o mais encorpado, o mais denso e o mais frutado dos três, com toques finais que lembravam a nozes e café. A mesa se dividiu entre o Grand Brut e o Belle Epoque, mas esse último saiu vitorioso após mais uma rodada.

Já meio alegre, e com a taça novamente cheia de Grand Brut, eu buscava no pensamento uma frase de um conto das “Comédias da Vida Privada”, do Luis Fernando Veríssimo, que foi usada no primeiro episódio da adaptação do livro para a TV. Era uma cena em que o personagem de Tony Ramos preparava a noite para conquistar sua dama (Deborah Bloch) calculando cada passo. Inclusive a frase que ele iria dizer quando ela comentasse: “As bolinhas do champagne fazem cócegas no meu nariz”. Se você viu o episódio, sabe.
Também me lembrava da história de um navio que levava champagne francesa para a corte da Rússia, e afundou na costa da Finlândia em 1907, sendo encontrado 90 anos depois. 200 garrafas foram retiradas do fundo do oceano por mergulhadores após esse “envelhecimento especial”, e uma delas custa atualmente US$ 275 mil. Os Perrier Jouët, por sua vez, chegam ao mercado brasileiro custando em média respectivamente R$ 220 (Grand Brut), R$ 240 (Rose) e R$ 650 (Belle Epoque).
No fim das contas, nem me senti tão ogro assim. O Perrier Jouët desceu muito bem e a “aula/noite” foi bastante interessante. Não que eu vá trocar a cerveja pelo champagne no dia-a-dia, mas cada bebida tem seu momento especial, e é indiscutível que o champagne é “a” bebida das comemorações, das datas especiais. E como o champagne é, por natureza, uma bebida feminina (vencedores de F1, me desculpem), nada melhor do que desfrutá-lo em um momento especial a dois, certo. Recomendamos.

Texto – Marcelo Costa, o Mac, 39 anos. Editor do Scream & Yell. Começou com Keep Coller no colégio e passou pela fase Jack Daniels (pura, sem gelo) e do Hi-Fi (com Fanta Laranja) até se apaixonar por cachaças. Hoje em dia, socialmente, vai de caipirinha (de abacaxi ou morango), cervejas (as belgas são sensacionais) e Fanta Uva. Não bebe água, prefere coca-cola (de garrafa, 290ml).
Fotos – Gerardo Lazzari / Divulgação
Autor: Mac - Categoria(s): Provamos, Recomendamos
Tags: champa, champanhe, jouët, perrier
08/09/2009 - 16:27

Foto: Marcelo Costa
Os belgas são responsáveis pelos melhores chocolates do mundo, pelos festivais de rock mais bacanas e não só pelas cervejas mais sensacionais do planeta como também pelas marcas mais exóticas. Uma das mais badaladas do momento é a Mongozo, que foi buscar inspiração na África para seus sabores estranhos, que por incrível que pareça não são ruins. Ao menos os de coco e banana, que este colunista experimentou em Londres, em julho passado.
Segundo o site da Mongozo (http://www.mongozo.com/), o sabor de banana é o da cerveja tradicional do povo Masai, do Quênia e da Tanzânia. Pouco se sente o gosto do álcool na cerveja que realmente tem sabor de banana e graduação alcoólica de 4,5% (praticamente o mesmo das cervejas brasileiras e quase metade das afamadas marcas belgas de abadia). Já a de Coconut é mais refrescante, tem sabor leve de coco e graduação alcoólica de 3,5%.
Além de coco e banana, a Mongozo também pode ser encontrada nos sabores de Manga, Quinua e Palmnut (esta última, segundo o fornecedor, é “uma experiência espiritual”). Interessante que mesmo marcas mais conceituadas já estão entrando no mercado dos sabores frutados de cerveja. Uma delas é a excelente Hoegaarden, que pode ser encontrada em festivais de rock na Bélgica no sabor de cereja, e em lojas também no sabor de limão. Vale experimentar.
Leia também:
- Top Ten: Hoegaarden é mais nove cervejas européias (aqui)
Autor: Mac - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos
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28/08/2009 - 08:17

O mais próximo que eu já havia chegado de uma gelatina alcoólica foi no T In The Park, um festival no meio da Escócia, em que algumas garotas passavam vendendo gelatina de vodka feita em casa. Comprei para colaborar e, claro, experimentar, mas fiquei um pouco frustrado. A gelatina não tinha sabor de vodka (aliás, qual o sabor da vodega mesmo?) e não deu barato. A mistura não devia dar certo.
Bem, com vodka talvez não fosse para dar certo, mas com cachaça, meu amigo, é uma delicia. Dá até para brincar com um famoso slogan: é impossível comer uma só. No caso, a gelatina em questão é a da Bendita Hora, um local cujo conceito é misturar pizza com arte. Não provei da pizza, mas ganhei um potinho de Balas de Gelatina de Pinga que me conquistaram. É quase uma bala de goma, com gosto forte e delicioso de uma boa e velha cachaça.
Além da Balas de Gelatina de Pinga há outro sabor que me deixou bastante curioso: Gelatina de Caipirinha. Deve ser viciante se for na mesma linha dessa de Pinga. Cada potinho custa R$ 12 e durante os meses de agosto, setembro e outubro, uma parte deste valor será destinado para o Instituto Brasil Solidário. Coisa fina. Veja aqui a página do hot site da Balas de Gelatina de Pinga e aqui o site da Bendita Hora. Vou ali provar mais uma bala e já volto.
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Ps. Muitos leitores estão pedindo a receita e perguntando onde comprar. Na área de comentários já falaram da rede Frango Assado e do Mercado Central de Belo Horizonte além do Bendita Hora. Mais algum? E o Renato, leitor do Bebidinhas, postou uma receita que ele encontrou na internet. Nem ele e nem eu fizemos, mas parece bem fácil e prática. Segue abaixo:
Ingredientes
- 4 envelopes de gelatina incolor sem sabor (48 g)
- 1 xícara (chá) de aguardente (pinga)
- 2 xícaras (chá) de água
- 1 kg de açúcar
- Gotas de essência de laranja a gosto
- Gotas de essência de abacaxi a gosto
- Gotas de essência de morango a gosto
- Gotas de corante alimentício nas cores: laranja, amarelo e
vermelho a gosto
- Açúcar cristal ou refinado para polvilhar
Modo de Preparo
Hidrate e dissolva as gelatinas conforme as instruções da
embalagem. Leve para uma panela, adicione a pinga, a água e o
açúcar. Mexa bem. Leve ao fogo baixo para cozinhar por 20 min
após levantar fervura.
Retire do fogo e divida a mistura em três partes. Numa delas,
coloque a essência e o corante laranja, misture e despeje num
refratário pequeno.
Repita o mesmo processo com as duas partes restantes, misturando
a essência de abacaxi com o corante amarelo e a essência de
morango com o corante vermelho. Deixe endurecer em temperatura
ambiente por cerca de 24 h. Corte os quadradinhos ou do modelo
desejado e passe o açúcar cristal ou refinado.
Autor: Mac - Categoria(s): Provamos, Recomendamos, São Paulo
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16/06/2009 - 12:05

Teste de Qualidade: Mac Queens Nessie
- Produto: Cerveja Scoth Ale
- Nacionalidade: Austríaca
- Graduação alcoólica: 5%
- Nota: 3/5
A Áustria também faz cerveja, e boa. A Eggenberger Mac Queens Nessie é um ótimo exemplo. Ela é fabricada por uma das mais antigas cervejarias da Europa, a Eggenberg, no castelo de mesmo nome (datado do século 10). O castelo fica no estado de Salzburg, região dos Alpes Austríacos, às margens do rio Alm – cuja água é usada para a produção das cervejas.
Com 5,0% de teor alcoólico, a Nessie é uma cerveja de alta fermentação fabricada com malte de uísque de Highland, na Escócia, e homenageia em seu nome e rótulo o lendário monstro escocês do Lago Ness. Ela tem cor âmbar puxada para o alaranjado e matura por dois meses antes de seu engarrafamento. Seu paladar é agradavelmente delicioso e defumado com toques de caramelo, malte e muito pouco amargor. O aroma lembra café, mel, frutas cítricas e malte.
Apesar de ser uma cerveja austríaca, a Nessie segue o estilo escocês e sua principal característica é o malte de uísque – valorizado no aroma e no sabor. É uma cerveja bastante leve cuja maturação por dois meses em madeira também marca presença no conjunto final, e o leve amargor não a transforma em uma cerveja muito adocicada, o que é muito bom. Pode ser encontrada em empórios entre R$ 10 e R$ 14 (a garrafa de 330 ml) e vale muito experimentar.
Autor: Mac - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos
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04/06/2009 - 10:04

Teste de Qualidade: Palm
- Produto: Cerveja Pale Ale
- Nacionalidade: Belga
- Graduação alcoólica: 5,4%
- Nota: 2,5/5
Nascida e batizada com o nome da principal cervejaria independente da Bélgica (fundada em 1747), a Palm é uma das marcas mais populares do mercado belga, e é produzida de acordo com um distinto processo nacional de alta fermentação que consiste em uma semana de fermentação a 15º – 25ºC, seguida por um período de maturação de 10 dias a 15ºC.
De cor acobreada, é uma cerveja bastante leve, com aroma de caramelo e forte sabor de malte e lúpulo, sendo que este último se destaca intensamente, e leve amargor no final. O malte é especialmente selecionado e criado usando cevada da região de Champagne, na França. Já ao lúpulo (de Kent, na Inglaterra) é acrescida uma mistura de três diferentes leveduras que procuram dar a cerveja um aroma frutado.
Para quem é apaixonado pelas marcas belgas mais fortes (principalmente as de trigo), a Palm será uma surpresa, mas não irá tirar suas concorrentes do posto (ao menos para aqueles que preferem as cervejas mais encorpadas e intensas). A Palm é uma cerveja de espuma clara que se dissipa rapidamente, ótimo sabor, bastante suave e refrescante, e que deixa um gostinho saboroso na boca, mas que não impressiona como outras cervejas do país (o nível é alto). Vale experimentar.
A Palm chega ao Brasil com o preço em torno de R$ 12 (a garrafa de 330 ml) importada pela Bier and Wien, que traz ao país ainda uma variação, a Palm Royale de 7,5% de graduação alcoólica e sabor mais encorpado.
Autor: Mac - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos
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04/05/2009 - 16:57
O bar Exquisito (Rua Bela Cintra, 532, SP) é conhecido pelo ótimo mojito e pelas gostosinhas comidas de inspiração latina, mas o cardápio traz outras curiosidades. Muitas delas estão ali na página de caipirinhas.
Além de oferecer a tradicional com cachaça e as mais comuns com vodca e saquê, o bar varia com drymirinha (com martini dry), ginmirinha (de gin), vinmirinha (de vinho) e runmirinha (com rum). Essa última, mais conhecida mundo afora como caipiríssima, foi o drink que o Bebidinhas resolveu provar no último fim de semana. E, para decepção geral, não aprovou.
Para começar, o garçom não sabia o que estávamos pedindo – ficou atrapalhado, foi preciso explicar. Quando a runmirinha finalmente veio, veio bastante forte e amarga demais, mal combinada e difícil de beber. Capitu, a maior apreciadora de rum deste blog, deixou seu copo pela metade. Foi muito mais feliz quem optou pelo certo e pediu mojito. E fica a dica: para uma boa caipiríssima, uma ida ao Veloso. A foto ao lado, de Capitu, foi tirada lá.
Autor: Juliana Zambelo - Categoria(s): Centro, Opinião do Consumidor, Provamos, São Paulo
Tags: caipirinha, caipiríssima, Exquisito, Provamos, rum
23/04/2009 - 10:17

Teste de Qualidade: Primator 16% Exkluziv
- Produto: cerveja lager
- Nacionalidade: República Tcheca
- Graduação alcoólica: 7,5%
- Nota: 4/5
Um dos cavalos de batalha da cervejaria Pivovar Náchod, na República Tcheca, a Primator 16% Exkluziv é uma cerveja de coloração dourada, espuma densa e aroma intenso num conjunto que destaca o inconfundível amargor no paladar e a intrigante doçura do malte Morávio, que lembra um pouco a mel. Eleita pelo concurso WBA 2008 a melhor cerveja Lager do mundo, a Primator 16% Exkluziv é conhecida em todo o mundo como uma Doppel Bock, e é um pouco mais escura que as tradicionais cervejas brasileiras.
Não se confunda com os 16% do nome, pois ele não tem relação com a graduação alcoólica da bebida. Essa numeração equivale ao extrato primitivo (ou original) do mosto de malte da cerveja cujos padrões brasileiros seguem a seguinte tabela: de 5 a 10,5% equivalem a uma cerveja leve; de 10,5 a 12,5% a uma cerveja comum; de 12%5 a 14% a uma cerveja extra; acima de 14% a uma cerveja forte. Ou seja: os 16% da Primator estão bem acima dos padrões.
O alto teor de extrato primitivo eleva o grau alcoólico, que neste caso alcança os 7,5%, um número nem um pouco baixo para o padrão nacional. E a Pivovar ainda tem uma versão 24% de extrato primitivo da Primator, escura e adocicada, cujo grau alcoólico bate os 10,5% (um dos mais altos da Europa). Porém, em termos de gosto de cerveja, a versão 12% é muito melhor com o malte e o lúpulo em seus devidos lugares. Ela é indicada para dias frios e também para acompanhar pratos de carne. Uma boa pedida para o inverno que está chegando. A garrafa de 500ml custa R$ 12 nas boas lojas. Vale. Duas delas equivalem a seis de outras. Confie.
Ps. Eu falei duas. Cuidado com a terceira. Cuidado.
Autor: Mac - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos
Tags: cerveja, cerveja importada
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