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quarta-feira, 16 de março de 2011 Feiras, GDC | 14:56

Kingdoms of Amalur: Reckoning aponta para fãs (mesmo cansados) de fantasia medieval

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Kingdoms of Amalur: Reckoning

por Pedro Giglio, enviado especial a San Francisco

GDC 2011: Cobertura Arena iGExpectativa, como boa parte dos jogadores já deve saber, é um saco. Imaginar o que está por vir ao saber das credenciais ou da premissa pode deixar um gosto ruim na boca ao ver que o jogo não é tão bom quanto era na sua fértil imaginação – o que rende certas injustiças com jogos, de fato, bons. “Como este cara tão bom fez um jogo tão ruim?” e outras acusações – às vezes injustas – são comuns.

Um jogo com potencial para este tipo de decepção é Kingdoms of Amalur: Reckoning (PC, PlayStation 3, Xbox 360) apresentado pela Electronic Arts na festa da iniciativa EA Partners realizada na semana da GDC 2011. No que depender da demonstração jogável que o Arena viu no clube noturno Mezzanine, parece que este pode ser considerado uma feliz exceção ao lance “este jogo não é tão bom quanto era na minha mente” no seu lançamento em 2012.

Elenco de astros

Kingdoms of Amalur: Reckoning é o primeiro projeto da 38 Studios, produtora fundada pelo ex-jogador de baseball Curt Schilling (aliás, o nome do estúdio vem do seu número no time Boston Red Sox). O jogo é realizado em parceria com o ilustrador Todd McFarlane (conhecido pela série em quadrinhos Spawn e seu trabalho na Image Comics) e o autor de livros de fantasia R.A. Salvatore. Isto é, Schilling convocou duas feras dos seus ramos para criar um título ambientado em um mundo de fantasia medieval.

Enquanto não foi possível pegar o controle e jogar, uma demonstração do jogo em seu estado alfa – isto é, sujeito a errinhos aqui e ali – foi realizada por um executivo da Big Huge Games, parceira da 38 Studios no projeto. Mais profissionais ligados ao gênero RPG, como Ken Rolston (Paranoia), também fazem parte desta equipe criada do zero para tornar Reckoning uma realidade.

Kingdoms of Amalur: Reckoning

Parecido, mas diferente

O jogador começa a aventura criando seu personagem: é possível escolher entre quatro raças diferentes (Almain, Varani, Ljosalfar, Dokkalfar), escolher uma das cinco divindades protetoras, o visual de personagem (a quantidade de ajuste fino remete a The Elder Scrolls IV: Oblivion, com rostos, tatuagens e cabelos variados) e uma profissão (incluindo os onipresentes guerreiro, ladrão e mago).

A demonstração começa no Well of Souls, com seu herói despertando em meio a pilhas e pilhas de corpos – segundo o representante da BHG, um elemento importante da trama é saber a razão do renascimento de seu personagem. Provavelmente tem a ver com a era de Arcana, o renascimento da magia em Amalur, mas isso é um chute – se é bem dado ou não, só o tempo dirá – em cima de algo mencionado pelo executivo.

Após uma breve introdução aos controles, o personagem ganha seu primeiro kit de itens e está pronto para a aventura.

Complicar pra quê?

O sistema de combate parece beber da escolinha de Fable, usando poucos botões para a pancadaria. Na verdade, apenas um para desferir os golpes – querendo evitar sequências de botões longas e complicadas, o jogo oferecerá um esquema que depende mais do timing entre os golpes para definir como será o ataque da vez.

Também há maneiras de aparar as investidas inimigas com sua arma ou escudo. Os ataques fulminantes usam os bons e velhos quick-time events, com direito a tomadas dramáticas de câmera no estilo que McFarlane fazia nos quadrinhos. O herói no ar, lentamente indo na direção do inimigo, arma em punho – e um indicador cheio de runas no canto da tela, indicando qual botão batucar no controle para detonar o infeliz.

Para fãs de jogos como Diablo, uma boa notícia: a desenvolvedora promete uma quantidade bem grande de armas, armaduras e itens para equipar seu personagem no decorrer da aventura. Se você curte modificar seus equipamentos com pedras mágicas e preciosas, bingo: isto também está garantido. Pode ficar tranquilo, sua novíssima espada de fogo +1 vai combinar direitinho com a armadura de mithril.

Kingdoms of Amalur: Reckoning

Cortesia da Câmara de Turismo de Amalur

Rodando em um motor gráfico próprio, Reckoning tem um visual coloridão que remete a Fable e World of Warcraft – mas não se deixe enganar pelas cores fortes, pois o jogo é sangrento na medida certa. A conclusão a que se chega é que grande parte dos aspectos mais bacanas dos gêneros ação e RPG foram considerados para a criação do título inaugural da 38 Studios.

Pelo visto, mesmo os fãs mais cansados do gênero fantasia têm motivo de sobra para dar aquela conferida em Kingdoms of Amalur: Reckoning no ano que vem.

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Autor: Pedro Giglio Tags: , , , , , , , , , ,

1 comentário | Comentar

  1. 1 Fábio Alves 19/04/2011 9:38

    Não sei qual será o tema de ‘Kingdoms of Amalur’, mas sinto falta de RPGs mais leves e menos violentos.
    Ok, adoro Dragon Age e sou um dos maiores fãs de Mass Effect… mas nem sempre quero ter decisões complexas nas minhas mãos…

    as vezes, tudo o que se quer é apertar botões.

    aah. ótimo preview =D

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