Resenha: Ao Caio, com carinho
Luis Fabiano Teixeira, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)
Pouco antes de morrer, em 1996, alguns amigos presentearam o escritor Caio Fernando Abreu com um computador portátil. Ele ficou fascinado com o presente – uma novidade na época –, mas talvez não imaginasse que, tempos depois, a sua obra seria amplamente divulgada ali.
Muitos textos do escritor se multiplicam, todos os dias, nas principais redes sociais e blogs, numa velocidade estonteante. Fenômeno parecido, guardada as devidas proporções, só mesmo o da escritora Clarice Lispector, por quem Caio nunca escondeu ser bastante influenciado. Ela o chamava de “nosso Quixote”, numa referência à sua indisfarçável magreza.
Informações como esta estão no livro “Para Sempre Teu, Caio F.”, da jornalista Paula Dip, uma das grandes amigas dele e para quem ele dedicou um dos contos do livro “Morangos Mofados” (1982). Embora seja uma “biografia afetiva”, um testemunho da amizade dos dois, é a primeira vez que se revela a intimidade do escritor dessa maneira. E só por isso já valeria a pena. Leia mais »







