iG

Publicidade

Publicidade
11/12/2008 - 17:48

Quatro técnicos, quatro destinos

Compartilhe: Twitter

Quatro grandes clubes brasileiros assumidamente buscam treinador para 2009: Atlético Mineiro, Flamengo, Vasco e Coritiba, que diz ter planos ambiciosos para o ano de seu centenário.

O Grêmio praticamente fechou a renovação com Celso Roth, segundo leio no blog do amigo PVC. Há um Santos que talvez queira dar vôos mais altos e um Palmeiras que talvez não fique com Luxemburgo (a única opção neste caso é o rompimento de comum acordo, devido à multa contratual). Mas, de concreto, assumidamente, temos quatro clubes buscando professor.

A pergunta que não quer calar: temos treinador disponível para tudo isso de time?

Vejamos… Está no mercado o Emerson Leão. Queimado em boa parte do país, ele ainda é querido no Galo (talvez só no Galo). Parece ser um caminho natural… Restam três times.

Parreira, que já considerava ex-treinador, futuro coordenador, foi picado pelo bichinho do campo novamente. Tem dito aos amigos que quer treinar um time de novo. Dilema: teria esse cargo no Flamengo. No Fluminense de Renê Simões, trabalharia mais fora de campo. O que ele vai escolher eu não sei.

Cuca? Acho difícil o Flamengo apostar nele… Já passou pela Gávea e deixou má impressão lá. No Coritiba, quem sabe (estou apenas especulando).

Sobra a boa aposta Dorival Júnior, pretendido pelo Vasco.

É só fazer as contas. O número de clubes grandes buscando técnico é igual ao número de técnicos precisando de clube.

Sei não, mas em um mercado em que domina o “mais do mesmo”, minha sensação é de que tem tudo para estes quatro técnicos e quatro clubes se entenderem…

OUTROS
Tenho certeza de que veremos mais um clube brasileiro falar no ótimo Paulo Autuori logo mais. Gostaria de vê-lo por estas bandas novamente, mas não é barato… Assim como Abel Braga, que trabalha nos Emirados Árabes. Mas estes ainda não estão classificados como “disponíveis” na prateleira. Alexandre Gallo luta para conquistar espaço. Mas ainda é um técnico em estágio inferior aos demais citados neste texto e seria um prêmio de consolação para o clube que contratá-lo neste momento. Se esqueci de alguém (como Levir, Oswaldo e Cia, por favor o façam nos comentários!)

Autor: André Rizek - Categoria(s): Atlético Mineiro, Brasileirão, Coritiba, Flamengo, Vasco Tags: , , , ,
09/12/2008 - 18:21

Reserva do Herrera?

Compartilhe: Twitter

O departamento de marketing viabiliza a contratação de Ronaldo. É claro que qualquer clube brasileiro nessas condições tem que jogar as mãos para o céu, fazer a maior festa, vender camisa adoidado. Tem tudo para ser a maior ação de marketing da história do Corinthians e o clube merece todos os confetes por isso – o técnico nem precisa ser consultado numa hora dessas.

Agora vem a outra parte. Que Ronaldo é este que o Corinthians está contratando? Seria a versão moderna do Garrincha, que em 1966, com 32 anos e sem joelho veio fazer 13 jogos e apenas dois gols? Ou seria um Tevez, que justificou toda a fama a arrebentou com a 10 alvinegra?

Isso, sinceramente, ninguém sabe ainda. Nem o próprio Ronaldo.

E que fique claro aqui: Ronaldo é o maior centroavante que eu vi jogar. Manco e gordo como ele estava na Copa de 2006, ainda é melhor que muito camisa 9 do Campeonato Brasileiro. Mas Ronaldo também não consegue ter uma mínima seqüência de jogos,
que o credencie a ser titular de qualquer clube grande no Brasil, há mais de dois.

O Ronaldo que freqüentou a reserva do Milan no primeiro semestre teve alguns lampejos de gênio (como em uma partida contra o Napoli, dia 13 de janeiro, estréia do Pato). Mas a maior parte do tempo passou lutando para jogar. Gordo, sem mobilidade.

Ele já superou momentos difíceis (ou seriam impossíveis?) antes. Fazer qualquer aposta sobre as condições de Ronaldo agora vão ser meramente loteria. Mas um cara desses chega com a obrigação de jogar.

Se eu fosse o presidente Andrés Sanchez, estaria eufórico agora – sua gestão será responsável por uma das maiores ações da história do clube. Se eu fosse o Mano, estaria lá um pouco preocupado sobre como serão as coisas quando a vida real começar.

JORNAL PLACAR
Muitos leitores comentam a capa “Ataque de Riso” do Jornal Placar (do qual sou editor-chefe), do dia 27 de novembro, em que tiramos o maior sarro e tratamos Ronaldo no Corinthians como piada…

A piada ainda é fenomenal (e espero que o título deste post seja encarado assim)! Mas agora ela virou fato, ao contrário do que o jornal (e eu, evidentemente) acreditava e avaliava as informações sobre o caso. Quem quiser “matar a saudade” e ter um ataque de riso (da gente, é claro…) pode ver as páginas do jornal deste dia no seguinte endereço: http://placar.abril.com.br/jornal-placar/pdf/jornal-placar-2711.pdf

Agora, com o maior prazer, a gente tem que engolir…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Corinthians Tags:
09/12/2008 - 11:22

A malvadeza do futebol

Compartilhe: Twitter

Muricy Ramalho já nos disse, em um desses almoços que a gente faz na Placar, que “técnico do futebol precisa ser meio malvado”. O tricampeão brasileiro aprendeu com ninguém menos que Telê Santana.

O futebol (será que é só o futebol?) cultua os chefes “que sabem mostrar autoridade”. Este é um conceito bem amplo (e às vezes até burro, dependendo da maneira como é encarado, misturando autoridade com autoritarismo). Mas o fato é que, para os jogadores do Flamengo, Caio Júnior é um técnico que não sabe mostrar a tal da autoridade. Que não mostra muita convicção nas suas decisões. Que se preocupa demais em agradar as pessoas. E que técnico de futebol… “precisa ser meio malvado”.

Caio Júnior nunca foi, nem será meu chefe. Mas, olhando de fora, parece ser um sujeito de idéias e discursos interessantes. Que ainda está começando…

Está carimbado agora com duas traumáticos “amareladas” de forma consecutiva no Brasileirão, com times que tiveram tudo para chegar à Libertadores – e fracassaram. Ele teve sua parcela de culpa, é claro – sem falar no Goiás do primeiro semestre…

Mas é curioso como ninguém se lembra da classificação para a Libertadores com o Paraná, em 2005.

Porque talvez técnico de futebol precise ser meio malvado mesmo. Não só com os jogadores.

Oswaldo de Oliveira e Paulo Autuori venceram Mundiais de Clubes (e o segundo até duas Libertadores…). Mas as pessoas não olham para eles da mesma forma com que olham para técnicos mais malvados.

Estava aqui pensando no perfil dos treinadores de sucesso do Brasil, de 1980 para cá, os que ficaram “populares”, com a marca de “vencedor”. Telê Santana, Felipão, Luxemburgo, agora o Muricy.

Todos eles têm, de maneira diferentes, uma malvadeza que Caio Júnior jamais terá.

DOSSIÊ DOS ALOPRADOS

Algumas pessoas me cobraram (com razão). Não tive tempo para comentar a entrevista do presidente da Federação Paulista na segunda-feira, para “esclarecer” porque foi criada toda a polêmica em torno do árbitro Wagner Tardelli para Goiás x São Paulo. Mas quem leu o post aí de baixo na noite (madrugada…) de domingo, soube antes mesmo da entrevista do cartola o que estava acontecendo. Ou melhor, o que não estava acontecendo… Informar foi a melhor opinião que eu poderia ter dado sobre o assunto.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Flamengo Tags:
07/12/2008 - 22:12

O campeão e os aloprados

Compartilhe: Twitter

O time não é tecnicamente brilhante? Tudo bem (e quem é hoje em dia, no mundo?). Mas quem dá uma arrancada de 18 jogos sem perder não pode ser questionado como grande campeão.

Já se falou quase tudo sobre o título do São Paulo. Pela estrutura que tem, pela comissão técnica, por tudo que tudo mundo já sabe, a taça está em ótimas mãos. Como estaria também se o campeão fosse o Grêmio.

A diferença entre os dois tricolores, se é que ela existe dentro de campo, é mínima. E isso só aumenta o mérito do clube gaúcho, que neste momento trabalha com condições financeiras bem menos favoráveis – e por isso considero o Grêmio como o grande clube do campeonato, o que fez mais com menos.

Campeonato espetacular, graças ao equilíbrio, à maluquice de alguns resultados e a grandes jogos nesta reta final. Mas teve a desastrosa maneira de tratar o “caso Wagner Tardelli”…

Não vejo nenhum problema se, diante de um indício, mínimo que seja, um árbitro seja preterido de uma partida. Ainda mais uma partida que valha a taça. Mas nossa cartolagem fez tudo errado.

Charge iG Esporte

NÃO HÁ INVESTIGAÇÃO NENHUMA DO MINISTÉRIO PÚBLICO SOBRE WAGNER TARDELLI.

Aos fatos (relatados na edição desta segunda-feira no Jornal Placar).

1. Na sexta-feira, a secretária do presidente da Federação Paulista, Marco Polo Del Nero, atendeu uma ligação por engano que seria, supostamente, da secretária do presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, para o vice da FPF, Reinaldo Carneiro de Bastos (a secretária dele senta-se ao lado da de Marco Polo).

2. Neste suposto telefonema, a secretária de Juvenal teria comentado sobre um envelope que seria entregue para Wagner Tardelli, o árbitro (ruim) que estava escalado para o jogo com o Goiás.

3. Ao saber do ocorrido, o presidente da FPF telefonou para os promotores do Gaeco (Grupo de Apoio e Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo), querendo dividir a informação e pedindo aconselhamento. É o Gaeco que denuncia Edílson Pereira de Carvalho e os membros da chamada Máfia do Apito, no famoso escândalo do Brasileiro de 2005. Também foi aberta, naquele ano, uma investigação no MP sobre pressão de dirigentes sobre a arbitragem. Reinaldo Carneiro de Bastos era um dos investigados – a investigação está morta, ele não vinha sendo monitorado pelas autoridades.

4. Os promotores do Gaeco aconselharam que Del Nero contasse o caso para a comissão de arbitragem da CBF. Mais nada. Por enquanto, o MP não vê motivo para entrar no caso.

5. A CBF, sem dar maiores explicações à opinião pública, afastou Tardelli do jogo do São Paulo com o Goiás e deu espaço para que um show de desinformação tomasse conta do fim de semana – já que ninguém tinha um esclarecimento digno.

O problema não foi tirar Tardelli do jogo (ele é considerado vítima pelo MP, por enquanto). Foi a maneira pouco transparente com que agiram neste caso.

O Jornal Placar desta segunda-feira trata o assunto como “dossiê dos aloprados”, em alusão aos documentos (falsos) que petistas tentaram comprar na eleição de 2006, para incriminar (sem provas) alguns adversários tucanos. Tivemos a versão dos aloprados do futebol neste fim-de-semana.

Talvez seja um detalhe ou exagero meu. Mas um campeonato espetacular merecia mais respeito.

 

Autor: André Rizek - Categoria(s): Brasileirão, Grêmio, São Paulo Tags: ,
04/12/2008 - 21:22

Meu caro Edmundo,

Compartilhe: Twitter

Você diz que encerra a carreira domingo, ou talvez jogue mais um pouco nos Estados Unidos. Isso não importa. Você está na prorrogação (há algum tempo) e sabe disso. É nessas horas que a gente, da imprensa, começa a fazer um balanço sobre a carreira de vocês, os jogadores. Resumo a sua em duas palavras: que desperdício…

O cara que fez aquele gol espetacular contra o Manchester, no Mundial de clubes. Que jogou horrores pelo Palmeiras em 1993 e 1994. Que fez um Campeonato Brasileiro de Pelé em 1997. Que foi o dono do time com nove camisas diferentes no Brasil. Você será lembrado como um grande jogador e isso ninguém tasca. Mas você merecia muito mais, prezado Animal. Foi duas vezes mais atacante que o Cristiano Ronaldo. Mas não deixou que o mundo visse.

Um jogador tecnicamente extraordinário e com a força de um touro poderia chegar ao patamar de um Romário, de um Ronaldo. Sei que você acha que chegou lá. Mas não chegou, Edmundo…

E não reclame de chances! Você teve as suas na seleção. Poderia ter feito uma dupla de ataque com o Fenômeno em 1998. Mas fez biquinho e perdeu espaço, merecidamente, para um decadente Bebeto e um amestrado Denílson naquela Copa. Como você sempre se achou o tal, nem ligou para isso. Mas o tempo passou. E você nunca mais teria uma chance como aquela.

Também não reclame: “eu nunca pude jogar num Real Madrid”. Você teve suas chances na Itália, mas preferia abandonar a Fiorentina para pular carnaval no Rio. Que clube europeu gastaria grana em funcionário como você?

No fundo, Edmundo, você sempre se achou melhor do que realmente é. E por isso não chegou mais alto, ao lugar que seu futebol (só o seu futebol mesmo) merecia. Você termina como aquele que poderia ter sido, mas não foi um dos maiores atacantes da história do futebol. A culpa é sua. De mais ninguém. Um desperdício.

Que seja feliz nas novas empreitadas. Ah, e contrate um motorista!

Autor: André Rizek - Categoria(s): Carta-Bomba Tags:
03/12/2008 - 22:33

Futebol sem melhores

Compartilhe: Twitter

A eleição de Cristiano Ronaldo como melhor jogador da Europa em 2008 é também um retrato do futebol mundial.

Ele foi o melhor jogador da Liga dos Campeões e, muito por causa disso, seu time levantou o caneco. Isso não é pouca coisa.

Mas Cristiano Ronaldo não jogou nada na Eurocopa – e, cá entre nós, neste segundo semestre, em má fase, desceu do pedestal e voltou à condição de bom jogador, nada muito além disso…

O problema é que “temos” de escolher todos os anos um melhor. Quem é o melhor jogador do Brasileiro? Ninguém sabe, porque não existe um melhor.

Quem é o melhor time do mundo hoje? Ninguém sabe. Não só porque o Mundial de clubes não consegue medir isso. Mas porque não tem ninguém sobrando.

A mesma coisa com as seleções. Qual delas é a melhor do mundo? Puro chute.

Não é um problema. É apenas uma constatação. O futebol de hoje não tem melhores. Se alguém tiver uma boa tese sobre isso, os comentários estão abertos. Eu não tenho…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
30/11/2008 - 23:01

Rebaixado a favorito

Compartilhe: Twitter

Sei que vai ter muita gente pegando no meu pé nesta segunda-feira, por causa do post aí de baixo (“o são-paulino é cínico”). Minha resposta é de que um pouco de cinismo às vezes cai bem…

Mas, falando sério, a verdade, pelo menos para mim, é que não foi por causa do “já ganhou” que o São Paulo deixou de levar o hexa neste domingo. Por que aconteceu:

– O time estava ansioso, não acomodado. E, ansioso, errou mais que o costume.

– Longe de ser uma máquina, o arrumadinho Fluminense fez uma grande partida no Morumbi. E foi muito esperto. Reforçou a marcação pelo lado direito de sua defesa. E colocou Arouca para cair nas costas do Jorge Wagner. Com isso, aproveitou o maior buraco que há neste São Paulo. E também matou aquele que vinha sendo a válvula de escape do Tricolor…

– O São Paulo ganhou alguns jogos na marra durante esta arrancada final (faz parte da vida de qualquer equipe vencedora). Foi assim, por exemplo, contra rivais mais fracos que o Fluminense, como a Lusa (aquele gol nos descontos…) e o Vasco. O São Paulo não dominou estes jogos. Mas venceu. Desta vez, não veio a tal da sorte de campeão. A bola do jogo (André Dias cabeceia na cara do gol), aos 37 do segundo tempo, bateu na trave.

O São Paulo era o virtual campeão. Agora, foi rebaixado a “apenas” favorito. Não é nenhum absurdo supor que este abusado Goiás (ainda mais turbinado com mala-branca, preta e azul) possa vencer o líder. Mas,  que depois de deixar escapar o hexa neste domingo, é difícil acreditar que o time do Muricy vá vacilar de novo.

Este campeonato merecia uma última rodada como a que teremos!

Coitado do Vasco:

Vai sentir na pele o que é depender deste time do Flamengo na hora H… Isso que é castigo de flamenguista!

Autor: André Rizek - Categoria(s): Brasileirão, Fluminense, São Paulo Tags:
28/11/2008 - 16:46

O são-paulino é um cínico

Compartilhe: Twitter

O grande Zico disse anteontem que “o São Paulo não é um clube de massa. Por isso as coisas lá dentro têm dimensão menor que no Flamengo ou no Corinthians”. Tentava argumentar que, por causa disso (o que é ser clube de massa?), o São Paulo consegue passar por seus momentos ruins - como no começo do Brasileiro – de maneira mais rápida e tranqüila.
 
Bobagem. O São Paulo consegue passar por seus momentos ruins de maneira mais rápida e tranqüila porque, há algum  tempo, é mais bem administrado que estes clubes. Como qualquer empresa mais bem arrumadinha vai sofrer menos nas crises.

Isso é básico – e é absolutamente normal que gênios (da bola) como Zico falem coisas aos vento, porque essa gente é perguntada sobre tudo, mesmo morando no Uzbequistão. O que acho curioso mesmo são os estereótipos que temos de clubes e torcedores…

O são-paulino, por exemplo. É, acima de tudo, um cínico. No bom sentido. Não há um tricolor que eu não encontre por aí que saia do discurso (como conseguiram ensaiar?). “Ainda está difícil…” “O Fluminense é f… Não tem nada garantido”. “Favorito nada. Tem muita coisa pela frente”.

Quando o São Paulo estava lá atrás, todos diziam que “o Palmeiras vai ser campeão”. Fingiam, os são-paulinos, que o time do Muricy não era de nada.

O Corintiano é espalhafatoso. Se a taça estivesse perto (menos perto, até), ele já estaria por aí buzinando o carro, insuportável, tirando sarro até da sombra, estaria falando “campeão” 789 vezes por dia.

O são-paulino diz que teme a máquina do Renê Simões domingo, no Morumbi lotado, a uma vitória do hexa, com apenas o desfalque de Zé Luís. Cínico, ri por dentro. E já faz tempo nesse campeonato, sem que a gente percebesse…

PS1: A quem curte a Carta-Bomba da sexta-feira: escreverei na segunda, depois da rodada. Não sei se perdi o bom-humor hoje… Mas não vi ninguém que merecesse a sua nesta semana. Alguém viu?

PS2: Por falar em estereótipo de torcida. É impressionante como, a cada que vez que escrevo algo banal na linha ”não foi pênalti para o Mengo”, os rubro-negros se mobilizem tanto! Isso é fanatismo religioso, minha gente – e, confesso, acho que tem seu lado admirável…

 

Autor: André Rizek - Categoria(s): Brasileirão, São Paulo Tags:
27/11/2008 - 17:01

A lei do mais forte

Compartilhe: Twitter

As imagens da ESPN Brasil não deixam dúvida. Não foi pênalti do cruzeirense Léo Fortunato em Diego Tardelli, no último domingo. O árbitro Carlos Eugênio Simon foi brilhante em não ter apitado a marca do cal. Mesmo que não tivesse sido… Mesmo que tivesse errado. A CBF foi covarde em ter punido o árbitro depois da choradeira do Flamengo.

O Flamengo está no seu papel em reclamar de juiz. Mas fazer dossiê para tirá-lo da próxima Copa é passar dos limites. Vamos lembrar da ordem dos fatos. Na segunda-feira, um dia depois do jogo, o clube carioca soltou um comunicado para dizer que sua pressão dera resultado. Simon seria punido. O aviso foi dado pelo Flamengo, não pela CBF… E não deu outra. O apitador gaúcho foi escalado, de castigo, para apitar América de Natal x Corinthians, pela Série B.

O recado estava dado: não errem contra o Flamengo, prezados juízes, vocês ficarão em maus lençóis. Na dúvida, fiquem com o time mais poderoso…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Brasileirão, Cruzeiro, Flamengo, Sem categoria Tags: ,
26/11/2008 - 15:47

Minha seleção do Brasileiro. E a sua?

Compartilhe: Twitter

Campeonato de pontos corridos, todo mundo sabe, é enduro de regularidade. Para fazer uma seleção do Brasileiro que seja 100% “justa”, é necessário ter um prêmio como a Bola de Prata de Placar, que analisa as notas dadas aos atletas em TODAS as partidas. No fim do campeonato, são escolhidos aqueles que têm a melhor média.

A atual seleção da Bola de Prata está com Rogério, Vitor (do Goiás), André Dias, Miranda e Juan; Ramires, Hernanes, Wagner e Alex; Dagoberto e Nilmar.

Mas nem toda seleção do campeonato precisa ser justa… Se tudo no futebol tivesse de ser justo e objetivo, nosso amado esporte seria uma chatice só!

Todo mundo tem a “sua seleção”. Ao contrário da Bola de Prata, nossas seleções são injustas porque, obviamente, ninguém (nem o amigo PVC…) consegue assistir com atenção a todos os jogos do campeonato. Fica na cabeça a imagem dos jogadores que decidiram as partidas mais importantes – e geralmente na reta final. É assim o prêmio da TV Globo, com voto dos jornalistas. São critérios diferentes.

A minha seleção do campeonato vai depender do próxima rodada. Porque, para mim, o goleiro gremista Victor jogou melhor (ao longo do campeonato) que Rogério. O são-paulino demorou para engrenar. Mas aí vem a reta final e ele faz miséria na partida decisiva contra o Vasco. Se Rogério garantir a vitória (e a taça) contra o Fluminense, talvez eu vote nele como goleiro do campeonato. Apesar de todo o “resto” de campeonato que fez o Victor (na minha opinião… longe da ciência da Bola de Prata).

Lateral-direito? Não tivemos nenhum grande destaque mesmo, além do ofensivo Vitor no segundo turno. Fico com ele. E com André Dias (o melhor beque que eu vi neste Brasileiro) e Miranda, pela reta final. Menção honrosa ao Thiago Silva. Na lateral-esquerda, Juan. Não teve concorrência.

Os volantes são incontestáveis: Hernanes e Ramires. Eles são, também, os melhores jogadores do campeonato, disparado. Prêmio dividido meio a meio (na Bola de Ouro da Placar, Rogério está levando…).

Meus meias são Tcheco e Alex e, vejam só, o capitão gremista, justo ele, jogador que prima pela regularidade, é “apenas” o quinto na Bola de Prata, atrás de Edno (da Lusa, que faz um belo Brasleiro), de Ibson, do próprio Alex e do Wagner, do Cruzeiro, que fez partidas brilhantes. Mas que sumiu nos momentos mais decisivos… Isso é algo mais difícil de ser captado na Bola de Prata.

Meus atacantes são Keirrison e Kleber Pereira. Mas faço menção honrosa (“honrosíssima”) a Borges e Dagoberto, que estão jogando demais, muito mesmo nesta reta final.

Keirrison também é a minha revelação do Brasileiro, seguido por Marquinhos, do Vitória, e Jean, do São Paulo.

E que o campeão Muricy me desculpe. Mas o grande treinador do Brasileiro chama-se Celso Roth. Fosse qualquer outro nome à frente do tricolor gaúcho e estariam dizendo que o homem fez milagre com um elenco bem limitado.

Então ficamos assim. Victor (ou Rogério, dependendo do que ele fizer domingo), Vitor, André Dias, Miranda e Juan; Hernandes, Ramires, Tcheco e Alex; Keirrison e Kleber Pereira. T: Celso Roth.

E a de vocês?

Autor: André Rizek - Categoria(s): Brasileirão Tags:
Voltar ao topo