Spec Ops: The Line não é muita areia para seu caminhãozinho
No terceiro dia da E3 2010 pude assistir a uma apresentação de Spec Ops: The Line no estande da 2K Games.
Assim como XCOM, também da 2K Games, Spec Ops é uma franquia antiga que está sendo ressuscitada somente em nome para dar um empurrãozinho no hype. The Line é um jogo de tiro em terceira pessoa que se passa em Dubai num futuro próximo onde uma tempestade de areia devastou a cidade e só restam por lá facções militares e para-militares que lutam pela dominação do território.
O grande diferencial do jogo, diz a 2K, é a areia. Isso mesmo, por causa da tempestade que a destruiu, Dubai está cheia com “milhares de toneladas” de areia que pode inundar lugares, criar novos trajetos e soterrar pessoas. Mas o que vi foi bem diferente, o tal poder que a areia tem de modificar o mundo ao seu redor é bem limitado. O que vi foram momentos de ‘atire aqui pra que a areia faça aquela coisa que precisa acontecer para você seguir em frente’. A areia é só um meio esteticamente diferente para entregar a mesma experiência de sempre, um gimmick du jour.

Capitão Martin Walker está lutando para sobreviver em Dubai, mas até olha para a câmera na hora do screenshot.
Em Spec Ops: The Line você controla o Capitão Martin Walker, do exército americano, que com dois de seus homens procura o Coronel John Konrad. O que antes parecia um sequestro é na verdade um plano maior no qual o próprio Konrad está envolvido. Esta é a reviravolta da trama e a 2K soltou assim mesmo, bem antes do jogo sair e sem cerimônia. É como se o pôster de Psicose tivesse mesmo (como já dizia uma piada) a frase “Ele era sua própria mãe” bem acima do título.
A estrutura é extremamente familiar e idêntica a outros jogos de tiro em primeira pessoa: tiros, parada para conversar e de vez em quando uma escolha binária. De todo o demo bem genérico que vi, o que mais ficou na minha cabeça o chute violento que o personagem deu em um inimigo enquanto pulava por cima de uma mureta que tinha lhe servido de cobertura. Greg Kasavin, produtor do jogo, me disse que o jogo está repleto de ataques assim e que eles irão ficar mais brutais com o decorrer da história, já que o stress e a tensão só aumentam.

Greg Kasavin ficou conhecido no mercado de games ao trabalhar quase 11 como editor do site Gamespot. (Crédito: Gus Lanzetta)
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2 comentários | Comentar
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2 paparazzi 13/12/2010 4:08
zero 1 jogo q nem lanço, legal!!
1 Renato 11/08/2010 13:30
Esse jogo é muito bom mais não é muito grande !
E é muito facil eu zerei ele em 3 dias !.