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Arquivo de junho, 2009

28/06/2009 - 20:30

Até parece o Japão!

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Acabo de voltar de um passeio pelo bairro oriental da Liberdade, em São Paulo – a cidade com o maior número de japoneses fora do Japão –, onde as ruas são decoradas com postes vermelhos com luminárias brancas, o astral é delicioso e tem muitos lugares incríveis.

As dezenas de lojas do bairro vendem um pouco de tudo: alimentos, souvenirs, enfeites, roupas, calçados, revistas, bijuterias, brinquedos. Algumas peças são tipicamente japonesas, como os quimonos, louças, luminárias e espadas. Até parece que a gente está no Japão!

Em quase todas as vitrines, um personagem é presença obrigatória. É o Maneki Neko, o gatinho da sorte japonês (foto). Com uma das patinhas levantadas e a outra curva, ele é um símbolo de prosperidade. Pode ser encontrado nos mais variados tamanhos, normalmente nas cores branca e dourada. Alguns são movidos à energia solar e movimentam a patinha sem parar. Uma graça!

Aos sábados e domingos uma animada feirinha agita a Praça da Liberdade. Quem gosta de origami, aquelas dobraduras de papel, pode encontrar móbiles coloridos e até brincos. Ali também é possível achar plantas, camisetas, roupas, brinquedos e barraquinhas de comida.

E, falando em comida, o bairro é um verdadeiro paraíso para quem gosta da culinária japonesa como eu. Sushi, sashimi, temaki, shimeji, manju (doce de feijão), missoshiru… Hummm! São tantas delícias.

É hábito nos restaurantes japoneses limpar as mãos com uma pequena toalha úmida quente antes das refeições. Quem sabe, usa o hashi, os palitinhos de madeira. Quem não sabe, treina um pouco e aprende. Eu saboreei um delicioso Lamen, sopa com macarrão, verduras e bolinho de peixe, servida numa tigela grande e com muito estilo (foto).

Numa banca de revista me deliciei com os mangás, gibis japoneses, com desenhos muito criativos e histórias emocionantes. Pena que eu ainda não sei falar japonês!

Depois, aproveitei para conhecer o Museu da Imigração, onde, entre muitas coisas, dá para ver as réplicas do Kasato-Maru, navio que trouxe os primeiros imigrantes japoneses ao Brasil em 1908.

Templos budistas, livrarias, salões de beleza, fábrica de doces, aulas de ginástica ao ar livre… Ah, tem um pouco de tudo no bairro.

A Liberdade não é apenas um bairro japonês. Muitos chineses e coreanos, que trouxeram seus costumes e tradições para o Brasil, trabalham ali. Acho que as fadas orientais também vieram com eles. Onde tem magia no ar, pode apostar, sempre tem uma fada.

Hoje aqui, amanhã ali e viva a carapuça do saci!

Curiosidade da fadinha

Os palitinhos de madeira – hashi -  surgiram primeiro na China antiga e depois se espalharam para os outros países da Ásia. Em mandarim, idioma chinês, a palavra para hashi é 筷子 (kuàizi) que significa “objetos de bambu para comer rapidamente”.

Autor: fada - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , ,
21/06/2009 - 18:51

No país dos croissants crocantes

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Você sabe dizer o que as palavras abajur, bijuteria, balé, croquete, omelete, tricô e filé têm em comum? Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três! Todas têm origem francesa, oui!

Nada mais gostoso do que fazer um lanchinho com sabor francês, afinal, estamos no Ano da França no Brasil. E, a França, é a terra oficial dos croissants, aqueles pãezinhos crocantes em formato de meia lua simplesmente d e l i c i o s o s.

Com a ajuda do pozinho mágico “Aventuras saborosas”, fui para Paris, a Cidade Luz.

Aterrisei num bateaux-mouche, um barco de passeio, no famoso rio Sena. Tinha uma linda musica tocando… Nada melhor para embalar um passeio.

Desci no Parque La Villete, onde me aventurei num dragão escorregador muito legal. No mesmo lugar, fica a Cidade das Ciências, onde os visitantes podem fuçar em todas as máquinas e equipamentos para aprender sobre ciência e tecnologia.

Depois fui até o Jardin des Tuleiries, onde dei um gostoso mergulho no lago. Tem muitas estátuas ali e flores, muitas flores. No carrossel, decorado com cavalos coloridos, encontrei uma simpática fada francesa, a Bijou.

Ela me fez um convite irresistível: – Que tal conhecer o Museu da Boneca?
Topei na hora. Fomos voando até lá. O lugar era encantador, com mais de 300 modelos e um hospital para bonecas “machucadas”.

Nossa próxima aventura foi ver a Monalisa, no Museu do Louvre. Os visitantes fazem fila para apreciar o quadro, pintado entre 1503 e 1506, por Leonardo da Vinci.

Depois, nós duas nos sentimos gigantes no France Miniature, o maior  parque de miniaturas da Europa,  nos arredores de Paris, onde dá para ver os monumentos das cidades francesas, como a famosa Torre Eiffel, em maquetes.

De volta a Paris, fomos à Torre Eiffel original. Esse monumento de ferro, inaugurado em 1889, tem 300 metros de altura e é de encher os olhos. Eu fiz questão de subir no topo. A vista é simplesmente incrível lá do alto: Paris inteirinha!

Enquanto a Fada Bijou assistia a uma peça de marionetes, saí finalmente em busca do melhor croissant da cidade.

O pozinho mágico me levou a Rue Montorgueil. Lá, fica uma boulangerie (padaria francesa) que agradava ao paladar exigente do rei Luis XV, chamada Stohrer. Na primeira mordida, tive a certeza de que estava no lugar certo! Hummm….Deliciéeeee!!!!!

Hoje aqui, amanhã ali e viva a carapuça do saci!

Foto

Torre Eiffel / Paris Tourist Office –  Fotógrafo: Stéphane Querbes

Autor: fada - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , , ,
14/06/2009 - 19:48

Na Ilha da Magia

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Acabo de voltar de Florianópolis, a Ilha da Magia.

Meu passeio começou pelo Centro da cidade, onde tem uma figueira centenária, na Praça XV de novembro. Diz a lenda que quem der uma ou três voltas em torno dela voltará lá. Dei umas sete voltas só para garantir!

Quem gosta de praia, gosta de Floripa. A ilha tem 42 praias diferentes, com paisagens de tirar o fôlego e um convite da natureza para conhecer tudinho. Mas não é só isso. Lá também tem lagoas, cachoeiras, trilhas na mata e muito mais.

Norte, sul, leste e oeste. É só escolher a direção para conhecê-las.

Comecei pelo sul. Na praia da Joaquina, as ondas atraem os surfistas. Muitos campeonatos de surfe acontecem ali. A galera é animada e as pranchas bem coloridas.

Bem pertinho, ficam as Dunas da Joaquina. O divertido ali é escorregar com pranchas para fazer o sandboard (surfe de areia). Eu peguei carona com um garoto e adorei !!!

Foi só voar um pouquinho e eu já estava na Lagoa da Conceição, um dos lugares mais bonitos da ilha. Foram ali que desembarcaram os moradores da Ilha de Açores, no século 18, escolhidos pelo reino de Portugal para colonizar a região, até então habitada pelos índios tupi-guaranis.

Os açorianos trouxeram seus costumes e tradições, como a pesca, a renda de bilro, além de muitas lendas e superstições que tornam o folclore da ilha rico em histórias de feiticeiras, lobisomens e outros seres encantados.

Você gosta de histórias de bruxas? Pois bem, conta-se na ilha que em certas noites de luar, as bruxas roubavam cavalos nos pastos e galopavam com eles pelos ares, dando nós que ninguém conseguia soltar nos rabos e nas crinas deles. Eu é que não ia querer ser um cavalo!

Meu passeio terminou com um delicioso prato de camarões num restaurante no Canto da Lagoa, outro pedacinho charmoso de Floripa.

 Praias do norte, do leste e do oeste me aguardem que eu volto!

 Hoje aqui, amanhã ali e viva a carapuça do saci!

 Fotos: Santur

 Lagoa da Conceição: Iolita Cunha

 Dunas da Joaquina: Beto Westphal

Autor: fada - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , , , ,
07/06/2009 - 17:02

Na Terra das Matrioshkas

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Você já ouviu falar em Matrioshkas? São aquelas bonequinhas russas que se encaixam umas dentro das outras, formando uma família bem colorida.

Para conhecê-las fui à Rússia, a maior nação do planeta, onde elas são um souvenir obrigatório e podem ser encontradas em quase todos os cantos.

Pensei nelas, joguei o pozinho mágico “Aventuras com bonecas” e “vupt” fui parar em Sérguiev Possad, a capital russa dos brinquedos, campeã na produção de Matrioshkas (em russo матрёшка ou матрешка).

Visitei dezenas de oficinas de mestres-artesãos, onde as coleções são feitas com todo o capricho manualmente. A maioria é de madeira. Às vezes, os desenhos das bonecas retratam cenas da vida real.

Há muitas histórias sobre a origem das Matrioshkas. Dizem que elas foram criadas pelo pintor Serguei Malutin, no final do século 19, que teria se inspirado num brinquedo japonês, feito de cinco figuras uma dentro da outra.

Outra versão muito legal: Um escultor fez uma boneca tão bonita que não quis vendê-la. Levou-a para casa e batizou-a de Matrioshka. Todas as noites ele perguntava a ela: Você está feliz? Certa noite, a boneca pediu-lhe um bebê. O escultor fez uma boneca menor, a Trioshka , e colocou-a dentro da Matrioshka. Na noite seguinte, a Trioshka também pediu um bebê. A nova bonequinha, Oshka, foi colocada dentro da anterior. E assim por diante. Calculando que isso não acabaria mais, ele fez um bebê com bigode e o batizou de Ka (e chega de bebês!).

O certo é que as Matrioshkas são lindas, coloridas e irresistíveis. Normalmente, os conjuntos têm 6 a 7 bonecas. Alguns são bem mais exagerados, com 30 ou até 50 bonecas !!! Os modelitos variam: trajes camponeses (foto), personagens de contos populares, temas religiosos, caricaturas de antigos políticos da ex-União Soviética etc.

Depois, voei até Moscou, capital da Rússia, cidade fundada pelo príncipe Yury Dolgnuki, em 1147. Na estação de trem, fiquei zonza numa loja de souvenirs, com centenas de Matrioskhas. Uma mais linda do que a outra! Não resisti e entrei numa Matrioshka grande. Era bem quentinho lá dentro!

Antes de voltar para casa,  provei a deliciosa sopa de beterraba russa chamada borsch. Uma delícia!

Hoje aqui, amanhã ali e viva a carapuça do saci!

 
Foto: Tchayka – Casa da Rússia
São Paulo – SP

 

 

 

 

 

Autor: fada - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,
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