Vai reclamar do quê?
É reconfortante voltar do descanso de fim de ano, abrir os jornais e ver que, mesmo isolado do mundo por uma semana, não perdi quase nada de novo. Pelo menos no futebol paulista.
Ronaldo continua gordinho.
E parte da torcida do Palmeiras, na forma de sua maior “organizada”, a Mancha Verde, continua atrapalhando (bastante) a vida do time.
Leio que hoje tem protesto da “torcida” na reapresentação do elenco.
O time, que foi quarto lugar no Brasileiro, contratou seis jogadores. Vejamos:
Danilo, zagueiro do Atlético-PR, é mau negócio. Ele é lento e descoordenado, na minha opinião… E não entendo como tem gente que gosta dele. Mas seu colega de posição Maurício, do Coritiba, é boa pedida. É um beque firme.
Os meias Willians e Marquinhos, que chegam do Vitória, são grandes promessas.
Cleiton Xavier fez um belo Brasileiro e tem tudo para cair como uma luva no meio-campo verde, ao lado do Diego Souza.
Não conheço o lateral-esquerdo colombiano Pablo Armero, ex-América de Cali. Mas Keirrison, do Coritiba, ao que tudo indica, está mesmo chegando, segundo me lembra o atento Gian Oddi, editor de esportes aqui do iG. Keirrison é mais jogador que Kleber, por exemplo. Keirrison pode se tornar um dos maiores atacantes do futebol brasileiro em muito pouco tempo. É nossa grande promessa da posição hoje em dia.
Se chegar mais um lateral-direito (Vitor do Goiás?), um zagueiro nível A (falavam em Edu Dracena no fim de 2008) e um volante melhor que Pierre e Sandro Silva para disputar a Libertadores (Eduardo Costa, comprado pelo São Paulo, teria sido uma boa pedida…), o Palmeiras terá um timaço. E até onde se sabe a parceira Traffic ainda busca jogadores para estas posições.
Então fica a pergunta: estão reclamando do quê na tal “torcida organizada”?
Sempre desconfio desses protestos “organizados”. Só acredito mesmo em vaias e coros espontâneos de torcedor comum, desses que surgem de repente nos estádios e vão ganhando corpo. O resto é balela.
Ainda mais quando o clube vive um conturbado momento político e tem muita gente com interesse de ver a casa pegando fogo lá dentro, na linha do quanto pior melhor.
