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04/11/2008 - 18:02

Um retrato do Fluminense

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“Se o Vasco jogar sempre assim, escapa do rebaixamento”.

É o que mais tenho ouvido (de torcedores) a respeito do clássico carioca do último domingo, quando o Vasco bateu o Fluminense por 1 x 0.

Pois eu digo que se o Vasco tem jogado assim faz tempo: mal. Ganhou porque aconteceram dessas coisas malucas do futebol. O Tricolor dominou completamente a partida. Mas este tem sido o retrato do Fluminense: o time envolve seus rivais. E perde gols incríveis na cara do gol. Depois faz caras e bocas de desespero.

Quando Washington chegou, escrevi aqui e disse no Arena que se tratava da grande contratação do ano no futebol brasileiro. Errei feio.

Ainda considero Washington um grande jogador. Mais do que isso. Um profissional e tanto. Veste para valer as camisas por onde passa. Dá para ver na cara dele que está sofrendo com esta situação do Fluminense. Mas ele é, também, um dos grandes responsáveis por ela…

Porque o Fluminense joga em função de seu matador. Se ele não põe para dentro (por mais que faça bem o pivô e crie boas chances lá na frente), o time desaba, fica sem sentido.

Washington é hoje o retrato do Fluminense. Um time que chega na cara do gol. Mas não machuca ninguém…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Brasileirão, Fluminense Tags: ,

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54 comentários para “Um retrato do Fluminense”

  1. Geraldão disse:

    Só assusta os times de SP, que põem 2 ou 3 na cola dele.

  2. Rodrigo Santos disse:

    Ops, disputar a segunda em 2000.

  3. John Matt disse:

    Penso que o Washington nao seja a cara do Fluminense e sim ao contrario, o Fluminense se tornou a cara do Washimgton. Sem planejamento, sem estruturas, se objetivos, as coisas pelas laranjeiras acontecem por acaso, nao e de estranhar a situaçao do clube, que ontem estava na final sul-americana e hoje nao encontra forcas para sair do funel da segundona. Que realidade triste. AFUNDA FLU….
    No mais concordo com o articulista. Falta alma para esse time e a segunda cai bem para o Flu que pode ser talvez o unico bi da segundona, que promete muito em 2009 com a companhia do Vasco.

  4. John Matt disse:

    S ele tivessen ido para o Corinthians ao vez de cair estaria subindo e seria uma experiencia e tanto, que poderia ser bem util no ano que vem.

  5. Thiago P. disse:

    dentro das limitações do elenco e do treinador que não sabe escalar e muito menos mexer, o Vasco se saiu bem domingo, jogou com raça e criou boas oportunidades no segundo tempo.

    O Fluminense está nessa situação pq não soube segurar a onda pós libertadores, e vendeu seu principal jogador o Thiago Neves.

    O nível dos comentaristas esportivos no Brasil está cada vez pior

  6. Clarice disse:

    Lavem a boca antes de falar mal do Flu.
    Um time que tem Washinton rei dos gols, Conca um guerreiro,ganhou diversas vezes do SP que é considerado um time sem igual.
    Ainda existem bobocas que vêm malratar o meu Flu.
    Se hoje ele é um time desorganizado, os outros tb. já tiveram essa fase.
    O meu Flu ainda vai se restabelecer porque ele é o meu time e não gosto que falem dele.

  7. Edson disse:

    concordo, literalmente, com o quê você escreveu Perfeito!

    Quanto as libertadores que os colegas falaram, a verdade é que o Fluminense teve muita sorte para ir até a final, merecia ter perdido alguns jogos (o que o Renato Gaúcho tem é somente sorte). Perdeu a final porque não treinou para penaltis, quando era bastante provável que aconteceria…(entenda-se treinar como repetir, EXAUSTIVAMENTE, e não mandar alguns jogadores chutarem 5 ou 6 vezes) .

    Rene Simões, este parece que treina e estuda os times adversários (entenda-se estudar como ver vídeos dos últimos jogos dos times adversários, enviar “espiões” para os jogos afim de colher informações táticas, etc, etc, etc).

    Abs

  8. Kleber Pereira do meu Santos FC perde mais gols que o Washigton. Aliás, o Kleber Pereira é artilheiro do campeonato com mais ou menos uns 20 gols. Se ele tivesse um aproveitamento um pouco maior, poderia estar beirando os 40 gols. O que ele perde de gols é inacreditável.

    Pode até parecer piada o que vou falar agora, mas na época que o Santos tinha o Basílio (em 2004) ele tinha o melhor aproveitamento dentre os atacantes. Nunca era titular e sempre fazia gols, tinha duas chances por jogo e convertia uma. Se o Kleber Pereira tivesse um aproveitamento ao menos próximo do Basílio, hoje estaria batendo o recorde de gols em um só campeonato, pela quantidade de chances que ele tem.

  9. John Matt disse:

    Clarice,

    Nos falamos depois do jogo SPFC e Flu, as duas derrotas pontuais nao refletem a superioridade do SPFC sobre o seu time.
    Que acreditou que a libertadores duraria para sempre ou que seriam campeos, se esquecendo que o outro clube tambem estava motivado. A realidade que falta tudo e sobra sorte ao seu time, vamos ver se ajuda no gargalo da segundona. AFUNDA FLU….

  10. andre disse:

    sabe não acho que o time tem que ser rebaixado nâo,simplismente o time ainda não colocou os pés no chão , ei jogadores a libertadores acabou acordaaaaaaaaaaa vamos lá

  11. Sempre Flu disse:

    Sei que o texto é longo, mas quem se interessar pode ler para entender que o verdadeiro futebol brasileiro é muito mais que o futebol de SP (e a “opinião parcial” de alguns comentaristas)…

    “As Viradas de Mesa do Futebol Brasileiro”

    Antes que recomece a sacanagem cíclica dos gentios, previsíveis em sua avidez em citar
    o Fluminense como a besta do apocalipse ético do futebol brasileiro, ainda mais agora
    depois dessa decisão esdrúxula de promotor desocupado, vamos cravar os pingos nos is.
    Os motivos sacados pelos fariseus são sempre criativos, embora estapafúrdios,
    descontextualizados da verdade dos fatos, como a tal versão fantasiosa e
    sistematicamente reconstruída de que estamos na primeira divisão do futebol brasileiro
    por uma virada de mesa solitária. O comentário, retirado de seu contexto real, serve
    apenas à desinformação e ao reforço de um preconceito perverso e calhorda.
    A história do futebol brasileiro só poderá ser contada se contada como a própria
    história das viradas de mesa. Não se pode afirmar onde uma acaba e começa a outra, tal
    a promiscuidade entre seus enredos. Mas não precisamos ir tão longe; vamos começar
    pelo ano de 1981, quando Palmeiras, Bahia, Coritiba, Guarani e Náutico, cujo
    desempenho nos campeonatos estaduais foi pífio, descredenciando-os a disputar o
    Brasileiro, receberam gentilmente o convite para participar da festa da elite, sob o
    grotesco álibi de um regulamento que permitia que em um mesmo ano os clubes que
    disputassem a Taça de Prata pudessem ascender à Primeira Divisão. Em 1982 os
    beneficiários desse obsceno critério foram, entre outros, Atlético Paranaense e
    Corínthians, os mesmos de quem vamos falar mais à frente. Em 1986 o mesmo Botafogo do
    fanfarrão Bebeto de Freitas devia cair à luz do regulamento do Brasileiro daquele ano.
    O Clube dos 13 prontamente correu em socorro de seu afiliado e promoveu a Copa União,
    mantendo o alvinegro carioca no andar de cima. Em 1993, já aí comovida com o desespero
    do Grêmio, que não subiu pelo campo, a CBF fez retornar à Série A os doze primeiros da
    B, ajudando de lambujem o Vitória da Bahia, oferecendo-lhe elevador para a cobertura
    em plena competição. Foi o São Caetano da vez. Há ainda os casos de São Paulo, Vasco e
    Santos que não conseguiram desempenho nos estaduais de forma a credenciá-los à divisão
    da elite, mas foram convidados, aceitando a mesura docemente constrangidos. Há muito
    mais. Mas para o que aqui vai se argumentar é o que basta.

    O Fluminense, pelos critérios vigentes em 1996, deveria ter sido rebaixado. Muito bem.
    Mas isso caso o campeonato tivesse transcorrido em um ambiente de normalidade
    esportiva. Qual o quê! Tão logo se encerrou a farsa, o Brasil assistiu perplexo a uma
    série de reportagens do Jornal Nacional trazendo à tona um dos maiores escândalos não
    apenas do futebol brasileiro, mas de toda a nossa pródiga história de escândalos.
    Vinha à luz o indecente episódio do 1-0-0, que ficou conhecido como o Caso Ivens
    Mendes. Sob o olhar estarrecido da sociedade brasileira, o JN denunciava um imoral
    esquema de manipulação de resultados, capitaneado pelo diretor de arbitragem da CBF e
    pelos senhores Alberto Dualibi e Mário Petráglia, dos reincidentes Corínthians e
    Atlético Paranaense. Naquele momento o futebol brasileiro se viu diante de sua maior
    vergonha, vazou o fundo do poço nas asas da prostituição de quem por ele deveria
    zelar. Quando se esperava a punição criminal dos envolvidos e o sumário rebaixamento
    das agremiações beneficiadas pelo esquema (que, por sinal, ganharam títulos nacionais
    após a irrupção do escândalo), adotou-se a solução salomônica e asquerosa de não
    rebaixar ninguém, limitando-se a CBF a punir desportivamente os dirigentes, e não os
    clubes imoralmente beneficiados. Nesse momento de mancha histórica de nosso futebol a
    decisão includente e equivocada deveria ter sido objeto de repúdio por parte de todos
    os dirigentes dos clubes não envolvidos e por toda a imprensa ética. Não se viu nem
    uma coisa nem outra. Em vez de protestar publicamente contra a imoralidade, um abjeto
    dirigente tricolor, destituído da representatividade emanada da imensa maioria de
    nossa torcida, fez do deboche a expressão do regozijo, espocando um champanhe que nos
    transformou em inimigo prioritário da opinião pública.

    O Fluminense caiu em 1997. E disputou a Segunda Divisão. Caiu em 1998, e, para espanto
    de uma opinião pública descrente, disputou e ganhou a Terceira Divisão, tendo a correr
    pela beira das várzeas em que jogamos um técnico tetracampeão do mundo. Só o
    Fluminense, por seu passado e peso em nossa história, pôde se dar esse luxo. Estávamos
    preparados para disputar a Segunda, em 99, quando um imbroglio jurídico – por sinal,
    mais uma vez envolvendo até a medula a vestal Botafogo, do ínclito Bebeto, e o São
    Paulo do nem tão ínclito Sandro Hiroshi patrocinado pelo Gama, prometia inviabilizar a
    realização do Brasileiro de 2000. À semelhança de 87, com a Copa União, optou-se por
    entregar ao Clube dos 13 a organização do Brasileiro, que recebeu a redentora alcunha
    de Copa João Havelange. Foram muitos os convidados, afinal a JH contou com a oceânica
    participação de 116 clubes! Seu regulamento era um convite ao delírio, e possibilitou
    inúmeras viradinhas de mesa nos módulos inferiores. Foram mais de 10! A JH produziu
    ainda um absurdo diante do qual toda a imprensa brasileira se calou: o fato de o São
    Caetano ter se habilitado à Libertadores sem que houvesse disputado a Primeira
    Divisão. Estranho, não é?

    Se a JH serviu como base para definir os representantes brasileiros na Libertadores,
    por que não serviria para definir os participantes de nossa Primeira Divisão do ano
    seguinte? E aqui cabe lembrar: da JH a 2002, o Fluminense foi o clube brasileiro que
    mais pontos acumulou na divisão de elite.

    Recusamos veementemente o papel de beneficiário exclusivo das armações do futebol
    brasileiro. Somos a torcida líder em acesso à internet; a responsável por transformar
    um simples uniforme, o laranja, no maior fenômeno de vendas entre todas as torcidas
    brasileiras; só perdemos em exposição de mídia, em 2002, para os finalistas Santos e
    Corínthians; batemos freqüentemente os recordes de audiência em tv por assinatura;
    somos uma nação orgulhosa de sua história, um clube de massa, com representação em
    todo o território nacional.

    A ter que recuar para que se restaure o império da ética, voltemos a 1996, quando a
    face podre se tornou visível. Aí sim poderemos zerar o hodômetro moral do futebol
    brasileiro, com a punição exemplar dos envolvidos no episódio Ivens Mendes, inclusive
    as agremiações beneficiadas por essa nódoa de nossa história. Até lá exigimos que o
    Fluminense seja respeitado pela força de sua torcida e tradição, que não pode ser
    confundida com atitudes isoladas de inquilinos transitórios de Álvaro Chaves.

    Não se pode embaralhar o Fluminense com o gesto isolado de um dirigente, assim como
    não se pode tomar o Botafogo pelo Bebeto; o Vasco pelo Eurico; a Globo pelo Galvão; a
    ESPN pelo Trajano. Citar o Fluminense como beneficiário exclusivo das fétidas
    articulações de bastidores, como exemplo único de transgressão às normas, é de um
    delírio cretino. Ao citar um caso isolado, tragam-no para o ambiente cultural em que
    ele se forjou, um ambiente em que não há bandidos nem mocinhos, e sim uma absurda
    cumplicidade e omissão. Só os torcedores-cidadãos podem mudar esse quadro e já passou
    da hora.

    Como nos ensinou um dos mais ilustres tricolores, o imortal Nelson Rodrigues:

    O Fluminense tem a vocação do eterno: tudo passará, só o Fluminense não passará.

    Saudações Tricolores !!

  12. thiago disse:

    Andre nda a ve com o post mas o q vc achou da troca iverson x billups ,mcdays?

  13. FN, Rogério disse:

    Não tenho nada contra o Fluminense, respeito suas tradições e sua história, porém não posso deixar passar a “virada de mesa” de 2000, onde puxaram o Flu para o módulo azul (1.ª divisão) da Copa JH. Na minha opinião, já que a Copa JH existiu só para preencher o calendário, em 2001 o Flu e os outros beneficiados deveriam voltar à 2.ª divisão. Se cair este ano, será feita justiça.

  14. junior disse:

    sou tricolor de coração espero gue meu flusão sai dessa , a pior coisa e escultar piadas desse urubu . outra time meia boca,

  15. FN, Rogério disse:

    Belo (e passional demais) texto do “Sempre Flu”. Só que todos os que patrocinaram viradas de mesa e escândalos já foram punidos no campo, com rebaixamentos e punições diversas, cabe ao rebaixamento do Flu em 2008 corrigir a história.

  16. celio disse:

    É… desde a derrota da Libertadores… que até hoje não entendi… e eu acho que esse tal de Renato Gaucho deve uma explicação SIM e o time também… Por que perdeu ? Explicação não só a mi, mas a velha guarda, crente de uma vitória que poria um marco na historia do FLU e essa torcida jovem …. mas não, até hoje só tropeços…. e descrença.. assim não dá…

  17. Neverminder disse:

    Perder gols ninguem perde mais que o ataque do meu Cruzeiro (so de ter Weldon correndo risco de entrar em campo já explica).. se o Guilherme não tivesse tão mascarado a essa altura ele teria uns 26 gols e seriamos lideres do campeonato.
    O Washington é um jogadoraço de bola, queria muito vê-lo com a “9″ azul estrelada ano que vem na Libertadores. Injustiça demais falar que um eventual rebaixamento do fluminense seja culpa dele… e ver torcedor do fluminense reclamando dele
    Se for o caso, trocamos na hora o Washington pelo Reinaldo Alagoano, Weldon, Jajá, Gerson Magrão e Wanderlei. Topam ?

  18. David disse:

    Quanta besteira, quanta inveja, saibam que o Fluminense alem de Campeão da Copa do Brasil, ficou em 4o. lugar no Brasileiro do ano passado, abrimdo vaga para o Cruzeiro, ratificando assim sua classificação para a Libertadores, e lembrem-se que o Fluzão este ano ja Goleou, São Paulo “Fregues”, Palreiras Flamengo, e jogou todo quase todo primeiro turno com time junior, e mesmo assim não cairá, seus recalcados

  19. Fernando disse:

    Concordo em partes. O Washington machuca sim ( lembra do Palmeiras que desabou após ser derrotado facilmente pelo Flu em 45 minutos ). No segundo turno o Flu empatou com o Grêmio e Flamengo e venceu o Palmeiras portanto faltam o Cruzeiro e o São Paulo para o Flu terminar invicto o confronto com os principais canditados ao título. Ah!! Pergunta pro São Paulo se o Washington machuca ou não machuca… te garanto que eles ainda não se esqueceram dele… Vamos respeitá-lo pois como todo grande jogador ele está passando por uma má fase e ainda assim é o vice-artilheiro do campeonato tendo disputado muitas partidas a menos que seus concorrentes diretos.

  20. Itaperuna disse:

    Rizek, admiro seus comentários, mas esse foi bola fora. O Flu está pagando pelo fato de ter deixado de lado o Brasileirão por causa da Libertadores. Basta lembrar que na 9ª rodada ele tinha 3 pontos ganhos, depois disso ele fez 31 pontos em 23 rodadas, o que dá uma média próxima a do Internacional/RS no campeonato até agora. O Washington não tem culpa nenhuma: ele perde tantos gols quanto o Kleber Pereira, por exemplo. Um dado curioso: TODOS os jogos que o Flu perdeu foram jogos duros, com placar apertado. O jogo com o Vasco foi mais um que ele não mereceu perder e perdeu. Tá brabo…

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