Palmeiras não é uma máquina
Não vou dizer que o Palmeiras “apenas” empatou com o Figueirense. Nem é um resultado tão ruim, sendo um jogo fora de casa e contra um time que tinha a faca entre os dentes. O problema é que inventaram que o Palmeiras era máquina, que jamais deixaria a liderança, e teve gente que acreditou…
O Palmeiras é um time razoável e acima da média no Brasileirão. Seu maior barato nem é o futebol que joga. Mas o futebol que tenta jogar, de toque de bola, de privilegiar o ataque.
Isso tem a mão do Vanderlei Luxemburgo. Mas contra o Figueirense o melhor treinador do Brasileirão não ajudou tanto.
Não vou dizer que ele foi o culpado pelo time perder dois pontos. O time paulista criou mais chances de gol (inclusive depois das alterações que ele fez, Denílson e Evandro nos lugares de Elder Granja e Alex Mineir). Mas não colocou a bola para dentro. Este é exatamente o problema: se criou mais chances, teria tido mais possibilidade de marcar caso Alex Mineiro estivesse em campo. Esse é o tipo de jogador que não pode sair nunca. É o único matador do Palmeiras. É o único cara que, dentro da área, não perdoa.
E ele saiu para o Palmeiras apostar em Denílson aberto pela esquerda… Vamos falar a verdade. Denílson jogou bem contra o Atlético Mineiro, na última rodada? Tudo bem. Isso acontece uma vez a cada 200 partidas. Não dá para achar que o time vai ganhar velocidade contra um Figueirense fechadinho colocando o Denílson em campo, né?
Sei que parece fácil escrever tudo isso depois do jogo. Mas, acreditem ou não, meu comentário na hora das alterações, ao lado do amigo palmeirense Daniel Tozzi, foi um simples “bizarro”. Não foi culpa exclusivamente dele. Mas nem sempre o Luxa acerta…
E por falar em acertos dele, para a minha surpresa Roque Júnior fez uma bela partida. O zagueiro sabe se posicionar…
Autor: André Rizek - Categoria(s): Brasileirão, Palmeiras Tags: Alex Mineiro, Luxemburgo, Roque Júnior