Competição entre mãe e filha é foco de novo texto de Célia Forte
Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)
Que o mito de Édipo é muito anterior à tragédia de Sófocles (sec.V A.C.) todo mundo sabe. Quem conhece o Livro Tibetano dos Mortos que, acredita-se, antecede a Cristo por quatro mil anos também o encontra lá, vindo de tradição oral. O complexo de Édipo está em todo lugar, até na maravilhosa peça Ciranda, de Célia Forte, recém estreada no Teatro Eva Hertz (em cartaz de sexta a domingo).
O foco, no caso, é a competição entre mãe e filha, como quase sempre ocorre entre progenitores e filhos do mesmo sexo. Quando filho ou filha tem afinidade maior com progenitores do mesmo sexo deles, a rivalidade pode mudar a situação. Não é o caso de Ciranda.
Difícil não se identificar com a mãe (Tânia Bondezan), uma hippie, e não se lembrar de uma filha (Daniela Galli), mesmo que não seja tão perua quanto a personagem.
Na segunda parte, elas se transformam em uma mãe mais normal, e numa filha mais hippie do que a falecida avó.
As duas dão um verdadeiro show de interpretação o tempo todo, dirigidas com a competência de sempre de José Possi Neto.
Só esses acertos já seriam motivos para se apressar em assistir, mas há muitos mais. Leia mais »


