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16/01/2009 - 10:19

A grande aposta do São Paulo

Quem acompanha Placar (e o noticiário do São Paulo, de uma maneira em geral) já ouviu falar do Oscar. O garoto é de 1991 e completa 18 anos em setembro. Veste a camisa 10 do time na Copa São Paulo (fez o primeiro gol contra o Juventus, quinta-feira) e já vinha aparecendo, discretamente, no time profissional (no banco em alguns jogos).

Muricy almoçou com o pessoal da redação quinta-feira. Papo agradável. E falou bastante da aposta que faz no garoto. “Jogador diferente” é a definição que ele usa para Oscar. Por isso, tem levado o jogador sempre que pode para os treinos e a concentração dos profissionais. É para ele não sentir o peso quando tiver que segurar o rojão, de fato, no time de cima.

Oscar tem 1m79 e apenas 66 quilos. Tem uma alimentação diferente da dos demais jogadores e faz um trabalho muscular e toma suplementos para poder crescer. Segundo comenta-se no clube, os resultados vão começar a ser notados no segundo semestre, quando os hormônios masculinos do rapaz estarão prontos para “bombar o corpo” do jogador.

Quem assiste aos jogos da Copinha nota que o São Paulo tem um setor ofensivo bastante promissor nas suas categorias de base. Mas Oscar, pela inteligência com que joga, realmente se destaca. É o Muricy quem está dizendo… O técnico, desconfiado, sabidamente não confia muito nos reservas, tampouco nos garotos que tinha à disposição em 2008. Se está (finalmente) encantando com um júnior, é para assistirmos ao Oscar com atenção na Copinha.

Autor: André Rizek - Categoria(s): São Paulo Tags: ,
12/11/2008 - 12:26

O Muricy da Seleção

Júlio César, Maicon, Lúcio, Miranda e Juan; Hernanes, Ramires, Kaká e Alex; Robinho e Luís Fabiano.

A escalação da “Seleção de Muricy”, revelada ontem pelo amigo Alberto Helena Júnior em seu blog, mostra uma coisa muito clareza: o técnico é, acima de tudo, um competitivo!

Explico. Com essa onda de que Muricy vai ser o técnico da seleção em 2009 (eu duvido, porque “seria uma confissão de que Ricardo Teixeira errou – e ele é muito orgulhoso para isso”, me disse um amigo do cartola) começam especulações, naturais, sobre como seria o comandante à frente do escrete nacional. “Mas ele vai jogar com três zagueiros?”, dizem alguns. “Seleção tem que dar espetáculo, e para o Muricy espetáculo é coisa de Teatro Municipal, isso não dar certo”, falam outros.

O (ótimo) post do Helena confirma aquilo que eu sempre pensei sobre Muricy. Por que ele joga com três zagueiros e na base da força neste São Paulo? Porque é a maneira de este time, com os jogadores que tem, ser mais competitivo. O São Paulo tem um goleiro especial na saída de bola, os melhores beques do país (há algum tempo), alas espertos e atacantes que mordem a saída de bola. Não tem meia-armador. Então o São Paulo joga de acordo com o que tem.

Qual seria maneira de a Seleção ser mais competitiva? Não seria apostando nos nossos beques (por melhores que eles sejam), tampouco nos alas, tampouco no poder de marcação de nossos atacantes. A maneira de a Seleção ser mais competitiva, na comparação com nossos rivais, é apostando no talento do Kaká, na ressurreição de Ronaldinho e Robinho, em volantes talentosos como Hernanes e Ramires (até que enfim um técnico enxerga isso!)…

Muricy é, acima de tudo, um sujeito esperto e competitivo. Tenho curiosidade e simpatia pela idéia de vê-lo na Seleção. Pena que não acredito muito que isso vá acontecer…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Seleção Tags:
21/10/2008 - 17:10

Muricy e os novos Zicos

Em um papo para lá de agradável no Arena Sportv desta terça-feira, Muricy falou sobre o chamado “futebol de hoje”. Disse que atualmente não temos mais um Zico, um Rivellino. Não é que a gente não tenha, exatamente… É que o craque, hoje, está diferente.

Esqueça que, há dois anos, ainda tínhamos Zidane em atividade (alguém duvida que ele é um dos maiores camisas 10 da história?), um Ronaldo (idem, para a camisa 9). Esqueça também que hoje há um jogador como Messi, capaz de lances mágicos, lances como “antigamente”. Fiquemos no que, hoje em dia, são os novos craques.

Quem não acha graça em ver a objetividade genial de Kaká, o comando de Gerard, o dinamismo do Lampard, a eficiência de um Fábregas ou a versatilidade de um Hernanes, de um Ramires, simplesmente não vai gostar de assistir futebol. E vai ficar com esse papo chato de que “antigamente blá, blá, blá”.

É simples assim. O tempo vai passando e as coisas mudam. Não é que o futebol de hoje tenha perdido os craques e esteja chato. O futebol simplesmente mudou e, com ele, o craque também mudou. A magia mudou.

É assim que vejo, sem frescura, a interminável discussão sobre o futebol de ontem e de hoje. E vocês?

Autor: André Rizek - Categoria(s): Arena Sportv Tags: , , , ,
09/10/2008 - 23:53

Muricy e o espetáculo dos 3 pontos

“Quer espetáculo, vai ao teatro municipal. Torcedor não quer saber de espetáculo em final do campeonato. Agora é guerra”.

Muricy respondeu à clássica pergunta sobre um São Paulo que não dá show, mas está chegando, logo depois de mais 3 pontos somados contra o Náutico. Perguntaram se, como torcedor, ele estaria satisfeito com a partida. Acrescento outra pergunta: e quem está dando espetáculo?

A gente cobra o São Paulo como se ele fosse muito melhor que os outros. A gente cobra uma camisa…. O São Paulo é bem parecido com os times que hoje disputam o título: Grêmio, Palmeiras, Cruzeiro, Flamengo. Tudo igual. Ninguém dá espetáculo.

Entendo quem, como o amigo Marco Antônio, do Arena Sportv, quer assistir a um jogo como quem vai ao teatro municipal. Mas eu fico ao lado do Muricy nessa. Para o torcedor, espetáculo em final de campeonato é ganhar. A arma do São Paulo é esta: estar jogando como em uma final de campeonato há algum tempo.

Futebol é tão extraordinário que permite visões completamente diferentes sobre ele. Não existe a certa…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Brasileirão, São Paulo Tags:
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