Washington | Carta-bomba, por André Rizek
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17/12/2008 - 15:35

Uma roubada e um golaço

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O São Paulo já trouxe quatro jogadores. Wagner Diniz é uma ótima aposta para um time que joga com três zagueiros (e portanto com alas) e até hoje não conseguiu encontrar substitutos para Ilsinho e Souza – Joílson terminou bem o Brasileiro, mas não agarrou a posição em nenhum momento, tanto que Zé Luis era o (bom) titular do setor. Eduardo Costa é um bom reforço (discordo do mestre Alberto Helena Jr., que vê nele um retrocesso, o chamado “brucutu”), mas não é para estourar rojão. Renato Silva será apenas reserva do reserva (Anderson). E aí tem o Washington…

Quem acompanha o blog ou o Arena Sportv sabe que considero o cara um baita centroavante, embora eu esperasse mais dele este ano. O leitor há de perguntar: esperar mais de quem fez gols fundamentais para o Flu chegar à final da Libertadores, e que terminou como artilheiro do Brasileirão? Sim, esperava mais. Bem mais. Washington também perdeu muitos gols, em um time que jogava em sua função, e mostrou um nervosismo pouco habitual quando esteve de frente pro crime. Mas, repito, é um baita centroavante.

Se formos comparar com Borges e Dagoberto, ouso dizer que a atual dupla de ataque do Tricolor merece ser mantida no time titular quando 2009 começar, pelo que os dois jogaram na reta final — é claro que depende de como Muricy pretender armar o time ano que vem. Mas faltava ao São Paulo um centroavante mais forte, que jogue com o corpo, que dê trombada. E em uma Libertadores, com adversários tão diferentes a cada jogo, em uma competição na qual você sempre precisa ter várias alternativas (como a bola parada ou alçada na área, justamente o que eliminou o São Paulo ano passado…), a chegada de Washington é muito bem vinda para o Tricolor. E para Rogério Ceni, que de novo teve uma pequena participação na contratação. Assim como havia feito com o Aloísio, o capitão tricolor deu sua “chancela” para o clube trazer o camisa 9, nas conversas que mantém com o chefe Muricy e os cartolas. Ceni sabe das coisas…

Muricy que se vire para usar estes três atacantes ao longo do ano.

Agora, a roubada: Carlos Alberto. Ele negocia com o Flamengo e o vice de futebol rubro-negro, Kleber Leite, até conversou com um psicólogo nesta semana, sobre o problema de transtorno bipolar do qual sofre o jogador. Diz, animado, que isso não seria problema para tê-lo Gávea.

Sou leigo em psicologia, mas acho incrível como as pessoas tratam Carlos Alberto como “um grande jogador”, apenas com a ressalva de seu comportamento. Vejo por outro lado. O problema do Carlos Alberto é que, simplesmente, ele não é tão bom quanto muita gente ainda acredita que ela seja. Simples assim. Se trouxer o jogador, o Flamengo vai cair em uma roubada (na minha opinião). E não será por causa do cabeça dele, mas por causa dos pés mesmo. Carlos Alberto, o jogador, nunca me enganou…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Flamengo, São Paulo Tags: ,
04/11/2008 - 18:02

Um retrato do Fluminense

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“Se o Vasco jogar sempre assim, escapa do rebaixamento”.

É o que mais tenho ouvido (de torcedores) a respeito do clássico carioca do último domingo, quando o Vasco bateu o Fluminense por 1 x 0.

Pois eu digo que se o Vasco tem jogado assim faz tempo: mal. Ganhou porque aconteceram dessas coisas malucas do futebol. O Tricolor dominou completamente a partida. Mas este tem sido o retrato do Fluminense: o time envolve seus rivais. E perde gols incríveis na cara do gol. Depois faz caras e bocas de desespero.

Quando Washington chegou, escrevi aqui e disse no Arena que se tratava da grande contratação do ano no futebol brasileiro. Errei feio.

Ainda considero Washington um grande jogador. Mais do que isso. Um profissional e tanto. Veste para valer as camisas por onde passa. Dá para ver na cara dele que está sofrendo com esta situação do Fluminense. Mas ele é, também, um dos grandes responsáveis por ela…

Porque o Fluminense joga em função de seu matador. Se ele não põe para dentro (por mais que faça bem o pivô e crie boas chances lá na frente), o time desaba, fica sem sentido.

Washington é hoje o retrato do Fluminense. Um time que chega na cara do gol. Mas não machuca ninguém…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Brasileirão, Fluminense Tags: ,
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