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Arquivo da Categoria Seleção

26/01/2009 - 19:43

Uma convocação normal demais

Não sei se estou ficando velho… Mas “antigamente” convocação para Brasil x Itália era um acontecimento. Será que ele vai chamar fulano? Vai ser a vez do sicrano?

Confesso que não tinha a menor ansiedade pela lista anunciada nesta segunda-feira, ainda mais feita apenas com jogadores que atuam lá fora. Minha única curiosidade é se o professor Dunga chamaria o Amauri. Ele é bem melhor que o Afonso, não haveria nenhum mal em testá-lo. Mas ignorá-lo também não chega a ser uma grande injustiça. Ninguém vai pedir a cabeça do Dunga por causa disso. Se a Itália quiser seduzir o centroavante da Juventus, paciência. Imagione se o treinador tivesse de convocar todo jogador brasileiro com chance de se naturalizar…

De resto, nenhuma novidade. Doni não é o goleiro dos meus sonhos para a seleção, mas os outros que atuam na Europa (Gomes, Rubinho…) também não causam suspiros ou ainda buscam espaço por lá.

Gilberto Silva já deu o que tinha que dar, mas todo mundo já sabe disso, assim como todo mundo já sabe que Dunga gosta demais desse jogador. Senti falta do Lucas. Joga mais que todos os volantes que estão nessa lista. Mas também ninguém vai pedir a cabeça do professor por causa disso.

O jogo tem tudo para ser o maior barato (a gente reclama de barriga cheia… Ver Kaká, Ronaldinho e Robinho juntos sempre vale a pena). Mas a verdade é que amistoso da Seleção em Londres, ainda que seja contra a Itália, já não tira mais o sono de ninguém.

 

Autor: André Rizek - Categoria(s): Seleção Tags: ,
21/11/2008 - 08:07

Meu caro Dunga,

Batemos em Portugal, o resultado é espetacular, vai para os livros que registram a história da seleção. Parabéns para vocês. Mas…me diga uma coisa. Você sabe o que está fazendo com esse time?

Porque a impressão que eu tenho, acompanhando o seu trabalho aqui da minha poltrona, é que você não sabe direito… Que as coisas simplesmente vão acontecendo. Uma vez são três volantes, na outra são dois.  Depois voltam os três. Sem nenhum critério. Elano era titular absoluto, depois foi para o banco, daí voltou, aí fica um tempo sem ser lembrado, volta como camisa 7. E o Ronaldinho Gaúcho, então? Quando estava na maior pindaíba, gordo e sem jogar, virou homem de confiança nas Olimpíadas e Eliminatórias. Agora que ele ensaia uma boa seqüência de jogos no Milan, você diz que é preciso esperar que ele recupere a forma física. Me explique estas questões, prezado treinador.

Porque, para mim, nada disso parece ser pensado, planejado… Acho, isso sim, que você achou uma base. Ela tem Júlio César, Maicon, Lúcio, Juan (o rapaz está cheio de problemas físicos, duvido que chegue inteiro a 2010), Gilberto Silva (gosto não se discute, lamenta-se), Kaká, Robinho e, agora, Luís Fabiano. Seu trabalho se resume a oito jogadores. O resto (como eles são distribuídos em campo, que esquemas táticos o time deve usar etc) simplesmente “vai acontecendo”… Estou errado?

Autor: André Rizek - Categoria(s): Carta-Bomba, Seleção Tags:
20/11/2008 - 16:29

E o Ronaldinho?

O Brasil jogou contra Portugal com um losango no meio-campo. Gilberto Silva estava na ponta defensiva. Elano foi o vértice da direita e Ânderson, o da esquerda  — dois jogadores que combatem e saem para o jogo, especialmente pelos lados do campo. Kaká ficou na ponta ofensiva.

Na ataque, estavam escalados os hoje incontestáveis Robinho e Luís Fabiano.

Digamos que, na euforia dessa goleada, Dunga tenha um surto e euforia e diga para si mesmo: achei o meu time, a minha maneira de jogar! Vamos fazer essa suposição. Como ele faria para encaixar Ronaldinho Gaúcho neste time, então? No lugar de Kaká, nem pensar (todos concordam comigo, né?). No de Robinho, idem. No de Luís Fabiano é impossível. Restariam Elano e Ânderson. Mas Ronaldinho não consegue ser este meia “combativo” pela esquerda. Não é a dele.

Se o Brasil achar que finalmente tem um time, uma maneira de jogar depois dessa goleada contra Portugal, isso quer dizer que Ronaldinho não tem vaga na equipe titular. E, quer saber? Não vejo problema nenhum nisso…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Seleção Tags:
14/11/2008 - 15:59

Meu caro Adriano,

Sinceramente eu não sei se você percebe o que está jogando fora. A chance que está perdendo, o momento que está passando. Sem que você faça o menor esforço para agarrar.

Justamente na hora em que o Brasil fica sem aquele camisa 9 absoluto (depois de Careca, Romário e Ronaldo), na hora em que chega a sua vez de pelo menos tentar grudar essa camisa nas costas… Você consegue ser esse bobão, pastel, otário mesmo.

Era a sua vez na Copa de 2006, Adriano. Não deveria, mas o Parreira colocou você de titular naquele time. E aí o que acontece? Em vez de chegar tinindo, babando, você me aparece gordo. O Ronaldo chegar barrigudo a um Mundial, vá lá. Mas, você? O que deu na sua cabeça? Era para ter sido o maior momento da sua carreira.

E aí você joga fora.

Quando parece que vai se reerguer — faz uma bela temporada no São Paulo, volta bem à Inter com o técnico apostando em você –, pronto. Lá vem o Adriano de novo fazer bobagem (para não dizer outra coisa…).

Talvez você não consiga. Talvez (provavelmente, na verdade) seja um problema insolúvel de má formação social, de “bases”. Não sou seu conselheiro, não sou nem seu amigo. Mas é triste já saber, a esta altura do campeonato, o que vai acontecer com sua carreira.

O Império caiu, meu caro. Você vai da Inter para um Manchester City da vida, terá bons momentos (enquanto o físico de touro resistir a tantas bobagens…), depois cai em desgraça de novo. Aí vai jogar num Valladolid qualquer. Depois volta para o Brasil. Algo assim.

O Adriano que podia suceder Ronaldo, esse ficou para trás, enterrado. Tenho certeza de que ele existiu de verdade. Mas acabou.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Carta-Bomba, Seleção Tags:
12/11/2008 - 12:26

O Muricy da Seleção

Júlio César, Maicon, Lúcio, Miranda e Juan; Hernanes, Ramires, Kaká e Alex; Robinho e Luís Fabiano.

A escalação da “Seleção de Muricy”, revelada ontem pelo amigo Alberto Helena Júnior em seu blog, mostra uma coisa muito clareza: o técnico é, acima de tudo, um competitivo!

Explico. Com essa onda de que Muricy vai ser o técnico da seleção em 2009 (eu duvido, porque “seria uma confissão de que Ricardo Teixeira errou – e ele é muito orgulhoso para isso”, me disse um amigo do cartola) começam especulações, naturais, sobre como seria o comandante à frente do escrete nacional. “Mas ele vai jogar com três zagueiros?”, dizem alguns. “Seleção tem que dar espetáculo, e para o Muricy espetáculo é coisa de Teatro Municipal, isso não dar certo”, falam outros.

O (ótimo) post do Helena confirma aquilo que eu sempre pensei sobre Muricy. Por que ele joga com três zagueiros e na base da força neste São Paulo? Porque é a maneira de este time, com os jogadores que tem, ser mais competitivo. O São Paulo tem um goleiro especial na saída de bola, os melhores beques do país (há algum tempo), alas espertos e atacantes que mordem a saída de bola. Não tem meia-armador. Então o São Paulo joga de acordo com o que tem.

Qual seria maneira de a Seleção ser mais competitiva? Não seria apostando nos nossos beques (por melhores que eles sejam), tampouco nos alas, tampouco no poder de marcação de nossos atacantes. A maneira de a Seleção ser mais competitiva, na comparação com nossos rivais, é apostando no talento do Kaká, na ressurreição de Ronaldinho e Robinho, em volantes talentosos como Hernanes e Ramires (até que enfim um técnico enxerga isso!)…

Muricy é, acima de tudo, um sujeito esperto e competitivo. Tenho curiosidade e simpatia pela idéia de vê-lo na Seleção. Pena que não acredito muito que isso vá acontecer…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Seleção Tags:
31/10/2008 - 11:33

Meu caro Dunga,

Assim que anunciaram Maradona como técnico da Argentina, eu pensei em você. Em como reagiu com a notícia. Corrija-me se estiver errado, mas aposto que você pensou algo como “eu aqui trabalhando seriamente e esses jornalistas de merda achando o máximo que um palhaço como o Maradona assuma a seleção argentina. Por isso que eu não respeito essa imprensa. Vão lá aplaudir o Maradona”.

Se foi isso o que você pensou mesmo, eu entendo. Mas, prezado treinador, agora tente compreender por que boa parte dos jornalistas ficou maluco com essa notícia. Conheço sua visão sobre o que é uma seleção: ganhar taças, ponto final. Mas eu – e a maioria das pessoas, creio – acha que é muito mais que isso… Além de ganhar (claro que é fundamental!), uma seleção tem que divertir e orgulhar um país. Porque uma seleção também é, no caso do Brasil, nosso mais forte sinal de “identidade nacional”. É uma das poucas coisas que une o gaúcho da fronteira ao seringueiro da Amazônia. A Seleção é uma das poucas coisas que esse conceito amplo e vago chamado “povo brasileiro” consegue chamar de “nossa”.

Você, jogador vencedor que foi, deve achar esse papo uma tremenda chatice…

Eu sempre fui fã do Dunga que suou as camisas de Inter, Corinthians, Vasco, Fiorentina, Seleção… Adorava vê-lo em campo. Mas sabe por que você, como treinador, não desperta a simpatia nos brasileiros como Maradona para os argentinos? Porque o brasileiro não consegue se enxergar em você, ou na “sua” seleção. Você nem faz o menor esforço para isso… Sua seleção é triste, sisuda, aguada, mal-humorada. Quase uma Alemanha.

O brasileiro se enxergava na seleção de 1982, com Falcão, Sócrates e Zico. Mesmo perdendo. E é isso o que deixa você maluco da vida, não é? “Ganhei uma Copa, mas os caras só ficam falando do meio-campo de 1982, que perdeu”. Perdeu, Dunga, mas o brasileiro (que acha que é alegre e faceiro) se viu bem representado ali, no time do Telê. Fazer o quê?

O argentino olha para o Maradona e enxerga “Argentina” escrito naquela testa gorda. El Pibe tem aquela coisa de se achar muito mais do que realmente é (Maradona foi um monstro, mas é também a exata definição daquele ditado do “compre-o pelo que ele vale. Venda-o por aquilo que ele acha que vale e ficará rico”). Maradona é um tango. Dramático, chorão, apaixonado. Maradona é Argentina na veia. E por isso os hermanos, creio, serão felizes, terão orgulho da seleção deles. Eu confesso: sinto inveja da grama do vizinho.

Sei que você, se ler esta carta, vai soltar algo como “mais um jornalista de m…”. Tudo bem. Fiquei com vontade de lhe escrever nesta semana, porque no fundo achei que poderia fazer você ver as coisas por um outro ângulo.

Espero que estas linhas não piorem ainda mais a sua relação com a Revista Placar… Estamos tentando entrevistar você há meses e esta carta é de minha responsabilidade. Na semana que vem, nem estarei mais na revista, pois vou cuidar do jornal que a Editora Abril vai lançar dia 10. Fale com a revista, prezado treinador. Talvez Placar (e seus leitores) consiga entendê-lo melhor depois disso…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Seleção Tags: ,
29/10/2008 - 11:43

Maradona x Dunga

Diego Armando Maradona foi a maneira que a seleção argentina achou para dar um recado: chega de treinadores de verdade, aqueles sujeitos estudiosos e que “manjam” de tática como Daniel Passarella (1998), Marcelo Bielsa (2002), Peckerman (2006) e Alfio Basile. Eles já tiveram vários “treinadores de verdade” nos últimos tempos, dirigindo autênticos timaços no papel, e nada aconteceu. Recorreram, então, a um símbolo. Se apostassem agora em Carlos Bianchi ou Miguel Angel Russo (o técnico que lidera o campeonato no comando do San Lorenzo), seria como apostar em mais do mesmo.

Maradona treinador nada mais é que um símbolo. Terá o velho amigo Bilardo do seu lado (o treinador de 1986), para ser o lado “tático” dessa comissão técnica. Por Maradona mesmo vai ter a função de fazer discursos inflamados (nas entrevistas e dentro do vestiário), de convocar jogadores que representem o “verdadeiro espírito argentino”, de escalar um time para frente, “como a Argentina deve jogar”. Vai ter o respeito (sincero) de muitos jogadores que, como qualquer argentino, terão a certeza de que estão diante de um Deus. Pelo menos no começo…

Curioso nessa escolha é que os argentinos adoram e levam a sério esse negócio de tática, a ponto de discutir sobre “duas linha de quatro” na mesa de boteco – o brasileiro vê o futebol de maneira bem diferente, mais como festa, como celebração do nosso “talento natural”. Os argentinos amam tática. Mas amam Maradona muito mais. Vai dar certo? Eu não tenho a menor idéia.

De toda forma, quando você tem Messi, Riquelme, Gago, Aguero, Tevez, Iguain etc, fica muito mais fácil de as coisas funcionarem. O treinador tem importância menor. E um símbolo pode bastar, para que dentro de campo os jogadores resolvam.

Apostar em um símbolo para técnico também foi a saída do Brasil. Um símbolo diferente deles, evidentemente. Quando Dunga foi escolhido, representou a aposta de que tínhamos os melhores jogadores do mundo. Que “só” precisávamos de um sargento para colocar esses caras na linha. Hoje, sabemos que não temos uma geração tão maravilhosa assim. E que, precisamos, isso sim, de um “técnico de verdade”, que tenha repertório para montar um time, para testar jogadores e esquemas diferentes. Justamente aquilo que a Argentina tentou fazer, sem sucesso, nos últimos anos… No futebol, às vezes você faz as melhores escolhas, mas elas simplesmente não funcionam. Não dá para cobrar lógica empresarial no futebol o tempo todo. E por isso mesmo ele é tão fascinante…

De toda forma, em um cenário cada vez menos importante no futebol mundial – o das seleções nacionais – a chegada de Maradona é um alento. Esse troço vai ser engraçado pra caramba… Invejo os vizinhos. Eles vão se divertir com a seleção deles. O brasileiro sabe. Tão importante quanto ganhar, é ver a Seleção dar orgulho e divertir. Seleção é (também) a identidade de um país. A Argentina larga na frente da gente neste caso…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Seleção, futebol internacional Tags: ,
27/10/2008 - 23:04

Ronaldo e as “verdades” do futebol

Fiz a cobertura da Copa da Alemanha para a Placar. Quando cheguei em Weggis, onde o Brasil fez aquela “divertida” pré-temporada na Suíça, já comecei a escrever para a revista que, ganhando ou perdendo, depois da Copa todo mundo iria comentar a “preparação” feita pela Seleção, aquele circo que estava sendo armado. Ganhando ou perdendo, ninguém se esqueceria de Weggis.

A gente questionava os jogadores e o Parreira sobre aquilo. Eles repetiam todos os dias que estava tudo bem, que no fundo aquele oba-oba todo não atrapalhava. “Até ajudava”, teve gente dizendo. Era o discurso. Que eu, repórter, fui absorvendo… Cheguei a acreditar no que os caras falaram, vejam que absurdo!
 
Faço esse longo nariz de cera para comentar a entrevista (ótima) que o Ronaldo deu ao Bem, Amigos, do Sportv. Como é bom ouvir esses caras quando eles estão em um “momento verdade”, sem discursos enlatados. Falou o Fenômeno sobre a gorda Copa de 2006:

“Tenho minha participação de culpa, por ter chegado fora de forma… O técnico tem a dele, o presidente tem a dele. A preparação foi o circo que foi”.

Uma pena só ouvir isso agora dele. No futebol, as pessoas dizem o que sentem de verdade apenas em momentos especiais…

Já pensaram sobre como seria divertido se todo mundo só anunciasse verdades nas entrevistas? Se todo mundo fosse como o palmeirense Marcos?

Aproveite o “momento sinceridade” do Ronaldo e mande a verdade (na boca de algum personagem) que você gostaria de ouvir no futebol…

Seleciono as mais interessantes mais tarde. Só verdades, hein…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Seleção Tags:
16/10/2008 - 14:27

Simples: não somos tão bons…

Seria legal se desse para explicar o sonífero futebol da Seleção em casa apenas pela má escalação do Dunga nestas partidas em que, na teoria, o adversário vem para empatar. Porque seria a comprovação da tese que quase todos nós temos nesta quinta-feira: Gilberto Silva, Josué e Elano juntos no meio-campo é de uma tremenda falta de criatividade! Como não há muito quem marcar, esta é uma maneira de deixar o Brasil menos superior tecnicamente que seus rivais. Sobretudo, menos surpreendente.

Mas aí a gente lembra que, contra a Bolívia, foram escalados Josué, Lucas (Julio Baptista) Diego (Elano) e Ronaldinho (Nilmar); Robinho e Luís Fabiano. Em tese, era uma formação mais leve. E suficiente para vencer um time fraco como a Bolívia. Mas também não resolveu.

Ou vamos até a partida em que o Brasil suou para vencer o Uruguai no Morumbi. Estava escalado com o quadrado… Kaká, Ronaldinho, Robinho e Luís Fabiano. O time do Dunga tomava um baile, até o volantão Josué entrar no lugar do Ronaldinho. E viramos o jogo.

Quem leu os posts aí de baixo sabe que, para mim, o estado de espírito com que esses caras entram em algumas partidas acaba sendo bem mais determinante do que a escalação ou o “trabalho tático” do professor Dunga. E, confesso, fiquei com a impressão de que apenas Kaká e Lúcio suaram a alma para vencer o jogo com a Colômbia.

Porque o resumo dessas escalações do Dunga, que variam bastante, mas que não resolvem, é que a gente também não é tão bom quanto pensa. Não somos um time de jogadores tão maravilhosos assim, que bate em qualquer um, em qualquer rival a hora que quiser. Alguém tem alguma dúvida de que bolivianos e colombianos vieram ao Brasil para fazer o chamado “jogo da vida deles?”. Um time com este espírito, ainda que mais fraco, pode mesmo encarar a Seleção. Não somos tão maravilhosos quanto achamos que somos.

A escalação, a maneira de jogar, é uma questão menor no meio de tudo isso. Seria fácil se fosse possível (e conveniente para todos nós), mas a tática não serve para explicar 100% o futebol. Por isso, ele é o esporte mais legal do mundo. Menos quando tem jogo da Seleção, é claro…

O Gilberto Silva foi bem na saída do jogo, naquelas entrevistas ainda no gramado: “Estamos em segundo lugar na tabela, não é desesperador”. Não é mesmo, Gilberto. A palavra é outra. Jogo do Brasil é desanimador…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Seleção Tags:
14/10/2008 - 12:47

Ajude o Brasil a ganhar!

Comentei depois da pelada contra a Venezuela que, muito mais do que escalação e tática, o que faz a diferença nesses jogos contra as babas é o estado de espírito da seleção. Os caras vão estar a fim hoje? Essa pergunta tem sido mais importante do que saber o esquema tático que o professor Dunga vai usar (nesse tipo de jogo).

Ultimamente, o Brasil só tem jogado bola quando se sente “desrespeitado” de alguma forma, quando está com raiva. Pode ser a capa de um jornal qualquer do Chile, ou uma frase qualquer (ainda que distorcida…) de um adversário. Contra a Venezuela domingo, foram os problemas no vôo e o barulho que fizeram durante a noite no hotel do Brasil. “Respeitem a seleção”, os caras inflaram o peito e foram lá fazer o que tinha de ser feito no campo.

Contra a Bolívia, na última rodada, não teve nada para provocar a Seleção e a gente saiu com aquele empate ridículo de 0 x 0. Então, vamos fazer a nossa parte para o Brasil conseguir, pela primeiras vez, duas vitórias seguidas nas Eliminatórias.

A minha singela participação:

– Robinho tem talento para um dia ganhar o prêmio de melhor do mundo. Mas virou um tremendo mascarado e este é seu grande obstáculo. Está até difícil torcer por ele… (conto com um golaço do Robinho no Maracanã)

– Dunga, um jogador que sempre respeitei e até cultuei, é um dos treinadores menos carismáticos que já vi na vida. Não consigo ter a menor empolgação quando escuto ele falar.

– Fixar Gilberto Silva e Josué no time titular é de uma mesmice e de uma falta de repertório incríveis.

– Kaká é o melhor jogador brasileiro na atualidade, disparado, e hoje ele é muito mais importante para o time do que o técnico. Baixa a bola, Dunga.

– Adriano e Luis Fabiano quebram um baita galho. Mas se o Gordo estiver a fim da Copa de 2010, não custa nada calçar as sandálias da humildade e dar uma atenção para ele. Nossos centroavantes atuais são bons, mas são comuns.

Ajude o Brasil, mande também a sua mensagem (sincera…) para o jogo com a Colômbia.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Seleção Tags: , ,
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