Videogames: o primo pobre da Comic-Con?

Bruno Vasone, enviado especial a San Diego
Videogames podem ser já ter adquirido status de super potência do entretenimento, mas quando são vistos lado a lado com outros gigantes da cultura popular durante a Comic-Con, como seriados, quadrinhos e até brinquedos, acabam gerando um contraste interessante.
A maioria dos estandes das empresas de games ficam renegados à um canto do centro de convenções. Muitos deles, como das sempre imponentes Nintendo e Microsoft, são mais tímidos que suas contrapartes em eventos no Brasil - o que de certa forma pode ser considerado um elogio. Juntos não dão o espaço dedicado à uma empresa de cursos de animação, que fica ao lado.
Mesmo com um espaço acanhado, a Nintendo focou esforços em demonstrar a tecnologia do 3DS. Já a Microsoft preferiu apostar tudo em Gears of War 3, em detrimento do Kinect.

A Activision trouxe à feira jogos de super-heróis e ostenta um espaço até que imponente – para um canto. Lá os fãs podem jogar Spider-Man: Edge of Time, X-Men: Destiny, Prototype 2, Transformers: Dark of the Moon e Golden Eye 007: Reloaded.

Também maior que os estandes da Microsoft e Nintendo juntos é o do estúdio Behemoth, que trouxe seus jogos Castle Crashers e Alien Hominid HD em máquinas de fliperama.

Não deu pra ver direito, né. Que tal uma foto sem esse crossover bizarro entre Alice e Tron?

Graças aos jogos de luta Ultimate Marvel vs Capcom 3 e Street Fighter X Tekken, o estande da Capcom é um dos mais cheios da feira. A empresa também armou uma gincana para o jogo Asura’s Wrath no qual os participantes que conseguem gritar mais alto – e liberar sua ira interior – levam pra casa perucas personalizadas do jogo.

Valeu o esforço, mas está bem longe de ter seu próprio dia de fúria.

A principal atração do estande da Ubisoft é o jogo de dança Just Dance 3. Se você já achava pagar mico entre seus amigos o Supra Sumo do pacote, imagine um grupo de sósias do Napoleon Dynamite dançando estabanados juntos no palco. This… Is… Comic-Con!

Um pouco mais próximo do burburinho, a área que abriga os jogos da Sony, boa parte dela dedicada à primeira expansão de DC Universe Online. Uncharted 3, Starhawk e Ratchet & Clank All 4 One também marcam presença, mas as maiores filas ficam por conta – acredite se quiser – de Twisted Metal.

A Konami posicionou seu estande estrategicamente próximo à empresas de animé para destacar melhor o que parece ser seu título principal no evento: a versão digital do jogo de cartas baseado em Yu-Gi-Oh!

Finalmente, o estande de games mais badalado da feira é o da Square Enix, seja pelo seu posicionamento mais central, pela hypada linha de lançamentos ou pela grande coleção de bonecos detalhadíssimos à mostra. A foto não faz jus, mas acredite, algumas das maiores filas da feira são as que levam aos monstruários de colecionáveis da empresa.

Mas o investimento um pouco mais tímido feito pelas empresas de games na feira pode não ser tão sintomático assim. Conversando com o público, games são quase sempre citados como um dos motivos principais para visitar a feira.
E os jogos também marcam presença forte em áreas dedicadas á séries, filmes, brinquedos e quadrinhos. Dois dos maiores estandes da feira, por exemplo, possuem áreas enormes dedicadas a jogos baseados em seus heróis. Como Batman: Arkham City na DC Comics.

Ou Marvel Super Hero Squad Online na área dedicada aos heróis da Casa das Idéias.

Vale lembrar que EA, Warner, Telltale e NCSoft também marcam presença forte no evento, mas fico devendo as fotos. Ainda existem áreas enormes dedicadas a jogos da Bioware e Sega fora do evento, no charmoso bairro de Gaslamp - conto mais sobre ambas em breve.
Mesmo levando em consideração que existe um “canto dos games” na Comic-Con, os jogos possuem presença maciça na feira, ocupando não apenas os espaços das empresas do setor, como também de qualquer outro filme, quadrinho ou brinquedo que possua uma adaptação para videogames.
Seriam os games o primo pobre da bilionária indústria do entretenimento popular? Tendo em vista quão disseminada é sua presença no evento que serve como principal termômetro para medir as principais tendências atuais da cultura pop (nerd), eu diria com tranquilidade que os videogames nunca estiveram tão bem posicionados.
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2 comentários | Comentar
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2 Mostarda 22/07/2011 22:30
Boa matéria. Gostei do formato com mais fotos e menos texto.
1 Darlan 22/07/2011 17:59
Na minha opniao vcs nao deveriam estar fazendo essa cobertura, isso e mais a cara do ig jovem do que a de vcs, já que o lançamento dos games que estão apresentando a maioria ja havia sido feita na e3.
Eduardo Henrique 22/07/2011 23:50
Exatamente…concordo com o Corraini,alem do mais,é quase, senão o mesmo público o foco do evento, pois eu não conheço ningume que curta HQ’s e não jogue videogame.
Caio Corraini 22/07/2011 18:57
Se tem videogames, é de interesse do nosso público e há a possibilidade de ir cobrir o evento, por que não?
E não subestime a Comic-Con, muitas coisas legais estão sendo anunciadas em San Diego, como o Ultimate Marvel Vs. Capcom 3, além da possibilidade de testar títulos que não estavam na E3, como o novo jogo do Homem Aranha e X-Men.
Como bem disse o Bagaço no texto, os videogames nunca estiveram tão bem posicionados no evento