Arquivo da Categoria Grêmio
06/01/2009 - 17:53
Ânderson só não encontrou espaço no São Paulo porque o time do Muricy tem zagueiro (bom) saindo pelo ralo. Não está no patamar de um Miranda, de um Thiago Silva. Mas ele sabe que merece espaço, levando-se em conta o nível dos beques de boa parte de nossas equipes. Seria titular absoluto hoje no Flamengo (reeditando a bela dupla com Fábio Luciano do Corinthians de 2002), no Botafogo, no Fluminense, no Palmeiras, no Cruzeiro. Disputaria posição, com boa chance de levar, com o colorado Índio. Ânderson procura time. Eu apostaria nele…
Jadílson tricolor
Depois de Alex Mineiro, outra bela contratação do Grêmio, levando-de em conta que o Tricolor de Celso Roth joga no 3-5-2. No 4-4-2, como um lateral daqueles “papai-e-mamãe”, Jadílson é um bonde. Como ala, é bastante competente. O Tricolor me surpreende, positivamente, neste começo de ano. Algo me diz que Ruy, que fez um bom campeonato pelo Náutico ano passado, também vai ser daqueles jogadores de quem se diz: “O Grêmio transforma as pessoas”.
Autor: André Rizek - Categoria(s): Grêmio, São Paulo
Tags: Ânderson, Jadílson, Ruy
07/12/2008 - 22:12
O time não é tecnicamente brilhante? Tudo bem (e quem é hoje em dia, no mundo?). Mas quem dá uma arrancada de 18 jogos sem perder não pode ser questionado como grande campeão.
Já se falou quase tudo sobre o título do São Paulo. Pela estrutura que tem, pela comissão técnica, por tudo que tudo mundo já sabe, a taça está em ótimas mãos. Como estaria também se o campeão fosse o Grêmio.
A diferença entre os dois tricolores, se é que ela existe dentro de campo, é mínima. E isso só aumenta o mérito do clube gaúcho, que neste momento trabalha com condições financeiras bem menos favoráveis – e por isso considero o Grêmio como o grande clube do campeonato, o que fez mais com menos.
Campeonato espetacular, graças ao equilíbrio, à maluquice de alguns resultados e a grandes jogos nesta reta final. Mas teve a desastrosa maneira de tratar o “caso Wagner Tardelli”…
Não vejo nenhum problema se, diante de um indício, mínimo que seja, um árbitro seja preterido de uma partida. Ainda mais uma partida que valha a taça. Mas nossa cartolagem fez tudo errado.

NÃO HÁ INVESTIGAÇÃO NENHUMA DO MINISTÉRIO PÚBLICO SOBRE WAGNER TARDELLI.
Aos fatos (relatados na edição desta segunda-feira no Jornal Placar).
1. Na sexta-feira, a secretária do presidente da Federação Paulista, Marco Polo Del Nero, atendeu uma ligação por engano que seria, supostamente, da secretária do presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, para o vice da FPF, Reinaldo Carneiro de Bastos (a secretária dele senta-se ao lado da de Marco Polo).
2. Neste suposto telefonema, a secretária de Juvenal teria comentado sobre um envelope que seria entregue para Wagner Tardelli, o árbitro (ruim) que estava escalado para o jogo com o Goiás.
3. Ao saber do ocorrido, o presidente da FPF telefonou para os promotores do Gaeco (Grupo de Apoio e Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo), querendo dividir a informação e pedindo aconselhamento. É o Gaeco que denuncia Edílson Pereira de Carvalho e os membros da chamada Máfia do Apito, no famoso escândalo do Brasileiro de 2005. Também foi aberta, naquele ano, uma investigação no MP sobre pressão de dirigentes sobre a arbitragem. Reinaldo Carneiro de Bastos era um dos investigados – a investigação está morta, ele não vinha sendo monitorado pelas autoridades.
4. Os promotores do Gaeco aconselharam que Del Nero contasse o caso para a comissão de arbitragem da CBF. Mais nada. Por enquanto, o MP não vê motivo para entrar no caso.
5. A CBF, sem dar maiores explicações à opinião pública, afastou Tardelli do jogo do São Paulo com o Goiás e deu espaço para que um show de desinformação tomasse conta do fim de semana – já que ninguém tinha um esclarecimento digno.
O problema não foi tirar Tardelli do jogo (ele é considerado vítima pelo MP, por enquanto). Foi a maneira pouco transparente com que agiram neste caso.
O Jornal Placar desta segunda-feira trata o assunto como “dossiê dos aloprados”, em alusão aos documentos (falsos) que petistas tentaram comprar na eleição de 2006, para incriminar (sem provas) alguns adversários tucanos. Tivemos a versão dos aloprados do futebol neste fim-de-semana.
Talvez seja um detalhe ou exagero meu. Mas um campeonato espetacular merecia mais respeito.
Autor: André Rizek - Categoria(s): Brasileirão, Grêmio, São Paulo
Tags: CBF, Wagner Tardelli
03/11/2008 - 17:07
Existem duas maneiras de se analisar as chances de cada time neste reta final do Brasileiro:
1) Analisando a tabela de classificação e os adversários que cada equipe tem pela frente.
2) Olhando para o que acontece dentro de campo.
O ideal é achar o meio do caminho…
E aí fica difícil não apontar o São Paulo como favoritíssimo (é a primeira vez que escrevo isso). O Tricolor, que chega só agora à liderança, apenas na 33ª à liderança, tem os adversários mais fracos pela frente, na comparação com os outros candidatos. E ainda está, disparado, no momento mais confiável entre todas as equipes do
campeonato, invicto há 13 jogos.
O que aconteceu para o São Paulo ter se “solidificado” nesta reta final? Não acredito que existam grandes mágicas aí. Miranda, que passou boa parte do primeiro turno machucado, voltou com tudo e a defesa é, de novo, uma rocha. Depois de 1 500 testes, Muricy achou novamente uma dupla de volantes ou, como queiram, um companheiro para Hernanes. Qualquer torcedor sabe escalar o São Paulo do goleiro ao Borges (esse é outro que, depois de um bom tempo lesionado, voltou com tudo no segundo turno). Qualquer torcedor sabe dizer como o time joga e se comporta dentro de campo – ainda que não seja um jogo tão gostoso de se assistir…
Até porque o São Paulo não vem sofrendo muitos desfalques neste momento crucial. Os jogadores pendurados estão se segurando e o time tem, no máximo, uma ausência por jogo (o Tricolor não tem grandes reservas, como Muricy bem sabe).
Não é o caso do Palmeiras, que empacou e está em queda — e a esta altura do campeonato Vanderlei Luxemburgo (obrigado pelas circunstâncias na maioria das vezes, é verdade) vem tendo de fazer alguns malabarismos. Nem o caso do Grêmio que, vai para a próxima rodada sem toda a sua defesa titular.
É claro que há as tais conversas de vestiário, uma chacoalhada que o Muricy deu na turma depois de um empate com o Atlético Mineiro… Mas, no fundo, não existe nenhum fato extraordinário para o São Paulo ter assumido essa “pinta de campeão”. Muricy é um trabalhador. De tanto trabalhar, de tanto martelar o mesmo prego, o São Paulo enfim virou um time confiável. E nos pontos corridos ganha o mais confiável.
O Cruzeiro segue sua rotina de fazer um jogo perfeito na quarta-feira e outro horroroso na semana seguinte, o Flamengo não transmite a menor confiança, o Palmeiras ganhou do Santos jogando mal (pela terceira partida seguida). Na ausência de uma grande equipe este ano (como era o São Paulo ano passado), a mais confiável (ainda que não seja brilhante) está caminhando para a taça. E nada, neste momento, olhando para a tabela e para o que acontece dentro de campo, indica que o quadro vá se modificar.
Autor: André Rizek - Categoria(s): Brasileirão, Cruzeiro, Flamengo, Grêmio, Palmeiras
Tags: G5
30/10/2008 - 11:52
Um dia o Flamengo perde em casa do Atlético Mineiro, no outro enfia 5 x 0 goela abaixo no Coritiba. O Cruzeiro perde do fraco Atlético Paranaense, depois massacra o líder Grêmio. O único time que vem mantendo uma boa média de resultados nesta reta final, invicto há 12 jogos, é o São Paulo. De “resultados”. O time, cascudo, é mais competitivo que os outros neste G5, mesmo sem jogar, necessariamente, o melhor futebol. Ou o mais “vistoso”, como queiram. O São Paulo (ê time cascudo) ganha na marra — e contra o Botafogo ganhou no apito… Mas seu jogo não “flui” como o do Cruzeiro (nos bons dias), nem como o jogo do próprio São Paulo ano passado.
Num mata-mata, seria mais imprevisível. Mas como em pontos corridos ganha o mais regular, já decretaram a “pinta de campeão” para o São Paulo. Basta ver as manchetes, escutar os programas de rádio, conversar com as pessoas na rua (de São Paulo…). Há duas semanas, a “pinta” estava colada no Palmeiras.
O Palmeiras empacou (e a torcida sente isso — como pode irem apenas 13 mil pessoas nesta partida com o Goiás?). Faz duas semanas, eu via o time do Luxemburgo no melhor momento técnico entre os participantes do G5. Está claro, depois de má partida contra o Goiás, que o time reduziu a marcha de maneira preocupante — levou sufuco e, ganhando de 1 x 0, deu brecha para vários contra-ataques perigosíssimos do rival, em pleno Palestra Itália.
A maioria das pessoas sempre desconfiou do Grêmio. Mas eu, sinceramente, não vejo qual é a novidade nesta derrota de 3 x 0 para o Cruzeiro… O time levou 2 x 0 da Lusa duas rodadas atrás! A torcida do Grêmio sabe que o time está sujeito a tropeços como este. Prova disso é que, uma rodada depois de ser massacrado pelo Inter no Beira Rio, os tricolores foram encher o Olímpico para a partida seguinte, contra o Santos (um belo contraste com a torcida do Palmeiras, que desanimou com os 3 x 0 que o time levou do Fluminense no sábado…).
O Cruzeiro é o time preferido (de assistir) para a maioria das pessoas (incluindo Muricy Ramalho). O Flamengo tem boa seqüência dentro de casa…
Desculpem frustá-los, caros leitores. A seis rodadas do fim, ainda não consigo completar a frase que dá o título deste post… Seria um mero chute. E eu mudaria de idéia na semana que vem.
Que campeonato!
Autor: André Rizek - Categoria(s): Brasileirão, Cruzeiro, Flamengo, Grêmio, Palmeiras, São Paulo
Tags: G5
13/10/2008 - 19:59
Os gremistas (pelo menos os que eu conheço) sempre acham que o mundo conspira contra o tricolor gaúcho – talvez por isso mesmo seja uma torcida tão impressionante, porque eles acham que têm a missão divina de virar esse jogo imaginário do “contra tudo e todos”.
Hoje, o gremista tem motivo para se sentir assim… Tcheco foi punido, por unanimidade, por dois jogos de suspensão, graças à expulsão no Grenal. Vamos relembrar o lance. O clássico pegou o fogo e o juizão, para pôr ordem na casa, expulsou Tcheco e Edinho, do Inter, que se estranharam na lateral do campo. O cartão funcionou e o jogo continuou, mais ou menos em paz.
O cartão já estava de bom tamanho – e como Tcheco havia recebido pouco antes o terceiro amarelo, ele cumpriu dois jogos de suspensão. Mas aí veio o teatro, digo, o “julgamento” no Sensacional Tribunal de Justiça Desportiva. Tcheco estava denunciado por agressão, cuja pena mínima era de 120 dias (!!!). Aí, teve aquele teatro básico de “desqualificar” o artigo e chegaram ao consenso de dar mais um joguinho de suspensão para o capitão gremista. Quanta perda de tempo…
Esses caras adoram uma suspensão! Até quando o STJD vai achar que tem que ser “relevante”, que tem que marcar posição? Tribunal é como juiz de futebol: vai bem quando ninguém precisa lembrar que eles existem. Sabem o que vai acontecer agora? Para parecer “imparcial”, os próximos julgamentos também vão suspender jogador de times envolvidos na briga pela taça. Ebntrou em campo com a chuteira desamarrada? Um jogo de suspensão para ele! O calção tinha uma mancha de cândida? Três joguinhos para o cidadão! Os palmeirenses, especialmente, que se cuidem no tapetão…
O blog continua a cruzada: suspendam o tribunal!
Minha solidariedade aos gremistas.
Autor: André Rizek - Categoria(s): Brasileirão, Grêmio
Tags: STJD
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