Mafia II é jogo para quem quer bandidagem sem inovação
Durante a E3, mesmo com hora marcada para ver jogos que não estão no show floor, é difícil de se ter mais de 5 ou, no máximo, 10 minutos para jogar e aproveitar o título que você está experimentando. Por isso fiquei muito feliz quando, ao me apresentar para ver Mafia II no estande da 2K Games, fui direcionado à uma área com vários Xbox 360, cadeiras e um demo bem longo (para padrões de E3) do jogo.
Comecei o demo na modesta casa de Vito Scaletta, um ex-soldado que lutou na Segunda Guerra Mundial, novato na carreira de gangster e protagonista de Mafia II. Era possível interagir com alguns objetos da sala e da cozinha, algo que sempre me lembra de Duke Nukem e me tira um pouco do jogo, isso porque essas interações nunca parecem ter valor para o jogo ou jogador, sem contar que muitas vezes elas podem quebrar o clima da história. Este é um mal do qual quase todo jogo sofre: quanto mais liberdade, mais dissonância entre o que você faz e o que o personagem faz/faria.
Enquanto um noticiário passava na TV, Scaletta recebeu um telefonema de um ítalo-americano bem autoritário demandando sua presença na casa de um bandido cujo nome me escapa. Para sair de casa foi simples: me dirigi à garagem da casa do protagonista e escolhi um dos vários carros que podia selecionar, muitos mais do que caberiam na morada do ex-combatente.
Me comportar enquanto motorizado nas ruas de Empire Bay (cidade fictícia que mistura Nova Iorque e São Francisco) foi muito mais fácil que eu imaginei, isso porque eu podia ligar um limitador de velocidade. Com este mecanismo, não importa o quanto você afunde o gatilho do seu controle, seu carro nunca irá passar do limite de velocidade e assim, não chamar a atenção da polícia. Mesmo com essa ajudinha, guiar um carro da primeira metade do século não foi fácil e eu acabei amassando meu bólido todo, deve ser uma questão de hábito.

A partir da última semana de agosto, quando o jogo chega às lojas, você poderá participar de tiroteios de época.
Assim que cheguei na frente do apartamento ao qual me destinava, uma cut scene estabeleceu algum tipo de conflito daqueles que gângsters (especialmente os de videogame) têm o tempo inteiro. Fade out, fade in e lá estava meu personagem com uma metralhadora presa na janela, fiz o que qualquer jogador levemente experiente faria e sentei o dedo no gatilho explodindo dois carros e matando uns três ou quatro mafiosos que tiveram a pachorra de disparar em minha direção.
Resolvido o empecilho destes atiradores, encontramos mais uns engravatados que tinham sérios problemas com a minha existência e conseguiram me mandar de volta para cena da “metranca” na janela umas duas vezes, mas eu peguei o jeito dos tiros virtuais de Mafia II e despachei todos em minha frente.

A experiência de guerra no currículo de Vito Scaletta pesou na sua contratação pelos mafiosos de Empire Bay.
Viemos, eu e meus dois comparsas virtuais, a participar dum tiroteio dentro de uma destilaria onde conseguimos o que o jogo queria: matamos um gordinho que andava informando quem não devia dos negócios de nosso chefão. Mas quem achava que a missão havia acabado (como eu achava) se engana. Ainda havia um parceiro ferido para ser carregado lentamente pelo meu companheiro mais “fortinho”.
Enquanto o baleado bandido berrava no colo do gordinho caladão, eu sofria tendo que extinguir um bando novinho em folha de capangas antagonistas à minha pessoa virtual. Sofri um pouco, voltei ao checkpoint um par de vezes, mas cheguei à saída do prédio, ao fim da missão e do demo.
Levei uns vinte minutos nessa aventura e não pude explorar a cidade, mas o que pude ver me deixou com a impressão de que Mafia II é um jogo open world com história e missões criminosas que não desvia muito da fórmula que tanto se vê nos consoles de hoje. Os controles também reafirmam essa ideia para mim, já que nada me pareceu ser mais do que competente, tanto nesse quesito quanto na história no visual.
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1 comentário | Comentar
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1 Jones 28/06/2010 17:28
Po, mt lk!! Keria ta la pra ver!!!