Arquivo de setembro, 2008
30/09/2008 - 19:51
Alteração na Primeira Divisão: saem Santos, Vasco e Fluminense. Entram Bragantino, Barueri e Santo André para 2009.
Anima?
Não importa o tamanho de um clube ou de sua torcida. Se ele caiu dentro de campo, está rebaixado e ponto final. Não é de virada de mesa que vou falar, antes que um leitor mais apressado já saia me chamando de “bairrista” (o termo da moda) aqui nos comentários. Mas talvez seja o caso de a gente pensar um torneio nacional ainda mais enxuto, com 18 times, subindo e caindo apenas duas equipes.
Sinceramente, tenho cada vez mais a certeza de que não temos 20 times de Série A no Brasil…
Sei que a briga contra o rebaixamento, caindo quatro clubes, torna o Brasileirão sensacional em todos os cantos da classificação. Mas também produz a promoção de quatro times da Segundona que, na grande maioria das vezes, não são melhores do que os que caíram e, para ser bem sincero, acrescentam muito pouco à primeira divisão, como foi o caso do América de Natal ano passado. Como é o caso do Ipatinga este ano, que joga para fantasmas em seu próprio estádio.
Se o Braga ou o Santo André subirem, por exemplo, será para fazer como o Ipatinga faz este ano. Um mero bate-e-volta. Subindo apenas duas equipes, a seleção fica bem mais rigorosa.
O Brasileirão de pontos corridos tem uma seqüência recente, de apenas seis edições. Natural que a gente discuta alguns ajustes. Quero com este post apenas levantar a discussão. E saber a opinião de vocês: estou viajando ou vale a pena pensar em uma mudança?
Autor: André Rizek - Categoria(s): Brasileirão
Tags: pontos corridos, regulamento, Série A
30/09/2008 - 11:53
Já escrevi anteriormente o que penso sobre Diego Souza ir a julgamento no Sensacional Tribunal de Justiça Desportiva (também conhecido como STJD) por causa do lance (banal, de jogo) em que sobrou uma “mãozada” na cara do volante Fabrício, do Cruzeiro, na partida entre os dois clubes.
Não foi agressão, não foi “ato hostil”, não foi sequer falta (o juiz nada marcou, diga-se). O palmeirense vai ser julgado hoje porque o lance (banal) passou na TV (nem foi para o Youtube
), os jogadores do Grêmio pediram uma punição (porque já tiveram gente punida também) e, bingo, o pessoal do tribunal viu a chance de aparecer – imagine passar uma semana sem um julgamentozinho “de peso”, sem sair no jornal. Teria até gente dizendo que o tribunal não precisa existir
O pior é que todo mundo sabe que nem o Sensacional Tribunal de Justiça Desportiva seria capaz de aplicar uma suspensão ao palmeirense (ou seria?). Quanta perda de tempo
Autor: André Rizek - Categoria(s): Palmeiras
Tags: Diego Souza, STJD
28/09/2008 - 21:10
Pior que perder um Grenal de goleada (existe coisa pior?) é o tricolor gaúcho ver confirmada na segunda colocação a curva descendente, depois deste 4 x 1. É um duro golpe psicológico, ainda mais perdendo o Tcheco (expulso e com o terceiro amarelo) por duas partidas e o Pereira saindo machucado.
Resultado que coloca o Inter a quatro pontos da zona da Libertadores (com quatro vitórias consecutivas…). E que, a 11 rodadas do fim, deixa a distância de apenas quatro pontos entre o líder e o quinto colocado do Brasileirão. Isso faz deste Brasileiro um torneio espetacular. E raro. A corrida para o título está neste momento com Palmeiras, Grêmio, Cruzeiro, Flamengo e São Paulo. Detalhe: os três primeiros colocados não venceram na rodada…
O clássico gaúcho era sensacional até os 28 do primeiro tempo (era lá e cá, ritmo frenético), quando o Inter fez o segundo gol em batida de falta rápida (totalmente legal, mas o Tricolor se sentiu envolvido em uma “pegadinha” do jogo e se perdeu). Pela segunda vez atrás no marcador (em menos de 30 minutos), o Grêmio não teve força e controle emocional para começar “tudo de novo”. O jogo continuou sensacional apenas para uma das equipes…
O Inter, com uma zaga insegura (o resultado não desmente isso), um lateral-esquerdo que não existe, mas com grandes jogadores do meio pra frente, jantou o rival. Graças a Guinazu, Alex, Nilmar e D´Alessandro. São os que fazem a diferença.
O Grêmio está fora da parada? Queimei a língua com o palpite que tinha para o Grenal (já estou vendo as cobranças nos comentários…), mas só um louco para afirmar isso. Os cinco primeiros da tabela devem brigar cabeça a cabeça até o fim. Ainda não vejo o Palmeiras tão superior ao resto da turma…
O Cruzeiro não mostra força nos jogos mais decisivos (leia mais no post abaixo sobre o time celeste e o São Paulo), os confrontos diretos, mas assim mesmo está a apenas quatro pontos do líder. Como desprezá-lo?
Veja como serão as últimas 11 rodadas para estas equipes. E faça suas contas…
PALMEIRAS (50 pontos): Atlético Mineiro (c), Figueirense (f), São Paulo (c), Fluminense (f), Goiás (c), Santos (f), Grêmio (c), Flamengo (f), Ipatinga (c), Vitória (f), Botafogo (c)
GRÊMIO (50 pontos): Botafogo (c), Santos (c), Portuguesa (f), Sport (c), Cruzeiro (f), Figueirense (c), Palmeiras (f), Coritiba (c), Vitória (f), Ipatinga (f), Atlético MG (c)
CRUZEIRO (46 pontos): Sport (c), Ipatinga (c), Atlético MG, Atlético PR (f), Grêmio (c), Goiás (f), Fluminense (c), Náutico (f), Flamengo (c), Inter (f), Portuguesa (c)
FLAMENGO (46 pontos): Náutico (f), Atlético MG (c), Vasco, Coritiba (c), Vitória (f), Portuguesa (c), Botafogo, Palmeiras (c), Cruzeiro (f), Goiás (c), Atlético PR (f)
SÃO PAULO (46 pontos): Ipatinga (f), Náutico (c), Palmeiras (f), Vitória (c), Botafogo (f), Inter (c), Portuguesa (”f”), Figueirense (c), Vasco (f), Fluminense (c), Goiás (f)
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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28/09/2008 - 19:33
São Paulo 2 x 0 Cruzeiro. O resultado impressiona, pelos times envolvidos e pelos últimos bons resultados do Tricolor. Mas a verdade é que nenhuma das duas equipes fez uma grande partida no Morumbi, ao contrário do que se esperava. Um empate sem graça de 0 x 0 estava de bom tamanho até André Dias, o melhor em campo, fazer o primeiro de cabeça. Estava difícil para o São Paulo chegar tocando, não acontecia quase nada em campo.
Tem muita gente que reclama de Dagoberto, que acha que ele é um jogador improdutivo. Mas o São Paulo não encosta nele… O São Paulo não consegue jogar de pé em pé. Questão de estilo. O que importa, no fim das contas, é que o time arranjou uma forma de bater um candidato direto, ainda que a equipe de Muricy não tenha mostrado um futebol de encher os olhos.
Gozado é este time do Cruzeiro. De repertório variado, que toca bem a bola, vai envolvendo o adversário. Mas passa a impressão (não é de hoje) de não ser tão determinado, de não ter a faca entre os dentes. Falta um pouco de tensão a este equipe. Curioso é que esta crítica vem sendo feita há pelo menos dois anos ao time celeste, com vários treinadores, apesar de algumas boas campanhas.
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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26/09/2008 - 20:37
Quem abre os jornais ou escuta boa parte do jornalistas falar sabe do que estou dizendo. Já entregaram a taça para o Palmeiras. O senso comum, hoje, é de que o Grêmio despenca e o Palmeiras sobe de maneira inapelável rumo à taça.
Será mesmo? Acho tão cedo para decretar a derrocada gremista… O time está na liderança desde a 14ª rodada do primeiro turno e só perdeu quatro jogos em todo o campeonato. O Palmeiras não assumiu o primeiro lugar em nenhuma rodada do Brasileirão até agora. Mas já é o campeão para muita gente…
Por isso, o desafio do Grêmio neste fim-de-semana é tão interessante. Fico imaginando como deve ser desagradável você trabalhar tão bem, como faz o Grêmio no Brasileirão, e só escutar dos outros que não vai chegar, mesmo sendo o líder há tanto tempo (12 rodadas, precisamente). Sei que o Grêmio está acostumado, mas…
Se o Tricolor vencer o clássico no Beira Rio, será um feito de campeão, uma tremenda força psicológica para mostrar aos rivais que o líder segue com força de líder. A recíproca também é verdadeira. Eventualmente perder o primeiro lugar para o Palmeiras neste momento pode até não ser, na frieza da matemática, o fim dos mundos. Mas psicologicamente seria a confirmação da tese nacionalmente já aceita (fora da torcida tricolor…), de que o Palmeiras é o campeão brasileiro de 2008. Ainda mais porque o confronto direto entre eles será em São Paulo.
Mero (e perigoso, tratando-se de Grenal) palpite: o Grêmio vence o clássico. E digo isso baseado na bela partida que o time fez contra o (fraquíssimo) Atlético Paranaense na última rodada. Passou a mensagem de que o Tricolor está de volta. Sei que essas coisas não valem muito em um clássico como este, mas não confio neste Inter…
Campo minado
O Palmeiras é favorito contra o Náutico em qualquer estádio do mundo. Menos no indecente gramado dos Aflitos. Luxemburgo vai ter que mudar um pouco a maneira de o time jogar para se virar naquela buraqueira…
E ainda tem São Paulo x Cruzeiro, Vasco x Ipatinga, Santos x Portuguesa, Botafogo x Fluminense, Atlético Mineiro x Figueirese e o Atletiba… Mesmo os jogos “periféricos”, como Flamengo x Sport (só vale muito para um deles) ou Goiás x Vitória (ainda não coloco o time esmeraldino na briga pela Libertadores. Ainda…) são capazes de fazer a gente grudar na poltrona.
Nosso campeonato pode não ter as melhores equipes do mundo. Mas não há, em lugar nenhum, torneio nacional tão emocionante como o Brasileirão.
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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26/09/2008 - 17:18

Estão aí as quatro capas da edição de outubro da Placar, que começa a chegar às bancas (depende da cidade…) nesta sexta-feira.
Os temas de capa são “Corinthians 2009″ (SP), “Por que o Inter não decolou” (RS), “Fábio Luciano dono do Flamengo” (RJ e Norte/Nordeste) e o “Dilema Adílson Baptista (Gênio ou Louco?)” para Minas Gerais.
Tem ainda uma bela matéria sobre a recuperação do Ronaldo, um perfil do palmeirense Kléber (toma juízo, rapaz…), uma análise completa dos “intrusos” Coritiba e Vitória (vieram da Série B, têm as revelações do campeonato, belos times, técnicos emergentes e disputam uma vaga na Libertadores), Van Nilstelrooy no pôster do mês e outras coisas mais.
É uma edição mais boleira este mês (no bom sentido), que fala mais do jogo e menos de bastidor, em relação aos meses anteriores.
Se quiserem discutir a edição mais pra frente (depois de ler, de preferência…), o blog está aberto para isso, assim como a comunidade da Placar no Orkut.
Boa leitura!
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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26/09/2008 - 12:43
Walter Feldman, na segunda-feira vai inaugurar o tão esperado museu do futebol no Pacaembu e esta semana pude lhe perguntar novamente – insistir, na verdade – por que um museu do futebol, em um estádio (maravilhoso) de futebol, não será aberto em… dia de jogo de futebol. Agradeço por sua resposta sincera:
– A cultura da paz não está instalada nos estádios de São Paulo.
Como secretário municipal de esportes na capital paulista, o senhor sabe do que está falando. Mas… lhe pergunto por meio desta, prezado político: e de quem é a culpa por nossos estádios serem inseguros? De quem é este problema de segurança pública (gravíssimo, de anos, sem que nada seja feito para superá-lo) senão de vocês mesmos, gestores públicos?
Sei que o senhor é “apenas” um secretário municipal atualmente. Não é uma crítica pessoal. Apenas convido o senhor para uma reflexão sobre o papel, ou não-papel, do Estado brasileiro, incutido na resposta que o senhor me deu. De quem é a obrigação de cuidar da segurança pública? Do Estado, oras! São vocês os responsáveis por garantir a integridade física das pessoas e de monumentos como o Pacaembu e seu museu. Mas o Estado sempre finge que não é com ele… “A cultura da paz não está instalada”, como se isso não fosse com vocês, gestores públicos.
O senhor saberia me responder quantas pessoas foram presas após aquela selvageria protagonizada pela torcida corintiana neste mesmo Pacaembu, na Libertadores de 2006, contra o River Plate? Quantas pessoas foram indiciadas ou mesmo “detidas para averiguação”? Eu lhe respondo: nenhuma, zero, nada, ninguém. O senhor tem medo de que na próxima (certamente teremos próximas, com toda essa omissão do Estado) quebrem o museu. E quebrariam mesmo, por um motivo simples: o Estado brasileiro é incompetente. Vocês são incompetentes. Diga-me um plano sério que vocês políticos já tenham feito nesta área e prometo ao senhor que rasgo, ou deleto, na verdade, esta carta.
É mais fácil fechar o museu. É mais fácil não fazer um restaurante panorâmico no estádio, não fazer boas lanchonetes e banheiros. Porque, como ninguém faz nada para impedir, acabariam quebrando tudo mesmo, não é? É mais fácil separar as torcidas por grades, como se fossem todos uns animais, inclusive fortalecendo essa imagem, do que arregaçar as mangas para oferecer segurança à população que curte futebol. O cidadão que se vire se quiser ir ao estádio sem apanhar.
Felizes são os ingleses, que vivem sem grades e alambrados nos estádios deles. Eles pagam mais impostos que a gente. Mas lá o governo assumiu a segurança como um problema de Estado. E num trabalho notável enfrentou e baniu os hooligans (era pior do que aqui, acredite). Já no nosso país… Bem, aqui o plano é usar grades e cadeado mesmo.
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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25/09/2008 - 15:08
Dividi os jogadores convocados (e os ausentes…) nesta quinta-feira em 9 categorias, para a gente poder discutir sobre a lista do Dunga para os jogos com Venezuela e Colômbia.
Nada a declarar (as unanimidades hoje)
Julio Cesar, Lúcio, Juan, Kaká, Robinho, Luís Fabiano
As boas apostas
Maicon (faz tempo que joga bem na Inter e não compromete em nada na seleção), Daniel Alves (tinha que ser mais usado como opção nos momentos de tédio ofensivo do Brasil), Juan (lateral), Lucas (põe para jogar, Dunga!), Jô (cada vez mais, um jogador para o futuro da seleção)
Os “úteis” (jamais serão titulares, mas completam o time)
Júlio Baptista, Elano e Alex (eu achava que ele viria a se tornar um jogador excepcional – isso não aconteceu, nem acontecerá)
Gosto se lamenta
Doni (vai entender…) e Gilberto Silva (inexplicável com Hernanes de fora — e com a pasmaceira que hoje predomina no meio-campo da seleção)
Não é o momento…
Thiago Silva e Kleber. Os dois estão mal… O zagueiro ainda dá para entender: é aposta para o futuro. Mas o Kléber de novo?
Estão devendo (na seleção), mas tem que insistir
Pato e Anderson
A novidade
Mancini convocado como meia-atacante (como definir a posição dele?). Sinceramente não acho que ele vá mudar a vida na seleção. Mas é bacana ver uma coisa diferente de vez em quando no time do Dunga. Ele disse que o Brasil precisa de jogadores que tomem a iniciativa pelas laterais do campo. Esta aí a posição do Mancini: um jogador que usa a lateral do campo, pronto. Mas, detalhe: é preciso armar um time para ele poder jogar assim…
Os ausentes
Ronaldinho (Dunga e a CBF admitem com esta convocação que levá-lo para as Olimpíadas e ter dado todo aquele moral ao jogador na seqüência, para as paridas com o Chile e a Bolívia, foi um erro, que era previsível. Duvido que seja uma punição para a balada pós-empate com os bolivanos – outros teriam que ficar de fora também).
Diego é um jogador nota 6 na seleção, na posição em que todo mundo cobra, pelo menos, um nota 8,5. Já teve muitas chances. Duvido que possa mostrar muito mais do que já mostrou. Curioso é que está sendo substituído, na pratica, por Mancini, em sinalização de que, talvez, Dunga pense em uma outra maneira de jogar, dê uma chacoalhada na estrutura do time. Só esperando para ver…
O patinho feio
Josué. Não compromete. Mas também não faz tão feio quanto dizem… Não custaria nada deixá-lo para trás. Mas também não me incomoda, como Gilberto Silva.
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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23/09/2008 - 18:21
O amigo já deve ter visto o vídeo em que Ronaldo, em seu primeiro treino com bola depois de ter operado o joelho (pela enésima vez), tira um sarro e acerta a trave, de fora de área, por três vezes consecutivas. De propósito. Sem truque. O vídeo não tem nada demais, mas você pode assistir no “concorrente” clicando aqui. Não tem assim, digamos, nenhum efeito especial.
Esta aí a diferença entre os nossos Ronaldos. O “inho” é um jogador de efeitos especiais. Jogador de comercial da Nike — estou lembrando, entre outros, do famoso vídeo em que ele acerta a trave quatro vezes, com truque de filmagem, tudo de mentirinha.
Talvez Ronaldinho tenha habilidade para acertar a trave 500 mil vezes. Não importa. Ele a usa para fazer efeitos especiais. É o que ele gosta de fazer. Deixem o cara… Só não me peçam para gostar desse estilo globetrotters. Prefiro ir ao cinema mesmo.
Ronaldo também foi produto de marketing, como todos são hoje em dia. Mas ele ia lá e mostrava que era o que vendiam sobre ele. O personagem e o jogador-fenômeno conseguiram andar juntos na maior parte do tempo — as batalhas contra o joelho ainda engrandecem o personagem. E o jogador.
Ronaldinho deve ser um dos sujeitos mais habilidosos da história do futebol. De qualquer esporte. Mas o roteiro que desenharam para ele era maior que o jogador, apesar das duas temporadas em que jogou como monstro no Barça — teria desencanado depois disso? O personagem está cada vez maior em relação ao jogador. E ele nunca teve de enfrentar uma lesão mais grave…
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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22/09/2008 - 19:47
Muita gente pergunta quem é o melhor jogador do campeonato. E eu sempre respondo a mesma coisa: não tem um melhor jogador do Brasileiro 2008. Ainda….
A Bola de Ouro da Placar premia a regularidade. Mandamos um jornalista para todos os jogos com bloquinho na mão. Ele assinala uma nota de 0 a 10 para quem jogou (15 minutos, pelo menos). A maior média ao fim do torneio define o melhor jogador da competição.
Depois da última rodada, Keirrison assumiu a dianteira, com média 6,29. Merecidíssimo. Se eu tivesse de cravar hoje, de cabeça, quem é o jogador que vem fazendo mais diferença, não teria dúvida em apontar o K9 do Coxa. Veloz, habilidoso, com frieza para definir. Se jogasse no São Paulo ou no Flamengo, já estariam pedindo o rapaz na seleção. Basta ver o barulho que foi feito quando Everton estreou pelo Mengo… No dia seguinte, já tinha matéria falando de seleção brasileira.
Abaixo do Keirrison, hoje estão o goleiro Victor (6.25), o lateral Juan (6,24) e os goleiros Fábio (6,19) e Gallato (6,18), que vem conseguindo ser o melhor jogador em todos os jogos deste lamentável Atlético Paranaense.
Três goleiros entre os cinco primeiros da Bola de Ouro é sintomático… Com todo respeito aos camisas 1, isso mostra que não há, neste momento, grandes craques enchendo os nossos olhos mesmo (ano passado deu Thiago Neves, e tinha ainda o Valdívia na cola dele…).
Se continuar assim, Keirrison tem grande chance de levar o troféu para casa. Porque o garoto vem numa fase muito regular. Mas tem uma coisa que nossa Bola de Ouro acaba não captando, pelas características do prêmio. Digamos que Diego Souza ou Marcos (ou os dois…) façam uma partida extraordinária contra o Grêmio e que tal partida, embora o campeonato tenha 38 rodadas, seja aquela que fique marcada, na cabeça das pessoas, como o jogo do título?
O status de “Craque do Brasileiro 2008″ acabará caindo no colo deles. Ou no Theco ou do Victor, por exemplo, se a recíproca gremista for verdadeira. É a diferença da Bola de Ouro para as tradicionais eleições de “melhores do campeonato”, como no prêmio da Globo.
Não digo que isso seja ruim, nem que seja bom. Mas simplesmente este Brasileirão, após 26 rodadas, ainda busca o seu craque. Por enquanto, a Bola está entregue em ótimas mãos, ou pés, de Keirrison. Esse moleque vai longe… Pena que muito em breve teremos de vê-lo crescer disputando algum campeonato europeu. Que seja um decente, pelo menos, e não o Russo, Ucraniano ou um Grego da vida.
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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