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14/11/2008 - 15:59

Meu caro Adriano,

Sinceramente eu não sei se você percebe o que está jogando fora. A chance que está perdendo, o momento que está passando. Sem que você faça o menor esforço para agarrar.

Justamente na hora em que o Brasil fica sem aquele camisa 9 absoluto (depois de Careca, Romário e Ronaldo), na hora em que chega a sua vez de pelo menos tentar grudar essa camisa nas costas… Você consegue ser esse bobão, pastel, otário mesmo.

Era a sua vez na Copa de 2006, Adriano. Não deveria, mas o Parreira colocou você de titular naquele time. E aí o que acontece? Em vez de chegar tinindo, babando, você me aparece gordo. O Ronaldo chegar barrigudo a um Mundial, vá lá. Mas, você? O que deu na sua cabeça? Era para ter sido o maior momento da sua carreira.

E aí você joga fora.

Quando parece que vai se reerguer — faz uma bela temporada no São Paulo, volta bem à Inter com o técnico apostando em você –, pronto. Lá vem o Adriano de novo fazer bobagem (para não dizer outra coisa…).

Talvez você não consiga. Talvez (provavelmente, na verdade) seja um problema insolúvel de má formação social, de “bases”. Não sou seu conselheiro, não sou nem seu amigo. Mas é triste já saber, a esta altura do campeonato, o que vai acontecer com sua carreira.

O Império caiu, meu caro. Você vai da Inter para um Manchester City da vida, terá bons momentos (enquanto o físico de touro resistir a tantas bobagens…), depois cai em desgraça de novo. Aí vai jogar num Valladolid qualquer. Depois volta para o Brasil. Algo assim.

O Adriano que podia suceder Ronaldo, esse ficou para trás, enterrado. Tenho certeza de que ele existiu de verdade. Mas acabou.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Carta-Bomba, Seleção Tags:
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