Arquivo da Categoria São Paulo
22/01/2009 - 14:13
Aposto que, depois da abertura do Paulistão, tem torcedor do Palmeiras pensando assim da gente, os “entendidos”, os jornalistas que alertaram para o fato de o Palmeiras estar montando um time de garotos, um time a médio prazo, e o São Paulo ter hoje o melhor elenco do país e, conseqüentemente, o melhor time do Estadual também:
– E agora, o que vocês vão falar? Essa imprensa é tendenciosa, bairrista etc. E agora, o que vocês vão falar diante da vitória do Palmeiras e do empate do São Paulo?
Minha resposta: nada. Absolutamente nada. Os resultados não querem dizer muita coisa. Lenny não virou craque porque deu um belo passe na partida contra o Santo André. E o time do Muricy não está menos bom porque tropeçou no Ituano.
O Palmeiras ainda é um time promissor, mas ainda é uma incógnita sobre se vai dar tempo de encaixar ainda no primeiro semestre. Querem uma prova sobre o quanto começo de campeonato engana? Ano passado, o atual campeão paulista começou tropeçando em todo mundo. E só foi engrenar do meio do campeonato para frente…
Estou é curioso para ver como Luxa vai se sair com um time de garotos. Exceção feita ao Bragantino de 1990, ele sempre fez sucesso, sempre levantou taças quando formou times caros, recheados de cobras criadas. Que ele é muito bom, ninguém duvida. Mas agora está diante de um desafio diferente em sua carreira.
Ingressos do Corinthians
Fico me colocando na pele dos dirigentes do Corinthians. Com a chegada de Ronaldo, eles colocam o ingresso mais caro a 150 reais (só um bando de louco muito endinheirado pagar tudo isso a fim de ver Corinthians x Barueri…). Mas Ronaldo só vai jogar em março. E não dá, convenhamos, para estabelecer: “quando ele jogar, custa mais caro”. Porque aí, em um treino na véspera da peleja, ele pode se machucar. Ou ele pode jogar cinco minutos e sentir uma lesão – pediriam o dinheiro de volta neste caso? Ou ele pode jogar muito mal, perder um pênalti. Então, fica 150 pratas o ingresso mais caro — a atitude louvável, neste caso, é pelo menos deixar um ingresso com preço popular, a 20 reais, promessa que o departamento de marketing está cumprindo. Mas, cá entre nós, cobrar 150 pratas para Corinthians x Barueri é piada de mau gosto.
Autor: André Rizek - Categoria(s): Corinthians, Palmeiras, São Paulo
Tags: Paulistão
16/01/2009 - 10:19

Quem acompanha Placar (e o noticiário do São Paulo, de uma maneira em geral) já ouviu falar do Oscar. O garoto é de 1991 e completa 18 anos em setembro. Veste a camisa 10 do time na Copa São Paulo (fez o primeiro gol contra o Juventus, quinta-feira) e já vinha aparecendo, discretamente, no time profissional (no banco em alguns jogos).
Muricy almoçou com o pessoal da redação quinta-feira. Papo agradável. E falou bastante da aposta que faz no garoto. “Jogador diferente” é a definição que ele usa para Oscar. Por isso, tem levado o jogador sempre que pode para os treinos e a concentração dos profissionais. É para ele não sentir o peso quando tiver que segurar o rojão, de fato, no time de cima.
Oscar tem 1m79 e apenas 66 quilos. Tem uma alimentação diferente da dos demais jogadores e faz um trabalho muscular e toma suplementos para poder crescer. Segundo comenta-se no clube, os resultados vão começar a ser notados no segundo semestre, quando os hormônios masculinos do rapaz estarão prontos para “bombar o corpo” do jogador.
Quem assiste aos jogos da Copinha nota que o São Paulo tem um setor ofensivo bastante promissor nas suas categorias de base. Mas Oscar, pela inteligência com que joga, realmente se destaca. É o Muricy quem está dizendo… O técnico, desconfiado, sabidamente não confia muito nos reservas, tampouco nos garotos que tinha à disposição em 2008. Se está (finalmente) encantando com um júnior, é para assistirmos ao Oscar com atenção na Copinha.
Autor: André Rizek - Categoria(s): São Paulo
Tags: Muricy, Oscar
06/01/2009 - 17:53
Ânderson só não encontrou espaço no São Paulo porque o time do Muricy tem zagueiro (bom) saindo pelo ralo. Não está no patamar de um Miranda, de um Thiago Silva. Mas ele sabe que merece espaço, levando-se em conta o nível dos beques de boa parte de nossas equipes. Seria titular absoluto hoje no Flamengo (reeditando a bela dupla com Fábio Luciano do Corinthians de 2002), no Botafogo, no Fluminense, no Palmeiras, no Cruzeiro. Disputaria posição, com boa chance de levar, com o colorado Índio. Ânderson procura time. Eu apostaria nele…
Jadílson tricolor
Depois de Alex Mineiro, outra bela contratação do Grêmio, levando-de em conta que o Tricolor de Celso Roth joga no 3-5-2. No 4-4-2, como um lateral daqueles “papai-e-mamãe”, Jadílson é um bonde. Como ala, é bastante competente. O Tricolor me surpreende, positivamente, neste começo de ano. Algo me diz que Ruy, que fez um bom campeonato pelo Náutico ano passado, também vai ser daqueles jogadores de quem se diz: “O Grêmio transforma as pessoas”.
Autor: André Rizek - Categoria(s): Grêmio, São Paulo
Tags: Ânderson, Jadílson, Ruy
17/12/2008 - 15:35
O São Paulo já trouxe quatro jogadores. Wagner Diniz é uma ótima aposta para um time que joga com três zagueiros (e portanto com alas) e até hoje não conseguiu encontrar substitutos para Ilsinho e Souza – Joílson terminou bem o Brasileiro, mas não agarrou a posição em nenhum momento, tanto que Zé Luis era o (bom) titular do setor. Eduardo Costa é um bom reforço (discordo do mestre Alberto Helena Jr., que vê nele um retrocesso, o chamado “brucutu”), mas não é para estourar rojão. Renato Silva será apenas reserva do reserva (Anderson). E aí tem o Washington…
Quem acompanha o blog ou o Arena Sportv sabe que considero o cara um baita centroavante, embora eu esperasse mais dele este ano. O leitor há de perguntar: esperar mais de quem fez gols fundamentais para o Flu chegar à final da Libertadores, e que terminou como artilheiro do Brasileirão? Sim, esperava mais. Bem mais. Washington também perdeu muitos gols, em um time que jogava em sua função, e mostrou um nervosismo pouco habitual quando esteve de frente pro crime. Mas, repito, é um baita centroavante.
Se formos comparar com Borges e Dagoberto, ouso dizer que a atual dupla de ataque do Tricolor merece ser mantida no time titular quando 2009 começar, pelo que os dois jogaram na reta final — é claro que depende de como Muricy pretender armar o time ano que vem. Mas faltava ao São Paulo um centroavante mais forte, que jogue com o corpo, que dê trombada. E em uma Libertadores, com adversários tão diferentes a cada jogo, em uma competição na qual você sempre precisa ter várias alternativas (como a bola parada ou alçada na área, justamente o que eliminou o São Paulo ano passado…), a chegada de Washington é muito bem vinda para o Tricolor. E para Rogério Ceni, que de novo teve uma pequena participação na contratação. Assim como havia feito com o Aloísio, o capitão tricolor deu sua “chancela” para o clube trazer o camisa 9, nas conversas que mantém com o chefe Muricy e os cartolas. Ceni sabe das coisas…
Muricy que se vire para usar estes três atacantes ao longo do ano.
Agora, a roubada: Carlos Alberto. Ele negocia com o Flamengo e o vice de futebol rubro-negro, Kleber Leite, até conversou com um psicólogo nesta semana, sobre o problema de transtorno bipolar do qual sofre o jogador. Diz, animado, que isso não seria problema para tê-lo Gávea.
Sou leigo em psicologia, mas acho incrível como as pessoas tratam Carlos Alberto como “um grande jogador”, apenas com a ressalva de seu comportamento. Vejo por outro lado. O problema do Carlos Alberto é que, simplesmente, ele não é tão bom quanto muita gente ainda acredita que ela seja. Simples assim. Se trouxer o jogador, o Flamengo vai cair em uma roubada (na minha opinião). E não será por causa do cabeça dele, mas por causa dos pés mesmo. Carlos Alberto, o jogador, nunca me enganou…
Autor: André Rizek - Categoria(s): Flamengo, São Paulo
Tags: Carlos Alberto, Washington
07/12/2008 - 22:12
O time não é tecnicamente brilhante? Tudo bem (e quem é hoje em dia, no mundo?). Mas quem dá uma arrancada de 18 jogos sem perder não pode ser questionado como grande campeão.
Já se falou quase tudo sobre o título do São Paulo. Pela estrutura que tem, pela comissão técnica, por tudo que tudo mundo já sabe, a taça está em ótimas mãos. Como estaria também se o campeão fosse o Grêmio.
A diferença entre os dois tricolores, se é que ela existe dentro de campo, é mínima. E isso só aumenta o mérito do clube gaúcho, que neste momento trabalha com condições financeiras bem menos favoráveis – e por isso considero o Grêmio como o grande clube do campeonato, o que fez mais com menos.
Campeonato espetacular, graças ao equilíbrio, à maluquice de alguns resultados e a grandes jogos nesta reta final. Mas teve a desastrosa maneira de tratar o “caso Wagner Tardelli”…
Não vejo nenhum problema se, diante de um indício, mínimo que seja, um árbitro seja preterido de uma partida. Ainda mais uma partida que valha a taça. Mas nossa cartolagem fez tudo errado.

NÃO HÁ INVESTIGAÇÃO NENHUMA DO MINISTÉRIO PÚBLICO SOBRE WAGNER TARDELLI.
Aos fatos (relatados na edição desta segunda-feira no Jornal Placar).
1. Na sexta-feira, a secretária do presidente da Federação Paulista, Marco Polo Del Nero, atendeu uma ligação por engano que seria, supostamente, da secretária do presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, para o vice da FPF, Reinaldo Carneiro de Bastos (a secretária dele senta-se ao lado da de Marco Polo).
2. Neste suposto telefonema, a secretária de Juvenal teria comentado sobre um envelope que seria entregue para Wagner Tardelli, o árbitro (ruim) que estava escalado para o jogo com o Goiás.
3. Ao saber do ocorrido, o presidente da FPF telefonou para os promotores do Gaeco (Grupo de Apoio e Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo), querendo dividir a informação e pedindo aconselhamento. É o Gaeco que denuncia Edílson Pereira de Carvalho e os membros da chamada Máfia do Apito, no famoso escândalo do Brasileiro de 2005. Também foi aberta, naquele ano, uma investigação no MP sobre pressão de dirigentes sobre a arbitragem. Reinaldo Carneiro de Bastos era um dos investigados – a investigação está morta, ele não vinha sendo monitorado pelas autoridades.
4. Os promotores do Gaeco aconselharam que Del Nero contasse o caso para a comissão de arbitragem da CBF. Mais nada. Por enquanto, o MP não vê motivo para entrar no caso.
5. A CBF, sem dar maiores explicações à opinião pública, afastou Tardelli do jogo do São Paulo com o Goiás e deu espaço para que um show de desinformação tomasse conta do fim de semana – já que ninguém tinha um esclarecimento digno.
O problema não foi tirar Tardelli do jogo (ele é considerado vítima pelo MP, por enquanto). Foi a maneira pouco transparente com que agiram neste caso.
O Jornal Placar desta segunda-feira trata o assunto como “dossiê dos aloprados”, em alusão aos documentos (falsos) que petistas tentaram comprar na eleição de 2006, para incriminar (sem provas) alguns adversários tucanos. Tivemos a versão dos aloprados do futebol neste fim-de-semana.
Talvez seja um detalhe ou exagero meu. Mas um campeonato espetacular merecia mais respeito.
Autor: André Rizek - Categoria(s): Brasileirão, Grêmio, São Paulo
Tags: CBF, Wagner Tardelli
30/11/2008 - 23:01
Sei que vai ter muita gente pegando no meu pé nesta segunda-feira, por causa do post aí de baixo (”o são-paulino é cínico”). Minha resposta é de que um pouco de cinismo às vezes cai bem…
Mas, falando sério, a verdade, pelo menos para mim, é que não foi por causa do “já ganhou” que o São Paulo deixou de levar o hexa neste domingo. Por que aconteceu:
– O time estava ansioso, não acomodado. E, ansioso, errou mais que o costume.
– Longe de ser uma máquina, o arrumadinho Fluminense fez uma grande partida no Morumbi. E foi muito esperto. Reforçou a marcação pelo lado direito de sua defesa. E colocou Arouca para cair nas costas do Jorge Wagner. Com isso, aproveitou o maior buraco que há neste São Paulo. E também matou aquele que vinha sendo a válvula de escape do Tricolor…
– O São Paulo ganhou alguns jogos na marra durante esta arrancada final (faz parte da vida de qualquer equipe vencedora). Foi assim, por exemplo, contra rivais mais fracos que o Fluminense, como a Lusa (aquele gol nos descontos…) e o Vasco. O São Paulo não dominou estes jogos. Mas venceu. Desta vez, não veio a tal da sorte de campeão. A bola do jogo (André Dias cabeceia na cara do gol), aos 37 do segundo tempo, bateu na trave.
O São Paulo era o virtual campeão. Agora, foi rebaixado a “apenas” favorito. Não é nenhum absurdo supor que este abusado Goiás (ainda mais turbinado com mala-branca, preta e azul) possa vencer o líder. Mas, que depois de deixar escapar o hexa neste domingo, é difícil acreditar que o time do Muricy vá vacilar de novo.
Este campeonato merecia uma última rodada como a que teremos!
Coitado do Vasco:
Vai sentir na pele o que é depender deste time do Flamengo na hora H… Isso que é castigo de flamenguista!
Autor: André Rizek - Categoria(s): Brasileirão, Fluminense, São Paulo
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28/11/2008 - 16:46
O grande Zico disse anteontem que “o São Paulo não é um clube de massa. Por isso as coisas lá dentro têm dimensão menor que no Flamengo ou no Corinthians”. Tentava argumentar que, por causa disso (o que é ser clube de massa?), o São Paulo consegue passar por seus momentos ruins - como no começo do Brasileiro – de maneira mais rápida e tranqüila.
Bobagem. O São Paulo consegue passar por seus momentos ruins de maneira mais rápida e tranqüila porque, há algum tempo, é mais bem administrado que estes clubes. Como qualquer empresa mais bem arrumadinha vai sofrer menos nas crises.
Isso é básico – e é absolutamente normal que gênios (da bola) como Zico falem coisas aos vento, porque essa gente é perguntada sobre tudo, mesmo morando no Uzbequistão. O que acho curioso mesmo são os estereótipos que temos de clubes e torcedores…
O são-paulino, por exemplo. É, acima de tudo, um cínico. No bom sentido. Não há um tricolor que eu não encontre por aí que saia do discurso (como conseguiram ensaiar?). “Ainda está difícil…” “O Fluminense é f… Não tem nada garantido”. “Favorito nada. Tem muita coisa pela frente”.
Quando o São Paulo estava lá atrás, todos diziam que “o Palmeiras vai ser campeão”. Fingiam, os são-paulinos, que o time do Muricy não era de nada.
O Corintiano é espalhafatoso. Se a taça estivesse perto (menos perto, até), ele já estaria por aí buzinando o carro, insuportável, tirando sarro até da sombra, estaria falando “campeão” 789 vezes por dia.
O são-paulino diz que teme a máquina do Renê Simões domingo, no Morumbi lotado, a uma vitória do hexa, com apenas o desfalque de Zé Luís. Cínico, ri por dentro. E já faz tempo nesse campeonato, sem que a gente percebesse…
PS1: A quem curte a Carta-Bomba da sexta-feira: escreverei na segunda, depois da rodada. Não sei se perdi o bom-humor hoje… Mas não vi ninguém que merecesse a sua nesta semana. Alguém viu?
PS2: Por falar em estereótipo de torcida. É impressionante como, a cada que vez que escrevo algo banal na linha ”não foi pênalti para o Mengo”, os rubro-negros se mobilizem tanto! Isso é fanatismo religioso, minha gente – e, confesso, acho que tem seu lado admirável…
Autor: André Rizek - Categoria(s): Brasileirão, São Paulo
Tags: são-paulinos
24/11/2008 - 16:41
O São Paulo deve terminar o campeonato chegando à impressionante marca de 18 jogos invictos.
O São Paulo é dono do melhor ataque, disparado, e da segunda melhor defesa do Brasileirão.
O São Paulo venceu 9 de seus últimos 10 jogos!
Dizer que o Brasileiro de 2008 não tem um grande campeão é, na verdade, uma grande injustiça.
A arrancada e os números do Tricolor nesta reta final fazem do São Paulo um dos grandes campeões da história do Brasileiro.
Não vamos confundir as coisas. Eu não pagaria ingresso para ir assistir ao São Paulo jogar. O programa certamente não é capaz de divertir alguém que não seja torcedor do time, para quem basta a vitória, nem que seja com gol de joelho, para ter satisfação garantida.
O time não se exibiria no teatro municipal (para usar a famosa expressão do Muricy, depois de uma vitória de 1 x 0 sobre o Náutico). Como se exibiam o Flamengo do Zico, o São Paulo do Careca, o Palmeiras de 1993/1994, o Santos do Robinho.
O espetáculo do São Paulo é ser competitivo. Como nenhum outro time deste país.
E isso não tira em nada os méritos de um dos grandes campeões que o Brasileirão já teve.
Autor: André Rizek - Categoria(s): Brasileirão, São Paulo
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17/11/2008 - 17:23
Noticiamos no jornal Placar desta segunda-feira que representantes do meia do Coritiba se reúnem amanhã com a diretoria do São Paulo. O martelo não será batido. O Tricolor, por enquanto, quer saber quanto custa o jogador que chegou para o Coxa por 700 mil reais, vindo do Santa Cruz, e que agora está valorizado, depois de fazer um bom Brasileiro. Entre o clube paulista e o jogador não haveria nenhuma dificuldade de acerto.
Nas últimas semanas também foi noticiado que o Palmeiras estaria interessado no jogador. Não existe nada com o Verdão (pelo menos até agora). Carlinhos é que se encantou com a idéia de jogar com Vanderlei Luxemburgo — técnico que tem a imagem de valorizar os jogadores que atuam na equipes dirigidas por ele –, mas não houve interesse mútuo.
Volante ou meia?
Hernanes esteve hoje no Arena Sportv. Conversando com ele fora do ar, sobre sua maneira de jogar, ele disse aquilo que todo mundo já sabe: é um volante, não um meia. Mas é sempre melhor ouvir essas coisas (de conhecimento público) da boca do próprio jogador.
“Eu me saio melhor quando chego no ataque vindo de trás, não recebendo a bola lá na frente. Sou volante mesmo, não um meia”.
Para muita gente, volantes técnicos são a mesma coisa que um armador. Não são. Assim como atacantes não são meias. Mais de Hernanes:
“Eu só consigo render se tiver um volante marcador ao meu lado, para eu ter de liberdade de avançar. Por isso me encaixei tão bem com o Jean”. Ele disse UM volante. Se o São Paulo usasse Jean, Zé Luís e Hernanes no meio, por exemplo, o jogador se transformaria em um meia. E não daria certo.
Resumo da ópera: Hernanes é segundo volante. E qualquer coisa fora disso é improvisá-lo – e diminuir seu futebol. Problema para quem, como eu, gostaria de ver Hernandes e Ramires como os volantes da Seleção…
Autor: André Rizek - Categoria(s): São Paulo
Tags: Carlinhos Paraíba, Hernanes
30/10/2008 - 11:52
Um dia o Flamengo perde em casa do Atlético Mineiro, no outro enfia 5 x 0 goela abaixo no Coritiba. O Cruzeiro perde do fraco Atlético Paranaense, depois massacra o líder Grêmio. O único time que vem mantendo uma boa média de resultados nesta reta final, invicto há 12 jogos, é o São Paulo. De “resultados”. O time, cascudo, é mais competitivo que os outros neste G5, mesmo sem jogar, necessariamente, o melhor futebol. Ou o mais “vistoso”, como queiram. O São Paulo (ê time cascudo) ganha na marra — e contra o Botafogo ganhou no apito… Mas seu jogo não “flui” como o do Cruzeiro (nos bons dias), nem como o jogo do próprio São Paulo ano passado.
Num mata-mata, seria mais imprevisível. Mas como em pontos corridos ganha o mais regular, já decretaram a “pinta de campeão” para o São Paulo. Basta ver as manchetes, escutar os programas de rádio, conversar com as pessoas na rua (de São Paulo…). Há duas semanas, a “pinta” estava colada no Palmeiras.
O Palmeiras empacou (e a torcida sente isso — como pode irem apenas 13 mil pessoas nesta partida com o Goiás?). Faz duas semanas, eu via o time do Luxemburgo no melhor momento técnico entre os participantes do G5. Está claro, depois de má partida contra o Goiás, que o time reduziu a marcha de maneira preocupante — levou sufuco e, ganhando de 1 x 0, deu brecha para vários contra-ataques perigosíssimos do rival, em pleno Palestra Itália.
A maioria das pessoas sempre desconfiou do Grêmio. Mas eu, sinceramente, não vejo qual é a novidade nesta derrota de 3 x 0 para o Cruzeiro… O time levou 2 x 0 da Lusa duas rodadas atrás! A torcida do Grêmio sabe que o time está sujeito a tropeços como este. Prova disso é que, uma rodada depois de ser massacrado pelo Inter no Beira Rio, os tricolores foram encher o Olímpico para a partida seguinte, contra o Santos (um belo contraste com a torcida do Palmeiras, que desanimou com os 3 x 0 que o time levou do Fluminense no sábado…).
O Cruzeiro é o time preferido (de assistir) para a maioria das pessoas (incluindo Muricy Ramalho). O Flamengo tem boa seqüência dentro de casa…
Desculpem frustá-los, caros leitores. A seis rodadas do fim, ainda não consigo completar a frase que dá o título deste post… Seria um mero chute. E eu mudaria de idéia na semana que vem.
Que campeonato!
Autor: André Rizek - Categoria(s): Brasileirão, Cruzeiro, Flamengo, Grêmio, Palmeiras, São Paulo
Tags: G5
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