09/11/2009 - 11:28
Na noite de quinta-feira, 05 de novembro, fui ao Sonique a convite da Bacardi, para uma aula de bargirl seguida de uma festinha open bar da bebida, em um dos mezaninos do bar paulistano. Até aí, nenhuma novidade. Cheguei cerca de meia hora atrasada, mas ok, esses eventinhos nunca começam na hora. Tímida, estava com vergonha de dizer que eu não sou fã de mojito, o drink principal da noite, que foi servido sem economia até à uma da manhã aos convidados.
Quando a aula começou, outros blogueiros se empolgaram e não viam a hora de tomar o mojito feito ali, na hora. Eu engoli seco e me enfiei no fundo da minimultidão, uma vez que até a noite daquela quinta-feira eu não tomava nada que misturasse limão, açúcar, hortelã e destilado (eu gosto -muito- de cerveja e champanhe. Não tomo vodka nem amarrada. Não que eu me lembre!). Antes da parte prática, aprendemos que o mojito nasceu no Caribe. Os europeus vinham para a América e traziam bebidas como vinho e uísque. Mas, claro que a viagem demorava dias e o estoque de bebida acabava, geralmente ali pela região das ilhas da América Central. Então, todo mundo bebia rum, a bebida oficial dos piratas. A mistura com hortelã também é secular. Os piratas acreditavam que o hortelã tinha propriedades benéficas para o sistema respiratório, então, amassavam folhas de hortelã com rum e “blup” pra dentro.

De volta à aula prática, inevitavelmente chegou a minha vez de preparar um mojito e lá fui eu com nojinho de espremer o limão. Cumprida a missão, veio o que seria o pior: provar o drink. Contei até três e tomei um gole razoável. Ufa! Sobrevivi! E gostei. A bebida não é nem doce, nem azeda. Eu diria que é na medida. Quase não dá para sentir o gosto do rum branco. A dica é ficar de olho quando pedir um mojito na rua: se o barman colocar Soda Limonada ou algo do tipo, peça outro, porque vai ficar muito doce.
A receita básica do mojito é essa (e funciona sim, fica bem bom):
Ingredientes
Meio limão espremido
50ml de rum branco (o Bacardi é ótimo)
Uma colher rasa (de sopa) de açúcar
7 folhas de hortelã (pode por mais, se quiser)
Água com gás
Gelo
Preparo
Em uma coqueteleira, coloque o suco do meio limão, o rum, o açúcar, as folhas de hortelã. Amasse o hortelã, mas não triture. Tampe a coqueteleira e mexa sem dó, por uns 30 segundos. Despeje a bebida em um copo com o gelo. Adicione a água com gás. mexa de leve, com um canudinho por exemplo e sirva.
O barman da noite serviu também mojito com um preparado especial de morango, que fica incrível. A receita do preparado ele não me passou, infelizmente, mas parece uma raspadinha. Basta adicionar o morango gelado após colocar a água com gás. Mas cuidado, é bem docinho, e do mal (no bom sentido alcoólico)!
Olha, confesso que a experiência foi boa e a noite também. Quando vi, já estava animada, dançando e conversando, com o segundo copo de mojito em mãos. O ponto alto foram os mojitos gigantes, preparados especialmente pelo barman. Para fazer, as medidas são: 250 ml de rum branco, 30 folhas de hortelã, 3 colheres (sopa) de açúcar, suco de três limões, muuuuuuuuito gelo e cerca de 200ml de água com gás. O preparo é semelhante ao citado acima. Hoje é segunda-feira, eu sei, mas quem disse que essa dica só serve pro fim de semana? É pra vida toda, né? Olha aí a galera se jogando no mojitão:

Marie, repórter do iG Gourmet e blogueira do Blog de Moda do iG.
Autor: marie - Categoria(s): Sem categoria
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07/10/2009 - 08:55

Para quem acredita que Minas Gerais só produz caninha da boa (e bota boa nisso), a Backer, uma micro cervejaria artesanal mineira nascida em 1998, é uma surpresa bastante agradável. Com uma receita original da Serra do Curral, em Minas Gerais, que respeita a Lei da Pureza firmada em abril de 1516, na Baviera, a Backer pode ser encontrada nas lojas em quatro variações: Pilsen, Pale Ale, Brown e Trigo.
Seguindo uma preferência pessoal, Pale Ale lidera a preferência aqui em casa com a de Trigo um pouco atrás, depois a Pilsen em terceiro e a Brown segurando a lanterna da cervejaria. Vamos começar pela última, a Backer Brown, uma combinação de malte torrado, notas de café e aroma de chocolate. Isso mesmo que você leu: chocolate. A espuma bem formada e o corpo são marrons. O sabor levemente amargo pode surpreender alguns, mas a impressão final é de que colocaram Toddynho na sua cerveja. Vale provar por curiosidade, mas a cerveja peca pelo sabor artificial do chocolate.
A Backer Pilsen pode surpreender aqueles que gostam das marcas mais tradicionais. O aroma de frutas cítricas predomina, e dá personalidade ao conjunto. Sua cor é mais amarelada do que as pilsens normais, e o paladar é – após um amargor inicial que lembra canela – bastante suave chegando a lembrar mel. Bem refrescante e interessante. A Backer de Trigo lembra um pouco (e só um pouco) a belga Hoegaarden devido ao forte aroma cítrico que lembra laranja e limão (e um pouco de banana). O paladar apresenta notas de cravo e um amargor que aumenta no final, mas não atrapalha o conjunto.
Última do pacote, a Backer Pale Ale é a típica cerveja ruiva inglesa, com aroma frutado com toques de especiarias, café e malte. Um amargor leve e saboroso marca o paladar. É a mais encorpada das quatro – e pessoalmente a minha preferida. Há ainda uma quinta variável da micro cervejaria, a Backer Medieval, uma Blond Ale que não é tão fácil de ser encontrada, mas promete, e o chopp, que pode ser aprecidado com mais facilidade nas cidades mineiras e no tradicional caminho da Estrada Real.
As micro cervejarias que ainda trabalham de maneira artesanal são responsáveis por algumas das principais marcas de cervejas europeias. Com pouco mais de 10 anos de história, a brasileira Backer é uma surpresa que merece ser descoberta. Suas cervejas têm personalidade e podem agradar tanto aqueles que adoram as pilsens nacionais como até quem não gosta de cerveja. O preço da long neck de 355ml fica na média de R$ 4 e ela pode ser encontrada em distribuidoras online de bebidas assim como em boas adegas. Experimente. Nós recomendamos.
Teste de Qualidade: Backer
- Nacionalidade: Minas Gerais, Brasil
Backer Brown:
Graduação alcoólica: 4,8%
Nota: 1,5/5
Backer Pilsen:
Graduação alcoólica: 4,8%
Nota: 2,5/5
Backer Trigo:
Graduação alcoólica: 5%
Nota: 3/5
Backer Pale Ale
Graduação alcoólica: 4,8%
Nota: 3,5/5
Site Oficial: http://www.cervejariabacker.com.br/
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Marcelo Costa, o Mac, 39 anos. Editor do Scream & Yell. Começou com Keep Coller no colégio e passou pela fase Jack Daniels (pura, sem gelo) e do Hi-Fi (com Fanta Laranja) até se apaixonar por cachaças. Hoje em dia, socialmente, vai de caipirinha (de abacaxi ou morango), cervejas (as belgas são sensacionais) e Fanta Uva. Não bebe água, prefere coca-cola (de garrafa, 290ml).
Autor: Mac - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos
Tags: Backer, cachaça, cerveja, ceva, Pale Ale, Pilse, Pilsen, Trigo
05/10/2009 - 10:50
Desde quinta-feira passada, dia 01/10, os paulistanos amantes de uma cervejinha com os amigos podem experimentar petiscos especiais em 31 bares da cidade, durante a sexta edição do Boteco Bohemia. Uma das grandes novidades deste ano é que cada petisco foi harmonizado com uma das quatro variedades de Bohemia (Pilsen, Escura, Weiss e Confraria), dando um novo sentido à desgustação dos pratos. A votação dos melhores pratos vai até o dia 31/10.
Nós do Bebidinhas fomos convidados a provar quatro destes petiscos, numa noite regada a muita cerveja, principalmente Pilsen, a mais leve de todas. Eu não sou nenhum crítico de gastronomia nem tenho um paladar muito refinado (sou bem ogro no que diz respeito a combinações, dizendo a verdade, hehehe), mas de cerveja e petisco eu entendo. Abaixo, a minha relação com comentários de cada um.

4º Lugar: Pirulito de Rabada no Caixote, do Veríssimo. O mais “gourmet” dos petiscos mostrados, até traz uma boa combinação de sabores e uma polentinha gostosa, mas quiabo em conserva não dá, né, gente? Quiabo é uma coisa que eu não daria nem pro meu pior inimigo comer. Fora o fato de vir em pequeníssimas porções. Petisco não é refeição principal, mas quando se trata de acompanhar cerveja, sempre tem que dar aquela boa forradinha no estômago (acreditem, os efeitos contrários disso não são nada, nada agradáveis).

3º Lugar: Tábua de carne prancha de polenta com ragú de carne ao vinho tinto e queijo parmesão, do São Benedito. Olha a polenta ai de novo, gente, mas agora com uma cobertura deliciosa de carne desfiada. Muito bom para relembrar minhas raízes gaúchas e os tempos em que eu passava as férias na casa de dona Ema, minha querida avó, lá na serra do Rio Grande do Sul.

2º Lugar: Role do Jacaré, do Jacaré Grill. Rapaz, carne suína recheada de queijo coalho não poderia ser ruim, né? E ainda acompanha um molhinho de mel picante, com uma pimenta junto, que dá um toque todo especial. Se tivesse um limãozinho pra acompanhar também seria lindo.

1º Lugar: Bolinho de Arroffles, do Imperatriz Villa Bar. Lembra que eu falei que petisco tem que necessariamente forrar o estômago? Pois então, esse bolinho de arroffles é perfeito pra isso. Feito com arroz e batata americana, recheado com carne seca e pimenta mineira, ele tem um tamanho razoável e um sabor delicioso. Acompanha ainda um molhinho de pimenta bem leve, um dos melhores que eu já comi até hoje (odeio a ardência da pimenta tradicional). E é acompanhado pela Bohemia Pilsen, a mais refrescante de todas e perfeita para beber com os amigos no final de tarde quente que se aproximam.
Para saber todos os botecos participantes, de uma olhada aqui. Cheers.
Tiago Agostini edita a capa do iG junto com o Mac e o Renato, além de manter o blog sobre música A Day In The Life. Já teve sua época de destilados, mas hoje aprecia mesmo é uma boa cerveja, de qualquer tipo, a qualquer hora. Com uma boa companhia, então, tudo está valendo.
Autor: Tiago - Categoria(s): Provamos
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30/09/2009 - 19:00

Marcio de Souza, do Na Mata Café, o campeão
São Paulo foi palco de mais uma disputa na etapa final da 4ª edição do Brasil Master Chopp, campeonato promovido pela Real Academia do Chopp, da AmBev, que elege o melhor tirador de chope do País.
A equipe Bebidinhas tentou muito participar do Campeonato para Jornalistas, mas não conseguiu defender os honrosos quarto, quinto e nono lugar do ano passado (relembre a nossa participação aqui).
E como diria o Galvão, para você que chegou agora, e não sabia que existe um campeonato de tirador de chopp, fique sabendo que além de existir, o competidor precisa seguir um ritual de nove passos (segundo a tradição belga). Listamos todos aqui.
Neste ano, o paulista Marcio de Souza, do Na Mata Café (SP), ganhou o primeiro lugar na categoria Stella Artois Challenge e, ainda, o direito de representar o país na World Draught Master, campeonato mundial da categoria.
A grande disputa ocorre no dia 29 de outubro em Nova York e tem por objetivo incentivar a cultura cervejeira.
Ao todo, sete competidores participaram da etapa final nacional. Gabriel Almeida Coelho, do Bar Bazkaria (Porto Alegre), e Vivian Aline Salmeron, do Charles Edward´s (São Paulo), que dividiram o ranking com o campeão no segundo e terceiro lugares respectivamente.

Ligia “The Bad” Helena, melhor colocada do Bebidinhas no campeonato de 2008
Autor: Mac - Categoria(s): Eventos
Tags: chopp, Master Chopp, Stella, Tirador de Chopp
29/09/2009 - 18:26

SÃO PAULO (valeu pelo sol, Pedrão) – O último 24 de setembro foi uma data para os fãs da cerveja Guinness comemorarem. Não, não era Saint Patrick’s Day (dia de São Patrício, como eles dizem cá), o padroeiro da Irlanda. Na verdade fez 250 anos que Arthur Guinness arrendou uma fábrica em Dublin, na Irlanda, e trouxe ao mundo o hoje famoso líquido rubi-avermelhado.
Confesso que não sou um grande fã da invenção de Arthur. Sou mais pra Zeca Pagodinho do que pra U2, apesar de também gostar do som do grupo de Bono Vox. Mesmo assim, como bom bebedor, não poderia negar a sugestão do garçom, digo, meu chefe, para participar de uma degustação da cerveja irlandesa no Drake s Bar, ali em Pinheiros, São Paulo. Tá bom vai, vou facilitar a localização. Ali pertinho do Pirajá.
A Guinness era a grande estrela da noite dessa segunda-feira quente e chuvosa. Ainda estavam por lá outras duas marcas do clã Diageo, a fábrica da Guinness. A “Harp Premium Lager”, uma cerveja clara, de baixa fermentação e com teor alcoólico de 5% . E a “Kilkenny”, uma red ale cremosa, com teor alcoólico de 4,3% e coloração vermelho-rubi, mais escura que a Harp e menos que a Guinness.
Como bom apreciador de Brahmas, logo de cara fiquei encantado pela Harp por seu parentesco com as pilsens. Está bem. Tinha muita sede e foi logo a primeira a ser servida. Três copos depois, percebe-se que é levemente encorpada e forma um gostoso colarinho de uns três dedos no copo tulipa. Petisco daqui, petisco dali. Era chegada a vez da ruiva dar o ar de sua graça.
Apagaram-se as luzes e… guarde sua imaginação para você. Com o microfone em mãos, o “cervejólogo” (existe isso no dicionário? Vou ver) Edu Passarelli começou sua apresentação com a ajuda de vídeos no telão. Enquanto éramos apresentados a Arthur, que Deus o tenha, e víamos comerciais da marca, a Kilkenny descia pelos copos. Infelizmente, não pude apreciá-la em um ambiente mais claro. Ainda assim, dois copos depois, deu para reconhecer sua vermelhidão característica e sua bela espuma. O gosto mais forte e amargo que da Harp me pegou de jeito. Foi a que mais gostei na noite.
Nem tinha acabado de conhecer a Kilk e Passarelli já preparava o grande momento. Explicou como se serve um “perfect pint” (um “pint” equivale a 568 mililitros): pega-se um copo limpo (ufa), seco, e na temperatura ambiente, incline-o a 45 graus e comece a despejar o líquido rubi-avermelhado até passar a marca Guinness gravada no copo. Deixe a cerveja descansar por 60 segundos para formar o creme. Então, complete o copo usando a opção de creme da choppeira. Isso é a receita, principalmente, para quando ela é tirada do barril.
Como estávamos em um pouco mais de 50 pessoas, o “cervejólogo” (não encontrei nem no Aurélio, nem no Houaiss) disse que iria poupar o nosso tempo e a Guinness seria servida em lata. Gostei mesmo foi de um detalhe que Passarelli nos contou. Existe uma cápsula de nitrogênio dentro das latas. Assim, a famosa espuma enebriante se forma no copo. É praticamente um rito. Ele pede para que todos esperem para abrirem seus brinquedos ao mesmo tempo. Não teve jeito. Logo eram ouvidos os cracks, gluglugluglu. Outro pedido e os que ainda não tinham se atrevido esperaram. Era então chegada a hora. Quase um parabéns. Um, dois, três. Crack, gluglugluglu. Uma delícia.
Já tinha bebido a tal Guinness. Realmente encorpada e diferente. Uma cerveja tipo stout com um gosto tostado de seu malte, teor alcoólico de 4,1% espuma densa e cremoooosa. Dois pints depois, ouvi gente dizendo que não foi muito com a cara dela. Cada um tem sua preferência e há cervejas para diversos momentos. Confesso que, às vezes, gosto de ouvir um U2, desculpa aí Zeca.
“Slainté” (Saúde, como eles dizem lá)
Renato Schreiner Salem, 27 anos, faz parte da equipe que edita a capa do iG. Gosta mais de fermentadas do que de destilados. Mesmo assim, não nega uma boa caipirinha e está aprendendo a beber caninha sem fazer careta. Vinho? Também é bom. É viciado em sucos, Coca (as feitas em Jundiaí são as melhores, dizem que é a água) com gelo e limão e Guaraná (Antártica) com gelo e laranja. Diet? Light? Zero? Não, obrigado.
Foto: Rafael Brandimarti
Autor: Schreiner - Categoria(s): Sem categoria
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28/09/2009 - 18:52
Na última semana estive na República Dominicana, para fazer uma série de reportagens para a editoria de Turismo aqui do iG. Se você não consegue nem imaginar no mapa-mundi onde fica a República Dominicana, não é sua culpa: o país é pequenininho, do tamanho do Estado do Espírito Santo, e fica logo ali na América Central, no Caribe, dividindo uma ilha com o Haiti.

Caribe, né gente? Sol o ano inteiro – e quando eu fui ainda era verão pelas bandas de lá. Logo que cheguei, me abanando no aeroporto e praguejando contra o calor, fui interceptada pelo querido Pruddy, nosso fiel guia pelo país: “está com calor? Gosta de cerveja? Você tem que experimentar a nossa Presidente“.
Não botei muita fé na qualidade da cervejinha, mas naquele calor, até uma Schincariol cairia bem. Meus olhos brilharam. Resolvemos deixar as malas no hotel e partir em busca de um bar para refrescar a garganta. No caminho Pruddy alertou: “Presidente es una cerveza que se bebe muy fria”. AE! Já gostei desses dominicanos… porque beber cerveja morna não dá – que me desculpem os alemães.
Sentamos, 11 brasileiros e nosso fiel guia, num barzinho dentro da cidade colonial de Santo Domingo. Pra começar os trabalhos pedi drinks com rum – uma especialidade do país. Mojito pra lá, Daiquiri pra cá… mas comecei a invejar a ala masculina da mesa, lambendo os beiços com suas garrafinhas verdes de Presidente.

Pedi uma, que veio trincando de tão gelada, com aquela “nevezinha” do lado de fora. Foi paixão ao primeiro gole. Forte, amarga, mas extremamente refrescante. Uma delícia. Douradinha, deliciosa, tudo que eu precisava. Dá pra entender porque a Presidente (que eu apelidei carinhosamente de “Prê”) é orgulho nacional. Além da Presidente lá é fácil encontrar Brahma e Bohemia, mas dá até uma tristeza quando você pede cerveja lá e não tem A Prê…
Alguém sabe se há Cerveja Presidente no Brasil? Em São Paulo? Frangó, Melograno, Anhanguera, Tortula, Drake’s e tantos outros… se vocês não têm Cerveza Presidente nos seus cardápios não sabem o que estão perdendo! Tirem os olhos da República Tcheca e mirem que loco – muito mais pertinho da gente tem uma outra República que faz cervejas maravilhosas e super adequadas para esse verão que vem aí. Fica a dica ;)

“Pode despachar tudo isso pro Brasil, por favor?”
Ligelena trabalha na área de Web 2.0 do iG. Gosta (muit0) de viajar e mais ainda de descobrir novos sabores por aí. Especialmente se forem bebidinhas. Já entendeu que em lugares com tradição de vinho não se deve beber cerveja. Mas que alguns países podem guardar boas surpresas. Foi à República Dominicana a convite do Ministério de Turismo da República Dominicana e da companhia aérea Avianca.
Autor: Ligelena - Categoria(s): Provamos, Recomendamos, Sem categoria
Tags: Cerveza Presidente, República Dominicana
25/09/2009 - 11:29

Vamos conversar sobre champagne. Não sou um especialista, e além do mais não sei onde estava com a cabeça quando concordei em participar de uma degustação de três Perrier Jouët, o champagne mais caro do mundo, mas fui. E logo eu, um ogro (fofo, como já escreveram aqui, mas mesmo assim ogro) acostumado com o paladar forte das cervejas belgas e das cachaças mineiras, mas a assessora garantiu: “Você vai virar um especialista em champagne agora”. Não me tornei, claro, mas a noite foi bem agradável.
A anfitriã da degustação foi a enóloga francesa Agnès Laplanche, executiva de Perrier-Jouët, que se divertiu entre o inglês e o espanhol contando a história do champagne, que começa de forma bastante romântica em 1811: o casamento de Pierre-Nicolas-Marie-Perrier, um manufatureiro de rolhas, com Adéle Jouët na cidade de Epernay, região de Champagne, na França. O nome Perrier lhe diz alguma coisa, certo? Nunca bebi a água, só para constar.
O champagne, pra quem não sabe, é um vinho branco espumante (as bolinhas, as bolinhas), e só os produzidos na região de Champagne, na França, são denominados como tal. Seguindo a rigorosa Denominação de Origem Controlada francesa, qualquer vinho semelhante, mesmo produzido pelo método “champanhês” em outros locais só pode ser apresentado como “espumante”. A região totaliza 32 mil hectares que guardam algumas das maiores marcas do mundo, dentre elas, a Perrier Jouet.

Laplanche nos apresentou na seqüência os três Perrier Jouet que retornam ao mercado brasileiro após um tempo de ausência. Abrimos a noite com um Grand Brut, de estrutura Pinot Noir com um toque final de Chardonnay. Depois de engarrafada, o champagne fica três anos em uma adega subterrânea. Agnès Laplanche ressaltou que nenhum dos Perrier Jouet é envelhecido em madeira. A marca busca uma leveza que visa conquistar o paladar feminino, e a vinificação é feita em modernos tanques de aço inoxidável.
Das três marcas, o Grand Brut foi a que mais me lembrou a memória afetiva que tenho sobre champagne. Sua leveza e maciez são inquestionáveis, mas há uma pontadinha de acidez, algo meio apimentado, que faz com que a bebida se apresente logo, o que dá um frescor especial. Ótimo. A seguir, um Perrier Jouet Rose totalmente feminino. Pela cor rosa (o Grand Brut é dourado), por seu sabor adocicado e por não causar nenhum amargor. Chega a lembrar vinho, e as meninas devem beber como água.
Para fechar, um dourado Perrier Jouët Belle Epoque, grande destaque da casa. Ele é envelhecido por oito anos com uvas de safras consideradas excepcionais e é composto por Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier. Me pareceu o mais encorpado, o mais denso e o mais frutado dos três, com toques finais que lembravam a nozes e café. A mesa se dividiu entre o Grand Brut e o Belle Epoque, mas esse último saiu vitorioso após mais uma rodada.

Já meio alegre, e com a taça novamente cheia de Grand Brut, eu buscava no pensamento uma frase de um conto das “Comédias da Vida Privada”, do Luis Fernando Veríssimo, que foi usada no primeiro episódio da adaptação do livro para a TV. Era uma cena em que o personagem de Tony Ramos preparava a noite para conquistar sua dama (Deborah Bloch) calculando cada passo. Inclusive a frase que ele iria dizer quando ela comentasse: “As bolinhas do champagne fazem cócegas no meu nariz”. Se você viu o episódio, sabe.
Também me lembrava da história de um navio que levava champagne francesa para a corte da Rússia, e afundou na costa da Finlândia em 1907, sendo encontrado 90 anos depois. 200 garrafas foram retiradas do fundo do oceano por mergulhadores após esse “envelhecimento especial”, e uma delas custa atualmente US$ 275 mil. Os Perrier Jouët, por sua vez, chegam ao mercado brasileiro custando em média respectivamente R$ 220 (Grand Brut), R$ 240 (Rose) e R$ 650 (Belle Epoque).
No fim das contas, nem me senti tão ogro assim. O Perrier Jouët desceu muito bem e a “aula/noite” foi bastante interessante. Não que eu vá trocar a cerveja pelo champagne no dia-a-dia, mas cada bebida tem seu momento especial, e é indiscutível que o champagne é “a” bebida das comemorações, das datas especiais. E como o champagne é, por natureza, uma bebida feminina (vencedores de F1, me desculpem), nada melhor do que desfrutá-lo em um momento especial a dois, certo. Recomendamos.

Texto – Marcelo Costa, o Mac, 39 anos. Editor do Scream & Yell. Começou com Keep Coller no colégio e passou pela fase Jack Daniels (pura, sem gelo) e do Hi-Fi (com Fanta Laranja) até se apaixonar por cachaças. Hoje em dia, socialmente, vai de caipirinha (de abacaxi ou morango), cervejas (as belgas são sensacionais) e Fanta Uva. Não bebe água, prefere coca-cola (de garrafa, 290ml).
Fotos – Gerardo Lazzari / Divulgação
Autor: Mac - Categoria(s): Provamos, Recomendamos
Tags: champa, champanhe, jouët, perrier
08/09/2009 - 16:27

Foto: Marcelo Costa
Os belgas são responsáveis pelos melhores chocolates do mundo, pelos festivais de rock mais bacanas e não só pelas cervejas mais sensacionais do planeta como também pelas marcas mais exóticas. Uma das mais badaladas do momento é a Mongozo, que foi buscar inspiração na África para seus sabores estranhos, que por incrível que pareça não são ruins. Ao menos os de coco e banana, que este colunista experimentou em Londres, em julho passado.
Segundo o site da Mongozo (http://www.mongozo.com/), o sabor de banana é o da cerveja tradicional do povo Masai, do Quênia e da Tanzânia. Pouco se sente o gosto do álcool na cerveja que realmente tem sabor de banana e graduação alcoólica de 4,5% (praticamente o mesmo das cervejas brasileiras e quase metade das afamadas marcas belgas de abadia). Já a de Coconut é mais refrescante, tem sabor leve de coco e graduação alcoólica de 3,5%.
Além de coco e banana, a Mongozo também pode ser encontrada nos sabores de Manga, Quinua e Palmnut (esta última, segundo o fornecedor, é “uma experiência espiritual”). Interessante que mesmo marcas mais conceituadas já estão entrando no mercado dos sabores frutados de cerveja. Uma delas é a excelente Hoegaarden, que pode ser encontrada em festivais de rock na Bélgica no sabor de cereja, e em lojas também no sabor de limão. Vale experimentar.
Leia também:
- Top Ten: Hoegaarden é mais nove cervejas européias (aqui)
Autor: Mac - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos
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28/08/2009 - 08:17

O mais próximo que eu já havia chegado de uma gelatina alcoólica foi no T In The Park, um festival no meio da Escócia, em que algumas garotas passavam vendendo gelatina de vodka feita em casa. Comprei para colaborar e, claro, experimentar, mas fiquei um pouco frustrado. A gelatina não tinha sabor de vodka (aliás, qual o sabor da vodega mesmo?) e não deu barato. A mistura não devia dar certo.
Bem, com vodka talvez não fosse para dar certo, mas com cachaça, meu amigo, é uma delicia. Dá até para brincar com um famoso slogan: é impossível comer uma só. No caso, a gelatina em questão é a da Bendita Hora, um local cujo conceito é misturar pizza com arte. Não provei da pizza, mas ganhei um potinho de Balas de Gelatina de Pinga que me conquistaram. É quase uma bala de goma, com gosto forte e delicioso de uma boa e velha cachaça.
Além da Balas de Gelatina de Pinga há outro sabor que me deixou bastante curioso: Gelatina de Caipirinha. Deve ser viciante se for na mesma linha dessa de Pinga. Cada potinho custa R$ 12 e durante os meses de agosto, setembro e outubro, uma parte deste valor será destinado para o Instituto Brasil Solidário. Coisa fina. Veja aqui a página do hot site da Balas de Gelatina de Pinga e aqui o site da Bendita Hora. Vou ali provar mais uma bala e já volto.
*******
Ps. Muitos leitores estão pedindo a receita e perguntando onde comprar. Na área de comentários já falaram da rede Frango Assado e do Mercado Central de Belo Horizonte além do Bendita Hora. Mais algum? E o Renato, leitor do Bebidinhas, postou uma receita que ele encontrou na internet. Nem ele e nem eu fizemos, mas parece bem fácil e prática. Segue abaixo:
Ingredientes
- 4 envelopes de gelatina incolor sem sabor (48 g)
- 1 xícara (chá) de aguardente (pinga)
- 2 xícaras (chá) de água
- 1 kg de açúcar
- Gotas de essência de laranja a gosto
- Gotas de essência de abacaxi a gosto
- Gotas de essência de morango a gosto
- Gotas de corante alimentício nas cores: laranja, amarelo e
vermelho a gosto
- Açúcar cristal ou refinado para polvilhar
Modo de Preparo
Hidrate e dissolva as gelatinas conforme as instruções da
embalagem. Leve para uma panela, adicione a pinga, a água e o
açúcar. Mexa bem. Leve ao fogo baixo para cozinhar por 20 min
após levantar fervura.
Retire do fogo e divida a mistura em três partes. Numa delas,
coloque a essência e o corante laranja, misture e despeje num
refratário pequeno.
Repita o mesmo processo com as duas partes restantes, misturando
a essência de abacaxi com o corante amarelo e a essência de
morango com o corante vermelho. Deixe endurecer em temperatura
ambiente por cerca de 24 h. Corte os quadradinhos ou do modelo
desejado e passe o açúcar cristal ou refinado.
Autor: Mac - Categoria(s): Provamos, Recomendamos, São Paulo
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27/08/2009 - 12:12
O site Barstools criou uma calculadora para determinar quantas doses de sua bebida favorita são necessárias para matar você (se elas forem consumidas em um intervalo de três horas). Sim, o humor é negro, mas a brincadeira é bem divertida!
A ferramenta está em inglês, mas é bem simples. Escolha primeiro o drinque, coloque o seu peso (não esqueça de selecionar a opção kilograms para a medida) e se você é homem (male) ou mulher (female).
Clique aqui para descobrir a dose fatal de seu drinque favorito.

Autor: Capitu - Categoria(s): Utilidade pública
Tags: humor
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