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	<title>Carta-bomba, por André Rizek &#187; Política</title>
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	<description>sobre futebol nacional e internacional: notícias, bastidores e opiniões</description>
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		<title>Um Flaflu na política</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 15:05:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Rizek</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições]]></category>

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		<description><![CDATA[Petistas e tucanos sempre fizeram o maior esforço para mostrar que são diferentes, que não podem se misturar, como se fossem água e óleo. Seus principais líderes, como José Serra, Fernando Henrique e Lula, têm trajetórias até certo ponto semelhantes. Surgiram na política durante a luta contra a ditadura militar e os políticos da extinta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Petistas e tucanos sempre fizeram o maior esforço para mostrar que são diferentes, que não podem se misturar, como se fossem água e óleo. Seus principais líderes, como José Serra, Fernando Henrique e Lula, têm trajetórias até certo ponto semelhantes. Surgiram na política durante a luta contra a ditadura militar e os políticos da extinta Arena, que hoje estão em partidos como o antigo PFL (hoje DEM), PTB, PDS (hoje PP).</p>
<p>Mas para brigar um com o outro pelo poder, o PSDB foi buscar o antigo PFL do ACM para suas fileiras, quando viu a chance de chegar à presidência. E o PT foi atrás do PTB do Roberto Jeferson, do PP do Maluf e de muitos outros. Tudo isso porque petistas e tucanos, por mais afinidades que tenham, brigam por poder e não aceitam dividi-lo. O PT tem mais afinidade ideológica com o PSDB de José Serra e Fernando Henrique ou com o PP de Maluf, que hoje faz parte de sua base aliada no Congresso?</p>
<p>Política no Brasil virou um Flaflu, um Grenal, um São Paulo x Palmeiras. Petistas e tucanos mais parecem torcedores rivais que políticos de verdade. Vejam os exemplos das eleições municipais de Minas Gerais, Rio e São Paulo.</p>
<p>No Rio, os petistas apóiam no segundo turno o tucano de carteirinha Eduardo Paes (agora no PMDB, mas o cara fez fama como tucano roxo, quando foi secretário-geral do partido). Apóiam Paes contra o ex-petista de carteirinha Fernando Gabeira (quase foi candidato a vice-presidente na chapa do Lula em 1989&#8230;). Gabeira tem um vice tucano e será apoiado, obviamente, pelo PSDB no segundo turno. Que coisa de maluco! É o PSDB apoiando o Gabeira (está certo que fez oposição ao Lula, mas é o Gabeira&#8230;). E o PT apoiando o Eduardo Paes (está certo que está no PMDB, mas é o Eduardo Paes&#8230;). Não era mais fácil fazer uma chama tucano-petista de verdade, em vez de ficar fazendo esses caminhos tortuosos? A eleição no Rio mostra com exatidão: petistas e tucanos deveriam ser muito mais aliados que adversários.</p>
<p>Foi o que tentaram em Minas o governador tucano Aécio Neves e o prefeito petista Fernando Pimentel. Lançaram juntos um candidato que tinha tudo para ser um marco na política brasileira. Mas aí o candidato não venceu no primeiro turno. E o que a gente vê? Um monte de líder petista e tucano comemorando o “fracasso” do acordo. Por que, se desse certo, as pessoas poderiam descobrir que PT e PSDB, no fundo, são mais aliados que adversários mesmo. E que, juntos, não precisariam se aliar a partidos que sempre combateram. Mas aí acabaria o doce das crianças&#8230; E PT e PSDB, se coligados, não poderiam mais brigar por poder. O poder, no fim das contas, é o que conta para eles.</p>
<p>Como mostra a eleição em São Paulo. Converse com um petista sobre o segundo turno na capital paulista e você vai ouvir que nem tudo está perdido, porque o partido espera que boa parte dos votos de Alckmin migre para Marta agora. Motivo: os tucanos teriam mais afinidades ideológicas com os petistas do que com seus aliados do DEM. Basta ver que, em 1998, Marta apoiou o tucano Mário Covas no segundo turno para o governo estadual. E Kassab estava com Paulo Maluf naquela eleição.</p>
<p>Embora parecidos, eles não se misturam de jeito nenhum. PT e PSDB não são exatamente partidos. Viraram torcidas. E, como qualquer discussão futebolística entre gente apaixonada, não há mais razão em jogo, ficou apenas a paixão. A paixão, no caso, de derrotar o outro, nem que seja com gol de mão, atropelando seus próprios princípios.</p>
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