Arquivo da Categoria Opinião do Consumidor
07/10/2009 - 08:55

Para quem acredita que Minas Gerais só produz caninha da boa (e bota boa nisso), a Backer, uma micro cervejaria artesanal mineira nascida em 1998, é uma surpresa bastante agradável. Com uma receita original da Serra do Curral, em Minas Gerais, que respeita a Lei da Pureza firmada em abril de 1516, na Baviera, a Backer pode ser encontrada nas lojas em quatro variações: Pilsen, Pale Ale, Brown e Trigo.
Seguindo uma preferência pessoal, Pale Ale lidera a preferência aqui em casa com a de Trigo um pouco atrás, depois a Pilsen em terceiro e a Brown segurando a lanterna da cervejaria. Vamos começar pela última, a Backer Brown, uma combinação de malte torrado, notas de café e aroma de chocolate. Isso mesmo que você leu: chocolate. A espuma bem formada e o corpo são marrons. O sabor levemente amargo pode surpreender alguns, mas a impressão final é de que colocaram Toddynho na sua cerveja. Vale provar por curiosidade, mas a cerveja peca pelo sabor artificial do chocolate.
A Backer Pilsen pode surpreender aqueles que gostam das marcas mais tradicionais. O aroma de frutas cítricas predomina, e dá personalidade ao conjunto. Sua cor é mais amarelada do que as pilsens normais, e o paladar é – após um amargor inicial que lembra canela – bastante suave chegando a lembrar mel. Bem refrescante e interessante. A Backer de Trigo lembra um pouco (e só um pouco) a belga Hoegaarden devido ao forte aroma cítrico que lembra laranja e limão (e um pouco de banana). O paladar apresenta notas de cravo e um amargor que aumenta no final, mas não atrapalha o conjunto.
Última do pacote, a Backer Pale Ale é a típica cerveja ruiva inglesa, com aroma frutado com toques de especiarias, café e malte. Um amargor leve e saboroso marca o paladar. É a mais encorpada das quatro – e pessoalmente a minha preferida. Há ainda uma quinta variável da micro cervejaria, a Backer Medieval, uma Blond Ale que não é tão fácil de ser encontrada, mas promete, e o chopp, que pode ser aprecidado com mais facilidade nas cidades mineiras e no tradicional caminho da Estrada Real.
As micro cervejarias que ainda trabalham de maneira artesanal são responsáveis por algumas das principais marcas de cervejas europeias. Com pouco mais de 10 anos de história, a brasileira Backer é uma surpresa que merece ser descoberta. Suas cervejas têm personalidade e podem agradar tanto aqueles que adoram as pilsens nacionais como até quem não gosta de cerveja. O preço da long neck de 355ml fica na média de R$ 4 e ela pode ser encontrada em distribuidoras online de bebidas assim como em boas adegas. Experimente. Nós recomendamos.
Teste de Qualidade: Backer
- Nacionalidade: Minas Gerais, Brasil
Backer Brown:
Graduação alcoólica: 4,8%
Nota: 1,5/5
Backer Pilsen:
Graduação alcoólica: 4,8%
Nota: 2,5/5
Backer Trigo:
Graduação alcoólica: 5%
Nota: 3/5
Backer Pale Ale
Graduação alcoólica: 4,8%
Nota: 3,5/5
Site Oficial: http://www.cervejariabacker.com.br/
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Marcelo Costa, o Mac, 39 anos. Editor do Scream & Yell. Começou com Keep Coller no colégio e passou pela fase Jack Daniels (pura, sem gelo) e do Hi-Fi (com Fanta Laranja) até se apaixonar por cachaças. Hoje em dia, socialmente, vai de caipirinha (de abacaxi ou morango), cervejas (as belgas são sensacionais) e Fanta Uva. Não bebe água, prefere coca-cola (de garrafa, 290ml).
Autor: Mac - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos
Tags: Backer, cachaça, cerveja, ceva, Pale Ale, Pilse, Pilsen, Trigo
08/09/2009 - 16:27

Foto: Marcelo Costa
Os belgas são responsáveis pelos melhores chocolates do mundo, pelos festivais de rock mais bacanas e não só pelas cervejas mais sensacionais do planeta como também pelas marcas mais exóticas. Uma das mais badaladas do momento é a Mongozo, que foi buscar inspiração na África para seus sabores estranhos, que por incrível que pareça não são ruins. Ao menos os de coco e banana, que este colunista experimentou em Londres, em julho passado.
Segundo o site da Mongozo (http://www.mongozo.com/), o sabor de banana é o da cerveja tradicional do povo Masai, do Quênia e da Tanzânia. Pouco se sente o gosto do álcool na cerveja que realmente tem sabor de banana e graduação alcoólica de 4,5% (praticamente o mesmo das cervejas brasileiras e quase metade das afamadas marcas belgas de abadia). Já a de Coconut é mais refrescante, tem sabor leve de coco e graduação alcoólica de 3,5%.
Além de coco e banana, a Mongozo também pode ser encontrada nos sabores de Manga, Quinua e Palmnut (esta última, segundo o fornecedor, é “uma experiência espiritual”). Interessante que mesmo marcas mais conceituadas já estão entrando no mercado dos sabores frutados de cerveja. Uma delas é a excelente Hoegaarden, que pode ser encontrada em festivais de rock na Bélgica no sabor de cereja, e em lojas também no sabor de limão. Vale experimentar.
Leia também:
- Top Ten: Hoegaarden é mais nove cervejas européias (aqui)
Autor: Mac - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos
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16/06/2009 - 12:05

Teste de Qualidade: Mac Queens Nessie
- Produto: Cerveja Scoth Ale
- Nacionalidade: Austríaca
- Graduação alcoólica: 5%
- Nota: 3/5
A Áustria também faz cerveja, e boa. A Eggenberger Mac Queens Nessie é um ótimo exemplo. Ela é fabricada por uma das mais antigas cervejarias da Europa, a Eggenberg, no castelo de mesmo nome (datado do século 10). O castelo fica no estado de Salzburg, região dos Alpes Austríacos, às margens do rio Alm – cuja água é usada para a produção das cervejas.
Com 5,0% de teor alcoólico, a Nessie é uma cerveja de alta fermentação fabricada com malte de uísque de Highland, na Escócia, e homenageia em seu nome e rótulo o lendário monstro escocês do Lago Ness. Ela tem cor âmbar puxada para o alaranjado e matura por dois meses antes de seu engarrafamento. Seu paladar é agradavelmente delicioso e defumado com toques de caramelo, malte e muito pouco amargor. O aroma lembra café, mel, frutas cítricas e malte.
Apesar de ser uma cerveja austríaca, a Nessie segue o estilo escocês e sua principal característica é o malte de uísque – valorizado no aroma e no sabor. É uma cerveja bastante leve cuja maturação por dois meses em madeira também marca presença no conjunto final, e o leve amargor não a transforma em uma cerveja muito adocicada, o que é muito bom. Pode ser encontrada em empórios entre R$ 10 e R$ 14 (a garrafa de 330 ml) e vale muito experimentar.
Autor: Mac - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos
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04/06/2009 - 10:04

Teste de Qualidade: Palm
- Produto: Cerveja Pale Ale
- Nacionalidade: Belga
- Graduação alcoólica: 5,4%
- Nota: 2,5/5
Nascida e batizada com o nome da principal cervejaria independente da Bélgica (fundada em 1747), a Palm é uma das marcas mais populares do mercado belga, e é produzida de acordo com um distinto processo nacional de alta fermentação que consiste em uma semana de fermentação a 15º – 25ºC, seguida por um período de maturação de 10 dias a 15ºC.
De cor acobreada, é uma cerveja bastante leve, com aroma de caramelo e forte sabor de malte e lúpulo, sendo que este último se destaca intensamente, e leve amargor no final. O malte é especialmente selecionado e criado usando cevada da região de Champagne, na França. Já ao lúpulo (de Kent, na Inglaterra) é acrescida uma mistura de três diferentes leveduras que procuram dar a cerveja um aroma frutado.
Para quem é apaixonado pelas marcas belgas mais fortes (principalmente as de trigo), a Palm será uma surpresa, mas não irá tirar suas concorrentes do posto (ao menos para aqueles que preferem as cervejas mais encorpadas e intensas). A Palm é uma cerveja de espuma clara que se dissipa rapidamente, ótimo sabor, bastante suave e refrescante, e que deixa um gostinho saboroso na boca, mas que não impressiona como outras cervejas do país (o nível é alto). Vale experimentar.
A Palm chega ao Brasil com o preço em torno de R$ 12 (a garrafa de 330 ml) importada pela Bier and Wien, que traz ao país ainda uma variação, a Palm Royale de 7,5% de graduação alcoólica e sabor mais encorpado.
Autor: Mac - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos
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04/05/2009 - 16:57
O bar Exquisito (Rua Bela Cintra, 532, SP) é conhecido pelo ótimo mojito e pelas gostosinhas comidas de inspiração latina, mas o cardápio traz outras curiosidades. Muitas delas estão ali na página de caipirinhas.
Além de oferecer a tradicional com cachaça e as mais comuns com vodca e saquê, o bar varia com drymirinha (com martini dry), ginmirinha (de gin), vinmirinha (de vinho) e runmirinha (com rum). Essa última, mais conhecida mundo afora como caipiríssima, foi o drink que o Bebidinhas resolveu provar no último fim de semana. E, para decepção geral, não aprovou.
Para começar, o garçom não sabia o que estávamos pedindo – ficou atrapalhado, foi preciso explicar. Quando a runmirinha finalmente veio, veio bastante forte e amarga demais, mal combinada e difícil de beber. Capitu, a maior apreciadora de rum deste blog, deixou seu copo pela metade. Foi muito mais feliz quem optou pelo certo e pediu mojito. E fica a dica: para uma boa caipiríssima, uma ida ao Veloso. A foto ao lado, de Capitu, foi tirada lá.
Autor: Juliana Zambelo - Categoria(s): Centro, Opinião do Consumidor, Provamos, São Paulo
Tags: caipirinha, caipiríssima, Exquisito, Provamos, rum
23/04/2009 - 10:17

Teste de Qualidade: Primator 16% Exkluziv
- Produto: cerveja lager
- Nacionalidade: República Tcheca
- Graduação alcoólica: 7,5%
- Nota: 4/5
Um dos cavalos de batalha da cervejaria Pivovar Náchod, na República Tcheca, a Primator 16% Exkluziv é uma cerveja de coloração dourada, espuma densa e aroma intenso num conjunto que destaca o inconfundível amargor no paladar e a intrigante doçura do malte Morávio, que lembra um pouco a mel. Eleita pelo concurso WBA 2008 a melhor cerveja Lager do mundo, a Primator 16% Exkluziv é conhecida em todo o mundo como uma Doppel Bock, e é um pouco mais escura que as tradicionais cervejas brasileiras.
Não se confunda com os 16% do nome, pois ele não tem relação com a graduação alcoólica da bebida. Essa numeração equivale ao extrato primitivo (ou original) do mosto de malte da cerveja cujos padrões brasileiros seguem a seguinte tabela: de 5 a 10,5% equivalem a uma cerveja leve; de 10,5 a 12,5% a uma cerveja comum; de 12%5 a 14% a uma cerveja extra; acima de 14% a uma cerveja forte. Ou seja: os 16% da Primator estão bem acima dos padrões.
O alto teor de extrato primitivo eleva o grau alcoólico, que neste caso alcança os 7,5%, um número nem um pouco baixo para o padrão nacional. E a Pivovar ainda tem uma versão 24% de extrato primitivo da Primator, escura e adocicada, cujo grau alcoólico bate os 10,5% (um dos mais altos da Europa). Porém, em termos de gosto de cerveja, a versão 12% é muito melhor com o malte e o lúpulo em seus devidos lugares. Ela é indicada para dias frios e também para acompanhar pratos de carne. Uma boa pedida para o inverno que está chegando. A garrafa de 500ml custa R$ 12 nas boas lojas. Vale. Duas delas equivalem a seis de outras. Confie.
Ps. Eu falei duas. Cuidado com a terceira. Cuidado.
Autor: Mac - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos
Tags: cerveja, cerveja importada
08/04/2009 - 09:35

Teste de Qualidade: Kriek Boon
- Produto: cerveja
- Nacionalidade: belga
- Graduação alcoólica: 4%
- Nota: 2/5
Conhecida como “Fruit Lambic”, a Kriek Boon (que acaba de chegar ao país via Bier & Wein) é uma cerveja de fermentação espontânea que leva cereja (Krieken) em sua formulação. Melhor irmos com calma. O bom bebedor sabe que existem duas categorias básicas de cervejas, certo: as Ales (de alta fermentação) e as Lagers (de baixa fermentação). A Kriek Boon, porém, é de uma terceira categoria, conhecida por Lambics. São cervejas de fermentação espontânea (ou selvagem) produzidas no Vale do Senne, perto de Bruxelas, cujo maior diferencial é não receberem adição de fermento durante o processo de fabricação.
Se a falta de adição de fermento já bastaria para diferenciar uma cerveja, a Kriek Boon tem uma particularidade que a torna especial: cada litro de cerveja recebe ao menos 250 gramas de cereja. Isso mesmo, a fruta. A cereja é adicionada inteira via maceração (método adotado na cultura do vinho) e o resultado é uma cerveja de paladar ácido-doce, com bela espuma e baixa graduação alcoólica. Para dar um charme ao produto, a Kriek Boon é engarrafada com rolhas de champagne e já tem prêmio no currículo: medalha de ouro do Monde Selection, de Bruxelas.
A rigor, o brasileiro apaixonado por Lagers vai estranhar a Kriek Boon. Sua leveza e o sabor de cereja bastante destacado chamam a atenção enquanto produtos tão queridos como o malte e o lúpulo acabam ficando em segundo plano, porém é preciso ter em mente que essa é uma cerveja para ser bebida em ocasiões especiais (seu preço, em torno de R$ 30, exemplifica isso), e não em happy hour de sexta-feira ou em frente à TV assistindo a um jogo de futebol. Se os amantes da loura gelada talvez estranhem a Kriek Boon, aqueles que não gostam de cerveja (preferindo champagne ou mesmo vinho) deviam dar uma chance para esta belga doce e ruiva. Pode rolar romance.
Leia também:
- Opinião do Consumidor: Hoegaarden (aqui)
- Opinião do Consumidor: Erdinger Champ (aqui)
- Opinião do Consumidor: 8.6 Red (aqui)
- Opinião do Consumidor: Beck’s (aqui)
- Top Ten Cervejas Européias (aqui)
Autor: Mac - Categoria(s): Eventos, Opinião do Consumidor, Provamos
Tags: Boon, cerveja, Cerveja Belga, Kriek, Opinião de Consumidor, Provamos
05/12/2008 - 08:00
Entre julho e agosto passei 40 dias na Europa assistindo a shows, conhecendo alguns pontos turísticos do velho mundo e… bebendo cerveja. Era verão, o que não quer dizer muita coisa se você está na Escócia (e, às vezes, na Bélgica), mas faz toda diferença quando o assunto é Espanha, França ou Inglaterra (imagina: peguei uma semana inteira de sol em Londres!). Amigos ficaram decepcionados quando contei que não bebi uísque nacional na Escócia, mas meu lance era outro.
Assim que abri a primeira cerveja na Bélgica (na verdade, a primeira latinha foi aberta ainda sobre o Atlântico), um novo mundo se abriu com várias novidades. As cervejas belgas, sem dúvida, conquistaram o meu coração. As alemãs desceram bem – e a Beck’s, cerveja que me acompanhou no show do Radiohead em Berlim, está sendo vendida no Brasil – mas eu esperava mais. As escocesas foram uma completa decepção (a Tennents, que patrocina o T In The Festival é tão leve que parece água).
A Espanha, ao contrário, foi uma surpresa. E até a Heineken, que está entre as marcas que mais detesto no Brasil, se mostrou agradável em Benicassim. A Inglaterra também não surpreendeu (Newcasttle, John Smith’s), mas era de se esperar já que as cervejas preferidas dos ingleses são a irlandesa Guiness e a belga Stella Artois. No fim das contas foram umas 40 marcas de cerveja diferentes em 40 dias de viagem das quais selecionei 10 para este singelo Top Ten. Não tem nada de definitivo nem de especialista aqui. É apenas opinião de consumidor. Anote as dicas e experimente.
10) San Miguel (Espanha) 4,8%

Nos sites de especialistas ela não tem uma boa classificação, mas foi uma ótima companheira nas caminhadas pelo bairro gótico de Barcelona e também em alguns passeios em Madri. Sabor forte, metalizado, que você acostuma após a segunda latinha. Há, também, uma versão especial cuja receita segue a da primeira feita em um convento situado nas Filipinas.
09) Amstel (Holanda) 5,0%

Apesar de ter bebido algumas garrafas de um litro na beira da praia em Benicassim, na Espanha, essa cerveja é natural da Holanda e leva o nome do rio que corta Amsterdã, capital do país. Divide o mercado holandês com a Heineken, mas é um pouco mais forte (nem tanto assim) e mais amarga que a concorrente (que também faz sucesso na Espanha). Nasceu em 1883.
08) CruzCampo (Espanha) 4,8%

É uma cerveja pale lager suave que lembra muito as marcas brasileiras. È suave e refrescante e me acompanhou durante a estadia em Málaga, na Andaluzia, sob o sol de 40 graus que acariciava a praia banhada pelo Mediterrâneo. Segundo o rótulo, é fiel à receita original de 1904. Há, ainda, uma versão Especial bastante saborosa com 5,7% de grau alcoólico. Extra: é a cerveja que patrocina a seleção espanhola.
07) Orval (Bélgica) 6,2%

Orval é um mosteiro belga fundado em 1070 que fica perto da fronteira com a França. É de lá que sai uma das cervejas trapistas (produzida em abadia católica) mais famosas do mundo. A cerveja começou a ser produzida apenas em 1931 como forma de angariar fundos para a reconstrução da abadia destruída na Revolução Francesa. Sua produção ainda é feita na abadia sob a supervisão de 11 monges, e sua receita é um segredo absoluto. Bebi na praça central de Leuven. É uma cerveja forte, densa, que sobe que é uma beleza. Para tomar devagar, com cuidado e sonhar com anjos.
06) Köstritzer (Alemanha) 4,9%

Primeira cerveja escura e alemã da lista, a Köstritzer é a cerveja preta mais famosa da Alemanha. Fabricada pela cervejaria de mesmo nome desde 1593 (seguindo o acordo da Lei da Pureza Alemã de 1516), a Köstritzer é moderadamente amarga e muito leve. Deverá surpreender os fãs da docinha Malzbier nacional. Conta a história que Goethe, quando estava doente e impossibilitado de comer, se alimentava desta cerveja. Sabor forte e encorpado. Bebi caminhando pela ex-Berlim Oriental.
05) Mahou (Espanha) 5,5%

Pronuncia-se Mau, e se você for de Ibéria para a Europa não pense duas vezes: peça Mahou no almoço/jantar, no café da manhã ou antes de dormir e, se possível, faça amizade com os comissários de bordo para o caso da sede bater em algum horário diferente. É levíssima, de grau alcoólico elevado (para os nossos padrões, não para os belgas) e é uma ótima maneira de entrar no mundo das cervejas européias, já que lembra bastante as nacionais, mas é mais saborosa. Existe uma versão clássica, mais fraca. Deixe de lado e vá atrás da versão 5 Estrellas datada de 1969. Bebi em vários lugares da Espanha.
04) Voll-Damm (Espanha) 7,2%

Eu tinha certeza de que essa cerveja era alemã quando a peguei em uma lojinha de Madri, mas descobri depois que ela era de Barcelona. Cerveja quase escura cuja marca patrocina o festival de jazz da cidade. O rótulo ainda informa que ela ganhou o prêmio de melhor cerveza strong lager do mundo em 2007 no World Beer Awards. Extremamente saborosa. Uma delicia. Recomenda-se, porém, ir devagar. Seu alto teor alcoólico (para brasileiros, belgas e espanhóis) sobe rapidinho. A mesma cervejaria fabrica a Estrella Damm, clara, que poderia ter conseguido um lugarzinho nessa lista e serviu de consolo para a perda do show de Tom Waits, em Barcelona.
03) Hoegaarden (Bélgica) 4,9%

Produzida na pequena vila de Hoegaarden, no norte da Bélgica, desde 1441, a Hoegaarden, também conhecida como White Beer, possui um processo de fabricação único e complexo: a primeira etapa é um processo de alta fermentação. Depois, a cerveja é engarrafada sem pasteurização e permanece em repouso por mais três semanas para que aconteça a re-fermentação dentro da garrafa. A aparência final é de uma cor amarelo ouro e opaco típico das cervejas de trigo belgas. Além de seu processo de produção diferenciado, ela contem ingredientes especiais como sementes de coriandro e raspas de casca de laranja, ingrediente que lhe confere alta refrescância e um gosto entre o frutado e o cítrico. É uma cerveja bastante leve e deliciosa que deixa um azedinho no paladar após ingerida. Bebi várias em… Londres.
02) Leffe (Bélgica) 6,5%

Fui recebido em Leuven, cidade da Stela Artois, por uma belga, a Odile (que abrigou a mim e a um amigo, Carlos, durante os nossos dias de Rock Werchter). Ela preparou um jantar e, a certa altura, perguntou se gostávamos de cerveja. Resposta assertiva e, na seqüência, uma Leffe Blonde (que, segundo ela, era guardada para as visitas). Foi paixão ao primeiro gole que, em seguida, tive que dividir com a versão Brune, mais saborosa ainda. Segundo os fabricantes, ela mantém a mesma receita desde 1240, quando surgiu feita pelos monges da antiga abadia de Leffe. A clara tem um sabor forte e é levemente adocicada no final. A escura é mais encorpada. A paixão foi tanta que a bebi, ainda, em Glasgow, em Paris e em Londres. E mantenho sempre umas cinco (tanto dela quanto da Hoegaarden) na geladeira para o caso da saudade bater mais forte.
01) Duvel (Bélgica) 8,5%

Tirem as crianças da sala. O negócio aqui é sério. Quer sentir o clima: o nome desta excelência em cerveja, traduzido, quer dizer “Diabo”. Eita cervejinha danada. Eu e o Carlos a encontramos por acaso, no almoço de despedida em Leuven. Íamos pedir outra Orval, mas acabamos buscando uma novidade no cardápio, e nos deparamos com ela. Bebemos duas e saímos felizes da vida. Deixei o amigo na estação de trem, virei as costas e encontrei mais três comparsas recifenses e tive que mostrar para eles a descoberta. Bebemos mais três, pedimos a garrafa para descobrir a graduação alcoólica, e caímos pra trás com os 8,5% estampados no papel. Uma delicia com jeitinho inocente: uma garrafinha gordinha, fofa, que quer testar sua confiança. Cuidado: nunca (NUNCA) beba mais do que três garrafinhas. Diz a lenda que esta é a cerveja escura que se transformou em ouro. Criada em 1918 para comemorar a vitória dos Aliados na 1ª Guerra Mundial, é até hoje o carro chefe da pequena cervejaria independente Moortgat. Eleita a melhor cerveja disponível nas prateleiras brasileiras pela Revista Prazeres da Mesa. Faço coro, brindo e vou além: Duvel é uma das melhores cervejas do mundo.
Serviço:
As marcas espanholas ainda são difíceis de serem encontradas no Brasil. As belgas Leffe e Hoegaarden, no entanto, estão sendo importadas pela Ambev e podem ser encontradas em bons supermercados (em São Paulo, na rede Pão de Açúcar) por menos de R$ 4 a long neck. A alemã Köstritzer pode ser encomendada em importadoras, e a garrafa de 500 ml está saindo por volta de R$ 8. Já a espanhola Voll-Damm começa a pesar no bolso: R$ 12,90. A Duvel, no entanto, vai além e honra a qualidade custando mais caro que algumas boas vodkas: R$ 17 a long neck e R$ 47 a garrafa de 750 ml nas importadoras.
As cervejas Trapistas
Existem apenas sete cervejarias trapistas em todo o mundo. Só cerveja fabricada em um mosteiro, sob o olhar atento da comunidade monástica cisterciense que ali vive, pode legitimamente usar o nome das estritamente controladas “Trappiste”. A Bélgica é a casa de seis fábricas: Orval, Chimay, Rochefort, Westvleteren, Westmalle e Achel. A sétima é Koningshoeven e está localizada na Holanda.
Leia também:
- As oito melhores cervejas belgas, por Gustavo Brunoro (aqui)
- Diário de Viagem Europa 2008, por Marcelo Costa (aqui)
Autor: Mac - Categoria(s): Causos, Eventos, Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos, Utilidade pública
Tags: beer, birra, cerveja, turismo, viagem
24/11/2008 - 18:41
Desde o mês passado, o Brasil está produzindo localmente uma das vodcas top do planeta. Trata-se da americana Skyy, “a vodca mais pura do mundo” (diz o release de lançamento), que antes era distribuída no país pela Campari e agora está mais perto de nós: ela nasce e cresce em Sorocaba (SP).
Na última quarta-feira, véspera de feriado aqui em São Paulo, a noite correu ao som de Roberto Carlos com o grupo Del Rey no Studio SP. A casa noturna há algumas semanas vem oferendo o líquido em uma promoção especial: uma dose de Skyy pelo menos preço de uma de Smirnoff. Foi o momento perfeito para uma degustação.
A Skyy é famosa por sua garrafa azul, mas azul é só a garrafa. A vodca é pura mesmo, a queimação é pequena. E a pureza que promete uma ressaca mínima realmente funciona! Duas doses não provocaram nem sombra de dor de cabeça. Só cansaço, mas pelo cansaço eu culpo a balada e as emoções da noite – porque com Robertão você sabe, bicho, são tantas emoções…
Autor: Juliana Zambelo - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos
Tags: skyy, vodca
17/11/2008 - 16:14
Tudo parecia perdido nesta segunda-feira em São Paulo. A cidade amanheceu debaixo de um clima britânico: chuva fina, céu escuro, nuvens carregadas e uma vontade imensa de deixar tudo quieto por um tempo. Mas foi preciso trabalhar.
E eis que quando tudo parecia perdido – principalmente o bom humor, que sabe-se lá por onde andava – até que alguém sugeriu uma passada na Gelateria Parmalat depois do almoço para “um café”. Sei. Diante de um cardápio cheio de tentações, veio a salvação!
Crema irlandês, uma bebida feita de sorvete de leite com Baileys, muita farofa doce e um toque de calda de avelã. Leve e doce sem exagero, vale muito a escapada da dieta.
Pelo sabor doce, o Baileys rende uma porção de combinações frescas e gostosinhas. No site oficial da bebida tem algumas delas com muito gelo, café e caramelo. Espia lá.
A receita da Parmalat, que pode ser encontrada em vários endereços, custa R$ 8,50.
Crema Irlandês
Ingredientes: Farofa com calda de avelã com sorvete de leite batido com Baileys decorado com chatily.
Autor: Juliana Zambelo - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Receitas, Recomendamos
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