Quatro técnicos, quatro destinos
Quatro grandes clubes brasileiros assumidamente buscam treinador para 2009: Atlético Mineiro, Flamengo, Vasco e Coritiba, que diz ter planos ambiciosos para o ano de seu centenário.
O Grêmio praticamente fechou a renovação com Celso Roth, segundo leio no blog do amigo PVC. Há um Santos que talvez queira dar vôos mais altos e um Palmeiras que talvez não fique com Luxemburgo (a única opção neste caso é o rompimento de comum acordo, devido à multa contratual). Mas, de concreto, assumidamente, temos quatro clubes buscando professor.
A pergunta que não quer calar: temos treinador disponível para tudo isso de time?
Vejamos… Está no mercado o Emerson Leão. Queimado em boa parte do país, ele ainda é querido no Galo (talvez só no Galo). Parece ser um caminho natural… Restam três times.
Parreira, que já considerava ex-treinador, futuro coordenador, foi picado pelo bichinho do campo novamente. Tem dito aos amigos que quer treinar um time de novo. Dilema: teria esse cargo no Flamengo. No Fluminense de Renê Simões, trabalharia mais fora de campo. O que ele vai escolher eu não sei.
Cuca? Acho difícil o Flamengo apostar nele… Já passou pela Gávea e deixou má impressão lá. No Coritiba, quem sabe (estou apenas especulando).
Sobra a boa aposta Dorival Júnior, pretendido pelo Vasco.
É só fazer as contas. O número de clubes grandes buscando técnico é igual ao número de técnicos precisando de clube.
Sei não, mas em um mercado em que domina o “mais do mesmo”, minha sensação é de que tem tudo para estes quatro técnicos e quatro clubes se entenderem…
OUTROS
Tenho certeza de que veremos mais um clube brasileiro falar no ótimo Paulo Autuori logo mais. Gostaria de vê-lo por estas bandas novamente, mas não é barato… Assim como Abel Braga, que trabalha nos Emirados Árabes. Mas estes ainda não estão classificados como “disponíveis” na prateleira. Alexandre Gallo luta para conquistar espaço. Mas ainda é um técnico em estágio inferior aos demais citados neste texto e seria um prêmio de consolação para o clube que contratá-lo neste momento. Se esqueci de alguém (como Levir, Oswaldo e Cia, por favor o façam nos comentários!)

Esqueceu o Renato Gaúcho.
Caro Rizek, no nosso futebol à coisa realmente tá feia mesmo em caso de renovação de técnicos. Dos quatro que você citou pra mim o melhorzinho é o Dorival Junior, más ainda precisa ser testado em um time de massa. Pois o bom trabalho feito no Coxa, precisa ser feito num grande clube em que sabemos à pressão é muito maior. Pára não acontecer o que ocorreu com o Caio Junior, que não conseguiu repetir o trabalho apresentado no Paraná, quando assumiu o Palmeiras e o Mengo, em que conseguiu à proeza de tirar ambos da Libertadores. O Renato tá mais pára agitador de auditório que técnico de futebol. O Cuca gosta muito é de inventar, devia ser inventor. Então o negócio realmente tá brabo. Quem presta está empregado. Um Grande abraço !
Iran Né
JÁ VOU ADIANTAR OS REBAIXADOS DE 2009 :
CORINTHIANS ( COM DENTÃO E DENTINHO )
FLAMENGO
BARUERI
NAUTICO
Fala Rizek, apesar de saber da sua preferência pelo São Paulo, sei, acho que sei, separar as coisas. Você, no meu entender, foi injustiçado ontem no Arena. O Cléber foi injusto ao dizer que você não reconhece os seus erros. No post abaixo há um claro exemplo de reconsideraçaõe e timido pedido de desculpas pelo erro em não apostar na noticia de que o Timaõ iria trazer o fenômeno. E acho que você tem razao no que toca ao time corintiano montado em primeiro momento no ano de 2008. O time era fraquíssimo e o Herrera era um jogador que ninguém acreditava. Vai o meu apoio ao seu trabalho sem dúvida maravilhoso. Você é competente e arrojado, e se erra, peca por excesso e nunca por covardia.
abraços
e ai rizek!
para mim o maior problema nao esta na qualidade dos tecnicos e sim na qualidade e na responsabilidade das diretorias dos grandes clubes, falta profissionalismo aos grandes do rio(apesar de torcer pelo flamengo reconheço que o braga vive de oba oba) , falta compromisso , falta honestidade falta tudo!!! de oportunidade ao luis carlos cruz ou ao mauricio simoes ou ao pericles chamusca ou a tantos outros do nordeste…
tecnico precisa mesmo é de um grupo forte e de uma diretoria de respeito, pra mim ter certeza que treinador ganha jogo eu queria ver o muricy ou o luxemburgo ou o felipao como tecnico do vasco e transforma-lo em campeao brasileiro com esse time horrivel que o vasco tinha…
um abraço e fika ai essa sugestao para reflexao!
Eu apostaria no Wagner Mancini em um time grande.
Gosto de seu trabalho.
Achei ilariante “Dentão e Dentinho”, essa vai pegar Hahahahahahahahahahahahahahahahaha!!!!!!!!!!
Também aposto que logo Wagner Mancini terá um bom futuro em time grande.
Mas essa do Dentão e do Dentinho foi demais eu não consigo para de rir Hahahahahahahahahahahahahahaha!!!!
Hehehehe… Dentão e Dentinho ficou ótima mesmo! hahaha
É… com relação aos técnicos complicou mesmo! Pois não existem nomes com cacife para comandar times grandes como os quatro citados anteriormente… Basta ver o que eles irão fazer agora. Aliás, o Coritiba por estar entrando em seu ano do centenário já deveria estar com um plano de contratações totalmente traçado, porém sem técnico fica difícil né!
Reanto gaúcho disse que o Fluminenseia ser campeão da Libertadores e o Vasco não seria rebaixado.. esse eu quero longe do meu time…
O Curingão deve ter achado uma fórmula de reciclar fenômenos. Não dá para reciclar o furacão Katrina, que veio, detonou, foi embora, virou história.
Cuca fechou com o Fla !!! será que você vai acertar alguma?? Por favor hein …
19/12/2008
Bambis, ora pois!
Por FERNANDO GALLO*
Já que ninguém fala, direi eu.
Está na hora de nós, são-paulinos de fina estirpe, tricolores de quatro costados, assumirmo-nos: somos bambis, sim senhor! Por que não?
Depois de muito ruminar o assunto, agora, pondo em perspectiva, creio que o Vampeta prestou um grande serviço quando nos colocou o apelido.
Jocoso, pra dizer o mínimo.
Vamos falar claramente.
Funciona assim: chamo alguém de bambi querendo associá-lo à homossexualidade, de forma a diminuí-lo ou desvalorizá-lo, como se isso diminuísse ou desvalorizasse quem quer que seja.
E nós, tricolores, temos nos sentido ofendidos, sem lembrarmo-nos de que a ofensa só acontece quando o ofendido se dá por ofendido.
Pleno 2008, quase 2009, século 21!
Se futebol é coisa de macho, amigo, é também de mulheres e homossexuais, e de qualquer outra classificação em que se encaixe quem ama esse esporte.
Tricolores hetero e homossexuais, são-paulinos civilizados, hexacampeões que querem ver cada vez mais distantes a barbárie e a selvageria que assolam este mundão de meu Deus, vamos assumir em coro: somos bambis, sim, senhor! Somos bambis!
Vamos fazer como fez no passado o Palmeiras, que adotou o porco, e hoje faz lindas festas no chiqueiro.
Ou o Flamengo, que assumiu o urubu, e atualmente tem torcida organizada que leva seu nome.
Sugiro à torcida que teça uma enorme bandeira com um bambi muito másculo sentado à mesa, devorando os restos de um porco e de um gavião!
Que ela invente cânticos divertidos sobre isso.
Proponho à diretoria que encampe essa idéia, e siga indicando que somos um time moderno, um espaço para o qual convirjam pessoas de toda sorte, independentemente de suas preferências sexuais.
Vai fazer um bem danado para a imagem e para os cofres do clube.
Inclusão é palavra que deve nos orgulhar, não nos envergonhar.
A Terra será um planeta muito mais habitável à medida que aprendamos a soletrar a palavra igualdade.
Nós, tricolores, devemos dar o exemplo.
Que ele seja dotado de bom-humor.
Em coro, nos estádios país afora, ou onde quer que estejamos, gritaremos: bambis, bambis sim senhor!
*Fernando Gallo é são-paulino fanático, jornalista dos bons, heterossexual, trabalha na CBN e seu último desejo é ser empalhado em sua cadeira cativa no Morumbi, em posição de comemoração de gol.