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Arquivo de outubro, 2008

24/10/2008 - 12:03

Meu caro Caio Júnior,

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Estava esperando por uma sexta-feira como esta, de Flamengo nas alturas, para lhe escrever novamente. Se lhe mandasse uma carta-bomba na derrota, iria parecer coisa de aproveitador…

Eu não acredito que seu Flamengo vá brigar pelo título. Mas a Libertadores “está logo ali” e seria um resultado de respeito na sua gestão à frente do Rubro-Negro. Particularmente tenho a maior simpatia por ver surgir um técnico diferente, no discurso e no jeito de trabalhar, um sujeito low profile, em um ambiente onde o legal, o que é valorizado, é ser estressado, marrento, mandão.

Está aí o “x” da questão, meu caro treinador… Longe de mim ensinar padre nosso ao vigário. Não sou treinador. Sou repórter. E por isso mesmo gosto de conversar com os jogadores, os seus colegas, os dirigentes… Acho que você gostaria de saber o que se diz a respeito do seu trabalho por aí.

Todo mundo no Palmeiras diz que você fez um trabalho importante lá. E aí tem o “mas”… Que você é, como posso usar um termo adequado, “vacilão” demais. Um técnico sem muita convicção das coisas que faz quando chega o momento da pressão, do “vamos ver”. Você sabe, Caio… Por incrível que pareça, a maioria dos jogadores e dos dirigentes (jornalistas também, eu lhe informo) gosta desses técnicos que são cheios de certeza. Mesmo quando fazem a maior bobagem, eles se mostram seguros de que deram uma tacada de gênio. E isso, de certa forma, deixa os boleiros e os dirigentes mais confiantes de que estão “em boas mãos”.

É sobre isso que, conversando aqui e ali, as pessoas se queixam de você. Fico mais à vontade para escrever isso depois de um 5 x 0 no Coritiba (que resultado…!). A manchete que eu mais tenho lido no Flamengo é “Caio Júnior em dúvida”. Você me parece ser um treinador sempre em dúvida, meu caro. É isso o que, agora, gente aí do seu time tem contado a seu respeito também.

“Quer tirar um jogador do time, tira logo! Mas mostra firmeza do que está fazendo. Não vem com ‘olha, hoje eu pensei que pode ser melhor para o time usar um outro jogador… Mas você é importante, vou precisar de você mais pra frente’”. Essa “queixa” quem me disse foi um atleta aí do seu time. Curioso. Se meu chefe conversar comigo nestes termos (e ele conversa), eu acharia ótimo. Mas parece que no futebol os caras gostam de quem mostra “autoridade”. Ou “convicção”, “firmeza”, chame do que quiser.

Justamente aquilo que eu mais admiro em você, um técnico novo e com idéias novas surgindo no futebol, é aquilo que os boleiros parecem menos gostar. Talvez não seja problema seu. Talvez nem seja problema. As coisas simplesmente parecem ser assim no futebol. De minha parte, eu torço (bastante) pelo seu sucesso. Espero que as coisas que escrevi, de alguma forma, possam ajudá-lo. Nem que seja ignorando-as…

Um bom fim-de-semana para você, prezado treinador.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Brasileirão, Carta-Bomba, Flamengo, Palmeiras Tags:
22/10/2008 - 18:15

Milan é o novo Real Madrid?

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Beckham pode vestir a camisa do Milan em 2009, leio nos portais.

Bom, antes de mais nada, vamos esclarecer uma coisa. O inglês foi um bom e útil jogador, tanto no Manchester, como no Real Madrid, como na seleção inglesa. Ele está longe de ser apenas um rosto bonitinho e, graças a ele, sofre uma espécie de preconceito às avessas. Justiça seja feita, Beckham sempre foi um jogador raçudo também.

Não sei se ele ainda é um bom jogador, já que não acompanho a gloriosa liga norte-americana… Fica claro, para quem tem um Pirlo, que se trata de um golpe de marketing do Milan. Os times italianos sempre foram menos dados a este tipo de coisa. Por isso, ver um time italiano aplicando golpe de marketing causa surpresa.

Será o Milan, com Ronaldinho Gaúcho e Beckham, o novo Real Madrid? De uma coisa tenho certeza. Feliz era o clube (dentro de campo) quando seu mais galáctico jogador, Kaká, jamais aceitou se portar como um. Porque essa história de se assumir como galáctico geralmente traz apenas um troféu mesmo: o de vendedor de camisas e pré-temporadas milionárias e inúteis na Ásia.

Autor: André Rizek - Categoria(s): futebol internacional Tags: , , ,
21/10/2008 - 17:10

Muricy e os novos Zicos

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Em um papo para lá de agradável no Arena Sportv desta terça-feira, Muricy falou sobre o chamado “futebol de hoje”. Disse que atualmente não temos mais um Zico, um Rivellino. Não é que a gente não tenha, exatamente… É que o craque, hoje, está diferente.

Esqueça que, há dois anos, ainda tínhamos Zidane em atividade (alguém duvida que ele é um dos maiores camisas 10 da história?), um Ronaldo (idem, para a camisa 9). Esqueça também que hoje há um jogador como Messi, capaz de lances mágicos, lances como “antigamente”. Fiquemos no que, hoje em dia, são os novos craques.

Quem não acha graça em ver a objetividade genial de Kaká, o comando de Gerard, o dinamismo do Lampard, a eficiência de um Fábregas ou a versatilidade de um Hernanes, de um Ramires, simplesmente não vai gostar de assistir futebol. E vai ficar com esse papo chato de que “antigamente blá, blá, blá”.

É simples assim. O tempo vai passando e as coisas mudam. Não é que o futebol de hoje tenha perdido os craques e esteja chato. O futebol simplesmente mudou e, com ele, o craque também mudou. A magia mudou.

É assim que vejo, sem frescura, a interminável discussão sobre o futebol de ontem e de hoje. E vocês?

Autor: André Rizek - Categoria(s): Arena Sportv Tags: , , , ,
21/10/2008 - 16:50

Kleber inocente. STJD culpado

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Muitos leitores comentaram (em tom de indignação) sobre a absolvição do palmeirense Kleber pelo Sensacional Tribunal de Justiça Desportiva. Relembrando: na partida contra o Figueirense, o jogador acertou uma cotovelada em Asprilla. O árbitro, Leonardo Gaciba, viu a cena e mostrou um cartão amarelo. Esqueça agora se você acha que o lance era para vermelho. Vamos nos concentrar no seguinte: o juiz, que sentia o calor da partida na pele, viu a cotovelada. Ele era a pessoa mais apropriada para julgá-la, portanto.

É bem diferente ver ao vivo que no replay, sentado no sofá da casa, tomando um chazinho, em câmera lenta (até um aperto de mão pode virar agressão em câmera lenta), como estava o procurador do STJD, o nosso Paulo Schmidt, armado e perigoso… Armado com bloquinho na mão, só para esclarecer.

O que a procuradoria do tribunal faz ao denunciar atletas como Kleber, cujas infrações já foram punidas da maneira como o árbitro achou melhor, é simplesmente aquela velha mania (insuportável) de nossa justiça desportiva querer marcar posição, de achar que tem que ser “relevante”. Se o juiz não relatou “agressão” na súmula, que é algo cabível, sim, de suspensão, por que o procurador tem que fazer uma denúncia?!

Sou contra esses julgamentos que imitam a justiça comum para suspender jogador. Neles, acaba se refletindo muito mais o que aconteceu no tribunal, as manobras de advogados, do que aquilo que ocorre dentro de campo. Mas, já que temos esses benditos julgamentos, então vamos colocas as coisas da seguinte maneira.

1) Só devem ser julgados jogadores expulsos pelos árbitros, ou sobre quem esteja relatado algo cabível de punição na súmula.
2) Ou, então, lances gravíssimos (como a cotovelada do próprio Kleber em André Dias, na semifinal da Paulista) mostrados pela TV, mas que não tenham sido percebidos pelo árbitro e os auxiliares.

Kleber não se encaixava em nenhuma destas alternativas e, portanto, tinha mais é que ser absolvido mesmo. Minto: não deveria, jamais, ter sido julgado.

O que fica ruim, neste caso, é que outros jogadores já levaram punições salgadas do STJD e, obviamente, torcedores destas equipes hoje estão revoltados com isso. Mas o erro não está em absolver Kleber, isoladamente. O erro está nos outros casos. Nossa Justiça Desportiva é um engodo.

Que o STJD faça alguma coisa de útil: suspendam esse Paulo Schmidt. É a única chance de termos mais futebol e menos julgamentos na reta final do Brasileiro. Paulo Schmidt deve adorar um tribunal. Mas todo o resto prefere futebol mesmo…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Brasileirão, Palmeiras Tags:
20/10/2008 - 20:01

Teses malucas para Palmeiras, São Paulo e Cruzeiro

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Existem duas coisas meio malucas em relação a Palmeiras, São Paulo e Cruzeiro.

O Palmeiras somou apenas dois pontos nos dois últimos jogos que disputou. Tragédia? Na tabela de classificação, o time deixou a liderança e foi para terceiro. Mas, analisando os jogos, sinceramente vejo o Palmeiras em melhor momento (técnico) que o líder do campeonato, por exemplo. O time do Luxemburgo jogou bem no 0 x 0 com o Figueirense, fora de casa. E sai por cima do empate de 2 x 2 com o São Paulo. O Palmeiras cai na tabela. Mas seu futebol está em alta.

Apenas entendo que o gosto de Luxemburgo pelos “volantes que jogam” em vez dos “volantes destruidores” pode ser o calcanhar de aquiles do time. Pierre só destrói. Mas pelo menos não faz lambança lá atrás como Léo Lima, que acha que joga. Luxemburgo sempre optou por volantes mais técnicos (e por isso mesmo inventou meias como Rincón, Cléber Santana e o próprio Léo Lima na função, além de ter fixado de vez o polivalente Mazinho na posição, em 1993). Mas às vezes a gente tem que adaptar a nossa idéia à realidade…

Adaptar a nossa idéia à realidade é também enxergar que o Cruzeiro, que fraqueja nos confrontos diretos, nem precisa deles para levantar a taça! O Cruzeiro (que perdeu os dois jogos para o Palmeiras, perdeu cinco pontos para o São Paulo, perdeu a primeira para o Grêmio e só venceu o Flamengo no G5 até agora), é o time mais regular e menos surpreendente do campeonato. Não oscila. O histórico mostra que o time não entra como superfavorito nos jogos contra Flamengo e Grêmio que tem a fazer (em casa…). Mas, se somar quatro pontos nestes confrontos, vencendo o Grêmio, fica muito perto da taça. A gente (imprensa) costuma excluir o Cruzeiro por ser um time que não se impõe nos chamados “grandes jogos”. Mas pontos corridos é regularidade. Não tem final. Está aí o segredo cruzeirense. Que é o oposto do São Paulo….

O Tricolor não tem mais “grandes jogos” a fazer. É aí que mora o perigo para o time do Muricy. A dificuldade do São Paulo é ganhar do Náutico, do Vitória, do Figueirense… A tabela parece boa por não ter confrontos diretos até o fim. Só parece. O São Paulo se dá melhor nos chamados grandes jogos.

E o Grêmio? Sinceramente, quero assistir aos próximos jogos antes de escrever, pois as partidas contra Santos e Lusa me deixaram com a pulga atrás da orelha com o líder…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Brasileirão, Cruzeiro, Palmeiras, São Paulo Tags:
19/10/2008 - 18:11

“Cascudo” e “Aberto”. O melhor de São Paulo e Palmeiras

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Muito mais que qualquer análise tática (inútil e chata depois de um jogaço como este), o empate entre Palmeiras e São Paulo revelou o que os dois times têm de melhor para mostrar – e por isso a partida foi tão boa.

O São Paulo confirmou. É o time dos grandes jogos, que não se intimida com nada, que cresce quando a parada é dura (e amolece quando o jogo é, teoricamente, mais fácil…). Abrir 2 x 0 contra o Palmeiras (e um Palmeiras jogando bem) é missão para um time cascudo, que nem vinha jogando bem neste campeonato, para ter tanta confiança.

O Palmeiras levou um gol logo no começo e teve Diego Souza (mal) expulso na seqüência. Nestas circunstâncias, o time (que já é montado de um jeito leve e ofensivo) ficou ainda mais “aberto”. O Palmeiras fez o que sabe de melhor: foi para cima. E, depois de perder muitos gols, empatou (merecidamente) o jogo.

Não vamos aqui falar de tática. Ela não teve nenhuma influência na partida. Podemos, isso sim, é cornetar o apitor Sálvio Espínola. É um sujeito correto. Mas é incrível como sempre prefere a opção menos corajosa. Expulsar Diego Souza e Borges logo no começo do jogo (sem nenhuma razão plausível) foi a maneira que ele encontrou para “controlar a partida”.

Os comentaristas de arbitragem adoram isso. Acham que o árbitro tem que “controlar o jogo”. Tem coisa nenhuma! Ele tem é que aplicar a regra. No caso, Sálvio inventou dois cartões vermelhos, logo no comecinho, para resolver um problema que era exclusivamente dele: um clássico explosivo, pronto para entrar em ebulição. O jogo transcorreu sem grandes traumas depois de sua atitude. Mas um juiz não pode fazer algo errado em nome de algo que seja, em tese, o correto. Essas expulsões me irritaram…

E agora os dois times ficam desfalcados para o próximo jogo.

LUXEMBURGO E OS REFUGOS
O técnico consegue tirar o melhor de jogadores medianos (como Leandro, que era uma bomba com Caio Júnior) e também transforma refugos em jogadores bem úteis. Neste último caso, porém, deu empate. O refugo Léo Lima fez um pênalti besta no primeiro tempo (só eu que não vejo este “volante todo” no Léo Lima???). Denílson mudou o placar com sua entrada na segunda etapa. Luxemburgo, técnico de mentalidade ofensiva, não gosta do Pierre. Prefere volantes que “saibam jogar”. Léo Lima sabe. Mas faz cada bobagem quando tem que marcar ou tocar a bola sem frescura para o lado… Na soma, sou (bem) mais o Pierre, ainda que isso signifique um time menos aberto.

ROGÉRIO CENI
Falhou em um dos gols, é verdade. Mas teve uma baita atuação no clássico. É inegável: o São Paulo é este time cascudo muito em função do seu capitão.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Brasileirão, Palmeiras, São Paulo Tags: ,
17/10/2008 - 17:26

Meu caro Paulo Schmidt,

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Estamos na reta final do Campeonato e a rodada de domingo promete ser espetacular, repleta de clássicos regionais e jogos decisivos. Mas aí eu abro os jornais e leio o seu nome em tudo que é lugar. Vou ao boteco e as pessoas chegam para falar comigo: “E esse tribunal, hein? O que você acha do Paulo Schmidt?”.

Eu é que lhe pergunto, prezado procurador: e este tribunal, hein?

Mas, na verdade, escrevo hoje para lhe dar parabéns. Se o objetivo do Sensacional Tribunal de Justiça Desportiva era “ser relevante”, “mostrar que está presente”, vocês conseguiram. E com brilho! O torcedor já está se acostumando. Não existe Brasileirão sem a mão do STJD. Esse negócio de título decidido apenas dentro de campo é chato demais, né?

O juiz está ao lado do lance e entende que um jogador merece apenas um amarelo por se estranhar com um adversário, às vezes nem marca a falta. Tudo certo? Não… Você vai lá e retruca: “Tem que mandar prender, 120 dias nele!” Aliás, nem sei para que juiz de futebol dá cartão hoje em dia, se temos o glorioso tribunal para “nos defender”.

Para você ter idéia do que estou falando, prezado procurador… Temos aqui na Placar a seção “Personagem do Mês”. É um espaço nobre e que sempre foi ocupado por jogadores, treinadores, e, vá lá, até árbitro de futebol. Dedicamos o espaço para quem decide as partidas. Para a próxima edição, estávamos discutindo sobre alguns nomes. “Alguém da Seleção?” Ninguém agüenta mais o time do Dunga, até para criticar… Algum craque que tenha se destacado, marcado um gol de placa? Não achamos nenhum, nem na Europa. Até que, debaixo dos nossos olhos, estava o grande personagem do mês de outubro: o glorioso STJD.

Pela primeira vez, vamos escrever sobre uma entidade, doutor Paulo. Achei que você iria gostar de saber disso, antes mesmo de a revista chegar às bancas. O STJD está no estrelato!

De minha parte, sigo achando que tribunal é que nem juiz de futebol: é bom mesmo quando ninguém percebe que ele existe…

Tenha um bom fim-de-semana. Aposto que já está com o bloquinho na mão para anotar todos os beliscões, tapas e xingamentos da rodada. “Vamos suspender todo mundo, teje suspenso!” Só uma dica: no Grêmio não sobrou mais ninguém…

Sexta-feira é o dia da Carta-Bomba. Volto no domingo. Um bom fim-de-semana para todos e cuidado com o tribunal…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Brasileirão, Sem categoria Tags:
16/10/2008 - 14:27

Simples: não somos tão bons…

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Seria legal se desse para explicar o sonífero futebol da Seleção em casa apenas pela má escalação do Dunga nestas partidas em que, na teoria, o adversário vem para empatar. Porque seria a comprovação da tese que quase todos nós temos nesta quinta-feira: Gilberto Silva, Josué e Elano juntos no meio-campo é de uma tremenda falta de criatividade! Como não há muito quem marcar, esta é uma maneira de deixar o Brasil menos superior tecnicamente que seus rivais. Sobretudo, menos surpreendente.

Mas aí a gente lembra que, contra a Bolívia, foram escalados Josué, Lucas (Julio Baptista) Diego (Elano) e Ronaldinho (Nilmar); Robinho e Luís Fabiano. Em tese, era uma formação mais leve. E suficiente para vencer um time fraco como a Bolívia. Mas também não resolveu.

Ou vamos até a partida em que o Brasil suou para vencer o Uruguai no Morumbi. Estava escalado com o quadrado… Kaká, Ronaldinho, Robinho e Luís Fabiano. O time do Dunga tomava um baile, até o volantão Josué entrar no lugar do Ronaldinho. E viramos o jogo.

Quem leu os posts aí de baixo sabe que, para mim, o estado de espírito com que esses caras entram em algumas partidas acaba sendo bem mais determinante do que a escalação ou o “trabalho tático” do professor Dunga. E, confesso, fiquei com a impressão de que apenas Kaká e Lúcio suaram a alma para vencer o jogo com a Colômbia.

Porque o resumo dessas escalações do Dunga, que variam bastante, mas que não resolvem, é que a gente também não é tão bom quanto pensa. Não somos um time de jogadores tão maravilhosos assim, que bate em qualquer um, em qualquer rival a hora que quiser. Alguém tem alguma dúvida de que bolivianos e colombianos vieram ao Brasil para fazer o chamado “jogo da vida deles?”. Um time com este espírito, ainda que mais fraco, pode mesmo encarar a Seleção. Não somos tão maravilhosos quanto achamos que somos.

A escalação, a maneira de jogar, é uma questão menor no meio de tudo isso. Seria fácil se fosse possível (e conveniente para todos nós), mas a tática não serve para explicar 100% o futebol. Por isso, ele é o esporte mais legal do mundo. Menos quando tem jogo da Seleção, é claro…

O Gilberto Silva foi bem na saída do jogo, naquelas entrevistas ainda no gramado: “Estamos em segundo lugar na tabela, não é desesperador”. Não é mesmo, Gilberto. A palavra é outra. Jogo do Brasil é desanimador…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Seleção Tags:
16/10/2008 - 10:47

Fora do ar

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Caros,

Por problemas técnicos o que escrevi depois do “jogo” da seleção com a Colômbia sumiu do ar, incluindo os comentários.

Enquanto o iG tenta solucionar o problema, peço desculpas aos leitores.

Rizek

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
14/10/2008 - 12:47

Ajude o Brasil a ganhar!

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Comentei depois da pelada contra a Venezuela que, muito mais do que escalação e tática, o que faz a diferença nesses jogos contra as babas é o estado de espírito da seleção. Os caras vão estar a fim hoje? Essa pergunta tem sido mais importante do que saber o esquema tático que o professor Dunga vai usar (nesse tipo de jogo).

Ultimamente, o Brasil só tem jogado bola quando se sente “desrespeitado” de alguma forma, quando está com raiva. Pode ser a capa de um jornal qualquer do Chile, ou uma frase qualquer (ainda que distorcida…) de um adversário. Contra a Venezuela domingo, foram os problemas no vôo e o barulho que fizeram durante a noite no hotel do Brasil. “Respeitem a seleção”, os caras inflaram o peito e foram lá fazer o que tinha de ser feito no campo.

Contra a Bolívia, na última rodada, não teve nada para provocar a Seleção e a gente saiu com aquele empate ridículo de 0 x 0. Então, vamos fazer a nossa parte para o Brasil conseguir, pela primeiras vez, duas vitórias seguidas nas Eliminatórias.

A minha singela participação:

– Robinho tem talento para um dia ganhar o prêmio de melhor do mundo. Mas virou um tremendo mascarado e este é seu grande obstáculo. Está até difícil torcer por ele… (conto com um golaço do Robinho no Maracanã)

– Dunga, um jogador que sempre respeitei e até cultuei, é um dos treinadores menos carismáticos que já vi na vida. Não consigo ter a menor empolgação quando escuto ele falar.

– Fixar Gilberto Silva e Josué no time titular é de uma mesmice e de uma falta de repertório incríveis.

– Kaká é o melhor jogador brasileiro na atualidade, disparado, e hoje ele é muito mais importante para o time do que o técnico. Baixa a bola, Dunga.

– Adriano e Luis Fabiano quebram um baita galho. Mas se o Gordo estiver a fim da Copa de 2010, não custa nada calçar as sandálias da humildade e dar uma atenção para ele. Nossos centroavantes atuais são bons, mas são comuns.

Ajude o Brasil, mande também a sua mensagem (sincera…) para o jogo com a Colômbia.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Seleção Tags: , ,
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