Até parece o Japão!

Acabo de voltar de um passeio pelo bairro oriental da Liberdade, em São Paulo – a cidade com o maior número de japoneses fora do Japão –, onde as ruas são decoradas com postes vermelhos com luminárias brancas, o astral é delicioso e tem muitos lugares incríveis.
As dezenas de lojas do bairro vendem um pouco de tudo: alimentos, souvenirs, enfeites, roupas, calçados, revistas, bijuterias, brinquedos. Algumas peças são tipicamente japonesas, como os quimonos, louças, luminárias e espadas. Até parece que a gente está no Japão!
Em quase todas as vitrines, um personagem é presença obrigatória. É o Maneki Neko, o gatinho da sorte japonês (foto). Com uma das patinhas levantadas e a outra curva, ele é um símbolo de prosperidade. Pode ser encontrado nos mais variados tamanhos, normalmente nas cores branca e dourada. Alguns são movidos à energia solar e movimentam a patinha sem parar. Uma graça!
Aos sábados e domingos uma animada feirinha agita a Praça da Liberdade. Quem gosta de origami, aquelas dobraduras de papel, pode encontrar móbiles coloridos e até brincos. Ali também é possível achar plantas, camisetas, roupas, brinquedos e barraquinhas de comida.
E, falando em comida, o bairro é um verdadeiro paraíso para quem gosta da culinária japonesa como eu. Sushi, sashimi, temaki, shimeji, manju (doce de feijão), missoshiru… Hummm! São tantas delícias.
É hábito nos restaurantes japoneses limpar as mãos com uma pequena toalha úmida quente antes das refeições. Quem sabe, usa o hashi, os palitinhos de madeira. Quem não sabe, treina um pouco e aprende. Eu saboreei um delicioso Lamen, sopa com macarrão, verduras e bolinho de peixe, servida numa tigela grande e com muito estilo (foto).
Numa banca de revista me deliciei com os mangás, gibis japoneses, com desenhos muito criativos e histórias emocionantes. Pena que eu ainda não sei falar japonês!
Depois, aproveitei para conhecer o Museu da Imigração, onde, entre muitas coisas, dá para ver as réplicas do Kasato-Maru, navio que trouxe os primeiros imigrantes japoneses ao Brasil em 1908.
Templos budistas, livrarias, salões de beleza, fábrica de doces, aulas de ginástica ao ar livre… Ah, tem um pouco de tudo no bairro.
A Liberdade não é apenas um bairro japonês. Muitos chineses e coreanos, que trouxeram seus costumes e tradições para o Brasil, trabalham ali. Acho que as fadas orientais também vieram com eles. Onde tem magia no ar, pode apostar, sempre tem uma fada.
Hoje aqui, amanhã ali e viva a carapuça do saci!
Curiosidade da fadinha
Os palitinhos de madeira – hashi - surgiram primeiro na China antiga e depois se espalharam para os outros países da Ásia. Em mandarim, idioma chinês, a palavra para hashi é 筷子 (kuàizi) que significa “objetos de bambu para comer rapidamente”.




