Diego Souza: uma decisão obscena
Não foi agressão, não foi “ato hostil”, não foi sequer falta. O juiz nada marcou na ocasião, diga-se de passagem. Sobrou um braço de Diego Souza no rosto do cruzeirense Fabrício. Machucou, mas é futebol… Acontece até na pelada da firma.
Mas na pelada da firma, graças a Deus, não tem procurador do Sensacional Tribunal de Justiça Desportiva (por enquanto, hein…). No Campeonato Brasileiro tem. E aí o super Paulo Schmidt, armado (com um bloquinho na mão) e perigoso, resolveu denunciar. Como pode alguém espirrar em campo sem o consentimento do glorioso STJD? Não devia ser permitido nem falar palavrão na preleção do vestiário, sem a permissão dessas pessoas tão importantes e iluminadas que são os membros do tribunal.
Paulo Schmidt tentou uma vez. O tribunal, aleluia, não deu bola e absolveu o jogador (quanta perda de tempo…). Mas o super-procurador recorreu (quanta perda de tempo…). Eles sempre recorrem. E, agora sim, está feita a lambança: depois de não sei quantas semanas, Diego Souza é finalmente suspenso por aquele lance (banal, de jogo) contra o Cruzeiro. Não vai jogar domingo, contra o Grêmio.
Genial!
Ainda bem que temos o STJD. Mas o Brasileirão está pequeno para ele… Vamos fazer uma campanha. A partir de agora, ninguém pode bater uma bolinha neste país sem a presença de um procurador do tribunal, armado com bloquinho na mão. Já pensaram como seria? “Fulano disse um palavrão, está fora da pelada semana que vem”.
Esse pessoal do tribunal precisa mesmo arranjar alguma coisa para fazer. Qualquer coisa, desde que parem com essa mania (irritante, obscena, indigna) de, ano após ano, quererem decidir o campeonato fora de campo. Sempre com decisões absurdas e sempre na reta final, quando as manchetes serão garantidas para o glorioso STJD. Quando eles serão “relevantes”.
Bando de malas! Deixem o Brasileirão em paz. Mais futebol, menos julgamento.
