Mas e a palestra do presidente da Nintendo, hein?

O presidente da Nintendo, Satoru Iwata, foi uma das grandes figuras da GDC 2011
por Henrique Sampaio e Pedro Giglio, enviados especiais a San Francisco
Aconteceu, nesta quarta-feira (03) durante a GDC 2011, a palestra do presidente da Nintendo Satoru Iwata. Mostrando novidades que vão desde o novo Super Mario e Zelda: Ocarina of Time 3D para o novo portátil 3DS.
Você já conferiu de perto todas as novidades que da palestra aqui no blog de cobertura do Arena, mas o que você não leu ainda foi a opinião pessoal dos nossos correspondentes especiais Henrique Sampaio e Pedro Giglio sobre a grande apresentação da Nintendo, já que o relato pessoal sempre traz alguns detalhes que acabam passando batido durante a cobertura “pesada”. Confira abaixo um bate-papo entre os dois repórteres.
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Pedro Giglio: Vou te contar que estou pra ver dia mais disputado do que esse, hein. E nem me fale do iPad 2.
Henrique Sampaio: A sorte é que tínhamos acesso para a área VIP, então pudemos ver tudo de perto
Iwata realmente é um ícone altamente respeitado pelo público, ainda mais da GDC, composto principalmente por game designers, não acha?
PG: É aquilo, né? Dos presidentes das fabricantes de console, ele é o único que tem um histórico de game design, trabalhou na HAL e tudo mais. Já viveu isso na pele.
HS: Talvez por isso que ele, (Shigeru) Miyamoto e tantos nomes importantes da Nintendo serem desta velha guarda de desenvolvedores, possuem uma visão muito mais ampla de mercado e indústria. Afinal, eles acompanharam toda a evolução da coisa. Equipes aumentaram, jogos ficaram mais caros, novos paradigmas foram estabelecidos. Tanto que o mercado hoje é completamente diferente daquele de 10, 15 anos atrás.

Presidente da Nintendo América, Reggie Fils-Aime, também esteve presente
PG: E é até engraçado falar de novos paradigmas e ver gente tratando certos jogos como “sociais” enquanto a Nintendo mesmo já faz jogos com este apelo desde… Bem, desde sempre. Ora, se até o Pong vinha com dois controles, né? E ele citou o Spacewar, vovô dos videogames e igualmente multiplayer.
HS: Como o próprio Iwata disse, jogos de rede social e jogos sociais são coisas diferentes. De qualquer forma, é impossível ignorar a tendência do mercado: jogos casuais, integração com redes sociais, conectividade. A Nintendo está de olhos bem abertos para tudo isso, pois é o que as pessoas querem hoje em dia, em nossa era dos gadgets. O 3DS promete trazer tudo isso, mas o foco, segundo Iwata, será o conteúdo, não é?
PG: A gente já sabe de tantos jogos pro aparelho – e apesar de não ser surpresa, revelarem um novo Mario para ele é bacana – tem todo o negócio que o Reggie (Fils-Aime, presidente da Nintendo America) estava comentando sobre incluir suporte a Netflix e um canal de vídeos selecionados por eles. Tomara que os boatos estejam certos e a Neflix chegue ao Brasil neste ano, né?
HS: Cara, Mario em 3D vai ser revolucionário! Os jogos do Mario abusam do conceito de espaço virtual, agora imagine jogar isso em 3D? E fora o Netflix e o lance de poder baixar trailers de filmes em 3D de graça, o 3DS terá DSiWare, remasterização de jogos clássicos em 3D, browser… Enfim, conteúdo não vai faltar. Mas me diga, o que achou do novo trailer do Zelda?
PG: Que trailer mais maneiro! É bom que o lançamento não passe deste ano, ou eles vão passar vergonha. 25 anos de Zelda, né? Uma coisa que curti é que ficou bem claro o quanto eles demonstram que tem que ser com MotionPlus mesmo, tipo aquele puzzle com a chave tridimensional. Pra mim, é o papo que ele disse de “must-have“: quem tem Wii tem que ter esse.
HS: Uma das questões levantadas pelo Iwata que eu mais gostei foi sobre a avalanche de jogos muito baratos ou mesmo gratuitos, que acabam desequilibrando ou dividindo o mercado. Afinal, será que no futuro continuaremos comprando jogos de US$ 50, US$ 60 com tantos joguinhos a menos de US$ 1 por aí?
PG: Isso sem contar que pode rolar aquela diluída na vontade de inovar, vai ter quem queira fazer o próximo Angry Birds, essas coisas. Acho que tem que ter espaço pra tudo, mas sem precisar que o mercado dite como os jogos devem ser feitos. Quase chorei com aquele slide do Adel Chaveleh, da Time Gate Studios.
HS: E como era mesmo?
PG: “Sempre temos um conceito de jogo com o qual estamos muito empolgados, e então o avaliamos como uma oportunidade de negócios… A abordagem inversa – identificar uma tendência quente e depois decidir como capitalizar em cima dela – é uma proposição assustadora”.
HS: E pensar que a indústria anda se movendo desta forma atualmente é um pouco desanimador. Mas se eu bem conheço a Nintendo, o 3DS será uma plataforma inovadora como o próprio DS ou o Wii foram. Novidades não faltarão.
PG: Boto fé também, março está logo ali. Pena que o eShop só em maio, mas tudo bem…
HS: Ah, até que ele chegue, temos muito o que jogar!
PG: Isso aí. E por falar em jogar, hora de cair dentro da programação de hoje.
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