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Arquivo da Categoria Carta-Bomba

30/01/2009 - 10:28

Meus caros leitores,

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Ando um tanto pasmo com o “amadorismo” do Ronaldo — o cara tinha uma boate dentro de casa, muito bem freqüentada, quando morava em Madri. Mas, agora desencanou definitivamente de passar a imagem do “atleta que sempre se supera”. Faz questão de mostrar ao mundo que veste a camisa e beija o escudo do Balada F.C. É direito dele – ainda mais se tem gente disposta a pagar 400 mil reais por mês, fora patrocínios, para um garoto-propaganda desse porte.

Mas o relato de que torcedores do Corinthians gritavam “Timão êo” enquanto o Fenômeno dava um beijo duplo em duas gatinhas, na cena pública de uma boate paulistana, mostra que o melhor do futebol ainda é o torcedor!

Nós, jornalistas, fazemos nosso papel (naturalmente um tanto careta neste caso) e esculachamos o jogador. Mas o torcedor, que é quem importa mesmo, via no placar da boate “2 x 0 Timão”. No fundo, como sabe (melhor que qualquer um) que jogar ou não jogar faz pouca diferença para o “Projeto Ronaldo” (e quem diz isso é o próprio presidente Andrés Sanchez, quando está longe dos microfones, segundo mais de um relato que ouvi de gente que o cerca), o torcedor tira onda e curte o baladeiro Ronaldo. Vejam pelo lado positivo (em uma visão heterossexual e machista, reconheço). Pelo menos agora, eram mulheres de verdade!

Sem jogar (será que ele vai jogar?), Ronaldo já deixou o futebol brasileiro mais divertido. Um dos maiores jogadores da história faz questão de terminar a carreira mostrando, sem vergonha nenhuma, que não quer mais ser chamado de Fenômeno ou coisas do gênero. Ele quer curtir a vida. Fumar seus cigarros, beber seus uísques, dar beijos duplos por aí, sem precisar mais se esconder, como se tudo isso fosse pecado. É divertido, vamos reconhecer. Dá até uma certa inveja.

Enquanto isso, Keirrison, Washington, Kleber Pereira (e até Pedrão!) vão marcando seus golzinhos no Paulistão… Gol com a bola de futebol, é claro.

E Robinho, que sempre idolatrou Ronaldo, vai no mesmo caminho do “presidente”. Na fila, logo atrás de Ronaldinho Gaúcho.

Será que Kaká vai conseguir criar uma geração de bons moços no futebol brasileiro, como Ronaldo e Romário pariram a geração do “treinar para quê, se somos bons pra caramba?”. Se isso acontecer, possivelmente teremos melhores atletas a serviço da seleção. E provavelmente personagens menos “complexos” e engraçados. Será que vale a pena? Me digam vocês…

DESPEDIDA

Impressionado com a velocidade deste time do Palmeiras — descontada a ruindade de várzea do Real Potosí. E com a lentidão do Fluminense — descontado o fato de ser começo de campeonato, me despeço de vocês, caros leitores, nesta sexta-feira.

Esta foi, literalmente, a derradeira Carta-Bomba que escrevo neste espaço. O blog se auto-destruirá neste último post (na verdade, deixará de ser atualizado, mas segue no ar até quando o portal quiser). É com dor no coração que anuncio minha despedida do IG, pois estou me juntando, de maneira exclusiva, a partir de março, às fileiras do Sportv.

Foi o maior barato fazer este blog e trocar idéias com vocês! Passei a conhecer muitos leitores (e críticos ferozes) pelo nome e estilo das mensagens. E gostava de encontrar a turma diariamente por aqui!

A toda equipe do iG, especialmente aos meus editores Mauricio Teixeira (que me trouxe), Gian Oddi e Mariana Castro, agradeço demais pela oportunidade, confiança, independência e liberdade que sempre tive para fazer o Carta-Bomba.

Sentirei muitas saudades deste nosso cantinho.
Em breve vocês me encontrarão por aí…

Um grande abraço!
Rizek

Autor: André Rizek - Categoria(s): Carta-Bomba, Corinthians Tags:
19/12/2008 - 08:52

Meu caro Ronaldo,

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Hoje cedo reli as cartas-bombas que escrevi para você antes e durante a Copa de 2002. A coluna, na época publicada pela Placar Semanal, nasceu pouco antes do Mundial. Primeiro, escrevi para dizer que duvidava de você. Não pelo seu futebol – você é o maior centroavante que eu vi jogar. Não acreditava era nas suas condições físicas, vindo de duas cirurgias seguidas no joelho. Depois, lhe escrevi para comemorar minha previsão furada, para falar do quanto sua participação naquela Copa fora extraordinária e emocionante…

E cá estou eu de novo, prezado Fenômeno, para duvidar de você mais uma vez. O que penso sobre o seu futebol segue intacto – tanto que, manco e escandalosamente gordo, você até conseguiu fazer um Mundial bastante razoável na Alemanha. Jogou muito mais que o magrinho Ronaldinho Gaúcho, por exemplo, jogou até mais que o Kaká. Porque você é craque, gênio. Mas eu não acredito. De novo…

Vejo os corintianos comemorando como se tivessem um novo Tevez, um craque muito superior a todos os outros jogadores, capaz de destruir defesas adversárias duas vezes por semana. Você já foi muito mais do que isso, prezado mito. Mas, de novo, eu não acredito…

Em 2002, duvidava do seu joelho – você conseguiu se manter fininho mesmo durante as lesões de 2000 e 2001, na Inter, porque queria, demais, ganhar uma Copa (jogando), mostrar ao mundo quem era o Ronaldo. Depois que mostrou, nunca mais foi o mesmo. Depois de todo o sacrifício que teve de fazer ao longo da vida, você foi curtir um pouco. Afinal, ela é curta demais!

No seu lugar, Ronaldo, eu provavelmente teria feito o mesmo! Depois de tantas privações, também iria me entregar às mulheres, baladas e rock and roll. Isso é bom demais, todo mundo sabe! Mas infelizmente não combina com quem tem de estar magrinho e voando por causa do joelho. Isso é básico: quem tem problema de joelho tem de estar o mais leve possível, para não gastar muito as articulações (conheço bem esse problema…). E faz pelo menos três anos que eu só vejo você gordo, gordo e gordo.

Não culpe as lesões. Você é que não conseguiu fechar a boca neste período, como fez em 2002. Você é que se entregou aos prazeres da vida. Tenho certeza de que quer voltar a ser chamado de atleta, de jogador de verdade, como você diz para seus amigos. Mas não vem fazendo por onde, não é? A gente conversa com os médicos, os fisioterapeutas, seus amigos… Entre os sacrifícios de uma fisioterapia e uma baladinha com os brothers, você tem optado pelo segundo. É seu direito.

Não tente me convencer que está apenas quatro quilos acima do seu peso ideal. Quatro quilos acima estou eu, pô! Você está gordíssimo, prezado craque. Faz três anos que eu eu ouço: “é só ele querer que volta a arrebentar”. A pergunta que fica é: mas você quer mesmo? Porque se chegou com 100 quilos (100 quilos, Ronaldo!) a uma Copa do Mundo, o máximo que um atleta pode almejar nessa vida, por que iria mudar tudo justo agora, no Corinthians, para jogar o Paulistão, a Copa do Brasil?

Eu não acredito, Ronaldo… Desculpe lhe dizer isso novamente, até porque gosto bastante de você. Mas eu não acredito. Tomara que, daqui a uns meses, lhe escreva novamente, como fiz em 2002, para dizer que eu estava errado. E que você assombrou o mundo novamente, ao voltar a ser o Fenômeno que a gente se acostumou a ver. Depende apenas de você…

Um ótimo fim de ano.
E não abuse do panetone!

Autor: André Rizek - Categoria(s): Carta-Bomba Tags:
04/12/2008 - 21:22

Meu caro Edmundo,

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Você diz que encerra a carreira domingo, ou talvez jogue mais um pouco nos Estados Unidos. Isso não importa. Você está na prorrogação (há algum tempo) e sabe disso. É nessas horas que a gente, da imprensa, começa a fazer um balanço sobre a carreira de vocês, os jogadores. Resumo a sua em duas palavras: que desperdício…

O cara que fez aquele gol espetacular contra o Manchester, no Mundial de clubes. Que jogou horrores pelo Palmeiras em 1993 e 1994. Que fez um Campeonato Brasileiro de Pelé em 1997. Que foi o dono do time com nove camisas diferentes no Brasil. Você será lembrado como um grande jogador e isso ninguém tasca. Mas você merecia muito mais, prezado Animal. Foi duas vezes mais atacante que o Cristiano Ronaldo. Mas não deixou que o mundo visse.

Um jogador tecnicamente extraordinário e com a força de um touro poderia chegar ao patamar de um Romário, de um Ronaldo. Sei que você acha que chegou lá. Mas não chegou, Edmundo…

E não reclame de chances! Você teve as suas na seleção. Poderia ter feito uma dupla de ataque com o Fenômeno em 1998. Mas fez biquinho e perdeu espaço, merecidamente, para um decadente Bebeto e um amestrado Denílson naquela Copa. Como você sempre se achou o tal, nem ligou para isso. Mas o tempo passou. E você nunca mais teria uma chance como aquela.

Também não reclame: “eu nunca pude jogar num Real Madrid”. Você teve suas chances na Itália, mas preferia abandonar a Fiorentina para pular carnaval no Rio. Que clube europeu gastaria grana em funcionário como você?

No fundo, Edmundo, você sempre se achou melhor do que realmente é. E por isso não chegou mais alto, ao lugar que seu futebol (só o seu futebol mesmo) merecia. Você termina como aquele que poderia ter sido, mas não foi um dos maiores atacantes da história do futebol. A culpa é sua. De mais ninguém. Um desperdício.

Que seja feliz nas novas empreitadas. Ah, e contrate um motorista!

Autor: André Rizek - Categoria(s): Carta-Bomba Tags:
21/11/2008 - 08:07

Meu caro Dunga,

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Batemos em Portugal, o resultado é espetacular, vai para os livros que registram a história da seleção. Parabéns para vocês. Mas…me diga uma coisa. Você sabe o que está fazendo com esse time?

Porque a impressão que eu tenho, acompanhando o seu trabalho aqui da minha poltrona, é que você não sabe direito… Que as coisas simplesmente vão acontecendo. Uma vez são três volantes, na outra são dois.  Depois voltam os três. Sem nenhum critério. Elano era titular absoluto, depois foi para o banco, daí voltou, aí fica um tempo sem ser lembrado, volta como camisa 7. E o Ronaldinho Gaúcho, então? Quando estava na maior pindaíba, gordo e sem jogar, virou homem de confiança nas Olimpíadas e Eliminatórias. Agora que ele ensaia uma boa seqüência de jogos no Milan, você diz que é preciso esperar que ele recupere a forma física. Me explique estas questões, prezado treinador.

Porque, para mim, nada disso parece ser pensado, planejado… Acho, isso sim, que você achou uma base. Ela tem Júlio César, Maicon, Lúcio, Juan (o rapaz está cheio de problemas físicos, duvido que chegue inteiro a 2010), Gilberto Silva (gosto não se discute, lamenta-se), Kaká, Robinho e, agora, Luís Fabiano. Seu trabalho se resume a oito jogadores. O resto (como eles são distribuídos em campo, que esquemas táticos o time deve usar etc) simplesmente “vai acontecendo”… Estou errado?

Autor: André Rizek - Categoria(s): Carta-Bomba, Seleção Tags:
14/11/2008 - 15:59

Meu caro Adriano,

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Sinceramente eu não sei se você percebe o que está jogando fora. A chance que está perdendo, o momento que está passando. Sem que você faça o menor esforço para agarrar.

Justamente na hora em que o Brasil fica sem aquele camisa 9 absoluto (depois de Careca, Romário e Ronaldo), na hora em que chega a sua vez de pelo menos tentar grudar essa camisa nas costas… Você consegue ser esse bobão, pastel, otário mesmo.

Era a sua vez na Copa de 2006, Adriano. Não deveria, mas o Parreira colocou você de titular naquele time. E aí o que acontece? Em vez de chegar tinindo, babando, você me aparece gordo. O Ronaldo chegar barrigudo a um Mundial, vá lá. Mas, você? O que deu na sua cabeça? Era para ter sido o maior momento da sua carreira.

E aí você joga fora.

Quando parece que vai se reerguer — faz uma bela temporada no São Paulo, volta bem à Inter com o técnico apostando em você –, pronto. Lá vem o Adriano de novo fazer bobagem (para não dizer outra coisa…).

Talvez você não consiga. Talvez (provavelmente, na verdade) seja um problema insolúvel de má formação social, de “bases”. Não sou seu conselheiro, não sou nem seu amigo. Mas é triste já saber, a esta altura do campeonato, o que vai acontecer com sua carreira.

O Império caiu, meu caro. Você vai da Inter para um Manchester City da vida, terá bons momentos (enquanto o físico de touro resistir a tantas bobagens…), depois cai em desgraça de novo. Aí vai jogar num Valladolid qualquer. Depois volta para o Brasil. Algo assim.

O Adriano que podia suceder Ronaldo, esse ficou para trás, enterrado. Tenho certeza de que ele existiu de verdade. Mas acabou.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Carta-Bomba, Seleção Tags:
24/10/2008 - 12:03

Meu caro Caio Júnior,

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Estava esperando por uma sexta-feira como esta, de Flamengo nas alturas, para lhe escrever novamente. Se lhe mandasse uma carta-bomba na derrota, iria parecer coisa de aproveitador…

Eu não acredito que seu Flamengo vá brigar pelo título. Mas a Libertadores “está logo ali” e seria um resultado de respeito na sua gestão à frente do Rubro-Negro. Particularmente tenho a maior simpatia por ver surgir um técnico diferente, no discurso e no jeito de trabalhar, um sujeito low profile, em um ambiente onde o legal, o que é valorizado, é ser estressado, marrento, mandão.

Está aí o “x” da questão, meu caro treinador… Longe de mim ensinar padre nosso ao vigário. Não sou treinador. Sou repórter. E por isso mesmo gosto de conversar com os jogadores, os seus colegas, os dirigentes… Acho que você gostaria de saber o que se diz a respeito do seu trabalho por aí.

Todo mundo no Palmeiras diz que você fez um trabalho importante lá. E aí tem o “mas”… Que você é, como posso usar um termo adequado, “vacilão” demais. Um técnico sem muita convicção das coisas que faz quando chega o momento da pressão, do “vamos ver”. Você sabe, Caio… Por incrível que pareça, a maioria dos jogadores e dos dirigentes (jornalistas também, eu lhe informo) gosta desses técnicos que são cheios de certeza. Mesmo quando fazem a maior bobagem, eles se mostram seguros de que deram uma tacada de gênio. E isso, de certa forma, deixa os boleiros e os dirigentes mais confiantes de que estão “em boas mãos”.

É sobre isso que, conversando aqui e ali, as pessoas se queixam de você. Fico mais à vontade para escrever isso depois de um 5 x 0 no Coritiba (que resultado…!). A manchete que eu mais tenho lido no Flamengo é “Caio Júnior em dúvida”. Você me parece ser um treinador sempre em dúvida, meu caro. É isso o que, agora, gente aí do seu time tem contado a seu respeito também.

“Quer tirar um jogador do time, tira logo! Mas mostra firmeza do que está fazendo. Não vem com ‘olha, hoje eu pensei que pode ser melhor para o time usar um outro jogador… Mas você é importante, vou precisar de você mais pra frente’”. Essa “queixa” quem me disse foi um atleta aí do seu time. Curioso. Se meu chefe conversar comigo nestes termos (e ele conversa), eu acharia ótimo. Mas parece que no futebol os caras gostam de quem mostra “autoridade”. Ou “convicção”, “firmeza”, chame do que quiser.

Justamente aquilo que eu mais admiro em você, um técnico novo e com idéias novas surgindo no futebol, é aquilo que os boleiros parecem menos gostar. Talvez não seja problema seu. Talvez nem seja problema. As coisas simplesmente parecem ser assim no futebol. De minha parte, eu torço (bastante) pelo seu sucesso. Espero que as coisas que escrevi, de alguma forma, possam ajudá-lo. Nem que seja ignorando-as…

Um bom fim-de-semana para você, prezado treinador.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Brasileirão, Carta-Bomba, Flamengo, Palmeiras Tags:
10/10/2008 - 11:07

Meu caro Eurico Miranda

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Se existe um tipo de pessoa pela qual sinto profundo desgosto são aquelas que nos apresentam dificuldades, só para depois nos vender facilidades.

Geralmente, a gente encontra gente assim no serviço público (a minoria corrupta). O sujeito do Detran que vem dizer que o recurso da sua multa está carimbado no quadrado errado da terceira via, mas que ele pode resolver isso mediante um pequeno pagamento por fora, “o senhor é quem sabe”… Ou quando a gente vai reformar a casa e o pedreiro diz que… “deu um probleminha na rede elétrica, mas posso resolver isso. Se o senhor pagar um pouquinho a mais que o combinado…”
 
Quer dizer então que basta chamar a sua pessoa de volta para salvar o clube do buraco que… você mesmo cavou? Isso é genial, seu Eurico. Só o senhor mesmo para ter tanta cara de pau… Voltar, “com plenos poderes”, como você sugere, para consertar em algumas semanas todo o estrago que causou ao longo de anos. Minha dúvida é há quanto tempo o senhor pensa nessa piada de mau gosto. Será que foi na montagem da equipe, lá no começo do ano? “Vou deixar uma bomba para o Roberto. E aí vão implorar pela minha volta, para desarmá-la”.

O que você poderia fazer para salvar o Vasco do rebaixamento, prezado Euricão, se lhe derem os tais “plenos poderes”? Fiquei curioso… Por acaso você teria o poder de arranjar pênaltis fajutos em Wagner Diniz em São Januário, ou intimidar adversários, ou contratar um bom pai-de-santo? Responda para a gente. Aposto que há mais gente curiosa sobre seus poderes…

Tenha um bom-fim-de-semana, Euricão. Ou melhor, que os vascaínos tenham. Nesse domingo, pelo menos, o time que você montou (e que a atual gestão conseguiu piorar) não vai envergonhá-los mais uma vez…

Sexta-feira é dia da Carta-Bomba aqui no Blog

Autor: André Rizek - Categoria(s): Brasileirão, Carta-Bomba, Vasco Tags:
02/10/2008 - 19:11

Meu caro René Simões,

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Quase caí da cadeira quando vi que você é o novo treinador do Fluminense. Só não pergunto por que foi se meter nessa encrenca porque as respostas seriam meio óbvias. Você não tem nada a perder (não há como o Flu piorar…). Vai aumentar em alguns zeros a conta corrente. Nunca teve a experiência de dirigir um clube com tanto apelo de mídia e sei que você é um cara que gosta de desafios.

Se der certo, e conseguir a improvável salvação tricolor, talvez possa comandar um projeto grande para o ano que vem nas Laranjeiras.

Mas você há de concordar comigo que a escolha do seu nome foi bem estranha… Não é que duvide de sua capacidade. Considero você um dos poucos cientistas do futebol brasileiro. Sujeito sério e estudioso. Mas pegar time desesperado e ter que salvá-lo em apenas 10 rodadas é coisa para esses treinadores com fama de bruxo, não para cientistas.

Seus trabalhos mais célebres, como na seleção da Jamaica, no time feminino do Brasil e no Coritiba, foram de montagem de equipes, tijolo a tijolo. Como vai se sair agora, em uma situação totalmente oposta, com a faca no pescoço, ninguém sabe. Nem você… Porque nunca enfrentou nada parecido em sua vida, não é mesmo? Estamos falando do Fluminense…

Tomara que dê certo. Mas a sensação que fiquei quando li a manchete foi de que sua contratação é uma coisa sem pé nem cabeça. Desculpe-me a maldade, René, mas diante do sucesso que foi a sua passagem pelo Coxa na Série B, não posso deixar de lhe perguntar: estaria o Flu já se preparando para a Segundona?

Tomara que não…

Diante da temperatura da notícia, adiantei em algumas horas a publicação da tradicional Carta-Bomba da sexta-feira.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Brasileirão, Carta-Bomba, Fluminense Tags: ,
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