25/11/2008 - 14:50
Já faz algum tempo que venho escrevendo: a diretoria do Palmeiras não anda lá muito satisfeita com Vanderlei Luxemburgo. Dizem alguns cartolas (são os cartolas que dizem, não eu) que Luxemburgo não estaria se dedicando ao clube como eles gostariam. Agora, Luxemburgo solta que está “triste” no clube e ameaça ir embora ano que vem.
Nem o técnico, nem os dirigentes estão muito a fim de continuar o casamento ano que vem. Mas existe uma multa rescisória no meio do caminho… A qual nenhuma das partes, obviamente, quer assinar e pagar.
É isso o que está acontecendo. Embora, diante dos microfones, o pessoal do Palmeiras fale que deseja manter o treinador ano que vem.
Parece ser questão de tempo para haver um acordo. E Luxemburgo – e Palmeiras – respirarem novos ares ano que vem. O nome de Paulo Autuori (aqui é opinião, não informação), mais uma vez, deve entrar na pauta de um clube brasileiro no começo de temporado.
Autor: André Rizek - Categoria(s): Palmeiras
Tags: Luxemburgo
16/11/2008 - 22:52
O São Paulo ganhar de um Figueirense com cinco desfalques diante de 60 mil pessoas no Morumbi: nenhuma novidade.
O Cruzeiro, pior visitante no G5, perder fora de casa: ninguém fica surpreso.
O Grêmio não dar show, mas fazer o seu dever de casa contra o Coritiba: era o script…
O Palmeiras perder do Flamengo no Rio: tudo certo.
Não seria nessa semana, com os jogos que tínhamos na rodada, que a briga pelo título iria sair de São Paulo e Grêmio. Não houve nenhum resultado surpreendente (não para quem acompanha minimamente os clubes do G5).
A notícia da rodada é, pela segunda semana consecutiva, a crise no Palmeiras. Costumo usar a palavra em negrito com parcimônia. Mas a pergunta que fica no Palestra Itália é: onde isso vai parar? (não por acaso, esta é a manchete do Jornal Placar desta segunda-feira, veja em www.placar.com.br).
O time vem se arrastando em campo há pelo menos um mês (e a vitória contra o Santos, há três rodadas, apenas mascarou isso). Na semana passada, demorou três dias para resolver a lenga-lenga (chatíssima e cujo final já era anunciado) entre Marcos e Luxemburgo. Daí, vieram as notícias do descontentamento da diretoria com o trabalho e a postura do treinador. Depois, essa coisa lamentável entre o técnico e alguns torcedores ditos organizados no aeroporto de Congonhos. Culmina com essa imagem grotesca, do Luxa de tipóia na partida com o Flamengo, depois de perder um treino do time por ter se machucado no tumulto.
Mas isso não é nada diante da atuação dos volantes e da defesa contra o Flamengo. Roque Júnior parecia uma figura de showbol correndo atrás de profissionais. Foi ridículo. Ainda mais porque Ibson e Kléberson jogaram uma barbaridade — talvez a maior atuação de um jogador (pode colocar os dois nessa) em todo o Brasileiro.
O Palmeiras saiu do G4.
Só não dá para cravar que a curva é para baixo e sem saída para cima, porque a próxima rodada é amiga. O time paulista pega o Ipatinga em casa (que já empatou com o São Paulo no Morumbi, mas é o Ipatinga…), enquanto Cruzeiro e Flamengo se enfrentam. Não tem como não voltar à zona da Libertadores. Mas não sabemos se o Palmeiras vai espantar a crise ou apenas jogá-la para debaixo do tapete. Mostrando só isso aí nos jogos, nada garante que o “Verdão” vai conseguir bater Vitória e Botafogo, não com a tal da mala preta no pedaço.
Onde isso vai parar, Palmeiras?
Autor: André Rizek - Categoria(s): Brasileirão, Palmeiras
Tags: Ibson, Kléberson, Luxemburgo, Roque Júnior
10/11/2008 - 12:14
Luxemburgo x Marcos
– Cobra-se Vanderlei Luxemburgo como se ele tivesse montado um elenco galáctico no Palmeiras. Fabinho Capixaba, Evandro, Jumar, Denílson, Jéci, Lenny… Cadê os galácticos? Luxemburgo sempre foi um mestre para dar tacadas certeiras em grandes astros, gastar dinheiro naqueles que jogadores que realmente valem a pena (Edílson, Edmundo, Zé Roberto etc). Nunca foi um mestre em montar elencos na linha do bom e barato. Pode-se até dizer que ele não foi bem ao garimpar “talentos” (baratos) como Fabinho Capixaba, Jumar, Denílson, Léo Lima, Jéci.Mas cobrá-lo como se tivesse gastado dinheiro em um super elenco no Palmeiras-Traffic, aí já é demais. O Palmeiras perdeu do Grêmio sem Diego Souza e Kleber. Peguem a escalação do time sem Diego Souza e Kleber…
– Marcos falhou no gol do Grêmio? Sinceramente esta é uma questão menor diante do que aconteceu no jogo. Deu a louca no Marcão! Tenho certeza de que ele não faz por “mal” (como fazia Ronaldo e agora faz Felipe no Corinthians), mas ir ao ataque daquele jeito maluco e kamikaze aos 30 do segundo tempo passa a imagem de que os outros 10, os caras da linha, são um bando de fracotes, incapazes de furar a rede adversária. E por isso o técnico (e os colegas dele) estão incomodados com a situação. Duvido que isso vá ser uma crise tão grande. Luxemburgo é o grande responsável pelo resgate do goleiro no Palmeiras. Por mais que o Marcos não morra de amores pelo treinador, não é do tipo que vai para o confronto… Luxemburgo também não é mais aquela mala de sempre arranjar problema com o astro do time. Isso tem cara de pizza, no bom sentido.
– Mas, enfim, Marcos falhou no gol? Difícil não culpar o goleiro por uma bola como essa. Mas bem pior do que ele foi a zaga, que de novo bobeou na jogada aérea — quando a bola passa já é um pouco tarde para o camisa 12…
Autor: André Rizek - Categoria(s): Brasileirão, Palmeiras
Tags: Luxemburgo, Marcos
05/11/2008 - 21:44
Ligo a TV para assistir a Palmeiras x Argentinos Júniors e, surpresa, Vanderlei Luxemburgo está comentando a partida na Rede Globo, ao lado do Falcão!
Como todo mundo já sabia, o técnico sequer viajou para o Argentina. Ficou em São Paulo treinando o time titular para o jogo de domingo, com o Grêmio, pelo Brasileirão.
São 24 do primeiro tempo e o comentarista Luxemburgo diz algo como “O Palmeiras está muito recuado e dá espaço demais para o Argentinos atacar”.
Não vou ser careta de cornetar a participação do Luxa na transmissão (aposto que está cheio de gente indignada com isso…). É um golaço da emissora, que conseguiu dar uma atração e tanto para um jogo meia-boca em horário nobre.
E, sinceramente, não faz diferença alguma no desempenho do time se o Luxa participa ou não da transmissão (teria feito diferença se ele tivesse ido ao país vizinho, com o time titular, se isso interessasse ao clube…)
O episódio é apenas mais uma amostra de quanto o Palmeiras (e qualquer time que esteja disputando o título brasileiro) fica “preocupado”, “tenso” com a Sul-Americana.
Depois dessa, por favor, não me peçam mais para levar a Sul-Americana a sério. Até em grama de campo society (dessas que a gente joga com o pessoal da firma) o Palmeiras jogou este ano! Que a Conmebol dê uma vaga na pré-Libertadores ao campeão. Enquanto isso não acontecer, essa competição vai ficar legal apenas quando o adversário for o Boca Juniors. Ou quando nossos clubes não tiverem mais nenhuma pretensão no Brasileirão.
Já são 41 do primeiro tempo. Chega de escrever. Está 2 x 0 para os gringos e a Sul-Americana acabou para o Verdão (um alívio, acredito). Vou me divertir com o Luxa…
Autor: André Rizek - Categoria(s): Palmeiras
Tags: Luxemburgo, Sul-Americana
19/10/2008 - 18:11
Muito mais que qualquer análise tática (inútil e chata depois de um jogaço como este), o empate entre Palmeiras e São Paulo revelou o que os dois times têm de melhor para mostrar – e por isso a partida foi tão boa.
O São Paulo confirmou. É o time dos grandes jogos, que não se intimida com nada, que cresce quando a parada é dura (e amolece quando o jogo é, teoricamente, mais fácil…). Abrir 2 x 0 contra o Palmeiras (e um Palmeiras jogando bem) é missão para um time cascudo, que nem vinha jogando bem neste campeonato, para ter tanta confiança.
O Palmeiras levou um gol logo no começo e teve Diego Souza (mal) expulso na seqüência. Nestas circunstâncias, o time (que já é montado de um jeito leve e ofensivo) ficou ainda mais “aberto”. O Palmeiras fez o que sabe de melhor: foi para cima. E, depois de perder muitos gols, empatou (merecidamente) o jogo.
Não vamos aqui falar de tática. Ela não teve nenhuma influência na partida. Podemos, isso sim, é cornetar o apitor Sálvio Espínola. É um sujeito correto. Mas é incrível como sempre prefere a opção menos corajosa. Expulsar Diego Souza e Borges logo no começo do jogo (sem nenhuma razão plausível) foi a maneira que ele encontrou para “controlar a partida”.
Os comentaristas de arbitragem adoram isso. Acham que o árbitro tem que “controlar o jogo”. Tem coisa nenhuma! Ele tem é que aplicar a regra. No caso, Sálvio inventou dois cartões vermelhos, logo no comecinho, para resolver um problema que era exclusivamente dele: um clássico explosivo, pronto para entrar em ebulição. O jogo transcorreu sem grandes traumas depois de sua atitude. Mas um juiz não pode fazer algo errado em nome de algo que seja, em tese, o correto. Essas expulsões me irritaram…
E agora os dois times ficam desfalcados para o próximo jogo.
LUXEMBURGO E OS REFUGOS
O técnico consegue tirar o melhor de jogadores medianos (como Leandro, que era uma bomba com Caio Júnior) e também transforma refugos em jogadores bem úteis. Neste último caso, porém, deu empate. O refugo Léo Lima fez um pênalti besta no primeiro tempo (só eu que não vejo este “volante todo” no Léo Lima???). Denílson mudou o placar com sua entrada na segunda etapa. Luxemburgo, técnico de mentalidade ofensiva, não gosta do Pierre. Prefere volantes que “saibam jogar”. Léo Lima sabe. Mas faz cada bobagem quando tem que marcar ou tocar a bola sem frescura para o lado… Na soma, sou (bem) mais o Pierre, ainda que isso signifique um time menos aberto.
ROGÉRIO CENI
Falhou em um dos gols, é verdade. Mas teve uma baita atuação no clássico. É inegável: o São Paulo é este time cascudo muito em função do seu capitão.
Autor: André Rizek - Categoria(s): Brasileirão, Palmeiras, São Paulo
Tags: Luxemburgo, Palmeiras x São Paulo
09/10/2008 - 10:41
Não vou dizer que o Palmeiras “apenas” empatou com o Figueirense. Nem é um resultado tão ruim, sendo um jogo fora de casa e contra um time que tinha a faca entre os dentes. O problema é que inventaram que o Palmeiras era máquina, que jamais deixaria a liderança, e teve gente que acreditou…
O Palmeiras é um time razoável e acima da média no Brasileirão. Seu maior barato nem é o futebol que joga. Mas o futebol que tenta jogar, de toque de bola, de privilegiar o ataque.
Isso tem a mão do Vanderlei Luxemburgo. Mas contra o Figueirense o melhor treinador do Brasileirão não ajudou tanto.
Não vou dizer que ele foi o culpado pelo time perder dois pontos. O time paulista criou mais chances de gol (inclusive depois das alterações que ele fez, Denílson e Evandro nos lugares de Elder Granja e Alex Mineir). Mas não colocou a bola para dentro. Este é exatamente o problema: se criou mais chances, teria tido mais possibilidade de marcar caso Alex Mineiro estivesse em campo. Esse é o tipo de jogador que não pode sair nunca. É o único matador do Palmeiras. É o único cara que, dentro da área, não perdoa.
E ele saiu para o Palmeiras apostar em Denílson aberto pela esquerda… Vamos falar a verdade. Denílson jogou bem contra o Atlético Mineiro, na última rodada? Tudo bem. Isso acontece uma vez a cada 200 partidas. Não dá para achar que o time vai ganhar velocidade contra um Figueirense fechadinho colocando o Denílson em campo, né?
Sei que parece fácil escrever tudo isso depois do jogo. Mas, acreditem ou não, meu comentário na hora das alterações, ao lado do amigo palmeirense Daniel Tozzi, foi um simples “bizarro”. Não foi culpa exclusivamente dele. Mas nem sempre o Luxa acerta…
E por falar em acertos dele, para a minha surpresa Roque Júnior fez uma bela partida. O zagueiro sabe se posicionar…
Autor: André Rizek - Categoria(s): Brasileirão, Palmeiras
Tags: Alex Mineiro, Luxemburgo, Roque Júnior
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