Minha seleção do Brasileiro. E a sua?
Campeonato de pontos corridos, todo mundo sabe, é enduro de regularidade. Para fazer uma seleção do Brasileiro que seja 100% “justa”, é necessário ter um prêmio como a Bola de Prata de Placar, que analisa as notas dadas aos atletas em TODAS as partidas. No fim do campeonato, são escolhidos aqueles que têm a melhor média.
A atual seleção da Bola de Prata está com Rogério, Vitor (do Goiás), André Dias, Miranda e Juan; Ramires, Hernanes, Wagner e Alex; Dagoberto e Nilmar.
Mas nem toda seleção do campeonato precisa ser justa… Se tudo no futebol tivesse de ser justo e objetivo, nosso amado esporte seria uma chatice só!
Todo mundo tem a “sua seleção”. Ao contrário da Bola de Prata, nossas seleções são injustas porque, obviamente, ninguém (nem o amigo PVC…) consegue assistir com atenção a todos os jogos do campeonato. Fica na cabeça a imagem dos jogadores que decidiram as partidas mais importantes – e geralmente na reta final. É assim o prêmio da TV Globo, com voto dos jornalistas. São critérios diferentes.
A minha seleção do campeonato vai depender do próxima rodada. Porque, para mim, o goleiro gremista Victor jogou melhor (ao longo do campeonato) que Rogério. O são-paulino demorou para engrenar. Mas aí vem a reta final e ele faz miséria na partida decisiva contra o Vasco. Se Rogério garantir a vitória (e a taça) contra o Fluminense, talvez eu vote nele como goleiro do campeonato. Apesar de todo o “resto” de campeonato que fez o Victor (na minha opinião… longe da ciência da Bola de Prata).
Lateral-direito? Não tivemos nenhum grande destaque mesmo, além do ofensivo Vitor no segundo turno. Fico com ele. E com André Dias (o melhor beque que eu vi neste Brasileiro) e Miranda, pela reta final. Menção honrosa ao Thiago Silva. Na lateral-esquerda, Juan. Não teve concorrência.
Os volantes são incontestáveis: Hernanes e Ramires. Eles são, também, os melhores jogadores do campeonato, disparado. Prêmio dividido meio a meio (na Bola de Ouro da Placar, Rogério está levando…).
Meus meias são Tcheco e Alex e, vejam só, o capitão gremista, justo ele, jogador que prima pela regularidade, é “apenas” o quinto na Bola de Prata, atrás de Edno (da Lusa, que faz um belo Brasleiro), de Ibson, do próprio Alex e do Wagner, do Cruzeiro, que fez partidas brilhantes. Mas que sumiu nos momentos mais decisivos… Isso é algo mais difícil de ser captado na Bola de Prata.
Meus atacantes são Keirrison e Kleber Pereira. Mas faço menção honrosa (“honrosíssima”) a Borges e Dagoberto, que estão jogando demais, muito mesmo nesta reta final.
Keirrison também é a minha revelação do Brasileiro, seguido por Marquinhos, do Vitória, e Jean, do São Paulo.
E que o campeão Muricy me desculpe. Mas o grande treinador do Brasileiro chama-se Celso Roth. Fosse qualquer outro nome à frente do tricolor gaúcho e estariam dizendo que o homem fez milagre com um elenco bem limitado.
Então ficamos assim. Victor (ou Rogério, dependendo do que ele fizer domingo), Vitor, André Dias, Miranda e Juan; Hernandes, Ramires, Tcheco e Alex; Keirrison e Kleber Pereira. T: Celso Roth.
E a de vocês?
Autor: André Rizek - Categoria(s): Brasileirão Tags: Celso Roth