Amarelo para Kanouté! E daí?
O tema é controverso. Mas tem razão a Fifa em não permitir que jogadores exibam mensagens políticas ou religiosas durante os jogos.
Veja bem. Não estamos aqui falando de censura. Não é questão de proibir que os jogadores expressem suas opiniões. É questão de impedir que jogos de futebol virem palanques políticos mesmo. Imaginem que chato seria o Ronaldo marcar um gol pelo Corinthians e sair mostrando a camisa “Vote Eymael, um democrata-cristão, para presidente”. Se ele quer apoiar o Eymael, que vá ao programa eleitoral dele.
Não sei o que vocês pensam sobre isso, mas esta é a minha opinião. Eu acharia muito chato ver mensagens políticas e religiosas a cada gol marcado. Porque a religão ali é o futebol.
Não é possível distinguir as mensagens do bem (como apoiar uma causa humanitária, por exemplo, pedir o fim de uma matança como faz Israel na Palestina) das mensagens do mal (alguém levantar uma camisa com os dizeres “eu apóio a Guerra no Kosovo”). Não existe uma eminência que possa estabelecer que tipo de mensagem pode e que tipo de mensagem não pode. Por isso, acertadamente, a Fifa proíbe a exibição de mensagens.
O atacante malinês Frederic Kanouté, do Sevilla, tem mais é que ser punido mesmo por exibir mensagem de apoio à Palestina, território que nada no banho de sangue promovido por Israel, sempre apoiado pelo parceirão George Bush. Mas isso não quer dizer que a gente (eu, pelo menos) deixe de achar o gesto de Kanouté espetacular, deixe de admirar o malinês pela maneira como ele comemorou seu gol contra o La Coruña ontem.
Kanouté é apenas regular como jogador. Mas acaba de ganhar uma inscrição para seu fã-clube. Seu gesto é um alento para quem acha, de maneira equivocada, que todo jogador de futebol é um alienado. Ainda que ele mereça um cartão amarelo por isso…
Autor: André Rizek - Categoria(s): futebol internacional Tags: Kanouté, Palestina

até hj vc nunca falou de atletas q como Kaka agradecem aos céus ao fazer um gol.
não criticou qdo Cafu escreveu em sua camisa ao levantar a taça de 2002
nem questiona o fato de se cantar o hino nacional em eventos esportivos (não digo da obrigatoriedade, mas da manifestação “nacionalista” que não passa de politica)
sua manifestação parece ser menos de principio e mais de “partidarização” da bandeira rival à defendida pelo jogador.
Concordo com o Paulo, no meio de tanta besteira é até espantoso ler algo decente.
André, hoje não quero falar sobre futebol, mas, comentar sobre a triste guerra entre Israel e Palestina, deixando uma pequena frase para que os comentaristas, repassem nos espaços que puderem. (jornais, revistas, ”telinha”, faixas, decalques nos veículos, etc.
Estamos no terceiro milênio e a humanidade ainda não conseguiu aprender a se comunicar apenas por palavras, necessitando dos meios bélicos para tal.
A frase: SEJAMOS INTELIGENTES, FAÇAMOS A PAZ, repasse, as crianças que hoje estão nascendo, imploram por isto.
Muito obrigado, André, que Deus nos abençoe!
Tem razão a Fifa, como afirma o bloguista.
Jogador de futebol tem é de jogar futebol e , se dentro de sua profissão mantiver-se ético, não agressivo(vide Kleber) e respeitar o adversário é a melhor propaganda de Jesus, religião e outros que tais.
Agora, política é pior ainda: puna-se o jogador em questão com rigor e, tenham certeza, outros não tentarão essa frescura
Rizek é árabe? Achava que era polaco, tcheco, tipo isso…
Outra coisa, como o Arena fica bom sem o Cléber Machado! O Milton Leite é muito melhor…
rizek.
o fato de voce citar o muro que separa os dois lados como um dos causadores do conflito me preocupa…
acreditando na sua competencia tenho certeza que o voce sabe que o muro esta la para evitar atentados terroristas que aconteceram aos montes nos anos 90 e começo do seculo. e de fato EVITA. diminuiu bastante e esse isolamento faz com que apenas arabes que moram dentro de israel, que sao muitos possam cometer algum atentado.esse isolamento serve tambem para dificultar o governo de um grupo terrorista.diferente do que todos pensam, que é só contra israel e eua, HAMAS E GRUPOS RADICAIS ISLAMICOS SAO CONTRA O OCIDENTE TODO, com o tempo, sera tambem contra o brasil e seus biquinis. nao nos esqueçamos tambem existe um soldado sequestrado e esse é outro motivo pela qual israel usa grande força. lembremos tambem que o hamas lança foguetes de escolas e hospitas.e que israel protege suas escolas e seus hospitas com blindagens. essa é diferença de quem protege o seu povo e de um grupo terrorista que usa o seu povo. agora voce, como bom jornalista, deveria estar preocupado com o sensacionalismo e com a distorção dos fatos que aparecem tanto nas reportagens da sua emissora como as de outras.bom jornalista é para isso tambem. espero de coração que do mesmo jeito e vivemos em pais aqui, em nyc ou em outros paises eles possam la um dia viver tambem. enquanto isso, espero que este blog pelo menos trate mais de futebol do que de politica. pq de problemas politicos ja temos os nossos aqui… grande abraco.
Kanoute regular? A se meu time aqui no Brasil tivesse um jogador desse calibre…
Além de um péssimo jornalista esportivo como vc é, agora vem querer dar pitacos sobre politica.
Já te dei um conselho, tenta outra profissão cara.
Vc é muito fraco.
Gostaria de deixar meu apoio ao jogador, sei que a FIFA não aceita esse tipo de apoio, mas foi a forma do jogador vui de expalhar sua indguinação de uma forma mais ampla e que todos pudessem ver…ele tambmém guanhou mais um no fã clube dele.
bom “brimo” vc entrou num vespeiro…
sobre esse assunto cansei dele, infelizmente , pois o conflito permanece, mas tenho uma visão muito prática. Se os palestinos são chatos, bêbados, feios, mal educados, assassinos, terroristas etc . é simples: deixem eles serem um país, coisa óbvia que todos esquecem, e durante 10 anos o s EUA inves de dar 2 bilhoes pra Israel dá pra Palestina pra eles ficarem bem felizes indo no Macdonalds e comprando Ipod, e pronto! Israel não precisa mais olhar pra cara dos palestinos, nem os palestinos pra cara dos israelenses nao é verdade? quantos paises não dizem odiar Israel e mesmo assim não os atacam. e por que? por que 1- sao paises 2- tem ipods entre outros bbens da modernidade. simples assim né?
pessoalmente tenho amigos, colegas , companheiros judeus, palestinos? sem generalizar, mas resumindo não rola amizade…risos… mas pra ter justiça, não precisa necessariamente “merecer” ou ser legal pra isso
sei que muito “expert vai ler e me achar ingênuo, mas nada como a simplicidade na vida não é?”
abraços
ps: mas mesmo sendo pratico nao entra na minha cabeça alguem defender a guerra, e como tem gente que diz que tem
ANDRÉ, CONCORDO COM VOCÊ NESSA COISA DE SE USAR CAMISA DE FUTEBOL PARA SE ESCREVER AQUILO QUE PENSAR OU QUISER E AINDA, RECEBER PARA TAL. jÁ ESTÁ NA HORA DE DAR UM BASTA NESSE FESTIVAL. cAMISAS DE FUTEBOL DE HOJE MAIS PARECEM PORTA DE GELADEIRAS COM AQUELAS” COISINHAS IMANTADAS,” E NÃO DEVERIA SER ASSIM, MAS SERÁ QUE ALGUÉM CONSEGUE TRAVAR ”ESSE FESTIVAL”??? é ESPERAR PARA VER.
ANDRÉ E CAROS AMIGOS:
ASSISTAM O CANAL LIVRE DA BAND NO PRÓXIMO DOMINGO!!!!
ACHO QUE É MAIS OU MENOS 23 HORAS…
INDEPENDENTEMENTE DAS POSIÇÕES DOS PARTICIPANTES VAI TER MUITA INFORMAÇÃO SÉRIA.
ABRAÇOS
Calma , Rizek. Informe, não faça propaganda.
Já tem bastante gente falando mal de Israel em outros blogs.
Fale de futebol. De outra forma, vc está fazendo, descaradamente, igual o Kanouté. Levantando a camisa.
Percebe isto?
Isto não significa que não tem que ter posicionamento político. O que não pode é ficar sacudindo por aí o título de sócio-prorietário do H. T. F. A. (Hamas Terror Footeball Association).
Transcrevo abaixo um artigo de João Pereira Coutinho, publicado na Folha de ontem.
A INVERSÃO DE PAPÉIS
Israel está novamente em guerra com os terroristas do Hamas, e não existe comediante na face da Terra que não tenha opinião a respeito. Engraçado. Faz lembrar a última vez que estive em Israel e ouvi, quase sem acreditar, um colega meu, acadêmico, que em pleno Ministério da Defesa, em Jerusalém, começou a “ensinar” os analistas do sítio sobre a melhor forma de acabarem com o conflito. Israel luta há 60 anos por reconhecimento e paz.
Mas ele, professor em Coimbra, acreditava que tinha a chave do problema. Recordo a cara dos israelenses quando ele começou o seu delírio. Uma mistura de incredulidade e compaixão.
Não vou gastar o meu latim a tentar convencer os leitores desta Folha sobre quem tem, ou não tem, razão na guerra em curso. Prefiro contar uma história.
Imaginem os leitores que, em 1967, o Brasil era atacado por três potências da América Latina. As potências desejavam destruir o país e aniquilar cada um dos brasileiros. O Brasil venceria essa guerra e, por motivos de segurança, ocupava, digamos, o Uruguai, um dos agressores derrotados.
Os anos passavam. A situação no ocupado Uruguai era intolerável: a presença brasileira no país recebia a condenação da esmagadora maioria do mundo e, além disso, a ocupação brasileira fizera despertar um grupo terrorista uruguaio que atacava indiscriminadamente civis brasileiros no Rio de Janeiro ou em São Paulo.
Perante esse cenário, o Brasil chegaria à conclusão de que só existiria verdadeira paz quando os uruguaios tivessem o seu Estado, o que implicava a retirada das tropas e dos colonos brasileiros da região. Dito e feito: em 2005, o Brasil se retira do Uruguai convencido de que essa concessão é o primeiro passo para a existência de dois Estados soberanos: o Brasil e o Uruguai.
Acontece que os uruguaios não pensam da mesma forma e, chamados às urnas, eles resolvem eleger um grupo terrorista ainda mais radical do que o anterior. Um grupo terrorista que não tem como objetivo a existência de dois Estados, mas a existência de um único Estado pela eliminação total do Brasil e do seu povo.
É assim que, nos três anos seguintes à retirada, os terroristas uruguaios lançam mais de 6.000 foguetes contra o Sul do Brasil, atingindo as povoações fronteiriças e matando indiscriminadamente civis brasileiros. A morte dos brasileiros não provoca nenhuma comoção internacional.
Subitamente, surge um período de trégua, mediado por um país da América Latina interessado em promover a paz e regressar ao paradigma dos “dois Estados”. O Brasil respeita a trégua de seis meses; mas o grupo terrorista uruguaio decide quebrá-la, lançando 300 mísseis, matando civis brasileiros e aterrorizando as populações do Sul.
Pergunta: o que faz o presidente do Brasil?
Esqueçam o presidente real, que pelos vistos jamais defenderia o seu povo da agressão.
Na minha história imaginária, o presidente brasileiro entenderia que era seu dever proteger os brasileiros e começaria a bombardear as posições dos terroristas uruguaios. Os bombardeios, ao contrário dos foguetes lançados pelos terroristas, não se fazem contra alvos civis -mas contra alvos terroristas. Infelizmente, os terroristas têm por hábito usar as populações civis do Uruguai como escudos humanos, o que provoca baixas civis.
Perante a resposta do Brasil, o mundo inteiro, com a exceção dos Estados Unidos, condena veementemente o Brasil e exige o fim dos ataques ao Uruguai.
Sem sucesso. O Brasil, apostado em neutralizar a estrutura terrorista uruguaia, não atende aos apelos da comunidade internacional por entender que é a sua sobrevivência que está em causa. E invade o Uruguai de forma a terminar, de um vez por todas, com a agressão de que é vítima desde que retirou voluntariamente da região em 2005.
Além disso, o Brasil também sabe que os terroristas uruguaios não estão sós; eles são treinados e financiados por uma grande potência da América Latina (a Argentina, por exemplo). A Argentina, liderada por um genocida, deseja ter capacidade nuclear para “riscar o Brasil do mapa”.
Fim da história? Quase, leitores, quase. Agora, por favor, mudem os nomes. Onde está “Brasil”, leiam “Israel”. Onde está “Uruguai”, leiam “Gaza”. Onde está “Argentina”, leiam “Irã”. Onde está “América Latina”, leiam “Oriente Médio”. E tirem as suas conclusões. A ignorância tem cura. A estupidez é que não.
Precisa avisar o jornalista/contador de estória da Folha (como virou um jornalzinho, hein!?!) que a História começa antes.
No pós guerra. conforme decisão da ONU, era para ser criado dois Estados; o de Israel e a Palestina.
Um só foi criado, com a ajuda/conivencia dos EUA.
Apesar desse blog nao ter a intenção de discutir politica, eu acho valido tocar no assunto do conflito entre a Palestina e Israel. Na minha opinião de apreciador de temas históricos, se é pra por na conta de alguem esse conflito, deve ser na da ONU que “arrumou” um território para Israel após a Segunda Guerra Mundial e os colocou ao lado dos históricos rivais árabes sem pensar nas consequencias futuras. Apesar de ser governada por extremistas fundamentalistas e por que não terroristas islamicos baseados em Maomé ( que “genialmente” considerou Jerusalem a cidade sagrada, assim como os cristaos e judeus), o povo palestino não pode sofrer as consequencias de uma decisão desastrosa que pôs frente a frente dois povos de costumes religiosos tão diferentes, mas que compartilham da mesma cidade sagrada. O único ponto que eu não concordo no seu texto, caro Rizek, é q se eles fossem escolher entre a paz e guerra ficariam com a primeira opção. Isso seria praticamente impossível pq desde as cruzadas eles se odeiam, os arabes até se juntaram a Hitler no Holocausto, não aceitam de jeito nenhum a divisão de um terrtorio q eles consideram exclusivo ( apesar de ser uma área q passou pelas mãos de varios comandantes ao longo da historia), e porque é uma questão de honra Palestina odiar Israel, visto q desde criança na escola e em casa as crianças Palestinas e árabes em geral aprendem a odiar ( sim, odiar) os judeus. É claro q Israel tá longe de ser santo nessa história, visto ter tomado territórios na Guerra dos 6 dias e ser apoiado pelos EUA desde a sua criação moderna, mas é um Estado democrático, que não mistura política e religião com cidadãos inocentes e não recruta crianças e adolescentes com a promessa de martírio. Infelizmente esse conflito parece estar longe de ser resolvido e o banho de sangue que você se referiu aparentemente nunca terá um fim, porque nenhum dos lados vai ceder, o orgulho não deixa. Um abraço e parabens por abrir espaço a esse tipo de discussão num blog esportivo, pq nessa época do ano td mundo só pensa em BBB, carnaval e novela e não se interessa pelos problemas mundiais.
Meus amigos, imaginem vocês tranquilos em seus lares, quando, de repente, o invadem e o tiram de você. Foi isso o que aconteceu em 1948, quando a ONU tomou territórios árabes para fundar o Estado de Israel, sendo que o povo hebreu (judeu é quem pratica a religião judia) estava espalhado pelo mundo e nem sequer reinvindicava um pedaço de terra para si antes do Hitler.
Errata:
Malinês – queria dizer maliano (originário do Mali)
Paulo Roberto, concordamos que a Estado da Palestina não foi criado.
Como vencer uma guera contra EUA, URSS, e Inglaterra?
A função da ONU era estabelecer os dois (ou três) Estados.
Com todo esse poder (bélico/financeiro/político) não parece ser uma missão tão difícil.
Agora, concordo com o texto (sem ser doutor em nada) que hoje a tarefa de estabeler a paz naquela região ficou, vai lá, improvável.
Parece que o ódio é maior que tudo…
Rizek, parece que tem um problema na gravação das mensagens.
Li o texto do Paulo Roberto, digitei o meu, mandei e , o meu, saiu antes do dele.