Ghost Recon: Future Soldier foca na cooperação e a necessidade de vencer em grupo

Ao entrar no Los Angeles Theater no dia da conferência da Ubisoft, minhas expectativas estavam todas voltadas para Ghost Recon: Future Soldier. Apesar de não ser fanático pela franquia, me diverti muito com Tom Clancy’s Rainbow Six: Vegas 2 e desde o ano passado havia ficado impressionado com tudo o que a desenvolvedora francesa havia revelado sobre o novo jogo.
Com o início da apresentação, fui mais uma vez surpreendido. Nunca antes havia presenciado uma ação tática tão bem ensaiada e emocionante nos games, com quatro jogadores agindo em perfeita sincronia como se fossem apenas um. No telão, uma missão de resgate na Nigéria, com direito a formação em diamante (em que cada pessoa cobre um lado diferente enquanto se movimenta) e uma batalha incrível contra helicópteros e dezenas de terroristas no final.
Fui para o estande da Ubisoft já pensando em como iria desfrutar da mesma experiência que havia assistido, mas esqueci de um “pequeno” detalhe em situações assim: ao contrário dos funcionários da empresa, iria jogar com completos estranhos.
A demonstração de Future Soldier era baseada no multiplayer competitivo entre duas equipes. Uma com objetivos específicos para cumprir, como hackear um computador e abrir passagem até a base inimiga e a outra apenas com a motivação de não permitir que nada disso fosse feito. Como um dos soldados no grupo de invasão, tentei, em vão, organizar meus companheiros. Já que estávamos lado a lado em frente os televisores, comecei a falar alto, gesticular, mas de nada adiantou. “Tem um inimigo na esquina do seu lado e…” BANG, mais um dos meus homens que tomava um tiro na cabeça.
Por priorizar a ação em grupo, ao ser morto em Ghost Recon o jogador demora um pouco mais para voltar. Não é um tempo absurdo em que a impaciência lhe fará dar cabeçadas na parede, mas é bem mais demorado do que os shooters tradicionais. Tal característica torna as partidas um pouco mais cadenciadas com a necessidade de estratégia.

Future Soldier é baseado em uma jogabilidade em terceira pessoa, com ênfase nas batalhas em que é preciso escolher o momento certo para atirar. Parecido com jogos como Gears of War, o personagem passa a maior parte do tempo se escondendo atrás de alguma proteção, esperando o inimigo recarregar a arma para se movimentar e buscar um ponto onde o rival esteja exposto aos seus disparos.
Após mais de três minutos tentando, sem sucesso, chegar até o computador que deveria ser hackeado, desisti de tentar enfrentar o fogo cruzado de peito aberto e comecei a explorar mais o mapa. A partida se passava num ambiente urbano, com alguns prédios ao redor da rua principal. O time adversário havia se posicionado nas janelas, sendo extremamente fácil metralhar os soldados que se aproximavam pela avenida abaixo.
Cortei a direita após buscar cobertura atrás de um caminhão e segui por uma viela estreita, dando a volta por trás de onde o tiroteio estava mais acirrado. Observando a partida por outro ângulo, tive certeza de que se continuasse daquela forma, não iríamos ganhar nunca. Seguindo em frente, me esgueirei pelo beco e enfim consegui chegar às escadas que davam acesso ao andar de cima do cenário.
Um dos pontos principais do título é sua localização no futuro, possibilitando a imaginação de armas e acessórios tecnológicos um pouco diferentes e mais avançados do que temos agora. Em posse de um visor capaz de enxergar através das paredes e marcar com um pequeno sinal os respectivos alvos, pude fazer meu movimento. Como a atenção dos inimigos continuava na avenida principal de onde os patetas do meu time insistiam em tentar avançar, consegui abater três jogadores em um único rush, já que não estavam esperando que ninguém viesse por trás. Nessa, alguns outros também foram alertados pelos disparos e partiram em meu encalço.

Enfim, a maldita avenida estava livre e o computador foi hackeado com facilidade. Um novo objetivo foi adicionado a lista, envolvendo a demolição de um local específico, mas não havia tempo para mais nada. O responsável pelo estande se aproximou para avisar do término da demonstração, mas eu não queria dar ouvidos a ele. Quem sabe se eu o ignorasse, ele simplesmente iria embora e eu continuaria ali, jogando. Mas o senso de responsabilidade falou mais alto e me afastei relutante do Xbox 360, dando a vez para outra pessoa.
Apesar da organização quase mágica dos jogadores na apresentação da Ubisoft ter me deixado “mal acostumado”, a demonstração conseguiu me mostrar ainda mais a importância da comunicação e o trabalho em grupo, cruciais tanto no modo cooperativo, quanto nas disputas em grupos online. Cada vez mais em extinção, a ideologia “Rambo”, do exército de um homem só, não terá sucesso fácil desta vez.

Ghost Recon: Future Soldier será lançado no mês de março de 2012, com versões para PC, PlayStation 3 e Xbox 360.
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3 comentários | Comentar
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3 Kevin MitniCK 15/09/2011 16:09
Ghost Recon é com certeza uma série Impar, Sou viciado em jogos de Guerra e estratégia!!
2 Sá 18/07/2011 21:34
Alguma chance desse jogo ter system link com 4 jogadores igual ao Advanced Warfighter?
1 Nelson 17/07/2011 0:29
Eu fiquei maravilhado com o jogo quando vi na E3. O uso do Kinect nele ficou absurdamente futurista, por assim dizer. Minority Report Feelings total. Mas saber que tambem rola usar o controle tradicional me deixa mais tranquilo. Fiquei na dúvida se poderia ou não. Adoro jogos cooperativos. Monster Hunter foi um divisor de águas na minha vida exatamente por isso. E mesmo não gostando muito da franquia Ghost Recon eu me senti extasiado com a ideia de jogar esse. Aguardo o futuro com olhos brilhantes. rs.