
O Centro de Convenções SulAmerica ficou pequeno. Esta é, com toda a certeza, a maior impressão deixada pelo primeiro dia de Brasil Game Show 2010.
O evento de games mostrou para que veio e conseguiu atrair um número absurdo de pessoas em sua terceira edição. A expectativa inicial de 20 mil visitantes nos dois dias de feira foi batida apenas neste sábado (20), com direito a filas enormes para a entrada e congestionamento em quase todos os corredores entre os estandes.

Logo no início do dia, conversamos com Erik Bladinieres, Diretor Regional da Konami para a América do Sul. Com o lançamento totalmente localizado de Pro Evolution Soccer 2011, a Konami demonstra o seu interesse no mercado brasileiro. “Posso dizer que o Brasil é hoje o País mais importante da América Latina para a indústria dos games”, disse Bladinieres.
Inúmeros jogos estavam à disposição dos visitantes, que se aglomeravam em frente aos palcos e televisores para experimentar os últimos lançamentos de empresas como Sony, Capcom, Ubisoft, Konami, EA, Warner Bros., dentre outras. Um dos destaques era a prévia de Mortal Kombat, que havia sido demonstrado na E3 deste ano e atraiu a curiosidade dos fãs.
Mortal Kombat que também foi o assunto da palestra dada por Hector Sanchez, produtor do título, que revelou detalhes do desenvolvimento, respondeu a perguntas e ainda batalhou com alguns dos presentes, humilhando-os sem dó nem piedade.
Em entrevista ao Arena Turbo, Sanchez mencionou que este novo capítulo da série pretende agir como um reboot, atraindo a atenção de novos jogadores, sem afastar os antigos fãs da sangrenta franquia.
Também presente no evento, Bertrand Chaverot, Diretor da Ubisoft no Brasil, ressaltou o sucesso da franquia Just Dance, com o recém lançado Just Dance 2 para Nintendo Wii, e disse estar esperançoso com a chegada do título Michael Jackson: The Experience. “É um game que é impossível opinar antes de jogar um pouco. Michael Jackson possui músicas e coreografias que o tornaram um astro único. Quem nunca quis fazer um moonwalker?”, brinca Chaverot.
Completando o leque de atrações, inúmeras atividades estavam disponíveis como oficinas com desenvolvedores de jogos, a coleção de consoles clássicos no Túnel do Tempo, a maior pista de autorama no Brasil, além de partidas de campeonatos dos mais variados games.
Cansativa como toda boa cobertura tem de ser, a visita a Brasil Game Show mostrou que o público está cada vez mais participativo e interessado em eventos exclusivos como este no País. Posso dizer que estou surpreso, feliz por enfim visualizar a abrangência do entretenimento eletrônico, vide a variedade etária e social presente no Centro de Convenções SulAmerica neste sábado.
Ainda carente de grandes lançamentos e anúncios exclusivos, a expectativa é de que com a consolidação do evento, cuja organização planeja inclusive a possibilidade de estender a duração para cinco dias em 2011, o Brasil tenha cada vez mais o destaque que merece no mundo dos games. E viva a nós. Viva as filas!